quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pós-Graduação: História da Arte Sacra

Ainda dá tempo de se inscrever:

SÁBADOS, DAS 8H ÀS 16H30

INÍCIO DAS AULAS DO PRÓXIMO MÓDULO
21 de maio de 2016, sábado, às 8 horas
 
OBJETIVOS
Criar um espaço de ensino e de pesquisa relativo à arte e à arquitetura religiosas brasileiras e estrangeiras, promovendo o crescimento intelectual da população interessada em temas voltados tanto à Igreja, como também às artes visuais e à arquitetura.
Concorrer no imprescindível esforço de se adensar criticamente a bibliografia existente sobre a arte religiosa, tanto brasileira quanto estrangeira.

JUSTIFICATIVA
Não existe, em todo ambiente acadêmico brasileiro, uma pós-graduação em História da Arte Sacra destinada ao ensino e à produção do conhecimento sobre a arquitetura e a arte religiosas brasileiras, não apenas voltada ao período colonial, mas também à fase monárquica e ainda ao final do século XIX. Trata-se de uma área de enorme potencial, havendo já organizações voltadas ao estudo da arte colonial do país, com encontros anuais e discussões amadurecidas nesta área. Apenas o IPHAN, criado em 1936, mas funcionando efetivamente a partir do ano seguinte, com a criação do Decreto-lei n. 25, de 30 de novembro de 1937, é que tem reservado algum espaço de interesse sistemático para a arte e a arquitetura sacras brasileiras. Mas muito ainda há por ser feito, inclusive no campo da preservação. Os estudos sobre a arte sacra brasileira e estrangeira apenas engatinham. A necessidade de preservação do patrimônio cultural religioso brasileiro tem sido assinalada pela necessidade propedêutica e imperiosa de se conhecer esse patrimônio religioso. 

PRÉ-REQUISITO
Os cursos de pós-graduação lato sensu estão abertos a todos os portadores de diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação.

CRITÉRIOS PARA CONCESSÃO DO TÍTULO
O aluno deverá cumprir a frequência mínima de 75% da carga horária total de cada disciplina. O aproveitamento será aferido em processo de avaliação em que se obtenha um mínimo de 60% em cada disciplina. Para conclusão do curso, além de cumprir o que dispõe o regimento, o aluno deverá apresentar uma monografia de acordo com a área do curso pretendido.

VAGAS
O curso será ministrado somente com um número mínimo de 30 alunos.

HORÁRIO DAS AULAS
Sábados, das 8h às 16h30
1ª disciplina: das 8h às 10h30
2ª disciplina: das 10h40 às 13h10
3ª disciplina: das 14h às 16h30

PERÍODO
O curso tem duração de 1 ano (360 h/a), excluindo o período de elaboração da monografia.
MÓDULO - MAIO 2016 a NOVEMBRO 2016 
21 de maio de 2016 a 12 de novembro de 2016 (recesso em agosto de 2016)

MÓDULO - NOVEMBRO 2016 a JUNHO 2017
19 de novembro de 2016 a 24 de junho de 2017 (recesso de 18/12/16 a 03/02/17)

INÍCIO DAS AULAS DO PRÓXIMO MÓDULO
21 de maio de 2016, sábado, às 8 horas

INVESTIMENTO
Taxa única de inscrição: R$ 70,00
18 parcelas de R$ 395,00 (mensalidade com vencimento no dia 5 de cada mês)
O boleto bancário referente a taxa de inscrição de R$ 70,00 será remetido para o endereço informado no formulário pelo candidato. A inscrição deverá ser confirmada pessoalmente na secretaria da Faculdade mediante preenchimento da ficha de inscrição e apresentação da documentação.

DOCUMENTAÇÃO
  • cópia do diploma do curso superior
  • cópia do histórico do curso superior
  • curriculum vitae
  • cópia do documento de identidade
  • cópia do CPF
  • duas fotos 3 X 4
  • cópia da certidão de nascimento ou casamento
  • cópia do título de eleitor
  • cópia do comprovante de residência
  • ficha de inscrição - preenchida na secretaria da Faculdade
A inscrição estará confirmada com a apresentação da documentação original e entrega das cópias na secretaria da faculdade.

ADMISSÃO E ENTREVISTA
O processo de seleção consiste numa entrevista com o coordenador do curso e numa análise do curriculum vitae de cada candidato. A entrevista visa esclarecer dúvidas eventuais, além de apresentar a instituição ao futuro aluno. 
A Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro entrará em contato com os candidatos que fizerem a pré-inscrição online para agendar a data da entrevista. Para inscrições presenciais, a data da entrevista deverá ser agendada na secretaria da Faculdade no momento da inscrição. No dia agendado, o candidato deverá dirigir-se a secretaria da faculdade meia hora antes do horário marcado para a entrevista. Na ocasião, deverá entregar a documentação solicitada e preencher a ficha de inscrição. Após este procedimento, o candidato será encaminhado para a entrevista.

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
O curso tem duração 1 ano, com carga horária de 360 horas/aula, divididas em dois módulos. Após concluídas as aulas presencias, cujas disciplinas seguem abaixo, o aluno terá mais seis meses para a elaboração da monografia.
 
MÓDULO MAIO 2016 / NOVEMBRO 2016
(recesso em agosto 2016)
  • História da Arte Sacra - do Cristianismo Clássico ao final da Idade Média
  • História da Música Sacra
  • Seminários Especiais
  • História da Igreja
  • Teoria e Metodologia da Arte Sacra
  • Patrimônio e Conservação
  • Metodologia da pesquisa
     
MÓDULO NOVEMBRO 2016 / JUNHO 2017
(recesso de 18/12/16 a 03/02/17)
  • História da Arte Sacra - do Renascimento ao Séc. XIX
  • Arquitetura Religiosa no Brasil -  Estilos e Programas Arquitetônicos 
  • Iconografia Cristã
  • Arquitetura Religiosa no Brasil - Revestimentos Ornamentais: Talha, Pintura e Azulejaria
  • Imaginária Devocional
  • Liturgia e Espaço Sagrado (Sagrada Escritura)
  • Metodologia da pesquisa


MONOGRAFIA
Para obter o Certificado de Especialização, o aluno do curso de pós-graduação lato sensu, após concluir as aulas presenciais, terá um prazo de seis meses para a conclusão do trabalho monográfico. Na aula de Metodologia da Pesquisa receberá um manual com orientações formais acerca do projeto e da monografia. A monografia que obtiver grau de excelência ficará disponível para consulta na biblioteca da Faculdade.

CORPO DOCENTE
Adriana Sanajotti Nakamuta - Mestre em Arquitetura e Urbanismo
Cesar Augusto Tovar Silva - Mestre em História Social da Cultura
Cyro Illidio Corrêa de Oliveira Lyra - Doutor em História da Arte
Janaina de Moura Ramalho Araújo Ayres - Mestre em Artes Visuais
Lucia Cavalcante Reis Arruda - Doutora em Filosofia
Marcus Tadeu Daniel Ribeiro - Historiador da Arte e Doutor em História Social
Maria Clara da Silva Machado - Doutora em Teologia Bíblica
Marli Assis Martins - Especialista em Docência do Ensino Superior
D. Mauro Maia Fragoso, OSB - Doutor em Geografia Cultural
Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira - Historiadora. Doutora em Arqueologia e História da Arte
Ricardo Wilson Duarte da Rocha - Mestre em Regência Orquestral

INSCRIÇÕES
As inscrições estão abertas até a véspera do início do curso.

A primeira parte da inscrição consiste no envio do formulário de pré-inscrição online. A Faculdade de São Bento entrará em contato para confirmar o recebimento da pré-inscrição e agendar a entrevista com o coordenador do curso. Clique no link abaixo e encaminhe o formulário de pré-inscrição: 




Fonte: Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro

Museu de Arte Sacra promove curso de Bordado Litúrgico

Proposta é repassar o modo de executar o principal ponto desse tipo de bordado: o ponto Rechilieu

O Museu Municipal de Arte Sacra Dom Paulo Libório, mantido pela Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, está realizando um curso de Bordado Litúrgico. A arte do bordado, herança portuguesa que vem se mantendo entre as manifestações culturais mais tradicionais do Nordeste, tem tido uma atenção especial com a realização dessas capacitações. 

O curso de Bordado Litúrgico iniciou no dia 16, com 15 participantes. Esse tipo de bordado tem como característica a reprodução de figuras litúrgicas, um tipo muito encontrado nas igrejas e no universo religioso. As aulas e seguem até o dia 03/06.

A proposta do curso é repassar aos participantes o modo de executar o principal ponto desse tipo de bordado: o ponto Rechilieu. Tradicional no artesanato nordestino, esse ponto está presente na confecção de peças para diversas utilidades.

O curso de bordado é uma ação promovida pela Fundação Municipal de Cultura e pelo Museu de Municipal de Arte Sacra D. Paulo Libório, em parceria com a Fundação Wall Ferraz.

Una iglesia bizantina de 1500 años de antigüedad, descubierta bajo tierra en Turquía

Ubicada en la región central de Capadocia, sus frescos son absolutamente únicos

texto de DANIEL R. ESPARZA




El pasado mes de febrero, un grupo de arqueólogos dio con una iglesia única, en una ciudadela bajo tierra, excavada en la roca, de aproximadamente mil quinientos años de edad, en Nevsehir, en la región turca central de Capadocia, decorada con frescos nunca antes vistos con escenas de la Ascensión de Jesús, el Juicio Final, la multiplicación de los panes y los peces y varios retratos de santos, apóstoles y profetas.

Hasta ahora, sólo unas pocas pinturas han podido ser parcialmente recuperadas.

El hallazgo fue hecho durante las excavaciones y trabajos de limpieza en una ciudad bajo tierra, recientemente descubierta, en medio de un proyecto de renovación urbana en Nevsehir. La iglesia, para más señas, está ubicada dentro de un castillo del siglo V, y se espera que convierta a Capadocia en un centro de peregrinaje para la ortodoxia cristiana, incluso más importante de lo que ya es hoy día.

Semih İstanbulluoğlu, el arqueólogo a la cabeza de los trabajos tanto en la ciudad enterrada como en la iglesia, explica cómo las paredes del templo colapsaron debido a la humedad que se coló bajo tierra por acumulación de nieve y lluvia, pero también aseguró que la reconstrucción de estos muros es parte integral del proyecto de restauración.Al estar la iglesia llena de tierra, varias partes de los frescos, que se habían despegado de las paredes han tenido que ser buscados uno a uno.

Al estar la iglesia llena de tierra, varias partes de los frescos, que se habían despegado de las paredes han tenido que ser buscados uno a uno, para poder rehacer el conjunto original. Ali Aydin, otro miembro del grupo de arqueólogos que trabaja en el sitio, aseguró que han tenido que detener otros trabajos para prevenir que los frescos sufran algún tipo de deterioro. “Esperaremos a que el clima mejore durante la primavera y el verano, para que se evapore la humedad y podamos mover la tierra del sitio con menores riesgos. Hasta ahora, sólo unas pocas pinturas han sido parcialmente recuperadas. Cuando removamos toda la tierra, veremos muchas otras aparecer”.

Fonte: Aleteia.es

Curso Livre: Santo Sudário de Turim: Entre O Sacro, a Arte e a Ciência


O Museu de Arte Sacra promove um Curso Livre com o Prof. Dr. Jack Brandão sobre o tema "Santo Sudário de Turim: Entre O Sacro, a Arte e a Ciência".


OBJETIVO:
O objetivo do curso é apresentar o Santo Sudário de Turim não apenas como um mero objeto de cunho religioso, uma “mera” relíquia, mas como um objeto que transcende o sacro e adentra tanto no campo artístico, quanto no científico. 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Apresentar o Sudário de Turim como objeto de cunho reflexivo e histórico, cuja influência ajudou a moldar a iconografia de Jesus Cristo, mas que extrapola o sacro, ao adentrar no artístico e científico; 
Contextualização e análise crítica de possíveis trajetórias da relíquia ao longo dos séculos;
A influência do Sudário na arte como modelo paradigmático da representação de Jesus Cristo;
Reflexões acerca da visão científica do Sudário, a partir a) da fotografia de Secondo Pio no século XIX; b) dos resultados do grupo estadunidense STURP, em 1978.
Análise de obras artísticas com e sem a influência da relíquia.

PROFESSOR:
Jack Brandão: Doutor pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisador da arte medieval, renascentista e seiscentista, de modo especial de sua recepção pelo leitor hodierno; desenvolvendo o conceito de iconofotologia, com o qual mantém sua linha de pesquisa. Autor de livros acerca do tema, bem como de artigos referentes ao assunto em revistas acadêmicas do Brasil e do exterior; romancista e poeta. Docente do programa de Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade de Santo Amaro (UNISA/SP), coordena o Grupo de Pesquisa CONDESIM-FOTÓS, além de ser editor da revista acadêmica Lumen et Virtus. 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
1ª aula - (07 de junho):
  • A questão do enterro judaico no século I da Era Cristã: diferenças e similitudes com os outros povos do período; a questão do linho
  • A inumação judaica, egípcia, grega e romana
  • A importância e a complexidade do cultivo e do emprego do linho na indumentária 
  • A possível trajetória do Sudário de Turim: de Jerusalém, passando por Constantinopla e chegando a Turim
  • Teorias existentes; mitificação, comprovação e idealização históricas
2ª aula - (14 de junho): A imagem de Jesus a partir do Sudário de Turim: um paradigma?
  • Formação imagética
  • Arte em Bizâncio
  • Arte no Ocidente
3ª aula - (21 de junho): Secondo Pia: o surgimento do Sudário como objeto científico
  • A questão da fotografia
  • A importância dos primeiros teóricos da imagem pós-fotografia
  • A visão científica da Paixão de Cristo: anatomia humana a partir do Sudário de Turim
  • A questão da crucificação
4ª aula - (28 de junho):
  • Os resultados do grupo estadunidense STURP; 
  • Questões científicas a partir do Sudário de Turim e de seus resultados pós 1978
  • Resultados científicos: que se pode esperar no século XXI?
  • Análise iconográfica da crucificação e deposição de Cristo da cruz.
A QUEM SE DESTINA:
O conteúdo oferece embasamento para estudiosos de Arte, historiadores, profissionais ligados à literatura e comunicação social, religiosos, pesquisadores, professores que pretendam desenvolver o tema em sala de aula, profissionais de todas as áreas, estudantes universitários e interessados em geral.
Período: 07 a 28 de junho (terças-feiras)
              4 dias de aula 
Horário: 19h30 às 21h30 (intervalo para o café)
Carga horária: 8 horas
Valor: R$180 –  VAGAS LIMITADAS
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br 
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso):  Rua Jorge Miranda, 43
No final do curso o aluno receberá o certificado.

sábado, 14 de maio de 2016

Museu de Artes Sacras São Francisco de Assis pode ser implantado no prédio do Bispado

O Museu Museu deve ser voltado ao estudo, conservação e exposição de objetos relacionados à religião Católica
No final do ano de 2015, a Diocese de Assis (São Paulo) planejava instalar seu Museu de Artes Sacras, voltado ao estudo, conservação e exposição de objetos relacionados à religião Católica.

O projeto era um desejo do Bispo Diocesano Dom José Benedito Simão, falecido ano passado, e estava em discussão nos diversos conselhos da Diocese. Mobiliários, altares, retábulos, vestimentas, fotos, pinturas, escritos e registros, entre outras peças que relatam a história da vida paroquiana e diocesana de Assis fazem parte do acervo.

Segundo o historiador Luiz Barros, então responsável pela elaboração do projeto, o desejo de D. Simão era que o empreendimento fosse montado no prédio do Palácio Episcopal, conhecido como Bispado de Assis, localizado na Rua Smith de Vasconcelos, bem no centro da cidade.

Conforme Barros, a ideia é realizar parcerias diversas visando garantir a manutenção do Museu e outras obrigações relacionadas à funcionalidade da instituição, que pode se tornar o espaço mais importante de guarnição dos acervos da arte sacra regional.

Luiz informa que já existem interessados em colaborar com o Museu e acredita que o mesmo terá o apoio da municipalidade e de diversos seguimentos da sociedade.

Outrora, o Museu de Artes Sacras funcionou na área superior da Igreja Matriz Catedral, mas devido ao difícil acesso foi desativado sendo as peças existentes levadas para as dependências do prédio do Seminário de Assis, onde estão sob a responsabilidade do Padre Mauro Antônio Pantoja Bentes, pároco da igreja da Vila Adileta, Paróquia Santuário Nossa Senhora das Graças.
.
Padre Mauro comenta que o museu idealizado por Dom Simão está sendo reestruturando e a pretensão de instalar o mesmo no Bispado já faz parte do imaginário da comunidade de Assis e região e de todo o clero.

O religioso menciona a ideia de transformá-lo em um Memorial Sacro Popular, que reuniria um acervo municipal e da Diocese, contando a história da religiosidade local e regional, inclusive com peças relacionadas ao tropeirismo entre outros, sendo um lindo exemplo de conservação, divulgação ao público e preservação do patrimônio histórico.

Palácio Episcopal

"O prédio do Palácio Episcopal tem um valor histórico inestimável, pois sua construção foi a segunda de um processo de implantação das condições materiais para a instalação da sede do Bispado na cidade, o qual deu início à criação da Diocese de Assis. A primeira foi a construção da Catedral", explica Luiz Barros.

O historiador destaca a construção do prédio em uma linha no estilo colonial, informando que inicialmente o prédio do Bispado só continha a primeira ala, dotada de infra estrutura moderna e mobiliários, com aposento do bispo e outros para hospedes.

Barros comenta que já no final dos anos 70, através do 3º Bispo, Dom Antônio de Sousa, o prédio passou por ampla e necessária reforma, onde foi dada uma nova roupagem ao antigo prédio, conservando sua estrutura original e sendo construída uma nova ala, ficando o edifício em forma de "U".

"Nessa nova ala foram feitos 4 apartamentos na parte de cima; cozinha; refeitório e despensa na parte térrea", informa Luiz, salientando que "na obra de ampliação respeitou-se muito o estilo do velho casarão, de tal forma que a nova ala se enquadrou no prédio sem que se perceba a diferença de 50 anos entre as duas construções".

Atualmente o prédio tem em sua manutenção funcionários e fiéis e era utilizado somente como residência do então Bispo D. Simão.

Os envolvidos no projeto do Museu de Artes Sacras São Francisco de Assis esperam agora que o mesmo possa se realizar o mais breve possível, aguardando ainda a nomeação e posse de um novo Bispo Diocesano, já que a Diocese se encontra vacante.

Ao tomar conhecimento desse projeto, o administrador Diocesano responsável, Padre Heliton Luis Ferreira, que dirige os trabalhos da Diocese interinamente até que o papa nomeie um novo bispo, comentou que as atividades ordinárias da Diocese estão caminhando, mas que projetos novos estão parados devido à ausência de um novo bispo.

"O prosseguimento do projeto do Museu de Artes Sacras a ser instalado no prédio do Bispado precisa da anuência do novo bispo, assim como outras inovações na Diocese de Assis", informa Padre Heliton.



Luiz Barros em frente ao prédio do Bispado de Assis

Prédio do Bispado de Assis

Construção do prédio Bispado de Assis


Especial Luiz Barros/Foto: Luiz Barros
Fonte: AssisCity

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Devem os pecadores procurar com Maria a graça de Deus




Logo, se Maria não achou a graça para si, porque sempre dela esteve cheia, para quem achou? 

Responde o Cardeal Hugo, num comentário a este passo: Achou-a para os pecadores que a tinham perdido. Corram, pois, a Maria os pecadores que perderam a graça, porque em seu poder a acharão certamente, continua este devoto escritor, e digam-lhe: Senhora, a coisa achada deve-se restituir a quem perdeu; aquela graça, que vós achastes, não é vossa, porque nunca a perdestes, por isso no-la deves restituir. Se, pois, desejamos recuperar a graça do Senhor - conclui Ricardo de São Lourenço - , vamos a Maria, que a encontrou e sempre a encontra. E já que a Virgem foi e sempre há de ser muito querida por Deus, se a ela recorremos, certamente acharemos a graça. 

A própria Mãe de Deus garante-nos, nos Sagrados Canticos, que Deus a pôs no mundo para ser a nossa defesa e por isso também está constituida medianeira de paz entre Deus e os pecadores: "Eu me tenho na sua presença tornado como uma que acha a paz" (8,10). com estas mesmas palavras anima S.Bernardo o pecador, dizendo: Vai ter com esta Mãe de Misericórdia e mostra-lhes as chagas que na alma te fizeram os teus pecados. Ela não deixará de rogar a seu filho que te perdoe, por aquele leite que lhe deu; e o Filho, que tanto a ama, atende-la-a com toda certeza. Com efeito, a Santa Igreja nos manda pedir ao Senhor que nos conceda o poderoso socorro da intercessão de Maria, para que nos levantemos de nossos pecados. "Concedei, misericordioso Senhor, fortaleza à nossa fraqueza, para que nós, que celebramos a memória da Santa Mãe de Deus, pelo auxílio de sua intercessão, nos levantemos de nossas iniquidades".
Com razão, pois, a chama S.Lourenço Justiniano esperança dos malfeitores, porque é a Virgem que lhe obtém o perdão. Acertadamente diz S.Bernardo, escada dos pecadores, porque dando a mão aos pobres decaído, os tira do precipício do pecado e fá-los subir a Deus. Com razão lhe chama Pseudo-Agostinho, única esperança de todos os pecadores, pois só por seu intermédio esperamos a remissão de todos os nossos pecados. E o mesmo diz S.João Crisóstomo: Os pecadores só por intercessão de Maria recebem o perdão. Por isso em nome deles assim o saúda Santo; Deus te Salve, Mãe de Deus e nossa, céu onde Deus reside; trono, no qual dispensa o Senhor todas as graças; roga sempre a Jesus por nós, para que pelos teus rogos possamos alcançar o perdão no dia do juízo e a bem-aventurança na eternidade.

Com razão, finalmente, é Maria chamada aurora. "Quem é esta, que vai caminhando como a aurora que se levanta?" (Ct 6,9). Sim, por isso dise Inocêncio III: sendo a aurora o fim da noite e o começo do dia, com razão a ela comparamos a Virgem Maria, que pôs termo aos vícios e fez nascerem as virtudes. E o mesmo efeito que causou no mundo o nascimento de Maria causa agora nas almas o nascimento de sua devoção. Põe termo à noite do pecado e faz andar a alma pelo iluminado caminho da virtude. Daí as palavras de S.Germano: ó Mãe de Deus, vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, vida. E no sermão sobre o Cíngulo da virgindade diz o santo: " Pronunciar com afeto o nome de Maria ou é sinal de vida, ou de a ter brevemente. Cantou Maria o Magnificat: Eis que já desde agora me chamarão bem-aventurada todas as gerações (Lc 1,48). "Sim Senhora minha- acode S.Bernardo - , todos os vossos servos alcançam por vossa intercessão a vida da graça e a glória eterna. 

Em vós acham os pecadores o perdão, e os justos a perseverança, e depois a vida eterna". Não desconfieis, ó pecadores, diz o devoto B. Bernardino de Busti; ainda que tenhais cometido todos os pecados, recorrei com sinceridade à Mãe de Deus, pois sempre a encontrareis com as mãos cheias de misericórdia. E, ajunta: Maria deseja mais fazer e conceder-vos favores, do que vós desejais recebê-los.

Na frase de S.André de Creta é a Santíssima Virgem penhor de perdão divino. Isto é, Deus promete garantido perdão aos pecadores, quando recorrem à Maria para que se reconcilie com o Senhor, e como garantia disso lhe dá um penhor. Este penhor é, sem dúvida, Maria Santíssima, que nos foi dada como intercessora. Por sua intercessão Deus perdoa, em vista dos merecimentos de Jesus Cristo, a todos os pecadores que a ela recorrem. Disse um anjo a S.Brígida que os santos profetas exultavam de alegria ao saber que Deus, pela humildade e pureza de Maria, havia de aplacar-se e receber á sua graça os pecadores que o haviam menosprezado.
Nenhum pecador deve temer que Maria o desatenda se recorrer à sua piedade. Não, pois ela é Mãe de Misericórdia e como tal deseja salvar os mais miseráveis. Maria é aquela arca feliz, observa Egiberto, que livra do naufrágio a todos os que nela se refugiam. No tempo do dilúvio até os animais foram salvos na arca de Noé. Debaixo do manto de Maria se salvam também os pecadores. Certa vez viu S.Gertrudes , Maria Santíssima com um manto aberto, debaixo do qual estavam refugiadas muitas feras: Leões, ursos, tigres. Viu também como a Santíssima Virgem não só as afastava, mas com grande piedade as recolhia e afagava. E com isto entendeu a Santa que Ainda os pecadores mais perdidos, quando recorrem a Maria, não são expulsos, mas antes bem aceitos e salvos da morte eterna. Entremos pois, nesta arca; refugiemo-nos sob o manto de Maria. Sem dúvida ela não nos repelirá, mas seguramente há de nos salvar.

Santo Afonso Maria de Ligório

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Museus Vaticanos acolherão exposição de arte sacra bielo-russa





Diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci - ANSA


Os Museus Vaticanos preparam-se para acolher, de 19 de maio a 25 de julho, uma exposição de arte sacra bielo-russa. A iniciativa nasceu de um encontro, em março de 2015, do secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, com as autoridades da República de Balarus.

Serão apresentadas ao público imagens sacras, ícones de vários séculos e as obras mais representativas da tradição artística bielo-russa, explicou ao “Programa Bielo-Russo” da Rádio Vaticano o diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci, que faz votos da presença das autoridades bielo-russas no evento.

“As relações culturais com as nações do Leste europeu, em particular, com as de confissão ortodoxa, estão em primeiro lugar nos desejos e nos projetos da Santa Sé”, disse.

Com efeito, a ex-república soviética encontra-se na fronteira entre o mundo católico e o mundo ortodoxo e a exposição quer mostrar aqueles elementos da arte sacra bielo-russa que aproximam os dois pulmões da Europa. “O ecumenismo se constrói também com relações e com intercâmbios culturais”, ressaltou Paolucci.

Uma parte consistente de ícones e objetos litúrgicos antigos no país encontra-se hoje nos museus estatais, não obstante as igrejas das quais estes ícones e objetos foram retirados tenham sido reabertas há mais de vinte anos.

Respondendo à pergunta se esta situação deveria mudar, Paolucci diz que “é preciso levar em consideração, em primeiro lugar, a segurança das obras”. Também na Itália seguimos este critério, disse o diretor dos Museus Vaticanos.

“Em linha de princípio, é positivo que as obras de arte sacra se conservem no lugar onde nasceram. Mas quando as condições de segurança e de correta conservação são carentes, é justo transferi-las para os museus. É preciso avaliar cada caso individualmente.”

Trata-se da primeira vez que obras de arte do Leste europeu serão expostas nos Museus Vaticanos. “Estamos trabalhando por uma exposição de arte sacra russa, que será aberta, talvez, daqui a um ano. Mas neste 2016, a República de Belarus será a primeira”, disse o diretor Antonio Paolucci. (RL)

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