domingo, 5 de fevereiro de 2017

Senhor do Padrão, onde chegou o Cristo de Nicodemos, renova-se (Portugal)

A obra de restauro do monumento do século XVIII, cuja lenda a que está associado terá dado origem à festa do Senhor de Matosinhos, vai custar à câmara cerca de 100 mil euros e estará terminada em 5 meses.

Texto de ANDRÉ VIEIRA



FotoFRANCISCO TEIXEIRA/CMM
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As obras de restauro do zimbório do Senhor do Padrão, em Matosinhos já estão em curso. O contrato celebrado em Outubro do ano passado com a empresa Empatia - Arqueologia, Conservação e Restauro, Lda prevê um prazo de execução de 5 meses. O restauro do imóvel classificado como monumento nacional desde 1971, propriedade da Misericórdia de Matosinhos, custará à autarquia local 98.060 euros, valor ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor.
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Edificado do século XVIII, também conhecido por Senhor do Espinheiro ou Senhor da Areia, por na altura da construção se encontrar em pleno areal da praia, assinala o local onde, segundo a lenda (ver abaixo), apareceu a imagem do Bom Jesus de Bouças, mais tarde conhecida por Senhor de Matosinhos.

Actualmente, em redor do edifício já não há areal, há sim um parque com o mesmo nome do monumento, que até ao início do século XX teria um forte impacto visual por se encontrar no meio da Praia do Espinheiro, sendo possível avistá-lo a quilómetros de distância tanto da terra, como do mar.

Devido à sua longevidade e à proximidade da praia, o monumento apresentava já alguns sinais de desgaste. De acordo com a memória descritiva da empresa responsável pelo restauro, disponibilizada ao PÚBLICO pela Câmara Municipal de Matosinhos, a obra abrangerá vários sectores do zimbório, no sentido de recuperar a azulejaria e o suporte pétreo.

Na mesa do altar, revestida por um painel de azulejos “estilo tapeçaria azul e branca”, que no centro tem um medalhão de representação de membro de ordem religiosa, serão substituídos os originais por réplicas exactas “em tamanho, forma, cor e técnica”. O estado avançado de degradação não deixa margem para que os originais possam ser aproveitados. De acordo com a memória descritiva, a proximidade da praia torna todo o conjunto patrimonial “susceptível aos ventos marítimos, fragilizando e degradando o suporte azulejar que o decora”. Contribuíram também para o estado de degradação alguns actos de vandalismo e algumas manifestações de culto, como colocação de velas e arranjos florais, expondo os azulejos “a uma concentração de patologias que alteram a leitura dos painéis”.

O Cruzeiro, uma representação de Cristo Crucificado em granito, revestido por azulejos, passará por um processo semelhante. Com algumas fracturas e manchas de sujidade, ao contrário do que acontece com a mesa do altar, prevê-se que sejam mantidos a maior parte dos azulejos existentes. Contudo, os que apresentarem sinais de maior degradação serão igualmente substituídos por réplicas, que também serão usadas para colmatar a inexistência de alguns. Para que intervenções futuras não sejam inviabilizadas, os materiais que serão usados no restauro permitirão a reversibilidade. Pelo mesmo processo de restauro de azulejaria passarão as cúpulas do fontanário e do zimbório.

No que toca ao suporte pétreo, o zimbório e o fontanário, alocado em frente ao mesmo, serão sujeitos a uma intervenção que tem como objectivo a estabilização de todas as patologias e eliminação de factores que potenciem a sua degradação. Sujeitos a intervenções anteriores e “em estado de conservação mediano” passarão por um processo de limpeza de superfícies e de tratamento de desinfestação contra colonização biológica, responsável pela sua deterioração. Será ainda levado a cabo um processo de remoção de argamassas de intervenções anteriores. No caso do zimbório será feita uma avaliação estrutural dos elementos decorativos que decoram a cúpula e uma “revisão e eventual reforço estrutural” da empena e da cúpula, cujo reboco existente será picado para ser aplicado novo.

No interior do zimbório há quatro esculturas em calcário que representam 4 evangelistas - S. Marcos, S. Lucas, S. João e S. Mateus - que também serão restauradas. Após a intervenção de conservação e restauro, as imagens originais serão substituídas por réplicas de fibra de vidro com carga calcária, para que possam escapar aos factores de degradação.

O gradeamento metálico que veda o espaço, oxidado, com falhas na pintura e com várias deformações, será desmontado e posteriormente montado já com nova pintura e com algumas partes replicadas “ para anular todo o choque visual das lacunas”.

A história da imagem de Jesus que chegou à praia de Matosinhos

Estamos a 3 de Maio do ano 124 depois de Cristo. Em Matosinhos, na Praia do Espigueiro, dá à costa uma imagem de Jesus na cruz, alegadamente esculpida por Nicodemos, que o terá visitado no cárcere e testemunhado os últimos momentos da sua vida. Inspirado por este episódio, Nicodemos, que com a ajuda de José de Arimateia terá depositado o corpo de Jesus no sepulcro, terá esculpido várias imagens que retratam o episódio da crucificação, que mais tarde terá, desde a Palestina, lançado ao Mediterrâneo. Uma delas é a que os oceanos trouxeram até Matosinhos. Outras terão ido parar a outros países, dando origem a outros cultos. Mas esta tinha uma particularidade: faltava-lhe um braço. A população local terá tentado encontrá-lo, mas sem efeito. A imagem foi então guardada no mosteiro de Bouças, que hoje não passa de um ruína.

Eis que, 50 anos depois, uma mulher, que tinha uma filha surda-muda, foi recolher lenha na praia, chegou a casa e começou a acender o lume da lareira. Foi colocando pedaços de madeira na fogueira. A dada altura um dos pedaços teimava em não querer arder. A filha, que não falava desde a nascença, terá avisado a mãe, em voz alta, que aquele pedaço de madeira era então o braço que faltava na imagem do Bom Jesus de Matosinhos. A prova foi feita e o braço encaixou na perfeição na escultura que é atribuída a Nicodemos.

Esta história é, claro está, uma lenda, referida, mais recentemente pelo historiador Joel Cleto, no livro Senhor de Matosinhos. Lenda. História. Património, editado pela Câmara Municipal de Matosinhos, e que dá origem ao monumento do Senhor do Padrão (construído no século XVIII), o local onde a imagem terá aparecido, e à festa mais popular da cidade, o Senhor de Matosinhos.

Apesar da lenda remontar ao ano de 124, de acordo com o livro escrito pelo historiador, a imagem que actualmente está na igreja de Matosinhos, e que supostamente terá aparecido na praia naquele ano, não é nem de perto assim tão antiga. Contudo, datada de “século XII ou princípios do século XIII”, será uma das imagens de Cristo “mais antigas de Portugal”. São raras as vezes que a imagem sai da igreja onde está. Como refere o livro, duas das últimas saídas em procissão datam de 1944, “em plena 2ª Guerra Mundial para implorar pela Paz no Mundo” e em 1967 “para assinalar o cinquentenário das aparições em Fátima”.

Em Matosinhos, o Senhor do Padrão continua a ser uma referência, sobretudo, para a comunidade piscatória, que a 1 de Novembro visita o local em memória dos pescadores mortos no mar. Em Maio, continua a ser onde acaba a procissão do Senhor de Matosinhos.

Fonte: Publico

Curso Livre – O Cristianismo em Construção: Culto e Arquitetura


Museu de Arte Sacra promove um Curso Livre sobre o tema "O Cristianismo em Construção: Culto e Arquitetura", com o Prof. Dr. Jack Brandão.
O objetivo do curso é apresentar a relação existente entre culto e arquitetura no seio do Cristianismo e, de modo especial, como essa relação se estabeleceu ao longo dos séculos. Na Judeia romana, por exemplo, os encontros de Jesus com seus discípulos se davam ao ar livre, em locais públicos, ou em reuniões de caráter privado nas residências de amigos ou simpatizantes. No entanto, após sua partida e com os ensinamentos do Mestre considerados heréticos, a comunidade de seus seguidores passa a sofrer perseguição: primeiro pelas autoridades religiosas judaicas, depois pelas autoridades civis e militares romanas. Assim, para conservar a tradição evangélica e para proteger-se de seus opositores, a Igreja precisou encontrar seu próprio caminho: não apenas criando sua própria teologia, como também constituindo seu próprio local de culto. Pretende-se, portanto, demonstrar como isso deu, ou seja, como o Cristianismo, de seita clandestina e perseguida, tornou-se a religião oficial do mesmo Império que quis destruí-lo; e, para isso, tem-se como ponto de partida e de chegada a grandiosidade de sua arquitetura.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Apresentar não só as origens da arquitetura cultual cristã, suas particularidades e emprego, como também seu desenvolvimento ao longo dos séculos; 
  • Contextualizar a relação fieis-arquitetura-culto;
  • Demonstrar a relação entre os poderes temporal e espiritual expressado por sua arquitetura;
  • Demonstrar as diferenças entre os vários modelos de templos e sua influência no culto divino;
  • Relacionar o papel desempenhado pela arquitetura, inserida em um determinado tempo, e as imagens de culto no interior e no exterior do ambiente sacro. 

PROFESSOR
Jack Brandão: Doutor pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisador da arte medieval, renascentista e seiscentista, de modo especial de sua recepção pelo leitor hodierno; desenvolvendo o conceito de iconofotologia, com o qual mantém sua linha de pesquisa. Autor de livros acerca do tema, bem como de artigos referentes ao assunto em revistas acadêmicas do Brasil e do exterior; poeta e romancista. Docente do programa de Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade de Santo Amaro (UNISA/SP), coordenador do Grupo de Pesquisa CONDESIM-FOTÓS, além de editor da revista acadêmica Lumen et Virtus. 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1ª aula (02 de março):
  • Os primórdios do Cristianismo e a herança judaica 
  • A domus eclesiae
  • O culto nos subterrâneos: as catacumbas 
  • A fuga para o deserto
2ª aula (09 de março): 
  • O triunfo do Cristianismo no seio do Império Romano: implicações e formação imagética
  • As basílicas: a transformação do público-estatal para o público-sacro
  • Desenvolvimento e propagação da estrutura basilical 
  • Que são as basílicas hoje? 
3ª aula (16 de março):
  • A arquitetura bizantina: Santa Sofia em Constantinopla
  • A arquitetura cristã na África negra
  • A arquitetura cristã na Pérsia
  • A questão dos ícones como objeto cultual e sua relação com o ambiente sacro
4ª aula (23 de março):
  • Arquitetura carolíngia e otoniana
  • O legado da arte “bárbara” e sua imiscuição com as ruínas da arte romana tardia 
  • O papel dos irlandeses na propagação dos ideias monásticos no ocidente
  • As catedrais e as esculturas românicas
  • A expansão normanda
5ª aula (30 de março):
  • O abade Suger e a Basílica de Saint Denis 
  • As catedrais góticas e o império da luz
  • Processo de construção das catedrais góticas
  • O papel dos vitrais
  • A escultura gótica
6ª aula (06 de abril):
  • O humanismo e o papel das ruínas 
  • A matematização da arte: emprego do quadrado e do círculo na arquitetura sacra
  • O Renascimento
  • A Reforma e a Contrarreforma e o local de culto: adaptações
  • O Concílio de Trento
7ª aula (13 de abril):
  • O Maneirismo e o Barroco: o poder da curva, do esplendor e do excesso
  • O Rococó
  • O barroco brasileiro
8ª aula (20 de abril):
  • O neogótico e a arquitetura do século XIX
  • O século XX e as “novas” tendências da arquitetura 
  • O entre guerras
  • A arquitetura religiosa contemporânea
  • Comentários acerca da Basílica de Aparecida 

A QUEM SE DESTINA
O conteúdo oferece embasamento para estudiosos de arte, historiadores, profissionais ligados à literatura e comunicação social, religiosos, pesquisadores, professores que pretendam desenvolver o tema em sala de aula, profissionais de todas as áreas, estudantes universitários e interessados em geral.

Período: 02 de março a 20 de abril (quintas-feiras)
Horário: Das 10h30 às 12h30 
Carga horária: 16 horas
Valor: R$ 400 (à vista) ou R$ 440 (02 vezes)
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: 11.5627.5393
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Metro Tiradentes
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43 – sujeito à lotação
No final do curso o aluno receberá o certificado.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Ouro Preto (MG): restauro devolve cor original à Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Por Defender |

Restauração do templo no Centro de Ouro Preto devolve à igreja o tom amarelo-ocre. Obra deve ser concluída em maio.


foto: Beto Novaes/EM/D.A Press Detalhe: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

Nestas férias de verão, quem visita Ouro Preto encontra uma novidade que enche os olhos pela beleza, tranquiliza o espírito diante da restauração e valoriza ainda o conjunto arquitetônico da cidade, tombada pela União e reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Depois de décadas com um tom avermelhado, meio puxado para o rosa, devido ao tempo, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida como Matriz de Antônio Dias, no Centro Histórico, exibe uma cor bem diferente, “velhinha em folha”, como brincam alguns especialistas: amarelo-ocre, seguindo o padrão de outras centenárias, como as de São Francisco de Paula, Santa Efigênia, Mercês de Baixo e Mercês de Cima.

O impacto é grande, principalmente para aqueles acostumados com a antiga tonalidade, que se misturava às cores do casario dos séculos 18 e 19 e pouco sobressaía na paisagem barroca. Segundo a superintendência em Minas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), não se trata simplesmente de uma alteração de cor. Os técnicos informam que foi feito o resgate do padrão cromático preexistente obtido a partir de análises técnicas, entre elas prospecções cromáticas, iconografia histórica e relatos da própria comunidade de Antônio Dias.

Em nota, os técnicos afirmam que é “curioso registrar que o padrão cromático resgatado já podia ser facilmente identificado antes das obras. Na cúpula das torres, por exemplo, o amarelo- ocre já se encontrava exposto após a perda e desgaste da camada de pintura superficial pela ação direta das intempéries”. Em todo o processo de preservação, os restauradores do Iphan ouviram sugestões de moradores da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Nesse templo do século 18 está sepultado o “mestre do barroco” Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814).

O presidente da Associação dos Moradores do Bairro Antônio Dias, Gerson Honório, confirma que a escolha da cor foi discutida com a entidade. “Ficou ótima. Com o tempo vai desbotando, como ocorreu com as outras, mas o mais importante é que a igreja está sendo restaurada. No início, as pessoas podem até estranhar um pouco, pois a pintura está nova, mas depois de acostumam, afinal, esse era o tom original dela”, afirma Honório.

Moradora da Rua Santa Efigênia, a aposentada Marta Cordeiro, de 58, “nascida e criada aqui”, conforme faz questão de destacar, diz que a matriz ficou mais “majestosa”. Todos os dias, ela vê a igreja de sua casa, e diz que não chegou a conhecê-la nessa tonalidade. “Lembro-me de que era ocre com portas vermelhas, depois pintaram de vermelho. O pessoal do Iphan afirmou que é um resgate, então, quem somos nós para discutir com quem entende? Para mim, Ouro Preto é bonita de qualquer jeito. Até se passassem tinta preta eu acharia bonito”, brinca.

Restauro. A expectativa é de que ainda neste semestre, possivelmente em maio, depois de longa espera por parte dos moradores de Ouro Preto e defensores do patrimônio, o restauro da Matriz de Nossa Senhora da Conceição seja concluído, e as portas do templo do século 18 abertas à visitação. Em entrevista ao Estado de Minas, no início do mês, durante as comemorações dos 80 anos do Iphan, a superintendência da autarquia federal em Minas, Célia Corsino, adiantou que, tão logo terminem os serviços, será iniciado o restauro dos elementos artísticos da igreja. A obra tem recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

Segundo pesquisa publicada no portal da Prefeitura de Ouro Preto, a história do templo começa por volta de 1699, quando foi elevada, a mando do bandeirante Antônio Dias, uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Em 1705, foi instituída a primitiva matriz de Nossa Senhora da Conceição, sofrendo provavelmente modificações e acréscimos para se adaptar à nova função. O rápido crescimento da população do antigo Arraial de Antônio Dias fez com que os moradores, em 1711, exigissem a construção de um novo templo, o que ocorreu em 1724.

Em 1727, foi iniciada a construção da atual matriz, cujo projeto é atribuído a Manoel Francisco Lisboa. Os trabalhos iniciados antes da Matriz do Pilar seguiram em ritmo mais lento até 1756, quando se inicia a talha da capela-mor e posteriormente as obras de pintura e douramento. Os altares da nave são bem mais antigos, podendo incluir, como no caso da Matriz do Pilar, peças remanescentes da primitiva. A decoração interna da nave é atribuída também a Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Já a talha da capela-mor é atribuída a Jerônimo Félix Teixeira e Felipe Vieira, discípulos de Noronha e Xavier de Brito, daí sua afinidade com a Matriz do Pilar.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: em.com.br

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

XVI Festival Internazionale di Musica e Arte Sacra já tem data!



16th INTERNATIONAL FESTIVAL OF SACRED MUSIC AND ART
WITH THE VIENNA PHILHARMONIC AS ORCHESTRA “IN RESIDENCE”
from September 16th to September 20th, 2017
and
from November 4th to November 8th, 2017
in Rome and the Vatican

Fonte: Fondazione Pro Musica Arte Sacra



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Curso: "Conservação e Restauração em sua interdisciplinaridade Museal"


Curso de Conservação e Restauração

Museu de Arte Sacra de São Paulo abre novas turmas para o curso de "Conservação e Restauração em sua interdisciplinaridade Museal", com a Profª Titina Corso.
Por meio de apresentação teórica, prática e dialógica, pretende-se estimular os participantes à observação técnica e artística, para análise morfológica e identificação da cultura secular do material artístico no fazer da imaginária de vulto, religiosa e elementos decorativos como relevante fonte de pesquisa, sensibilizando-os a uma melhor compreensão da produção erudita e de sua materialidade. Para essa finalidade, o curso compreenderá aulas expositivas, subsídios visuais como filmes e slides, além de experimentos em papel marche com diálogo de montagem mista. A ação prática na vivência de equipe e interdisciplinaridade. Também, abrangerá uma programação de visitas técnicas em ambiência museológica a ser definida conforme a necessidade da matéria estudada.

DOCENTE
Profª Esp. Marcia Cristina de Almeida Corso (Titina Corso), artista plástica de poética híbrida, tem formação na área em escola clássica de pintura e escultura. É pedagoga especialista em pesquisa educacional pela arte na linha transdisciplinar e professora de conservação e restauração de bens móveis e imóveis.
Traz em sua bagagem premiações no cenário nacional e internacional. Possui algumas de suas obras em acervos museológicos importantes, a exemplo do Museu Nacional de Brasília, Museu do Vaticano, Museu Maria Fontinha, Université de Poitiers e Bienais Nacionais.

MÓDULOS
  1. Gesso - 1º Semestre de 2016
  2. Barro - 2º Semestre de 2016
  3. Papel Marche - 1º Semestre de 2017
  4. Madeira - 2º Semestre de 2017
Clique aqui  para baixar a grade do módulo (Papel Marche).
Cada aluno deverá trazer uma toalha de mão. O restante do material para utilização no curso está incluso no valor da mensalidade.

Período: semestral com 4 aulas mensais (O aluno poderá fazer todos os módulos ou somente o que lhe interessar)
Horário: 13h às 17h
Carga horária: 4 horas por dia 
Vagas: 30
Valor: R$320 mensais (o aluno deverá deixar os cheques pré-datados semestralmente).
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Av. Tiradentes, 676 - Luz | Metrô Tiradentes
Estacionamento gratuito: Rua Jorge Miranda, 43
Ao final do semestre o aluno receberá o certificado de participação.

Ícone da Mãe de Misericórdia será coroado e exposto no Vaticano





O ícone da 'Virgem Maria Mãe de Misericórdia', com o qual os pobres acolhidos e os voluntários da Pequena Casa da Misericórdia de Gela, sul da Itália, quiseram homenagear Nossa Senhora pela graça do Ano Jubilar da Misericórdia, será coroado e exposto à veneração pública na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O ícone representa a Virgem Maria mostrando Jesus, misericórdia do Pai, e o avental sinal identificativo do serviço do Cristo e de misericórdia para com o próximo.

Desde 13 de novembro de 2016 - data do encerramento diocesano do Jubileu da Misericórdia - o ícone é venerado no altar principal da Igreja de Santo Agostinho, em Gela, Centro de espiritualidade nacional da Misericórdia, onde existe um local de acolhimento com refeitório e dormitório para os necessitados.

Ícone em São Pedro, na Missa celebrada pelo Papa


Cem fiéis da cidade siciliana de Gela, tendo à frente o vigário geral da Diocese de Piazza Armerina, Pe. Antonino Rivoli, deverão chegar a Roma n quarta-feira, 1º de fevereiro. Com eles virão alguns pobres e voluntários da Pequena Casa da Misericórdia que deverão participar da Audiência Geral do Papa e da celebração eucarística a ser oficiada na Basílica Vaticana e que será presidida pelo Cardeal Angelo Comastri. O rito de coroação do Ícone Sagrado será durante a missa. Já, na quinta-feira, 2 de fevereiro, festa da Apresentação do Senhor, o Papa Francisco presidirá à solene celebração eucarística com a presença do Ícone Sagrado.

Maria, mestra de misericórdia e caridade

Mais uma vez Maria torna-se para a nossa cidade fonte de consolação e de segura esperança, Maria é a misericordiosa, como rezamos na antiga antífona da Salve-Rainha

"Temos a honra de o Departamento das Celebrações Litúrgicas do Santo Padre ter escolhido, para a ocasião do Dia Mundial da Vida Consagrada, nosso Ícone Sagrado que será exposto na Capela Papal", disse o diretor do Centro de Espiritualidade, Pe. Pasqualino di Dio. "Mais uma vez Maria torna-se para a nossa cidade fonte de consolação e de segura esperança, Maria é a misericordiosa, como rezamos na antiga antífona da Salve-Rainha; Ela recebeu a Misericórdia feita carne e se deixou conduzir por Ele a servir a anciã e cansada prima Isabel, que certamente jamais pôde restituir o gesto de caridade e os três meses de permanência de Maria na casa de Zacarias. Maria nos ensina que a caridade deve ser silenciosa, discreta, desinteressada, sem esperar nada em troca", acrescentou Pe. Pasqualino.

Retorno a Gela

No domingo, 5 de fevereiro, o Ícone Sagrado retornará à Sicília chegando a Gela às 17h30 locais, onde será acolhido na Igreja de São Francisco de Paula. Vai se realizar uma breve procissão e se terá na Igreja de Santo Agostino, onde o ícone será recolocado, a missa de ação de graças presidida pelo bispo de Piazza Armerina, Dom Rosario Gisana. (JSG)

Fonte: A12

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

5º Congreso Iberoamericano y XIII Jornada sobre Técnicas para la Restauración y Conservación del Patrimonio





Los días 06, 07 y 08 de setiembre de 2017 se realizará en la ciudad de La Plata, Argentina, el 5º Congreso Iberoamericano y XIII Jornada sobre Técnicas para la Restauración y Conservación del Patrimonio, COIBRECOPA 2017 “Dr. Osvaldo Otero”.

Estas actividades, organizadas por el Laboratorio de Entrenamiento Multidisciplinario para la Investigación Tecnológica – LEMIT, dependiente de la Comisión de Investigaciones Científicas conjuntamente con el Instituto Andaluz delPatrimonio Histórico, Junta de Andalucía, Sevilla, España,están integradas por Conferencias Plenarias a cargo de destacados especialistas (invitados) en la temática de distintos países de América y Europa como Brasil, México, España, Portugal, etc., y la exposición de artículos en sesiones técnicas y en poster. También, se dictaran cursos específicos de restauración de distintos materiales, por ejemplo papel, pinturas murales, ornamentos de fachadas, vitraux, etc.

El objetivo de la reunión es difundir los conocimientos desarrollados y/o aplicados sobre las distintas técnicas disponibles para la restauración del patrimonio, tanto en trabajos de laboratorio como en experiencias de obra que conforman el patrimonio urbano, rural, industrial y religioso de los países iberoamericanos.

Las actividades se desarrollarán en el LEMIT, Avenida 52 entre 121 y 122, La Plata, Argentina (www.coibrecopa.com.ar).

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