terça-feira, 20 de maio de 2014

Curso: Os tratados de Artes e Ofícios e o Barroco: a circulação de ideias, tipologias e práticas artísticas entre o Brasil e a Europa.

O Blog estava em recesso devido ao Curso a participação no Curso " Os tratados de Artes e Ofícios e o Barroco: a circulação de ideias, tipologias e práticas artísticas entre o Brasil e a Europa", ministrado pelo Prof. Dr. Marcos Tognon, (UNICAMP), e com a coordenação do Ir. Anselmo Rodrigues, OSB.
Confira algumas fotos:

                                         Participantes de várias regiões do Brasil

                                                                        Aulas de Campo

                                                        Portal lateral da Catedral Basílica

Na Catedral




                                                               Sacristia Monumental 

                                                                Subsolo da Catedral 
   Capela do subsolo da catedral Basílica

                                                                  Queridos amigos

                                                        Claustro da Ordem 3° Franciscana


                                          Zeila Maria Machado Especialista em Azulejaria
                                         Explicação do restauro e danos causados pelo tempo.

                                                 Retratação de Lisboa antes do Terremoto 

                                                             Convento de São Francisco

                                                            A Fabulosa Igreja de Ouro
                                                                           A turma
                                            Visita ao Mosteiro de São Bento- sede do curso
                                                          Prof. Dr. Marcos Tognon

Fonte: Patrimônio Sacro BA
Fotos: Ir. Anselmo Rodrigues, OSB

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Museus Vaticanos voltam a abrir à noite


Cidade do Vaticano (RV) – Devido ao grande sucesso de público registrado nas últimas edições, renova-se, pelo sexto ano consecutivo, a abertura noturna dos Museus Vaticanos. Assim, de 2 de maio a 25 de julho e de 5 de setembro a 31 de outubro, os ‘Museus do Papa’ abrirão suas portas todas as sextas-feiras, das 19 às 23 horas (última entrada às 21h30min).

Consolida-se, desta forma, uma iniciativa voltada a todos aqueles que, fora do ‘horário normal’ de visitas, desejam admirar as maravilhas existentes nos Museus Vaticanos à luz do entardecer, em espaços menos lotados e longe das horas mais quentes do dia.
A abertura noturna será enriquecida ulteriormente pela segunda edição da resenha “Il Bello da Sentire”, dedicado à arte e à música, que oferecerá ao público uma série de iniciativas culturais, incluindo concertos, sem qualquer acréscimo ao custo habitual no ingresso. Todos estes espetáculos terão início às 20h30min, com duração aproximada de uma hora, permitindo que ao final os visitantes cumpram o trajeto até a Capela Sistina.

“Imaginem uma noite de verão sob o céu de Roma – comenta o Diretor dos Museus Vaticanos, Prof. Antonio Paolucci -, no Pátio “Ottagono”, diante do “Apolo de Belvedere” ou da “Venus Pudica”, escutando Mozart ou Vivaldi. Seria possível entender o que é o Paraíso nesta terra”.

Além disto, para os que desejam ter uma experiência única, também neste ano será proposta uma visita guiada temática, que levará os visitantes à descoberta da iconografia musical dentro dos Museus.
Para reservar um ingresso na abertura noturna dos Museus, conhecer o programa completo “Il Bello da Sentire” e as informações sobre visitas guiadas “musicais”, basta acessar o site oficial dos Museus, www.museivaticani.va. (JE)

Fonte: News VA

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Artista plástico do Shalom realizará exposição com 48 trabalhos, em São Luís


lumen 

A Galeria Trapiche (em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande, no centro de São Luís) sediará, a partir desta quinta-feira (8), a exposição de arte sacra ‘LUMEN: O alvorecer do Outro’, que contará com 48 trabalhos do artista plástico e consagrado da Comunidade de Aliança Shalom em São Luís, Adonias JúnNior. Entre os trabalhos, estão ícones escritos sobre madeira, tecido (panô), gravuras, escultura, além de desenhos e pintura em tela.

“Sabendo da força da arte sacra maranhense e humildemente contando com o auxílio do Espírito Santo, o verdadeiro e único iconógrafo, eu, consagrado da Comunidade Católica Shalom e portador do dom artístico dado por Deus, apresento nesta exposição minhas experiências oracionais na busca do Outro e desejoso de comunicá-Lo”, explica Adonias, que já teve suas criações conhecidas em diversas exposições individuais e coletivas no Estado.

De acordo com Adonias, uma das modalidades da arte sacra mais cara à Igreja e misticamente apaixonante é, sem dúvida, a iconografia, “chegada até nós inicialmente nos séculos III e IV, onde era centrada no Cristo de forma visível ou simbólica, prosseguindo pelo Concílio de Éfeso, onde desabrochou a iconografia Mariana e dos Santos, continuando seu curso histórico e itinerário espiritual e chegando aos nossos dias”.
A palavra ícone vem do grego eikón que significa imagem. São representações de Jesus Cristo, cenas de Sua vida, da Virgem e dos Santos venerados pela Igreja. Ele pode ser realizado de várias maneiras: escrito sobre madeira; como afresco sobre paredes; mosaicos; ilustrações de pergaminhos ou livros, ou ainda escrito em tecidos, chamados panô.

“Entretanto, qualquer que seja a técnica em que o ícone é realizado, não podemos nos referir a ele como sendo simplesmente uma obra de arte, pois seu objetivo ímpar é transportar-nos para uma experiência espiritual. Este, depois de abençoado é um sacramental, isto é, um sinal da graça, eficaz em virtude dos poderes e da oração da Igreja. É testemunha de respeito e veneração, não adoração, que é devida unicamente a Deus. Aquilo que o Evangelho comunica com palavras, o ícone anuncia com cores e no-lo torna presente”, enfatiza Adonias JúnNior.

Oração e expressão acontecem na construção do trabalho artístico do artista Adonias JúnNior, “gerando uma constelação de encontros com o Outro, os outros e eu mantendo possíveis relações do homem com o Antigo e sempre Novo, tão procurado fora e sempre dentro achado. Com esses frutos de técnicas balzaquianamente novas e aroma de eternidade, vos deixo ‘Lumen: O alvorecer do Outro’”.
Além dos trabalhos de Adonias JúnNior, a abertura da exposição contará com numero de balet, uma performance baseada em poesia de autoria do artista além de música ao vivo. A entrada é gratuita.

LUMEN: O ALVORECER DO OUTRO
Como as imagens falam? Como falamos das Imagens? O que é o (In) visível que ultrapassa as palavras, a forma, a imagem? Há uma origem para as cores e seu simbolismo, para o fogo que incinera as coisas consumíveis e cristaliza as eternas? O gênese para estas e a totalidade das questões do Homo Hipermodernus é o Outro, que alvoreceu, alvorece e alvorecerá sempre.

“Trazemos nestes fragmentos da Lumen algo que já nos habita, a Voz em movimento, a possibilidade de ir mais longe, o trazer para perto: fenda das transformações. Acreditando no poder transformador, que a arte é ponte e defendendo a necessidade de democratizar e qualificar o acesso à produção cultural, estimulando o pensamento crítico sobre as nossas práticas e escolhas cotidianas, convidamos a romper barreiras do olhar condicionado aos velhos e rápidos estímulos da hodiernidade seguidos das mesmas respostas”, conta o artista.

A poética da ‘Lumen: O alvorecer do Outro’ é faísca para a experiência acontecer. A procura de uma palavra, um movimento, o hoje, uma imagem. A procura do Outro em si mesmo, e de si, entrando nas janelas visíveis do Eterno, esboçar um deslocamento total movimentando corpo, alma e espírito do espectador hipermoderno que subjetivamente tenta isolar o Pleno usando a pequeníssima peneira do orgulho de criatura, que o aprisiona num frenético e estéril vazio-solitário. Rompendo com este câncer, acessibilizar um contato vivo, um suspiro que mude o ar hipermoderno.
Eis a busca desta empreitada artística. O desejo de estar junto, de romper, de não se aprisionar em si mesmo mas, mover-se ao encontro do Outro, tendo como fio condutor a arte, mantenedora de um alcance ímpar do íntimo humano.

SERVIÇO
Exposição Individual LUMEN: O alvorecer do Outro, do artista plástico Adonias JúnNior
Abertura: 08/05, às 19h
Atrações: número de balet; performance baseada em poesia de autoria de Adonias JúnNior; voz e violão
Período da exposição: 09/05 a 07/06/2014; segunda a sábado, das 9h às 18h30
Local: Galeria do Trapiche, em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande
 
ENTRADA FRANCA
Mais informações: (98) 8803-8098 / 8227-5560

Fonte: ComShalom

Diocese de Tenerife presenteia o Papa Francisco com uma estátua de São José de Anchieta


São José de Anchieta. Foto: Wallyg (CC-BY-NC-ND-2.0)
 
MADRI,  (fonte: ACI/EWTN Noticias).- Depois da canonização equivalente do santo nascido nas ilhas Canarias, a Diocese de La Laguna enviou ao Papa Francisco uma escultura em bronze de São José de Anchieta, que foi entregue à secretaria pessoal do Santo Padre na casa Santa Marta. A imagem em escultura é uma peça única realizada em bronze, realizada por Enrique Cejas Zaldívar em 1980.

Uma réplica destas estátuas foi entregue como presente a João Paulo II com motivo da beatificação de Anchieta, outra foi dada de presente à Catedral de São Paulo, e a terceira estava no Bispado de La Laguna. Esta última é a que serviu como molde para realizar a escultura dada de presente ao Papa Francisco.

A imagem tem uma altura de 52 centímetros, sobre uma base de quatro centímetros. Na parte baixa está gravado: “Presente da Diocese de San Cristóbal de La Laguna (Tenerife) ao Papa Francisco, 24 de abril de 2014”.

Ao redor da base também se pode ler “São José de Anchieta canonizado pelo Papa Francisco em 3 de abril de 2014”, junto com a assinatura do autor.

São José de Anchieta é o segundo santo nascido nas Ilhas Canarias (Espanha). Procedente de San Cristóbal de La Laguna, mudou-se para Coimbra, (Portugal) para estudar na universidade onde conheceu os Jesuítas e ingressou na ordem.

Foi destinado ao Brasil como missionário, sendo um dos principais fundadores da cidade de São Paulo e Rio de Janeiro, além de regular pela primeira vez a língua entupi que falavam as tribos do Brasil.

É considerado o primeiro dramaturgo, primeiro gramático e primeiro poeta nascido nas Ilhas Canarias e o padre da literatura brasileira.

Foi beatificado em 1980 pelo Papa João Paulo II na Basílica de São Pedro e por sua grande atividade e dedicação missionária e evangélica é chamado “Apóstolo do Brasil” e foi declarado por Bento XVI como um dos treze Intercessores da Jornada Mundial da Juventude 2013, celebrada  no Rio de Janeiro.

Em abril de 2014 foi declarado santo mediante uma “canonização equivalente” pelo Papa Francisco. A missa de Ação de Graças presidida pelo Papa se celebrou em 24 de abril na de Santo Inácio de Loyola em Roma.

O primeiro santo das Ilhas Canarias é São José Betancur, religioso terciário franciscano e missionário.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

MG – Falsificações de esculturas de Aleijadinho são frequentes e aparecem até em catálogos

No ano do bicentenário da morte do mestre, especialistas denunciam falsificações até em mostras oficiais. comitê liderado pelo Iphan estabelecerá com testes paternidade de obras.
Elias Layon e o catálogo com peças cuja autoria ele reivindica, mas que são atribuídas ao gênio do barroco.
Elias Layon e o catálogo com peças cuja autoria ele reivindica, mas que são atribuídas ao gênio do barroco.

Mariana – O ano de 2014 marca o bicentenário da morte de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), e acende o sinal vermelho para falsificações de obras do mestre do barroco nascido em Ouro Preto. Segundo denúncias, há imagens em exposição que não passam de cópias, venda de objetos sacros “envelhecidos” como se fossem dos séculos 18 e 19, autenticações de autoria  sem respaldo técnico e até presença, em livros, de peças da lavra de artistas contemporâneos creditadas ao arquiteto, entalhador e escultor mineiro. Autoridades federais e o Ministério Público de Minas estão vigilantes e alertam para o que, além de um escândalo cultural, pode ser enquadrado como estelionato. Uma comissão nacional deve ser formada para examinar a autentuicidade de  peças atribuídas ao gênio. Em Mariana, na Região Central do estado, a situação deixa indignado o artista plástico Elias Layon, com 50 anos de experiência e dono de ateliê no Centro Histórico. “É um absurdo, uma desmoralização ao patrono das artes no Brasil.”

O motivo da irritação do artista, conhecido como “pintor das brumas”, está em duas páginas de O Aleijadinho – Catálogo geral da obra/Inventário das coleções públicas e particulares, de autoria de Márcio Jardim, Herbert Sardinha Pinto e Marcelo Coimbra, com quase 500 peças fotografadas e descrições detalhadas. Layon se declara autor de São Joaquim, de 23 centímetros de altura e esculpido em madeira – o original de Antonio Francisco Lisboa se encontra no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Mariana – e de Nossa Senhora da Expectação, de 22cm, também em madeira. A relíquia verdadeira é fruto da oficina de Aleijadinho, e não propriamente do mestre. Curiosamente, as duas peças originais, em que o escultor diz ter se inspirado, também estão publicadas no catálogo.

“Aleijadinho não merece tal afronta, nem eu mereço semelhante glória. Esculpi as duas imagens na década de 1980 e as vendi, explicando que eram cópias. Para minha surpresa, vi no livro que rasparam meu nome, mudaram a policromia e ainda amputaram o braço direito de São Joaquim”, conta o artista, que aponta, na foto do livro, um pino na madeira característico de seu trabalho.

O episódio motivou uma “carta-desabafo” encaminhada por ele à ministra da Cultura, Marta Suplicy, pedindo providências sobre as falsificações, e outra a Márcio Jardim. Na sequência, Layon diz ter sido contatado pelo ministério e recebido correspondência de Jardim. Na semana passada, houve suspeita de que as duas peças integrassem mostra no espaço cultural da Caixa Econômica Federal em Brasília, mas técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estiveram no local e nada constataram.

Ao olhar cuidadosamente o catálogo, Layon, que faz um trabalho no estilo neobarroco e pesquisa a obra de Aleijadinho há décadas, diz ter verificado que há mais de 200 peças que nunca passaram pelas mãos do gênio do barroco ou pela oficina dele em Ouro Preto. E acrescenta que vai enviar correspondência a outros autores de livros igualmente dedicados a Antonio Francisco Lisboa, informando sobre equívocos nas atribuições – termo que define estudos indicando a autoria da peça, com base nas características, estilo etc., adotados quando não há provas documentais da origem da obra.

Diante do problema, que pode se agravar agora que o nome de Aleijadinho está mais do que nunca em evidência, Layon defende a criação de uma comissão nacional de especialistas para atestar a autenticidade das peças. A providência já foi anunciada pelo Iphan e deve ser adotada ainda este ano.

Controvérsia – Na carta em resposta aos questionamentos de Layon, Márcio Jardim escreveu: “Respeito sua opinião, mas não concordo com ela, como é natural. A sua dúvida, especialmente quanto à autoria do Aleijadinho, é a mesma que venho encontrando há mais de 30 anos, desde que comecei a procurar as coleções particulares, coisa que ninguém fez antes de mim, isso em 1981. (…) Até hoje, nenhum outro pesquisador teve também a coragem e disposição para viajar e vê-las pessoalmente. Não estranho suas dúvidas; várias pessoas têm me apresentado as mesmas opiniões, algumas com incrível violência, acredite”, diz um trecho do texto. “Desde já, apoio incondicionalmente sua ideia de se criar uma comissão nacional , organizada pelo Iphan, com a participação do Iepha-MG e outras instituições, para se fazer a relação oficial, o que, aliás, já foi feito pelo Iphan em 1951”. O Estado de Minas tentou por diversas vezes contato com Márcio Jardim, por telefone, sem sucesso.

Instituto de Museus pede providências contra ‘desova de obras falsas’ de Aleijadinho
Representante do Instituto Brasileiro de Museus questiona equívocos em exposição de peças atribuídas ao gênio mineiro e defende providências para estancar a ‘desova de obras falsas’.
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O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo de Araújo Santos, enviou no dia 22 e-mail ao coordenador das Promotorias do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, destacando que “a apresentação pública de obras falsas do patrono da arte do Brasil é um atentado ao patrimônio histórico e artístico de Minas Gerais, do país e da humanidade”. Ele visitou a exposição Berço do barroco brasileiro e seu apogeu com o Aleijadinho, na Caixa Cultural, com 140 peças, 47 das quais atribuídas a Aleijadinho, e verificou que há enganos nas atribuições. “Não podemos admitir que atribuições superficialmente embasadas consagrem equívocos. A obra de Antonio Francisco Lisboa constitui o acervo artístico mais importante do Brasil, por ser ele o patrono das artes e patrimônio cultural da humanidade, pelo conjunto do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e de Ouro Preto, primeira cidade brasileira reconhecida, em 1980, como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) devido ao legado de Aleijadinho.”

Angelo Oswaldo também defende a criação de um comitê para avaliar a obra e diz que já conversou a respeito do assunto com a presidente do Iphan, Jurema Machado. “Não se trata de uma questão de controle ou censura, mas precisamos de um catálogo exaustivo sobre a obra de Aleijadinho, de forma a orientar – para que fiquem atentos – os que trabalham na preservação e conservação de bens culturais, estudiosos da história da arte, museólogos e outros profissionais. É inadmissível continuar essa desova de obras falsas sem que haja reação”, afirmou.

A presidente do Iphan, Jurema Machado, informa que no segundo semestre será formada comissão para fazer um trabalho científico e consolidar todas as informações sobre a obra de Aleijadinho. “Já está passando da hora”, disse Jurema, que deverá contar com a participação de profissionais não só da instituição que dirige, mas também do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor), da Escola de Belas-Artes (EBA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), profissionais de outros órgãos e especialistas independentes. “Já venho conversando com o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, sobre isso e vamos buscar um equilíbrio nessa situação”, disse a presidente do Iphan.

Perícia – São muitas as denúncias sobre a falsificação de bens culturais que chegam ao Ministério Público de Minas Gerais . Titular da Coordenadoria das Promotorias de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), o promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda cita como exemplo a escultura Soldado romano, inicialmente atribuída a Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A peça de madeira, com 2,05 metros de altura, estava em Embu das Artes (SP) e chegou a Belo Horizonte em dezembro de 2005 para perícia no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). “Depois de feito exame de raios X, os restauradores verificaram que se tratava de escultura feita com vários tipos de madeira, inclusive com parafusos no interior. Nada de colonial, muito menos de Aleijadinho.”

Na época, o caso foi divulgado pelo Estado de Minas. A entrega foi intermediada pelo MP, via CPPC e o antiquário paulista Marcelo Aguila Arco, que estava com a peça, assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) na presença dos promotores de Justiça Fernando Galvão da Rocha e Souza Miranda. Foi instaurado procedimento administrativo para apurar a origem e a autenticidade do Soldado romano e, na sequência, Aguila cooperou nas investigações, entregando o objeto para perícia.

Outros casos registrados recentemente incluem a análise técnica de uma arca que estava à venda em um antiquário de São João del-Rei, na Região do Campo das Vertentes. “O objeto era comercializado como pertencente à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de uma antiga vila do ouro de Minas, constando até a data. Depois, verificou-se que a data era anterior à própria criação da irmandade e o comerciante confessou que era uma imitação”, diz o coordenador do CPPC. Ele destaca ainda a apreensão de uma peça de cantaria, que era cópia de uma portada e havia sido envelhecida para parecer antiga, sendo exposta à venda.

Para Marcos Paulo, a situação é preocupante e tende a se agravar em razão das comemorações do bicentenário de Aleijadinho. Segundo ele, é fundamental a presença maior do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para autenticar ou não uma peça, o que está bem explícito no artigo 28 do Decreto-lei 25, de 1937. “O comerciante que põe à venda uma peça fraudada  comete estelionato. E exibir peças falsificadas ou adulteradas não passa de embuste. Se houver cobrança de ingresso, pior ainda, pois as pessoas vão pagar para ver o que é falso. Isso afronta a proteção do patrimônio cultural e até mesmo os direitos do consumidor”, afirma o promotor de Justiça.

Vida e obra de um gênio
Antonio Francisco Lisboa nasceu em 29 de agosto de 1738, no Bom Sucesso, Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto. Era filho natural do mestre-arquiteto português Manuel Francisco Lisboa e da sua escrava Isabel. Quando menino, frequentou o internato do Seminário dos Franciscanos Donatos do Hospício da Terra Santa, em Ouro Preto, onde aprendeu gramática, latim, matemática e religião. Em 1763, fez a primeira intervenção com características arquitetônicas: o frontispício e torres sineiras da Matriz de São João Batista, em Barão de Cocais. A imagem de São João Batista para o nicho da fachada e a cartela do fecho do arco-cruzeiro são também da sua autoria. Três anos depois, executou o projeto da Igreja de São Francisco de Assis, as imagens do frontispício e a fonte-lavabo da sacristia.

Em 1790, o arquiteto, escultor, entalhador, mestre e louvado (perito) recebeu o apelido de Aleijadinho, com o qual passou à história. A sua obra é elogiada no levantamento de fatos notáveis, ordenado pela Coroa em 1782 e elaborado pelo segundo vereador da Câmara da Cidade de Mariana, capitão Joaquim José da Silva. De 1790 a 1794, ele se ocupou do retábulo do altar-mor da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, com uma grande equipe de oficiais de talha (Henrique Gomes de Brito, Luiz Ferreira da Silva e Faustino da Silva Correia). A obra é o coroamento da atividade de escultor e entalhador.

De 1796 a 1799, ele trabalhou nas capelas que recriam a via-crúcis, em Congonhas, e produziu o conjunto de 64 esculturas em tamanho natural. Os Passos da Paixão de Cristo têm, nas paredes, as pinturas bíblicas de Manoel da Costa Ataíde (1762-1830). Aleijadinho morreu em 18 de novembro de 1814, aos 76 anos, segundo certidão de óbito arquivada na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição.

Cidade de Itu é palco de recente controvérsia sobre obras de Aleijadinho
Município paulista ,que tem proposta de criar museu da obra do artista mineiro, vive polêmica sobre peça que seria o seu segundo santo negro.
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Chegam de uma cidade do interior paulista as mais recentes polêmicas envolvendo o nome de Antonio Francisco Lisboa. “O absurdo mais recente é a proposta de criação de um museu dedicado a Aleijadinho em Itu (SP), por onde, pelo que se sabe, ele nunca passou”, ataca o artista plástico Elias Layon, de Mariana, com 50 anos de experiência no ramo e que pesquisa há décadas a obra do mestre do barroco mineiro. A proposta é criticada também pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo de Araújo Santos, que a considera “um exagero”.

Além da ideia controvertida, Itu foi a origem de outra polêmica recente envolvendo o nome de Aleijadinho. Há duas semanas foi localizado em antiquário uma imagem de São Benedito das Flores, santo negro esculpido em madeira, com 26,5 centímetros de altura e possivelmente feito entre 1761 e 1780. Em entrevista à imprensa de São Paulo, o pesquisador Marcelo Coimbra, a quem foi confiado o achado, informou que a peça sacra tem características de outras obras do gênio. Se confirmada a atribuição, será a segunda imagem de personagem negro associada ao escultor – a outra é uma representação do rei mago Gaspar, produzida entre 1775 e 1790, em exposição no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. Coimbra é curador da exposição na Caixa Cultural, em Brasília, e autor da ideia do museu no estado de São Paulo.

Pesquisador do tema, o escultor Luciomar Sebastião de Jesus, de Congonhas, na Região Central, viu a foto de São Benedito das Flores em um site de notícias e não notou similaridades. “A peça não se parece com outras de Antonio Francisco Lisboa”, disse Luciomar, acreditando que, com a lembrança do bicentenário de morte do artista, “muitas peças vão aparecer como sendo de autoria dele”. “É impossível afirmar sem documentação”, alerta. O restaurador e professor Antônio Fernando Batista dos Santos também viu a notícia na internet e afirmou que a imagem não traz referências suficientes que possam ser atribuídas a Aleijadinho. E especificou o panejamento (vestes), que não traz as marcas, como “dobras marcantes e elaboradas”.

Marcelo Coimbra informou que não há registro formalizado de atribuição da autoria do santo, havendo, no entanto, um estudo cuidadoso dos estilemas “levando-nos à possibilidade de sua autoria ser atribuída ao mestre Aleijadinho”.

Assinatura do Gênio – Para facilitar a vida de quem verá este ano as exposições e outros eventos dedicados a Aleijadinho, estudiosos do barroco mineiro apontam os principais traços comuns, os chamados estilemas presentes nas suas peças. Para os leigos é mais difícil identificar as descaracterizações, mas conhecedores percebem logo as adulterações, inclusive se a finalidade foi mal-intencionanda. De todo jeito, vale a orientação preciosa da professora de história da arte da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Adalgisa Arantes Campos, especialista em barroco: “A obra de Aleijadinho é expressionista, deforma conscientemente para causar emoção”. Uma bela referência é a imagem de São Simão Stock, da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Três perguntas para Marcelo Coimbra, consultor de exposição sobre aleijadinho e um dos autores do catálogo com obras do mestre:

1 - Um artista plástico de Mariana informa que há duas imagens (São Joaquim e Nossa Senhora da Expectação) no Catálogo Geral da Obra, de sua autoria, Márcio Jardim e Herbert Sardinha Pinto. Ele diz que as duas foram esculpidas por ele em 1980 e não por Aleijadinho. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Não há identificação, quer seja do autor da informação, quer seja das obras, com detalhes merecedores de uma análise mais minuciosa. Considero na realidade essa afirmação meramente gratuita.

2 - É verdade que o senhor quer instalar um Museu do Aleijadinho em Itu (SP)? De onde são essas peças? E por que em Itu?
São questões que, no momento, não estão em cogitação, porque estamos focados na exposição itinerante Berço do barroco brasileiro e seu apogeu com o Aleijadinho com patrocínio da Caixa e do governo federal.

3 - Na exposição em cartaz em Brasília, todas as obras são genuinamente de Aleijadinho? Quem fez as atribuições e com base em quais critérios?
Genuinamente, só se poderia afirmar sem nenhuma margem de erro se o próprio autor confirmasse sua autoria com minúcias. Quanto às atribuições e critérios, os mesmos já estão detalhadamente registrados no catálogo oficial da exposição que está sendo realizada na Caixa Cultural, em Brasília
(www.exposicaoaleijadinho. com.br).  

Por Gustavo Werneck
Fonte: em.com.br

terça-feira, 6 de maio de 2014

Curso: A maravilhosa fábrica de virtudes


Do Livro que já divulgamos aqui.

Estão abertas as inscrições para o curso “A maravilhosa fábrica de virtudes – a arte de construir cidades e edifícios no século XVIII em Minas Gerais”, ministrado pelo professor Dr. Rodrigo Bastos (Departamento de Arquitetura da UFSC). As aulas serão de 19 a 21 de maio, das 18 às 21 horas, no auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB).

O curso propõe discutir a história da arquitetura e das povoações coloniais em Minas Gerais à luz dos conceitos contemporâneos aos seus processos de formação. São conceitos como o decoro, a conveniência, a decência, a formosura, o asseio, a perfeição, a agudeza, o engenho, a maravilha etc. esquecidos, obliterados ou transformados em seus sentidos nos últimos 200 anos. Em três encontros, serão apresentados documentos primários inéditos e a análise de obras e tratados artísticos que foram imprescindíveis ao desenvolvimento das pesquisas.

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Sobre o professor:

Arquiteto urbanista, engenheiro civil, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela USP, com doutorado sanduiche no Departamento de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa. Foi professor da Escola de Arquitetura da UFMG; e a partir de agosto de 2011, é professor adjunto do Departamento de Arquitetura da UFSC.

Em 2007, recebeu o prêmio pelo melhor ensaio crítico de Arquitetura e Urbanismo, 8º Prêmio Jovens Arquitetos, com o texto Regularidade e Ordem das Povoações Mineiras no século XVIII. Em 2010, o Prêmio Marta Rossetti Batista, de História da Arte e da Arquitetura, pela tese “A maravilhosa fábrica de virtudes: o decoro na arquitetura religiosa de Vila Rica, Minas Gerais (1711-1822).”

:: Inscrição:
As inscrições são gratuitas mediante envio de ficha de inscrição para memoria@rb.gov.br

Fonte: Fundação Casa Rui Barbosa

segunda-feira, 5 de maio de 2014

USP cria acervo digital em 3D das obras de Aleijadinho

Trabalho coordenado pela USP produz site com imagens tridimensionais e em alta resolução de obras do mestre barroco

Por Roberta Machado



Os profetas, expostos no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, são algumas das obras que podem ser vistas em detalhes no site

Brasília – O bicentenário da morte de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, inspirou uma equipe de brasileiros a criar um acervo digital do mestre barroco. O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC/USP), em São Carlos, digitalizou algumas das mais importantes obras do escultor e reuniu o trabalho em um site que funciona como uma verdadeira galeria virtual. Na página, qualquer um pode ter acesso gratuito a uma reprodução 3D dos adornos feitos pelo artista e interagir com elas de uma forma que seria impossível em um museu de verdade.

A equipe selecionou obras que estão à disposição da população ao ar livre. Como essas peças estão sujeitas à ação do tempo de forma mais acelerada que as esculturas de coleções particulares, o registro detalhado ajuda a preservar a aparência original dos trabalhos. Os pesquisadores foram a duas cidades mineiras e colheram as imagens no Adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e em três igrejas de Outro Preto: a da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, a da Nossa Senhora do Carmo, e a de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia.

A missão artístico-tecnológica teve início em junho do ano passado. Armados de um escâner tridimensional de alta precisão, os especialistas foram capazes de digitalizar estátuas e adornos dos templos sem removê-los do lugar nem isolar a área de trabalho. O serviço foi feito assim mesmo, em meio aos turistas, que também estavam interessados em fotografar as obras e procuravam vê-las de perto. “A luminosidade era um problema porque o céu nublado, com sol ou escurecendo, resultava em muitas variações no escaneamento. Tivemos de repetir muita das fotos”, lembra o coordenador do projeto e professor do ICMC, José Fernando Rodrigues Júnior.

O equipamento de última geração foi colocado em frente às obras, de onde emitia um laser que varria toda a área em volta (veja infografia acima). Cada saliência e cada curva das peças barrocas foram traduzidas em uma nuvem de pontos que servia como um enorme mapa volumétrico. “Para adquirir toda a informação, é necessário instalar a máquina em posições diferentes”, explica Rômulo Assis, especialista cedido gratuitamente para esse projeto pela Leica Geosystems, a mesma empresa que também emprestou o escâner de alta resolução. “Para uma estátua, umas três posições são o suficiente”, estima Assis.



O trabalho resultou em um grande volume de dados brutos. Cada uma das obras escaneadas chegou a gerar mais de 2Gb de informações, que, apesar de detalhadas, pouco lembravam os modelos originais. A maior parte do serviço veio depois, quando esses dados foram tratados, remodelando os objetos de acordo com os guias fornecidos pelo escâner. Com a ajuda de um computador, a equipe fez um detalhado jogo de ligue os pontos chamado triangulação, criando as minúsculas superfícies que mais tarde deram forma às peças virtuais.

Durante essa etapa, Rodrigues Júnior e seus colegas também se encarregaram de fechar verdadeiros buracos deixados pela digitalização. A iluminação ruim e a posição estática das peças esconderam alguns pontos. “O mais difícil foram os profetas”, conta o professor, referindo-se aos 12 profetas de Aleijadinho, que ficam no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. “Pode não parecer, mas algumas estátuas são muito altas, então tivemos de escaneá-las 12 vezes, de diferentes ângulos, para completar a informação. E, ainda assim, algumas partes ficaram faltando.”

Fidelidade Depois dessa etapa, o resultado era uma série de representações muito parecidas às obras originais, mas ainda de aspecto artificial. Quando dá volume aos objetos, o software de computador cria texturas de metal ou de plástico – que nada têm a ver com o trabalho artístico de Aleijadinho. Para deixar os adornos com aparência mais realista, os pesquisadores do ICMC contaram com o apoio de uma empresa especializada em coloração de imagens em três dimensões. Os peritos usaram fotografias das obras como referência e aplicaram os tons de pedra e de madeira na superfície virtual.

Por fim, a equipe precisou reduzir o tamanho dos arquivos sem sacrificar a resolução da imagem para tornar o resultado acessível a qualquer internauta. Essa fase, chamada decimação, foi feita com um software livre. Os arquivos foram processados com um plugin especial que permite a interação 3D com os objetos virtuais.

Os modelos tridimensionais foram colocados no ar há duas semanas, com vídeos que ajudam a ver a rotação das peças. Os usuários também podem clicar nos objetos e girá-los para vê-los de outros ângulos, nem sempre visíveis até mesmo para quem interage com as obras reais. Embora não seja perfeita, a qualidade da reprodução é suficiente para agradar aos interessados pelo trabalho de Aleijadinho, e até mesmo especialistas. “Obviamente, trata-se de montagem fotográfica. Nem o mais moderno sistema será a mesma coisa que ver a obra in loco”, diz Marcelo Coimbra, curador da exposição Berço do barroco brasileiro e seu apogeu com o Aleijadinho, atualmente em cartaz em Brasília. “Mas acho que acrescenta mais do que se perde. Em relação a passear em 3D, achei formidáve”, elogia Coimbra.

Para a equipe do ICMC e para o curador, o projeto tem grande potencial educativo. O ambiente virtual pode gerar mais interesse nos jovens pela arte barroca do que uma simples ilustração em um livro didático. “É importante dar essa oportunidade como um primeiro acesso. Principalmente ao estudante, que será estimulado a conhecer melhor a obra”, ressalta. A qualidade da reprodução tridimensional seria suficiente também para outros projetos, como a produção de cópias dos adornos feitas em uma impressora 3D.

A iniciativa é apoiada pela Comissão de Cultura e Extensão do ICMC, pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP e pelo Museu de Ciências da universidade, que já manifestou o desejo de desenvolver uma exposição virtual a partir desse trabalho. O ICMC também deve continuar a realizar o trabalho de digitalização do patrimônio histórico brasileiro, embora ainda não tenha revelado que outras obras ganharão modelos virtuais.


SAIBA MAIS
Um artista misterioso

Antonio Francisco Lisboa (1738-1814), mais conhecido como Aleijadinho, tem uma biografia marcada por lacunas e dúvidas. Muito não se sabe sobre esse artista e arquiteto brasileiro, mas a versão mais conhecida de sua história dá conta de que ele era um mestiço, filho do arquiteto e mestre de obras português Manuel Francisco Lisboa e de uma de suas escravas. Estima-se que ele tenha sido acometido, por volta dos 40 anos, por uma doença degenerativa (hanseníase, porfiria e poliomelite são algumas das possíveis condições), o que teria rendido a ele o famoso apelido. Qualquer que fosse a condição de saúde do mestre escultor, é sabido que a limitação o obrigava a trabalhar com ferramentas amarradas às mãos. Seu estilo inovador tornou-se um expoente da arte colonial no Brasil e até hoje é admirado pelo conjunto de belas obras sacras em madeira e pedra-sabão.

Acesse e visite

» As obras digitalizadas de Aleijadinho podem ser vistas no site www.aleijadinho3d.icmc.usp.br.

» Para quem for à capital federal, uma dica é visitar a exposição Berço do barroco brasileiro e seu apogeu com o Aleijadinho, em cartaz na Caixa Cultural Brasília até dia 11. Visitações de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Fonte: EM
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