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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

CONCURSO FOTOGRÁFICO DO MUSEU DE ARTE SACRA CELEBRA SÃO PAULO



CONCURSO FOTOGRÁFICO DO MUSEU DE ARTE SACRA CELEBRA SÃO PAULO

Um convite a registros sensíveis das manifestações de espiritualidade na cidade
O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS܂SP, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, informa sobre as inscrições para o Concurso Fotográfico sob o tema “A espiritualidade na cidade de São Paulo“. Esta iniciativa, em celebração aos 470 anos da Metrópole, visa promover a expressão artística e cultural por meio da fotografia, destacando aspectos relacionados à fé, solidariedade e manifestações culturais presentes no contexto urbano.

As inscrições estão disponíveis para fotógrafos não profissionais no período de 24 de janeiro a 07 de março de 2024. Os resultados serão divulgados nas redes sociais do MAS܂SP em 22 de março do corrente ano. Para mais informações e para realizar a inscrição, acesse o edital através do link

A exposição intitulada “Olhares Sagrados: a espiritualidade na Cidade de São Paulo”, programada para abril de 2024 na Sala MAS-Metrô – Estação Tiradentes, apresentará 19 trabalhos fotográficos selecionados dentre as inscrições recebidas. O concurso visa engajar fotógrafos amadores a explorar perspectivas sensíveis e pessoais sobre manifestações culturais, religiosas, expressões públicas e privadas de fé, bem como demonstrações de solidariedade que contribuem para a coesão comunitária na cidade.

Um comitê de seleção composto por três representantes dos segmentos de artes visuais, cultura e fotografia será responsável pela avaliação das imagens inscritas. Dentre as 19 obras selecionadas para a exposição, os autores das fotografias classificadas serão contemplados com certificado e um kit contendo publicações do MAS. SP. O primeiro colocado será contemplado com um ano de entrada gratuita no Museu de Arte Sacra de São Paulo com direito a acompanhante.
O concurso é uma iniciativa do Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição administrada pela Associação Museu de Arte Sacra de São Paulo – SAMAS, Organização Social de Cultura, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, Economia e Indústria Criativas.o Museu

O Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, é uma das mais importantes do país, resultado de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969, inaugurado em 29 de junho de 1970. Desde então, passou a ocupar a ala do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz, na avenida Tiradentes, centro da capital paulista. A edificação é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, raro exemplar remanescente na cidade, última chácara conventual da cidade. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1943, e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo, em 1979. Tem grande parte de seu acervo também tombado pelo IPHAN, desde 1969, cujo inestimável patrimônio compreende relíquias das histórias do Brasil e mundial.

O Museu de Arte Sacra de São Paulo detém uma vasta coleção de obras criadas entre os séculos XVI e XX, contando com exemplares raros e significativos. São mais de 18 mil itens no acervo. Possui obras de artistas reconhecidos, como Frei Agostinho da Piedade, Frei Agostinho de Jesus, Antônio Francisco de Lisboa, o “Aleijadinho” e Benedito Calixto de Jesus, entre tantos outros. Destacam-se também as coleções de presépios, prataria e ourivesaria, lampadários, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas, livros litúrgicos e numismática.

SERVIÇO
Evento: Concurso fotográfico A Espiritualidade na Cidade de São Paulo

Inscrições: 24 de janeiro a 07 de março de 2024.

Publicação do Resultado: 22 de março de 2024

Link para Edital e Inscrição

Informações adicionais: pesquisa@museuartesacra.org.br | (11) 99466-6662

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo || MAS. SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Estacionamento gratuito/alternativa de acesso: Rua Jorge Miranda, 43 (sujeito à lotação)

Tel.: 11 3326-3336 | 99466-6662 – informações adicionais

Fonte:Cultura SP

Horários: De terça-feira a domingo, das 09 às 17h (entrada permitida até as 16h30)

sábado, 27 de janeiro de 2024

O inventário do padre fotógrafo de 35.000 negativos


Coroas da igreja de San Martiño de Bueu SALVADOR ARES ESPADA

O Arquivo Diocesano de Santiago conclui catálogo e prepara acesso pela internet ao legado de Salvador Ares

Salvador Luís Ares Espada viveu parte da sua vida colado a uma câmara. Colocou-o ao pescoço quando, já ordenado sacerdote, foi nomeado delegado da Comissão Diocesana de Arte Sacra da diocese de Compostela , no início dos anos setenta . O desafio foi lançado para inventariar fotograficamente todo o património artístico das 1.070 freguesias dependentes da Sé Catedral de Santiago , de Abegondo a O Morrazo. As vistas exteriores dos templos, a sua disposição interior, os retábulos, o imaginário e o enxoval litúrgico motivaram a estilização que fez de todas as paróquias e que foi captada em 35.000 negativos.

Alguns deles acabam de ver luz num catálogo elaborado pelo Arquivo Histórico Diocesano centrado nas paróquias da província de Pontevedra e que foi subsidiado pelo Conselho Provincial de Pontevedra.

A colegiada de Cangas , a igreja de San Martiño de Moaña , o interior de ambas, as coroas de San Martiño de Bueu ou o templo marinense de Ardán compõem o acervo de Pontevedra Revelada com o qual Ares Espada informava sobre o património paroquial. A partir do objetivo inicial de formar um inventário puro, o sacerdote e professor do Instituto Teológico de Compostela e da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Santiago passou também a recolher a vida da sociedade galega num momento de transição política e social.


Milhares de suas fotografias já foram escaneadas, tratadas e digitalizadas, mas boa parte do legado do professor Salvador Ares ainda permanece por ser gerenciado, para que depois de concluído fique acessível para consulta na internet , como pretende o Arquivo Histórico Diocesano de Santiago.

No recém-concluído catálogo do património paroquial da província de Pontevedra, os seus coordenadores salientam que “nesta publicação transpõe-se o trabalho de registo do Professor Ares Espada, avançando para a arte fotográfica através do documentalismo e de um enfoque claro”.


“Tudo é tão quotidiano, e tudo é tão transcendente, eco de um tempo nem melhor nem pior, o nosso tempo, daqueles que foram e de nós que somos filhos e filhas de uma esperança que não se apaga”, explica. no prólogo da compilação fotográfica o Arcebispo de Santiago de Compostela, Francisco José Prieto Fernández .

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Galeria Fidanza apresenta a festividade 'Marujada' pelo olhar da fotografia paraense

 Fonte: Agência Pará

Exposição reúne 47 imagens e integra Preamar da Festas, do Governo do Pará, por meio da Secult e do Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM).

Por Thaís Siqueira (SECULT)

Foto: Denise SáO trabalho de 10 fotógrafas e fotógrafos sobre uma das manifestações religiosas e culturais mais importantes do Estado será tema da exposição 'Marujada', que abre nesta terça-feira (20), na Galeria Fidanza, do Museu de Arte Sacra, no bairro da Cidade Velha, em Belém.

Serão cerca de 47 imagens com cenas representativas da vivência bragantina em louvor a São Benedito. A exposição integra a programação do Preamar da Festas, projeto da do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e do Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM). As visitas podem ser feitas de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, até dia 31 de janeiro.

De acordo com o diretor do MAS, Emanuel Franco, a mostra inclui os trabalhos de Armando Teixeira, Cristina Carvalho, Denise Sá, Flávio Contente, Guy Veloso,Iza Girard, Janduari Simões, Karina Martins, Ursula Bahia e Wagner Santana.Foto: Karina Martins

"A exposição 'Marujada' encerra um ciclo de propostas da Galeria Fidança neste exercício de 2022, com exposições que aconteceram dentro das programações da Secult. A mostra tem a participação de dez fotógrafos atuantes dentro da cadeia produtiva local, que fizeram um registro ao longo de vários períodos dessa festividade bragantina em homenagem a São Benedito, que é tão marcante e tão significativa desse município", comentou Emanuel Franco.

Nando Lima, servidor do SIMM responsável pela montagem, conta que a ambientação da mostra foi inspirada nas cores da Marujada: vermelho e azul. "Resolvi usar os spots de LED para trabalhar mesmo essa questão festiva das cores da Marujada, do clima que a cidade ganha com o evento e, principalmente, na questão de pensar esse diálogo com o tamanho e a qualidade das fotos, porque como é uma uma exposição mais documental, a gente precisava que essas imagens tivessem uma resolução interessante e essa questão técnica também era primordial de ser levada em conta", detalhou Nando.

Foto: FLAVIO CONTENTETradição

Criada em 1798, quando escravos que viviam na região bragantina conquistaram uma autorização para homenagear o santo preto, a Marujada é caracterizada por romarias, cortejos, danças típicas e outras celebrações de cunho religioso. A celebração ocorre de 25/12 a 06/01 e, para participar, as mulheres usam saias vermelhas, blusas brancas bordadas e chapéus de palha revestidos de tecidos e adornados por penas brancas, flores e fitas coloridas. Já as indumentárias masculinas são compostas de calças e blusas brancas. Os chapéus são revestidos de pano com a aba virada de um dos lados. Além de Bragança, outros municípios como Tracuateua, Primavera, Augusto Corrêa e Quatipuru também realizam a festividade.

Serviço

Exposição Marujada

Período: 20/12 a 31/01

Local: Galeria Fidanza, Museu de Arte Sacra

Ingressos: R$ 4,00 para o público geral.

Há gratuidades para crianças até 12 anos; idosos a partir de 60 anos, com apresentação de documentação RG ou Carteira de Idoso; estudantes, com apresentação de carteira de estudante; professores das redes de ensino; PCDs; associados de Museus, com apresentação de carteira; grupos agendados pela CEE/SIMM/SECULT; e guias de turismo.



quinta-feira, 14 de março de 2019

Curso: “Conservação e Preservação de Fotografias”




A proposta da oficina é capacitar profissionais que atuam na área da documentação, arquivistas, bibliotecários, museólogos, conservadores e interessados em geral, no desenvolvimento de ações e práticas de Conservação e Preservação de conjuntos fotográficos históricos e contemporâneos.

PROGRAMA
– Treinamento para identificação dos processos fotográficos praticados nos séculos XIX e XX.
– Elaboração de diagnóstico avaliando o estado de conservação das fotografias em decorrência da guarda inadequada, manuseio incorreto, poluição, umidade, temperatura e iluminação, bem como das causas intrínsecas ao próprio suporte fotográfico.
– Conservação e acondicionamento do conjunto fotográfico, como: higienização química e mecânica; pequenos reparos e acondicionamento.
– Conceitos de Conservação Preventiva e uso de EPI´s.
– Digitalização de acervos fotográficos.


BIBLIOGRAFIA:
LAVÉDRINE. Bertrand. Photographs of the past – Process and Preservation. Los Angeles-USA: The Getty Conservation Institute, 2009.
MOSCIARO, Clara. Diagnóstico de Conservação em Coleções Fotográficas. Cadernos Técnicos No. 6. Rio de Janeiro: Funarte, 2009.
NORRIS, Debra H.; GUTIERREZ, Jennifer J. (Org.). Issues in the Conservation of Photographs. Los Angeles-USA: The Getty Conservation Institute, 2010.
OLIVEIRA, João Sócrates de. “ Manual Prático de Preservação Fotográfica”. In: Revista de Museologia, Ano 1, No. 1, São Paulo: Instituto de Museologia de São Paulo/FESP, 1989.
PAVÃO, Luís. Conservação de coleções de fotografia. Lisboa: Dinalivro, 1997.


Professora
Marli Marcondes. Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista – UNESP; Mestre em Multimeios pelo Instituto de Artes – UNICAMP. Especialista em conservação de documentos fotográficos sob orientação do CCPF – FUNARTE/RJ. Possui especialização em “Análise e Perícia em Obra de Arte” pela Escola Templo da Arte (SP). Possui cursos na área de restauro em suporte gesso, barro, madeira e papier mâchépelo Museu de Arte Sacra de São Paulo. Especialista em restauro de pintura pelo Museu de Arte Sacra de São Paulo. Especialização em restauro de pintura de cavalete pelo Istituto per l´Arte e il Restauro Palazzo Spinelli. Foi professora da Universidade de Franca – UNIFRAN (1996), da Universidade Paulista – UNIP (2002-2004) e PUC-Campinas (2003-2005). Atuou como Conservadora de fotografias no Centro de Memória-Unicamp de 1997 a janeiro/2019.


Período: 25 e 26 de abril de 2019 (quinta e sexta)
Horário – das 9 às 17hs (1 h de almoço)
Carga horária: 17 hs
Valor: R$ 380,00 a vista – R$ 420 ,00 (duas vezes) –  15 vagas
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso):  Rua Jorge Miranda, 43
No final do curso o aluno receberá o certificado.
Fonte: Museu de Arte Sacra de São Paulo

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Festa de Senhor dos Passos é tema de exposição no Museu Histórico de Sergipe



15/01/2019
15:14:48

A fotógrafa Danielle Pereira retrata a religiosidade e a cultura do povo sergipano através da exposição “Passos da Fé”, aberta nesta terça-feira, 15, no Museu Histórico de Sergipe, localizado na Praça São Francisco, Centro Histórico de São Cristóvão. O público poderá conferir as fotografias até o próximo dia 25 de fevereiro e sentir, através das imagens, o impacto que a religiosidade causa nos fiéis que participam da romaria. A exposição recebe o apoio da Fundação de Cultura e Turismo João Bebe-Água (Fundact).

Passos da Fé está composta por 25 fotografias realizadas durante a tradicional Procissão de Senhor dos Passos, evento religioso que ocorre anualmente em São Cristóvão, durante a Quaresma, atraindo milhares de pessoas de Sergipe e estados vizinhos. Segundo Danielle Pereira, o maior desafio foi traduzir as expressões de fé dos romeiros de Senhor dos Passos através dos cliques.

“Registrar e expressar fotograficamente o cotidiano dessas pessoas, com um olhar diferenciado, é sempre instigante. Busco a origem dessa força, dessa fé e a diversidade da manifestação religiosa, que hoje já é considerada um Patrimônio Cultural do Nordeste”, disse a fotógrafa.

Com oito anos de profissão, Danielle Pereira vem se firmando como um dos talentos da fotografia sergipana, sempre retratando as pessoas mais simples, em momentos singulares de seus cotidianos. “Passos da Fé, por exemplo, mistura história, arte e cultura num mesmo território. Todas as fotos que faço são feitas com o olho, o coração, a cabeça e muito estudo. Amando tudo o que fotografo consigo através das imagens contar histórias, mostrar realidades e expor, na simplicidade, a beleza da vida”, contou Danielle.



Histórico de Exposição

Danielle Pereira nasceu na cidade de Estância (SE) e reside atualmente na cidade histórica de São Cristóvão, onde trabalha na Diretoria de Comunicação da Prefeitura Municipal. Iniciou a trajetória de fotógrafa em 2011, data em que também fez a primeira a exposição, na IV Mostra de Artes do Fêgo, em Aracaju. Soma-se a este primeiro trabalho uma trajetória de mostras e exposições. Acompanhe:

- Candomblé, na 9ª Mostra Pluriartística Novembro Negro, em 2013, Cantinho Cultural dos Correios, em Aracaju.
- Rio Paramopama, exposição na Assembleia Legislativa de Sergipe, em 2013.
- Exposição Água e Meio Ambiente por Inteiro, em 2013, no Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão.
- Vínculo dos órgãos em 2014, no Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão.
- A Arte de Ser Mulher, Biblioteca Estadual Epifánio Dórea, em 2015, em Aracaju, na 11ª Mostra Pluriartística Novembro Negro.
- XI Exposição Coletiva Olhares Distintos sobre Pontal da Barra, curadoria de José Aquino, em 2016, no Mirante 13 de Julho, em Aracaju.
- Mostra de Artes do Fêgo, 2012, 2013, 2014 e 2016.
- Exposição Paramopama em Foco, Museu da Polícia Militar de Sergipe, São Cristóvão, 2017 e no Memorial do Poder Judiciário, em 2018.
Exposição Passos da Fé, no Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, em 2018.
Museu de Arte Sacra de Laranjeira/SE 2018.

Fotos: Danielle Pereira.

Fonte: Prefeitura de São Cristovão - SE

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Museu de Arte Sacra de MT abre exposição de 2019

Fonte: Redação 24 Horas News

Festas Religiosas de Cuiabá, abre dia 21 de março e fica em cartaz até dia 26 de maio





O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso está de volta. Sua primeira exposição temporária, Festas Religiosas de Cuiabá, abre dia 21 de março e fica em cartaz até dia 26 de maio, e você pode ter sua foto selecionada para compor a mostra.

Até dia 29 de janeiro, cada fotógrafo, profissional ou amador, que resida ou não em Mato Grosso, interessado em participar, pode enviar até 20 fotos com os seguintes temas que envolvem a exposição: São Gonçalo, São Benedito, Santo Antônio, Divino Espírito Santo, São João, São Pedro, N. Sra. Aparecida, São Cristóvão, N. Sra. do Bom Despacho e Bom Jesus de Cuiabá.

Os registros devem ser documentais (momentos festivos, pessoas, arquitetura e ritos) e devem envolver as igrejas e comunidades das respectivas festas. De maneira a facilitar o acesso, as inscrições serão realizadas exclusivamente por e-mail (museuartesacramt@gmail.com).

As fotos deverão ser enviadas em formato JPG com 1920 pixels no lado maior e tamanho do arquivo com no mínimo 2MB, com descrições individuais constando: Nome artístico do fotógrafo; Título da foto; Ano; Local do registro.

O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso será responsável pela curadoria, expografia, reprodução das fotos e material gráfico de divulgação. Ao se inscrever o candidato declara plena autoria das fotografias, inexistência de plágio, bem como autorização de terceiros, responsabilizando-se inclusive por eventuais reinvindicações quanto ao uso não autorizado.

“Estamos felizes com a primeira exposição temporária do MASMT, depois de dois anos de portas fechadas. O tema dessa exposição já é uma clara homenagem aos 300 anos de Cuiabá, procurando envolver o maior número de participantes. Não tem como falar da história de Cuiabá sem passar pela memória e história da fé, festividade e religiosidade dessa terra abençoada”, adianta Viviene Lozi, coordenadora do Museu de Arte Sacra de Mato Grosso e diretora da Associação dos Produtores Culturais de Mato Grosso – Ação Cultural, que assinam em conjunto com Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer a gestão compartilhada do Museu por meio do termo de colaboração nº 1393/2018.

A reabertura dos museus é uma prioridade da nova gestão da Secretaria, compromisso firmado pelo novo Secretário de Cultura, Esporte e Lazer, o atual deputado estadual Allan Kardec. “Estamos comprometidos com reabertura imediata dos museus, e já temos o primeiro museu a ser reaberto, que é o museu de Arte Sacra”, destaca Allan.

“O Museu de portas abertas novamente é uma conquista da sociedade e da instituição que sempre insistiu no segmento do patrimônio, com o intuito de valorizar e preservar a nossa história. Nosso objetivo é fazer com que o aparelho se recoloque novamente para a sociedade, com atividades educativas e culturais, pesquisas e preservação do patrimônio. Queremos de fato inseri-lo na percepção cosmopolita da cidade, sempre atentos em prestar o melhor atendimento à população, ofertando exposições do próprio acervo e de terceiros, trabalhando com a preservação do acervo e edificação, desenvolvendo ações que permeiam a comunicação e a fruição das informações, extensão e pesquisa e, é claro, à própria gestão em si”, acrescenta Viviene Lozi.

Para Paulo Traven, que responde este mês como Secretário de Estado de Cultura, é elogiável essa iniciativa do Museu de Arte Sacra. “É muito importante para o artista fazer um exposição em um museu, como portfólio, isso agrega valor à carreira da pessoa. E super apropriado neste ano em que Cuiabá faz 300 anos, pois todo o Vale do Rio Cuiabá tem bastante tradição de festas religiosas, essa cultura está ligada à origem das pessoas daqui. Por isso quero parabenizar pela iniciativa e pedir para os profissionais da fotografia participarem da exposição”, arrematou Traven.

O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso reinaugura no próximo dia 7 de fevereiro com sua inestimável exposição permanente, aberto ao público de quarta-feira a domingo, sempre das 9h às 17h, com entrada franca.

Serviço

MASMT abre chamamento para exposição fotográfica Festas Religiosas de Cuiabá. As inscrições serão feitas por e-mail: museuartesacramt@gmail.com, até dia 29 de janeiro. Outras informações: (65) 3646-9701/ 98409-9629/ (65) 98425-1443 (Imprensa - whatsApp)

domingo, 21 de outubro de 2018

Exposição iconográfica sobre a vida de Maria e José: evangelização e cultura

O Padre José Antônio Bertolin, da Congregação dos Oblatos de São José, promoveu e inaugurou esta Exposição Iconográfica sobre os pais de Jesus, no Centro de Espiritualidade dos Padres Josefinos



Texto de Manuel Tavares - Cidade do Vaticano

Milhares de imagens de Nossa Senhora e São José estão expostas no Santuário de São José, em Apucarana (PR), o único no Brasil.

O Padre José Antônio Bertolin, da Congregação dos Oblatos de São José, promoveu e inaugurou esta Exposição Iconográfica sobre os pais de Jesus, no Centro de Espiritualidade dos Padres Josefinos. A iniciativa é considerada, pelos organizadores, como o maior acervo do gênero no Brasil, devido à quantidade e à diversidade de imagens expostas.

O objetivo desta Exposição Iconográfica, diz Padre Bertolin, é “a evangelização e a cultura”.

O promotor da iniciativa explica que, na exposição, estão as melhores reproduções em pintura, escultura e imagens sacras de grandes artistas, ao longo dos séculos.

A este respeito, a Vatican News entrevistou Padre José Antônio Bertolin, a quem perguntou inicialmente:

Como nasceu a ideia desta exposição?

A organização dessa exposição surgiu do desejo de ligar Maria a São José, visto que neste lugar (Apucarana) a Congregaçao dos Oblatos de São José mantem um Centro de espiritualidade Josefina que se empenha na divulgação da teologia de São José e da espiritualidade Josefina. Sendo que não podemos pensar em São José sem a presença de Maria da qual ele é esposo, então procuramos organizar esses ícones marianos os quais em muitas das vezes externam também a presença e a missão de São José, particularmente quando estes ícones representam as cenas do matrimonio de José com Maria, os Santos esposos, o nascimento de Jesus em Belém, a perseguição de Herodes, a fuga para o Egito, a volta do Egito, a vida em Nazaré no trabalho da carpintaria em companhia de Maria e Jesus e até as cenas dos apócrifos que descrevem o casamento de José com Maria, a sua escolha, a sua morte, etc. Além do mais, o povo católico brasileiro é muito devoto de Maria, o que chama-lhe muito a atenção tudo aquilo a que se refere a ela.

Como o senhor teve acesso aos ícones?

Esses ícones foram resultado de uma coletânea sobre tudo que representava Maria por meio dos santinhos (muito comuns aqui no Brasil), para isso foram buscados os ícones de Maria em várias igrejas e livrarias do Brasil; depois uma razoável quantidade deles foram frutos de busca nas vezes em que estive na Itália por meio de fotografias, e outra grande quantidade foi resultado de pesquisas na internet. A internet ajudou muito para conhecer toda a riqueza artística que os melhores e mais renomados mestres, pintores e escultores produziram ao longo dos séculos e que foram reproduzidos desde em uma humilde igrejinha até nos grandes e famosos santuários, catedrais e igrejas espalhadas pelo mundo ou que hoje se encontram nos famosos museus do mundo. Foi um trabalho de paciência que demandou quase cinco anos de dedicação.

Entre as várias imagens encontra-se a de Nossa Senhora “Desatadora nós” da qual o Papa Francisco também é devoto?

Dentre os inúmeros ícones de Nossa Senhora temos também o de Nossa Senhora Desatadora dos nós, devoção muito cara aqui no Brasil e que é representada por uma pintura de um artista alemão do ano de 1700. Este ícone foi inspirado pelo artista em base ao que apocalipse 12,1 relata, ou seja, uma mulher (representado Maria), vestida de sol com a lua debaixo dos pés e na cabeça uma coroa com 12 estrelas. O interessante que o artista iluminou essa frase bíblica com o pensamento de Santo Irineu: Eva com a sua desobediência atou o nó da desgraça para a humanidade, enquanto que Maria com sua obediência o desatou. Na representação iconográfica um dos anjos que aparece, entrega à Maria uma fita com nós grandes e pequenos, separados e juntos, que simboliza a nossa culpa original, e outro anjo recebe das mãos de Maria a fita que cai livremente com os nós desfeitos, significando o poder libertador de Maria. Este ícone além de ser muito venerado no Brasil é também venerado pelo Papa Francisco que na década de 80 encontrou essa devoção em uma igreja da Alemanha e a levou para a Argentina e a divulgou sendo ele mesmo um grande devoto de Nossa Senhora desatadora dos nós.

Quais são as imagens mais curiosas no seu parecer?

Dentre os quase 5 mil ícones cada um apresenta a sua peculiaridade segundo a ideia que o artista concebeu ou que foram representadas pelas diversas circunstancias em que se quiseram representar Maria, mas uma que eu gosto muito é a representação feita por Murilo em que Maria jovem é instruída por sua mãe Ana. Chama a atenção a importância que Maria dá às palavras de sua mãe. Numa outra representação, em obra atribuída a Pieter Rubens, os pais Joaquim e Ana aparecem na cena, mas Maria está atenta aos ensinamentos de sua mãe, isso para dizer como que além das graças que ela recebeu, também foi importante a educação que recebeu de seus pais.

A cena pintada por Michael Pacher é curiosa porque Maria é interpelada pelo anjo o qual lhe oferece uma flor de lírio que simboliza a sua pureza imaculada, razão de ser escolhida para ser a mãe de Deus. Todas as inúmeras cenas que representam Maria em sua ternura maternal segurando o menino Jesus em seus braços são muito significativas, mas gosto muito da representação feita por Simon Vouet, cuja obra se encontra no Museu de belas artes de Lyon-França em que Maria com seu amor de mãe segura o seu filho e mostra-lhe uma rosa a qual é contemplada por Jesus com bastante curiosidade. Chama a atenção também a obra esculpida em marfim por escultores franceses em que Maria é representada segurando o menino Jesus o qual está em pé apoiando-se em suas pernas e amamentando-se tranquilamente. Esta obra encontra-se em Antuérpia na Bélgica.

Qual está sendo a repercussão entre os visitantes?

Esse centro iconográfico com as representações de Nossa Senhora e São José já conheceu uma acentuada repercussão, especialmente no Paraná. Nós não tivemos no início a preocupação de anotar o número de visitantes, e só agora ultimamente que estamos fazendo isso, mas podemos afirmar que mais de 5 mil pessoas visitaram esse lugar nos últimos três anos. São caravanas que chegam para visitar o santuário e com um programa específico para conhecer os ícones. Tem sido frequente que emissoras de TV, rádios e jornais, por ocasião da festa de nossa Senhora Aparecida (12 outubro), cheguem aqui para reportagens divulgando-as para todo o Brasil.

Este é o maior acervo desse gênero no Brasil? E poderia ser do mundo?

No Brasil é sem dúvida, porque comporta 4.446 ícones de Maria e 1.590 de São José, portanto, totaliza 6.036 ícones. Todos dispostos em molduras em tamanho 20X25cm em papel fotográfico de ótima qualidade e com uma etiqueta explicativa para cada ícone. Não saberia dizer se fora do Brasil há uma exposição assim.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Conservação, acondicionamento e pequenos restauros em Fotografias


 Museu de Arte Sacra de São Paulo promove Curso Prático: Conservação, acondicionamento e pequenos restauros em Fotografias, com Profª Marli Marcondes


A proposta da oficina é capacitar profissionais da área de arquivos, museus, bibliotecas, centros de documentação e áreas afins, no desenvolvimento de ações e práticas de conservação e preservação de conjuntos fotográficos históricos e contemporâneos. 

Aula I - Conservação e pequenos restauros em Fotografia
Dia 24 de Março de 2018, Sábado

Manhã
Elaboração de diagnóstico: 
Até que ponto se “restaura” a foto original?Análise do estado de conservação das fotografias.Definição dos tratamentos a serem aplicados em fotografias.
Tarde
Execução dos Procedimentos de restauro:Higienização mecânica; Higienização química; Pequenos reparos Confecção de embalagens
Aula II - Conservação e Acondicionamento de Fotografias
Dia 25 de Março de 2018, Domingo

Manhã
Identificação dos processos fotográficos praticados nos séculos XIX e XX: Daguerreotipia AmbrotipiaFotografia albuminada Colódio úmidoFotografia digital, etc.
Tarde
Conservação preventiva:
Segurança (roubo, sinistros, etc.),Climatização, manuseio e  digitalização. Acondicionamento e guardaConfecção de embalagensMateriais usados

Professora Mestre:  Marli Marcondes – Coordenadora do Laboratório de Conservação e Restauro do Centro de Memória – UNICAMP. Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista – UNESP; Mestre em Multimeios pelo Instituto de Artes – UNICAMP. Especialista em conservação de documentos fotográficos sob orientação do CCPF – FUNARTE/RJ. Especialização em “Análise e Perícia em Obra de Arte”- Escola Templo da Arte (SP). Especialização em restauro de obras em gesso, barro, papel marché e madeira pelo Museu de Arte Sacra de São Paulo (2016-2017). Foi professora da Universidade de Franca – UNIFRAN, Universidade Paulista – UNIP e PUC-Campinas. Atua na área de conservação de fotografias, na Unicamp, desde 1997. 

Data:  Sábado e Domingo - 24 e 25 de março de 2018
Horário:   9h às 17:30hLocal: Museu de Arte Sacra de São PauloCarga horária: 17 horas Número de participantes: 30Valor: R$ 350,00 – Alunos do MAS tem desconto de R$50,00
Materiais Fornecidos pelo cursoInformações e matrículas: nar.contato@gmail.com – Tainá – Favor informar se é aluno do MAS

No final do curso o aluno receberá o certificado.



sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Escritor blumenauense lança livro sobre arte sacra

Trabalho fotográfico de Daniel Curtipassi documenta a história religiosa em Santa Catarina.



O fotógrafo e escritor Daniel Curtipassi apresenta sábado, dia 2 de setembro, às 20h, na Igreja Nossa Senhora das Graças, em São Francisco do Sul, o livro “Assim na Terra - Arte Sacra em Santa Catarina”. A obra foi lançada no dia 9 de março durante a abertura da 1ª Temporada de Exposições do Museu de Arte de Blumenau (MAB). No livro, o blumenauense, que é ex-diretor da Fundação Cultural de Blumenau, apresenta fotografias e textos sobre locais do Estado que se destacam pela energia espiritual, simbolismo arquitetônico, pelo acervo de obras de arte sacra e pelas festas religiosas das comunidades.

A fé religiosa sempre foi a força de sustentação espiritual da humanidade. O nobre serviço das artes foi muito bem aproveitado pelas igrejas em todos os tempos. O projeto do livro conta com patrocínio da Lei de Incentivos Fiscais - Lei 8.313 artigo 18.

Curtipassi é fotógrafo há 40 anos, trabalhou por mais de três décadas para as indústrias de Santa Catarina e São Paulo, criando catálogos de produtos para essas empresas. Nascido no Alto Vale do Itajaí, reside em Blumenau desde 1958.

Na sua gestão como diretor da Fundação Cultural de Blumenau, na década de 1980, desenvolveu projetos como Blumenália na área de música, participou da criação e organização do Festival Universitário de Teatro de Blumenau, coordenações e organização de exposições de artes plásticas, lançamento de livros, entre outros eventos. Fotografou a arquitetura de diversos locais de Santa Catarina. É autor de quatro livros sobre as cidades da região (Blumenau, Pomerode, Timbó e Jaraguá do Sul), apresentando sua história desde a colonização, arquitetura, religiosidade e desenvolvimento comercial e industrial.

Texto de: Sérgio Antonello

Fonte: Site da prefeitura de Blumenau - SC

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Exposição fotográfica apresenta o rico acervo de obras de arte sacra da Basílica do Bonfim

Mostra pode ser visitada até o dia 27 de agosto


O rico acervo de obras de arte sacra da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim integra a exposição em cartaz até o dia 27 de agosto, na área de circulação junto a Sala dos Milagres da Mansão da Misericórdia.

A exposição fotográfica Visões da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, aberta no dia 8 de julho, revela os detalhes de cada peça que o santuário mais popular do Brasil apresenta, através da tecnologia aplicada.

A mostra está aberta todos os dias, das 7h às 18h, com exceção das segundas-feiras, cujo horário para visitação é das 9h às 18h.

Endereço:
Praça Sr. do Bonfim, s/n - Bonfim
Cep: 40425-360
Salvador - BA

Telefone
(71) 3316-2196 / Telefax: (71) 3312-4512 (Devoção)

A iniciativa tem coordenação da Devoção do Senhor do Bonfim e da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, curadoria do artista visual Justino Marinho, produção executiva de Danilo Barreto, fotografia de Alberto Lyra e produção da Arte Digital Brasil. A entrada é gratuita.

Foto e texto: Anna Carolina Lima/Amex

sexta-feira, 3 de março de 2017

Capela Sistina recebe "tratamento digital" completo para futuras restaurações



Apresentação do resultado de cinco anos de trabalho -

Cidade do Vaticano (RV) - A última vez que a Capela Sistina foi fotografada integralmente para a posteridade, foi em tempos em que a fotografia digital estava em sua infância e palavras como "pixel" eram cogitados principalmente por nerds de computador e cientistas da NASA.

Agora, depois de décadas de avanços tecnológicos na arte de fotografar, salas escuras digitais e técnicas de impressão, um projeto que durou cinco anos - num total de 270.000 frames que mostram os afrescos de Michelangelo e outros mestres, em detalhes impressionantes - vai ajudar nas restaurações futuras.

O mestre renascentista terminou de pintar o teto em 1512 e o enorme painel do "Juízo Final" por trás do altar entre 1535 e 1541.

"No futuro, isso vai nos permitir conhecer o estado de cada centímetro da capela, como é hoje, em 2017", disse Antonio Paolucci, ex-Diretor dos Museus Vaticanos e especialista de renome mundial.

A última vez que todos os afrescos da Capela Sistina foram fotografados foi entre 1980 e 1994, durante um projeto de restauração, que limpou-os pela primeira vez em séculos.

As fotos tiradas foram incluídas em um novo conjunto de três volumes, de 870 páginas, limitado a 1.999 cópias e comercializado para bibliotecas e colecionadores.

O conjunto, que custa cerca de 12.000 euros (US$ 12.700), foi uma produção conjunta dos Museus do Vaticano e Scripta Maneant editores, da Itália.

Na pós-produção foram usadas técnicas de computador, incluindo "stitching" de frames. Os fotógrafos que fotógrafos trabalharam durante 65 noites, das 19 horas às 2 da manhã, período em que a Sistina estava fechada aos visitantes.

O projeto era conhecido por poucas pessoas, até ter sido revelado na noite de sexta-feira (24/02).

O trabalho contemplou toda a Capela, incluindo o mosaico do piso e os afrescos do século XV.

Mais de 220 páginas foram impressas em escala 1: 1, incluindo “A Criação de Adão" e o rosto de Jesus no Juízo Final.

Cada volume pesa cerca de 9 kg e páginas desdobráveis medem 60 por 130 cm.

As antigas fotos, tiradas durante a última restauração, ainda faziam uso de rolos de filme.

"Nós usamos um software especial de pós-produção para obter a profundidade, intensidade, calor e nuance de cores com uma precisão de 99,9 por cento", revelou Giorgio Armaroli, chefe de Scripta Maneant.

"Futuros restauradores usarão estas como padrão", disse ele, acrescentando que cada página foi impressa seis vezes.

Pinceladas são claramente visíveis como são as "bordas" que delineiam seções, conhecidas como "giornate", ou dias.

Os fotógrafos utilizaram andaimes portáteis a 10 metros de altura e lente telescópica especial. Os resultados foram armazenados nos servidores do Vaticano, ocupando 30 terabytes de informação.

(je/reuters)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A RECONSTRUÇÃO DO PÁTIO DO COLÉGIO E O CONCEITO DE “FALSO HISTÓRICO”

Vista do Pátio do Colégio em 1887. A fonte, em primeiro plano, foi demolida em 1932/Militão/Acervo Digital da Prefeitura de São Paulo

Vista do Pátio do Colégio em 1887. A fonte, em primeiro plano, foi demolida em 1932/Militão/Acervo Digital da Prefeitura de São Paulo
É difícil hoje imaginar que a metrópole de São Paulo já foi uma pequena vila. Piratininga, como era chamada, foi fundada pelos portugueses que, a partir da região em que hoje é Santos, abriram caminho serra acima até o planalto.
O marco inicial do surgimento da cidade foi o Pátio do Colégio, construído pelos Jesuítas no topo de uma colina e inaugurado em 1554. Hoje, é atração turística e pode ser visitado, mas o que conhecemos dele é uma réplica da construção original.
Os Jesuítas foram expulsos de São Paulo em duas ocasiões. A primeira, em 1640, por defenderem a liberdade dos índios, e a segunda em 1760, após serem acusados de conspirar contra o rei de Portugal. Isso fez com que o Pátio do Colégio fosse entregue à Coroa Portuguesa, que instalou ali o governo de São Paulo, permanecendo no local até 1912. Essa mudança fez com que a fachada do conjunto fosse reformada.
A Igreja do Bom Jesus, parte do conjunto do Pátio do Colégio, não foi alterada pelas reformas, mas foi interditada em 1891, pelas más condições de suas estruturas. A demolição do prédio foi autorizada e concluída em 1896, depois do desabamento do teto durante uma tempestade.
No ano de 1954, quando era comemorado o IV Centenário de São Paulo, o prédio do Pátio do Colégio foi demolido, e o terreno, cedido aos Jesuítas novamente, que iniciaram um projeto de reconstrução do edifício do colégio e, em 1976, da Igreja do Bom Jesus.
Obras da construção da igreja do Pátio, em 1976/Gomes de Waldemir/Acervo Digital da Prefeitura de São Paulo
Obras da construção da igreja do Pátio, em 1976/Gomes de Waldemir/Acervo  Prefeitura de São Paulo
RECONSTRUINDO O PASSADO
A reconstrução as estruturas do Pátio do Colégio despertou uma polêmica. Os apoiadores do projeto discutiam a importância do local como um monumento histórico da fundação da cidade, assim como da manifestação religiosa católica. 
Na época houve a oposição do Condephaat, baseada no argumento de que nenhuma réplica ou simulacro teria o valor histórico da obra original. Na visão do órgão, a reconstrução do pátio, além de causar danos irreversíveis ao patrimônio, também constituiria um “falso histórico”, conceito que surgiu na virada dos Séculos 19 e 20 e retomado no livro “Teoria da Restauração”, do arquiteto italiano Cesare Brandi.
O chamado “falso histórico” ocorre quando são realizadas intervenções, reformas ou reconstruções que apaguem traços característicos de um patrimônio.
Em 1975, o Condephaat solicitou o tombamento do local como sítio arqueológico, devido à presença de dois elementos originais de sua fundação: uma parede de taipa de pilão e a fundação de pedra da antiga igreja, ambos tombados pelo Conpresp em 2015.  
Dois anos depois, em 1977, o Condephaat publicou um segundo parecer, no qual afirmava que nenhuma reconstrução ou réplica deveria ser sobreposta à obra original, tirando dela o seu valor histórico. Apesar do parecer técnico, o projeto de reconstrução foi executado.
No entanto, é possível pensar em reconstrução sem cair no “falso histórico”. É o caso da Igreja de São Luis de Tolosa, no município de São Luiz do Paraitinga (São Paulo), que foi derrubada por uma enchente em 2010. 
Antiga vista da Igreja de São Luiz de Tolosa/Acervo FormArte
Antiga vista da Igreja de São Luiz de Tolosa/Acervo FormArte
Com a supervisão do Iphan a igreja foi completamente reconstruída, aproveitando os remanescentes da antiga construção. As diferenças são perceptíveis, o que impede que quem a visite incorra em uma falsa leitura histórica do que está vendo.
Integração das ruínas restauradas à nova construção da igreja/Acervo FormArte
Parede antiga, mantida na nova construção/Acervo FormArte
Parede antiga, mantida na nova construção/Acervo FormArte
PARTIDO OPOSTO
Um exemplo de partido de restauro oposto é o da Catedral de Coventry, no Reino Unido, destruída pelo exército nazista durante a Segunda Guerra Mundial entre 1940 e 1941. A proposta de restauro, escolhida em um concurso, foi a de preservar as ruínas originais da catedral e do altar. Ao lado das ruínas, uma nova igreja, moderna, integra-se ao que havia sobrado da antiga.

À esquerda as ruínas antigas da Catedral de Coventry. Ao lado, a nova construção/Elliot Brown
À esquerda as ruínas antigas da Catedral de Coventry. Ao lado, a nova construção/Elliot Brown
Fonte: Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Exposição 'Barroco Liberto'


Exposição 'Barroco Liberto', com obras de Eduardo Tropia, no Museu de Sant'ana
Uma celebração do barroco mineiro: assim é a série Barroco Liberto, exposição de fotografias autorais de Eduardo Tropia, que entram em exposição no Museu de Sant'Ana, em Tiradentes, no dia 14 de dezembro.

As obras podem ser vistas até o dia 31 de janeiro de 2017, com entrada franca.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Um olhar de fé

Foto: Victor Hugo Barros

"Um olhar de fé": exposição retrata momentos únicos de fé e devoção no Santuário de Aparecida


Trinta e oito imagens escolhidas a dedo, compõem a exposição do fotógrafo Thiago Leon, aberta aos visitantes do Santuário Nacional de Aparecida na terça-feira (7).

A exposição, que já passou pelo Hotel Rainha do Brasil e pelo Memorial da Devoção, está agora no subsolo do Santuário Nacional, e já está gerando grande movimentação dos devotos que passam pela Basílica.

São registros únicos que mostram o olhar do fotógrafo de diversos ângulos, proporcionando àqueles que visitam a exposição um misto de curiosidade e emoção.

Os registros foram feitos entre os anos de 2007 e 2016. Segundo o fotógrafo, que hoje trabalha no Santuário Nacional, os gestos das milhares de pessoas que passam pela Basílica, denotam um turbilhão de emoções: "pessoas com seus desafios buscando inspirações nas coisas do céu", enfatiza.

As lições desses gestos, segundo Leon, os motivam, em sua vida pessoal. "Cada vida que você fotografa tem uma história".


A visitação à exposição é gratuita e é mais um atrativo àqueles que visitarão o Santuário no período de férias, já que permanece no espaço até o final do mês de janeiro. Depois desse período ela será desmontada.


"Um olhar de fé" pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 7h às 18h, sábados das 5h às 19h e domingo das 5h às 18h. A exposição fica no corredor de acesso da Secretaria de Batismo em direção ao Espaço do Devoto, no subsolo do Santuário. Acesso pela rampa atrás da Tribuna bento XVI.


Fonte: Santuário Nacional



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Exposição Barroco Liberto, de Eduardo Tropia

Exposição Barroco Liberto, com obras de Eduardo Tropia,
no Museu de Sant’ana, em Tiradentes/MG


Fotos com narrativas do barroco mineiro, em sobreposições analógicas, 
estarão expostas de 14 de dezembro de 2016 a 31 de janeiro de 2017


 Uma celebração do barroco mineiro: assim é a série Barroco Liberto, exposição de fotografias autorais de Eduardo Tropia, que entram em exposição no Museu de Sant’Ana, em Tiradentes, no dia 14 de dezembro. As obras podem ser vistas até o dia 31 de janeiro de 2017, com entrada franca. 

Com curadoria de Guilherme Horta, a exposição Barroco Liberto traz onze imagens, criadas a partir da sobreposição de cromos/slides, unidos por uma mesma história. Essa leitura analógica traz uma nova narrativa, formando o barroco liberto. A série faz parte do trabalho autoral de Eduardo Tropia, que tem como âncora sua profunda ligação com as cidades históricas mineiras. 

“Aspectos históricos, religiosos e artísticos foram cuidadosamente pensados para criar esse jogo de imagens, como nos embates entre Nossa Senhora do Pilar e Nossa Senhora das Dores, em alusão à ligação litúrgica que acontece na Semana Santa em Ouro Preto, em que a imagem de N.Sª. das Dores é levada em procissão até a Igreja do Pilar. O fotógrafo joga, confronta, reinterpreta o Barroco nesse duelo entre vinte fotografias, gerando dez inéditas imagens”, afirma Guilherme Horta, curador da exposição. 

China
Eduardo Tropia foi convidado a participar da "6th Jinan International Photography", bienal de fotografia na China. Com o tema "O retorno à sabedoria oriental", o fotógrafo produziu uma série de imagens especialmente para a seleção da bienal, com a técnica utilizada em sua série Barroco Liberto. Uma delas foi selecionada e esteve entre as 200 fotos expostas: traz, sobrepostas, as imagens da fachada e do interior da Igreja de Santa Efigênia.

A obra exposta na Bienal da China também poderá ser vista na exposição Barroco Liberto, em Tiradentes.


Serviço
Exposição Barroco Liberto, de Eduardo Tropia
Curadoria de Guilherme Horta
No Museu de Sant’ana (rua Direita, 93 – Centro • Tiradentes/MG)
Visitação de 14 de dezembro de 2016 a 31 de janeiro de 2017
Entrada franca

Veja as fotos aqui

Fonte: Converso Comunicação
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