domingo, 10 de junho de 2012

Eternidade, palavra terrível

Um dos conceitos fundamentais da fé católica, sem o qual toda a doutrina capenga e toda a vida de fé esmorece, é o de eternidade, a vida além do tempo. Palavra terrível, como canta Bach neste belíssimo coro, O Ewigkeit du Donnerwort. Infelizmente, não vem recebendo o destaque devido, nem na pregação, nem na teologia, nem na vida espiritual dos católicos.



 
 O Ewigkeit, du Donnerwort (O eternidade, tu, palavra do trovão), BWV 20, é um sagrado cantata composta por Johann Sebastian Bach . É o primeiro cantata coral do seu ciclo de cantata segundo, com base no coral por Johann Rist. Foi composta em Leipzig em 1724 para o primeiro domingo após domingo da Santíssima Trindade , que ocorreu esse ano em 11 de Junho, data da primeira apresentação da obra.
As leituras prescritas para o dia são 1 João 4:16-21 e Lucas 16:19-31. Os textos dos movimentos 1, 7 e 11 da cantata foram escritos por Johann Rist , enquanto a autoria dos movimentos restantes é desconhecida.


Segue abaixo a tradução de um folheto francês do século XIX, que convida os fiéis à meditação sobre a Eternidade segundo a doutrina:




PENSA NISTO

Homem mortal, teu corpo logo se transformará em pó, mas tens uma alma imortal e nem pensas nisso!

Estuda, medita, aprofunda esta grande palavra:

Eternidade!

Ó homem, que dirás um dia? Que será para ti esta inevitável

Eternidade?

Ah! Como é longa! Como é profunda! Como é imensa e infinita em seus bens e seus males, esta rainha de todos os séculos, esta interminável e sempre viva

Eternidade!

Para o verdadeiro cristão, ela é infinita nos seus bens.
Para o pecador, é infinita nos seus males, essa interminável 

Eternidade!

Conta tantos milhões de anos quantos são
os grãos de areia nas praias,
as folhas das árvores nas florestas,
as folhas de relva nos prados,
as gotas d'água no oceano,
as estrelas no firmamento,
Continua contando - conta mais:
Teus números nada são quando comparados à incomensurável Eternidade!

Eternidade! Eternidade!

Um dia virá em que o sol se terá extinguido, o mundo terá sido consumido, a raça humana terá acabado, os vivos e os mortos terão sido julgados; os séculos e os séculos se terão amontoado, e depois terá havido abismos de tempo desde este dia da vida, que tão rápido passa; ela só aparecerá, então, numa imensa distância, como essas estrelas quase imperceptíveis que o olho só descobre depois de muito fixar-se, como um sonho que passou...E será ainda e será sempre 

a Eternidade por mais uma Eternidade!

Pois ela durará para sempre, não acabará NUNCA! Ó SEMPRE! Ó JAMAIS! Ó ETERNIDADE!

Se for para a ETERNIDADE nos Céus, incompreensível felicidade!

Sempre a verdade e a virtude, a vida e as delícias, os bem-aventurados e os anjos.

Sempre Deus

Para contemplar, para amar, para possuir, para abençoar, SEMPRE.

E NUNCA mais lágrimas, morte, luto, gritos nem dor! NUNCA! (Apocalipse, 24-4).

Mas se for para mim a ETERNIDADE nos infernos, pavorosa desgraça!

Sempre o remorso que me rói,
Sempre o fogo que me queima,
Sempre  as lágrimas que rolam,
Sempre os dentes que rangem,
Sempre os demônios que atormentam,
Sempre a maldição de Deus!

Um raio de luz que alegra, nunca!
Um momento de repouso, nunca!
Uma gota d'água que refresque, nunca!
Um lampejo de esperança, nunca! nunca! nunca!

Ó Sempre! Ó Jamais!
Ó Eternidade!

Mortal, que tens uma alma imortal, há uma ETERNIDADE: pensas nisso?... Não. E essa ETERNIDADE
é para ti.

Se não crês nela, que importa! Se ela não existe, que arriscas na boa vida?... Mas se existir, que consequências terá teu louco erro! Ora, ela existe e estás à beira dessa ETERNIDADE; e em alguns dias não haverá mais nada
De todos esses PRAZERES que te divertem;
De todos esses NEGÓCIOS que te ocupam,
De toda essa VIDA que te engana,
Só haverá
A Eternidade!

A ETERNIDADE e as tuas OBRAS e seus FRUTOS:
Então o PRAZER do PECADOR terá passado,
Mas a PENA permanecerá.
E a PENA do JUSTO terá passado,
mas o PRAZER lhe ficará:
Portanto, ou os PRAZERES do TEMPO
com as PENAS da ETERNIDADE,
Ou as PENAS do TEMPO
com os PRAZERES da ETERNIDADE.

Escolhe...
Ó Eternidade! Ó Eternidade!
 

O sacerdote e a arte sacra

 Mons. Timothy Verdon*
 
A arte sacra é útil ao sacerdote tanto em sua vida como homem e cristão quanto em seu ministério presbiteral. O Santo Padre Bento XVI, na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis, de 2007, fez menção a ambos os contextos, indicando a beleza artística como uma das “modalidades com que a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança” (nº 35) e sublinhando a “ligação intrínseca entre a beleza e a liturgia”. Tendo em vista essa ligação, diz o Papa, “é indispensável que, na formação dos seminaristas e dos sacerdotes, se inclua, entre as disciplinas importantes, a História da Arte com especial referência aos edifícios de culto à luz das normas litúrgicas” (nº 41).

Essas palavras fazem parte da milenar tradição católica, que sempre promoveu, explicou e, quando preciso, defendeu o papel desempenhado pela arte no crescimento espiritual dos fiéis e na missão pastoral da Igreja. Já no final da era patrística, São Gregório Magno resumia a experiência dos primeiros séculos cristãos em termos que a tradição sintetizou com a frase “Biblia pauperum”, “Bíblia dos pobres”; escrevendo a um bispo iconoclasta, São Gregório salientou a finalidade propriamente espiritual das imagens sagradas. “Uma coisa é adorar uma pintura, outra é aprender, com uma cena representada numa pintura, o que é adorar”, dizia, acrescentando que “a fraternidade dos presbíteros tem a obrigação de admoestar os fiéis de modo a que estes experimentem ardente compunção ante o drama da cena representada e, assim, prostrem-se humildemente em adoração diante da única onipotente Santíssima Trindade” (Epístola Sereno episcopo massiliensi, 2, 10).

Com o mesmo espírito, em nosso tempo, o papa Paulo VI sugeriu a estreita afinidade entre o trabalho do sacerdote e o do artista: “Louvamos enormemente o artista”, dizia, numa audiência de 7 de maio de 1964, “porque ele exerce um ministério parassacerdotal ao lado do nosso. Nosso ministério é o dos mistérios de Deus; o seu é o da colaboração humana, que torna esses mistérios presentes e acessíveis”. E no documento absolutamente mais importante nesse campo, a Carta aos artistas de João Paulo II, de 1999, o mesmo tema é frisado quando o Papa afirma que, “para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte. De fato, deve tornar perceptível e até o mais fascinante possível o mundo do espírito, do invisível, de Deus” (nº 12).

Esses textos do Magistério constituem as bases da avaliação do então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger, na introdução ao Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, para o qual ele mesmo havia escolhido um conjunto de imagens de diversas épocas e culturas. O futuro papa observava que “os artistas de todos os tempos ofereceram à contemplação e à admiração dos fiéis os fatos salientes do mistério da salvação, apresentando-os no esplendor da cor e na perfeição da beleza”, e conclui definindo o papel da arte no passado, do ponto de vista pastoral, como “um indício de como hoje, mais que nunca, na civilização da imagem, a imagem sagrada pode exprimir muito mais que a própria palavra, uma vez que é muito eficaz o seu dinamismo de comunicação e de transmissão da mensagem evangélica”.

O sacerdote, cuja espiritualidade pessoal e profissional está ligada aos sinais sacramentais que ele administra, percebe facilmente a relação entre a arte visual e a fé cristã. Sabe que, em Jesus Cristo, o Verbo de Deus fez-se visível, tornando-se ele mesmo “imagem do Deus invisível” (Cl 1,15), e entende, portanto, que o papel das imagens humanas na vida dos cristãos é de certa forma análogo ao do Verbo encarnado na história. “Houve um tempo em que não era permitido fazer imagem alguma de um Deus incorpóreo e sem contornos físicos”, lembrava São João Damasceno, referindo-se à proibição veterotestamentária a qualquer representação da Divindade. “Mas Deus, agora”, continuava, “fez-se ver na carne e se misturou à vida dos homens, de modo tal que é lícito fazer uma imagem do que foi visto de Deus” (Discurso sobre as imagens 1, 16). Citando essa obra do século VII, João Paulo II escreveu em 1987: “A arte da Igreja deve ter a preocupação de falar a linguagem da Encarnação e exprimir, com os elementos da matéria, Aquele que se dignou habitar na matéria e realizar a nossa salvação através da matéria” (Duodecimum saeculum, nº 11).

Embora ainda usemos o termo “Bíblia dos pobres”, a questão não ser reduz às imagens didáticas que, em circunstâncias particulares, substituem o texto escrito. Mais do que isso, na concepção católica, a imagem pode tocar a íntima realidade moral e espiritual da pessoa. “A nossa tradição mais autêntica, que compartilhamos plenamente com os nossos irmãos ortodoxos”, dizia ainda João Paulo II, “ensina-nos que a linguagem da beleza, posta a serviço da fé, é capaz de atingir o coração dos homens e de os levar a conhecer, a partir de dentro, Aquele que ousamos representar nas imagens, Jesus Cristo” (ibid., nº 12). Num documento paralelo, também de 1987, o Patriarca Dimitrius I, de Constantinopla, afirmava que, na tradição ortodoxa, “a imagem [...] se torna a forma mais poderosa assumida pelos dogmas e pela pregação” (Encyclique sur la signification théologique de l’icone, 14.9.1987).

Seja na tradição da Igreja do Oriente, seja na do Ocidente, o uso de imagens sacras no contexto da liturgia serviu, ao longo dos séculos, para manifestar a relação especial que, graças à Encarnação de Cristo, subsiste entre “sinal” e “realidade” dentro da economia sacramental. Em verdade, essa relação transparece em todas as obras que o homem associa ao culto divino, desde os vasos e tecidos sacros até as mais monumentais construções arquitetônicas, pois o uso das coisas na liturgia da Igreja revela e atualiza sempre a vocação do mundo infra-humano, chamado, com o homem e por meio do homem, a dar glória a Deus. Mais ainda que das coisas, porém, a arte fala dos homens e das mulheres que a criam, pois – como afirmam os bispos toscanos numa Nota Pastoral de 1987 -, pela forma como “transfiguram” a matéria, “os artistas revelam por analogia a estrutura da criatividade pessoal, ou seja, do modo como todo homem e mulher ‘projetam’, ‘modelam’ e ‘colorem’ sua vida para melhor servir a Deus e ao próximo” (La Vita si è fatta visibile. La comunicazione della fede attraverso l’arte, nº 12). João Paulo II inserirá essa observação no horizonte ético do artista enquanto indivíduo, afirmando que “quem tiver notado em si mesmo esta espécie de centelha divina que é a vocação artística [...] adverte ao mesmo tempo a obrigação de não desperdiçar este talento, mas de o desenvolver para colocá-lo a serviço do próximo e de toda a humanidade” (Carta aos artistas, nº 3). Com tons brilhantes e tintas luminosas, o Papa recria a experiência do artista, em que “a aspiração de dar um sentido à própria vida se une com a percepção fugaz da beleza e da unidade misteriosa das coisas”. Admite também a frustração experimentada pelos artistas diante do “distância incolmável que existe entre a obra das suas mãos, mesmo quando bem-sucedida, e a perfeição fulgurante da beleza vislumbrada no ardor do momento criativo”, de cujo esplendor a obra realmente pintada ou esculpida nada mais é senão um pálido reflexo. Mas compartilha também o êxtase do fiel diante de uma obra-prima da arte, explicando que “sabe que se debruçou por um instante sobre aquele abismo de luz que tem a sua fonte originária em Deus” (nº 6).

É por isso que Paulo VI, falando aos poetas e homens de letras, aos pintores, escultores, arquitetos e músicos, à gente do teatro e do cinema, na conclusão do Concílio Vaticano II, já dizia: “Desde há muito que a Igreja se aliou convosco. Vós tendes edificado e decorado os seus templos, celebrado os seus dogmas, enriquecido a sua Liturgia. Tendes ajudado a Igreja a traduzir a sua divina mensagem na linguagem das formas e das figuras, a tornar perceptível o mundo invisível. Hoje como ontem, a Igreja tem necessidade de vós e volta-se para vós. E diz-vos pela nossa voz: não permitais que se rompa uma aliança entre todas fecunda. Não vos recuseis a colocar o vosso talento ao serviço da verdade divina. Não fecheis o vosso espírito ao sopro do Espírito Santo. O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero. A beleza, como a verdade, é que traz alegria ao coração dos homens, é este fruto precioso que resiste ao passar do tempo, que une as gerações e as faz comungar na admiração” (Mensagens do Concílio à humanidade, 8 de dezembro de 1965).

Por conseguinte, o sacerdote deve procurar os artistas, conhecê-los e aprender com eles. À sua maneira, são sempre homens e mulheres “de fé” – mesmo quando se proclamam não-crentes -, pois fazem coisas. A fé, criativa, gera obras, e, “se não tiver obras, está morta em seu isolamento” (Tg 2,17), como uma ideia genial que o artista não traduz numa pintura ou numa escultura. A fé, além disso, é um terreno familiar aos artistas, que todos os dias têm de enfrentar o esforço de traduzir intuições e ideias, impressões e observações, concretizando-as, em “obras”. Sabem muito bem que a única forma de se aperfeiçoar é esforçando-se, lançando-se, correndo o risco do fracasso, do desperdício de tempo, de materiais e de energia: correndo, até, o risco do ridículo. Melhor que qualquer outra pessoa, entendem como em Abraão “a fé concorreu para as suas obras” e “pelas obras é que a fé se realizou plenamente” (Tg 2,21-22).

Mas os artistas compreendem a dinâmica da fé num nível ainda mais essencial, identificando-se com o “risco” e o “pathos” do próprio Artífice Deus. Experimentam, como íntima esperança, necessidade e sofrimento, o desejo de externar uma ideia que lhes escapa, um conceito “único, múltiplo, sutil, móvel, penetrante” (Sb 7,22), que parece, às vezes, recapitular tudo o que o artista sabe que tem em seu íntimo, e que ele deseja, ou melhor, precisa compartilhar com os outros, para fazer que vejam com seus olhos e contemplem e toquem com suas mãos uma coisa que estava nele “desde o princípio” (1Jo 1,1). Não há artista que não se identifique com o Criador, que arriscou tudo para manifestar sua vida aos homens (cf. 1Jo 1,1-2).

Com os artistas, o sacerdote pode aprender que a fé, em si, é arte. É claro que em primeiro lugar é dom, mas é um dom que, tal como o talento humano, deve ser desenvolvido por quem o recebe. Não falo, aqui, da fé entendida como sistema, admirável compêndio de crenças e tradições, mas do ato de fé, do salto de fé, do risco assumido pelo qual a pessoa passa de uma existência “artesanal”, feita de causas e efeitos, à vida experimentada como arte, vivida como uma obra “inspirada”, aberta à gratuidade, modelada pela graça. As causas e os efeitos podem, infelizmente, exigir vinganças e guerras, aprisionando o homem; a graça, que é verdade gratuitamente doada, perdoa e nos torna livres.
O sacerdote deve saber dessas coisas quando reza, quando celebra a missa, quando reconcilia os pecadores com Deus. E pode aprendê-las, se Deus quiser, também com a arte e com os artistas.



* Mons. Timothy Verdon, cônego da Catedral de Florença e diretor da Secretaria para a Catequese por meio da Arte da Arquidiocese de Florença, foi consultor da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais.

Fonte: Clerus

sábado, 9 de junho de 2012

Flautista gaúcho faz apresentação no Museu de Arte Sacra em Salvador

Estimular o gosto pela música instrumental e fomentar a criação de novos públicos para tradicionais canções clássicas. Através de nomes tradicionais como  Bach, Schubert e Beethoven, essa é a intenção do  flautista gaúcho Luiz Fernando Barbosa Jr, 28 anos, que se apresenta dia 11 de junho no Museu de Arte Sacra da Bahia em Salvador.A apresentação acontecerá às 19h.

Nesse recital, que tem entrada gratuita, será apresentado estilos contrastantes, do estilo barroco à música erudita brasileira. O concerto faz parte do programa obrigatório do mestrado da Universidade Federal da Bahia. O recital é formatado para um pequeno grupo de instrumentos que se apresentam em locais compactos. Além do flautista gaúcho, o recital ainda conta com a participação de André Almeida (violão), Adalberto Vital (violino) e Laura Jordão (viola).

O flautista Luiz Fernando Barbosa Jr iniciou seu contato com a música no início da adolescência quando ingressou na banda do seu colégio em Rio Grande no Rio Grande do Sul (RS). Em 2003, ingressou no Conservatório de Música da Universidade Federal de Pelotas em Pelotas (RS). Em seguida, Luiz ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul onde sempre buscou, através dos recitais acadêmicos de treinamento, apresentar um repertório interessante também para o  público leigo. “É importante mostrar que música erudita também é legal”, destaca.

Serviço
O QUE: Recital de Mestrado – Luiz Fernando Barbosa Jr
ONDE: Museu de Arte Sacra da Bahia (Rua Sodré, 276 – Dois de Julho)
QUANDO: 11 de junho (segunda-feira)
HORÁRIO: 19 horas
INGRESSO: Entrada franca
 

INHAPIM REALIZA II RECITAL DE MÚSICA SACRA COM DOM LÉLIS LARA, BISPO EMÉRITO DE ITABIRA-CORONEL FABRICIANO, NO DIA 9 DE JUNHO



Inhapim será palco mais uma vez de uma apresentação digna dos grandes centros culturais, do Brasil e do mundo! No próximo DIA 09 DE JUNHO, SÁBADO, terá lugar na IGREJA MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO mais um RECITAL DE MÚSICA SACRA ao som do órgão de tubos tocado pelo Bispo Emérito da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano- MG. Desta vez, DOM LARA será acompanhado por RUBINHO DO BANDOLIM, artista do Vale do Aço reconhecido no cenário musical, com vasta experiência, inclusive internacional. Também fará parte da apresentação a cantora lírica ROSEANE BRANDÃO, com sua marcante voz de soprano.

Em janeiro deste ano, no dia 29, Dom Lara e Roseane já se apresentaram em Inhapim, atraindo um bom número de pessoas para aquele momento de evocação da cultura sacra, tradicional na vida da Igreja Católica. Naquela ocasião, após a celebração da Santa Missa, ponto central da noite – quando o bispo emérito motivou a todos à prática concreta do AMOR, muito mais do que discursos e orações simplesmente repetidas a esmo –, a comunidade foi brindada por um repertório selecionado por Dom
 Lara com muito carinho para a ocasião, privilegiando autores de vários períodos da história da música, mas, sobretudo composições do século XX.           
                
Cabe destacar aqui uma Ave-Maria de autoria do próprio bispo emérito que encantou a todos. Outro destaque especial na noite foi a participação da soprano Roseane Brandão que realizou, nas palavras de Dom Lara, “uma de suas melhores apresentações”. A intérprete, através de uma presença vocal marcante, acompanhou a maioria das músicas enchendo a nave central da Matriz de Inhapim com um canto que elevava aos céus o que há de melhor neste tipo de arte. Ao final, a apresentação solo de Dom Lara empolgou o público ainda presente que acompanhou atento a cada uma das músicas tocadas. Numa espécie de apoteose, todos entoaram o tão popular “Coração Santo”, fechando com chave de ouro a noite de fé, emoção e talento.

Da próxima vez, em 09 DE JUNHO (SÁBADO), teremos novamente a participação de DOM LARA presidindo a Santa Missa das 19 horas, que será também de abertura da novena do Sagrado Coração de Jesus (organizado pelo Apostolado da Oração). Após a celebração, a manifestação da arte sacra em todo seu esplendor ao som do órgão de tubos, do bandolim e do canto lírico.

TEXTO E FOTO: Aloysius Gentil
Fonte: Diocese de Itabira

Igreja mais antiga de Viana - ES pede socorro

Última reforma do templo foi há 163 anos; fiéis não têm dinheiro para reforma

Foto: Gabriel Lordêllo / GZ
Rock da tarde - Litoral FM (102,3 FM) Festival de Alegre
Comunidade quer ajuda para reformar igreja tombada pelo Patrimônio Histórico

Por Elton Lyrio/ Gazeta on line

A comunidade de uma das igrejas mais antigas do Epirito Santo – e a mais antiga do município de Viana – clama para que o templo seja restaurado. O templo foi construído no século XVII, pelos jesuítas e fica em Araçatiba, zona rural do município. O imóvel é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os fiéis querem uma reforma geral no templo, já que a última data de 1849. A estrutura sofre com infiltrações, madeiras deterioradas, rachaduras nas paredes, além de problemas na parte elétrica. Segundo membros do conselho da comunidade, até mesmo as imagens sacras precisam de restauro. "O padre sugeriu celebrar fora da Igreja por causa do pó que cai sobre o altar", afirmou Maria do Carmo Ribeiro, que faz parte do conselho da comunidade.

Reparos

Segundo o coordenador da comunidade, José Maria Hime, os membros se mobilizam para realizar pequenos reparos, sempre com a autorização do Iphan, mas eles são insuficientes para resolver os problemas. "Desde o ano 2000 a comunidade vem pedindo por essa reforma, em 2005 houve uma troca do telhado, mas ainda é preciso mais", pontua.

Segundo o Iphan, os proprietários do imóvel são diretamente responsáveis pela sua conservação. Mas a comunidade afirma que não tem como arcar com os custos de uma reforma geral. Enquanto isso, os fieis continuam preocupados e temerosos de que aconteça algo grave com a igreja, embora nenhum órgão tenha condenado a estrutura.

"Essa igreja significa muito pra mim. A gente tem uma preocupação de perder isso aqui de uma hora para outra e não conseguir reerguer. Aqui eu fui criada e batizei meus filhos e netos", conta Maria do Carmo.

Projeto de restauração só no segundo semestre

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) afirmou que deve contratar até meados do próximo ano um projeto técnico para a realização das obras de restauro. É a partir dele que a comunidade vai poder captar recursos para fazer a reforma necessária no templo.

O órgão também afirmou que não foi feito um pedido formal, mas que pela atividade de fiscalização foi constatada a necessidade de obras de restauro na Igreja e estabelecido um contato com a comunidade local. A contratação do projeto está no planejamento do Iphan para 2012.

Já a Prefeitura de Viana, afirmou que entende a necessidade do restauro completo do templo e informou que sugeriu ao Iphan um treinamento com a comunidade sobre preservação do patrimônio.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Faop lança processo seletivo do curso técnico em Conservação e Restauro da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade


Para dar a oportunidade para mais pessoas participarem do curso técnico em Conservação e Restauro, a Fundação de Arte de Ouro Preto | Faop abre duas turmas pagantes no segundo semestre de 2012. As inscrições para o processo seletivo do curso técnico podem ser feitas entre os dias 24 de maio a 15 de junho, pelo site www.faop.mg.gov.br. A seleção ocorre em junho, e as aulas têm início em agosto. No total são oferecidas 40 vagas distribuídas entre os turnos manhã e tarde.
Destinada às pessoas que já concluíram ou estão cursando o Ensino Médio (a partir do 2º ano), a iniciativa capacita profissionais para analisarem, diagnosticarem e intervirem adequadamente em acervos de papel, escultura policromada e pintura de cavalete. A grade curricular do curso é distribuída em quatro módulos semestrais, com carga horária total de 1552 horas, incluindo o estágio curricular.

Aula do curso técnicao em Conservação e Restauro

O valor da inscrição é R$75,00, e a mensalidade do primeiro módulo é R$300,00. Confira o edital completo do processo seletivo no site da Faop (www.faop.mg.gov.br). Mais informações podem ser obtidas no Núcleo de Conservação e Restauração pelo telefone (31) 3552-2480.

Instituto de Iconografia Bizantina "To Aghion Mandylion"


Existe em São Paulo na Catedral Melquita um curso para os que querem aprender a arte de pintar ícones. Abaixo damos as infomações práticas aos interressados. Veja as imagens do curso.
Ir. Cida e Pe. Dimitri
 Etapas de um ícone

Fases da pintura de um ícone








 





Informações:


Padre Dimitri
Irmã Cida – (011) 7649-4889
(cidalabinas@bol.com.br)

Local:
Eparquia Greco-Melquita católica de Nossa Senhora do Paraíso
Rua do Paraíso, 21 – Paraíso – 04103-000 – São Paulo (SP)
  
Pode-se matricular a qualquer momento.

Materiais: o material para o primeiro ícone a ser pintado pelo aluno é fornecido pelo Instituto, menos os pincéis e a tinta de ouro.

Diz o Padre Dimitri: “Cada aluno tem seu próprio ritmo de evolução, tanto técnica quanto espiritual. Aliás a caminhada é mais espiritual do que técnica. A segunda vem como conseqüência da primeira. O curso é aberto a todos aqueles que vivem os ensinamentos do II Concílio de Nicéia – ou seja, católicos e ortodoxos”. [Obs:  II Concílio de Nicéia considerou lícito e santo o uso de imagens.]

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