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domingo, 7 de maio de 2017

CNBB cria comissão especial para cuidar dos patrimônios culturais da Igreja no Brasil



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criou a Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais que terá o papel de fomentar o cuidado com o patrimônio material e imaterial da Igreja no Brasil, em diálogo com os órgãos governamentais e eclesiais especializados. Esse é um dos projetos da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB.

A Comissão nomeada tem como presidente dom João Justino de Medeiros, arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), que também preside a Comissão Episcopal para Cultura e Educação. Também compõem a comissão o arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz e o bispo de Petrópolis (RJ), dom Gregório Paixão.

“O patrimônio histórico-artístico pertencente à Igreja nos coloca diante de um privilegiado potencial evangelizador e de um qualificado instrumento para o diálogo com a cultura. Muitas dioceses no Brasil já organizaram comissões locais e tem dispensado esforços de trabalho para a preservação dos seus bens histórico-artísticos. São visíveis os resultados dessas comissões. Também alguns Regionais da CNBB fizeram o mesmo. O objetivo da comissão será o de estimular a atuação da Igreja no Brasil a fim de que se efetive o cuidado, a preservação e o uso desse enorme patrimônio que nos foi legado pelas gerações passadas como uma expressão de fé”, destacou dom João Justino.

A assessoria será feita pelo Padre Danilo Pinto, que também é o assessor do Setor Universidades da CNBB. “Sinto-me, no mínimo, honrado por contribuir como primeiro assessor de comissão tão necessária, além de trabalhar ao lado dos membros desta nova comissão”, destacou padre Danilo.

O Brasil possui relevante acervo e contribuição, no âmbito dos bens culturais, no cenário internacional. Padre Danilo faz um panorama dessas influências, “Retrato disto é a mistura da belle epoche paraense com traços amazônidas, o barroco baiano e mineiro de influência lusitana com matrizes afro, imprimidos pelo Cabra, na Bahia, e por Aleijadinho, nas Gerais, o neogótico nas regiões sulistas de colonização alemã e italiana, e o moderno concreto em curva de Niemeyer, no Distrito Federal”.

Ele acrescenta ainda que ás vezes, num único canto, é possível testemunhar diferentes estilos, períodos e autores históricos. “Este colorário de igrejas, arte sacra e tradições, são retrato da fé cristã impressa e vivenciada no país, nestes mais de quinhentos anos de anúncio de Jesus Cristo. Infelizmente, este patrimônio eclético, por carência de recursos ou desinformação, tem sido alvo de depreciação. Sem incluir nesta conta os inúmeros casos de furtos e vandalismo, recentes”, finalizou.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Divino (MG) – Sacerdote e igreja terão de recuperar piso retirado de templo em 2011

Justiça condena padre, paróquia de Divino e Mitra Diocesana de Caratinga por retirada considerada ilegal de piso de templo católico. Recuperação deve ser feita em 120 dias.


Piso foi retirado em 2011: decisão de recuperar ladrilho foi tomada em ação movida pelo Ministério Público de Minas, que pediu ainda pagamento de R$ 34 mil por danos morais. (Foto: Andreia Medeiros Chaves/Conselho Municipal de Cultura/Divulgação – 25/02/2011)

Uma decisão considerada histórica para a preservação do patrimônio cultural do estado. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o padre José Flávio Garcia, ex-titular da Paróquia Divino Espírito Santo, de Divino, na Zona da Mata, e também a paróquia e a Mitra Diocesana de Caratinga, pela retirada do piso hidráulico do templo católico. De acordo com a sentença, os responsáveis terão que pagar R$ 34 mil por danos morais coletivos e reparar o dano, contratando, em até 90 dias, o projeto de restauração do revestimento original que foi substituído por granito. Depois de aprovada pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural de Divino, a obra de recuperação deverá ficar pronta em 120 dias, sob pena de multa diária de R$ 500.

O TJMG foi acionado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) após a Justiça de primeira instância ter negado punição aos envolvidos no caso, ocorrido em 21 de fevereiro de 2011, pouco mais de um mês depois de o pároco ter sido comunicado pelo conselho sobre a aprovação do tombamento provisório do bem histórico. Na data, moradores próximos da igreja informaram ao conselheiros que o padre determinara a destruição do piso antigo do templo. A retirada teria começado às 4 horas da madrugada e, às 7 horas da manhã, todo o revestimento já estaria removido.


Foto: Andreia Medeiros Chaves/Conselho Municipal de Cultura/Divulgação – 25/02/2011

“É realmente uma decisão muito importante, histórica, e serve de alerta a todas as paróquias e administradores de bens culturais em Minas. Era um monumento inventariado pelo município e o pároco, mesmo tendo sido informado sobre o tombamento da igreja, não o respeitou, preferindo destruir o piso antigo. Foram condenados o padre, a paróquia e a Mitra”, explica o coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), Marcos Paulo de Souza Miranda. Ele destaca que, na decisão da Justiça, está escrito que “não existe ‘fato consumado’ a ser preservado, nem ‘direito adquirido’ à destruição do patrimônio cultural, ainda que particular”. Dessa forma, é necessária a obediência à lei do direito comum, resume Souza Miranda, autor da ação junto com a então promotora de Justiça de Divino, Jackeliny Ferreira Rangel.

Revolta. A destruição do piso da igreja, que fica no Centro de Divino, a 320 quilômetros de BH, foi documentada pelo Estado de Minas, mostrando, principalmente, a revolta de moradores e defensores do patrimônio. Conforme a reportagem da época, “na madrugada, entre 4h e 5h, o titular da paróquia, padre José Flávio Garcia, teria mandado um grupo de trabalhadores quebrar e arrancar os ladrilhos hidráulicos do templo católico construído em 1944. Acionado por moradores, o MP, por meio da promotora de Justiça da comarca, Jackeliny Ferreira Rangel, acionou a Polícia Civil para serem tomadas as providências necessárias”. Na sequência, o religioso prestou depoimento na delegacia.

A matéria trouxe o depoimento da então secretária do Conselho Cultural de Divino, Andreia Medeiros Chaves, que contou ter sido comunicada sobre a destruição do piso por volta das 7h: “Quando cheguei lá, não dava mais para salvar nem um metro quadrado. E o padre evitou qualquer contato conosco”. Em 20 de janeiro, segundo Andreia, o conselho se reunira para discutir o assunto, movido por comentários de paroquianos de que o padre pretendia trocar os ladrilhos hidráulicos por granito. “Nós o procuramos, mas ele disse que nada disso seria feito, apenas mandaria uma equipe para cuidar da manutenção. Saímos confiantes desse encontro”, afirmou Andreia, na época.

A reportagem do EM tentou ouvir o padre José Flávio Garcia, mas foi informada que o religioso atua agora na paróquia de Vargem Alegre, na Região Leste. No local, ele não foi encontrado na tarde de quinta-feira, assim como o atual pároco de Divino, padre Roberto, que estava em viagem. Já a Mitra Diocesana de Caratinga informou que recorreu da decisão, mas na tramitação do processo no TJMG “baixa definitiva”, ou seja, não cabe mais recurso.

Matriz em estilo neogótico


Foto: Andreia Medeiros Chaves/Conselho Municipal de Cultura/Divulgação – 25/02/2011

A Matriz de Divino é uma obra em estilo neogótico, inaugurada em 1944 no local onde havia uma capela erguida por desbravadores, que iniciaram o povoamento da região, em 1833. Além de ter 22 vitrais “de excelente qualidade técnica”, conforme especialistas, a igreja forma um conjunto paisagístico com a praça Genserico Nunes. Uma escadaria foi construída em 1960 para unir igreja e espaço público. Para os conselheiros, o templo tem “imensa” importância para a comunidade local, sendo o maior patrimônio histórico e cultural da cidade.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: em.com.br  / Defender

sexta-feira, 22 de julho de 2016

4a Oficina de Ladrilhos Hidráulicos


4a Oficina de Ladrilhos Hidráulicos

JULHO, mês de férias. aproveite a oportunidade para participar da 4a Oficina de Ladrilhos Hidráulicos na sua sede em Olinda, Pernambuco. Poucas vagas!

Aproveite um fim de semana de estudos e práticas na arte centenária de produção de ladrilhos hidráulicos. Venha saber sobre a história das técnicas de produção e como foi "inventado" o ladrilho; aprenda a idealizar desenhos e formas, pois não é tão fácil como se pensa; saiba quais as  propriedades dos materiais e equipamentos, seus usos e aplicações; venha aprender sobre as técnicas de produção. Serão demonstrados os fatores e mecanismos de desgastes das pedras e dos pisos, assim como os métodos de manutenção, conservação e restauro.

Valor do Investimento: R$ 300,00*

CARGA HORÁRIA: 12 horas/aula

DATA da 4a OFICINA: 22, 23 e 24 /julho/2016

HORÁRIO: sexta-feira das 13h às 17h; sábado das 8h às 17h com intervalo para o almoço; domingo para quem desejar fazer um tapete.

INFORMAÇÕES: ceci@ceci-br.org ou pelos telefone: (81) 99922-6633 (direto da oficina)

OBS.: No valor está incluído os materiais teórico, de intervenções de conservação e restauro e de produção de uma pedra de ladrilho (modelo existente).

* As produções de um desenho/modelo próprio, idealizado pelo participante, assim como a confecção de um “tapete” com um metro quadro (25 pedras), terão valores contratados a parte.

Caso você venha de outro estado, há diversas hospedarias, pousadas e hotéis no centro histórico da cidade. A mais próxima é a Casa da Chica com preço bem acessível e com boas avaliações pela(o)s aluna(o)s do Curso de Gestão de Restauro.

Preencha a Ficha de Inscrição e envie-nos logo, pois são apenas 20 vagas.

Fonte: CECICentro de Estudos Avançados da Conservação Integrada

sábado, 4 de janeiro de 2014

Ladrilho Hidráulico uma arte, um piso

Nas mãos do ladrilheiro, o cimento se transforma em piso, em revestimento de paredes, em objetos de decoração, em recordações, em arte.

O ladrilho hidráulico é uma placa cimentícia feita à mão, um a um, de maneira totalmente artesanal.

O documentário embarca nesse universo, desvendando suas fábricas e descobrindo a magia da produção de um ladrilho.

Assista ao documentário clicando na imagem abaixo:
ladrilho

Fonte: Vimeo
Defender
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