quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

"Devoção aos santos populares e a religiosidade caipira"


Fonte: Página Prosa no Museu

Ainda sobre o 2º Curso de Extensão em Arte Sacra Jesuítico-Guarani da Região Missioneira

Como publicamos aqui anteriormente, segue mais informações sobre o Curso:
 
A PUCRS e o Museu das Missões IBRAM/MinC convidam para mais uma edição da palestra sobre “A Cruz de Ferro encontrada em Camaquã”, com o professor Dr. Édison Hüttner (PUCRS) e para a palestra "Trajetória do Museu das Missões: memória e identidade", com o historiador Msc. Diego Luiz Vivian (IBRAM).
 

 
 
Local: CTN Sinos de São Miguel, em São Miguel das Missões/RS
Data: 22/02/2014 (sábado)
Horário: 14h30min.
 
Público-alvo: Professores, organizações culturais, guias turísticos, estudantes e convidados.
A inscrição será realizada no local da palestra. Os interessados em adquirir certificado de participação com reconhecimento da PUCRS deverão preencher o formulário que será disponibilizado durante a palestra. O certificado terá carga horária de 25h. O valor de emissão do certificado é de R$ 15,00 (quinze reais). Aqueles que não desejarem o certificado estão convidados da mesma forma para a palestra. Ou seja, o pagamento do certificado é opcional e a palestra é com entrada franca.

 
Abaixo há links de interesse para os participantes: 
 

1) CRUZ ENCONTRADA EM CAMAQUÃ PODE TER SIDO DE IGREJA DAS MISSÕES (ARTIGO) 

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/08/cruz-encontrada-em-camaqua-pode-ter-sido-de-igreja-das-missoes-4236096.html 
 

2) ENCONTRADA EM PRAÇA DE CAMAQUÃ CRUZ JESUITA DA 300 ANOS (ARTIGO) 

http://www.camaqua.rs.gov.br/noticias/52/encontrada-em-praca-de-camaqua-cruz-jesuita-de-300-anos.html 
 

3) EM BUSCA DA CRUZ MISSIONEIRA (VÍDEO) 

http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/geral/2013/08/busca-cruz-missioneira/35600/
 
4) Conversa sobre a descoberta de uma cruz que pode ter sido da Igreja de São Miguel das Missões.


Agradecemos ao Dr. Édison Hüttner (PUCRS) pelas informações.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Restauro de esculturas do século XIX em Oliveira do Hospital é alvo de críticas

"O resultado final enche-me de orgulho", disse o responsável pelo restauro.
O restauro efectuado a 13 esculturas do Santuário da Nossa Senhora das Preces, em Oliveira do Hospital, foi alvo de críticas por parte de restauradores, apesar de outros responsáveis estarem "satisfeitos com restauração".

"Este caso é muito grave", disse André Remígio à agência Lusa, considerando que foram "violadas todas as regras mais básicas de restauro", na iniciativa desenvolvida, em 2007, no Santuário da Nossa Senhora das Preces, que envolveu Miguel Vieira Duque e os seus alunos da Universidade Sénior de Coimbra.

Para André Remígio, administrador de um grupo de uma rede social que congrega conservadores e restauradores, esta situação "é mais grave que o caso da Dona Cecília" Giménez, em Espanha, que repintou por livre iniciativa um quadro do século XIX, sem habilitações para tal.

"Essa era inocente e fez o melhor que sabia. Aqui, há outros contornos", sublinha, afirmando que Miguel Vieira Duque pintou as esculturas "como se fosse bricolage", transmite "conhecimentos completamente patéticos" e "apaga a História".

Basílio Martins, tesoureiro da Irmandade da Nossa Senhora das Preces, entidade que gere o espaço, conta que está "satisfeito" com o trabalho de restauro, relembrando que "estava tudo estragado, com rachadelas, esculturas sem dedos e sem olhos".

"Não temos nenhuma acusação a fazer sobre isto", disse à Lusa, salientando que "os próprios peregrinos dizem que é uma pena o resto do santuário não estar assim" restaurado.

O tesoureiro da irmandade explicou que "o santuário vive pobremente", admitindo que, se houvesse dinheiro, gostaria de ver o mesmo tipo de restauro nas restantes capelas.

O santuário, localizado na freguesia de Aldeia das Dez, tem cerca de 60 esculturas espalhadas pelas capelas, todas elas "a precisar de restauro", informou.

Segundo Basílio Martins, foram gastos cerca de 10 mil euros com o trabalho de restauro efectuado em 2007, tendo sido recuperadas 13 esculturas, todas elas do século XIX, de tamanho natural, que recriam a Última Ceia, com Jesus e os 12 apóstolos.

Miguel Vieira Duque, contactado pela agência Lusa, sublinhou que, apesar de os alunos terem participado em todas as fases da restauração, o trabalho é da sua responsabilidade.

"O resultado final enche-me de orgulho", disse, informando que trabalha no ramo do restauro "há 22 anos" e que "nunca" tinha estado numa situação semelhante.

O também responsável pelo Museu da Fundação Dionísio Pinheiro, em Águeda, afirmou que as imagens divulgadas na comunicação social "não são fidedignas" e que está "aberto a críticas". Contudo, não compactua "com perseguições pessoais".

Fonte: Público

MPMG devolve crucifixo do século XVIII à Mitra Diocesana de Nova Friburgo

Objeto foi localizado à venda na internet em 2008. Em seguida, foi apreendido e, desde então, aguardava identificação para retornar ao local de origem.
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Um crucifixo de madeira datado da segunda metade do século XVIII encontrado à venda pela internet está, finalmente, a caminho do seu local de origem: a Mitra Diocesana de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. A peça, apreendida em 2008, durante a operação Inri, foi entregue pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ao bispo da Diocese de Nova Friburgo, dom Edney Gouvêa, nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, colocando um ponto final em mais de cinco anos de análises técnicas que buscavam determinar a procedência do objeto.

Durante o evento que marcou a devolução do crucifixo, realizado na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Belo Horizonte, o coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, revelou detalhes das investigações, desde o recebimento da denúncia de uma possível peça sacra exposta a venda na internet por R$ 5 mil até a conclusão de que o crucifixo era o mesmo daquele retratado em uma fotografia de um evento de eucaristia realizado em Nova Friburgo em 1945.

O ano do desaparecimento da peça, contudo, não pôde ser precisado. “Levantamos a hipótese de que, durante uma reforma da igreja, o crucifixo tenha sido confiado a uma pessoa e não tenha sido devolvido depois. Isso é muito comum”, afirmou.

O promotor de Justiça aproveitou a ocasião para alertar sobre o crescimento do comércio clandestino de bens históricos e culturais, que, segundo ele, movimenta grandes quantias de dinheiro. “É fundamental a participação do cidadão, identificando e denunciando possíveis ilegalidades. Fotos antigas de cerimônias religiosas, por exemplo, podem trazer dados importantes para conhecermos a procedência das peças”, acrescentou Marcos Paulo.

Atualmente, há cerca de 500 peças resgatadas à espera de identificação. A Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico estima que Minas Gerais já perdeu 60% do seu patrimônio cultural sacro em razão de furtos, roubos e apropriações indevidas.

Clique aqui para acessar galeria de fotos.

Operação Inri
Em outubro de 2008, a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais tomou conhecimento da oferta, por meio de um site de compra e venda virtual, de um crucifixo de madeira do período colonial pelo valor de R$ 5 mil. A peça, segundo informações do próprio vendedor, estava localizada em Niterói-RJ e poderia ser enviada, inclusive, para outros países.

Naquele mesmo ano, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Combate aos Crimes Cibernéticos, conseguiu levantar informações sobre a identidade e a qualificação do vendedor. Ao mesmo tempo, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou, mediante parecer técnico, que a peça poderia ser datada da segunda metade do século XVIII e corresponder ao estilo rococó.

No final de 2008, o MPMG obteve ordem judicial de busca e apreensão do objeto, o que foi cumprido por meio da operação Inri. Desde então, a peça ficou sob guarda e depósito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG). “Por se tratar de peça anterior ao período republicano, o crucifixo não poderia sair do país”, explica o promotor de Justiça Marcos Paulo Miranda, citando a Lei Federal n.º 4.945/65.


Procedência

Depois de recuperar a peça e de entregá-la aos cuidados do Iepha-MG, a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico concentrou esforços para descobrir a origem do crucifixo.
Laudo produzido em 2010 constatou que a peça seria originária da região sudeste do Brasil. No ano seguinte, o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro (Inepac), ao verificar seus arquivos, conforme solicitação do MPMG, descobriu fotografias em que uma escultura muito parecida com o crucifixo compunha o cenário de um congresso eucarístico realizado em Nova Friburgo em 1945.

Após análises comparativas das características físicas e estilísticas do crucifixo e do objeto retratado nas fotografias, o Inepac concluiu que a peça pertencia à Mitra Diocesana de Nova Friburgo.
Em 2013, a entidade requereu à Justiça a restituição do crucifixo.



Presenças

Além do promotor de Justiça Marcos Paulo Miranda e do dom Edney Gouvêa, o evento realizado nesta quinta-feira, 13, contou com as presenças do procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Carlos André Mariani Bittencourt; do coordenador da Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos, promotor de Justiça Mário Konich Higuchi Júnior; da representante do Iepha-MG Ângela Maria Ferreira; do chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, Leonardo Bahia; e da superintendente de Museus e Artes Visuais de Minas Gerais, Márcia Renó Macedo.

Fonte: MPMG

Afrescos da Capela do Palácio Papal, em Avignon, recuperam seu esplendor

Avignon (RV) – Os afrescos da Capela de São Marçal, do Palácio dos Papas, em Avignon, França, vão mostrar novamente o seu esplendor em julho próximo, após 10 anos de restauração. As visitas, no entanto, só voltarão a acontecer na primavera de 2015.

As pinturas do Oratório, realizadas pelo artista italiano Matteo Giovanetti entre 1344 e 1346 a pedido do Papa Clemente VI, destacam-se pelo realismo, pelo requinte dos detalhes e pelos jogos de perspectivas entre a arquitetura da capela e das construções pintadas”.

“Os afrescos foram muito bem executados no século XIV e a maior parte da obra conservou-se bem, porém, havia zonas onde as pinturas estavam se soltando da parede ou estavam formando bolhas”, explicou a responsável pela restauração do Palácio Papal, Dominique Vingtain.

Uma equipe de restauradores italianos, experts em pintura medieval, trabalham desde fevereiro de 2013 para devolver o esplendor a uma obra distante dos olhos do público há uma década. Anteriormente, os afrescos já haviam sido restaurados em 1906 e em 1960, com retoques posteriores de menor envergadura.

Os afrescos da Capela de São Marçal refletem a maturidade criativa de Giovanetti, que recebeu o convite para pintá-los quando tinha 40 anos. Ele plasmou na obra seu gosto pelas cores vivas e a profusão decorativa, buscando uma dar uma expressividade nos rostos dos personagens.
Além do valor artístico, o Oratório tem uma importância histórica, pois foi a pedido de Clemente IV que foi realizada a representação da vida de São Marçal, enviado por São Pedro para evangelizar o sudoestes da França. “A bem da verdade – explicou Vingtain – o Papa Clemente desejava fazer uma paralelismo e demonstrar que seu papado era legítimo, já que havia sido destinado a Avignon com esta missão, como o foi São Marçal”.

Avignon foi sede papal e portanto, capital do cristianismo entre 1309 e 1403, quando, diante da insegurança em Roma, a cidade no sudoeste da França acolheu nove pontífices, sendo os dois últimos após o cisma, quando a sede oficial da Igreja havia retornado a Roma.

Clemente VI, eleito em 1342, quis ampliar e redecorar a Residência de Avignon, um exemplo único de arquitetura palaciana medieval, e considerada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade.
O fato de que São Marçal tenha sido o escolhido para ser o protagonista dos afrescos, representou um desafio para Giovanetti, pois não existia uma tradição iconográfica de referência e não existiam na França obras plásticas que explicassem a vida do santo.

O pintor italiano então, realizou sua obra inspirado nos livros de Adhémar de Chabannes e Bernard Gui, seguindo uma ordem cronológica através de uma espiral descendente que percorre as paredes da capela. Giovanetti também decorou outras salas, como a Capela de São João.

Sete séculos depois, o Oratório está na última fase de restauração e a equipe trabalha agora para encontrar uma fórmula que proteja as pinturas quando os visitantes chegarem. O aumento da temperatura ambiente e da umidade, devido à transpiração dos corpos dos visitantes e o contato dos turistas com as paredes, podem provocar danos nos afrescos. (JE)

Fonte: Rádio Vaticana

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

2º Curso de Extensão em Arte Sacra Jesuítico-Guarani da Região Missioneira

A PUCRS e o Museu das Missões IBRAM/MinC convidam para mais uma edição da palestra sobre “A Cruz de Ferro encontrada em Camaquã”, com o professor Dr. Édison Hüttner (PUCRS) e para a palestra "Trajetória do Museu das Missões: memória e identidade", com o historiador Msc. Diego Luiz Vivian (IBRAM).

Abaixo informações sobre o curso:
Local: CTN Sinos de São Miguel, em São Miguel das Missões/RS
Data: 22/02/2014 (sábado)
Horário: 14h30min.

Público-alvo: Professores, organizações culturais, guias turísticos, estudantes e convidados.
A inscrição será realizada no local da palestra. Os interessados em adquirir certificado de participação com reconhecimento da PUCRS deverão preencher o formulário que será disponibilizado durante a palestra. O certificado terá carga horária de 25h. O valor de emissão do certificado é de R$ 15,00 (quinze reais). Aqueles que não desejarem o certificado estão convidados da mesma forma para a palestra. Ou seja, o pagamento do certificado é opcional e a palestra é com entrada franca.

Fonte: JIR
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