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terça-feira, 16 de abril de 2024

LANÇAMENTO DO LIVRO: AS TALHAS JESUÍTICAS DA MATRIZ DE SÃO VICENTE – 1559



Arte Integrada e Edições Loyola

A publicação revela as mais antigas obras de arte realizadas nas oficinas
jesuíticas para os altares da igreja da então vila de São Vicente no ano de
1559. São esculturas em relevos, em madeira, executadas pelos indígenas sob
a orientação dos padres da Companhia de Jesus. Estas talhas mostram
símbolos religiosos que compunham altares da igreja e da mesa de comunhão.
Dos altares têm-se os fragmentos com simbologia da Imaculada Conceição e
do altar de Jesus. Duas Cariátides (figuras femininas utilizadas como colunas)
da mesa de comunhão – móvel que era obrigatório ter em uma igreja, foram
doadas ao Museu de Arte Sacra de São Paulo pela família do arquiteto George
Przirembel. Estas obras haviam sido adquiridas por ele, que reformara o
interior da igreja nos anos 1920.

Autores
Prof. Dr. Percival Tirapeli (UNESP)
Arquiteto Victor Hugo Mori (Iphan)

Data: 21 de abril de 2024
Horário: 11h
Atividade gratuita
Não é necessário fazer inscrição.
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43
Estacionamento sujeito à lotação

Fonte: MAS SP

segunda-feira, 15 de abril de 2024

INTRODUÇÃO À LEITURA DE PARTITURA



CURSO 
INTRODUÇÃO À LEITURA DE PARTITURA


MÉTODO
Curso presencial

Objetivo Geral: Apresentar os elementos que compõem a notação musical tradicional (partitura), partindo de atividades práticas que conduzam à compreensão teórica da música e possibilitem o estudo autônomo do público interessado.


Objetivos específicos:
– Identificar os elementos que compõem a partitura;
– Introduzir os aspectos métricos e rítmicos da teoria musical;
– Compreender os principais elementos melódicos presentes na partitura;
– Compreender a relação entre o código escrito e a prática musical.


Ementa: Este curso é organizado em quatro encontros, a fim fornecer ferramentas, de forma prática e teórica, para a leitura e estudo de partituras musicais.


Docente:
Denise Castilho Cocarelli
Doutoranda na área de Performance em Regência Coral pela ECA-USP, obteve título de Mestre em Música e é graduada em Licenciatura em Música pela mesma instituição, atuando, ao longo de sua formação acadêmica, especialmente nas áreas de Regência Coral e Educação Musical. Atualmente, é Regente titular do Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo e professora de Canto Coral na EMESP Tom Jobim.

Programa:

15/05: Identificando os elementos da partitura
Propriedades do som: altura, duração, timbre e intensidade; o pulso na música; notas musicais. Exercícios teóricos e práticos.


22/05: A proporção rítmica na teoria e na prática
Figuras musicais; O conceito da fórmula de compasso. Exercícios de pulso e introdução à leitura rítmica.


29/05: A escrita das alturas na partitura
Notas musicais, pentagrama e claves; Exercícios de escrita e leitura melódica.


05/06: Melodia e ritmo: elementos em simultaneidade.
Introdução à compreensão dos elementos da tonalidade; Tom, semitom e acidentes; Exercícios teóricos e práticos de leitura rítmico-melódica.


Datas: 15, 22, 28 de maio e 06 de junho de 2024 (quartas-feiras)
Horário: das 13 às 15h30
Carga horária: 10h
Valor: R$ 200 à vista
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Metrô Tiradentes
Estacionamento gratuito – Rua Jorge Miranda, 43 – Luz
Ao final do curso o aluno receberá o certificado de participação

Fonte: MAS SP

domingo, 14 de abril de 2024

A ARTE DA ILUMINURA NOS MANUSCRITOS MEDIEVAIS


CURSO
A ARTE DA ILUMINURA NOS MANUSCRITOS MEDIEVAIS


Método:
presencial

Ementa:
Durante a Idade Média, a arte da manufatura dos códices desenvolveu-se de maneira extraordinária, a ponto de podermos afirmar que não haveria a civilização ocidental, tal como a conhecemos hoje, sem esses manuscritos, cheios de iluminuras: eles moldaram e sedimentaram não apenas pensamentos, mas também criaram imaginários e simbologias a partir de suas imagens.

Objetivo:
Por meio de aulas expositivas e práticas, o curso pretende mostrar como as iluminuras eram feitas, com destaque às diferentes técnicas e materiais utilizados na fabricação dos manuscritos durante a Idade Média, apresentando, inclusive, um panorama dos diversos estilos e temáticas das iluminuras medievais.

Programa:

Aula expositiva:
– História do livro: do rolo ao códice;
– Panorama geral das temáticas, tipos e estilos de iluminuras e/ou miniaturas dos manuscritos medievais, com destaque para os principais códices preservados.

Aula prática:
– O processo de manufatura de uma iluminura;
– Passo a passo de pintura de uma iluminura sobre papel tipo pergaminho

Materiais de uso comunitário que será fornecido:
mordente para aplicação de folhas metálicas;
folha de ouro;
vernizes e acessórios artísticos;
instrumentos auxiliares.
Cada aluno receberá um kit individual de materiais, para eventual realização de trabalhos futuros:
1 conjunto de papéis artísticos para pintura;
1 paleta descartável;
1 pincel
1 kit de pigmentos para produção da têmpera a ovo.
Caso tenham, os alunos poderão trazer seus pincéis. Recomendamos pincel redondo, de pelo sintético e fino (similar ao Condor, código 425, nº 0).
Embora não seja obrigatório, é aconselhável que cada aluno traga um avental.

Público-alvo:
o curso é destinado ao público geral, não é necessária a experiência em pintura.

DOCENTES
Profa. Dra. Lucia de Souza Dantas (CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/8020944631772359)
Doutora em Filosofia (PUC-SP/2019), mestre em Filosofia (FSB-SP/2013) e graduada em Artes Plásticas (FAAP-SP/1995). Desde 2014 é professora de Estética do curso de Filosofia da Faculdade de São Bento – SP, onde também coordena o Núcleo de Pesquisa e Extensão (NUPEX) e o Grupo de Pesquisa ‘Estética & Arte Sacra’ (em parceria com o Museu de Arte Sacra -SP). Desde 2020 é professora e coordenadora da IdeiaViva – Escola de cultura, onde ministra cursos livres nas áreas de Filosofia, Estética, Semiótica e História da Arte. É membro do GT de Semiótica e Pragmatismo da ANPOF desde 2016. De 2015 a 2022 coordenou o Grupo de Pesquisa de Pragmatismo e Estética do Centro de Estudos de Pragmatismo do Programa do Centro de Estudos sobre Pragmatismo, CNPq, vinculado ao Programa de pós-graduação em Filosofia- PUC-SP. É membro do ICOM-BR (Internacional Council of Museums – Comitê brasileiro) desde 2009. Desenvolve pesquisa nas áreas de Estética e Semiótica e História e Hermêutica da Arte, tendo publicado livros, artigos e traduções nesses temas.

Profa. Esp. Silvana Borges (CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/8855905584185083)
Mestranda pelo Centro Universitário Belas Artes em São Paulo. Graduada em Arquitetura e Urbanismo, especialista em Conservação e Restauro de Arte Sacra, Arquitetura e Pintura de Cavalete, atuando profissionalmente na preservação do patrimônio artístico e cultural com foco na imaginária sacra (madeira, gesso e terracota), e restauro arquitetônico de pinturas murais: prospecção arquitetônica estratigráfica, colorimetria e reintegração pictórica. Destaca-se a sua atuação no processo de conservação e restauração no Museu do Ipiranga dos 18 marouflages que contornam a sanca no alto da escadaria principal do edifício monumento. Integra os grupos de pesquisa: Estética & Arte Sacra (FSB-SP). Profissional associada ao CAU, ICOM, ANTECIPA e CEIB. Na sua trajetória artística desde 1988 até os dias atuais, tem obras catalogadas e várias premiações, inclusive pela sua atuação literária com o recente “Prêmio 2020 Diamonds of Arts” na Áustria e premiação na “91ª Feira do Livro de Lisboa” em 2021, é autora de contos infantis publicados em coletâneas com lançamento no Brasil e exterior em traduções para o inglês, espanhol, francês e alemão.

Período: 25 e 26 de maio de 2024 (sábado e domingo)
Horário: das 10 às 17h
Carga horária: 14 h
Valor: R$ 390,00 à vista ou R$ 410,00 em duas vezes ( material incluso )
Vagas limitadas: 25
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 3322-5393
Whatsapp: +55 (11) 99466-6662
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43

Fonte: MAS - SP

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Sacristia e consistório da Igreja de Santa Rita reabrem ao público





Após um período de fechamento iniciado ainda durante a recente pandemia, a sacristia e consistório da Igreja de Santa Rita, que abriga o Museu de Arte Sacra de Paraty, foram nas últimas semanas reabertos ao público.

A sacristia e consistório são ambientes de grande importância para a compreensão do templo e têm sido muito frequentados por visitantes brasileiros e estrangeiros, incluindo grupos escolares.

Integra o ambiente da sacristia um antigo arcaz em madeira entalhada e envernizada, móvel histórico datado do século XVIII destinado à guarda dos paramentos litúrgicos, toalhas, forros e reposteiros dos retábulos, bem como alcatifas das tribunas, púlpito e coro.

Na parede de fundos da sacristia está o lavabo em pedra lavrada, também do século XVIII, ainda com a abertura superior para abastecimento de água, bem como duas torneiras para higienização das mãos antes e após as celebrações. Também estão expostas as réplicas das varas de pálio do Senhor Morto que serão utilizadas no cerimonial da Semana Santa, no final deste mês de março.

Já o ambiente do Consistório abriga os nichos originais das igrejas de Paraty, com destaque para o nicho de Nossa Senhora da Soledade, recentemente restaurado, o nicho de Nossa Senhora da Conceição de Paraty-Mirim e o retábulo da Capela de São Pedro de Alcântara da Santa Casa de Misericórdia de Paraty em madeira policromada e dourada.

O consistório também abriga caixa forte com os objetos em ouro, prata e metal datados dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX que integram o acervo da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios e ainda são utilizados nas festas religiosas do calendário anual litúrgico paratiense.

Com a reabertura dos dois ambientes, o público volta a ter a possibilidade de um percurso integral pelo interior da Igreja Santa Rita (1722), a mais antiga de Paraty. O MAS-Paraty pode ser visitado de terça a sexta-feira das 8h30 às 12h e das 14h às 17h30; e aos sábados, domingos e feriados das 9h às 12h e das 14h às 17h. A entrada é gratuita.

Fonte: IBRAM

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Polícia recupera imagem sacra roubada há 17 anos de igreja em Barra do Piraí; escultura estava em MG








Uma imagem sacra de Santa Ana, do século XVIII, que havia sido roubada há 17 anos de uma igreja de Barra do Piraí, foi recuperada pela polícia. A imagem representa a padroeira do município do Centro-Sul Fluminense.

A peça foi encontrada em um museu na cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais. O espaço homenageia a santa. O Museu de Sant’Ana abriga centenas de representações da mãe da Virgem Maria, tornando-se um espaço de devoção e cultura para os visitantes.


A descoberta da imagem ocorreu após membros da Diocese de Barra do Piraí, desconfiados de que a peça recuperada pudesse ser a mesma roubada há anos, contrataram uma empresa especializada em obras de arte. Após análise detalhada das fotografias, a empresa confirmou a autenticidade da escultura, que também foi reconhecida pelo Instituto Estadual do Patrimônio (Iphan).

Após uma decisão judicial, a polícia procedeu com a recuperação da imagem, que agora será restaurada e exposta novamente na Igreja Matriz de Sant’Ana, em Piraí, restituindo-a ao seu lugar de origem e de culto.


A administração do Museu de Sant’Ana emitiu um comunicado informando que recentemente tomou conhecimento de que uma das imagens de Senhora Santana, exposta no museu, foi furtada em 2007 da Igreja na cidade de Piraí-RJ. O museu se comprometeu a colaborar integralmente com as investigações em andamento e afirma ainda que antes da inauguração do museu, aproximadamente dez anos atrás, todas as peças do acervo passaram por uma análise rigorosa realizada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e foram doadas para esta autarquia.


A administração do Museu de Sant’Ana reitera seu compromisso com a preservação da cultura nacional e reafirma sua disposição em colaborar com as autoridades para esclarecer completamente o caso.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

DIOCESE DE CARUARU INAUGUROU ACERVO DE ARTE SACRA








No dia 2 de abril, foi reinaugurado no Palácio do Bispo, o Acervo de Arte Sacra da Diocese de Caruaru. O espaço será dedicado à preservação de imagens, objetos, paramentos litúrgicos e características ornamentais presentes no mobiliário de igrejas, além da preservação de documentos e materiais que fazem parte da história da Diocese e, também, à propagação da arte.






O Palácio Episcopal de Caruaru também já foi Casa de Caridade, sede da Prefeitura, Câmara de Vereadores, Fórum e Faculdade de Filosofia de Caruaru. Os recortes históricos são de que ele foi erguido ainda na primeira metade do século XIX, numa empreitada do popular sacerdote de Caruaru Vigário Freire, o “Vigarinho”, que ali instituiu uma Casa de Caridade. Como Palácio, o local serviu de residência para Bispos, além de local de reuniões e eventos importantes para as decisões da Igreja diocesana de Caruaru.






Ao chegar em Caruaru e encontrando o impotente e majestoso edifício, Dom José Ruy Lopes teve a inspiração de abrir as portas do Palácio para Caruaru inteira apreciar a sua própria história. O bispo deixou de residir no local e, com o consentimento e aprovação do Conselho Presbiteral, e seguindo os gestos concretos do Papa Francisco, resolveu fazer dessa moradia Acervo de Arte Sacra, para abrigar e expor todos os materiais que contam a história da Diocese de Caruaru.

Ao longo dos anos foram feitas intervenções que tiraram a originalidade do prédio, gerando modificações substanciais, como por exemplo, aplicação de granito na sala de jantar, corredores, cozinha, além da adaptação para uma suíte. Não obstante esses fatos, o próprio tempo gerou a necessidade de intervenções para a conservação.

Diante de tudo isso, ciente dos danos que poderiam tornar-se irreversíveis no futuro, a Diocese de Caruaru decidiu implementar o projeto de restauro que, em 12 meses, a contar dos primeiros estudos, entrega à comunidade um espaço seguro que agora é ambiente de eventos culturais, pesquisa histórica, lazer e eventual hospedaria para bispos/sacerdotes e religiosos em seu andar superior.

Localizado estrategicamente ao lado da Catedral Nossa Senhora das Dores, o espaço revitalizado na Praça Henrique Pinto se torna um ponto de referência para a arte e a religiosidade, contribuindo para o enriquecimento cultural da comunidade e das futuras gerações.

sábado, 6 de abril de 2024

A ICONOGRAFIA DA CRUZ E DO CRISTO CRUCIFICADO NO PRIMEIRO MILÊNIO


MÉTODO
O curso acontecerá no modo “Live Class” (aula online ao vivo), sendo as aulas gravadas. As gravações são disponibilizadas aos alunos três dias após cada aula ao vivo e ficam disponíveis durante todo o período do curso e por mais 15 dias após seu término. Depois disso, são automaticamente retiradas do sistema.

A Cruz não é um símbolo que nasce com o Cristianismo. Seu uso como símbolo cosmológico é atestado no cenário cultural da Bacia do Mediterrâneo, muito antes de ser um instrumento de suplício e um sinal de Salvação.

Não foi fácil para os primeiros cristãos representarem plasticamente a Cruz, isso só começa a acontecer a partir do século II. A representação do Cristo Crucificado demorou ainda mais, o exemplar mais antigo que temos notícia, é datado como sendo do século V.

A proposta para este curso é apresentar as primeiras representações da Cruz e de Cristo Crucificado, bem como suas variações, ao longo do Primeiro Milênio, analisando a iconografia de cada exemplar à luz da Teologia que estava em discussão quando a obra foi realizada, tendo por pressuposto que a Imagem o Cristianismo é a maneira mais eficaz de manifestar a realidade espiritual que é objeto de Fé, nenhuma obra de arte é produzida como “arte pela arte” neste contexto.

O percurso dessa proposta será dividido em 3 dias:

08 de abril de 2024
Aula 1: Introdução:
A Cruz como símbolo cosmológico;
O castigo Romano:
A Ressignificação cristã (teologia da Cruz nos escritos do Novo Testamento).

15 de abril de 2024
Aula 2: As primeiras representações da Cruz no contexto cristão:
Uso simbólico da Cruz;
O problema ainda atual da Cruz: o crucificado blasfemo do Palatino (século II);
Constantino e a Cruz: um sinal de vitória;
A Cruz Niketerion (gemada).

22 de abril de 2024
Aula 3: As primeiras representações do Cristo Crucificado:
O relevo da porta de Santa Sabina e o marfim do British Museum (ambos do século V);
O Cristo com colóbio do Evangelho de Rabbula (século VI), a Cruz Peitoral de São Gregório Magno (século VI) e o Cristo Crucificado da Capela de Teódoto, na Basílica de Santa Maria Antiqua (século VIII);
Cristo Crucificado na Arte Carolíngia: a perizoma ou pano do pudor.
Considerações finais sobre a iconografia da Cruz e do Cristo Crucificado e sua ressonância na produção artística contemporânea.

Prof. Romolo Picoli Ronchetti
Nasceu em Colatina (ES) e transferiu-se para São Paulo (SP) em 2001, quando ingressou no Seminário da Diocese de Santo Amaro, no qual graduou-se em Filosofia e estudou Teologia (sem concluEm 2003 frequentou o Curso de Iconografia Oriental na Eparquia Nossa Senhora do Paraíso (melquita), tendo o primeiro contato com a produção da arte cristã. Em 2010 graduou-se em Filosofia pela Universidade São Judas Tadeu (SP). Desde 2004 realiza pesquisas na área de Arte, Teologia, Liturgia e Espaço Litúrgico (arquitetura e arte sacra) e desenvolve projetos e obras de arte em Espaços litúrgicos no Brasil e no exterior. Em 2019 colaborou com a publicação do livro “A arte como expressão da vida litúrgica” (Pe Marko Ivan Rupnik – Edições CNBB), realizando a tradução do italiano. Em 2022 concluiu a pós graduação em Espaço Litúrgico – arquitetura e sacra, pela UNISAL em São Paulo. Atualmente ilustra com suas obras a revista Vida Pastoral (Paulus) , é aluno curso de pós graduação em Arte per il culto Cristiano no Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo ( Roma) e realiza estudos para iconografia em edifícios eclesiais em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Amapá.Bibliografia ABRANTES, Dalva. Universo simbólico da cruz. São Paulo: wmf Martins Fontes, 2022. ARANGO, John Jario O. Cristo desnudo en la cruz: el problematico comienzo de dicha representación. Análisis, Bogotá, Vol. 47 / No. 87, pp. 163 – 212. DELOGU, Paolo. Theologia picta: Giovanni VII e l’adorazione del crocifisso in Santa Maria Antiqua di Roma, in Ingenita Curiositas: studi sull’ Italia Medievale por Giovanni Vitolo, Tomo Primo. Manocalzati: Laveglia & Carlone, 2018, pp. 259-285. GRABAR, André. Le vie dell’iconografia Cristiana: Antichità e Medioevo. 5. Ed. Milano: Jaca Boock, 208. MUZJ, Maria Giovanna. Elementi luminosi teofanici e ambientazione litúrgica nella Roma Paleocristiana, in Dolce è la luce: arte, architettura, teologia. Roma: Editoriale Artemide, 2029, pp. 53-72. MUZJ, Maria Giovanna. L’edificio ecclesiale della Chiesa indivisa è una mistagogia sensibile del Mistero di Cristo e della Chiesa, in Il Concilio Vaticano II “orientale”. Caltanissetta – Roma: Salvatore Sciascia Editoriale, 2022, pp. 497-533. MUZJ, Maria Giovanna. Visione e presenza: iconografia e teofania nel pensiero di André Grabar. Milano: Edizioni s.r.l. La Casa di Matriona, 1995. RUSSO, Roberta. L’albero della vita e gli altri simboli cristiani. Milano: Edizioni Terra Santa, 2017. ULIANICH, Boris. Il Cristo crocifisso rivestito del colobium o della túnica (secoi VI – XIII), in Ave Crux Gloriosa: Croci e crocifissi nell’arte dall VIII al XX secolo. Abbazia di Montecassino, 2002, pp. 69-82. WIESEL, Elie. Personaggi biblici atraverso il Midrash. Firenze: Giustina, 2011. ZANDER, Pietro. La necropoli di San Pietro: arte e fede nei sotterranei della Basilica Vaticana. Roma: Elio di Rosa Editore, 2024.


Período: 08, 15 e 22 de abril de 2024 (segundas-feiras)
Horário: Das 19 às 21 horas
Valor: R$ 150,00
Carga horária: 06h
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 3322-5393
Whatsapp: +55 (11) 99466-6662
CERTIFICADO
As aulas serão ministradas online na plataforma Zoom.

Fonte: MAS SP

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Renovado, Museu de Arte Sacra de Curitiba atrai mais de 2 mil visitantes por mês



O Masac tem um acervo composto por mais de 1.500 peças de arte religiosa, objetos de culto e mobiliário que formam a exposição Sagrada Memória. Foto: Cido Marques1/4


Após um ano em processo de restauração, o Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (Masac) reabriu as portas em dezembro e, em apenas três meses, recebeu seis mil visitantes de diferentes partes do Brasil e do mundo.


Anexo à histórica Igreja da Ordem de São Francisco, construída em 1737, a mais antiga de Curitiba, o Masac tem um acervo composto por mais de 1.500 peças de arte religiosa, objetos de culto e mobiliário que formam a exposição Sagrada Memória, dividida em oito temas, que apresenta histórias e artefatos católicos remetendo à cultura da cidade.

Leandro Monteiro, de Manaus, visitou o museu pela primeira vez com a mãe e comentou como essa arte tocou seu coração. "O museu é muito bonito. Fui criado na igreja católica e aprendi muitas coisas. Ser devoto de São José torna ainda mais especial ver isso aqui, essas artes trazem uma paz muito grande", disse.

Em exposição permanente, os visitantes encontram as coleções Os símbolos de fé, Santinhos e folhetos, Crucifixos, Os Santos, Padroeiros, Imaculadas e A Sacristia. Além disso, há uma exposição temporária intitulada Restauro e Memória, na qual os visitantes podem acompanhar passo a passo o processo de conservação e restauração da Igreja da Ordem e do Museu.

A historiadora Rafaela Pereira de Carvalho veio com a família para ver o acervo e o trabalho de restauro do Museu. "Para mim, é muito emocionante ver os pequenos detalhes, nossa memória e história. Está tudo lindo", disse.

Coordenado pela Fundação Cultural de Curitiba, o Masac conta com uma estrutura moderna, com elementos interativos e inovadores. O espaço tem entrada gratuita e fica aberto de terça a domingo.
O acervo

O acervo do Masac, com peças reunidas desde 1953, remete à história de Curitiba. Entre os objetos significativos, destaca-se a segunda imagem da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, trazida de Portugal para o altar-mor da antiga Igreja Matriz de Curitiba por volta de 1720. Ela substituiu a primeira imagem primitiva colocada na capelinha de pau-a-pique no início da povoação da cidade.

Também em destaque está a imagem de Bom Jesus dos Pinhais em terracota, datada do final do século 17, considerada a mais antiga do acervo. Contemporânea à imagem primitiva de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, trazida pelos colonizadores e colocada na capela erguida pelos fundadores da cidade.

O Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba passou por um minucioso procedimento de conservação de 2022 a 2023. Todas as peças foram tratadas conforme seu estado, desde a limpeza mecânica e química até a fixação da policromia, priorizando não só a preservação do patrimônio público, mas também a integridade física do público visitante com a reforma do museu em paralelo.
Serviço: Museu de Arte Sacra de Curitiba

Local: anexo à Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, no Largo da Ordem no bairro São Francisco
Horários: de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h; sábados e domingos, das 9h às 14h


Fonte: Prefeitura de Curitiba

Entrada gratuita


Fon

quarta-feira, 27 de março de 2024

‘Símbolos da Paixão’: exposição no Museu de Arte Sacra revela significados da Semana Santa

20/03/2024



Em São Luís, o Museu de Arte Sacra, equipamento cultural vinculado ao Governo do Maranhão, promove a exposição “Símbolos da Paixão”, que remete ao significado dos principais símbolos utilizados nas celebrações da Semana Santa, tradição religiosa cristã que celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Aberta nesta terça-feira (19) e com entrada gratuita, a mostra “Símbolos da Paixão” fica disponível ao público até o dia 12 de abril.

A gestora do Museu de Arte Sacra, Ydsa Teixeira, ressalta que o público em geral tem sido muito bem recebido no espaço, dedicado a explicar o significado de cada símbolo relacionado à Semana Santa.

“Este é um momento de reflexão. Aqui a gente fala sobre a morte e ressurreição de Jesus, onde a gente trata todos os símbolos e seus significados. Na exposição, a gente contextualizou, para que nós pudéssemos explicar cada momento e cada símbolo da Semana Santa, esse é o objetivo”, afirmou Ydsa.

O curador e organizador da exposição, Sebastião Cardoso Júnior, conta que a mostra ocorre a partir do contrato de comodato entre o Governo do Maranhão e a Secretaria de Estado da Cultura (Secma), junto à Arquidiocese de São Luís, que possui 80% do acervo.

O organizador explica, ainda, que a exposição foi pensada para detalhar a história e o valor artístico por meio de peças que antigamente eram usadas nas igrejas, mas que agora estão no museu.

“Essa exposição específica trata dos “Símbolos da Paixão”, símbolos que são utilizados nos rituais da Semana Santa. Temos desde o Domingo de Ramos, passando pela Quinta-Feira Santa, com a Santa Ceia, o Lava-Pés; chegando à Sexta-feira, com a Paixão e Morte de Jesus e, ao sábado, com a celebração do Aleluia, da Páscoa, do canto do Aleluia e a celebração do fogo da água benta. Tudo aqui é simbolizado por meio do acervo exposto”, pontuou o curador.

Para o servidor público e visitante da mostra, Maurício Isac Gomes, a visita se tornou uma oportunidade de ampliar o conhecimento religioso e entender as influências religiosas na capital maranhense. “Eu achei que essa visita foi algo de suma importância. Foi um passeio tanto edificante, quanto gratificante. Inclusive, muitas áreas da cidade de São Luís foram influenciadas por essa questão religiosa”, destacou.

Localizado no Palácio Arquiepiscopal, na Praça Dom Pedro II, no Centro Histórico de São Luís, o Museu de Arte Sacra fica aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 17h30; e aos sábados, de 9h às 17h.

Museu Mineiro apresenta a exposição “Preciosidades do Acervo: Oratórios”, que reúne peças dos séculos 17 ao 19

Mostra exibe um conjunto de oratórios acondicionados na reserva técnica do museu, cujo valor estético impressiona pela riqueza de detalhes
Renata Garbocci / Secult




Renata Garbocci / Secult

A partir desta quarta-feira (27/3), o Museu Mineiro, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte, joga luz em sua reserva técnica e apresenta ao público a exposição “Preciosidades do Acervo: Oratórios”.

A mostra exibe, até 27/4, um conjunto de oratórios datados dos séculos 17 ao 19, cujo valor estético impressiona pela riqueza de detalhes, independentemente da fé professada pelos visitantes.

“Preciosidades do Acervo: Oratórios” é mais do que uma exposição tradicional, é um programa expositivo que propõe trazer para deleite do público peças do acervo do Museu Mineiro que estão acondicionados na reserva técnica por diversas razões, sejam elas por escolhas curatoriais ou pelo estado de conservação.

“É sempre uma experiência gratificante para a equipe do museu poder expor objetos que estiveram guardados por algum tempo. Uma exposição é sempre uma oportunidade de trazer ao público parte do conhecimento e da experiência que estiveram restritas aos profissionais do museu ou a estudiosos do acervo”, diz Vinícius Duarte, historiador e coordenador do Museu Mineiro.

“Preciosidades do Acervo: Oratórios” faz parte da programação do Minas Santa 2014, realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).

Nesta exposição, os oratórios se projetam com o protagonismo que lhes é devido, apesar de serem considerados por alguns como mero complemento de imagens e conjuntos de arte sacra.

A mostra se configura, de certa forma, como uma extensão da exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, estabelecendo um diálogo com a coleção de imaginária religiosa exposta na sala das colunas.

Formatos e finalidades

Os oratórios podem assumir diversos formatos em função da finalidade para os quais foram produzidos. Os oratórios de tipo maquineta se apresentam sob a forma de caixas retangulares lisas ou chanfradas, produzidos em madeira e vidro, e decorados externamente com elementos curvilíneos e rocalhas.

O interior desses oratórios é geralmente policromado e pode apresentar subdivisões em níveis: na base, apresentam uma cena da natividade ou presépio e, na parte superior, a representação do calvário. Em alguns casos, trazem ainda imagens dos santos de devoção pessoal de seus antigos proprietários.
Renata Garbocci / Secult

Há, ainda, o oratório de salão, espécie de móvel desenvolvido para ser colocado sobre uma mesa, prestando-se a atender às demandas de devoção familiar.

São oratórios de grandes proporções que se assemelham a retábulos, podendo apresentar um sacrário e nichos para a inserção de santos.

Nesta exposição, a equipe curatorial formada por Vinícius Duarte, Saulo Marques e Deise Silveira, funcionários e pesquisadores do acervo do museu, optou por não inserir santos nos nichos dos oratórios de salão.

A proposta é possibilitar a apreciação do oratório individualmente, incitando os visitantes a observarem detalhes da confecção destes objetos, tanto da fatura da madeira quanto da policromia que apresentam em seu interior ou externamente.

Reserva técnica

A reserva técnica do Museu Mineiro reúne centenas de objetos de diferentes tipologias: pinturas, gravuras, desenhos, medalhas, moedas, esculturas, móveis, objetos de uso pessoal, achados arqueológicos e uma infinidade de outras peças.

Muitos destes objetos já estiveram expostos em outras circunstâncias, tanto no Museu Mineiro quanto em outras instituições congêneres do Brasil e do exterior que, vez por outra, solicitam peças para compor exposições temáticas em suas galerias.

O fato de um objeto do acervo não estar exposto não quer dizer, em definitivo, que ele não tenha valor histórico, artístico ou cultural. Pelo contrário, muitas vezes, objetos excessivamente preciosos ou delicados podem não figurar numa mostra justamente por exigir, por exemplo, equipamentos que reproduzem condições climáticas e de luminosidade muito diferentes daquelas do ambiente natural.

“Várias razões levam esses objetos a não estarem em exposições de longa duração: seu estado de conservação, a falta de espaços expositivos suficientes para expor todo o acervo, o fato de não terem sido selecionados pela curadoria para compor a mostra ou o fato de não dialogarem diretamente com esta ou aquela proposta expositiva, por exemplo”, explica Vinícius Duarte.

Conheça o Museu Mineiro


Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro reúne em seu acervo um conjunto bastante diversificado de objetos referentes à história e à produção cultural e artística mineiras.

Nas salas de exposição são exibidas obras de artistas consagrados, como Manoel da Costa Ataíde, Yara Tupynambá, Amílcarde Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Guignard, Maria Helena Andrés, Di Cavalcanti, entre outros.

Atualmente, o museu exibe a exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, onde o visitante tem a oportunidade de conhecer uma vasta coleção de arte sacra, datada dos séculos 18 e 19, além de preciosidades do acervo, como a bandeira da Inconfidência Mineira, os manuscritos originais da obra “Tutaméia” de Guimarães Rosa, o retrato de Aleijadinho e a coleção de santos de devoção popular.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

CONCURSO FOTOGRÁFICO DO MUSEU DE ARTE SACRA CELEBRA SÃO PAULO



CONCURSO FOTOGRÁFICO DO MUSEU DE ARTE SACRA CELEBRA SÃO PAULO

Um convite a registros sensíveis das manifestações de espiritualidade na cidade
O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS܂SP, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, informa sobre as inscrições para o Concurso Fotográfico sob o tema “A espiritualidade na cidade de São Paulo“. Esta iniciativa, em celebração aos 470 anos da Metrópole, visa promover a expressão artística e cultural por meio da fotografia, destacando aspectos relacionados à fé, solidariedade e manifestações culturais presentes no contexto urbano.

As inscrições estão disponíveis para fotógrafos não profissionais no período de 24 de janeiro a 07 de março de 2024. Os resultados serão divulgados nas redes sociais do MAS܂SP em 22 de março do corrente ano. Para mais informações e para realizar a inscrição, acesse o edital através do link

A exposição intitulada “Olhares Sagrados: a espiritualidade na Cidade de São Paulo”, programada para abril de 2024 na Sala MAS-Metrô – Estação Tiradentes, apresentará 19 trabalhos fotográficos selecionados dentre as inscrições recebidas. O concurso visa engajar fotógrafos amadores a explorar perspectivas sensíveis e pessoais sobre manifestações culturais, religiosas, expressões públicas e privadas de fé, bem como demonstrações de solidariedade que contribuem para a coesão comunitária na cidade.

Um comitê de seleção composto por três representantes dos segmentos de artes visuais, cultura e fotografia será responsável pela avaliação das imagens inscritas. Dentre as 19 obras selecionadas para a exposição, os autores das fotografias classificadas serão contemplados com certificado e um kit contendo publicações do MAS. SP. O primeiro colocado será contemplado com um ano de entrada gratuita no Museu de Arte Sacra de São Paulo com direito a acompanhante.
O concurso é uma iniciativa do Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição administrada pela Associação Museu de Arte Sacra de São Paulo – SAMAS, Organização Social de Cultura, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, Economia e Indústria Criativas.o Museu

O Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, é uma das mais importantes do país, resultado de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969, inaugurado em 29 de junho de 1970. Desde então, passou a ocupar a ala do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz, na avenida Tiradentes, centro da capital paulista. A edificação é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, raro exemplar remanescente na cidade, última chácara conventual da cidade. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1943, e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo, em 1979. Tem grande parte de seu acervo também tombado pelo IPHAN, desde 1969, cujo inestimável patrimônio compreende relíquias das histórias do Brasil e mundial.

O Museu de Arte Sacra de São Paulo detém uma vasta coleção de obras criadas entre os séculos XVI e XX, contando com exemplares raros e significativos. São mais de 18 mil itens no acervo. Possui obras de artistas reconhecidos, como Frei Agostinho da Piedade, Frei Agostinho de Jesus, Antônio Francisco de Lisboa, o “Aleijadinho” e Benedito Calixto de Jesus, entre tantos outros. Destacam-se também as coleções de presépios, prataria e ourivesaria, lampadários, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas, livros litúrgicos e numismática.

SERVIÇO
Evento: Concurso fotográfico A Espiritualidade na Cidade de São Paulo

Inscrições: 24 de janeiro a 07 de março de 2024.

Publicação do Resultado: 22 de março de 2024

Link para Edital e Inscrição

Informações adicionais: pesquisa@museuartesacra.org.br | (11) 99466-6662

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo || MAS. SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Estacionamento gratuito/alternativa de acesso: Rua Jorge Miranda, 43 (sujeito à lotação)

Tel.: 11 3326-3336 | 99466-6662 – informações adicionais

Fonte:Cultura SP

Horários: De terça-feira a domingo, das 09 às 17h (entrada permitida até as 16h30)

sábado, 17 de fevereiro de 2024

RESISTÊNCIAS SAGRADAS: DEMOLIÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO PÁTIO DO COLÉGIO EM SÃO PAULO

A palestra pretende apresentar como a dimensão religiosa fortaleceu o processo de devolução do terreno do Pátio do Colégio para a Companhia de Jesus em 1954 e, posteriormente, a reconstrução do conjunto arquitetônico, iniciada a partir de 1955. Analisando a permanência e a manutenção da memória do conjunto jesuíta a partir de 1810 até a devolução do terreno para a ordem e o início da construção do conjunto a partir da década de 1950, além da dispersão e da preservação de objetos tidos como sagrados oriundos das antigas edificações do Pátio do Colégio, busca-se entender como grupos ligados à Igreja Católica e, em especial, à Companhia de Jesus influenciaram no retorno do caráter sagrado desse território gradativamente secularizado a partir da expulsão dos jesuítas no século XVIII, auxiliando na reconstrução e validação do conjunto religioso.

Palestrante:
João Carlos Santos Kuhn
Professor Arquiteto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Escola da Cidade (SP), Doutor em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo pela FAU/USP (2017-2022) com período de pesquisa no exterior pela Pontifícia Universidad Catolica de Chile – Santiiago (2019 – 2020) e Mestre em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo pela FAU /USP (2013 – 2016).

Data: 24 de fevereiro de 2024 (sábado)
Horário: 11h00
Não é necessário fazer inscrição.
Informações: (11) 3322-5393
Whatsapp: +55 (11) 99466-6662
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Estacionamento Gratuito: Rua Jorge Miranda, 43 – Luz (sujeito a lotação)

Para participar basta trazer um 1kg de alimento não perecível.
Iniciativa faz parte do projeto “Marmitas do Bem – Orar&Ação”, distribuição de marmitas e kits alimentares todas as quintas feiras no pátio do Museu de Arte Sacra de São Paulo.
Ex: Macarrão – molho de tomate – arroz – feijão – óleo

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE PINTURA SOBRE CAVALETE – MÓDULO I – 2024

O curso de Conservação e Restauração de Pintura sobre Cavalete, visa preparar o aluno para o estudo e na obtenção de habilidades técnicas práticas, bem como conhecimentos históricos e teóricos para a realização de trabalhos no âmbito específico ao restauro de Pintura sobre Cavalete, de forma responsável e ética, seguindo as diretrizes, resoluções, as cartas e conselhos internacionais e nacionais.

OBJETIVO
O Curso pretende informar e atualizar o discente, científica e tecnicamente para o exercício da prática na área de conservação e restauração de pintura sobre cavalete, possibilitando a produção e o conhecimento, incentivando discussões que considerem os avanços tecnológicos contemporâneos e seus efeitos subjetivos.

METODOLOGIA DE ENSINO
A didática do NAR – Núcleo de Artes, Conservação e Restauração, é a apresentação de aulas teóricas expositivas, com apresentações de Power Point e aulas práticas.

O conteúdo engloba e aborda os procedimentos adotados no restauro de pinturas sobre cavalete, nas diversas fases de intervenção. Desde a avaliação preliminar de danos e retirada da obra, passando por documentação, ética profissional, restauro até a entrega da obra ao local de origem. Em busca de nosso objetivo, que é formação e/ou informação acadêmica, introduzimos no mercado cursos com aulas práticas e teóricas. Entendemos que restauração se aprende na prática e em nosso curso os alunos aprendem a restaurar, restaurando.

CORPO DOCENTE
Professora Doutora Taís Cabral – Artes e Técnicas
Professor Doutor José Wilson C. Carvalho – Química Aplicada à Conservação e Restauração
Professor Especialista Cláudio Nadalin – Fotografia Aplicada à Conservação e Restauração
Professora Especialista Josy Morais – Práticas de Laboratório
Professora Especialista Ann Elyse Santos – Práticas de Laboratório

VALOR DO CURSO

10 parcelas mensais e sucessivas de: R$ 550,00 (quinhentos e cinquenta reais) – Pagamento até o dia 05 com desconto: R$ 490,00 (quatrocentos e noventa reais).

GRADE (clique para baixar pdf)


Grade

INFORMAÇÕES E MATRÍCULAS:
Carga horária: 120 horas
Informações: WhatsApp (21) 99135-0800 – Marcele Simões
Inscrições: nar.contato@gmail.com
O MAS – Museu de Arte Sacra de São Paulo – fornecerá o Certificado ao final do curso.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Celebrações em Goiás e Pirenópolis marcam 150 anos da morte do artista Veiga Valle

Além de exposições, missas e serenatas pelas ruas, será lançado o selo do sesquicentenário do artista goiano, tido como o principal escultor de arte sacra do Estado no século 19




Os 150 anos da morte de José Joaquim da Veiga Valle, o imortal Veiga Valle, serão lembrados com uma série de celebrações a partir deste domingo (21/01), em Pirenópolis, cidade natal de Veiga Valle, com a abertura oficial da 1ª Semana Veiga Valle marcada pela exibição do filme “Passos da Tradição”, de Carlos Cipriano, às 14h, no Cine Pireneus; seguido de cortejo, missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, recital e serenata pelas ruas.

Já na cidade de Goiás, as celebrações se concentrarão de 22 a 27 de janeiro. A abertura das homenagens será na Igreja São Francisco de Paula, às 20h, com a exposição Veiga Valle, da fotógrafa Karina Carvalho. Também estão previstas visita guiada ao Museu de Arte Sacra da Boa Morte – que possui acervo considerável do artista -, missas, serenatas e uma mesa-redonda com os principais pesquisadores da obra de Veiga Valle.
Selo comemorativo

Em 9 de dezembro último, foi lançado o selo do sesquicentenário de Veiga Valle, por Achkar Petrillo, durante missa na Igreja São Francisco de Paula, na cidade de Goiás. Em seguida, foi aberta oficialmente a Exposição a Céu Aberto de imagens das obras do artista, fotografadas por Paulo Rezende e curadoria de PX Silveira.

A iniciativa é uma realização da Venerável Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos (da qual Veiga Valle era membro). A Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás) é uma das apoiadoras das celebrações.

Artista barroco

Nascido em 9 de setembro de 1806 no Arraial da Meia Ponte, atual Pirenópolis, Veiga Valle desenvolveu-se nas artes de forma autodidata, esculpindo, principalmente, santos. Não há registros sobre quantas obras o artista criou ao longo da vida, pois a visibilidade de seu trabalho começou por volta de 1830, quando uma de suas esculturas do Divino Pai Eterno ficou famosa entre devotos. Inclusive, é de sua autoria a obra que fica no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO).

Em 1841, Veiga Valle se muda para a cidade de Goiás e passa a trabalhar na douração dos altares da Igreja Matriz, dedicando-se, em seguida, às esculturas sacras.

Veiga Valle faleceu em 24 de janeiro de 1874. Mas a notoriedade de fato de suas obras veio décadas depois, quando passaram a ser feitas catalogações e exposições, inclusive no Museu de Arte de São Paulo (MASP – 1978).

Veiga Valle é considerado o principal artista barroco goiano e principal artista sacro de Goiás, sendo citado por muitos como o “ genial santeiro goiano”, o Aleijadinho goiano e o Fra Angelico brasileiro, conforme registra Fernando Martins dos Santos em sua dissertação de mestrado, sobre o artista.

Além de mais de 200 obras presentes no Museu de Arte Sacra da Boa Morte (cidade de Goiás), seus trabalhos estão espalhadas entre colecionadores e familiares de devotos que as adquiriram na época em que Veiga Valle as comercializava.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Exposição: SANTA ANA EM SÃO PAULO | MUSEU DE ARTE SACRA

SANTA ANA EM SÃO PAULO | MUSEU DE ARTE SACRA
 

São Paulo
25/01/24 à 28/04/24
Abertura: 24/01/24 às 15:00h
Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado, Domingo das 09:00h às 17:00h
Avenida Tiradentes, 676 - Luz
museuartesacra.org.br


O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS.SP, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, informa sobre a exposição Santa Ana em São Paulo: devoção refletida na arte, uma iniciativa especial que marca os 470 anos da cidade e revela a profunda influência da padroeira Santa Ana na cultura e história paulistanas. O MAS.SP convida a participar e a explorar a profundidade desta exposição única, que lança luz sobre a interseção da devoção religiosa e da identidade urbana na história de São Paulo.

Desde sua nomeação como padroeira em 1782 pelo Papa Pio VI, a pedido dos portugueses, até a mudança em 2008, quando São Paulo assumiu essa designação, Santana desempenhou um papel vital na devoção religiosa e na identidade cultural local. A exposição, parte do Projeto Assemblage, sob a coordenação do museólogo Ramon Vieira, uma colaboração entre as áreas museológica e educativa, oferece uma análise meticulosa da história dessa devoção desde o período colonial até os dias atuais.

A mostra, composta por 80 itens do acervo da instituição, proporciona uma visão abrangente das diferentes representações de Santana, explorando sua presença na arte sacra através de esculturas, pinturas e documentos iconográficos e textuais. O objetivo é oferecer aos visitantes uma compreensão aprofundada da veneração à avó de Jesus Cristo e sua influência duradoura na cultura religiosa e urbana da cidade. Dividida em três elementos essenciais, a exposição inicia com uma análise meticulosa das diversas representações de Santa Ana, apresentando a evolução de sua imagem ao longo do tempo. Em seguida, explora-se a devoção popular à padroeira, destacando a profundidade do culto e sua conexão com a identidade religiosa dos paulistanos. Finalmente, o núcleo da mostra mergulha na história da relação entre Santana e a cidade, evidenciada pelo nome do bairro de Santana na capital e outras denominações em diferentes municípios do estado.

O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS.SP) é um defensor da preservação e promoção do patrimônio cultural e religioso. Localizado na cidade de São Paulo, o MAS.SP busca conectar as pessoas à arte sacra, enriquecendo a compreensão da fé e da história por meio de suas coleções e exposições.

Fonte: DAS Artes

Festa do Divino de Mogi faz evento no Museu de Arte Sacra de SP

Exposição e eventos que celebram o evento mogiano serão destaque no espaço cultural, graças a parceria com a Diocese de Mogi das Cruzes


Festa do Divino de Mogi das Cruzes será destaque em evento no Museu de Arte Sacra de São Paulo mais uma vez: desde 2015, festividade ganha espaço na agenda do MAS-SP (Divulgação/Festa do Divino de Mogi)


O Museu de Arte Sacra (MAS) de São Paulo realiza mais uma vez um evento focado na Festa do Divino de Mogi das Cruzes no dia 3 de fevereiro. Uma exposição e atividades com grupos folclóricos da cidade estão na agenda do endereço cultural, localizado no bairro da Luz, em São Paulo.


Faltam quatro meses para a 411ª Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, que acontecerá de 9 a 19 de maio.

Os organizadores preparam a mostra que irá marcar o nono ano de uma parceria entre o MAS-SP e a Diocese de Mogi das Cruzes, organizadora da Festa do Divino.



Grupos de congada e moçambique já se apresentaram no Museu de Arte Sacra de São Paulo (Divulgação/Festa do Divino de Mogi das Cruzes)


O visitante do Museu de Arte Sacra irá conhecer alguns dos componentes desta festividade cultural e religiosa, como o levantamento do mastro, um subimpério do Divino e a atuação dos dançantes do Batalhão de Nossa Senhora Aparecida e das Rezadeiras. Os visitantes também poderão conhecer a bebida rosa-sol, típica da festividade.


Serviço

Mostra da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes


LOCAL: Museu de Arte Sacra de São Paulo - MAS-SP
ONDE: Avenida Tiradentes, 675, Luz, São Paulo
Horário: 10h às 15h

domingo, 3 de dezembro de 2023

A Tradição Paulista de Presépios

 





A Tradição Paulista de Presépios no Museu de Arte Sacra de São Paulo destaca a herança cultural e religiosa dos paulistas na criação de presépios durante a temporada natalina.

A exposição, na Sala MAS/Metrô – Estação Tiradentes de 02 de dezembro de 2023 a 07 de janeiro de 2024, apresenta 23 conjuntos distintos, evidenciando a diversidade de técnicas artesanais utilizadas desde concursos promovidos pela SUTACO na década de 1970.

A prática presepista no Brasil remonta à ação de missionários jesuítas e padres franciscanos, especialmente no Vale do Paraíba paulista, onde a tradição santeira, enraizada na herança portuguesa, se consolidou ao longo dos séculos.

O coordenador da exposição, Ramon Vieira, destaca a influência portuguesa nos primeiros presépios, ressaltando características marcantes da região, como as imagens-amuleto de nó de pinho e as singulares paulistinhas. A mostra oferece ao público uma experiência única, revelando a expressão artística e religiosa que perdura ao longo dos anos.

O Museu de Arte Sacra de São Paulo, fundado em 1970, ocupa o Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz e é reconhecido como uma das instituições mais importantes do gênero no país.

Seu acervo, composto por mais de 10 mil itens, abrange obras dos séculos XVI a XX, destacando-se presépios, prataria, ourivesaria, lampadários, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas, livros litúrgicos e numismática, contribuindo para preservar as ricas histórias do Brasil e do mundo.


Fonte: MAS

sábado, 2 de dezembro de 2023

Virada Inclusiva - Presépio Napolitano de São Paulo

 




O Núcleo Educativo do Museu de Arte Sacra de São Paulo convida para a Virada Inclusiva, os participantes terão a oportunidade de conhecer os recursos de acessibilidade confeccionados para público com deficiência auditiva, visual e do espectro autista, além de uma visita sensorial ao Presépio Napolitano de São Paulo, promovendo reflexões e discussões sobre a forma como o Museu disponibiliza os seus serviços no âmbito da acessibilidade.

Os interessados também participarão do lançamento de um vídeo em libras sobre o Presépio Napolitano de São Paulo.

Dia 03 de dezembro (domingo)

Horário: 14h30 às 16h00

Gratuito !

Inscrições: comparecer na bilheteria com 30 mins de antecedência


Fonte: MAS

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

PRESÉPIO DO MUSEU DO FOLCLORE SERÁ ABERTO DIA 3 DE DEZEMBRO!

 


PRESÉPIO DO MUSEU DO FOLCLORE SERÁ ABERTO DIA 3 DE DEZEMBRO!

📣

🕯️Todo ano, o Museu do Folclore de São José dos Campos promove o Ciclo de Natal, entre os meses de dezembro e janeiro. A montagem do presépio e a participação de grupos de Folias de Reis do município e de outras cidades da região já é uma tradição.

🌟O presépio deste ano será montado pelo mineiro José Paulo de Oliveira, 83 anos, aposentado. Há 62 anos ele monta presépios com sua família. José Paulo também toca caixa na Folia de Reis Três Reis Estrela do Oriente.

🥁A abertura do presépio acontecerá no dia 3 de dezembro, às 13h30, aqui no Museu do Folclore, e contará com a presença de 5 Folias de Reis: Irmandade de Santos Reis, Folia de Reis Bom Jesus do Buquirinha, Folia de Reis do Mestre Zé Mira, Cia de Reis Esplendor do Oriente (de São José dos Campos) e Folia de Reis Filhos do Oriente (Jacareí).

Fonte:
🏡 Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
(12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354
www.museudofolclore.org 

sábado, 11 de novembro de 2023

Polícia Federal faz perícia no Museu de Arte Sacra, em Ouro Preto, onde foi furtado um rosário do século 19

"Teremos que fazer cofres em vez de museus para trancafiar a história", diz, indignado, o diretor do museu.

O relicário em ouro, do século 19, ficava preso originalmente na ponta de uma cruz

crédito: Prefitura de Ouro Preto/Divulgação

Equipe da Polícia Federal faz perícia, na manhã deste sábado (11/11), no Museu de Arte Sacra de Ouro Preto, vinculado à Paróquia Nossa Senhora do Pilar, no Centro Histórico, onde foi furtado um rosário do século 19. O crime no templo tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ocorreu na sexta-feira (10/11), às 13h18, sendo praticado, conforme registro das câmeras de segurança, por três pessoas. No local, estiveram, nesta sexta, as polícias Militar e Civil.

Desolado com a situação, o diretor do Museu de Arte Sacra de Ouro Preto e membro da Comissão de Bens Culturais da Arquidiocese de Mariana, Carlos José Aparecido de Oliveira, falou com exclusividade ao Estado de Minas. “Mais uma vez, o Pilar é saqueado. Nossa posição é de desencanto, pois fazemos o trabalho com paixão e sofremos muito, quando isso ocorre. Parece que, em vez de museus, teremos que fazer cofres para trancafiar a história.”






O diretor mantém a esperança de o relicário ser encontrado. “Espero que tudo se resolva, mas é uma sensação muito ruim. Penso que o padre Simões (o pároco José Feliciano da Costa Simões - 1931-2009) sofreu o mesmo em 1973. Ver parte do acervo furtado, algo que está exposto para toda a popular ver, traz o desencanto. Este museu recebe muita gente, muitos jovens, sempre ficamos felizes em ver tanta gente visitando o Pilar, no sentido de valorizar o conhecimento e fortalecer a identidade e a nação. Infelizmente, três pessoas acabam com isso”, lamentou Carlos José, mais conhecido por Caju.

O furto no bem tombado ocorre no ano em que é lembrado o cinquentenário da invasão e do furto do museu localizado no subsolo da igreja barroca, um dos ícones da primeira cidade brasileira (1980) reconhecida como Patrimônio Mundial. Na madrugada de 2 de setembro de 1973, ladrões levaram 17 peças sacras, incluindo uma coleção formada por custódia e três cálices de prata folheados a ouro, de origem portuguesa, usados no Triunfo Eucarístico, em 1733, a maior festa religiosa do Brasil colonial. Os objetos de fé continuam sendo procurados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e se encontram entre os bens cadastrados na plataforma virtual Somdar (somdar@mpmg.mg.br). Passados 50 anos, não há, até hoje, pistas das peças levadas pelos ladrões.

Inventário

Conforme o inventário (de 1984) da peça existente na Paróquia Nossa Senhora do Pilar, o relicário em ouro, do século 19, ficava preso originalmente na ponta de uma cruz. Eis a descrição: “Rosário de contas escuras de uma rocha não identificada, com as contas do ‘Pai Nosso’ em ouro, de decoração em corda nas extremidades e um aro de flores e folhas contornando o centro. A cruz é em ouro, tem espessura triangular decorada com folhas estilizadas. O Cristo é também em ouro; acima dele há a inscrição INRI em uma superfície convexa com a base em duas pontas enroladas. As pontas da cruz são formadas por três triângulos superpostos”.

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