segunda-feira, 10 de junho de 2013

Passagens secretas são achadas em convento centenário do ES

Sete entradas foram descobertas entre as paredes do local. Convento de São Francisco passa por obras de restauração.

De pé desde 1591, o convento de São Francisco, na Cidade Alta, em Vitória, passa por um processo de restauração iniciado em 4 de outubro de 2012, dia do santo. A fachada do patrimônio guarda séculos de história, que foram desvendados ao longo das obras. De acordo com a historiadora que coordena o trabalho, sete entradas secretas foram descobertas entre blocos de concreto. Como forma de expandir a restauração, recursos financeiros foram solicitados para fazer pesquisas e transformar os fundos do convento em um centro cultural. A previsão é que as obras de restauração da fachada sejam concluídas até o dia 27 deste mês de junho.
Uma fotografia tirada antes do início da restauração mostra como eram as paredes do local. Ao retirar o reboco, operários da obra descobriram uma entrada entre os blocos de concreto, que teria ficado isolada durante séculos. “Nós tinhamos aqui uma grande parede branca e, durante o processo de restauração, é normal que a gente retire o reboco que está ruim para fazer um reboco novo. E com isso apareceram esses tijolinhos que fazem parte da estrutura da porta. Essa deve ser a entrada original do século XVI para o XVII”, falou a historiadora Diovani Favoreto.
Única parte do patrimônio original do século XVI, a fachada do convento escondia no mínimo sete entradas. Na parte de trás, há um galpão e salas onde funciona o setor administrativo da Arquidiocese de Vitória. Em determinadas áreas do patrimônio, há pontos marcados onde amontoados de ossos foram enterrados. “Sobre esse xis nós temos uma grande câmara mortuária de aproximadamente quatro metros por quatro metros. E um metro e meio d eossos que foram regirados dos antigos cemitérios de São Francisco ”, disse Diovani.
A última ossada encontrada no convento foi de uma moradora de Nova Almeida, na Serra, chamada Catarina Francisca Ribeiro, que morreu no século XIX. Além disso, os ossos do Frei Pedro Palácios, fundador do Convento da Penha, também foram levados ao monumento do Centro de Vitória. “A gente acredita que ela estava sepultada no cemitério. Quando ele deixou de existir, foi recolhido e colocado no ossuário que hoje pertence ao pátio do convento”, relatou a historiadora.
Fachada do Convento de São Francisco é restaurada. (Foto: Divulgação/Empório Capixaba)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Quadros à Venda




Gravuras restauradas com moldura.
R$ 70,00 cada.
Pedidos e informações pelo Contato

Orquestra - Arte Barroca





O ballet de corte, a música nos tempos de Luis XIV
"Formada em 2007 por Paulo Henes, a Orquestra Arte Barroca tem como proposta interpretar o repertório camerístico e orquestral dos séculos XVII e XVIII. Com entusiasmo, estudo e idealismo, procura aperfeiçoar sua interpretação orientando-se pelo estudo de tratados de época do período Barroco, por meio de elementos estilísticos, históricos e biográficos. Busca também uma sonoridade diferenciada utilizando-se de cópias de instrumentos barrocos usados nas orquestras daquele período. Além de violinos e violas, trabalha com outros instrumentos, como a flauta doce, e os instrumentos que compunham o baixo contínuo, tais como violoncelo, contrabaixo e cravo e, eventualmente, guitarra barroca e teorba. Sua pesquisa de repertório em bibliotecas da Europa e em sites especializados procura trazer ao público obras de compositores menos conhecidos e de execução ainda inédita".
Paulo Henes – Spalla e Diretor Artístico
Pedro Ribeiro – flauta doce
Renan Vitoriano, Beatriz Ribeiro, Marcelo Eduardo Borges, Otávio Colella e Veridiana Oliveira – violinos
William Coelho e Mauro Viana – viola
Pedro Beviláqua – violoncelo
Gilberto Chacur – contrabaixo
Fernando Cardoso – cravo
Participação especial
Fábio Manzione – Percussão
Paulo Henes
Iniciou seus estudos com Alberto Jaffé e posteriormente com Klaus Wustof, Paulo Bosisio e Edson Queiroz. Formou-se pela UNESP em Bacharelado em Violino na classe de Airton Pinto. Iniciou suas atividades com o violino barroco em 1998, sob a orientação do professor Luís Otávio Santos. Desde então já participou do Festival Internacional de Música Antiga de Juiz de Fora, do Curso de Música Barroca de Curitiba e do Curso de Música Barroca de Mateus em Portugal. Participou de máster- classes no Brasil e no exterior com Sigiswald Kuijken, Manfredo Kraemer, Adrian Chamorro, Marino Lagomarsino, Giuliano Carmingnolla e Vera Beths.
Sinopse
Por meio da audição deste concerto, podemos notar as características heroicas sempre acompanhadas pelo pendor tipicamente francês para a clareza, a graça, a moderação e a elegância e tendência ao pitoresco, visto especialmente na pintura de seu contemporâneo Watteau, e que na música foram assimiladas pela sua integração com o ballet e refletidas no caráter leve das danças aqui selecionadas, chamadas “galanteries”. Como disse Rameau no prefacio de suas “Indes Galantes”, são músicas que propõem “... tomar a natureza – tão simples e tão bela – por modelo”. De JEAN-BAPTISTE LULLY ouviremos a Marche pour la cérémonie des turcs, da comédie-ballet  Le Bourgeois Gentilhomme; de JEAN-MARIE LECLAIR L'AÎNÉ, excertos da tragédie en musique SCYLLA ET GLAUCUS; e de JEAN-PHILIPPE RAMEAU, excertos da ópera-ballet  Les Iindes Galantes. Formada em 2007, a Orquestra Arte Barroca interpreta repertório camerístico e orquestral dos séculos XVII e XVIII, orientando-se pelo estudo de tratados de época por meio de elementos estilísticos, históricos e biográficos, e busca uma sonoridade diferenciada utilizando cópias de instrumentos barrocos. A partir de pesquisas em bibliotecas da Europa e em sites especializados, a orquestra traz ao público obras de compositores menos conhecidos e de interpretação ainda inédita. 
O ballet de corte, a música nos tempos de Luis XIV
Quando em 1581 a rainha consorte Catarina de Médicis chamou à corte francesa uma trupe de artistas italianos para representar o “ballet comique de la reine”, levou também ao público francês o gosto pelo gênero que menos de um século antes havia nascido na Itália por ocasião do casamento do duque de Milão, em 1489. Surgido a partir da sequência dos espetáculos oferecidos pelos nobres aos visitantes, era uma confluência de poesia, música, mímica e dança. O entusiamo pelo ballet foi tão grande que anos mais tarde o próprio rei Luís XIV dançava e representava os papéis de heróis e de deuses, o que lhe valeu a alcunha de Rei Sol, e o levou a criar, em 1661, a Académie Royale de Danse. Estava assim se desenvolvendo um gênero próprio de drama musical dançado, chamado ballet de cour, mais próprio aos modos franceses do que a onipresente ópera italiana. Esta manifestação artística atendia perfeitamente às diferentes necessidades do cotidiano palaciano, e a partir deste suntuoso e colorido ballet e da tragédia clássica francesa representada por Corneille e Racine, desenvolveu-se a tragédie-lyrique, a comédie-ballet e a ópera-ballet, com grande proporção de elementos decorativos – espetáculo cênico e ballet, com música descritiva, danças, coros e canções, e que Richard Wagner ressuscitaria aproximadamente com o conceito de Gesamtkunstwerk (obra de arte total), no século XIX. Por conta do Tratado de Westfália em 1648 e da restauração de Carlos II na Espanha, a Europa a partir da segunda metade do Seicento vivia uma estabilidade política e um progresso científico e intelectual sem paralelo até então que levaria aos ideais Iluministas do século posterior, e será neste cenário que nosso concerto se desenvolverá.
Aos treze anos, Jean-Baptiste Lully (ou Giovanni Battista Lulli, nascido italiano) foi levado a Paris pelo chevalier Roger de Lorraine, filho do Duque de Guise, para atender ao desejo de sua sobrinha, mademoiselle de Montpensier, que procurava “un joli petit italien” para que pudesse treinar o idioma. O jovem, contudo, estava longe de ser bonito, e diz a lenda que acabou relegado à copa. Era, entretanto, um verdadeiro “entertainer”, possuindo bons dotes como dançarino, compositor e violinista. Além de seu espírito cortesão, era um prodígio oportunista, e soube tão bem encantar e adular o rei que se tornou absoluto na música da corte até sua desastrosa morte. Dele ouviremos a satírica “Marche pour la cérémonie des turcs”, da comédie-ballet “Le Bourgeois Gentilhomme” (“O Burguês Fidalgo”, ou, com mais propriedade, “O Cavalheiro Burguês”, denunciando sua picardia, pois um “gentilhomme” (cavalheiro) é, por definição, nascido nobre, e como tal não é possível que um cavalheiro seja simultaneamente burguês). Com texto de Molière, a peça ridiculariza tanto a emergente e vulgar classe média quanto a esnobe aristocracia. O cômico se faz presente pela gravidade da marcha que simboliza a cerimônia do casamento entre um jovem da classe média se passando por um “príncipe turco” e a filha cujo ganancioso pai fora ludibriado com a promessa de um título de nobreza.
Jean-Marie Leclair, conhecido como grande compositor para violino e concertista, escreveu sua única ópera completa em 1746, da qual ouviremos sua suíte orquestral. Scylla et Glaucus, uma tragédie en musique, traz libreto de D'Albaret e baseia-se nos livros 10, 13 e 14 das Metamorfoses, de Ovídio. A tragédia relata o triângulo amoroso entre a feiticeira Circé, que ama o deus do mar Glaucus, e que por sua vez ama Scylla, uma ninfa.
Por fim, ouviremos de Jean-Philippe Rameau a suíte para seu “ballet heróico” (nas palavras do compositor) “Les Indes Galantes”, uma ópera-ballet em 4 entrés (atos) de intriga independente ocorridas em partes diferentes do Globo. A ligação é estabelecida pelo prólogo alegórico, cujo tema central é o Amor e a Vitória que triunfa sobre a Violência e a Guerra, passado no palácio de Hebe. Os quatro atos representam respectivamente “O turco generoso”, passado numa ilha do oceano índico, onde canta o amor atormentado e finalmente triunfante de Emilie, a jovem escrava provençal de Osman Pachá, e de Valere, seu noivo, oficial da marinha, desaparecido e reencontrado. Logo após, “Os incas do Peru” narra a história do amor recompensado de Carlos, oficial espanhol, e Phani, jovem peruana, apesar das intrigas do inca Huascar. Segue então “As Flores, festa na Pérsia”, onde o príncipe Tacmas acabará por desposar a bela Zaira, escrava de Ali, que casará por sua vez com Fátima apesar de muitas suspeitas e mal entendidos. Finalmente, “Os Selvagens” se passa em uma floresta da América do Norte, com diversos personagens indígenas, onde Zima, filha do chefe desta nação “selvagem”, se manterá fiel ao seu jovem noivo Adario, repelindo as ousadias de Damon, oficial francês, e Alvar, oficial espanhol, ambos em ação nas suas colônias americanas. Esta ópera, que apresenta uma enorme variedade de adereços, danças, cenários e povos exóticos, extasiou as audições francesas da época pelos seus efeitos descritivos e pela sua natureza pictórica, e sinalizou a divergência entre a dança social de salão e o ballet propriamente dito.
Por meio da audição deste concerto, podemos notar as características heroicas sempre acompanhadas pelo pendor tipicamente francês para a clareza, a graça, a moderação e a elegância e tendência ao pitoresco, visto especialmente na pintura de seu contemporâneo Watteau, e que na música foram assimiladas pela sua integração com o ballet e refletidas no caráter leve das danças aqui selecionadas, chamadas “galanteries”. Como disse Rameau no prefacio de suas “Indes Galantes”, são músicas que propõem “... tomar a natureza – tão simples e tão bela – por modelo”.
Textos de: Ricardo Tanganelli

O ballet de corte, a música nos tempos de Luis XIV
JEAN-BAPTISTE LULLY (1632-1687)
LE BOURGEOIS GENTILHOMME - comédie-ballet (1670)
Marche pour la cérémonie des turcs
JEAN-MARIE LECLAIR L'AÎNÉ (1697-1764)
SCYLLA ET GLAUCUS - tragédie en musique, Op.11 (1746) - Suite Orquestral
I - Acte 1, Scène 3: Air des silvains
II - Acte 3, Scène 3: Airs en Rondeau (Gavotte)
III - Acte 5 Scène 2: Symphonie
IV - Acte 4, Scène 5: 1ère Air de démons
V - Acte 4, Scène 5: 2ème Air de démons
VI - Acte 5, Scène 2: Air, une sicilienne
JEAN-PHILIPPE RAMEAU (1683 - 1764)
LES INDES GALANTES - ópera-ballet (1735)
Suite orquestral - excertos
I. Air Polonois
II. Air pour les Guerriers portans les drapeaux
III. Air pour les Esclaves Africaines
IV. Rigaudon en Rondeau
V. Tambourins
VI. Ritournelle des Fleurs
VII. Orage - Air pour Borée et la Rose
VIII. Air grave pour les Incas du Pérou
IX. Air
des Sauvages

- Data: 15/06/2013 - Sábado

- Horário: 20h

- Nome do evento: FAU em Concerto

- Intérpretes: Orquestra Arte Barroca

- Programa: O Ballet de Corte, A Música nos Tempos de Luis XIV.

- Local: FAU Maranhão

- Endereço: Rua Maranhão, 88, Higienópolis, São Paulo - SP

- Telefone de contato: 3091 4801

- Valor dos ingressos: Entrada franca

- Estacionamento: Grátis

- Lotação: 110 lugares

- Duração aproximada: 60 minutos

- Categoria - Livre



- Data: 16/06/2013 - Domingo

- Horário: 12h

- Intérpretes: Orquestra Arte Barroca

- Programa: O Ballet de Corte, A Música nos Tempos de Luis XIV.

- Local: Pateo do Collegio

- Endereço: Praça Pateo do Collegio, 2, centro, São Paulo - SP

- Telefone de contato: 3105 6899

- Valor dos ingressos: Entrada franca

- Lotação: aproximadamente 200 lugares

- Duração aproximada: 60 minutos

- Categoria - Livre

terça-feira, 4 de junho de 2013

Museu abre inscrições para curso de extensão em Arte, Arte Sacra e Bens Culturais


O Museu de Arte Sacra de São Paulo, equipamento da Secretaria de Estado da Cultura, abriu as inscrições para o Curso de Extensão Universitária em Arte, Arte Sacra e Bens Culturais no 2º semestre de 2013. O curso, coordenado por José Arnaldo Juliano dos Santos, capelão do Mosteiro da Luz, é promovido em parceria com a Faculdade de São Bento, uma das principais instituições de ensino superior em filosofia e teologia do país. As inscrições vão até dia 12 de agosto.



O programa é semestral e reúne corpo docente de referência: Antonio Sarasá, Dr. José Luís Marques López Landeira, Dra. Mirza Maria Baffi Pellicciotta, Dr. Percival Tirapeli, Maestro Ronaldo Santurbano Jr., entre outros. Composto de seis módulos, cada um com carga horária de 52 horas, o curso oferece as seguintes disciplinas:
Módulo I – Arte Sacra e Bens Culturais: Introdução
Estudo das Expressões Artísticas da Idade Média Latina
Iconografia e Iconologia: método na Arte Cristã
Iniciação à Historia da Arte Sacra no Ocidente
Introdução à Arte, Arquitetura e Liturgia Cristã
Introdução à Arte, Arte Sacra e Bens Culturais
Introdução à Museologia e Bens Patrimoniais
Museu e sua Missão no Século XXI
Música Sacra I
Módulo II – Universos Simbólicos
Arte Sacra no Brasil: Devoção Popular e Arte Religiosa
Espaços Litúrgicos Contemporâneos: evolução da Mentalidade Litúrgica
Fundamentos Históricos, Filosóficos, Teológicos da Arte Sacra e Bens Culturais da Igreja
História da Arquitetura e Arte Sacra
Metodologia na Arte: Fundamentos Gerais
Museologia e Bens Patrimoniais/Arquivologia
Museu e sua Missão no Século XXI
Música Sacra II
Ordo Divina, Arquitetura e Cidade nos Tratados Renascentistas e Brasil Colonial
Módulo III – Museologia e História
Arte Cristã e Simbologia
Arte Sacra no Brasil: mobiliário
Expressões Artísticas Filosóficas e Culturais do Renascimento
História da Igreja em São Paulo
História de São Paulo
Museologia e Bens Patrimoniais II
Museus e seus conceitos
Museu e sua Missão no Século XXI Primeiro Milênio Cristão – Iconoclasmo
Ritos Litúrgicos: Oriental
Módulo IV – O Universo Paulista
Arte Sacra Paulista
Expressões Artísticas Filosóficas e Culturais do Barroco
História da Filosofia Cristã Greco/Romana
Metodologia da Pesquisa na Arte e Arquitetura Sacras
Música Sacra III
Ordens Religiosas e Arte Sacra
Patrimônio, Conservação e Zeladoria I
Segundo milênio cristão - Modernismo
Sistematização do conhecimento em torno da Arte e Arquitetura Sacras e Bens Culturais da Igreja – Cultura, Arte e Fé
Módulo V – Patrimônio, Conservação e Zeladoria
Arquitetura Sacra: Quinhentismo e Contra-Reforma
Expressões Artísticas Filosóficas e Culturais da Arte Contemporânea
Glossário pertinente à Arte e Arquitetura Sacras
História da Filosofia II
História do Brasil I e Barroco
Museu e sua Missão no Século XXI
Música Sacra IV
Patrimônio, Conservação e Zeladoria II
Módulo VI – Arte Sacra Contemporânea
Arte Sacra: O Decorativo e a Cultura Material
Conclusão e Síntese do Curso de Extensão – Trabalho de Conclusão
História da Filosofia III – Contemporânea
História da Igreja Geral
História do Brasil e Movimentos de Arte Contemporânea
História dos Museus de São Paulo
História dos Museus de São Paulo II
Museu e sua Missão no Século XXI
Patrimônio, Conservação e Zeladoria III
Ao final de cada módulo, os alunos recebem certificados assinados pelo Museu de Arte Sacra de São Paulo e pela Faculdade de São Bento. Todos os detalhes para inscrições podem ser solicitados junto a Secretaria de Cursos da instituição, pelo telefone (11) 5627.5393 ou email mfatima@museuartesacra.org.br. Taxa de inscrição, valor do curso, grades curriculares e outras informações estão disponíveis em www.museuartesacra.org.br/pesquisa.html
 
Museu de Arte Sacra de São Paulo
Avenida Tiradentes, 676. Metrô Tiradentes. São Paulo, SP.

sábado, 1 de junho de 2013

Conheça a escultura Nossa Senhora das Dores, de Aleijadinho

O projeto Um Pouco de Arte Para a Sua Vida apresenta a escultura barroca de Nossa Senhora das Dores no penúltimo dia da nossa Semana Aleijadinho. 


Conheça a escultura Nossa Senhora das Dores, de Aleijadinho
Crédito: Shutterstock.com
A obra Nossa Senhora das Dores ilustra o penúltimo dia da Semana Aleijadinho do projeto Um pouco de arte para a sua vida na Universia Brasil
 A escultura de Nossa Senhora das Dores abre a Semana Aleijadinho do projeto Um pouco de arte para a sua vida na Universia Brasil. Aleijadinho é o primeiro brasileiro homenageado no projeto e é famoso por suas limitações físicas, que o obrigavam a amarrar suas ferramentas nos punhos para trabalhar em suas esculturas.

A figura retratada é a Virgem Maria, que leva o nome de Nossa Senhora das Dores por conta das sete dores vividas pela mãe de Jesus Cristo nas passagens bíblicas. São elas:

• A profecia de Simeão sobre Jesus
• A fuga da família para o Egito
• O desaparecimento de Jesus durante três dias
• O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário
• Maria observando o sofrimento e morte do Senhor na Cruz
• Maria recebendo o corpo do filho tirado da Cruz
• Maria observando o corpo do filho ser sepultado

A escultura foi feita em madeira policromada e tem como dimensões 100 x 48 x 34 cm e está exposta no Museu da Arte Sacra em São Paulo.

Nossa Senhora das Dores, de Aleijadinho


Sobre Aleijadinho

 Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho) nasceu em 1730, na Vila Rica. Era filho de um arquiteto português com uma escrava, e começou a desenvolver uma doença degenerativa por volta dos 40 anos de idade e, aos poucos, foi perdendo os movimentos das mãos e dos pés. Por esse motivo, Aleijadinho costumava pedir a um ajudante que amarrasse as ferramentas no seu pulso para conseguir entalhar.
Suas esculturas eram caracterizadas pela religiosidade. Uma das obras mais famosas de Aleijadinho é o conjunto dos Doze Apóstolos, 12 esculturas dispostas pela cidade de Congonhas. Sua obra é considerada barroca, e até genial devido às grandes limitações do escultor. Porém, esse reconhecimento só veio por conta da Semana de Arte Moderna, pois o barroco de Aleijadinho caíra no esquecimento antes desse evento ocorrido em 1922.
A obra mais famosa de Aleijadinho, o conjunto de esculturas da Via Sacra, que representam o caminho de Jesus até a crucificação, é visitado por apreciadores de arte do mundo inteiro e de todas as idades.

Sobre o Barroco

 O Barroco é uma escola artística que se desenvolve no século XVI, após as Reformas Religiosas. A Igreja Católica tinha perdido muito do seu poder, mas ainda dominava a Europa nos pontos de vista políticos, econômicos e religiosos. É nesse contexto que surge o Barroco, mostrando o contraste entre o teocentrismo da Idade Média com o antropocentrismo do Renascimento. As obras barrocas são rebuscadas, detalhadas, sofisticadas e expressam a vida e as emoções do ser humano, sendo marcadas por antíteses (claro e escuro, vida e morte, tristeza e alegria). Na literatura, destacam-se os escritores brasileiros Gregório de Matos e o Padre Antônio Vieira. Porém, o maior representante do Barroco no Brasil foi o escultor Aleijadinho, conhecido por suas esculturas que caracterizam a arte sacra brasileira.

Tapetes de Corpus Christi tomam ruas do centro de Embu das Artes


Jornal na Net | Karen Santiago
pomba
Karen SantiagoPomba simbolizando a paz foi um dos principais tapetes admirados pelo público
O feriado de Corpus Christi foi marcado pela confecção de tapetes na cidade de Embu das Artes. Milhares de pessoas visitaram os quadros nesta quinta-feira, dia 30. O principal tapete exposto no chão da região central do município foi à bela bomba branca desenhada em frente ao Museu de Arte Sacra. Admirada e motivo de grandes fotos, ela simboliza a paz, tão esperada e desejada por todas as pessoas de bem. Veja mais fotos aqui.

“Esse tapete ficou lindo. Ele transmite muita paz, nostalgia e calma. Há tempos não me sentia assim”, afirmou a moradora do bairro Santa Lúzia, Daniela Veloso.

Além dos tapetes, a população aproveitou para curtir um pouco da Feira das Artes e fazer um programa em família. Crianças, adolescentes, adultos e pessoas de idade foram conferir e admirar os 300 metros de tapetes feitos nas ruas centrais da cidade. A chuva durante toda a madrugada atrapalhou a confecção dos tapetes. Alguns quadros não foram feitos, outros foram refeitos mais de uma vez.

Diversos moradores da cidade e também de outros municípios de São Paulo lamentaram a chuva, mas mesmo assim aproveitaram o passeio e tiraram várias fotos dos tapetes. Sophia Tesanda de apenas 11 anos olhava os tapetes encantada. Ela contou que essa foi a primeira vez que ela viu os tapetes de perto, “sempre eram vistos pela televisão. É uma arte diferente, bonita”, avaliou.

O casal Alex e Andressa e sua filinha Isabele de três anos vieram passear de Pirituba para Embu das Artes. Nesse passeio já aproveitaram para visitar os tapetes, também pela primeira vez. “É bem bonito os tapetes. Estamos gostando. O passeio em Embu das Artes sempre vale à pena”, comentaram.

Os fiéis e a população participaram da missa no Ginásio Hermínio Espósito às 17h e em frente ao Museu de Arte Sacra, no Largo dos Jesuítas às 19h receberam as bênçãos do padre Sebastião, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, abençoará as pessoas que participam do evento. A cidade também contou com outras confecções de tapetes em bairros como parque Pirajussara, Jardim São Luis, Pinheirinho, Dom José, Santa Emília, entre outros.

Corpus Christi reúne mil fiéis em procissão em Monte Negro, RO.

Missa aconteceu na Avenida Marechal Rondon, onde tapete foi montado.

Celebração foi realizada pelo arcebispo de Porto Velho Dom Esmeraldo.

Eliete Marques Do G1 RO
Arcebispo Dom Esmeraldo Barreto celebra missa em Monte Negro, RO (Foto: Eliete Marques/G1)Arcebispo Dom Esmeraldo Barreto celebra missa em Monte Negro, RO (Foto: Eliete Marques/G1)
Realizada no início da noite desta quinta-feira (30), a missa de Corpus Christi reuniu cerca de mil pessoas em Monte Negro (RO). O palco foi montado na Avenida Marechal Rondon, no centro do município, onde foi montado o tapete de sal com cerca de 500 metros. A procissão, logo em seguida, seguiu pelas ruas Castelo Branco, Jutino Luiz Ronconi e Francisco Prestes. A missa e a procissão foram presididas pelo arcebispo de Porto Velho, Dom Esmeraldo Barreto.
A professora Carmem Ronconi, de 33 anos, diz que a celebração de Corpus Christi é uma demonstração de fé do povo, que busca conhecer a palavra de Deus através dos evangelistas, e coloca em prática seus ensinamentos. 
Fiéis iniciam procissão de Corpus Christi em Monte Negro, RO (Foto: Eliete Marques/G1)Fiéis iniciam procissão de Corpus Christi em Monte Negro, RO (Foto: Eliete Marques/G1)












A dona de casa Jovelina Martins Felipe, de 56 anos, que ajudou a montar o tradicional tapete, reitera que a celebração deste dia é uma forma de renovação. “Sou catequista há 40 anos, e participo do Corpus Christi desde pequena. Este momento nos dá força para enfrentar a vida; é um momento de fé”, ressalta.

Procissão de Corpus Christi, em Monte Negro, RO (Foto: Eliete Marques/G1)O arcebispo Dom Esmeraldo enfatiza que o Corpus Christi é a celebração da presença de Jesus Cristo. “Nós celebramos essa presença viva de Jesus, que é o pão, seu corpo e vinho, seu sangue, para que nós, nessa comunhão, possamos seguir seus passos. O tapete é para indicar que Jesus é esse caminho que nos conduz para a eternidade”, explica.
Procissão de Corpus Christi, em Monte Negro, RO (Foto: Eliete Marques/G1)
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