sábado, 21 de janeiro de 2017

Aniversário do Pateo do Collegio

No dia 25 de Janeiro, o Pateo do Collegio completa 463 anos e você está convidado a comemorar conosco!
Confira abaixo a nossa programação:
22/01, Domingo, às 10h00 – Celebração da Eucaristia, seguida de Concerto de Órgão, Trompetes e participação da Schola Cantorum do Pateo do Collegio
25/01, Quarta-feira, às 10h00 – Visita guiada ao Museu Anchieta (vagas limitadas)
25/01, Quarta-feira, às 10h00 – Apresentação de músicas raiz, voz e Acordeon


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A RECONSTRUÇÃO DO PÁTIO DO COLÉGIO E O CONCEITO DE “FALSO HISTÓRICO”

Vista do Pátio do Colégio em 1887. A fonte, em primeiro plano, foi demolida em 1932/Militão/Acervo Digital da Prefeitura de São Paulo

Vista do Pátio do Colégio em 1887. A fonte, em primeiro plano, foi demolida em 1932/Militão/Acervo Digital da Prefeitura de São Paulo
É difícil hoje imaginar que a metrópole de São Paulo já foi uma pequena vila. Piratininga, como era chamada, foi fundada pelos portugueses que, a partir da região em que hoje é Santos, abriram caminho serra acima até o planalto.
O marco inicial do surgimento da cidade foi o Pátio do Colégio, construído pelos Jesuítas no topo de uma colina e inaugurado em 1554. Hoje, é atração turística e pode ser visitado, mas o que conhecemos dele é uma réplica da construção original.
Os Jesuítas foram expulsos de São Paulo em duas ocasiões. A primeira, em 1640, por defenderem a liberdade dos índios, e a segunda em 1760, após serem acusados de conspirar contra o rei de Portugal. Isso fez com que o Pátio do Colégio fosse entregue à Coroa Portuguesa, que instalou ali o governo de São Paulo, permanecendo no local até 1912. Essa mudança fez com que a fachada do conjunto fosse reformada.
A Igreja do Bom Jesus, parte do conjunto do Pátio do Colégio, não foi alterada pelas reformas, mas foi interditada em 1891, pelas más condições de suas estruturas. A demolição do prédio foi autorizada e concluída em 1896, depois do desabamento do teto durante uma tempestade.
No ano de 1954, quando era comemorado o IV Centenário de São Paulo, o prédio do Pátio do Colégio foi demolido, e o terreno, cedido aos Jesuítas novamente, que iniciaram um projeto de reconstrução do edifício do colégio e, em 1976, da Igreja do Bom Jesus.
Obras da construção da igreja do Pátio, em 1976/Gomes de Waldemir/Acervo Digital da Prefeitura de São Paulo
Obras da construção da igreja do Pátio, em 1976/Gomes de Waldemir/Acervo  Prefeitura de São Paulo
RECONSTRUINDO O PASSADO
A reconstrução as estruturas do Pátio do Colégio despertou uma polêmica. Os apoiadores do projeto discutiam a importância do local como um monumento histórico da fundação da cidade, assim como da manifestação religiosa católica. 
Na época houve a oposição do Condephaat, baseada no argumento de que nenhuma réplica ou simulacro teria o valor histórico da obra original. Na visão do órgão, a reconstrução do pátio, além de causar danos irreversíveis ao patrimônio, também constituiria um “falso histórico”, conceito que surgiu na virada dos Séculos 19 e 20 e retomado no livro “Teoria da Restauração”, do arquiteto italiano Cesare Brandi.
O chamado “falso histórico” ocorre quando são realizadas intervenções, reformas ou reconstruções que apaguem traços característicos de um patrimônio.
Em 1975, o Condephaat solicitou o tombamento do local como sítio arqueológico, devido à presença de dois elementos originais de sua fundação: uma parede de taipa de pilão e a fundação de pedra da antiga igreja, ambos tombados pelo Conpresp em 2015.  
Dois anos depois, em 1977, o Condephaat publicou um segundo parecer, no qual afirmava que nenhuma reconstrução ou réplica deveria ser sobreposta à obra original, tirando dela o seu valor histórico. Apesar do parecer técnico, o projeto de reconstrução foi executado.
No entanto, é possível pensar em reconstrução sem cair no “falso histórico”. É o caso da Igreja de São Luis de Tolosa, no município de São Luiz do Paraitinga (São Paulo), que foi derrubada por uma enchente em 2010. 
Antiga vista da Igreja de São Luiz de Tolosa/Acervo FormArte
Antiga vista da Igreja de São Luiz de Tolosa/Acervo FormArte
Com a supervisão do Iphan a igreja foi completamente reconstruída, aproveitando os remanescentes da antiga construção. As diferenças são perceptíveis, o que impede que quem a visite incorra em uma falsa leitura histórica do que está vendo.
Integração das ruínas restauradas à nova construção da igreja/Acervo FormArte
Parede antiga, mantida na nova construção/Acervo FormArte
Parede antiga, mantida na nova construção/Acervo FormArte
PARTIDO OPOSTO
Um exemplo de partido de restauro oposto é o da Catedral de Coventry, no Reino Unido, destruída pelo exército nazista durante a Segunda Guerra Mundial entre 1940 e 1941. A proposta de restauro, escolhida em um concurso, foi a de preservar as ruínas originais da catedral e do altar. Ao lado das ruínas, uma nova igreja, moderna, integra-se ao que havia sobrado da antiga.

À esquerda as ruínas antigas da Catedral de Coventry. Ao lado, a nova construção/Elliot Brown
À esquerda as ruínas antigas da Catedral de Coventry. Ao lado, a nova construção/Elliot Brown
Fonte: Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo

Mosteiro São Bento - BA em fotos


Compartilho aqui as belíssimas fotos do Mosteiro de São Bento da Bahia.
(álbum do amigo Dom Tarcisius, OSB)


























Para saber mais sobre o Mosteiro clique aqui e aqui

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Curso de Escultura no Museu


Museu de Arte Sacra de São Paulo promove nova edição do Curso de Escultura com o Mestre Wandecok Cavalcanti.
O objetivo do curso é proporcionar todo desenvolvimento de construção de esculturas barrocas em argilas – cerâmica. O conteúdo programático e o processo com manuseio do material no período habilitará o mesmo a ser um artista na área barroca escultórica em cerâmica.
Além de desenvolver teórico e prático o conhecimento do barroco brasileiro, o aluno executará várias obras, as quais levará consigo.
Clique aqui para baixar a grade completa do curso.

DOCENTE
Mestre Wandecok Cavalcanti – Autodidata por natureza, escultor, artesão, atualmente trabalha com modelagem.
Curioso e detalhista andou por muitos lugares trabalhando e aprendendo sobre o barro. Fez curso no Museu de Arte Sacra de Olinda (PE) e uma oficina prática sobre o Barroco, em Salvador, entre outros. Realizou um exposição no MAS: A Trajetória de Jesus de Nazaré“ que permaneceu em cartaz de maio a julho de 2016.

Cada aluno deverá trazer uma toalha de mão. O restante do material para utilização na oficina está incluído no curso.
O aluno levará para casa as esculturas que produzir.
Período: 02 de março a 07 de dezembro (quintas-feiras)
Horário: 13h às 17h 
Carga horária: 148 horas 
Vagas: 25
Valor: R$ 400/mês – o aluno deverá deixar os cheques pré-datados semestralmente.
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 - Luz | Metrô Tiradentes
Estacionamento gratuito: Rua Jorge Miranda, 43
O Museu fornecerá certificado de participação.

Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo



A música é uma linguagem reflexivo-afetiva, capaz de construir sentidos coletivos e singulares. O fazer musical gera a conexão do corpo e do espírito. 
O Coral é um grupo de indivíduos que utilizam a voz como instrumento para se expressar. Ainda que relacionada à música, a vivência coral vai além das questões musicais, envolvendo a musicoterapia, a fonoaudiologia, a sociologia, a psicologia, a antropologia e outras ciências afins. 
A criação de um coral no Museu de Arte Sacra de São Paulo objetiva proporcionar uma atividade musical oferecendo um espaço para a integração e enriquecimento cultural dos membros envolvidos e, ao mesmo tempo, dialoga com a cidade de São Paulo ao apresentar-se em diferentes locais da metrópole.
Servindo como um polo agregador, o Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo reuniria seus participantes de visões e ideias afins, refletindo em seu resultado final sua forma de pensar e de se expressar. A atividade coral, não se resumindo somente ao canto, também seria um local onde se pode aprender a teoria musical, o solfejo, o domínio e controle técnico da voz, além do exercício da performance. Com o passar do tempo, o grupo amadurece e se aprimora, acumulando as experiências apreendidas em suas atividades e somando-as à bagagem pessoal de cada cantor. Com isso, o resultado artístico do grupo representa a sua origem e seu ideal.

REGENTE
André Guimarães Rodrigo
Fundador e regente do Coral do Mosteiro – Mosteiro de São Bento de São Paulo.
Graduado em Licenciatura em Música pela UNICAMP, é aluno de mestrado em Performance em Regência pela USP. Foi aluno participante do VI Eric Ericson Masterclass for choral conductors em Haarlem (Holanda) e aluno bolsista da VI Academia de Verano de Pedagogía Musical y Direccíon Coral de Las Palmas de Gran Canaria (Espanha). Atuou como regente convidado do Projeto Guri com o Grupo de Referência de Lorena, como regente tutor do projeto Canta São Paulo em 2015 e foi regente assistente do Coral Cultura Inglesa. Atualmente é professor de educação musical, regente do Cultura Inglesa Pop Choir em Campinas, Guarulhos e Sorocaba.

DESCRITIVO DAS ATIVIDADES
Ensaios com duração de 3h, divididos em aquecimento e técnica vocal (30min) e ensaio de repertório (150min). O intuito principal é proporcionar a prática vocal aos participantes envolvendo-os na dinâmica coral e apresentar a imensa riqueza e variedade do repertório composto para coral, perpassando pelos diferentes períodos da história da música ocidental.
O processo de seleção de cantores ocorrerá nos dias 02, 09, 16 e 23 de fevereiro de 2017, às quintas-feiras, das 14 às 17h. 
Não há pré-requisito para participar dos testes. Os testes contemplarão uma classificação vocal individual, que avaliará aspectos de associação auditiva e expressiva. Necessário fazer inscrição. 

Ensaios: quintas-feiras
Horário: das 14h às 17hs
ATIVIDADE GRATUITA
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br 
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metro Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso):  Rua Jorge Miranda, 43

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

IGREJAS HISTÓRICAS DE SALVADOR RECEBEM PROGRAMAÇÃO ESPECIAL NO VERÃO

Entre os meses de janeiro e fevereiro, o verão de Salvador será marcado por muita fé, história e cultura na Igreja do Museu da Misericórdia. É que o local estará fazendo parte do projeto “Verão com Fé na Cidade de Salvador”, promovido pela Pastoral de Turismo da Arquidiocese de Salvador, instituição da Igreja Católica do Brasil. Durante os dois meses, a Igreja da Misericórdia terá uma programação exclusiva para receber o público, incentivando e fortalecendo o turismo religioso em Salvador, principalmente na região do Centro Histórico e da Cidade Baixa.

Situada no Museu da Misericórdia, local que abrigou o antigo prédio da Santa Casa da Bahia, a Igreja foi construída em meados do século XVII e hoje compõe um dos espaços mais preservados da parte histórica da cidade. Para o “Verão com Fé”, a instituição promove uma Mediação Cultural para receber seus visitantes. A proposta é apresentar a Igreja como exemplar da arquitetura religiosa na Bahia, com uma contextualização cultural e artística, destacando os elementos do barroco, do rococó e do neoclássico, estilos arquitetônicos presentes na construção do monumento.

A museóloga Osvaldina Cezar, responsável pelo Museu da Misericórdia, explica que além de fortalecer o turismo religioso na cidade, o projeto também estimula o interesse do público por arquitetura e arte sacra. “Historicamente, a arte sempre teve a serviço da religião, e as igrejas baianas são um belo exemplo disso. Esperamos atrair turistas e baianos que tenham interesse em ver as igrejas como parte de um contexto, como um local histórico que abriga um tesouro cultural”, destaca.

Além das igrejas do Centro Histórico, o “Verão com Fé” reúne também atividades na Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, na igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus (Irmã Dulce) e na paróquia Nossa Senhora dos Alagados e São João Paulo II, localizadas na região da Cidade Baixa. Na Igreja do Museu da Misericórdia, as visitas guiadas custam R$3 (meia-entrada) e R$6 (inteira) e são realizadas de terça a sexta, das 08:30 às 17:30; aos sábados das 09:00 às 17:00; e aos domingos e feriados de 12 às 17h. Visitas de grupos (turistas, estudantes, empresas etc) podem ser solicitadas, desde que sejam agendadas previamente. Mais informações podem ser obtidas através dos telefones (71) 2203-9835/9834.


Serviço:

O quê: Projeto “Verão com Fé na Cidade de Salvador” – Mediação Cultural na Igreja do Museu da Misericórdia

Onde: Igreja do Museu da Misericórdia (Rua da Misericórdia, 06, Praça da Sé)

Quando: Janeiro e Fevereiro de 2017

Horário de Visitação: Terça a sexta, das 08:30 às 17:30; sábados das 09:00 às 17:00; domingos e feriados de 12 às 17h.

Mais informações através dos telefones (71) 2203-9835/9834 ou no site http://www.santacasaba.org.br/

Curso: Gestão de Restauro

INSCRIÇÕES ABERTAS: Gestão e Prática de Obras de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural - Gestão de Restauro



O Curso de Gestão de Restauro está ampliado e revisado. Agora você pode planejar fazer o curso conforme sua conveniência e disponibilidades.
O tema do Curso Gestão de Restauro é: da teoria à prática, dos projetos aos serviços de conservação e restauro.
por favor leia as informações a seguir e o Edital de Chamada

O tema desta edição tem por objetivo apresentar os conflitos que os profissionais encontram quando, nas atividades do canteiro das obras e serviços, as circunstâncias financeiras, político-administrativas, operacionais de mão de obra e a carência de outros recursos tornam a prática distante da teoria. Os fatos do cotidiano estão submetidos às pressões dos políticos e burocratas de plantão que, quase sempre, inviabilizam os profissionais exercerem a plenitude de suas capacidades. Então, o que fazer ? Como conciliar as antinomias entre a teoria e a prática ?

A realidade dos serviços devem refletir as condutas propostas pelo projeto de conservação e restauro. Os princípios basilares da preservação do patrimônio cultural são a garantia da integridade e a manutenção da autenticidade dos bens. Para isto os trabalhos exigem que as intervenções sejam realizadas levando em consideração as boas práticas da gestão de restauro. No momento em que mais uma centena de obras pelo Brasil estão sendo iniciadas e outras já em andamento, através do programa PAC-Cidades Históricas, este é o momento adequado para se estudar a permanência dos valores de significância cultural das edificações.
O programa do curso, agora revisado e ampliado, está montado para a capacitação profissional às boas práticas da gestão da manutenção, conservação e do restauro. O objetivo é fornecer aos profissionais ferramentas e possibilidades que se apresentam as mais avançadas e adequadas para as mudanças de paradigmas nas ações de preservação do patrimônio cultural construído no país. Os modelos de proteção aos bens culturais ficaram caducos, pois no mundo moderno não cabem mais a exclusividade dos instrumentos punitivos da lei (Decreto Lei no 25 de 1937) para se assegura o acautelamento do patrimônio. As condutas que privilegiam a restauração em detrimento da conservação foram revisadas. As gestões dos riscos de danos exigem conhecimentos especializados. Os enfretamentos de crises não admitem soluções amadorísticas.
São raros os projetos não contemplam especificações e encargos que possibilitem os procedimentos das práticas de manutenções periódicas programadas e preventivas. A maioria das intervenções de requalificações e adaptações retiram dos imóveis antigos indicadores importantes dos valores relatados na sua significância cultural que lhes justificaram a proteção. Inúmeros danos são causados aos bens durante as obras e serviços, mas não são relatados nos documentos oficiais, são travestidos de retóricas falaciosas cujos intentos correspondem à satisfação de curiosidades históricas ou aos menores esforços e dispêndios de recursos. Os resultados são traduzidos numa cenarização do antigo, onde a paródia do “velhinho em folha” prevalece
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Prospecções arquitetônicas na Igreja do Carmo de Olinda (Pernambuco), com a remoção total dos antigos rebocos, inclusive com a utilização de martele rompedor. Fonte: CECI, Obras do Monumenta/BID - 2006.
CECI-Educação se dedica à implementação das boas práticas da gestão de conservação. O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC das Cidades Históricas, com investimentos previstos de mais de um bilhão de reais, não contemplou, ações técnicas de projetos e obras que permitam e garantam a permanência dos valores de autenticidade e de integridade dos componentes construtivos das edificações. Como ocorreu nos programas anteriores, as intervenções pontuam pelo viés do restauro, diga-se dos refazimentos. Não se encontram nos documentos disponibilizados nas licitações já realizadas e nas ações que estão em andamento instrumentos técnicos que possibilitem as subsequentes inspeções periódicas e manutenções preventivas. Não há planos de contingenciamentos estratégicos e orçamentários para situações de riscos e de crises sejam quais forem os cenários.  Assim, todas as ações de futuro ficam comprometidas pelo desconhecimento ou pela dificuldade em se saber sobre os fatos e procedimentos técnicos e materiais aplicados nas intervenções, exigindo-se mais uma nova restauração.

O Curso Gestão de Restauro apresenta uma metodologia de capacitação para dotar o profissional com conhecimentos e instrumentos técnicos, habilitando-o nas boas práticas das gestões da manutenção, conservação e do restauro para à garantia da autenticidade e da integridade dos bens culturais construídos.
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Mapa de danos das torres sineiras da Basílica da Penha (Recife, Pernambuco), elaborado a partir de tomadas fotográfica em Full-HD com auxílio de drone. Fontes: CECI (Latitude Oito e Luciana Nepomuceno), 2014.
A sala das aulas virtual do Curso encontra-se na plataforma: www.cecieducacao.org.br 

É nesse ambiente que o aluno tem a sua disposição as ferramentas necessárias à sua capacitação.

Curso de Gestão e Prática de Obras de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural - Gestão de Restauro, é um curso de pós-graduação lato sensu, em nível de capacitação e treinamento, semipresencial, de profissionais para a manutenção, conservação e restauro do patrimônio construído. É o resultado da experiência de dezesseis edições desenvolvidas pelo CECI, juntamente com o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. O Curso é realizado por meio da tecnologia de EAD (Ensino à Distância), através de aulas virtuais, assim como de aulas presenciais em módulos específicos, de visitas técnicas e viagem de estudos.

O curso visa a capacitação de profissionais para as boas práticas das gestões da manutenção, conservação e do restauro a partir de obras e serviços em edificações de valor cultural. Visa também a capacitação em habilidades de gerenciamento e acautelamento de riscos, assim como de salvamento de bens culturais em situações de crises – primeiros socorros. Sua meta é formar um quadro técnico capaz de realizar ações de gestão, gerenciamento, execução, fiscalização de obras, serviços, acautelamentos e salvamentos.

O curso Gestão de Restauro busca dotar o mercado de profissionais com excelência de informações quanto às boas práticas da conservação, às técnicas tradicionais de construção e aos procedimentos práticos de direção, execução e fiscalização de obras e serviços de manutenção, conservação e restauro, assim como de acautelamentos e salvamentos de bens culturais.

Desde a sua primeira edição no ano de 2003, o curso resgatou um procedimento de transmissão de conhecimentos semelhante ao que se produzia no passado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. O contato direto com profissionais de larga experiência em canteiro de obras e com os mestres de ofício e artífices assegurava o processo de transmissão de conhecimento aos mais jovens e inexperientes. Esse tipo de formação ainda é eficaz, pois o saber-fazer é forjado pelo exercício com instrutores e práticos experientes e com a assistência teórica de acadêmicos. Didaticamente, isso assegura a rápida maturação das capacidades de aprendizado pela interação entre aluno, mestres e instrutores.

Evolução didática do curso:

primeira e a segunda edições do Curso foram presencias com uma carga horária de 228 h e 344 h, respectivamente. Estes dois cursos possibilitaram a análise e a avaliação da metodologia pedagógica aplicada com base no processo coletivo de aprendizagem que, ao incentivar a troca de informações entre profissionais de nível superior, mestres de ofícios e artesão/operários, possibilitou a reflexão conjunta sobre temas, promovendo a construção de um novo conhecimento.

Nas edições posteriores (terceiraquartaquintasextasétima e décima), as características básicas dessa pedagogia foram utilizadas com sucesso, são elas:   

a) A valorização das experiências acumuladas que cada um traz ou que vai adquirindo no processo do curso;       
b) A desmistificação do conhecimento e da carga de poder que a este se associa; 
c) A responsabilização e o envolvimento dos alunos nas relações interdisciplinares a que o conhecimento está submetido.

O curso Gestão de Restauro trouxe novidades ao agregar, a partir da edição de 2007, mais possibilidades aos alunos do curso de participar ativamente no mercado de trabalho da conservação do patrimônio construído. Foi a inclusão do tema Geração de Negócios e Renda - Empreendedorismo na grade das Disciplinas. Com o auxílio de especialistas, os alunos são conduzidos a construir cenários de ações de trabalho com base na produção do Plano de Conservação Integrada da edificação objeto de estudo no curso. Esta visão avançada no campo da especialização profissional tem o propósito estratégico de atender tanto a necessidade de mercado, sob o aspecto do domínio técnico e das habilidades interpessoais, quanto às demandas atuais de negócios da sociedade.

Nesta edição, o Curso de Gestão de Restauro adiciona à sua grade curricular, pioneiramente no Brasil, matérias teóricas e práticas sobre as gestões de riscos e de crises para o acautelamento e o salvamento de bens culturais. Num mundo cada vez mais violento por conflitos armados, frutos de imposições ideológicas ou religiosas, e com situações climatológicas atípicas, onde inundações, ciclones e abalos sísmicos estão ocorrendo em áreas onde nunca antes foram registrados tais eventos, o treinamento e a capacitação profissional em riscos e crises é fundamental. Trata-se de dotar o pais com um contingente profissional apto para assumir o controle de ações de proteção e salvamento em tempo de crises. Há necessidade de profissionais prontos para atender aos protocolos básicos em casos de riscos e de crises. Primeiro para se evitar que os danos ocorram e, em caso de ocorrência dos eventos, impedir as condições de agravamento dos danos e perdas com a aplicação de técnicas de primeiros socorros de salvamento de bens culturais. Os êxitos das restaurações que irão se suceder dependerão muito das primeiras ações iniciadas pelo salvamento, tais como, busca, retirada, acondicionamento e tantas outras ações técnicas especializadas. 

Aulas à distância

i. O(a) aluno(a) pode acessar o curso na hora e local mais conveniente para si. A mídia é o site na internet com a "Sala de Aulas” onde se encontram as aulas e os exercícios em hipertextos.
ii. Uma vez por semana, o(a)s aluno(a)s recebem uma remessa de documentos, correspondente a uma aula. Essa remessa é composta de: texto base, bibliografia complementar e tarefa-pesquisa e experimentos práticos referente ao objeto de estudo.       
iii. O texto-base é um hipertexto, elaborado pelos professores do curso sobre um determinado assunto. Para um maior aprofundamento, é enviado uma bibliografia complementar, que pode ser composta por textos e artigos de outros autores ou apenas a indicação de livros ou sites sobre o tema.        
iv. Os experimentos são exercícios práticos para sedimentar o entendimento do aluno sobre os assuntos. A tarefa e os experimentos mensais são lançados para subsidiar o Plano de Gestão da Conservação do objeto de estudo (OE) de cada aluno(a).      
v. A sequência didática cumprida pelos alunos em cada aula: leitura do conteúdo dos hipertextos; leitura da bibliografia impressa – artigos, livros e websites sugeridos; resolução das tarefas e experimentos propostos; participação nas interações com o professor moderador e os demais alunos pelas ferramentas como fóruns, videoconferências ou vídeo-aulas.          
vi. Um contexto mensal é selecionado para discussão e encontro de ideias por todos o(a)s aluno(a)s a partir das provocações do moderador. Essa atividade corresponde aos workshops virtuais.
vii. O Manual Prático é composto de duas partes. A primeira é um manuscrito, elaborado pelos próprios aluno(a)s durante o curso sobre os materiais, as técnicas, os sistemas e os procedimentos técnicos transmitidos pelos professores e mestres de ofício. A segunda parte é uma ampla e detalhada planilha eletrônica de preços de insumos e serviços de manutenção, conservação e restauro do patrimônio cultural edificado, bem como dos elementos artísticos aplicados e integrados.       
viii. Os Plano de Gestão da Conservação, o Plano de Gestão de Riscos e o Plano de Gestão de Crise correspondem aos trabalhos práticos do aluno(a) sobre a edificação de valor cultural que ele traz para suas atividades no curso – seu objeto de estudo (OE). Os planos contemplam as estratégias para as gestões dos projetos, das obras, dos serviços, dos suprimentos, assim como vislumbram os riscos e as crises que a edificação e os seus bens integrados e aplicados possam ficar expostos.  Tratam das rotinas de procedimentos operacionais de controle e qualidade. Contém as articulações e negociações para viabilizar a implementação das ações, inserindo ou consolidando, conforme o caso, o aluno no mercado de trabalho.
ix. As aulas presenciais à distância, nas modalidades de videoconferência, hangouts e de visitas técnicas orientadas serão aplicadas a cada módulo ou matéria (conforme casos) de maneira que o(a) aluno(a) possa participar, em qualquer lugar onde houver conexão à internet em banda-larga ou uma obra de conservação ou restauro em execução.

Obs.: A tecnologia de EAD (Ensino à Distância) já foi testada e utilizada com sucesso por em todo o mundo. No âmbito da conservação do patrimônio, o CECI foi pioneiro no Brasil e América Latina quando no ano de 2000 foi cátedra da UNESCO com o curso ITUC/AL. São ferramentas simples e eficazes. Entretanto, o ensino à distância requer autonomia e concentração por parte do estudante, assim como sua participação ativa em todo o processo. O tempo requerido do aluno para a dedicação ao curso é de, no mínimo, 8 horas semanais, conforme recomendação básica: 2 horas por semana navegando no website do curso (essa atividade requer conexão com a Internet no horário mais conveniente para o aluno); 6 horas por semana fazendo a leitura (off-line) dos conteúdos dos arquivos baixados; 4 horas por semana produzindo os exercícios solicitados. Além de navegadores (web browser), é necessário o aluno ter instalado no computador, notebook, tablete ou smartphone os softwares para leitura de arquivos em PDF, apresentações em PowerPoint e flash, assim como media-player.
Aulas presenciais
As aulas presenciais são práticas e são realizadas pelo método pedagógico da interação direta entre aluno, professor, mestres de ofícios e artesãos/operários em um encontro de 30 dias, sendo que: 15 dias são destinados às práticas numa cidade a ser escolhida pelos participantes, onde os alunos participam de atividades práticas de gestão e execução de obras e serviços de manutenção, conservação e restauro, através da realização de tarefas e atividades em canteiro de obras nos ofícios tradicionais da construção, assim como experiências de proteção, salvamento e primeiros socorros de bens culturais em situações de riscos e crises; 10 dias são para as visitas técnicas e a viagem de estudos orientadas (Vide algumas imagens).

O Curso tem uma carga horária total de 560 horas, assim distribuídas:

Aulas teóricas/experimentos = 200 horas + debates 70 horas = 270horas 
Aulas práticas/visitas técnicas = 180 horas
Viagem de estudos = 80 horas
Orientações e acompanhamento dos Planos = 30 horas

O curso é oferecido em quatro módulos. Cada módulo encerra um conhecimento sobre um assunto específico dentro do quadro da capacitação do aluno para as boas práticas das gestões da manutenção, conservação e do restauro a partir de obras e serviços em edificações de valor cultural; para a aquisição de habilidades de gerenciamento e acautelamento de riscos, assim como para as habilidades de salvamento de bens culturais em situações de crises – primeiros socorros.

São os seguintes os módulos oferecidos pelo programa do curso:

Módulo I - Gestão de obras e serviços
Teoria da Restauração
Habilidades do Gestor 
Gestão de Negócios 
Empreendedorismo
Organização e Administração de Canteiros de Obras de Conservação e Restauro
Prevenção de Riscos
Cenários de crises
Modelagem de Preços e Custos - Planilhas de Orçamento

Módulo II – Teoria e experimentos dos Sistemas Construtivos *
Técnicas Construtivas Luso-Brasileiras
Ofício da Cantaria
Ofício da Alvenaria
Ofício do Estuque
Ofício da Carpintaria e Marcenaria
Ofício do Metais, Forja e Fundição
Ofício da Pintura
Ladrilhos e Mosaicos
Azulejos Históricos
Talha dourada e policromada
Concreto Armado
Com práticas e visitas técnicas orientadas à distância
Módulo III – Prática dos Ofícios Tradicionais
Prática de Manutenção, Conservação e Restauro em Canteiro de Obras
Visitas Técnicas orientadas
Viagem de Estudos

Módulo IV – Produção dos Planos
Plano de Gestão/Negócio do Objeto de Estudo 
Plano de Gestão da Conservação Integrada
Plano de Gestão de Riscos 
Plano de Gestão de Crise

Viagem de Estudos

O CECI-Educação apresenta algumas opções de roteiros para a viagem de estudos que, nesta edição é opcional.
O período da viagem de estudos será acertado pelos participantes, sendo sugerido os destinos as cidades históricas das regiões/rotas durante o módulo II do curso. As regiões/rotas indicadas são: 

Nordeste/Rota-1: Paraíba (João Pessoa, Cabedelo e Lucena), Pernambuco (Igarassu, Itamaracá e Goiana), Alagoas (Marechal Deodoro e Penedo) e Sergipe (Aracaju, São Cristóvão e Laranjeiras).
Nordeste/Rota-2: São Luiz e Alcântara
Nordeste/Rota-3: Salvador, Cachoeira
Sudeste/Rota-1: Belo Horizonte, Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Congonhas e São João Del Rey.
Sudeste/Rota-2: Rio de Janeiro, Petrópolis, Paraty e Angra dos Reis.

Leiam o Edital de Chamada para instruções detalhadas e fazer a inscrição

Acessem a Sala de Aulas virtual

Fonte: CECI
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