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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Pantocrator

 



PANTOCRATOR Boryana Hristova.
Bulgária.
Para o álbum 1500.
“Ícones búlgaros dos séculos XIII-XVII”.
Limão, giz, têmpera

 


quarta-feira, 18 de outubro de 2023

São Lucas


São Lucas, o Evangelista (do grego antigo Λουκᾶς, Loukás) é, segundo a tradição, o autor do Evangelho de São Lucas e dos Atos dos Apóstolos — o terceiro e quinto livros do Novo Testamento. É o santo padroeiro dos médicos e artistas, segundo a Igreja Católica. É celebrado no dia 18 de outubro.

Chamado por Paulo "O Médico Amado" (Colossenses 4:14), pode ter sido um dos cristãos do primeiro século que conviveu pessoalmente com os doze apóstolos.
Vida

Lucas foi um médico grego que viveu na cidade grega de Antioquia, na Síria Antiga.

A primeira referência a Lucas encontra-se na Epístola a Filemon de Paulo de Tarso, no versículo 24. É mencionado também na epístola aos Colossenses, 4:14, bem como na segunda epístola a Timóteo 4:11. A segunda menção mais antiga a Lucas encontra-se no "Prólogo Anti-Marcionita ao Evangelho de São Lucas", um documento que já foi datado do século II, mas que recentemente já é considerado como do século IV. Contudo, Helmut Koester defende que o seguinte excerto – a única parte preservada do documento original, em grego – pode ter sido escrito, realmente no século II:
“ Lucas é um sírio de Antioquia, sírio pela raça, médico de profissão. Tornou-se discípulo dos apóstolos e mais tarde seguiu a Paulo até ao seu martírio. Tendo servido o Senhor com perseverança, solteiro e sem filhos, cheio da graça do Espírito Santo, morreu com 84 anos de idade. ”


Alguns manuscritos afirmam que Lucas morreu em Tebas, capital da Beócia. Todas estas referências parecem indicar que Lucas terá, de fato, seguido Paulo durante algum tempo.

Tradições mais tardias desenvolveram-se a partir daqui. Epifânio de Salamina assegura que Lucas era um dos Setenta Discípulos (Panarion 51.11), e João Crisóstomo refere que o "irmão" referido por Paulo na segunda epístola aos Coríntios, 8:18 ou é Lucas ou é Barnabé. J. Wenham assevera que Lucas era "um dos Setenta, um dos discípulos de Emaús, parente de Paulo e de Lúcio de Cirene." Nem todos os académicos têm tanta certeza disso como Wenham.

Outra tradição cristã defende que foi o primeiro iconógrafo, e que terá pintado a Virgem Maria, Pedro e Paulo. É por isso que, mais tarde, as guildas medievais de São Lucas, na Flandres, ou a Accademia di San Luca ("Academia de São Lucas") em Roma - associações imitadas noutras cidades europeias durante o século XVI - reuniam e protegiam os pintores.

sábado, 26 de agosto de 2023

26 de Agosto: Nossa Senhora do Monte Claro ou Nossa Senhora de Częstochowa. Padroeira da Polônia.

 





A História.
Conforme tradição muito antiga, o quadro de N. Sra. do Monte Claro é pintura feita pelo evangelista São Lucas.
Seguidas vezes, são Lucas visitava Virgem Maria, colhendo dela pormenores da infância de Jesus. Foi numa dessas ocasiões que ele, na própria tábua da mesa de cedro que Nossa Senhora usava para seu trabalho e oração, pintou sua imagem.
Diz a lenda que, ao iniciar a pintura do rosto da Virgem Maria, deteve-se pensativo, preocupado em exprimir da melhor forma possível toda beleza da Mãe de Deus. Profundamente recolhido, cochilou e adormeceu por alguns instantes e, acordando, surpreendeu-se ao encontrar o quadro pronto, no qual o rosto de Maria, de celestial beleza, estava pintado.
Sendo Jerusalém ocupada pelo exército romano, a Santa Helena - mãe do Imperador Constantino - foi conhecer os lugares santos e procurar o lenho da Santa Cruz. Santa Helena viu o quadro e recebeu-o das mulheres que o guardavam. Encontrando também o lenho da Santa Cruz, enviou ambos a seu filho Constantino o Grande, Imperador de Constantinopla, naquela época, metrópole da Igreja.
Esse Imperador, recém convertido ao cristianismo, recebeu o quadro enviado por sua mãe, com grande alegria, colocando-o na capela particular de seu palácio. Muitas cópias do quadro milagroso foram feitas, por ordem de Constantino, e por ele doadas aos cristãos do oriente e ocidente. O quadro original permaneceu com ele. Por mais de 400 anos o quadro permaneceu nas capelas particulares, como propriedade dos príncipes russos. Depois o quadro foi transferido para a capela do castelo Belz, na Rússia, onde permaneceu por muitos anos.
Entrando a Rússia em guerra contra Ludovico, rei da Hungria e da Polônia, foi por este vencida. A cidade de Belz e o castelo caíram nas mãos de Ludovico, que nomeou seu sobrinho Ladislau, Príncipe de Opole - Polônia, como governador de Belz.
Visitando as dependências do castelo, Ladislau encontrou o quadro de N.Sra. e, cheio de respeito e amor para com Mãe de Deus, colocou-o na capela do palácio. Entretanto, pouco tempo depois, a cidade de Belz foi invadida pelos Tártaros, que atacaram o castelo.
Ladislau com sua agente, defendia-se de forma heróica dos invasores muito mais numerosos. Vendo que seus esforços eram inúteis, Ladislau recorreu à proteção de Maria e, prostrando-se diante do Quadro sagrado, pediu socorro, que lhes veio sem demora. O príncipe, grato pela ajuda milagrosa, decidiu retirar o quadro da Virgem de Belz, pois era um lugar exposto aos ataques dos Tártaros, e levá-lo a Opole (Polônia) capital do seu principado.
Contudo, por desígnio de Deus e vontade de Maria, resolveu deixar o quadro numa capela situada na colina chamada Monte Claro, perto de Czestochowa. O ponto mais alto, por ser um descalvado de calcário, recebeu este nome de Monte Claro 😊 Jasna Gora)
Chegada do Quadro Milagroso à Polônia
Em agosto de 1382, O Príncipe Ladislau confiou o quadro milagroso aos cuidados dos Frades Paulinos, seus fiéis guardiões. Construiu-lhes, com ajuda do povo daquela região, o convento, a igreja e fez generosa doação em terras e aldeias para manutenção do convento e do Santuário. Ladislau Jagiello, rei da Polônia e Lituânia, não só aprovou as doações do Príncipe, mas contribuiu com outro tanto por sua parte.
A pedido deste rei, o Papa Martinho V, pela Bula de 27 de Novembro de 1429, enriqueceu o santuário de Monte Claro com diversas indulgências e com a benção papal.
Desde o primeiro dia da chegada do quadro da Virgem Maria na terra polonesa o povo recorre a Nossa Senhora, pedindo saúde, consolo e graças espirituais.
Inúmeras graças atribuem-se a ele: doentes foram curados, pessoas desesperadas encontraram paz e consolação etc. Todos os que recorriam à Mãe de Deus com confiança e amor, eram atendidos em suas necessidades.
Peregrinações das mais longínquas localidades do país e mesmo do estrangeiro chegavam ao Monte Claro em busca de socorro material e espiritual. Confortados pela ajuda recebida, expressavam a sua gratidão, oferecendo ao Santuário donativos em ouro, prata, pedras preciosas e dinheiro. Também a rainha da Polônia, Santa Edviges, com seu esposo, o rei Ladislau Jagiello e os dignitários da corte, faziam ricas doações a Nossa Senhora.
Ornada com tantas jóias de alto valor, o quadro milagroso tornou-se objeto de cobiça por parte dos ateus, dos infiéis e dos assaltantes, numerosos naquela época.
Na madrugada do dia da Páscoa, do ano de 1430, o Santuário de Nossa Senhora, onde apenas os frades e alguns peregrinos se encontravam, foi repentinamente invadido por bandidos. Arrancaram do altar o quadro, jóias, cálices e tudo de grande valor, jogaram tudo numa carroça, pondo-se em fuga.

Por descuido o quadro caiu da carroça e quiseram o recolocar, mas não o conseguiram. Do castelo mais próximo, vieram soldados armados e puseram-se imediatamente atrás dos bandidos.
Os bandidos percebendo o que acontecera e não conseguindo recolocar o quadro no veículo, o chefe dos bandidos, na iminência de ser apanhado, encolerizou-se, golpeou-o diversas vezes com a espada e fugiu apressado. Ao chegar no local, soldados, peregrinos e frades, encontraram o quadro partido em três pedaços e o rosto de Nossa Senhora dolorosamente ferido.
Ajoelhando-se, pediram ajuda de Deus. Depois pediram ao rei da Polônia Ladislau Jagiello que tomasse providências necessárias para restauração do quadro. Famosos pintores foram até lá para restaurar, mas nenhum deles conseguiu restaurar a pintura do quadro.
Quando todos desistiram, um jovem que havia auxiliado o primeiro pintor veio até o rei e declarou com toda simplicidade:
"A Mãe de Deus não quer que sejam apagadas essas cicatrizes".
Dito isto, pediu que lhe desse licença para concluir a restauração do quadro, e o rei embora contrariado, não tendo outro recurso cedeu ao seu pedido.
Antes de pintar o jovem rezou a noite inteira. Concluído o trabalho, entregou ao rei Ladislau o quadro completamente restaurado, com todos os cortes cobertos, exceto os três ferimentos no rosto de Nossa Senhora. O jovem pintor havia desaparecido e nunca mais foi visto.
O quadro voltou ao seu trono, ornado novamente de ouro, prata e pedra preciosas, doadas pelos reis e pelo povo. A Mãe de Deus continuou, desde então, operando milagres e atendendo a todos os que a Ela recorriam com confiança e fé.

Em 1655, os Suecos invadiram a Polônia e atacaram também o Convento e o Santuário de Czestochowa, a fim de se apoderarem das riquezas do país. No Convento havia apenas frades e 50 famílias e alguns soldados. Durante 40 dias, os suecos atacavam com mais de 15 mil homens, canhões etc..., lançando bombas incendiárias sobre o Santuário.
Os frades e os outros sitiados defendiam-se heroicamente, confiando na proteção de Nossa Senhora e chegavam afazer procissão com o Santíssimo em volta do Santuário, cantando e rezando no meio dos ataques do inimigo.

Os suecos reconhecendo que lutavam contra forças sobrenaturais resolveram se afastar na noite de Natal e pouco tempo depois, foram expulsos também do país.
No ano seguinte de 1656, Nossa Senhora de Czestochowa foi declarada, oficialmente, pelo Papa, RAINHA DA POLÔNIA.
Milagres Ocorridos no Século XX.
Muitas são as graças atribuídas à Nossa Senhora do Monte Claro no século XX.
No final da II Grande Guerra, Adolf Hitler reconhecia que a investida contra a Polônia havia fracassado devido, segundo suas próprias palavras, "à Negra de Czestochowa".
No dia 26 de Agosto de 1956, um milhão de poloneses, unidos num só coração, renovou o Voto da Nação, repetindo as palavra do Cardeal Stefan Wyszynski ausente (preso pelo regime comunista), e renovando as promessas de fidelidade à sua Rainha, a Deus, à Cruz, ao Evangelho, à Igreja e seus Pastores.

Por essas promessas eles se comprometiam a defender a vida desde a sua concepção e a mútua fidelidade no matrimônio. Prometiam, também, lutar contra seu vicio e praticar a lei do amor, respeitando a dignidade humana.
Cada ano, no dia 3 de maio, esses Votos São renovados em cada paróquia e, no dia 26 de agosto, no Santuário de Monte Claro em Czestochowa, aos pés de Maria, Rainha da Polônia.
Qual o motivo da cor “negra”?
Ao longo dos séculos, muitos foram os testemunhos de curas e outros fenômenos milagrosos ocorridos com fiéis que peregrinaram à pintura. Ela é conhecida como "A Senhora Negra" por causa da fuligem acumulada sobre a sua superfície, fruto de séculos de velas votivas queimadas junto a ela. Com o declínio do comunismo na Polônia, as peregrinações à Senhora Negra aumentaram notavelmente.

Um Papa Polonês em Roma.
No dia 16 de outubro de 1978, os sinos de todas as igrejas da Polônia tocavam festivamente, anunciando que um filho da Polônia martirizada, mas sempre fiel, Karol Wojtyla, Cardeal, fora eleito Papa, como 266 Sucessor de São Pedro, com o nome de João Paulo II.
João Paulo II, antigo Arcebispo de Cracóvia, no dia seguinte à sua eleição, escreveu ao Primaz da Polônia uma carta, e terminou dizendo:
"Não haveria na sede de São Pedro um papa polonês, se não houvesse Monte Claro e o maravilhoso Primaz com sua fé heroica e inabalável confiança em Maria, Mãe da Igreja".
No seu brasão papal, colocou uma grande cruz, a letra M e as palavras: TOTUS TUUS, que significa: Todo Teu - Todo de Maria.
Monte Claro, depois de tantas provas e sacrifícios, o viu chegar radioso, cheio de esperança e fé no futuro, que culminou com a visita do Santo Padre à Polônia, de 2 a 10 de junho de 1979.
Como fiel servo de Maria, chegou dia 3 de junho a Monte Claro e permanecendo ali por 3 dias. Em sua peregrinação ao Brasil, de 30 de junho a 12 de julho de 1980, o Santo Padre ofereceu à imigração polonesa, um quadro de Nossa Sra. de Czestochowa.
Os imigrantes poloneses, ao deixarem sua Pátria, levavam sempre consigo esse grande tesouro: o quadro de Nossa Sra. do Monte Claro e a grande devoção à Maria Santíssima.
Chega o ano de 1982. Polônia prepara-se para comemorar os 600 anos do reinado maternal de Maria em Czestochowa. João Paulo II alimenta o grande desejo de ir agradecer, pessoalmente a Maria, a proteção Materna à sua Pátria, mas o governo comunista não deu a permissão, transferindo a peregrinação para o ano de 1983.
Foi com jubiloso "Magnificat" e "Te Deum" que a Nação Polonesa agradeceu os benefícios e as graças de ordem espiritual e material recebidas das mãos maternas de Maria Rainha da Polônia.
Realmente, Maria nunca abandonara o seu reino, quer nas guerras, quer nas ocupações inimigas, nas perseguições comunistas, quer em tempo de paz e em todas as circunstâncias.
Finalmente Polônia ficou livre do regime comunista, graças à proteção de Nossa Senhora do Monte Claro. Inúmeras são as graças de curas e conversão de pecadores, ao entrarem no Santuário da Virgem de Czestochowa. Maria espera a todos e ajuda aqueles que a reconhecem como Mãe de Deus e seguem os passos do seu Filho Jesus Cristo.
O dia 26 de agosto é dedicado à Nossa Senhora de Czestochowa.

terça-feira, 4 de julho de 2023

O “dedo sem tocar”

 



Quando os Cardeais mandaram Michelangelo refazer o “dedo sem tocar” , não estavam querendo revelar o livre arbítrio do Homem, mas evitar a heresia da Divindade do Homem, onde poderia se crer que este era uma emanação do Próprio DEUS. Alguém já pregou ao Papa ( Raniero Cantalamessa) que o ponto vazio do Toque é o ESPÍRITO SANTO, Digitum DEI, o sopro sobre o Homem. O texto da internet porém querendo exaltar o Homem cai numa outra heresia o Pelagianismo. 

A verdade que o Cristianismo professa não é da salvação pela busca do Homem ( na criação não caída DEUS já vinha ao Homem) A iniciativa de vir ao Homem é de DEUS, ELE vai em busca do Homem, ELE dá sua Graça e sem ELE o Homem não pode nada : “ Sem MIM, nada podeis fazer”.EU vim para que todos tenham Vida. A Ovelha perdida, DEUS nos amou primeiro. Ainda que o texto na internet apresente que o lado de DEUS esteja esticado o máximo, dá o mesmo texto a responsabilidade ao Homem “ dá procura de DEUS “ . 

É o contrário, DEUS é Quem procura o Homem, assim a resposta do Homem não é para achar DEUS mas aceitar o DEUS que se revela, pois NELE nos movemos e existimos, como disse SÀO PAULO. O Homem não dá sua resposta para ter a Existência de DEUS ( salvação pelo livre Arbítrio, mas dá sua resposta ao DEUS existente, evidente , revelado no próprio homem que tem a lei gravada dentro de si. Por isso não existem Ateus mas Atoas) Assim cuidado com o fim do tal texto onde o Homem parece o protagonista da sua Salvação e de Seu encontro com DEUS. Santo Agostinho mesmo disse: Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova… Tarde Te amei! Trinta anos estive longe de Deus. Mas, durante esse tempo, algo se movia dentro do meu coração… Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava… Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou, porque Tu me deixaste conhecer-Te. Entrei no meu íntimo sob a Tua Guia e consegui, porque Tu Te fizeste meu auxílio.

2. Tu estavas dentro de mim e eu fora… “Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior”. Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar cada vez mais d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava… Eis que estavas dentro e eu fora! Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Estavas comigo e não eu Contigo…

3. Mas Tu me chamaste, clamaste por mim e Teu grito rompeu a minha surdez… “Fizeste-me entrar em mim mesmo… Para não olhar para dentro de mim, eu tinha me escondido. Mas Tu me arrancaste do meu esconderijo e me puseste diante de mim mesmo, a fim de que eu enxergasse o indigno que era, o quão deformado, manchado e sujo eu estava”. Em meio à luta, recorri a meu grande amigo Alípio e lhe disse: “Os ignorantes nos arrebatam o céu e nós, com toda a nossa ciência, nos debatemos em nossa carne”. Assim me encontrava, chorando desconsolado, enquanto perguntava a mim mesmo quando deixaria de dizer “Amanhã, amanhã”… Foi então que escutei uma voz que vinha da casa vizinha… Uma voz que dizia: “Pega e lê. Pega e lê!”.

4. Brilhaste, resplandeceste sobre mim e afugentaste a minha cegueira. Então corri à Bíblia, abri-a e li o primeiro capítulo sobre o qual caiu o meu olhar. Pertencia à carta de São Paulo aos Romanos e dizia assim: “Não em orgias e bebedeiras, nem na devassidão e libertinagem, nem nas rixas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,13s). Aquelas Palavras ressoaram dentro de mim. Pareciam escritas por uma pessoa que me conhecia, que sabia da minha vida.

5. Exalaste Teu Perfume e respirei. Agora suspiro por Ti, anseio por Ti! Deus… de Quem separar-se é morrer, de Quem aproximar-se é ressuscitar, com Quem habitar é viver. Deus… de Quem fugir é cair, a Quem voltar é levantar-se, em Quem apoiar-se é estar seguro. Deus… a Quem esquecer é perecer, a Quem buscar é renascer, a Quem conhecer é possuir. Foi assim que descobri a Deus e me dei conta de que, no fundo, era a Ele, mesmo sem saber, a Quem buscava ardentemente o meu coração.

6. Provei-Te, e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me, e agora ardo por Tua Paz. “Deus começa a habitar em ti quando tu começas a amá-Lo”. Vi dentro de mim a Luz Imutável, Forte e Brilhante! Quem conhece a Verdade conhece esta Luz. Ó Eterna Verdade! Verdadeira Caridade! Tu és o meu Deus! Por Ti suspiro dia e noite desde que Te conheci. E mostraste-me então Quem eras. E irradiaste sobre mim a Tua Força dando-me o Teu Amor!

7. E agora, Senhor, só amo a Ti! Só sigo a Ti! Só busco a Ti! Só ardo por Ti!…

8. Tarde te amei! Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu Te amei! Eis que estavas dentro, e eu, fora – e fora Te buscava, e me lançava, disforme e nada belo, perante a beleza de tudo e de todos que criaste. Estavas comigo, e eu não estava Contigo… Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandeceste, e a Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste o Teu Perfume e, respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei, Te saboreei e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora ardo em desejos por Tua Paz!

Santo Agostinho, Confissões 10, 27-29

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O texto em questão:
Quando, em 1.512, Michelangelo finalmente concluiu o afresco do teto da capela Sistina, que é considerado uma das mais famosas obras da história da arte, os cardeais responsáveis pela curadoria das obras ficaram por horas olhando e admirando o magnífica afresco. Após a análise, reuniram-se com o mestre das artes, Michelangelo e, sem pudor algum dispararam: RE-FA-ÇA!

O descontentamento, óbvio, não era com a obra toda, mas sim com um detalhe, aparentemente desimportante. Michelangelo havia concebido o painel da criação do homem com os dedos de Deus e de Adão, se tocando. Os curadores exigiram que não houvesse o toque, mas que os dedos de ambos ficassem distantes e mais: que o dedo de Deus estivesse sempre esticado ao máximo, mas que o dedo de Adão, estivesse com as últimas falanges contraídas. Um simples detalhe mas com um sentido surpreendente: Deus está lá, mas a decisão de buscá-lo é do homem. Se ele quiser, esticar o dedo, tocar-lhe-á, mas não querendo, poderá passar uma vida inteira sem buscá-lo. A última falange do dedo de Adão contraída representa, então, o livre arbítrio.


Fonte: pe. Reinaldo Bento

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Católicos ao combate - 2º Congresso - Fotos do Evento

 São José dos Campos - SP, recebeu no último sábado, o 2º Congresso Católicos ao combate promovido pelo Instituto Gratia . 

Fomos convidados para mostrar um pouco de nosso trabalho de Arte Sacra.

Vejam algumas fotos desse momento inesquecível:















sexta-feira, 16 de junho de 2023

Dia do Sagrado Coração de Jesus

 






 

Peças feitas em 2022.

Sagrado Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que eu vos ame cada vez mais!


sexta-feira, 9 de junho de 2023

Khristianos no Conexão Cultura

 Quer saber um pouco mais de Arte Sacra?

Veja minha entrevista no Conexão Cultura - Programa cultural que apresenta temas variados sobre manifestações artísticas. É o espaço para o telespectador  se conectar com o cenário cultural de São José dos Campos. 






Conexão cultura é o palco da expressão musical, teatral e artística da cidade para a população acompanhar todas as produções culturais do momento.




Link: https://www.youtube.com/watch?v=yh9RDOzjoYE

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segunda-feira, 29 de maio de 2023

Livro: Basílica de Aparecida - A fé pela Arte

 


Ao longo de 160 páginas, a obra apresenta o conjunto artístico e arquitetônico presente no maior templo dedicado à Virgem Maria no mundo. Para isso, imagens inéditas e textos se complementam, oferecendo ao leitor uma perspectiva nunca antes vista dos espaços da Basílica Nacional, bem como o significado litúrgico e artístico do complexo religioso.
Ilustrações dos projetos originais de Cláudio Pastro – artista sacro responsável por grande parte do acabamento artístico-arquitetônico do Santuário – também compõem o livro. Artigos escritos por Pastro, e publicados originalmente em edições anteriores da Revista de Aparecida, estão presentes na obra, que também conta com a autoria de equipes do Santuário Nacional e pesquisadores.
Apesar de não ser um guia de visitação, o livro possibilita ao leitor um “itinerário espiritual” pela arte sacra presente no principal templo católico do país. Por isso mesmo, a edição foi pensada por meio de uma hierarquia litúrgico-teológica dos espaços, permitindo a contemplação não apenas das obras, mas de seu significado espiritual.”

Palestrantes

Tatiane Carvalho
Doutora em Comunicação. Realizada pesquisa de pós-doutorado. Jornalista.
Integra o Grupo de Pesquisa Narrativas Tecnólogicas (CNPq), vinculado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi.
Coordenadora do Núcleo de Publicações do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sendo editora-chefe da Revista de Aparecida, Revista Apóstolo e Jornal Santuário.

Victor Hugo Barros
Graduado em Comunicação Social – Jornalismo. Pós-graduado em Comunicação Digital. Membro da Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI), ocupando a cadeira de número 13, cujo patrono é São Frei Antônio Galvão.
Jornalista do Núcleo de Publicações do Santuário Nacional, sendo editor-assistente do Jornal Santuário, da Revista Apóstolo e da Revista de Aparecida.

João Pedro Ribeiro Pena
Graduado em Comunicação Social – Jornalismo. É autor do livro “Os Recantos – Hotéis tradicionais de Campos do Jordão”, vencedor do concurso para publicação de livros históricos pela Prefeitura de Campos do Jordão.
É editor-auxiliar do Núcleo de Publicações do Santuário Nacional, que integra a Revista de Aparecida, Jornal Santuário e Revista Apóstolo.

Pe. Rodrigo Arnoso, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, mestre em Sagrada Liturgia pelo Ateneu Santo Anselmo de Roma e doutorando em Teologia pela PUCSP. Professor no Instituto Teológico São Paulo e na UNISAL-Campus Pio XI.

Profa. Dra. Wilma Steagall De Tommaso
Doutora em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professora no Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP);
Pesquisadora e Coordenadora do grupo de pesquisa Arte Sacra Contemporânea: História e Religião no LABÔ (Laboratório de Política, Comportamento e Mídia) PUC-SP;
Membro Pesquisadora da Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião (SOTER);

Lançamento do livro: BASÍLICA DE APARECIDA A FÉ PELA ARTE
Data: 17 de junho de 2023 (sábado)
Horário: 11h
Não é necessário fazer inscrição
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo.
Estacionamento gratuito – Rua Jorge Miranda, 43 – Luz (sujeito a lotação)
Fonte: MAS.SP

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Conhecendo a Arte Sacra de Khristiano

 Uma entrevista maravilhosa que fizemos para o Canal: Amigão Ailton Moraes contando um pouco da minha história e meu envolvimento com a Arte Sacra!

Assistam e compartilhem!

Vale a Pena!





Link aqui

domingo, 14 de maio de 2023

Dia das Mães


 Amor de mãe nunca acaba.


feliz dia a todas as mães!


#theotókos

#diadasmães


@khristianos.artesacra

sexta-feira, 7 de abril de 2023

domingo, 26 de março de 2023

SAGRADA FACE DE NOSSO SENHOR E SANTA VERÔNICA








Dados históricos da Sagrada Face

Em 1211, Inocêncio III instituiu em Roma oficialmente a festa do Santo Sudário de Verônica, que naquele tempo era celebrado no segundo domingo da festa da Epifania. Foi ele quem lhe deu o nome de Verônica (vera icona).

Leão XIII instituiu em Roma a Arquiconfraria da Sagrada Face “in perpectuam memoriam”, com o Breve de 1º de outubro de 1885: “Tam pro Gallia quam ubi­que”.

São Pio X mandou dizer às Carmelitas de Lisieux, pelo Cardeal Gennari: “que esta imagem seja distribuída profusamente por todas as partes e que seja venerada em todas as famílias cristãs. Recomenda Sua Santidade a propagação de seu culto particularmente aos Excelentíssimos Senhores Bispos como a todos os Eclesiásticos e abençoa especialmente todos aqueles que se tornam seus propagadores”. Recomendou a propagação de seu culto particularmente aos Exmos. Srs Bispos e Superiores Religiosos (04/06/1906).



Neste sentido pronunciou-se também Papa Pio XI, dizendo: “Em toda casa e em toda Igreja haja um quadro do Santo Sudário”.

Sagrada Face – Santo Sudário

Em 15 de março de 1957, o Papa Pio XII aprovou a propagação da medalha e a festa, na Itália.

Em 1934, o padre Gaetano Catanoso fundou o instituto religioso Irmãs Verônicas da Santa Face, que ereição canônica em 1958 e aprovação da Santa Sé em 1980. Foi canonizado em 2005.

Em 10 de janeiro de 1959, a Santa Sé estendeu a aprovação, concedendo a mesma permissão para todo o Brasil, concedendo a todos os Bispos do Brasil a licença de celebrar a festa da SAGRADA FACE solenemente na Terça-feira de carnaval (cf. REB, vol. XIX, fasc. 2, p.462).

A Festa, ainda não instituída oficialmente pela Igreja, mas já celebrada de maneira particular em muitas paróquias no mundo inteiro, foi pedida pelo Senhor por meio da Madre Maria Pierina De Micheli.


“Esta Face é como o selo da Divindade que tem o poder de reimprimir nas almas que a ela se dedicam, a imagem de Deus. Eu lhes concederei uma contrição tão perfeita que mesmo os seus pecados serão transformados diante de Mim em jóias de ouro precioso”. (Jesus a Madre Maria Pierina De Micheli – Tours)


“Toda vez que alguém contemplar a minha Face, derramarei o Meu amor nos corações. E, por meio da Minha Face obter-se-á a salvação de muitas almas”. (Jesus a Madre Maria Pierina De Micheli – Milão)


A carmelita Maria Pierina De Micheli viveu em Tours, França, e iniciou a devoção da Santa Face de Jesus. Em 1844, a Madre Maria relatou ter visto Santa Verônica limpando com seu véu os escarros e a poeira da face de Jesus no caminho do Calvário. Ela afirmou que os atos sacrílegos e blasfemos de hoje adicionam escarros e poeira no rosto de Jesus, que lhe teria pedido a devoção de sua Face Sagrada como reparação comparável ao ato de Verônica.

Uma grande devota e propagadora dessa devoção é Santa Teresa de Lisieux, ou Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face.

Em agosto de 1895, em seu “Cântico à Santa Face”, ela escreveu:

“Jesus, sua imagem inefável é a estrela que guia meus passos. Ah! Você sabe, Sua doce Face é para mim o céu na terra. Meu amor descobre os encantos de Sua Face adornada com lágrimas. Eu sorrio através de minha próprias lágrimas quando contemplo Seus sofrimentos”.

Santa Teresinha também compôs a “Oração da Santa Face para pecadores”:

“Pai Eterno, uma vez tu me destes como minha herança a adorável Face de teu Filho Divino, eu ofereço esta Face a Ti e Te imploro, em troca desta moeda de valor infinito, que perdoes a ingratidão das almas dedicadas a Ti e que perdoes todos os pobres pecadores”.

* * *

PROMESSAS FEITAS A SANTA MATILDE E SANTA GERTRUDES SOBRE ESTA DEVOÇÃO

– Eu garantirei aos devotos, contrição tão perfeita que seus pecados serão transformados diante de Mim em joias de precioso ouro.

– Nenhum deles será afastado de Mim.

– Na oferenda de Minha Face ao Pai, eles terão acalmado Sua cólera e eles vão adquirir como com moeda celestial, o perdão por seus pecados.

– Eu abrirei Minha boca para pedir ao Pai para garantir todas as preces que eles Me apresentarem.

– Vou iluminá-los com Minha luz, e vou consumi-los com Meu amor.

– Eu lhes darei frutos de boas obras.

– Eles vão, como a piedosa Verônica, enxugar a Minha adorável Face ultrajada pelo pecado, e Eu vou imprimir Minha Divina Fisionomia em suas almas.

– Em suas mortes, vou renovar neles a imagem de Deus, apagada pelo pecado.

– Semelhante à Minha Face, eles brilharão mais do que muitos outros na vida eterna e o brilho da Minha Face vai enchê-los de prazer .

* * *

SANTA VERÔNICA E A DEVOÇÃO À SANTA FACE

Santa Verônica ou Berenice, de acordo com o “Acta Sanctorum” publicado pelos bolandistas, foi uma mulher piedosa de Jerusalém que, comovida com o sofrimento de Jesus ao carregar a Cruz até o Gólgota, limpou com seu véu a Santa Face: e, então, a imagem de seu rosto estava milagrosamente impresso nele.Santa Verônica

O nome “Verônica” em si é uma forma latinizada de “Berenice”, um nome macedônico que significa “portador da vitória” (correspondente à em grego: phere-nikē). A etimologia popular atribui sua origem às palavras “verdade” (em latim: vera) e “imagem” (em grego: eikon).

A Encyclopaedia Britannica diz o seguinte sobre Verônica:

“Eusébio conta como em Cesareia de Filipe vivia uma mulher a quem Cristo havia curado de um problema de hemorragia (Mateus 9:20-22). A história não demorou em lhe dar um nome. No ocidente, foi identificada com Marta de Betânia. No oriente, ela foi chamada de Berenike, ou Beronike, o nome aparecendo em obras tão antigas quanto os “Atos de Pilatos”, cuja primeira versão é do século IV d.C. É interessante notar que a derivação do nome Verônica das palavras Vera e Icon (eikon) também é antiga e aparece em “Otia Imperialia” (III, 25) de Gervásio de Tilbury (fl. 1211), que diz: “Est ergo Veronica pictura Domini vera”.

A Enciclopédia Católica de 1913 diz o seguinte sobre a história de Verônica:

“A crença na existência de imagens autênticas de Cristo está ligada à velha lenda do rei de Edessa, Abgar, e o texto apócrifo conhecido como “Mors Pilati” (O Evangelho da morte de Pilatos). Para distinguir em Roma a mais conhecida e mais antiga destas imagens, ela foi chamada de vera icon (imagem verdadeira), que na língua comum se transformou em “verônica”.

É assim referenciada em diversos textos medievais mencionados pelos bolandistas (ex.: um antigo missal de Augsburgo tem um missa “De S. Veronica seu Vultus Domini”, ou “Santa Verônica, a Face do Senhor”) e Mateus de Westminster fala de uma impressão da imagem do Salvador que é chamada de Veronica: “Effigies Domenici vultus quae Veronica nuncupatur” (“Éfige da face do Senhor que é chamada de Veronica”). Gradualmente, a imaginação popular tomou a palavra como sendo o nome de uma pessoa e ligou a ela uma série de lendas que variam de acordo com o país. A referência ao rei Abgar está relacionada à uma lenda muito similar, popular no oriente, chamada Imagem de Edessa, e ligada às tradições de São Tadeu.

Não há referência à história de Santa Verônica e seu véu nos Evangelhos canônicos. A história que chega mais perto é o milagre já relatado sobre a mulher que foi curada de uma hemorragia em Mateus 9:20-22 e Lucas 8:43-48. O nome dela foi identificado como sendo Verônica nos “Atos de Pilatos” (Registro Pilati), uma obra apócrifa do século IV d.C: (VII) E uma certa mulher chamada Berenice [em copta Beronice, em latim Verónica] gritando de longe disse: Eu tinha um fluxo de sangue e toquei a fímbria da sua veste, e o fluxo do meu sangue foi estancado quando eu tinha doze anos. Os judeus dizem: Temos uma lei em como uma mulher não poderá dar testemunho. A história foi depois mais elaborada com a adição da história de Cristo dando a ela um autorretrato num tecido com o qual ela posteriormente curou o imperador romano Tibério. A ligação disto com Jesus carregando a cruz na Paixão e a aparição milagrosa da imagem só ocorreu por volta de 1380, num livro internacionalmente famoso na época chamado de “Meditações sobre a vida de Cristo”. A história de Verônica é celebrada na sexta estação da Via Crúcis.

De acordo com a Enciclopédia Católica, o Véu de Verônica era considerado nos tempos medievais como a imagem verdadeira, a representação de Jesus anterior ao Sudário de Turim.

Santa Verônica foi mencionada nas visões de Jesus pela Madre Maria Pierina De Micheli, uma carmelita que viveu em Tours, na França, e iniciou a devoção da Santa Face de Jesus. Em 1844, a Madre Maria relatou que, numa visão, ela viu Santa Verônica limpando o cuspe e a poeira da face de Jesus com seu véu no caminho do Calvário. Ela afirmou ainda que os atos sacrílegos e blasfemos de hoje em dia estão adicionando cuspe e poeira no rosto de Jesus. De acordo com ela, Jesus teria pedido a devoção de sua Face Sagrada como reparação, que seriam então comparáveis ao ato de Verônica limpando o rosto de Jesus.

Santa Verônica é comemorada, por umas fontes, na “Terça-feira gorda” (Carnaval), a terça-feira antes da quarta-feira de cinzas – o mesmo dia da comemoração da Santa Face – e por outras fontes no dia 12 de julho. Mas ela não consta do Martirológio Romano, nem mesmo do pré-Vaticano II. Foi declarada Padroeira da Frabça – onde há um culto particular a ela – dos mercadores de linho, das lavadeiras, e mais recentemente dos fotógrafos e dos informáticos (todos que trabalham nessa área).

Fonte: SOU TODO TEU MARIA

terça-feira, 21 de março de 2023

Frei Ricardo do Pilar (1635-1700)

 Frei Ricardo do Pilar (1635-1700) foi um religioso e pintor alemão que viveu no Rio de Janeiro no final do Século XVII.



















Frei Ricardo nasceu na Alemanha, onde é provável que tenha recebido a sua formação artística. Acredita-se que chegou ao Brasil por volta de 1660, onde trabalhou como pintor para o Mosteiro de São Bento a convite de Frei Manuel do Rosário. Há registro de trabalho seu, fora do Mosteiro, em 1663.
Em 1670 passou a residir no Mosteiro como irmão secular. Nessa época a igreja do Mosteiro estava sendo concluída, e trabalhou em colaboração com o escultor Frei Domingos da Conceição e o arquiteto Frei Bernardo de São Bento Correia de Souza na decoração do interior da igreja.
Ingressou na Ordem Beneditina em 1695 e morreu, no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1700
As obras conhecidas de Frei Ricardo foram pintadas para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Entre 1663 e sua morte realizou várias telas para a portaria, o dormitório, a sacristia e principalmente para a capela-mor da igreja do Mosteiro. Para a capela-mor realizou um total de 14 telas retratando a vida de monges beneditinos, que foram incorporados à ornamentação de talha dourada barroca de Frei Domingos da Conceição. No final do século XVIII a talha da capela foi refeita em estilo rococó por Inácio Ferreira Pinto, mas as pinturas foram reaproveitadas e ainda podem ser vistas na capela.
Muitas das suas obras retratam santos que não eram de particular devoção quer de portugueses quer de brasileiros, refletindo a sua formação alemã, ao contrário da influência espanhola até então predominante na colônia, como pode ser percebido pelo uso das cores e a composição de seus quadros.
Por sua piedade, e pelo que pintou, Frei Ricardo, que em 1695, ao professar, reiterou suas promessas de ‘obediência, castidade e pobreza, segundo a regra do meu Beatíssimo Patriarca São Bento’, foi cognomidado o Fra Angelico Brasileiro.
Sua obra-prima é um Senhor dos Martírios datado de 1690, no altar da sacristia do Mosteiro de São Bento. Realizou também uma cópia desse quadro para o Mosteiro de São Bento de Salvador. Frei Ricardo foi um pioneiro da pintura no Rio de Janeiro, podendo ser considerado precursor da chamada Escola Fluminense de Pintura, que floresceria no século XVIII.

Fonte; Pe. Reinaldo Bento
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