Mini-Curso
Iconografia Musical: Conceitos, Resgate e Tratamento
28 a 30 de maio de 2014, das 14h às 17h
Sede do IGHB - Av. Joana Angélica-43 (Piedade)
71 3329 4463
Inscrição gratuita - ighbahia@gmail.com
Instrutores:
Prof. Dr. Pablo Sotuyo Blanco
Profa. Bel. Zeila Maria Machado
PROGRAMAÇÃO:
• Aula 1 (3 hs)
– Iconografia Musical: Definição, Fronteiras e Tipologias
– Técnicas de restauro iconográfico musical
• Aula 2 (3 hs)
– Catalogação de Iconografia Musical
– Processo de registro para restauro iconográfico
• Aula 3 (3 hs)
– Processo de restauro iconográfico
– Propostas técnicas e estratégicas patrimoniais
Público-alvo: Profissionais, Pesquisadores, Docentes e Técnicos
interessados em atualizar conhecimentos relativos a identificação,
tratamento, catalogação, restauro e preservação de Iconografia em geral e
mais específicamente de Iconografia Musical
Prof. Dr. Pablo Sotuyo Blanco
Musicólogo, compositor e Professor Associado I da Universidade Federal
da Bahia, em Salvador (Bahia, Brasil), onde também se doutorou em 2003, é
uma personalidade ativa na pesquisa da música brasileira, sendo
iniciador de muitos projetos de alcance nacional relativos à música,
incluindo o estabelecimento do Repertório Internacional de Iconografia
Musical no Brasil (RIdIM-Brasil, do qual ele é atualmente o presidente) e
do capítulo brasileiro do Répertoire International des Sources
Musicales (RISM-Brasil). Além de ser um compositor ativo ele tem
amplamente publicado sobre a música brasileira e a iconografia da
música.
Profa. Bel. Zeila Maria Machado
Bacharel em Artes
Plásticas pela UFBA - Restauradora de bens móveis, é uma especialista em
azulejaria e embrechamento. Foi contratada pelo IPHAN para fazer parte
de uma ação, nos estados de Alagoas e Sergipe, cujos objetivos é
levantar o acervo de azulejos históricos.
No início de 2008,
restaurou a azulejaria das cúpulas das torres da Igreja de N. Sra. da
Corrente de Penedo. Machado é autora de um Manual Técnico de restauração
desse tipo de Patrimônio publicado pelo IPHAN.
Imagem - http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/31/Causa_nostrae_laetitiae_-_Convento_de_S_Francisco_-_Salvador.jpg
Fonte: IGHB Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Belo Horizonte (MG) – Igreja de São José terá fachada original recuperada
Já
decorada com bandeiras dos 32 países participantes da Copa, igreja
começa hoje a receber andaimes para a recuperação estética.
“Fizemos prospecções nas paredes e encontramos, sob camadas de tinta, os tons vermelho, laranja e cinza. Em fotografias antigas, vimos os desenhos, e, no projeto original, as cores”, explica a restauradora, que elaborou os estudos e caiu no gosto da comunidade religiosa. A intervenção já está aprovada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município.
No dia 18, na igreja, durante missa festiva celebrada pelo bispo auxiliar dom João Justino de Medeiros Silva, foi aberta oficialmente a programação da Arquidiocese de Belo Horizonte para a Copa do Mundo, com o tema Dignidade e Paz. Bandeiras dos 32 países participantes do Mundial de Futebol e dos 12 estados brasileiros que receberão jogos foram hasteadas no adro, ao som do Hino Nacional tocado pelo saxofonista Chico Amaral, repicar de sinos e olhares de admiração dos fiéis presentes à igreja centenária.
Na celebração, dom João Justino disse que a Igreja quer acolher os visitantes em clima de paz, sem perder de vista as reivindicações da população. “Estaremos com todos os olhares voltados para o nosso país. E esta é uma oportunidade de não só torcermos, mas fazermos uma copa da civilidade, de jogar a favor da vida”, afirmou, lembrando que, a partir do debate levantado pelas manifestações do ano passado, a Arquidiocese de Belo Horizonte também estará recolhendo assinaturas para projeto de lei de iniciativa popular para a reforma política.
Sem atrapalhar - Os andaimes não vão atrapalhar as visitas à igreja durante as partidas das seleções, pois vão ficar montados até pouco antes da Copa, para os primeiros serviços, retornando em meados de julho, para que a obra avance. Previsto para durar em torno de dois anos, com recursos de cerca de R$ 1,4 milhão, o projeto vai contemplar de início a parte central da construção – algo em torno de um terço da fachada. Na biblioteca, mostrando o projeto elaborado há 113 anos, o titular da Paróquia São José, padre José do Carmo Zambom, conta que será iniciada uma campanha para obter recursos, assim como ocorreu durante a obra de restauração do interior do templo, que trouxe de volta o esplendor das pinturas parietais de autoria do alemão Wilhelm Schumacher, escurecidas pelo pó de asfalto e fuligem. No projeto original, está escrito Matriz da Cidade de Minas – Maio de 1901, três meses antes de Belo Horizonte receber o nome atual.
Padre Zambom explica que a matriz foi pintada em 1912, por Schumacher, e pôde ser vista até 1928, quando, devido à degradação provocada pelo tempo, ganhou o bege em todo o exterior. “Acho que as pessoas vão gostar muito”, acredita Marrege, que tem sua equipe ainda trabalhando na restauração de pinturas da capela da casa dos padres, localizada no fundo do templo. A intervenção vai revelar aspectos que os belo-horizontinos não conhecem, como as torres antes revestidas de pedra ardósia e depois cobertas por tinta prateada.
Conforme o estudo, todas as fachadas estão repintadas com tinta acrílica na cor bege. De acordo com as prospecções, foram encontradas mais duas camadas de repinturas sobre a original, de colorações terrosas e azul. Além disso, foram localizadas tonalidades alaranjadas (cor de tijolo) e vermelho óxido de ferro, dispostas alternadamente em faixas das paredes externas, e um tom azul-escuro esverdeado nas colunas, junto a douramentos. A decoração corresponde a uma segunda pintura da igreja realizada em 1928, já que a primeira, decorativa, era imitação de pedra, com a comprovação pelo registro fotográfico do acervo da congregação. “A recuperação estética vai valorizar a edificação na sua concepção estilística”, informa a restauradora.
Padre Zambom mostra o projeto elaborado há 113 anos, que vai ditar normas para que construção resgate o brilho do passado.
Interior - Recebendo a visita diária de cerca de 2 mil pessoas, a Igreja de São José teve todo o interior restaurado de 2010 a 2013 (veja quadro), com destaque para os elementos artísticos que recuperaram a luminosidade e foram inaugurados em 22 de dezembro. As pinturas parietais – feitas diretamente sobre paredes e teto, grande moda em BH no início do século 20 – consumiram dois anos de trabalho, entre 1911 e 1912.
Considerado o maior conjunto desse tipo de ornamentos em igrejas da capital, o interior da matriz reúne uma variedade de motivos religiosos e alguns pagãos: há figuras de 28 santos, de um lado os homens e do outro as mulheres; o patrono da matriz no alto do arco-cruzeiro, com a inscrição Rogai por nós; os evangelistas; painéis mostrando José do Egito (que não tem nada a ver com o pai adotivo de Jesus), sendo vendido pelos irmãos e depois em sua volta triunfal; Nossa Senhora ao lado dos apóstolos; e até os símbolos do zodíaco que, para os religiosos, representam constelações. Quem olha atentamente cada centímetro coberto pelas pinturas pode encontrar algumas envoltas em mistérios que desafiam historiadores e teólogos, a exemplo das três lebres perto da porta lateral.
As várias cores da unidade
Ontem à tarde, quem passava pela Avenida Afonso Pena, no Centro da cidade, não ficava indiferente às bandeiras hasteadas na Igreja de São José. O comerciante José Raimundo Rocha Santana, acompanhado da mulher, Dileusa, veio de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para conferir a homenagem da paróquia aos estrangeiros que chegarão à capital. “Vimos de longe a bandeira da Argentina, sempre o maior rival do Brasil na Copa, e procuramos também a da Croácia, que será o nosso primeiro adversário”, comentou José Raimundo. “Agora estamos aqui, olhando uma por uma, e tentando identificar os países”, disse Dileusa. Para facilitar essa tarefa, serão afixadas placas de cada nação nos mastros.
Chegando para a missa das 16h e vendo toda a movimentação de funcionários para limpar o adro, a vendedora Sônia Ribeiro, residente no Bairro Gameleira, na Região Oeste, considerou a ideia “inovadora”, pois as bandeiras “chamam a atenção e saúdam os turistas”. A missionária Ludmilla Abreu, de 22 anos, da comunidade Árvore da Vida, de Jaboticatubas, na Grande BH, ressaltou a importância do hasteamento das bandeiras “pela unidade da fé e dos povos”.
Para receber os estrangeiros, a Arquidiocese de BH está programando missas em inglês, espanhol, francês e italiano em várias igrejas da cidade, apresentação de orquestras e corais, ações sociais, entre outras atividades. Na Igreja de São José já está definido que as missas vão ser celebradas em espanhol às quartas e sextas, às 11h, e domingos às 11h30.
Templo de Histórias
1900
Em janeiro, é criada a Paróquia de São José
1902
Em abril, ocorre o lançamento da pedra fundamental
1904
O templo é liberado para celebrações
1907
Término da obra interna da igreja
1910
Conclusão das torres e da pintura do batistério
1911
Instalação do relógio e do sino
1911/1912
É feita a pintura interna da igreja
1928
Fachada e laterais perdem a cor original e ganham a cor bege
2010 a 2013
Restauração do interior do templo, com início no coro
2014
Projeto de recuperação da fachada entra em execução
Por Gustavo Werneck
Fonte: em.com.br/ Defender
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Convite: Reabertura da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco em São Paulo
Divulgamos o Convite para a Reabertura da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco no Centro de São Paulo, a Igreja a mais barroca da
cidade. Vale a pena conhecer pinturas e retábulos maravilhosos!
Agradecemos a ajuda da amiga Myriam Salomão.
Agradecemos a ajuda da amiga Myriam Salomão.
Exposição: Tapetes Devocionais
FAOP leva a tradição dos tapetes devocionais ao Rio de Janeiro
O
Rio de Janeiro recebe a mineiridade da arte popular. Os tapetes
devocionais, uma das mais importantes manifestações culturais de Minas
Gerais apresenta a fé e a criatividade de seu de sua gente à cidade de
Deus.
Os artistas ouro-pretanos César Teixeira, chefe de gabinete da Fundação
de Arte de Ouro Preto | FAOP, e Gabriela Rangel, diretora da Escola de
Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade | EARMFA levam a exposição “FAOP e
os Tapetes Devocionais" à Galeria Cândido Portinari da Universidade
Estadual do Rio de Janeiro | UERJ.
Confeccionados
com serragem colorida, o costume, presente nas liturgias de Semana
Santa e demais eventos religiosos em Ouro Preto, retrata expressões da
criatividade popular, representantes da devoção do povo mineiro.
Os
tapetes devocionais são uma expressão artesanal coletiva, um saber
popular que se tornou patrimônio imaterial da comunidade ouro-pretana
que, trabalhando com serragens, dão formas aos desenhos que simbolizam a
fé dos homens.
Para a produção da exposição, os artistas confeccionarão tapetes devocionais na Galeria, levando ao espaço uma verdadeira obra de arte que permite ver a grandeza de trabalhos que misturam beleza, religiosidade e tradição.
A
mostra, realizada pela FAOP em parceria com o Departamento Cultural da
Sub-Reitoria de Extensão e Cultura da UERJ, tem abertura no dia 19 de
maio, às 18h30, e fica em exposição até o dia 10 de junho.
A
Galeria Cândido Portinari localiza-se à Rua Francisco Xavier, 524 –
Maracanã e seu horário de funcionamento é de segunda a sexta, de 9h às
20h.
Fonte: FAOP
Duzentas esculturas compõem a mostra 'Mistérios do Rosário - Caminho do Homem, caminho de Deus'
Duzentas esculturas compõem a mostra 'Mistérios do Rosário - Caminho do Homem, caminho de Deus'
O
visitante que passar pelo Santuário Nacional de Aparecida durante o mês
de maio poderá visitar a exposição especial "Mistérios do Rosário:
Caminho do Homem, Caminho de Deus".
As
peças em tamanho natural são protótipos das originais que formarão o
"Caminho do Rosário", percurso que ligará o Porto Itaguassu (onde a
Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada, em 1717), ao Santuário
Nacional.
A
exposição apresenta em 200 esculturas, passagens bíblicas do Novo
Testamento. O visitante poderá visualizar cenas da Anunciação do Anjo
Gabriel a Nossa Senhora, o nascimento, vida e morte de Jesus Cristo, e a
coroação de Nossa Senhora como rainha do Céu e da Terra. A mostra é uma
realização do Museu Nossa Senhora Aparecida.
As
esculturas são em barro assado com patina em terracota, de autoria dos
artistas Paraguaios Blas Servin e sua irmã Angela Servin.
A
exposição está localizada no subsolo do Santuário, com entrada franca.
Pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 6H às 18H, sábados das
5H às 18H e domingos das 5H às 18H.
Flávia Gabriela
www.A12.com
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
Sons centenários
DO FUNDO DO BAÚ

O órgão francês – provavelmente de 1870 – da Catedral Anglicana de São Paulo (R. Comendador Elias Zarzur, 1.239, Santo Amaro) está sendo restaurado. Os trabalhos vêm sendo conduzidos por uma equipe liderada pelo especialista alemão Thomas Bartsch e devem ser concluídos no final deste ano. O plano da igreja é oferecer, a partir de 2015, várias atividades culturais relacionadas ao histórico instrumento – de shows musicais grátis a apresentações didáticas voltadas a crianças e adolescentes de escolas públicas.
Por: Edison Veiga
Fonte: Estadão
FOTO: DIVULGAÇÃO
O órgão francês – provavelmente de 1870 – da Catedral Anglicana de São Paulo (R. Comendador Elias Zarzur, 1.239, Santo Amaro) está sendo restaurado. Os trabalhos vêm sendo conduzidos por uma equipe liderada pelo especialista alemão Thomas Bartsch e devem ser concluídos no final deste ano. O plano da igreja é oferecer, a partir de 2015, várias atividades culturais relacionadas ao histórico instrumento – de shows musicais grátis a apresentações didáticas voltadas a crianças e adolescentes de escolas públicas.
Por: Edison Veiga
Fonte: Estadão
O PERÍODO PRÉ-CLÁSSICO - Orquestra Arte Barroca
25/05/14, Domingo, 19h45.
Capela da PUC – Série Sacra Música
Rua Monte Alegre, 948, Perdizes, São Paulo - SP
Contato do local: 11 3862 2498
Grátis
Lotação: 180
07/06/14, Sábado, 20h.
FAU Maranhão – FAU em Concerto.
Rua Maranhão, 88, Higienópolis, São Paulo - SP
Contato do local: 11 3091 4801
Entrada e estacionamento grátis
Lotação: 110
O PERÍODO PRÉ-CLÁSSICO
Orquestra Arte Barroca
"Formada
em 2007 por Paulo Henes, a Orquestra Arte Barroca tem como proposta
interpretar o repertório camerístico e orquestral dos séculos XVII e
XVIII. com entusiasmo, estudo e idealismo, procura aperfeiçoar sua
interpretação orientando-se pelo estudo de tratados de época do período
Barroco, por meio de elementos estilísticos, históricos e biográficos.
Busca também uma sonoridade diferenciada utilizando-se de cópias de
instrumentos barrocos usados nas orquestras daquele período. Além de
violinos e violas, usa outros instrumentos que compunham o baixo
contínuo, tais como violoncelo, fagote, contrabaixo, guitarra barroca,
teorba e cravo. Sua pesquisa de repertório em bibliotecas da Europa e em
sites especializados procura trazer ao público obras de compositores
menos conhecidos e de execução ainda inédita".
Paulo Henes – Spalla e Diretor Artístico
Pedro Ribeiro – flauta doce
Renan Vitoriano, Beatriz Ribeiro, Marcelo Eduardo Borges, Veridiana Oliveira, Mariana Ribeiro e Igor Dutra da Silva– violinos
Mauro Viana e Jônatas Rodrigues Reis – violas
Pedro Beviláqua – violoncelo
Gilberto Chacur – contrabaixo
Luis Antonio Ramoska - fagote
Fernando Cardoso – cravo
Iniciou
seus estudos com Alberto Jaffé e posteriormente com Klaus Wustof, Paulo
Bosisio e Edson Queiroz. Formou-se pela UNESP em Bacharelado em Violino
na classe de Airton Pinto. Iniciou suas atividades com o violino
barroco em 1998, sob a orientação do professor Luís Otávio Santos. Desde
então já participou do Festival Internacional de Música Antiga de Juiz
de Fora, do Curso de Música Barroca de Curitiba e do Curso de Música
Barroca de Mateus em Portugal. Participou de máster- classes no Brasil e
no exterior com Sigiswald Kuijken, Manfredo Kraemer, Adrian Chamorro,
Marino Lagomarsino, Giuliano Carmingnolla e Vera Beths.
Sinopse
Neste programa, O PERÍODO PRÉ-CLÁSSICO,
a Orquestra Arte Barroca apresenta um repertório dedicado aos
compositores que levam ao estilo "clássico" de Haydn, Mozart, etc.
O PERÍODO PRÉ-CLÁSSICO
Alguns
compositores, devido a seu espírito inquieto e genialidade, sempre a
frente de sua época, compunham de uma maneira que conjugava a herança
recebida do passado com suas próprias ideias, buscando, experimentando
tendências que ainda não estavam consolidadas. A Orquestra Arte Barroca
irá explorar alguns desses compositores que, na primeira metade do
século XVIII, fizeram a transição do estilo barroco tardio ao
classicismo de Haydn e Mozart.
Compositor alemão, contemporâneo de Bach, amigo de Telemann, Johann Friedrich Fasch
viveu grande parte de sua vida na cidade de Zerbst. Hugo Riemann,
musicólogo alemão, compositor e professor, reconheceu Fasch como um dos
inovadores mais importantes do período de transição entre Bach e Haydn,
que criou a música inteiramente instrumental e deslocou escrita em forma
de fuga com estilo moderno "temático". Fazendo a síntese de estilos
barroco e clássico, com um aumento gradual nos elementos "modernos".
Suas obras são de grande originalidade, e contribuem para a criação de
um vocabulário musical muito semelhante ao do Classicismo.
Nascido em Milão, cidade onde passou toda a sua vida, Giovanni Battista Sammartini
exerceu um papel fundamental na formação do modelo clássico. Ele foi um
dos compositores mais avançados e experimentais do início do período
clássico , e o primeiro grande mestre da sinfonia, preservando a sua
originalidade, sem se deixar influenciar pelas escolas de Viena e
Mannheim. Sua música transcendeu as fronteiras de sua cidade, sendo
executada, por ex., em Paris, Londres e Vienna. Inicialmente suas
composições mostram uma mistura de estilos entre o Barroco e o
Classicismo, que posteriormente se desenvolvem para o Classicismo.
Sammartini compôs algumas das primeiras sinfonias. Algumas de suas obras
antecipam a instrumentação da Sinfonia Concertante e, em sua velhice,
compôs alguns dos primeiros quartetos de cordas.
O compositor austríaco Ignaz Holzbauer
contribuiu de forma significativa para a vida musical do século 18 em
Mannheim, onde foi Kapellmeister na corte eleitoral famoso por 25 anos, e
em Viena. Fux, importante compositor e teórico do Barroco, declarou-o
um gênio, após um encontro com o mesmo, e recomenda a Holzbauer que
viaje à Itália para refinar seu conhecimento musical. Sua obra mais
famosa, a ópera Günther von Schwarzburg
é elogiada por Mozart, e sua influência pode ser ouvida em seu
Idomeneo. Sua música incorpora o contraponto de Fux assim como um estilo
operístico italiano.
Filho de Johann Sebastian Bach e Anna Magdalena Bach, Johann Christoph Friedrich Bach
é conhecido como o “Bückeburg Bach”, cidade onde foi nomeado cravista
pelo Conde Wilhelm de Schaumburg-Lippe,. Recebeu seus primeiros
ensinamentos musicais de seu pai. Com a sua predisposição para o uso de
modelos existentes, suas extensas revisões e seu gosto pela
experimentação, Bach mostrou em suas composições diversas tendências
aparentemente contraditórias. Seu pai lhe tinha dado uma base sólida no
teclado e órgão e nos rudimentos da composição, mas, quando ele se mudou
para Bückeburg ele se viu em um mundo totalmente diferente. Como
resultado, ele foi obrigado a se adaptar a novos princípios
estilísticos, estudá-los por conta própria com modelos concretos. Suas
composições são notáveis por uma vontade de experimentar, voltando-se
para novos gêneros, mesmo nos últimos anos de sua vida.
Gilberto Chacur
O período pré clássico
JOHANN FRIEDRICH FASCH (1688 – 1758)
SINFONIA em Sol Maior
I – Allegro
II – Andante
III – Alla breve
IV - Presto
GIOVANNI BATTISTA SAMMARTINI (1700 – 1775)
CONCERTO para flauta doce e cordas em Fá Maior
I - Allegro
II - Untitled
III - Allegro Assai
IGNAZ HOLZBAUER (1711 – 1783)
SINFONIA em ré menor
I – Allegro
II – Adagio – Fuga – Adagio
III - Allegro
JOHANN CHRISTOPH FRIEDRICH BACH (1732 -1795)
SINFONIA em ré menor
I - Allegro
II - Andante amoroso
III - Allegro assai
Duração : 60 min
Classificação indicativa livre
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