O Museu de Arte Sacra (MAS) de Uberaba - MG, que fica na Igreja Santa Rita, inaugurou no último domingo (23) a exposição “Santos, Santos”, que trará ao público imagens sacras inéditas de coleções particulares, além de peças do acervo do museu. A mostra vai até o dia 13 de setembro e a entrada é gratuita. O MAS funciona de terça a sexta, das 12h às 18h, e sábado e domingo das 8h às 12h.
Vale lembrar que a Igreja Santa Rita, onde está instalado o MAS, passou recentemente por reforma estrutural e de conservação realizada pela Prefeitura de Uberaba, através da Fundação Cultural e do Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau).
A reforma foi aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e custeada pelo Fundo Municipal de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Fumphau), que provém de arrecadações do ICMS Cultural.
Na revitalização toda a originalidade da igreja foi mantida. O local é ponto turístico que atrai a visita de milhares de turistas de todo o país.
Fonte: Luiza Carvalho – Estagiária de Jornalismo Comunicação PMU/FCU
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Museu de Arte Sacra de Uberaba é administrado pela Fundação Cultural Horário de visitação: Terça a sexta das 12h às 18h e sábado e domingo das 8h às 12h – Igreja Santa Rita – Praça Manoel Terra, snº – Centro Telefone: 3316-9886
masmuseusdeartedeuberaba@yahoo.com.br *Visitas guiadas deverão ser agendadas com antecedência através do telefone do museu.
Image copyrightMPMGImage captionCrucifixo do século 18 furtado em 1994 de igreja de Ouro Branco (MG) foi recuperado pelo Ministério Público de Minas Gerais e entregue neste mês à arquidiocese da cidade histórica de Mariana (MG)
Minas Gerais viveu uma espécie de pesadelo em 2003, quando 78 peças sacras foram roubadas de igrejas do Estado. Foi o maior número desde 1964 – só perdendo para os 90 furtos de 1994.
A onda de roubos acendeu um alerta entre instituições de defesa do patrimônio. Nascia ali o embrião de um órgão especializado nessa área dentro do Ministério Público mineiro, que desde então já recuperou 365 bens culturais desaparecidos de igrejas do Estado.
"Aquele ano (2003) foi um divisor de águas. A partir dali invertemos a lógica: passamos a recuperar mais bens do que perder", afirma Marcos Paulo Miranda, o chefe da Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais.
Ao longo da última década, Miranda tornou-se uma espécie de "xerife" do patrimônio das igrejas barrocas de Minas. Aos 41 anos, encara uma cruzada quase religiosa pela recuperação de imagens extraviadas desses templos.
Image copyrightMPMGImage captionGráfico mostra a evolução dos furtos e roubos de bens culturais de igrejas mineiras nos últimos 50 anos: picos ocorreram em 1994, 2003 e 2008
Em muitos casos, são obras que acabam em mãos de colecionadores privados – o valor de uma obra do escultor Antônio Francisco Lisboa (1737-1814), o Aleijadinho, por exemplo, pode facilmente superar os seis dígitos no mercado.
O arsenal da equipe de Miranda é variado: investigam catálogos de acervos, leilões e sites, apuram denúncias e encaminham devoluções voluntárias.
Os alvos permanentes são 707 bens desaparecidos no Estado pelo menos desde a década de 1960.
Image copyrightMPMGImage captionExemplos de peças desaparecidas de igrejas mineiras e que são alvo de campanha permanente de recuperação pelo Ministério Público do Estado
Devolução inédita
O desfecho de uma ação bem-sucedida da Promotoria deverá ocorrer neste mês, quando o Masp (Museu de Arte de São Paulo) devolverá à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Lavras (MG), um quadro do século 18 que ficou mais de 12 anos no acervo do museu.
A história do quadro sacro Verônica, de autoria desconhecida, remete ao fim da década de 1950, quando um estudante encontrou o quadro abandonado numa comunidade rural da cidade e o doou ao Masp anos depois.
Image copyrightMPMGImage captionAs mineiras Nova Era, Ouro Preto e Tiradentes encabeçam o ranking das cidades do Estado com maior número de peças de patrimônio desaparecidas
Após denúncias de moradores de Lavras, o Ministério Público mineiro iniciou negociações com o Masp em 2009 e obteve a devolução ao Iphan (órgão federal de patrimônio), que deverá restaurar a obra antes de devolvê-la à exposição pública.
Para além das montanhas
Como Minas tem o maior acervo de peças sacras do país e a equipe de Miranda é especializada, muitas vezes as ações do grupo ultrapassam os limites do Estado.
Em fevereiro do ano passado, por exemplo, a Promotoria devolveu à Mitra Diocesana de Nova Friburgo (RJ) um crucifixo do século 18 que estava desaparecido havia 50 anos.
Image copyrightMPMGImage captionApós cinco anos de análises técnicas, um crucifixo de madeira da segunda metade do século 18 encontrado à venda pela internet foi devolvido à Diocese de Nova Friburgo (RJ)
A investigação começou em 2008, quando o Ministério Público descobriu que a peça estava sendo vendida em um site na internet por R$ 5 mil.
No mesmo ano, a peça foi rastreada e recuperada com um mandado de busca em Niterói (RJ). Uma perícia e uma fotografia de 1945 comprovaram a origem da peça e permitiram a devolução.
Disputa com São Paulo
Há casos, contudo, em que o resgate é mais complexo. Num deles, Miranda quer a devolução de 17 obras que pertencem hoje ao acervo artístico dos palácios do governo de São Paulo, identificadas por meio de catálogos.
São itens como esculturas, quadros e peças de mobília dos séculos 17 e 18, entre eles uma imagem de São José feita por Aleijadinho e um quadro de Manoel da Costa Athayde (1762-1830), contemporâneo e parceiro do mestre do barroco.
O Ministério Público suspeita que as peças tenham sido subtraídas de igrejas mineiras, de cidades como Diamantina, Ouro Preto e Caeté, na década de 1970.
Image copyrightMPMGImage captionMarcos Paulo de Souza Miranda: promotor atua há 12 anos na recuperação de peças do patrimônio histórico de Minas
A tese jurídica usada por Miranda é que bens da Igreja produzidos até o fim da monarquia, em 1889, não podem ser comercializados, porque até então tudo era propriedade do Estado. E que o fim da união entre Estado e Igreja, com a República, não autorizou o livre comércio dessas peças.
Image copyrightMPMGImage captionBusto de São Boaventura, feito por Aleijadinho, foi apreendido com um colecionador paulista em 2010 e voltou a Ouro Preto (MG) após ação da Promotoria; disputa pela posse ainda continua na Justiça
"Bens tombados não podem ser retirados do local ao que pertencem. Se houve venda, foi ilícita", afirma o promotor.
A argumentação é polêmica – há quem diga que ela pode acabar com todas as coleções de arte sacra do país –, mas vem sendo acolhida pela Justiça, como em decisão recente em Minas numa disputa com um colecionador de Amparo (SP) por um busto de São Boaventura em cedro feito por Aleijadinho.
Em nota, a assessoria jurídica do governo de São Paulo informou que tem prestado todas as informações à Promotoria mineira sobre as obras, inclusive os documentos de compra.
"Todas as obras estão em exposição pública e gratuita nos espaços gerenciados pela curadoria do acervo artístico-cultural do governo", informou a gestão.
Miranda tentou negociar a devolução em contatos com a Secretaria de Cultura paulista, e não descarta a via judicial em mais um capítulo sua controversa missão.
Nessa batalha, porém, Minas e o Brasil já largam em desvantagem: a estimativa é que 60% das obras sacras das igrejas de Minas tenham se perdido para sempre.
Padre de São Cristóvão recorre a financiamento coletivo, venda de telhas, restauro ao vivo e fado para recuperar telhado, telas e paramentos
Texto de Carolina Reis
As mãos estão ligeiramente suadas pelo entusiasmo e pela ansiedade. Caetano de Oliveira, 23 anos, está sentado em frente ao altar da centenária igreja de São Cristóvão, na Mouraria, com alguma impaciência. Em cima dos joelhos tem um embrulho castanho do qual não se quer separar. Percebe-se, pelo cuidado com que o segura, que é algo importante. Está à espera de o entregar a outras mãos seguras. Não se trata de um assunto ligado à religião. Não foi a fé que o trouxe aqui. Vem deixar uma telha para ajudar a recuperar o decadente telhado do templo e nela fez um autorretrato. “Sempre quis ter uma obra de arte num monumento e esta é uma oportunidade.”
O jovem artista plástico, habituado a trabalhar azulejo biselado, refere-se à iniciativa da paróquia, de vender telhas, por 20 euros, que qualquer pessoa pode decorar da maneira que quiser, para conseguir angariar os 140 mil euros necessários para arranjar o telhado em risco. É esta a obra mais urgente nesta igreja, que começou a ser construída no início do século XIII, sobreviveu ao terramoto de 1755 e que vê agora um movimento de cristãos e não-cristãos a juntarem-se à sua volta para a recuperar.
Testemunho do Barroco, a igreja de São Cristóvão abriga relíquias patrimoniais entre as quais se destacam as 36 telas de Bento Coelho da Silveira, pintor do reino de D. Pedro II, e paramentos (roupa usada pelos padres durante a eucaristia) com 350 anos. Para os salvar, há um projeto de restauro que apela à comunidade online: foi feita uma campanha de crowdfunding para angariar os cinco mil euros necessários para recuperar a tela principal. Além disso, a igreja e os moradores multiplicam-se em dezenas de ações, de ateliês de restauro das telas feitas ao vivo a noites de espetáculos ou visitas guiadas pelo interior do edifício. Hoje é dia de novo percurso pelo património cristão da Mouraria que termina nos túmulos, telas e labirintos dentro de São Cristóvão. E assim uma igreja fechada tornou-se viva.
“Desde que iniciámos este movimento passaram por cá 15 mil pessoas e foram doados cerca de 25 mil euros”, explica Edgar Clara, o jovem padre por trás do projeto de recuperação da igreja. O movimento Arte por São Cristóvão é fruto de uma candidatura ao orçamento participativo da Câmara Municipal de Lisboa, que resultou num fundo de 75 mil euros destinado a uma estratégia de marketing para divulgar o património da igreja. “Recebemos o dinheiro mas só o podíamos gastar num plano de comunicação, o que não deixa de ser um contrassenso.”
Habituado às lides da comunicação, por ter trabalhado num jornal católico e sido assessor de imprensa do Patriarcado de Lisboa, Edgar Clara juntou diferentes grupos de pessoas em vários tipos de ações. Com a associação Renovar a Mouraria foi desenvolvida uma receita de biscoitos de cardamomo, à venda na igreja e na loja A Vida Portuguesa, o local onde foi feito o lançamento do projeto. Aos fadistas, frequentadores do bairro, foi buscar as vozes e as guitarras para fazer arraiais e noites de fado em que “a igreja ficava aberta até à uma da manhã”.
E trouxe para dentro do espaço os moradores que têm outra fé e os que não têm fé nenhuma. Muitas vezes, são eles que para lá encaminham os turistas. “Estamos num apartamento de airbnb aqui mesmo em frente e não estávamos a pensar entrar, mas uma vizinha disse-nos várias vezes que tínhamos de vir. É muito impressionante, a idade das obras, mas mais ainda o estado em que estão”, diz Trieja Akkerman, uma turista do norte da Holanda.
“ÚLTIMA CEIA” OCULTA NUM BURACO
Trieja, acompanhada pelo marido e por duas filhas, assiste, atenta, ao restauro de uma das telas de Bento Coelho da Silveira. A do centro, presa por cordas em cima do altar-mor, é o ex-líbris. Uma ‘Última Ceia’, de 2,6 por 4,75 metros, inspirada em Rubens, esteve ‘desaparecida’ várias décadas até à chegada de Edgar Clara. “Tinha visto fotografias dos anos 50 de uma ‘Última Ceia’ e comecei à procura. Quando percebi onde estava, reunimos técnicos para a retirar. Foi aí que vimos o seu estado”, conta ao apontar para o local onde a encontrou: um buraco estreito, por trás do altar. “Acreditamos que estava aqui porque subia e descia durante a missa.” Os cinco mil euros conseguidos com o crowdfunding vão permitir que seja levada para restaurar em laboratório.
Já a recuperação das outras 35 é feita ao vivo, dentro da igreja, com curiosos e turistas a serem convidados a entrar, a ficar, a perguntar. Barulho em vez do silêncio. Centenas de pessoas em vez das habituais 30 que assistem à missa. Muitas perguntas à conservadora que, no local, trata do restauro, uma tela de cada vez. “É um desafio. É uma peça muito interessante, a nível da projeção, porque se percebe que foi pintada para ser olhada de baixo para cima. O mais difícil foi perceber quais eram os materiais usados, para a recuperar com o máximo respeito pelo artista”, explica Ana Ferreira.
Depois desta, Ana deverá debruçar-se dentro da igreja sobre outras telas. Espera-se que venham mais curiosos, que comprem um pin, um pacote de biscoitos de cardamomo, ou uma telha.
El Centro de Ciencias Humanas y Sociales del CSIC organiza el III curso de especialización "Arqueología de la arquitectura" que se impartirá del 7 al 11 de septiembre de 2015.
Información sobre créditos:
- Créditos para alumnos matriculados en el Grado Fundamentos de la Arquitectura. Dep. de Ideación Gráfica Arquitectónica. ETSAM (Arquitectura), UPM.
- Créditos de libre participación en el Grado Historia del Arte. Dep. Historia del Arte I (Medieval), Facultad de Geografía e Historia, UCM.
- Consideración del Curso como Actividad Formativa para los programas de doctorado. Facultad de Geografía e Historia.UCM.
Requisitos de admisión: Diplomados, licenciados, doctores, arquitectos superiores y técnicos, estudiantes grado y master.
Horario: de 10.00 a 17.30h.
Lugar: Sala Menéndez Pidal 0E18
Centro de Ciencias Humanas y Sociales
C/Albasanz 26-28 (Madrid)
Cómo llegar
Metro: L5 Ciudad Lineal (salida c/Albarracín) o Suanzes.
L7 Hnos. García Noblejas
Autobuses: C/Alcalá: 28, 38, 77, 104, 105 y 153 y C/Hnos. García Noblejas: 4, 38, 48, 70 y 105
Resumen del contenido y objetivo del curso: Se pretende enseñar la metodología de la Arqueología de la Arquitectura, sus estrategias y modelos de aplicación tanto en el marco de proyectos de investigación así como de conservación y puesta en valor del patrimonio histórico construido.
Un primer bloque teórico pretende abarcar los conceptos básicos de esta metodología, sus estrategias principales así como otras herramientas, aplicaciones y estrategias de análisis complementarias, completándose con algunos casos de estudio que ejemplifiquen todos esos aspectos.
Un segundo bloque pretende acercar a la práctica de esta metodología con la realización de un ejercicio práctico de análisis, mediante el cual el alumno se pueda familiarizar con esas estrategias y herramientas.
Antes del inicio del curso, se facilitarán varios artículos y trabajos o esquemas sobre la arqueología de la arquitectura, con la intención de partir de este modo de unos conocimientos básicos que permitan maximizar su desarrollo.
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/UNL Edifício I&D – Sala Multiusos 2 & 3 (4.ºPiso)
26 e 27 de novembro de 2015
O Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa encontra-se a organizar o I Simpósio de História da Arte – O Retábulo no espaço Iberoamericano: Forma, função e iconografia, que terá lugar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, a 26 e 27 de novembro de 2015.
Até 30 de setembro 20,00€ 30,00€ Depois de 30 de setembro 30,00€ 40,00€
* A inscrição inclui entrega de material, revista de história da arte, certificado de presença e acesso ao coffee-break (não inclui a visita de sábado, reservada para os oradores e comissão científica, em virtude do número de lugares disponíveis). **Mediante envio de comprovativo.
*** Os oradores do Simpósio estão isentos do pagamento de inscrição.
PAGAMENTO A inscrição no Simpósio só é válida mediante o pagamento, pelo que deverá enviar o formulário de inscrição acompanhado do respectivo comprovativo de pagamento para ubarrocoiberoamericanoportugal@gmail.com . Após a sua recepção será enviado um e-mail a confirmar a inscrição.
As inscrições devem ser pagas mediante transferência bancária, sendo que qualquer taxa de transferência deverá ser paga pelo participante.
TERMOS E CONDIÇÕES Não haverá rembolsos nas inscrições. Os participantes inscritos deverão levantar o material no primeiro dia do Simpósio. Os recibos serão emitidos até 31 de outubro, para todos aqueles que se inscreverem até 1-15 de outubro e enviarem o formulário de inscrição correctamente preenchido acompanhado do respectivo comprovativo de pagamento. Os recibos deverão ser levantados junto do secretariado do Simpósio. FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
O Museu de Fátima, localizado no Santuário construído no lugar das célebres aparições em Portugal, comemorou os 60 anos do decreto episcopal que o criou, por disposição de Dom José Alves Correia da Silva, Bispo de Leiria. Para celebrar este aniversário, o Reitor do Santuário, Padre Carlos Cabecinhas, permitiu a entrada gratuita dos fiéis à Casa-Museu de Aljustrel e à exposição Fátima Luz e Paz no dia 13 de agosto.
Segundo explicou Marco Daniel Duarte, Diretor do Museu do Santuário de Fátima, esta instituição foi criada para preservar viva a memória de fatos que começavam a ser remotos, para preservar "não apenas os testemunhos materiais que se referiam aos videntes e aos restantes protagonistas da história de Fátima, mas também os que faziam memória do Santuário e de seus peregrinos". O Museu leva a Mensagem de Fátima a três públicos principais, explicou: o dos peregrinos que desejam conhecer mais, o dos visitantes por outros motivos a Cova da Iria e ao do mundo acadêmico. "O Museu do Santuário tem sido, assim, lugar de inequívoca transmissão e vivência da Mensagem de Fátima e, assim, da Cultura que resulta dessa Mensagem", acrescentou.
A Mensagem chega mais distante através da beleza
A coleção do Museu é única e tem um alto valor simbólico porque suas peças não foram buscadas e adquiridas no mercado. "A coleção foi se constituindo através de oferendas dos peregrinos e elas refletem sua relação personalíssima com a Mãe de Deus que tem por mediadora", comentou o Diretor. "Há, obviamente, peças mais emblemáticas: todas as que se relacionam com os videntes de Fátima e com a história do Santuário e, assim, do impacto de Fátima no mundo. A coroa preciosa da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, as diferentes oferendas dos Papas, desde as rosas de ouro até os outros objetos que aqui mostram a importância de Fátima para a Igreja universal são peças importantíssimas". No entanto, destacou o grande valor das peças anônimas e supostamente de pouca valia, como o poderia ser as lentes de um peregrino a quem a Santíssima Virgem restituiu sua visão e que ficaram no Santuário como testemunho do milagre ou as anotações devotas de uma criança que se encomenda à Mãe de Deus.
Sobre o desenvolvimento atual do Museu, Duarte explicou que se avança na dimensão comunicativa do mesmo, levando a Mensagem de Fátima a mais pessoas. Nas palavras do especialista, esta Mensagem "chega muito longe quando o suporte é artístico ou fala do belo" e isto tem dado lugar a iniciativas com grande êxito. "As exposições temporais se revelaram como uma prova cabal de que é possível transmitir a mensagem específica do lugar através de uma museografia atual", afirmou, indicando que o número de visitantes tem aumentado notavelmente até chegar a quase 62 mil no ano anterior.
"O grande desafio para o futuro será o de levar estes conteúdos cada vez mais distante e a mais pessoas, pois a linguagem dos museus é -assim o queremos- verdadeiramente universal, como universal é, por definição, a mensagem de Cristo e de sua Igreja e a específica mensagem fixada a partir das aparições de Fátima", concluiu. (GPE/EPC)
Anfiteatro Campus Consolação Rua Marquês de Paranaguá 111, CEP: 0103-050 - Consolação, São Paulo, SP
O IX Congresso Internacional do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira (CEIB) será realizado entre os dias 20 e 24 de outubro, no Anfiteatro do Campus Consolação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP. O Campus Marquês de Paranaguá ou Campus Consolação –, originalmente construído para abrigar o Instituto “Sede Sapientiae”, inaugurado em 1942, é uma das mais belas obras de Rino Levi – arquiteto paulista conhecido por priorizar o funcionalismo em suas obras sem descuidar da parte estética. No início de novembro de 2010 o CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico – tombou o Campus Marquês de Paranaguá, junto com outras seis obras arquitetônicas de Rino Levi.
O Coordenador local do IX Congresso é o Professor Dr. Mozart Alberto Bonazzi da Costa,Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Professor e Coordenador do Curso Superior de Conservação e Restauro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e autor de publicações como A Talha Ornamental Barroca. O Centro de Estudos da Imaginária Brasileira (CEIB) é uma associação cultural e científica sem fins lucrativos, que congrega atualmente 150 associados.
Em setembro de 1998 e em junho de 2001, o CEIB realizou os seus I e II Congressos Internacionais, ambos na cidade de Mariana/MG. O III e o IV Congressos aconteceram em São João del-Rei, nos anos 2003 e 2005; em outubro de 2007 o V Congresso foi realizado no Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o VI Congresso, em 2009, na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e o VII, em 2011, na Casa da Ópera de Ouro Preto e em outubro de 2013 em 2013 no Museu do Homem Missioneiro em Pium/Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Nessas ocasiões, profissionais brasileiros e estrangeiros apresentaram, sob a forma de conferências, comunicações e pôsteres os resultados de suas pesquisas, contribuindo assim, para o avanço dos estudos sobre a imaginária sacra, ampliando e consolidando um intercâmbio de conhecimentos sob a ótica da interdisciplinaridade.
Neste IX Congresso Internacional do CEIB, os conferencistas convidados serão: Prof. Dr. Martín M. Morales Professor Titular na cadeira de História e Bens Culturais da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde dirige o Arquivo Histórico e o Departamento de Bens Culturais. Desenvolve pesquisas a respeito da História Religiosa no período Moderno, dedicando-se nos últimos anos à problemática da documentação jesuítica e, particularmente, da produção historiográfica da Companhia de Jesus e da História das Missões. Prof. Dr. Joaquim Garriga Riera Catedrático em História da Arte Moderna e Diretor do Grupo de Pesquisa “História da Arte Renascentista e Barroca” da Universidade de Girona, realiza pesquisas a respeito de temas da arte renascentista na Europa, especialmente na Itália e na Catalunha. Entre estes, estão a gênese dos procedimentos modernos de representação em perspectiva e a sua difusão nos ateliês de pintores entre os séculos XV e XVI, especialmente em ambientes oficinais de tradição artesanal. Profa. Dra. Gabriela Siracusano Doutora em Filosofia e Letras pela Universidade de Buenos Aires, Pesquisadora do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Tecnológicas – CONICET e do Instituto de Teoria e História da Arte “Julio E. Payró”, da Faculdade de Filosofia e Letras da UBA, é docente da Universidade Nacional San Martín, Buenos Aires, Argentina.
Entre as suas diversas publicações encontra-se o livro El poder de los colores: de lo material a lo simbólico em laspracticasculturales andinas (siglos XVI-XVIII). Prof. Dr. Percival Tirapeli Professor Titular no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista – UNESP, onde coordena o Grupo de Pesquisa Barroco Memória Viva. Desenvolve pesquisas a respeito de Arte Brasileira, Patrimônios Artísticos e Culturais, e Arte e Arquitetura religiosas. É mestre e doutor pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA-USP e autor de publicações como Arte Sacra Colonial: Barroco Memória Viva; As mais Belas Igrejas do Brasil e Igrejas Barrocas do Brasil.