quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Músico argentino tocará tango religioso na presença do papa Francisco

Buenos Aires.

O pianista e compositor argentino Martín Palmeri apresentará ao papa Francisco sua obra "Misa a Buenos Aires (MisaTango)"durante o Festival Internacional de Música e Arte Sacra que será realizado em diferentes basílicas papais de Roma entre os dias 29 de outubro e 10 de novembro.

O festival acontece todos os anos e desta vez está dedicado ao sumo pontífice, que estará presente na abertura quando Palmeri interpretará sua obra junto com o Coral da Catedral de Colônia (Alemanha).

"A figura do papa Francisco na Argentina é muito importante e sua escolha foi um fato histórico. Estou de acordo com muitas de suas atitudes e para mim é um grande orgulho tocar esta música no piano diante dele", explicou Palmeri à Agência Efe.

A "MisaTango", composta por Palmeri, está em latim e atualmente é interpretada em países da Europa e da América do Sul.

"A obra respeita o texto das missas tradicionais, o que fiz foi trabalhar o coro com elementos do tango característicos de Buenos Aires e o produto final é uma composição sinfônico-coral com três bandoneones (espécie de sanfona), cordas e piano", explicou o músico argentino.

Durante o festival, os melhores coros do mundo participarão de uma semana de concertos, na qual se destacará também a presença da Orquestra do Teatro de Ópera de Roma e da Filarmônica de Viena.

O evento é organizado pela Fundação Pró Música e Arte Sacra, que se dedica à promoção da música sacra e à restauração da arte religiosa.

Fonte: UOL

Em Roma, Festvial Internacional de Música dedicado ao Papa Francisco



Roma (RV) – De 29 de outubro a 10 de novembro próximos retorna a Roma e ao Vaticano o Festival Internacional de Música e Arte Sacra, que já se encontra na sua 12º edição. O evento, que une música de alto nível e lugares sagrados entre os mais representativos, se realiza na moldura das Basílicas Papais e não somente. Promovida pela Fundação Pro Música e Arte Sacra, o evento tem entre os participantes a Orquestra Filarmônica de Viena e artistas internacionais com um repertório de músicas do período do renascimento e do século XX. Os concertos terão entrada franca.

A edição de 2013 é dedicada ao Papa Francisco, no ano da sua eleição. O pensamento do Cardeal Angelo Comastri, Presidente honorário da Fundação Pro Musica e Arte Sacra, que – no âmbito da manifestação -, no dia 4 de novembro celebrará a Santa Missa na Basílica de São Pedro:

R. - O Festival Internacional de arte e música sacra quer recuperar um patrimônio de música que nasceu de uma fonte religiosa, mas que hoje está um pouco abandonado. O que é bonito é que tudo isso seja acompanhado pela atenção à arte. Todos os anos, enquanto se realiza esta recuperação musical, há também uma restauração significativa de algumas obras de arte. E eu diria que essa simbiose seja particularmente significativa. A novidade deste ano é o Papa Francisco. Evidentemente, pensou-se em dedicar a ele o Festival, porque é o primeiro Papa na história que, depois de cerca 800 anos da morte de São Francisco, decidiu tomar o seu nome. Enfatizaremos isso - especialmente na celebração da Eucaristia – quais poderiam ser os laços espirituais entre o Papa Francisco e São Francisco de Assis: chamaremos a atenção para esta sintonia. (SP)


Texto proveniente da página do site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Nossa Senhora no Azulejo Português


Nossa Senhora do Rosário (1640).
Painel de 7 x 5 azulejos (14 x 14 cm).
Arquidiocese de Évora.
Segundo os Evangelhos, Maria, vulgarmente conhecida por “Nossa Senhora” é mãe de Jesus a quem deu à luz em Belém e que foi adorado numa manjedoura como filho de Deus, não só por pastores como por reis magos (Lucas 2:1-20).
De acordo com a religião católica, a Maria estão associados quatro dogmas de fé: “Virgindade Perpétua”, “Maternidade Divina”, “Imaculada Conceição” e “Assunção aos Céus”.
A intensa devoção dos católicos por Maria, levou-os a atribuir-lhe inúmeros títulos, dentre os quais: Nossa Senhora…
…da Ascensão, da Assunção, da Boa Viagem, da Candelária, da Conceição, da Estrela, da Misericórdia, da Saúde, da Guia, da Lapa, da Luz, da Natividade, da Nazaré, da Oliveira, da Pena, da Piedade, da Penha de França, da Visitação, da Vitória, das Candeias, das Dores, das Mercês, das Necessidades, das Neves, das Sete Dores, de Fátima, do Almortão, do Desterro, do Mato, do Monte, do Ó, do Perpétuo Socorro, do Rosário, do Sobreiro, dos Navegantes, dos Prazeres, Medianeira, Protectora dos Fiéis.
A todos esses títulos correspondem imagens, muitas das quais estão representadas na azulejaria portuguesa, facto de que aqui damos conta, ainda que duma forma não exaustiva.
Nossa Senhora da Conceição (1650 - 1675).
Painel de azulejos (86,6 x 87,7 cm).
Fabrico de Lisboa. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora com o Menino.(1º terço do século XVII).
 Olaria de Lisboa.
 Arquidiocese de Évora. 
Nossa Senhora da Conceição com os símbolos Marianos
(meados do século XVII).
Painel de azulejos, fabrico de Lisboa.
 Arquidiocese de Évora. 
Nossa Senhora da Piedade (séc XVII).
Painel de azulejos na Ermida de Nossa Senhora da Piedade,
 Ilha de Santa Maria, Açores.
Nossa Senhora do Mato (Séc. XVII).
Frontal de Altar. Capela de Nossa Senhora do Mato,
freguesia de Mouriscas, concelho de Abrantes.
Nossa Senhora da Misericórdia (1712).
Painel de azulejos de António de Oliveira Bernardes,
pintor e azulejista português dos séculos XVII e XVIII.
Antiga Igreja da Misericórdia de Estremoz.
Presépio e Adoração dos Reis Magos (Meados do séc. XVIII).
Painel de azulejos de composição figurativa (174 cm x 280 cm).
Arquidiocese de Évora.
Nossa Senhora da Natividade (2º quartel do Século XVIII).
Painel de azulejos (72 x 43 cm).
Colecção Berardo.
Nossa Senhora da Conceição e as Almas do Purgatório (1750).
Painel de azulejos (224 x 83 cm).
 Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora do Rosário (1751).
Painel de azulejos (156 x 58 cm).
 Fabrico de Coimbra.
Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra.
São Marçal, Nossa Senhora da Conceição e São Francisco de Borja (1758).
Painel de azulejos (300 x 154 cm). Fabrico de Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora do Carmo (1770-1780).
Painel de azulejos (195 x 91 cm). Fabrico de Coimbra.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora das Almas (1772).
Painel de azulejos (122 x 84 cm). Oficina de Manuel da Costa Brioso.
 Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra.
Nossa Senhora das Dores, Santa Rita e Santo António
com o Menino  (c. 1775-1780).
Painel de azulejos (7 x 6 - incompleto).
Autoria de Francisco Jorge da Costa. Fabrico de Lisboa. 
 Proveniente da Rua Bica do Marquês, 19, Lisboa. 
 Museu da Cidade, Lisboa.
Nossa Senhora da Penha de França (Último quartel do Século XVIII).
Painel de azulejos (155 x 54 cm).
Colecção Berardo.
Nossa Senhora do Carmo (Último quartel do Século XVIII).
Painel de azulejos (124 x 111,5 cm).
Colecção Berardo.
Nossa Senhora da Ascensão (Século XVIII).
 Painel de azulejos (128 x 57 cm).
Colecção Berardo.
 Nossa Senhora entrega o Rosário a São Domingos
(séc. XVIII).
 Painel de azulejos da Sé de Aveiro.
Nossa Senhora da Conceição, São Marçal, Santo António
e São Pedro de Alcântara (1790).
Painel de azulejos da Travessa da Queimada, 11 – Lisboa 
Nossa Senhora da Conceição, Santo António e São Marçal 
(c. 1775-1790). 
 Painel de azulejos (99 x 269 cm).
Fabrico de Lisboa.  Colecção Solar, Lisboa. 
Nossa Senhora da Conceição, Santo António
e São Marçal (c. 1775-1790). 
 Painel de azulejos (99 x 269 cm).
 Fabrico de Lisboa.  Colecção Solar, Lisboa.
Nossa Senhora da Conceição, São Marçal,
Santo António de Lisboa e São Pedro de Alcântara (1790).
Painel de azulejos (68 x 135 cm).
 Real Fábrica de Louça, ao Rato, Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.

Nossa Senhora jogando às cartas com o Menino Jesus (séc. XVIII).
Painel de azulejos na nave da Sé Catedral de Beja.
Nossa Senhora da Conceição (1800).
Painel de azulejos (42 x 42 cm). Fabrico de Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora das Sete Dores, São Marçal,
Santo António com o Menino e Almas do Purgatório (1800).
 Painel de azulejos (126 x 98 cm). Real Fábrica de Louça, ao Rato, Lisboa.
 Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Cristo crucificado, Nossa Senhora da Penha de França e São Marçal (1800 – 1810).
Painel de azulejos (148 x 72 cm). Real Fábrica de Louça, ao Rato, Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora da Conceição e Santo António (1821). 
 Painel de azulejos da Rua da Palmeira, Mercês.
Nossa Senhora da Boa Viagem (1º quartel do Século XIX).
 Painel de azulejos (70 x 28 cm).
 Colecção Berardo.
Nossa Senhora com o Menino (1º quartel do Século XIX).
Painel de azulejos (71 x 46 cm).
Colecção Berardo.
Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Ascensão (1º quartel do Século XIX).
Painel de azulejos (92 x 56 cm).
Colecção Berardo.
Senhor dos Passos, Nossa Senhora da Nazaré (1º quartel do Século XIX).
Painel de azulejos (126 x 98 cm).
 Colecção Berardo.
Nossa Senhora, Protectora dos Fiéis (2º quartel do Século XIX).
Painel de azulejos (229,5 x 249 cm). 
Colecção Berardo.
Nossa Senhora do Almurtão (?).
Painel de azulejos na fachada de um edificio
 de Idanha-a-Nova.
Procissão de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego (1903).
Painel de azulejos do pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista Jorge Colaço (1864-1942).
Estação da C.P. de S. Bento, Porto.
Nossa Senhora da Estrela (1938).
Painel de azulejos do pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista Jorge Colaço (1864-1942).
Fabrico de Lisboa. Escadaria frontal da Igreja Matriz de Parada de Gonta, Tondela.
 
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