sexta-feira, 23 de maio de 2014

Iconografia Musical: Conceitos, Resgate e Tratamento

Mini-Curso
Iconografia Musical: Conceitos, Resgate e Tratamento
28 a 30 de maio de 2014, das 14h às 17h
Sede do IGHB - Av. Joana Angélica-43 (Piedade)
71 3329 4463
Inscrição gratuita - ighbahia@gmail.com

Instrutores:
Prof. Dr. Pablo Sotuyo Blanco
Profa. Bel. Zeila Maria Machado

PROGRAMAÇÃO:
• Aula 1 (3 hs)
– Iconografia Musical: Definição, Fronteiras e Tipologias
– Técnicas de restauro iconográfico musical
• Aula 2 (3 hs)
– Catalogação de Iconografia Musical
– Processo de registro para restauro iconográfico
• Aula 3 (3 hs)
– Processo de restauro iconográfico
– Propostas técnicas e estratégicas patrimoniais

Público-alvo: Profissionais, Pesquisadores, Docentes e Técnicos interessados em atualizar conhecimentos relativos a identificação, tratamento, catalogação, restauro e preservação de Iconografia em geral e mais específicamente de Iconografia Musical

Prof. Dr. Pablo Sotuyo Blanco
Musicólogo, compositor e Professor Associado I da Universidade Federal da Bahia, em Salvador (Bahia, Brasil), onde também se doutorou em 2003, é uma personalidade ativa na pesquisa da música brasileira, sendo iniciador de muitos projetos de alcance nacional relativos à música, incluindo o estabelecimento do Repertório Internacional de Iconografia Musical no Brasil (RIdIM-Brasil, do qual ele é atualmente o presidente) e do capítulo brasileiro do Répertoire International des Sources Musicales (RISM-Brasil). Além de ser um compositor ativo ele tem amplamente publicado sobre a música brasileira e a iconografia da música.

Profa. Bel. Zeila Maria Machado
Bacharel em Artes Plásticas pela UFBA - Restauradora de bens móveis, é uma especialista em azulejaria e embrechamento. Foi contratada pelo IPHAN para fazer parte de uma ação, nos estados de Alagoas e Sergipe, cujos objetivos é levantar o acervo de azulejos históricos.
No início de 2008, restaurou a azulejaria das cúpulas das torres da Igreja de N. Sra. da Corrente de Penedo. Machado é autora de um Manual Técnico de restauração desse tipo de Patrimônio publicado pelo IPHAN.

Imagem - http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/31/Causa_nostrae_laetitiae_-_Convento_de_S_Francisco_-_Salvador.jpg



Fonte: IGHB Instituto Geográfico e Histórico da Bahia

Belo Horizonte (MG) – Igreja de São José terá fachada original recuperada

Sob as bênçãos do Patrimônio Municipal e da comunidade religiosa, Igreja de São José, um dos símbolos de BH, terá de novo na fachada decoração prevista no projeto do século passado.
Já decorada com bandeiras dos 32 países participantes da Copa, igreja come3ça hoje a receber andaimes para a recuperação estética.
Já decorada com bandeiras dos 32 países participantes da Copa, igreja começa hoje a receber andaimes para a recuperação estética.

Brilho e cores originais voltarão a ornamentar um dos símbolos de Belo Horizonte. Entre os templos mais bonitos e visitados da cidade, a Igreja de São José, na Avenida Afonso Pena, Centro da capital, vai ganhar de novo na fachada e laterais o aspecto do projeto feito por Edgard Nascentes Coelho, em maio de 1901, quando a capital ainda se chamava Cidade de Minas. Entusiasmados com o projeto, os padres redentoristas que comandam a paróquia assistem hoje à montagem de andaimes na parte central do templo para a recuperação estética, conforme explica a especialista e encarregada da obra, Maria Regina Reis Ramos, conhecida como Marrege, do Grupo Oficina de Restauro.

“Fizemos prospecções nas paredes e encontramos, sob camadas de tinta, os tons vermelho, laranja e cinza. Em fotografias antigas, vimos os desenhos, e, no projeto original, as cores”, explica a restauradora, que elaborou os estudos e caiu no gosto da comunidade religiosa. A intervenção já está aprovada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município.

No dia 18, na igreja, durante missa festiva celebrada pelo bispo auxiliar dom João Justino de Medeiros Silva, foi aberta oficialmente a programação da Arquidiocese de Belo Horizonte para a Copa do Mundo, com o tema Dignidade e Paz. Bandeiras dos 32 países participantes do Mundial de Futebol e dos 12 estados brasileiros que receberão jogos foram hasteadas no adro, ao som do Hino Nacional tocado pelo saxofonista Chico Amaral, repicar de sinos e olhares de admiração dos fiéis presentes à igreja centenária.

Na celebração, dom João Justino disse que a Igreja quer acolher os visitantes em clima de paz, sem perder de vista as reivindicações da população. “Estaremos com todos os olhares voltados para o nosso país. E esta é uma oportunidade de não só torcermos, mas fazermos uma copa da civilidade, de jogar a favor da vida”, afirmou, lembrando que, a partir do debate levantado pelas manifestações do ano passado, a Arquidiocese de Belo Horizonte também estará recolhendo assinaturas para projeto de lei de iniciativa popular para a reforma política.

Sem atrapalhar -  Os andaimes não vão atrapalhar as visitas à igreja durante as partidas das seleções, pois vão ficar montados até pouco antes da Copa, para os primeiros serviços, retornando em meados de julho, para que a obra avance. Previsto para durar em torno de dois anos, com recursos de cerca de R$ 1,4 milhão, o projeto vai contemplar de início a parte central da construção – algo em torno de um terço da fachada. Na biblioteca, mostrando o projeto elaborado há 113 anos, o titular da Paróquia São José, padre José do Carmo Zambom, conta que será iniciada uma campanha para obter recursos, assim como ocorreu durante a obra de restauração do interior do templo, que trouxe de volta o esplendor das pinturas parietais de autoria do alemão Wilhelm Schumacher, escurecidas pelo pó de asfalto e fuligem. No projeto original, está escrito Matriz da Cidade de Minas – Maio de 1901, três meses antes de Belo Horizonte receber o nome atual.

Padre Zambom explica que a matriz foi pintada em 1912, por Schumacher, e pôde ser vista até 1928, quando, devido à degradação provocada pelo tempo, ganhou o bege em todo o exterior. “Acho que as pessoas vão gostar muito”, acredita Marrege, que tem sua equipe ainda trabalhando na restauração de pinturas da capela da casa dos padres, localizada no fundo do templo. A intervenção vai revelar aspectos que os belo-horizontinos não conhecem, como as torres antes revestidas de pedra ardósia e depois cobertas por tinta prateada.

Conforme o estudo, todas as fachadas estão repintadas com tinta acrílica na cor bege. De acordo com as prospecções, foram encontradas mais duas camadas de repinturas sobre a original, de colorações terrosas e azul. Além disso, foram localizadas tonalidades alaranjadas (cor de tijolo) e vermelho óxido de ferro, dispostas alternadamente em faixas das paredes externas, e um tom azul-escuro esverdeado nas colunas, junto a douramentos. A decoração corresponde a uma segunda pintura da igreja realizada em 1928, já que a primeira, decorativa, era imitação de pedra, com a comprovação pelo registro fotográfico do acervo da congregação. “A recuperação estética vai valorizar a edificação na sua concepção estilística”, informa a restauradora.
Padre Zambom mostra o projeto elaborado há 113 anos, que vai ditar normas para que construção resgate o brilho do passado.
Padre Zambom mostra o projeto elaborado há 113 anos, que vai ditar normas para que construção resgate o brilho do passado.

Interior - Recebendo a visita diária de cerca de 2 mil pessoas, a Igreja de São José teve todo o interior restaurado de 2010 a 2013 (veja quadro), com destaque para os elementos artísticos que recuperaram a luminosidade e foram inaugurados em 22 de dezembro. As pinturas parietais – feitas diretamente sobre paredes e teto, grande moda em BH no início do século 20 – consumiram dois anos de trabalho, entre 1911 e 1912.

Considerado o maior conjunto desse tipo de ornamentos em igrejas da capital, o interior da matriz reúne uma variedade de motivos religiosos e alguns pagãos: há figuras de 28 santos, de um lado os homens e do outro as mulheres; o patrono da matriz no alto do arco-cruzeiro, com a inscrição Rogai por nós; os evangelistas; painéis mostrando José do Egito (que não tem nada a ver com o pai adotivo de Jesus), sendo vendido pelos irmãos e depois em sua volta triunfal; Nossa Senhora ao lado dos apóstolos; e até os símbolos do zodíaco que, para os religiosos, representam constelações. Quem olha atentamente cada centímetro coberto pelas pinturas pode encontrar algumas envoltas em mistérios que desafiam historiadores e teólogos, a exemplo das três lebres perto da porta lateral.

As várias cores da unidade

Ontem à tarde, quem passava pela Avenida Afonso Pena, no Centro da cidade, não ficava indiferente às bandeiras hasteadas na Igreja de São José. O comerciante José Raimundo Rocha Santana, acompanhado da mulher, Dileusa, veio de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para conferir a homenagem da paróquia aos estrangeiros que chegarão à capital. “Vimos de longe a bandeira da Argentina, sempre o maior rival do Brasil na Copa, e procuramos também a da Croácia, que será o nosso primeiro adversário”, comentou José Raimundo. “Agora estamos aqui, olhando uma por uma, e tentando identificar os países”, disse Dileusa. Para facilitar essa tarefa, serão afixadas placas de cada nação nos mastros.

Chegando para a missa das 16h e vendo toda a movimentação de funcionários para limpar o adro, a vendedora Sônia Ribeiro, residente no Bairro Gameleira, na Região Oeste, considerou a ideia “inovadora”, pois as bandeiras “chamam a atenção e saúdam os turistas”. A missionária Ludmilla Abreu, de 22 anos, da comunidade Árvore da Vida, de Jaboticatubas, na Grande BH, ressaltou a importância do hasteamento das bandeiras “pela unidade da fé e dos povos”.

Para receber os estrangeiros, a Arquidiocese de BH está programando missas em inglês, espanhol, francês e italiano em várias igrejas da cidade, apresentação de orquestras e corais, ações sociais, entre outras atividades. Na Igreja de São José já está definido que as missas vão ser celebradas em espanhol às quartas e sextas, às 11h, e domingos às 11h30.
Igreja / Igreja Sao Jose tera sua fachada totalmente restaurada, de acordo com o projeto original, datado do ano de 1901
Templo de Histórias

1900
Em janeiro, é criada a Paróquia de São José

1902
Em abril, ocorre o lançamento da pedra fundamental

1904
O templo é liberado para celebrações

1907
Término da obra interna da igreja

1910
Conclusão das torres e da pintura do batistério

1911
Instalação do relógio e do sino

1911/1912
É feita a pintura interna da igreja

1928
Fachada e laterais perdem a cor original e ganham a cor bege

2010 a 2013
Restauração do interior do templo, com início no coro

2014
Projeto de recuperação da fachada entra em execução

Por Gustavo Werneck
Fonte: em.com.br/ Defender

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Convite: Reabertura da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco em São Paulo

Divulgamos o Convite para a Reabertura da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco no Centro de São Paulo, a Igreja a mais barroca da cidade. Vale a pena conhecer pinturas e retábulos maravilhosos!

Agradecemos a ajuda da amiga Myriam  Salomão.

Exposição: Tapetes Devocionais


FAOP leva a tradição dos tapetes devocionais ao Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro recebe a mineiridade da arte popular. Os tapetes devocionais, uma das mais importantes manifestações culturais de Minas Gerais apresenta a fé e a criatividade de seu de sua gente à cidade de Deus.

Os artistas ouro-pretanos César Teixeira, chefe de gabinete da Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP, e Gabriela Rangel, diretora da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade | EARMFA levam a exposição “FAOP e os Tapetes Devocionais" à Galeria Cândido Portinari da Universidade Estadual do Rio de Janeiro | UERJ. 

Confeccionados com serragem colorida, o costume, presente nas liturgias de Semana Santa e demais eventos religiosos em Ouro Preto,  retrata expressões da criatividade popular, representantes da devoção do povo mineiro.

Os tapetes devocionais são uma expressão artesanal coletiva, um saber popular que se tornou patrimônio imaterial da comunidade ouro-pretana que, trabalhando com serragens, dão formas aos desenhos que simbolizam a fé dos homens.

Para a produção da exposição, os artistas confeccionarão tapetes devocionais na Galeria, levando ao espaço uma verdadeira obra de arte  que permite ver a grandeza de trabalhos que misturam beleza, religiosidade e tradição.

A mostra, realizada pela FAOP em parceria com o Departamento Cultural da Sub-Reitoria de Extensão e Cultura da UERJ,  tem abertura no dia 19 de maio, às 18h30,  e fica em exposição até o dia 10 de junho.

A Galeria Cândido Portinari localiza-se à Rua Francisco Xavier, 524 – Maracanã e seu horário de funcionamento é de segunda a sexta, de 9h às 20h.

Fonte: FAOP

Duzentas esculturas compõem a mostra 'Mistérios do Rosário - Caminho do Homem, caminho de Deus'

Duzentas esculturas compõem a mostra 'Mistérios do Rosário - Caminho do Homem, caminho de Deus'

O visitante que passar pelo Santuário Nacional de Aparecida durante o mês de maio poderá visitar a exposição especial "Mistérios do Rosário: Caminho do Homem, Caminho de Deus".


As peças em tamanho natural são protótipos das originais que formarão  o "Caminho do Rosário", percurso que ligará o Porto Itaguassu (onde a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada, em 1717), ao Santuário Nacional.

A exposição apresenta em 200 esculturas, passagens bíblicas do Novo Testamento. O visitante poderá visualizar cenas da Anunciação do Anjo Gabriel a Nossa Senhora, o nascimento, vida e morte de Jesus Cristo, e a coroação de Nossa Senhora como rainha do Céu e da Terra. A mostra é uma realização do Museu Nossa Senhora Aparecida.


As esculturas são em barro assado com patina em terracota, de autoria dos artistas Paraguaios Blas Servin e sua irmã Angela Servin.

A exposição está localizada no subsolo do Santuário, com entrada franca. Pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 6H às 18H, sábados das 5H às 18H e domingos das 5H às 18H.


Fonte:
Flávia Gabriela
www.A12.com

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sons centenários

DO FUNDO DO BAÚ

FOTO: DIVULGAÇÃO

O órgão francês – provavelmente de 1870 – da Catedral Anglicana de São Paulo (R. Comendador Elias Zarzur, 1.239, Santo Amaro) está sendo restaurado. Os trabalhos vêm sendo conduzidos por uma equipe liderada pelo especialista alemão Thomas Bartsch e devem ser concluídos no final deste ano. O plano da igreja é oferecer, a partir de 2015, várias atividades culturais relacionadas ao histórico instrumento – de shows musicais grátis a apresentações didáticas voltadas a crianças e adolescentes de escolas públicas.

Por: Edison Veiga
Fonte: Estadão

O PERÍODO PRÉ-CLÁSSICO - Orquestra Arte Barroca


25/05/14, Domingo, 19h45.
Capela da PUC – Série Sacra Música
Rua Monte Alegre, 948, Perdizes, São Paulo - SP
Contato do local: 11 3862 2498
Grátis
Lotação: 180

07/06/14, Sábado, 20h.
FAU Maranhão – FAU em Concerto.
Rua Maranhão, 88, Higienópolis, São Paulo - SP
Contato do local: 11 3091 4801
Entrada e estacionamento grátis
Lotação: 110


O PERÍODO PRÉ-CLÁSSICO

Orquestra Arte Barroca

"Formada em 2007 por Paulo Henes, a Orquestra Arte Barroca tem como proposta interpretar o repertório camerístico e orquestral dos séculos XVII e XVIII. com entusiasmo, estudo e idealismo, procura aperfeiçoar sua interpretação orientando-se pelo estudo de tratados de época do período Barroco, por meio de elementos estilísticos, históricos e biográficos. Busca também uma sonoridade diferenciada utilizando-se de cópias de instrumentos barrocos usados nas orquestras daquele período. Além de violinos e violas, usa outros instrumentos que compunham o baixo contínuo, tais como violoncelo, fagote, contrabaixo, guitarra barroca, teorba e cravo. Sua pesquisa de repertório em bibliotecas da Europa e em sites especializados procura trazer ao público obras de compositores menos conhecidos e de execução ainda inédita".

Paulo Henes – Spalla e Diretor Artístico
Pedro Ribeiro – flauta doce
Renan Vitoriano, Beatriz Ribeiro, Marcelo Eduardo Borges, Veridiana Oliveira, Mariana Ribeiro e Igor Dutra da Silva– violinos
Mauro Viana e Jônatas Rodrigues Reis – violas
Pedro Beviláqua – violoncelo
Gilberto Chacur – contrabaixo
Luis Antonio Ramoska - fagote
Fernando Cardoso – cravo

Paulo Henes
Iniciou seus estudos com Alberto Jaffé e posteriormente com Klaus Wustof, Paulo Bosisio e Edson Queiroz. Formou-se pela UNESP em Bacharelado em Violino na classe de Airton Pinto. Iniciou suas atividades com o violino barroco em 1998, sob a orientação do professor Luís Otávio Santos. Desde então já participou do Festival Internacional de Música Antiga de Juiz de Fora, do Curso de Música Barroca de Curitiba e do Curso de Música Barroca de Mateus em Portugal. Participou de máster- classes no Brasil e no exterior com Sigiswald Kuijken, Manfredo Kraemer, Adrian Chamorro, Marino Lagomarsino, Giuliano Carmingnolla e Vera Beths.

Sinopse
Neste programa, O PERÍODO PRÉ-CLÁSSICO, a Orquestra Arte Barroca apresenta um repertório dedicado aos compositores que levam ao estilo "clássico" de Haydn, Mozart, etc.

O PERÍODO PRÉ-CLÁSSICO
Alguns compositores, devido a seu espírito inquieto e genialidade, sempre a frente de sua época, compunham de uma maneira que conjugava a herança recebida do passado com suas próprias ideias, buscando, experimentando tendências que ainda não estavam consolidadas. A Orquestra Arte Barroca irá explorar alguns desses compositores que, na primeira metade do século XVIII, fizeram a transição do estilo barroco tardio ao classicismo de Haydn e Mozart.

Compositor alemão, contemporâneo de Bach, amigo de Telemann, Johann Friedrich Fasch viveu grande parte de sua vida na cidade de Zerbst. Hugo Riemann, musicólogo alemão, compositor e professor, reconheceu Fasch como um dos inovadores mais importantes do período de transição entre Bach e Haydn, que criou a música inteiramente instrumental e deslocou escrita em forma de fuga com estilo moderno "temático". Fazendo a síntese de estilos barroco e clássico, com um aumento gradual nos elementos "modernos". Suas obras são de grande originalidade, e contribuem para a criação de um vocabulário musical muito semelhante ao do Classicismo.

Nascido em Milão, cidade onde passou toda a sua vida, Giovanni Battista Sammartini exerceu um papel fundamental na formação do modelo clássico. Ele foi um dos compositores mais avançados e experimentais do início do período clássico , e o primeiro grande mestre da sinfonia, preservando a sua originalidade, sem se deixar influenciar pelas escolas de Viena e Mannheim. Sua música transcendeu as fronteiras de sua cidade, sendo executada, por ex., em Paris, Londres e Vienna. Inicialmente suas composições mostram uma mistura de estilos entre o Barroco e o Classicismo, que posteriormente se desenvolvem para o Classicismo. Sammartini compôs algumas das primeiras sinfonias. Algumas de suas obras antecipam a instrumentação da Sinfonia Concertante e, em sua velhice, compôs alguns dos primeiros quartetos de cordas.

O compositor austríaco Ignaz Holzbauer contribuiu de forma significativa para a vida musical do século 18 em Mannheim, onde foi Kapellmeister na corte eleitoral famoso por 25 anos, e em Viena. Fux, importante compositor e teórico do Barroco, declarou-o um gênio, após um encontro com o mesmo, e recomenda a Holzbauer que viaje à Itália para refinar seu conhecimento musical. Sua obra mais famosa, a ópera Günther von Schwarzburg é elogiada por Mozart, e sua influência pode ser ouvida em seu Idomeneo. Sua música incorpora o contraponto de Fux assim como um estilo operístico italiano.

Filho de Johann Sebastian Bach e Anna Magdalena Bach, Johann Christoph Friedrich Bach é conhecido como o “Bückeburg Bach”, cidade onde foi nomeado cravista pelo Conde Wilhelm de Schaumburg-Lippe,. Recebeu seus primeiros ensinamentos musicais de seu pai. Com a sua predisposição para o uso de modelos existentes, suas extensas revisões e seu gosto pela experimentação, Bach mostrou em suas composições diversas tendências aparentemente contraditórias. Seu pai lhe tinha dado uma base sólida no teclado e órgão e nos rudimentos da composição, mas, quando ele se mudou para Bückeburg ele se viu em um mundo totalmente diferente. Como resultado, ele foi obrigado a se adaptar a novos princípios estilísticos, estudá-los por conta própria com modelos concretos. Suas composições são notáveis ​​por uma vontade de experimentar, voltando-se para novos gêneros, mesmo nos últimos anos de sua vida.
Gilberto Chacur
O período pré clássico
JOHANN FRIEDRICH FASCH (1688 – 1758)
SINFONIA em Sol Maior
I – Allegro
II – Andante
III – Alla breve
IV - Presto

GIOVANNI BATTISTA SAMMARTINI (1700 – 1775)
CONCERTO para flauta doce e cordas em Fá Maior
I - Allegro
II - Untitled
III - Allegro Assai

IGNAZ HOLZBAUER (1711 – 1783)
SINFONIA em ré menor
I – Allegro
II – Adagio – Fuga – Adagio
III - Allegro

JOHANN CHRISTOPH FRIEDRICH BACH (1732 -1795)
SINFONIA em ré menor
I - Allegro
II - Andante amoroso
III - Allegro assai

Duração : 60 min
Classificação indicativa livre
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