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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

WORKSHOP DE CONSERVAÇÃO PREVENTIVA EM TÊXTEIS

 




_7 de novembro de 2023_
_Das 18:30 às 22:00 horas_
_Pacaembu SP_

Em breve mais informações!

Quer saber sobre tudo que acontece na Officina da Memória ?

📣Aqui está um convite para se cadastrar e receber todas as novidades por e-mail!!

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domingo, 29 de outubro de 2023

MUSEU DE ARTE SACRA REALIZA EXPOSIÇÃO COM PERTENCES DE DOM ANTÔNIO MESQUITA





Para celebrar os 100 anos do nascimento de Dom Antônio de Carlos Mesquita, segundo bispo de São João del-Rei, o Museu de Arte Sacra vem promovendo uma exposição com paramentos litúrgicos, documentos e objetos que pertenceram o sacerdote, falecido em dezembro de 2005, aos 85 anos. O pequeno acervo memorial tem instigado boas lembranças e evangelizado.


Sobre Dom Antônio Carlos Mesquita

Dom Antônio Carlos Mesquita, nasceu na mineira Itapecerica, a 13 de outubro de 1923, filho de Carmelo Mesquita e Maria Blandina Mesquita e tinha dezoito irmãos. Com formação no Seminário de Belo Horizonte, recebeu a Ordem do Presbiterato a 8 de dezembro de 1947, pelas mãos de Dom Cabral, na igreja belorizontina de Nossa Senhora das Dores. Ordenado, foi secretário particular de Dom Cabral, Capelão do Cenáculo e professor no Seminário Coração Eucarístico de Jesus. Em 1951 foi nomeado Vigário de São Sebastião do Oeste. Em agosto de 1953 foi nomeado Cooperador de Nossa Senhora do Pilar em Nova Lima, tendo também, nesse mesmo ano e no seguinte, ocupado o cargo de Diretor Espiritual do Seminário Maior e Menor de Belo Horizonte.

Em 1955 foi nomeado Vigário da Paróquia de Santa Quitéria, em Esmeraldas. Em 1964 passou a exercer o cargo de Vigário da Paróquia de Santa Rita de Cássia, no bairro de São Pedro, em Belo Horizonte. Em 8 de abril de 1974 foi nomeado pelo Papa Paulo VI Bispo Coadjutor e Administrador Apostólico junto a Dom José de Medeiros Leite, em Oliveira, MG, e com a morte do referido prelado, passa, a 6 de março de 1977, a exercer o cargo de segundo Bispo Diocesano da referida cidade de Oliveira.

Sua Sagração Episcopal se dera a 23 de junho de 1974. A 21 de dezembro de 1983 o Papa João Paulo II o transfere para a Diocese de São João del-Rei, em substituição ao falecido Bispo, Dom Delfim Ribeiro Guedes. Dom Antônio tomou posse solenemente como segundo Bispo de São João del-Rei a 19 de março do ano do Senhor de 1984, exercendo com dedicação, competência e, sobretudo, com amor a divina missão episcopal na referida cidade mineira e, em 1996, aposenta-se, retornando, por motivo de saúde, à sua cidade natal, Itapecerica, onde vem a falecer a 19 de dezembro de 2005,aos 82 anos. (Texto do Professor Abgar Campos Tirado)



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Palestra: As vestes e têxteis litúrgicos em acervos: do uso religioso à musealização





As vestes e têxteis litúrgicos figuram em coleções eclesiásticas, museológicas e particulares. Porém, nem sempre é dada a eles a devida atenção quanto às dimensões religiosa, histórica e artística, e tal é o objetivo deste evento: conferir tais significados e, com isso, demonstrar sua importância para a cultura, garantida sua conservação pelos órgãos de proteção ao patrimônio.




Inscrições:

https://unisal.br/eventos/as-vestes-e-texteis-liturgicos-em-acervos-do-uso-religioso-musealizacao/

sexta-feira, 16 de março de 2018

Museu de Arte Sacra convida para exposição de vestes litúrgicas




A Fundação Cultural de Uberaba, por meio do Museu de Arte Sacra (MAS), recebe a exposição "Paramentos Litúrgicos" em paralelo à Quaresma, com visitação de segunda a sexta-feira das 12h às 12h30, e aos sábados das 8h às 11h30. A exposição é aberta a toda a comunidade e fica até o dia 27 de abril. O Museu fica na Igreja de Santa Rita, na Praça Manoel Terra, no bairro Estados Unidos.

O coordenador do Museu, Hélio Siqueira, explica que a exposição destaca paramentos que eram muito usados nas cerimônias da Semana Santa e todas fazem parte do acervo do Museu. Para ele, a peça mais especial que compõe a exposição é a que foi tombada pelo CONPHAU, que pertenceu ao Dom Benedito e foi confeccionada em Paris, em 1909. Ela é a mais antiga do acervo.

Hélio explica, também, sobre a importância deste tipo de exposição até mesmo para o entendimento por parte da população acerca das cores das vestes. "O amarelo ou dourado representa a memória do Senhor Jesus Cristo dos profetas, dos apóstolos, santos padres, como paramentos. Já a cor azul representa a memória da Santa Mãe de Deus. O roxo, a cor púrpura é o símbolo do sangue derramado por Nosso Senhor na Cruz para a nossa redenção e cada cor usada tem um significado", conta o coordenador.

Todas as exposições realizadas no Museu de Arte Sacra não tem custo, o que permite que toda a população tenha acesso e passe a apreciar a arte. "A maior parte do acervo do Museu é de pessoas abnegadas e que realmente tem essa preocupação em não deixar que a apreciação pela Arte Sacra se apague", pontua Hélio.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Ciclo "Aprender a ler a arte sacra": Alfaias e paramentos. Os objetos ao serviço de Liturgia

«O ciclo formativo “Aprender a ler a Arte Sacra” é um projeto promovido pela Comissão Diocesana de Arte Sacra de Setúbal que pretende proporcionar a um público geral uma melhor compreensão da diversidade e da essência da Arte Cristã.»

Nesta última sessão da iniciativa «serão elencadas e analisadas as principais tipologias de alfaias e paramentos litúrgicos utilizados no âmbito do culto católico, abordando a sua origem e funcionalidade litúrgica bem como a sua evolução histórica e estilística.

Se é um facto que uma parte significativa das obras-primas das artes da ourivesaria e da paramentaria são de matriz religiosa, torna-se sobretudo fundamental, para além da sua compreensão artística, melhor perceber a funcionalidade e simbologia que deu origem a tais objetos» (Comissão de Arte Sacra da diocese de Setúbal).


Intervenção: Artur Goulart de Melo Borges, coordenador do Inventário do Património Cultural Móvel da Arquidiocese de Évora


Data: 27.5.2017
Hora: 10h00
Local: Setúbal, igreja de S. Sebastião

Observações: A participação é gratuita mediante inscrição prévia para artesacra@diocese-setubal.pt ou 265 539 941 (de terça a sexta-feira, das 14h30 às 16h30). Elementos para inscrição: Nome, idade, profissão, paróquia, diocese, contacto (endereço eletrónico ou telemóvel)
Mais informações: Comissão Diocesana de Arte Sacral

Fonte: SNPC

domingo, 30 de abril de 2017

Presente de aniversário de Bento XVI



Estamos muito gratos, na verdade, à Sra. Clare Short de DiClara Vestments por compartilhar com a NLM este relato de seu recente encontro com o Papa Emérito Bento XVI; Nesta ocasião, apresentou-lhe um novo conjunto de vestimentas como presente para o seu 90º aniversário, que celebrou no Domingo de Páscoa, 16 de Abril.

Ter o Papa Emérito Bento XVI segurando sua mão e agradecer, e descrever suas vestes como "... maravilhoso, bonito ..." é algo que eu nunca sonhei que poderia acontecer 18 meses atrás, quando eu comecei meu negócio de vestimentas - Di Clara.

Com o meu marido se recuperando de doença de longo prazo e incapaz de trabalhar, eu sabia que tinha que fazer algo para fornecer a nossa família com alguma renda. E com 3 crianças, eu sabia que a única opção viável era trabalhar em casa.

Executando um pequeno negócio de casa não era uma coisa nova para mim. Eu tive a experiência de trabalhar de casa antes com um negócio do bolo do casamento que eu fui forçado a fechar devido à mudança nas leis do casamento. E depois de um amigo padre sugerir que eu "teria que fazer algumas vestes ..." Eu percebi que havia uma necessidade no mercado de boa qualidade,

Fazendo a parte dianteira da casula.
Compartilho a crença do Papa Bento XVI de que a beleza é uma coisa muito importante e espiritual na liturgia; Como ele disse uma vez: "A beleza, então, não é mera decoração, mas sim um elemento essencial da ação litúrgica, uma vez que é um atributo do próprio Deus e sua revelação. Estas considerações devem fazer-nos perceber o cuidado que é necessário, se a ação litúrgica é para refletir seu esplendor inato". A beleza é algo que nos tira de nós mesmos em um encontro com o transcendente. CS Lewis chega ao cerne da questão quando diz que "a beleza criada provoca em nós um desejo de unir-se, de receber em nós mesmos e entrar naquela Beleza infinita de que toda a beleza criada é apenas um reflexo".

Era meu alvo com este jogo de vestimentas, (de aniversário) para superar qualquer coisa que eu fiz sempre previamente. Para o desenho do bordado, fui inspirado por um dos santuários marianos favoritos do Papa Bento XVI - Nossa Senhora de Altötting. Em seu vestido você pode ver um girassol, edelweiss e videiras.

Nossa Senhora de Altötting
Eu consegui incorporar estes em meu próprio projeto, que foi então embelezado com pérolas de água doce e granada. Na base da parte de trás da casula, eu bordava seu brasão papal.




O conjunto completo inclui uma casula estilo romano, estola e manipulo, véu do cálice, bolsa e pala.




Posso imaginar-te perguntando - como conseguiste apresentar as vestes ao próprio Bento, e com tão pouco aviso? É aí que entra a minha amiga Alessandra Dee Crespo.

Ela é maltesa e uma grande admiradora de Bento, e tem uma página muito bem-sucedida no Facebook dedicada a ele. Pedi-lhe sugestões sobre o que o design de usar, e ela imediatamente voltou com Nossa Senhora de Altötting. Na verdade, quando ela viu o meu post sobre o projeto das vestes, ela entrou em contato e ofereceu para anunciar o projeto entre seus milhares de seguidores em sua página. Ela então fez a inevitável pergunta. Como você vai lhe dar isso? Quando eu disse a ela "By post" (correio) ela ficou horrorizada, e ofereceu-me para obter-me uma nomeação, que ela conseguiu em tempo recorde.

Aproximar-me do Papa Emérito foi um dos momentos mais surreais da minha vida. Ao saudá-lo cada um de nós ajoelhou-se e beijou-lhe a mão e o anel. Não havia nada além de alegria e amor em seus olhos. Ele continuou insistindo em segurar nossas mãos como ele falou para nós, que apenas confirmou sua natureza gentil e gentil.

O Arcebispo Georg Gänswein foi muito simpático e acolhedor, e fez tudo o que pôde para nos colocar à vontade e ajudar a reunião a correr sem problemas. Notei como ele antecipava cada necessidade do Papa Bento XVI e estava sempre um passo à frente do que era necessário. Ele parecia ser um humilde servo de Deus, que obviamente adora o Papa Bento XVI.

Quando tirei a casula da mala e desejei-lhe um feliz 90º aniversário, o rosto de Bento brilhava. Quando o arcebispo Gänswein viu, ele exclamou "Altötting!" Eu expliquei o projeto, E Bento amava particularmente o motivo de Edelweiss. Então contei-lhe o mais importante da casula, mostrando-lhe a lista dos doadores bordados no forro e lendo a inscrição no interior. Todos sabemos que Bento é um homem de poucas palavras, então quando viu os nomes das pessoas que doaram no forro da casula, ele (obviamente movido) corou e disse em voz suave: "Obrigado, obrigado".

Parte da inscrição bordada do forro da casula
A lista dos doadores que ofereciam a vestimenta ao Papa Bento costurada no forro.
Foi uma tremenda honra poder fazer esta veste e depois apresentá-lo ao Papa Bento XVI no aniversário da sua inauguração papal. Ele é um dos meus heróis pessoais, como ele é para muitos de nós. Fiquei também honrado em trazer meu filho de 10 anos - algo que ele vai se lembrar para o resto de sua vida. Fiel ao seu talento para fazer as pessoas se sentir à vontade, Bento falou com Alex com simplicidade desarmante, e em nenhum momento, ambos começando a falar sobre gatos.

É tradicional quando você tem uma audiência privada com um Papa para trazer um solideo branco chamado zuchetto, que ele vai então tomar e usar por um tempo. Será entregue de volta a você com uma inscrição que indica que este zuchetto foi usado por um papa particular; Meu filho estava encarregado deste dever e o papa Bento foi mais do que feliz em obrigar!

Papa Emérito Bento XVI com Alessandra Dee Crespo, Clare Short e Alex Short
Uma coisa que estava em minha mente era contar a ele sobre minha recente entrada formal nos Carmelitas Seculares Descalços (Terceira Ordem). Eu usei meu escapulário marrom cerimonial e disse-lhe meu nome de Carmelita, Magdalene da ressurreição. Ele estava encantado que eu tinha dado esse passo, e realmente estava interessado em tudo o que tínhamos a dizer.

Alessandra e eu escolhemos usar mantilhas por respeito, e também porque elas também são extremamente bonitas - algo diferente da vida comum, algo reverente. Tantas mulheres querem véu e é preciso apenas uma pessoa em uma paróquia para ter a coragem de ser o primeiro. Eu queria oferecer mantilhas aos meus clientes, pois eles também, a seu modo, traziam beleza e reverência à liturgia. O que está acontecendo no exterior é simplesmente um reflexo do que está acontecendo no interior. Certamente, todas as nossas comunidades poderiam refletir mais profundamente sobre o que estamos fazendo para tornar a liturgia e nossa vida de fé, algo que nos tira de nós mesmos para um encontro com o transcendente.

O fato de que um convite para se reunir com o papa Bento foi emitido quase que imediatamente foi, na minha opinião, tudo para Nossa Senhora. A ordem carmelita é a ordem de Nossa Senhora e tudo o que tenho e faço, incluindo todos os meus talentos e meus negócios, foram consagrados a ela. O conjunto de vestimentas, embora não seja azul, ainda é um conjunto mariano e, quando nos ajoelhamos para sermos abençoados pelo Papa Emérito no final do encontro, só pude agradecer à Nossa Senhora por sua intercessão em tudo isso.

Você pode ver mais de meu vestuário em www.diclara.co.uk , ou contate-me diretamente em info@diclara.co. uk . Transporte mundial disponível.

Fonte: New Liturgical Movement  (nossa tradução)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco


De altares a jazigos, veja detalhes de igreja histórica no Centro de São Paulo

Por Fabiano Alcântara



Gabriel Quintão

Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco. O nome é pomposo, mas o interior deste tesouro escondido no Centro de São Paulo é mais. São altares que reluzem a ouro, esculturas, pinturas, entalhes, obras de arte fantásticas.


O Virgula esteve na igreja mantida pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco e revela em primeira mão algumas imagens, inclusive de obras que ficam guardadas atrás de portas gigantescas, trancadas por chaves pesadas.

Inaugurada em 1787, a partir da ampliação e reforma de uma capela construída em 1676, a igreja é o único exemplar construído em taipa de pilão remanescente da arquitetura do século 18 no núcleo urbano de São Paulo. Desde sua construção e até hoje, ela é mantida pela fraternidade de leigos que no passado representava a elite.

Localizada no Largo do São Francisco, ao lado da Igreja de São Francisco, ela passou por um restauro que fez com ficasse fechada entre 2007 e 2014. “Algo muito curioso que acontece aqui é que muitas pessoas são devotas de São Francisco, elas vêm à missa diariamente e ocasionalmente entram na igreja e se surpreendem com o espaço porque desconhecem que há uma igreja do lado. Às vezes, até acham que é contíguo, que seja o mesmo edifício”, afirma a pesquisadora Rosângela Aparecida da Conceição, professora de história da arte.



Gabriel Quintão   Rosângela Aparecida da Conceição, professora de história da arte

Rosângela realiza, de forma voluntária, a catalogação dos acervos têxteis e em papel, especialmente materiais gráficos e fotográficos e mantém o blog Vestes e Ornatos, com estudos sobre têxteis litúrgicos, ornamentação e arte decorativa.

A professora nos contou um pouco da história da igreja e de sua relação com o primeiro santo brasileiro, Santo Antonio Sant’ana Galvão, que foi arquiteto e projetou a reforma que transformou a capela em igreja, inclusive tendo desenhado a cúpula da igreja, em formato octogonal.

“Havia uma capela primitiva que foi construída em 1676. Quando ocorreu uma ampliação desta capela quem fez o projeto construtivo foi frei Galvão, que hoje é Santo Antonio Sant’ana Galvão. Ele fez o processo para adaptação do espaço para construir, além da capela, uma igreja mesmo, onde a gente vê uma coisa muito característica, que é essa cúpula octogonal. Você vai ver algo similar aqui no mosteiro da Luz, que também é um projeto dele”, afirma.



Gabriel Quintão     Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco

Em relação à Venerável Ordem Terceira de São Francisco, ela nos situa: “Ela é uma ordem religiosa, ligada à igreja, há uma orientação espiritual ligada à Ordem Primeira, que são os frades, mas o que acontece é que a Ordem Terceira é uma ordem de leigos. Muitos são casados, às vezes divorciados, solteiros, mas querem ter uma vida franciscana e por conta dos compromissos já assumidos não conseguem ser um sacerdote”, diz. “A primeira são os freis, a ordem segunda são as clarissas e a terceira são os leigos”, enumera.

Uma olhada na cúpula revela alguns símbolos que parecem saídos de um livro de magia. “As pessoas acham que tem a ver com ocultismo, mas isso é um símbolo muito antigo do Cristianismo, que é apropriado depois. Você vê, Napoleão se apropria deste símbolo, vai aparecer no seu cetro. E o triângulo é uma figura que já ocorre em várias imagens. O triângulo é uma figura perfeita dentro das figuras geométricas”, afirma.

Em relação aos diferentes níveis de compreensão dos símbolos religiosos, a professora prossegue: “Depende muito da formação do espectador que vem aqui. Eles podem achar, por exemplo, que o símbolo de São Francisco seja outra coisa, mas o que temos ali é a mão de São Francisco, onde você tem um manga marrom, e a mão de Cristo na frente com uma cruz atrás. Esse é o brasão da ordem, é o símbolo franciscano”, diz.




Gabriel Quintão      Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco

Ela diz que o fato de muitas pessoas não terem uma formação religiosa, com catecismo, afetou o entendimento da simbologia nos tempos atuais. “Até os anos 80, as pessoas conheciam mais a história dos santos e imagens. Hoje, quando nós fazemos uma visita aqui, em parte a gente tem que apresentar para o público visitante quais são as imagens que estão aqui e por que elas se apresentam daquela forma. É o caso do Cristo Seráfico, que é uma das formas de se representar o momento em que São Francisco recebe as chagas de Cristo. E aqui nós temos esse conjunto escultórico onde nós vemos o Cristo com as seis asas e atrás dele os raios e atrás dele tem uma coroa”, descreve.

“Eu acredito que essa ordem mereça um trabalho de divulgação, não apenas pelo seu conjunto visível, daqueles que acessam a igreja, mas de parte do seu acervo que tem uma importância até internacional, mas que é pouco conhecido”, afirma.

Rosângela diz também que o santo arquiteto tem sido um chamariz para o local. “A igreja tem uma frequentação maior a partir do momento de canonização do Frei Galvão porque como ele foi orientador espiritual aqui nesta ordem e construtor também”, diz.



Gabriel Quintão    Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco

Na sala onde ficam os jazigos, Jorge Neves, tesoureiro da ordem, fala sobre o que o leva a ser um franciscano hoje. “O santo em si, não é ele que faz o milagre. Existe um santo para gente se espelhar na vida que ele teve. Você procura seguir o caminho dele. Como Jesus diz no evangelho, Deus quer que todo mundo seja santo. Você que vai escolher, você que sabe, Deus não quer que ninguém vá para o subsolo.”

Jorge chama Maria Nascimento, ministra da ordem. Ela comenta sobre os aspectos que costumam atrair visitantes à igreja. “A nossa história coincide com a construção de São Paulo. Muitas coisas que aconteciam na cidade estão registradas nos nossos livros de atas”, diz.

Em relação sobre o que faz com que as pessoas busquem o santo hoje em dia, ela defende: “Francisco de Assis é uma pessoa bem atual. O estilo de vida dele, a mensagem que ele trouxe para o povo de Assis na sua época e traz ainda hoje é uma mensagem de paz, de fraternidade, de respeito, de amor à natureza. Aspectos que infelizmente a nossa sociedade foi perdendo ao longo do tempo. Ela vai ficando egoísta”, constata.

“Essa igreja quando ela foi construída e a ordem franciscana da época, ela era muito da elite. Todas essas pessoas importantes faziam parte da ordem porque era um status também. Hoje já não é mais assim”, diz. “A nossa missão hoje é preservar esse patrimônio que foi construído com o esforço e o interesse de muitos no passado”, completa Maria. “Esta igreja conta muitas histórias.”

SERVIÇO


Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco
Largo São Francisco, 173 , Sé, São Paulo
Visitas agendadas aos sábados
Missas aos primeiros e terceiros domingos de cada mês, às 9h
Páscoa: 13/4, quinta, Adoração do Santíssimo Sacramento, com vigília das 20h30 às 22h
14/4 Sexta-feira da Paixão, aberta das 9h às 12h

Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco



Fonte: Vírgula - UOL
veja mais fotos aqui

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Igreja das Dores passa por restauro e busca abrir museu de arte sacra

Restauração e implantação do PPCI devem ficar prontos em novembro.
Obra dará base para construir primeiro museu de arte sacra de Porto Alegre.

texto de :Rafaella Fraga Do G1 RS

Cartão-postal de Porto Alegre e referência arquitetônica na paisagem da cidade, a Igreja Nossa Senhora das Dores passa por uma nova fase de restauração. O trabalho, quando pronto, abrirá caminho para concretizar um antigo sonho de historiadores, museólogos, artistas e da comunidade local: a construção do primeiro museu de arte sacra da capital gaúcha.

A ideia é expor ali os cerca de 2 mil itens que hoje estão quase escondidos em pequenas salas, estimulando o turismo e atraindo interessados no assunto. Mesmo com as obras em andamento, o local segue aberto aos visitantes. O acesso é gratuíto.

É fácil se impressionar com a imponência da edificação. Situada na Rua dos Andradas, quase às margens do Guaíba, é a igreja mais antiga da cidade ainda de pé e levou quase 100 anos para ser erguida. Teve sua construção iniciada no ano de 1807, com uma pequena capela. Em 1846 ganhou formato, mas só foi concluída em 1904.

Cercado por três portões de ferro, a entrada do templo é antecedida por 63 degraus. A famosa escadaria é frequentemente disputada para ser cenário de vídeos publicitários, filmes e ensaios fotográficos. Inclusive, há fila para casamentos.
Famosa escadaria da Igreja das Dores, de Porto Alegre, tem 63 degraus (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Na parte interna da igreja, também chama atenção a grandiosidade da arquitetura, de estilo barroco português, com elementos neoclássicos. O templo é o único tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) de Porto Alegre, e é um dos primeiros tombamentos no estado, em 1938.

O acervo documental hoje é o que torna a Igreja das Dores esse museu vivo. A igreja tem mais de 200 anos e faz parte da história de Porto Alegre. Vai ser o primeiro museu de arte sacra da cidade,
mas também vai contar parte da história da cidade"
Caroline Zuchetti, museóloga

A estrutura já foi restaurada em anos anteriores. Entre 2001 e 2006, com verba captada junto à Lei de Incentivo à Cultura (LIC-RS) do Estado, houve a troca de fiação e a reparação do espaço central da igreja, entre as fileiras.

As obras da nova fase servirão de base para futuros empreendimentos, como o museu. Além disso, com a conclusão da reforma, iniciada em dezembro de 2016 e prevista para ficar pronta até novembro deste ano, os visitantes poderão acessar as duas torres do templo. Do alto de mais de 60 metros, será possível vislumbrar uma vista panorâmica do Centro Histórico.

“A Igreja das Dores é o primeiro bem tombado de Porto Alegre, e é de extrema importância a preservação dela por este fato, mas também pelo elemento arquitetônico que representa pra paisagem da cidade. Essa restauração prevê que se mantenha por muitos mais anos esse monumento”, observa o arquiteto Lucas Volpatto, responsável pela obra.
Igreja das Dores, em Porto Alegre, é um dos
cartões-postais da cidade (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Aprovado em 2015 também pela LIC, o atual projeto, com custo de R$ 1,6 milhão, prevê o restauro da estrutura ornamentada que fica atrás do altar na capela suplementar, de bens integrados da capela principal, como altar, pinturas, portas, tribunas, além de reparos no telhado.

“A primeira intervenção feita foi no telhado, de madeira. Parece de pouca importância, porque ninguém vê, mas o telhado é fundamental para qualquer edificação histórica”, explica Volpatto.

Aberta diariamente, a igreja recebe visitas de escolas e turistas, além de pesquisadores e acadêmicos, mas os passeios são limitados. Um dos pontos mais importantes do projeto é a implantação do Plano de Prevenção de Incêndios (PPCI), que é o que vai permitir o acesso às duas torres.

“A gente entende que para a visitação, para o conforto das pessoas que frequentam, seja turista ou fiel, é interessante que se tenha essa prevenção contra incêndio, com equipamentos adequados, e que não interfiram no patrimônio histórico do local”, sustenta o arquiteto.

Museu de arte sacra precisa de recursos
Orçado em R$ 2,5 milhões, o projeto do museu foi aprovado pela Lei Rouanet do Ministério da Cultura, também em 2015. No entanto, para sair do papel, ainda precisa encontrar apoiadores e alcançar o valor até o fim deste ano.

“É um acervo que começou a ser organizado desde a década de 1970. Mas só a partir de 1990 é que se preocupou em ter um profissional preservando esse material”, explica a museóloga Caroline Zuchetti, responsável pelo acervo.

“Esse projeto do museu vai vir de encontro com essa preservação adequada que a gente tanto precisa. Infelizmente, por falta de recursos, nem sempre a gente consegue cuidar de tudo da forma exigida. A gente faz dentro do possível, dentro das nossas condições de armazenamento atuais”, completa ela.

"A gente precisa cuidar das questões de clima, por exemplo. Tem muita umidade aqui e a gente não pode instalar um desumidificador na parede porque não pode modificar a estrutura física, é um patrimônio tombado", exemplifica.
Museóloga mostra acervo de cerca de 2 mil itens da Igreja das Dores (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Dentro da igreja, já há um espaço escolhido para sediar o museu. Por enquanto, ele ainda é um ateliê improvisado da restauradora Susana Cardoso. É ali que ela trata e recupera os bens.

O projeto prevê que o local seja uma sala de exposição permanente, mas com recursos interativos, a exemplos de outros museus mais modernos. O subsolo será o espaço das exposições temporárias e de eventos, como vernissages.

O acervo, de cerca de 2 mil itens, é composto de têxteis, como paramentos e vestimentas religiosas, além de livros, estátuas, castiçais e capelas talhadas em madeira, entre outros objetos. Para a museóloga, esse material é o que torna a Igreja das Dores por si um “museu vivo”.

Ela reconhece, porém, que um espaço organizado é fundamental para conservar as peças e dar a visibilidade adequada e necessária ao material. “O acervo documental hoje é o que torna a Igreja das Dores esse museu vivo. A igreja tem mais de 200 anos e faz parte da história de Porto Alegre. Vai ser o primeiro museu de arte sacra da cidade, mas também vai contar parte da história da cidade”, frisa.

Qualquer pessoa pode ajudar a financiar o projeto. O valor que for investido será abatido no imposto de renda do próximo ano.
Após implantação do PPCI, torres da Igreja das Dores poderão ser visitadas (Foto: Rafaella Fraga/G1)
Reforma vai reparar pintura e outros detalhes do altar da Igreja das Dores (Foto: Rafaella Fraga/G1)
Igreja está em fase de restauro, que tem previsão de ser concluída em novembro (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Fonte: Do G1 RS

sábado, 22 de outubro de 2016

Exposição: Vestes Sagradas


O Museu de Arte Sacra recebe o público neste domingo de Circular de 10h às 17h com entrada gratuita durante todo o dia. Visite nossa exposição de longa duração composta pela Igreja de Santo Alexandre e pelo antigo Palácio Episcopal e que reúne acervo um acervo de 400 peças datadas do século XVIII e XIX que incluem pinturas, imaginárias e objetos sacros.
Na Galeria Fidanza a mostra "Vestes Sagradas” realizada pela Arquidiocese de Belém expõe antigas peças do vestuário utilizado pelos sacerdotes nas celebrações litúrgicas católicas.
Vem Circular!

Museu de Arte Sacra do Pará
Rua Siqueira Mendes
Belém
Ligar para (91) 4009-8802

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Crochet, renda e filet - Vestes e complementos litúrgicos



A mostra "Crochet, renda e filet - Vestes e complementos litúrgicos" nos revela a riqueza da arte têxtil na ornamentação de peças de uso litúrgico. 

A partir da exibição de vestes, como os roquetes usados durante a celebração eucarística, ou de peças complementares, como as toalhas de altar, o visitante terá contato com diferentes estilos, formas e técnicas empregadas na confecção de crochet, renda e filet, bem como as combinações entre estas e outras técnicas.

A mostra resulta dos estudos desenvolvidos pela Profª Me. Rosângela Aparecida da Conceição, parte da pesquisa "Paramentos litúrgicos em acervos eclesiásticos: estudo sobre a circulação de tecidos no Estado de São Paulo entre 1750-1830”.

Agradecimentos aos irmãos da VOTSFPCSP, em especial a Ministra Irmã Maria Nascimento Silva e aos membros do Conselho 2015 a 2018 e a Profª Tabata Nascimento, Administradora da VOTSFPCSP pelas contribuições.

Local: Espaço expositivo da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência da Cidade de São Paulo 


Visitação: 15 de setembro a 30 de novembro de 2016
Local: Largo de São Francisco, 173 – Sé - 01005-010 São Paulo – SP - Brasil
Mapa: https://goo.gl/maps/uMLzigMmfiS2


Fonte: Vestes e ornatos

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Falece em Roma “o alfaiate dos Papas”: Conheça sua história e seu legado

Por Elise Harris

A histórica alfaiataria da família Gammarelli, que por mais de dois séculos vestiu e calçou o Vigário de Cristo na terra, depois da recente morte de seu gerente Annibale Gammarelli, passará às mãos da sexta geração de alfaiates papais descendentes diretos de seu fundador.




Estabelecida em 1798 por Giovanni Antonio Gammarelli, a histórica Ditta Annibale Gammarelli de Roma foi fundada sob o pontificado de Pio VI como alfaiataria para o clero romano. Depois da morte de Giovanni, a administração de loja passou ao seu filho Filippo, e depois ao filho deste, Annibale.

Em 1874, Annibale transferiu a loja de sua localização original para seu atual local na Via Santa Chiara 34, a poucos passos do Panteão. Funciona dentro do edifício da Pontifícia Academia Eclesiástica, um instituto que forma os futuros diplomatas do Vaticano.


Quando Annibale morreu, seus filhos Bonaventura e Giuseppe decidiram manter o nome “Ditta Annibale Gammarelli” como uma homenagem a seu pai, e este foi o nome com o qual, desde então, fez-se conhecida a alfaiataria entre o clero de toda a Itália e do mundo.

Em um ato adicional de homenagem, Bonaventura decidiu colocar em seu filho o nome de seu pai. Assim, o falecido Annibale Gammarelli foi o segundo a ter o nome da empresa familiar e levá-la adiante.

Annibale faleceu no dia 12 de julho de 2016, em Roma, após uma longa carreira à frente da alfaiataria, que ficou sob os cuidados de seu filho Stefano Paolo e seus sobrinhos Maximillian e Lorenzo, que agora se tornaram a sexta geração de alfaiates papais.

Em cada conclave, os Gammerellis se encarregam de confeccionar três batinas brancas de diferentes tamanhos – pequena, média e grande – que ficam prontas e a espera do novo sucessor de Pedro.

Embora o Papa Francisco não a use, as batinas brancas sempre vão acompanhada pela murça vermelha: pequena capa papal do hábito coral com botões na frente e que cobre os ombros; a peregrineta branca: pequena capa branca sem botões que se usa com uma batina e é aberto na frente; a faixa branca: cinto tipicamente bordado com o escudo papal, embora Francisco tenha optado por não a usar; e solidéu branco.

Os Pontífices costumam mudar de batinas mais ou menos a cada dois meses, já que a cruz de prata que carregam se oxida e mancha o tecido branco.

No ano 2000, a alfaiataria Ditta Annibale Gammarelli entrou para a lista de lojas históricas de Roma e é provável que seja a loja mais antiga que ainda é dirigida por descendentes diretos de seu fundador.

A loja tem servido a milhares de sacerdotes e centenas de bispos e cardeais, e confeccionou as vestimentas para os Papas desde o Beato Pio IX, eleito Papa em 1846.

Fotos dos últimos nove Papas adornam as paredes interiores do estabelecimento, que seguirá vestindo os papas sob a orientação de uma nova geração de Gammarellis.

domingo, 19 de junho de 2016

Vestes Sacras

Selecionamos algumas fotos do Álbum: A beleza da Liturgia em paramentos, da página: Forma Extraordinária do Rito Romano.





















Fonte: Página Forma Extraordinária do Rito Romano
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