Mogi das Cruzes, a caminho do Vale do Paraíba e das Minas Gerais, foi importante centro de atividades culturais no período colonial. Hoje seu patrimônio cultural tem no conjunto carmelita seu ponto de resistência, pois muitas de suas obras coloniais estão dispersas. Políticas de meados do século XX aviltaram aqueles centros culturais coloniais em detrimento do progresso industrial que, à maneira do ocorrido no século XIX, encobriu com tintas brancas as belezas das tintas e dourados barrocos. Passado o modismo neoclássico imperial, a República se pautou no positivismo, deixando à mingua os conventos religiosos e as antigas matrizes em taipa de pilão, que foram substituídas por igrejas neocoloniais. Nestas mudanças as imagens dos santos barrocos foram trocadas por santos de gesso e os altares levados para outras localidades, como o da antiga matriz mogiana que se encontra na igreja N. S. do Brasil, na Av. Europa, capital paulista. | ||
As imagens atribuídas a Frei Agostinho de Jesus | ||
Atribuições das imagens do Museu das Igrejas Carmelitas | ||
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
MOGI DAS CRUZES E OS AGOSTINHOS DE JESUS
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Frei Agostinho da Piedade
Frei Agostinho da Piedade (1580: Alcobaça, Portugal – 1661: Salvador, BA).
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| Santo Amaro-Sec.XVII Frei Agostinho da Piedade-Barro cozido e policromado |
Veio para a Bahia ainda muito jovem, ordenando-se monge no Mosteiro de Săo Bento de Salvador (BA) por volta de 1610, anda que sua presença ali só seja documentalmente atestada a partir de 1619. Permaneceu na Bahia até o final da vida, alternando-se entre o referido mosteiro e a administração da Fazenda de Itapuã, também pertencente à ordem beneditina.
Sua obra escultórica, produzida ao que parece exclusivamente em barro cozido, constitui provavelmente a primeira manifestação de arte erudita realizada no Brasil, ainda nas primeiras décadas do século XVII. A comprovação documental de sua autoria se estende por um conjunto de cerca de 30 peças sacras.
Entre seus trabalhos, merecem destaque uma detalhada imagem de Nossa Senhora do Monserrate, atualmente guardada no Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia, em Salvador; e os doze bustos relicários do Mosteiro de Săo Bento, produzidos ainda no início de sua carreira, nos quais se pode notar de forma mais intensa a influência das imagens renascentistas vistas por ele na infância em Portugal e guardadas em sua memória.
Săo também de sua autoria as imagens de Senhora Santana-Mestra, pertencente à Igreja dos Aflitos; de Santa Mônica, atualmente na sede da seção baiana do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); de Săo Pedro Arrependido, na Igreja de Nossa Senhora do Monserrate, todas em Salvador; e também as do Menino Jesus, existente no Mosteiro de Săo Bento, em Olinda (PE); de Săo Bento, na Paraíba; de Nossa Senhora do Monserrate, no Mosteiro de Săo Bento de Săo Paulo; de Santo Amaro, no Museu de Arte Sacra de Săo Paulo; e de Nossa Senhora com o Menino Jesus, que pertenceu à coleçăo particular do poeta Jorge de Lima, no Rio de Janeiro.
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| Nossa Senhora dos Prazeres-Sec.XVII Frei Agostinho da Piedade- Barro cozido e policromado |
Dom Clemente Maria da Silva Nigra, monge do Mosteiro de Săo Bento do Rio de Janeiro, dedicou-lhe os estudos “Frei Agostinho, religioso de Săo Bento”, publicado na Revista do Instituto Brasileiro de História da Arte, em 1954; e “A descoberta do artista Frei Agostinho da Piedade”, publicado no caderno Artes e Letras do Diário de Notícias, de Salvador, em abril de 1961.
Teve como discípulo, em Salvador, o também frei beneditino Agostinho de Jesus, primeiro grande artista nascido no Rio de Janeiro, e que desempenhou papel relevante na história das artes brasileiras no período colonial.
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| Nossa Senhora do Monserrate |
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| Săo Pedro Arrependido |
Ao longo dos anos, obras de sua autoria vem sendo incluídas em exposições sobre arte barroca e colonial brasileira, como a Retrospectiva de Arte Sacra Brasileira, realizada no Rio de Janeiro, em 1955; a exposiçăo Tradiçăo e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, promovida pela Fundaçăo Bienal, na capital paulista, em 1984; e Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Barroca, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 2000.
Fontes
CAVALCANTI, Carlos. Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. MEC/INL, 1974.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das Artes Plásticas no Brasil. Civilizaçăo Brasileira, Rio de
Janeiro, 1969.
RODRIGUEZ, Vanessa Brasil Campos. O lugar do Amado: uma leitura da imagem de Nossa Senhora do Monteserrate, de frei Agostinho da Piedade (séculoXVII). Revista Ohun, agosto, 2004. <http://www.revistaohun.ufba.br/html/o_lugar_do_amado.html>
< http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/Enc_Artistas/
dsp_dados_artista.cfm?id_nome=280632&cd_idioma=28555>
Lançado guia para viajar pela história de Minas
Publicação do Iepha reúne pela primeira vez todos os bens protegidos pelo estado ao longo de 40 anos, incluindo o trabalho de pesquisa histórica e bibliográfica do instituto.
Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida, em Conceição do Mato Dentro, é um dos tesouros abrigados nas páginas da coletânea.
“Neste guia está o trabalho de pesquisa histórica e bibliográfica desenvolvido desde 1971, quando foi criado o Iepha”, diz o presidente do instituto, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, Fernando Cabral. Ele explica que os 1,5 mil exemplares da obra contendo 99 processos de tombamento são dirigidos a gestores culturais, prefeituras, autoridades da Justiça, Ministério Público Federal e de Minas Gerais, além de pesquisadores. “Trata-se de uma ferramenta importante para fiscalização e preservação dos bens, já que o estado detém o maior patrimônio cultural do país”, acrescenta Cabral. O guia, com 400 páginas e foco em mais de 40 cidades, foi produzido com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Uma segunda edição ampliada já está em fase de produção – o atual volume contempla tombamentos feitos até 2002. “De lá para cá, tivemos outros processos e torna-se imprescindível incluí-los. A proteção de outros bens está a caminho, entre eles a Fazenda Santa Clara, em Santa Rita do Jacutinga, na Região Sul, e o Colégio Dom Bosco, no distrito de Cachoeira do Campo, em Ouro Preto”, diz o presidente do Iepha. Para a edição ampliada, o instituto busca parceiros na iniciativa privada: “Grandes empresas que atuam em Minas investem mais em projetos culturais no Rio de Janeiro e em São Paulo do que aqui. Queremos que participem desse projeto”.
Recheado de fotos atuais e antigas, mapas, plantas originais das construções, desenhos e detalhes, o guia foi organizado na forma de fascículos e tem cores distintas para cada cidade: a Matriz de Nossa Senhora Aparecida, no distrito de Córregos, em Conceição do Mato Dentro, em vermelho, a casa onde nasceu o pai da aviação, no Parque Cabangu, em Santos Dumont, em laranja, o conjunto da Praça Rui Barbosa (Estação), em BH, em verde, e Biribiri, em Diamantina, em marrom. Os textos ficaram a cargo de 39 autores, todos especialistas do Iepha, entre arqueólogos, arquitetos, restauradores, historiadores, espeleólogos, desenhistas, comunicadores visuais, museólogos e técnicos.
A iconografia (mapas, imagens, plantas etc.) presente no guia é muito rica, observa o técnico em gestão e proteção do Iepha Adalberto Mateus. E, com tantos séculos de história, não poderiam faltar curiosidades que dão mais sabor à leitura. Adalberto cita a Igreja de Santo Amaro, no distrito de Brumal, em Santa Bárbara, que tem um quadro emoldurando o vão de uma janela, na lateral direita do altar. De acordo com o texto escrito por Andrea Sasdelli Leite Praça, em setembro de 2011, “a abertura desse vão relaciona-se com a imagem da cena pintada por artista desconhecido, que teve a preocupação de criar, como muitas experimentações artísticas empreendidas na Europa, entre fins do século 13 e meados do século 17, um jogo de perspectiva que, junto a tal abertura, fortalece a sensação de tridimensionalidade de seu quadro, na realidade, plano”. Por Gustavo Werneck
As cidades com bens tombados pelo Iepha/MG
Belo Horizonte, Belo Vale, Barbacena, Santana dos Montes, Pedro Leopoldo , Santa Luzia, Couto de Magalhães de Minas, Brumadinho, Sabará, Conselheiro Lafaiete, Cristiano Otoni, Mateus Leme, Congonhas, Oliveira, Caxambu, Ouro Branco, Jequitibá, Araxá, Caeté, Minas Novas, Serro, Chapada do Norte, Sacramento, Conceição do Mato Dentro, Pirapora, Buritizeiro, Várzea da Palma, Santa Bárbara, Catas Altas, Piranga, Simão Pereira, Viçosa, Barão de, Cocais, Água Comprida, Mariana, Matozinhos, Leopoldina, São Thomé das Letras, Uberlândia, Ouro Preto, Itacambira, Diamantina, Santos Dumont, Varginha, Cordisburgo e Lambari.
Fonte: em.com.br
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Festa de N. Sra. da Abadia
Veja a Programação da Festa aqui
HISTÓRICO Da Romaria a Nossa Senhora da Abadia de Água Suja
Água
Suja, hoje Romaria, começou sua existência como povoado, no tempo da
guerra do Paraguai, quando alguns garimpeiros, vindos de Estrela do Sul,
descobriram aí ricas jazidas de diamante. Em 1867 foi descoberto o
primeiro e daí por diante, o córrego “Água Suja”, que se desemboca no
rio Bagagem, tornou-se célebre, emprestando seu nome à povoação que logo
foi surgindo com os diamantes.
Nossa
Senhora- Seus primeiros habitantes, sempre devotos de Nossa Senhora,
como seus antepassados, com grandes dificuldades, iam todos os anos à
longínqua Ermida de Muquém (norte de Goiás) a fim de cumprir suas
promessas e honrar a mãe de Deus, participando da concorrida romaria
anual.
Nossa Senhora da Abadia- Nessa Ermida era
invocada Nossa Senhora da Abadia, invocação importada de Portugal para a
capela de São Tomé, na paróquia de São José do Tocantins, em Goiás.
Capela
de Nossa Senhora da Abadia- Crescendo, porém, a população de Água Suja,
crescia também a dificuldade de se deslocarem os devotos até Muquém.
Surgiu então entre os habitantes a idéia de se construir uma capela em
honra de Nossa Senhora da Abadia, se os emissários do governo imperial
os não viessem incomodar nesse recanto, com a designação para o serviço
da campanha do Paraguai.
Levaram
a idéia ao conhecimento de D. Joaquim Gonçalves de Azevedo, bispo de
Goiás, pedindo licença para que na capela a ser construída gozassem os
peregrinos dos mesmos favores espirituais de que gozavam os de Muquém. O
prelado concordou graciosamente.
Capela
provisória e imagem- No ano de 1870 foi construída uma capela
provisória e deu-se início também ao transporte de material para o
futuro santuário. Providenciaram logo a aquisição de uma imagem de Nossa
Senhora da Abadia. Foi encomendada de Portugal, na capital de império.
Foi transportada do Rio a Barra do Piraí em lombos de animais. E daí em
diante veio de trens e carro de bois, trazida pelo viajante português
Custódio da Costa Guimarães. O povo feliz foi esperar a imagem a algumas
léguas de distância do arraial nascente. No encontro do povo com o
comboio, a imagem foi benta ali mesmo. E assim Nossa Senhora da Abadia,
rodeada pelos seus filhos e devotos, foi recebida triunfalmente entre
aclamações apoteóticas e o espocar de fogos de artifício, foguetes e
morteiros e aos acordes marciais, sendo entronizada na capela
provisória. Quatro anos depois foi levada para a nova igreja ainda
inacabada.
Favores- A
SS. Virgem, vendo a grande fé com que esse povo venerava sua imagem,
não cessou, até o dia de hoje, de alcançar de seu Divino Filho, graças
extraordinárias e até milagres em favor dos que a Ela recorrem e procuram neste santuário.
Peregrinos
fiéis- Quem uma vez lá ia a Água Suja, por curiosidade, ou por
sentimento religioso, assistir aos festejos em honra a SS. Mãe de Deus,
nunca mais deixava de lá ir, de modo que as romarias começaram a crescer
de ano para ano. De todas as partes do Triângulo Mineiro e dos estados
vizinhos, acorriam os romeiros em busca da imagem. A fé, às vezes fraca,
aumenta sempre, ao vermos favores dispensados tão generosamente por
intercessão de Nossa Senhora da Abadia neste Santuário.
Promessas-
Foram e são ainda milhares os peregrinos que se deslocam de grande
distância, a fim de cumprirem suas promessas. Incontáveis são os
ex-votos que se recebem no Santuário.
Já no
ano de 1919, no dia 15 de agosto, dia anual da festa, o número dos que
vieram à romaria foi de mais ou menos 40.000. A festa é sempre precedida
de piedosa e concorrida novena, iniciando-se a 06 de agosto.
Santuário
episcopal- Em 1874 pode já a festa ser celebrada na nova igreja, ainda
em fase de construção. Em 18 de dezembro de 1907 foi-lhe concedido o
título de “Santuário Episcopal de Nossa Senhora da Abadia de Água Suja”.
Era paróquia desde o ano 1872.
Padre Eustáquio- A 16 de julho de 1925 a paróquia foi confiada à Congregação dos Sagrados Corações. De 1926 a 1935 foi vigário da mesma o Revmo. Pe. Eustáquio Van Lieshout, ss. cc., que faleceu em Belo Horizonte, em 30 de agosto 1943, com fama de santidade.
Foi beatificado aos 15 de junho de 2006 em Belo Horizonte. Em Eustáquio e junto dele o Memorial de Padre Eustáquio. Os dois inaugurados no mesmo dia da beatificação.
1929
Padre Eustáquio havia construído um monumento em homenagem a Nossa
Senhora da Piedade. Ao lado desse monumento foi construído o Oratório do
Bem Aventurado
O Novo
Santuário- Em 1926, quando o número dos romeiros já ultrapassava a casa
dos cinqüenta mil, na festa de agosto, o santo Vigário de Água Suja,
hoje Romaria, Padre Eustáquio Van Lieshout iniciou a construção do
majestoso Santuário.
A
Imagem de Nossa Senhora da Abadia representa o mistério da Assunção de
Nossa Senhora. Leva nos braços seu Filho. Sua festa é por isso mesmo no
dia15 de agosto, dia em que a Igreja Universal comemora a Assunção de
Nossa Senhora ao céu.
A Congregação dos Sagrados Corações deixou a coordenação do santuário em 31 de março de 1991 – festa da Páscoa.
1867 – “O descobrimento de diamantes no córrego de Água Suja deu origem ao povoado de mesmo nome.” (Pe. Primo Maria Vieira)
1870 – “Joaquim Perfeito Alves Ribeiro, em companhia do viajante Custódio da Costa Guimarães, faz a aquisição da imagem de Nossa Senhora da Abadia; Esta meiga e linda Imagem, personificando a Virgem, Por todos aclamada e a todos abençoando, entra triunfalmente neste povoado.” (Pe. Primo Maria Vieira)
Daí começaram as romarias.
A pé, a cavalo, de carro de boi... de automóvel, caminhão, ônibus...
“ Quem uma vez veio a este Santuário assistir aos festejos, nunca mais deixou de vir.” (Pe. Primo Maria Viera)
1872 – 19 de julho: foi criada a Paróquia de Nossa Senhora da Abadia de Água Suja. Até 1899, os padres da diocese de Goiás, tomaram conta de Água Suja.
Em 1899 – Chegaram os padres agostinianos, vindos da Espanha. Ficaram até 1916.
1916 – Padre Primo Maria Vieira nascido em Portugal, foi pároco até 1922. Escreveu a “Monografia da Paróquia e Santuário Episcopal de Nossa Senha da Abadia de Água Suja”. É a nossa história do período de 1870 a 1920.
1925 – Chegaram os padres dos Sagrados Corações, vindos da Holanda, tendo à frente Padre Eustáquio; Ficaram até 31 de março de 1991.
1926 – O atual santuário, escolhido pela Mãe de Deus para nele distribuir graças e favores, foi iniciado por Padre Eustáquio. Mutirões de carros de bois ajuda dos romeiros e devotos; O deixaram pronto em maio de 1975.
1994 - Monsenhor Primo Vieira, nascido em Romaria (11/06/1919), sobrinho de Pe. Primo Maria Vieira, padre da diocese de Santos, terminou o livro “Nossa Senhora da Abadia – A História de uma devoção”. Faleceu em Portugal em 22/07/1994.
2001 – 30 de dezembro: A ACADEMIA SENHORA DA ABADIA (ASA), quer com carinho cuidar dessa nossa história.
Santuário Nossa Senhora da Abadia de Água Suja – Romaria - MG
Fonte: N. Sra. da Abadia
sábado, 10 de agosto de 2013
Frei Agostinho de Jesus
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| Nossa Senhora da Purificação (século XVII). Obra de Frei Agostinho de Jesus no Museu de Arte Sacra de São Paulo. |
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| Nossa Senhora do Rosário-Sec.XVII Barro cozido e policromado- Frei Agostinho de Jesus |
Possivelmente foi discípulo do frei Agostinho da Piedade, trabalhando em estilo semelhante na produção de estatuária sacra em terracota. A maior parte de suas obras foram criadas para as congregações beneditinas do Rio de Janeiro e São Paulo. Das suas obras reconhecidas estão as estátuas em tamanho natural de São Bento e de Santa Escolástica, preservadas no Mosteiro de São Bento, e uma Nossa Senhora da Purificação, no Museu de Arte Sacra de São Paulo.
Nascido no Rio de Janeiro, passou boa parte de sua vida na cidade de Santana do Parnaíba, região da Grande São Paulo, onde, segundo estudiosos, confeccionou a belíssima imagem de Nossa Senhora da Conceição em terracota, que, encontrada nas águas do Rio Paraíba do sul, região de Guaratinguetá, em meados de outubro do ano de 1717, veio a dar início a uma grande devoção à milagrosa santa "aparecida", mais tarde conhecida como Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil.
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| Nossa Senhora da Conceição-Sec.XVII Barro cozido e policromado- Frei Agostinho de Jesus
O Brasil sempre nos surpreende. Um país tão rico de cultura, com grande variedade artística, conhece muito pouco sobre sua história e aqueles que construíram esta grande nação. No Século XVIII Nosso país conheceu a arte de um dos mais importantes artistas Brasileiros e o precursores da chamada arte barroca colonial. Trata-se de Frei Agostinho de Jesus. Nascido no Rio de Janeiro em 1600, Agostinho de Jesus foi monge Beneditino e um dos discípulos de um outro Agostinho, o da Piedade. Sabe-se que a maioria de suas obras foi criada para os mosteiros Beneditinos, especialmente os do Rio de Janeiro e São Paulo.
No Mosteiro de São Bento paulistano, encontram-se as mais importantes obras de Agostinho de Jesus. No altar mor da Basílica de Nossa Senhora da Assunção – nome oficial da igreja do Mosteiro – estão as estátuas em tamanho natural de São Bento e de Santa Escolástica.
Assinado no Mosteiro de São Bento de São Paulo, Agostinho de Jesus passou boa parte de sua vida na cidade de Santana do Parnaíba, onde havia um mosteiro, hoje desaparecido.
Os Mosteiros beneditinos sempre foram grandes propagadores da arte e da cultura. Seguindo a mesma tendência, Os mosteiros de São Bento de São Paulo, Santana do Parnaína e Sorocaba também deram sua contribuição às artes. Tais mosteiros se concentraram como grandes difusores da escola artística de barro cozido – arte bandeirante. É aqui que Frei Agostinho de Jesus ganha destaque. Sua influência foi tamanha chegando aos santeiros populares. Acredita-se que sua obra tenha inspirado o trabalho do mestre do barroco brasileiro, Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
Ainda hoje, a influência artística de Frei Agostinho de Jesus nos alcança com grande força. Um dos maiores símbolos brasileiros, a imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, situada na Basílica Nacional em Aparecida do Norte, São Paulo, foi confeccionada por este ilustre beneditino. A catalogação da obra de Agostinho de Jesus se deve a um outro ilustre beneditino, Dom Clemente Maria da Silva Nigra. Com maestria incomparável Dom Clemente reuniu toda obra de nosso artista e a partir de pesquisas minuciosas de estilemas e demais técnicas, atribuiu a imagem de Aparecida a Frei Agostinho de Jesus.
O monge-escultor Agostinho de Jesus morreu em São Paulo em 1661.
frei Agostinho de Jesus - Murilo Sá Toledo (2001) Santana do Parnaíba, São Paulo
Em Santana do Parnaíba, no ano de 2001, houve um reconhecimento singular a este grande religioso-artista brasileiro. Foi inaugurado na cidade um monumento, a estátua de Frei Agostinho de Jesus no seu ofício de escultor. A estátua faz alusão à produção da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Esculpida pelo artista plástico parnaibano Murilo Sá Toledo, a estátua de Frei Agostinho de Jesus e pode ser vista no Largo São Bento – local originário do Mosteiro beneditino onde viveu o escultor.
Ir. João Baptista Barbosa Neto, OSB
Fonte: Wikipédia/ Barroco Brasileiro/ Biblioteca do Mosteiro de São Bento de São Paulo |
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Sacrosanctum Concilium na Música e na Arte Litúrgica
Nas comemorações dos 50 anos da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, a Comissão de Liturgia do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) realiza nos dias 16 a 20 de setembro, na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte, o Encontro Regional de Liturgia.
Com o tema central Sacrosanctum Concilium na Música e na Arte Litúrgica, o
encontro pretende refletir sobre duas grandes dimensões: Música e Arte
Litúrgica no espaço celebrativo. O tema terá as assessorias do padre
Joaquim Cavalcante, da diocese de Itumbiara (GO); e Frei Joaquim Fonseca
de Souza, ex-assessor nacional da CNBB para a Música Litúrgica.
O
Encontro é direcionado a sacerdotes e leigos(as) da pastoral litúrgica,
coordenadores de música, músicos, arquitetos e membros da comissão de
Arte Sacra das (arqui) dioceses do Leste 2. As inscrições podem ser feitas até o dia 6 de setembro no site do Regional Leste 2 www.cnbbleste2.org.br .
Confira o vídeo que convida para o Encontro Regional de Liturgia. Clique aqui
Fonte: Diocese de São João Del Rei
Um milhão de fiéis na Rússia veneram a cruz de Santo André
A relíquia, trazida da cidade grega de Patras, foi exposta na Rússia, na Ucrânia e na Bielorrússia durante as celebrações do 1025º aniversário do Batismo Cristão da Rússia
Roma, (Zenit.org) Don Mariusz Frukacz |
Mais de um milhão de pessoas, entre 11 de julho e 2 de agosto, veneraram a cruz de Santo André em São Petersburgo, durante a exposição pelas comemorações do 1025º aniversário do Batismo Cristão da Rússia."Algumas igrejas ficaram abertas aos visitantes durante todo o dia", disse o porta-voz da Fundação Santo André. Segundo a agência de notícias russa Interfax, os fiéis esperaram de 30 minutos até nove horas para venerar a cruz.
"As visitas à cruz de Santo André demonstram a atitude genuína dos nossos compatriotas na sua relação com a religião ortodoxa e com as nossas tradições multiétnicas", disse à Interfax um dos organizadores da peregrinação.
Em maio passado, Kirill I tinha solicitado que a cruz de Santo André fosse levada no mês de julho até Kiev para o aniversário do Batismo Cristão da Rússia, porque, de acordo com ele, as Igrejas russa e grega "estão espiritualmente unidas pela pessoa do apóstolo André".
Um comunicado de imprensa da Igreja ortodoxa russa confirma o apoio de Patras à iniciativa. Desde o primeiro momento, o metropolita Crisóstomo de Patras tratou do assunto com muito respeito pela tradição ortodoxa, "voltada a trazer benefícios espirituais para os povos russos e gregos".
O patriarca de Moscou e de Toda a Rússia convidou para a celebração também o arcebispo de Atenas e de Toda a Grécia, Jerônimo, e o metropolita Crisóstomo de Patras.
Foto: EFE
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