sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Criada comissão para ajudar as paróquias de São João del Rei na preservação dos bens culturais da cidade

Decisão foi tomada após uma reunião inicial em que foi assinado pelo bispo diocesano o Decreto que oficializa a criação da comissão 

Foi criada, em São João del Rei, uma comissão com o objetivo de auxiliar a Diocese do município na preservação dos bens culturais, arte sacra e obras. A decisão foi tomada após uma reunião inicial realizada na manhã de sexta-feira (27), em que foi assinado pelo bispo diocesano, Dom Célio de Oliveira Goulart, o Decreto que oficializa a criação desta nova comissão.

Após o momento de oração inicial, os participantes partilharam a leitura de alguns trechos das recomendações oficiais da CNBB destinadas ao assunto. Como decisões da reunião, ficaram acertadas que este novo trabalho poderá ser apresentado com mais detalhes a todos os sacerdotes na próxima reunião geral do clero agendada para 14 de novembro.

Novas parcerias com o Departamento Diocesano de Comunicação (Dedicom), com os cursos de Arquitetura, História e Artes da UFSJ e a adesão de novos membros, como a do pároco da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, padre Geraldo Magela, também foram sugeridas pela equipe. A próxima reunião da Comissão Diocesana de Bens Culturais, Arte Sacra e Obras foi agendada para o dia 6 de setembro de 2012, às 9h, na Cúria Diocesana.

Fonte: Mega Minas

OFICINA DE PATRIMÔNIO CULTURAL: REGISTROS E REPRESENTATIVIDADE COLETIVA


Coordenação: Lucas Carrier Olles
7/8 a 11/9 – terças-feiras – 18h30 às 21h30

Público: professores, profissionais de museus e centros culturais, turismólogos, agentes culturais e membros de secretarias e diretorias de cultura
Inscrições: 16/7 a 3/8
Seleção: primeiros inscritos
20 vagas
Local: Fundação Cultural de Jacarehy José Maria de Abreu: Praça Raul Chaves, 110 – Jacareí (SP)

A atividade abordará o conceito de patrimônio cultural, sua representatividade, suporte, legislação, conservação e função enquanto registro e expressão relevante para a permanência e a identidade de um determinado grupo ou sociedade.

Lucas Carrier Olles é historiador, técnico em museologia e possui experiência na área de patrimônio museológico e histórico. Trabalha com arte-educação, educação patrimonial, pesquisa histórica, conservação patrimonial e projetos culturais.

Exposição "Memória em Fatos e Textos" - Museu dos Capuchinhos da Província de Nossa Senhora do Carmo (Muscap)



A história dos frades capuchinhos no Maranhão contada em telas, documentos, móveis, esculturas e fotografias é o tom da exposição Memória em Fatos e Textos, aberta no Museu dos Capuchinhos da Província de Nossa Senhora do Carmo (Muscap), localizado no Convento do Carmo (Praça João Lisboa). A mostra comemorativa aos 5 anos do museu fica aberta à visitação até o dia 27 de agosto, de segunda à sexta-feira, das 14h às 17h.

No acervo da exposição, peças narram a trajetória da igreja do Carmo e da Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo, promovendo a conservação e a proteção do patrimônio cultural artístico-religioso e divulgando a ordem dos franciscanos capuchinhos. Em destaque, documentos que contam a história do museu, como o primeiro livro de visitas com assinatura de dom Paulo Ponte, arcebispo emérito de São Luís, que morreu em 2009. “Para nós, também é importante o decreto que fundou o sistema municipal de museus de São Luís e a inclusão do Museu dos Capuchinhos no guia de museus do Brasil”, complementa a curadora Danielle Estéfane de Macêdo.

Personagens importantes estão eternizados em telas, como o frei Daniel de Samarate, que viveu no fim do século XIX e realizou missões na colônia de Santo Antônio do Prata, no Pará, no município de Alto Alegre e também em São Luís. O religioso dedicou boa parte de sua vida a cuidar de pessoas com hanseníase, chegando a contrair a doença. Uma pequena mostra fotográfica integra a coleção. São fotografias de visitas guiadas, grupos de estudos sobre arte sacra, peças separadas para restauração, entre outros momentos registrados em imagens. “A intenção é mostrar um pouco de tudo que aconteceu aqui nesses 5 anos por meio das fotos”, explica a curadora.

Há uma grande tela de São Francisco de Assis, frade católico cujo exemplo de vida baseada na caridade inspira a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pintada em óleo sobre compensado ornamenta a sala da mostra. A pintura data do início do século XX e veio de Marabá para integrar o acervo de São Luís.

Raridades
- Algumas peças importantes não foram selecionadas para esta exposição comemorativa, mas estão à disposição de visitantes, estudantes e pesquisadores. Uma dessas peças é o crucifixo que pertenceu ao Frei Carlos, o primeiro provincial da Ordem Capuchinha na Província de Nossa Senhora do Carmo. Segundo a curadora Danielle de Macêdo, essa é a única peça que sai do museu a cada três anos. “Quando acontece a eleição para o novo provincial, ele recebe o crucifixo e decide se quer doá-lo para o museu ou não. Até hoje, nenhum deles optou por não doar”, explica.

Outra raridade do acervo é o sino que pertencia à capela da colônia localizada no município de Barra do Corda, onde houve o episódio conhecido como “massacre de Alto Alegre”. Naquela ocasião, mais de 200 religiosos da Ordem dos Capuchinhos foram assassinados por índios guajajaras revoltados com a evangelização imposta pela igreja aos nativos.

História - O Museu dos Capuchinhos da Província de Nossa Senhora do Carmo foi fundado em 2007, pelo frei José Rodrigues de Araújo. Hoje, é considerado um ícone guardião da memória dos capuchinhos no Maranhão, Pará e Amapá, por abrigar em seu acervo quase 2 mil peças. São obras raras doadas por frades em importantes momentos históricos, sobretudo durante suas missões, nos séculos XVIII e XIX.

No mesmo ano de sua fundação, a entidade foi cadastrada no sistema nacional de museus, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). No ano seguinte, em 2008, foi incluída no sistema municipal de museus de São Luís, primeira capital a implantar esse tipo de estrutura museológica.

No ano passado, a instituição foi destaque no Guia dos Museus Brasileiros, produzido pelo Ibram, e também participou do 4º Fórum Nacional de Museus, em Brasília.

Exposição Memória em Fatos e Textos
 Até o dia 27 de agosto, de segunda à sexta-feira, das 14h às 17h
 Museu dos Capuchinhos da Província de Nossa Senhora do Carmo (Muscap), no Convento do Carmo (Praça João Lisboa).
  Entrada R$ 2,00
Fonte: Jornal O Estado do MA/ Visite São Luis

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Papa Leão X - Patrono das artes



Papa Leão X (Nascido Giovanni di Lorenzo de' Medici; 11 de dezembro de 1475 – 1 de dezembro de 1521) foi papa de 1513 até sua morte. Ele foi o último não-sacerdote a ser eleito Papa. Ele é conhecido principalmente por ser o papa do inicio da Reforma Protestante, iniciada por Martinho Lutero por suas 95 teses e por ter sido o último papa a ter visto a Europa Ocidental totalmente católica. Ele nasceu com o nome de Giovanni di Lorenzo de Medici. Ele era o segundo filho de Clarice Orsini e Lorenzo de Medici, o governante mais famoso da República de Florença. Seu primo, Giulio di Giuliano de Medici, viria a sucedê-lo como Papa Clemente VII (1523-34).
  

Vida inicial

Desde idade Giovanni e sua família demonstraram interesse por uma carreira eclesiástica. Seu pai pressionou o Papa Inocêncio VIII, que foi obrigado à nomeá-lo cardeal-diácono de Santa Maria em Domnica em março de 1489, quando tinha apenas sete anos, embora ele não tenha sido autorizado a usar as insígnias e demais deliberações do colégio dos cardeais até três anos depois. Giovanni recebeu uma cuidadosa educação na corte de Lorenzo, foi colega de humanistas como Angelo Poliziano, Pico della Mirandola, Marsilio Ficino e Bernardo Dovizio Bibbiena. De 1489-1491, estudou teologia e Direito Canônico em Pisa sob instrução de Filippo Decio.
Em 23 de março de 1492, com apenas 16 anos, foi formalmente admitido no Colégio dos cardeais e assumiu a sua residência em Roma. A morte de Lorenzo no ano seguinte em 8 de abril, fez Giovanni mudar-se para Florença. Ele participou do conclave de 1492 que se seguiu à morte de Inocêncio VIII, e se opôs terminantemente à eleição do cardeal Rodrigo Borgia, que foi eleito como o Papa Alexandre VI. Posteriormente ele morou com seu irmão mais velho, Piero di Lorenzo de Médici em Florença, durante a agitação provocada por Girolamo Savonarola e a invasão do Carlos VIII de França, permanecendo lá até a revolta dos florentinos e a expulsão dos Medici, em novembro de 1494. Enquanto Piero encontrou refúgio em Veneza e Urbino, Giovanni viajou para Alemanha, Holanda e França.


Santa Maria in Domnica
Em maio de 1500, retornou a Roma, onde foi recebido com cordialidade por Alexandre VI, e onde viveu por vários anos estudando arte e literatura. Em 1503 ele apoiou Júlio II como papa, e no mesmo ano após a morte de Piero de Medici, Giovanni tornou-se líder de sua família. Em 1 de outubro de 1511, foi nomeado legado papal de Bologna e da Romagna, e quando a república florentina declarou-se a favor dos pisanos cismáticos, Júlio II mandou-o contra sua cidade natal como líder do exército papal. Esta e outras tentativas para recuperar o controle político de Florença foram frustradas, até que uma revolução pacífica permitiu o retorno dos Medici. O irmão mais novo de Giovanni, Giuliano foi colocado na liderança da república, mas Giovanni tinha grande influência no governo.

Vida como Papa

Giovanni foi eleito Papa em 9 de março de 1513 com apenas 37 anos, no que foi proclamado dois dias depois. Em 15 de março foi ordenado sacerdote e em 17 de março, ele foi consagrado bispo de Roma pelo cardeal Raffaele Riario, bispo de Ostia e Velletri, e decano do Sacro Colégio dos Cardeais. Ele foi coroado em 19 de março pelo Cardeal Alessandro Farnese, Protodiácono de S. Eustachio.

Quinto Concílio de Latrão

Durante dois ou três anos de intrigas políticas e guerra incessante, o Quinto Concílio Latrão pode realizar muito pouco. O objetivo principal do concilio era a reforma da disciplina e moral da igreja, que só poderia ser obtida adequadamente com consenso dos reinos cristãos, e tanto Leão e o concílio, não conseguiram obter esse acordo.
Suas conquistas mais importantes foram o registro na sua décima primeira sessão (9 de dezembro de 1516), com a confirmação da concordata entre Leão X e Francisco I, que estava destinada a regular as relações entre a Igreja francesa e a Santa Sé. Leão fechou o concilio em 16 de março de 1517. Ele conseguiu encerrar o cisma pisano.

Guerra de Urbino


Rafael Sanzio, pintura de Leão X com os cardeais Giulio de Medici e Luigi de Rossi.

O ano que marcou o encerramento do Concílio de Latrão também foi marcado pela guerra de Leão contra o Duque de Urbino Francesco Maria I della Rovere. Leão tinha intenção de que seu irmão Giuliano e, seu sobrinho Lorenzo, tivessem uma brilhante carreira secular. Ele havia chamado os patrícios romanos, que ele havia colocado no encargo de Florença, para criar um reino no centro da Itália, formado por Parma, Piacenza, Ferrara e Urbino.
A morte de Giuliano em março de 1516, no entanto, transferiu o favoritismo do papa para Lorenzo. A guerra durou de fevereiro a setembro 1517 e terminou com a expulsão do Duque e a vitória de Lorenzo.

Planos para uma Cruzada

O sultão Selim I conseguiu diversos avanços territoriais e começava a ameaçar invadir a Europa ocidental. Consequentemente, Leão sentiu a necessidade de paralisar o avanço do Império Otomano e elaborou planos para uma cruzada. Uma trégua devia ser proclamada em toda a cristandade, ficando o Papa como o árbitro de disputas, o Sacro Imperador Romano-Germânico e o Rei de França a liderar o exército e Inglaterra, Espanha e Portugal deviam fornecer a frota; e as forças combinadas deveriam ser dirigidas contra Constantinopla. A diplomacia papal para manter a paz falhou, e por conseguinte os planos para uma cruzada, e grande parte do dinheiro arrecadado foi gasto noutros fins.
Em 1519 a Hungria concluiu uma trégua de três anos com Selim I, mas o próximo sultão, Solimão, o Magnífico, recomeçou a guerra em Junho de 1521 e a 28 de Agosto capturou a cidadela de Belgrade. O Papa demonstrou-se muito assustado, e enviou cerca de 30.000 ducados para ajudar os cristãos húngaros.

Cismas e heresias


Bula Contra errores Martini Lutheri de 1520.

Leão foi perturbado por todo o seu pontificado por heresias e cismas, especialmente a Rebelião desencadeada por Martinho Lutero.

O cisma protestante

Em resposta a preocupações sobre a má conduta de alguns funcionários da igreja, em 1517 Martinho Lutero postou suas noventa e cinco teses na porta da igreja em Wittenberg. Leão não conseguiu compreender totalmente a importância do movimento, e em fevereiro de 1518 dirigiu-se ao vigário-geral dos Agostinianos para controlar os seus monges.
Em 30 de Maio, Lutero enviou uma explicação de suas teses ao papa, em 7 de agosto, ele foi intimado a comparecer em Roma. Um acordo foi efetuado, no entanto, segundo o qual a petição foi cancelada, e Lutero foi para Augsburg em outubro de 1518 para explicar-se ao legado papal, Cardeal Caetano, mas nem os argumentos do cardeal, nem a bula papal de 9 de Novembro fez Lutero retrair-se. Um ano de negociações infrutíferas se seguiram, durante os quais a controvérsia espalhou-se por todos os Estados alemães.
A bula papal adicional Exsurge Domine de 15 de junho de 1520 condenou quarenta e uma proposições extraídas dos ensinos de Lutero, e foi levado para a Alemanha por Eck, na sua qualidade de núncio apostólico. Leão formalmente excomungou Lutero pela bula de 3 de janeiro de 1521.
Foi também sob o pontificado de Leão que o movimento protestante foi criado na Escandinávia. O papa tinha em 1516, enviado o núncio papal Arcimboldi para a Dinamarca. O Rei Christian II, que desejava consolidar seu poder, expulsou Arcimboldi em 1520 e convocou teólogos luteranos para Copenhague. Christian aprovou um plano pelo qual uma igreja estatal devia ser estabelecida na Dinamarca, todos os apelos para a Santa Sé deviam ser abolidos, e o rei devia possuir a jurisdição final em causas eclesiásticas. Leão enviou um novo núncio para Copenhague (1521), Francesco Minorite de Potentia, que resolveu parcialmente o problema.

Papel nas Guerras Italianas e anos finais


Estátua do Papa Leão X, na igreja de Santa Maria in Aracoeli, Roma.

Leão apoiou o rei Luís XII de França e ratificou uma aliança com Veneza, fazendo um esforço para recuperar o Ducado de Milão, após tentativas infrutíferas para manter a paz, se juntou a Liga dos Mechlin em 5 de abril de 1513 com o imperador Maximiliano I, Fernando II de Aragão e Henrique VIII de Inglaterra. Os franceses e os venezianos tiveram sucesso primeiramente, mas foram derrotados em junho, na Batalha de Novara. Os venezianos continuaram a luta até outubro. Em 9 de Dezembro, foi ratificada a paz com Luís XII.
Uma nova crise ocorreu entre o Papa e o novo rei da França, Francisco I, que desejava recuperar Milão e o Reino de Nápoles. Leão então formou uma nova liga com o imperador e o rei da Espanha, e obteve apoio inglês. Francisco invadiu a Itália em agosto e em 14 de Setembro ganhou a Batalha de Marignano. Em outubro, Leão retirou as suas tropas de Parma e Piacenza, concentrando-as na defesa de Roma e Florença.
A morte do imperador Maximiliano em 1519 afetou seriamente a situação. Leão vacilava em apoiar os candidatos para a sua sucessão, inicialmente ele favoreceu Francisco I. Ele finalmente aceitou Carlos V da Espanha como o sucessor inevitável, e a eleição de Carlos (28 de junho de 1519) ocasionou a deserção de Leão de sua aliança francesa.
Leão demonstrou-se ansioso para unir Ferrara, Parma e Piacenza para os Estados da Igreja. Uma tentativa final de 1519 para anexar Ferrara falhou, e o Papa reconheceu a necessidade de ajuda externa. Em maio de 1521 um tratado de aliança foi assinado em Roma entre ele e o imperador. Milão e Genova seriam tomadas da França e reanexadas ao Império Romano-Germânico, e Parma e Piacenza seriam anexadas aos Estados da Igreja após a expulsão dos franceses. A despesa de alistar 10.000 suíços foi distribuída equitativamente entre o papa e o imperador. Carlos tomou Florença e colocou-a sob proteção da família Médici. Leão concordou em coroá-lo imperador em Nápoles, para ajudar em uma guerra contra Veneza. Estava previsto que a Inglaterra e os suíços poderiam participar. Henrique VIII anunciou sua adesão, em agosto. Francisco I já tinha começado a guerra contra Carlos em Navarra. E, na Itália, também, os franceses fizeram o primeiro movimento hostil em 23 de junho de 1521. Leão pediu que Francisco cedesse Parma e Piacenza. Em nvembro 1521 as tropas papais capturariam as províncias, assim como Milão do franceses.
Durante seu pontificado Leão reformou drasticamente o Colégio dos Cardeais, combatendo a corrupção e fazendo uma mudança radical na instituição. Em 3 de julho de 1517, ele publicou os nomes dos trinta e um novos cardeais, um número quase sem precedentes na história do papado. As indicações eram de homens notáveis como Lorenzo Campeggio, Giambattista Pallavicini, Adriano de Utrecht, Tomás Caetano, Cristoforo Numai e Egídio Canísio.
Tendo ficado doente de malária, Leão X morreu repentinamente em 1 de Dezembro de 1521, sem nem mesmo a extrema unção pudesse ser administrada nele, mas as suspeitas contemporânea de veneno eram infundadas. Ele foi enterrado na Igreja de Santa Maria sopra Minerva.

Controvérsias e falsas acusações

Anteriormente foram escritos muitos fatos conflitantes e difamatórios sobre a personalidade e as realizações de Leão X, uma vez que pontificou durante a criação do protestantismo. Estudos mais recentes têm questionado a veracidade histórica de várias dessas alegações. Um relatório do embaixador veneziano Marino Giorgi de março 1517, indica algumas de suas características predominantes
O papa é um bem-humorado e extremamente livre, homem de coração, que evita todas as situações difíceis e, acima de tudo quer a paz (...), ele ama de aprendizagem; o direito canônico e literatura, possui um conhecimento notável, ele é, aliás, um músico excelente.
Vários historiadores têm sugerido que Leão seria homossexual, esses setores sustentam sua posição citando cartas de Francesco Guicciardini, que aludem à ativas relações homossexuais por parte de Leão - alegando que o Conde Ludovico Rangone e Galeotto Malatesta seriam seus amantes. Outros setores difamatórios, por sua vez, afirmam que ele morreu na cama, envolvido em um ato sexual com uma jovem. Quando ele se tornou papa, é frequentemente citado que Leão X disse ao seu irmão Giuliano: "Desde que Deus nos deu o papado, vamos desfrutá-lo", mesmo que nessa época seu irmão não estivesse em Roma. Alguns setores chegaram a sustentar que o papa seria ateu, embora não haja qualquer prova que indique isto. No entanto, tais frases e eventos atribuídos à Leão X, ilustram a falta de seriedade relacionada ao Papa.
Cesare Falconi defendeu que Leão seria apaixonado pelo nobre veneziano Marcantonio Flaminio. Von Pastor argumentou, no entanto, contra a credibilidade desses depoimentos, e rejeitou as acusações de imoralidade, como polêmicas antipapais. Por exemplo, Gucciardini não era residente na corte papal durante o pontificado de Leão e sendo seu inimigo, desejava difamá-lo. Outros contemporâneos de Leão que conviveram com ele, como Mateus Herculano elogiaram sua castidade. Strathern argumenta que Leão não era sexualmente ativo como papa

Legado

 

Condenação da escravidão e defesa do abolicionismo

Leão X, seguindo os documentos precedentes de seus antecessores Pio II e Eugênio IV, emitiu documentos para os reinos de Portugal e da Espanha contra o tráfico negreiro, e mandando restituir à liberdade os escravos.

 

Instituições de caridade

Leão X foi também pródigo em caridade: asilos, hospitais, conventos, soldados feridos, peregrinos, estudantes pobres, exilados, aleijados, doentes e outras pessoas foram auxiliadas, sendo que mais de 6.000 ducados foram anualmente distribuídas em esmolas.

 

Papel na educação

Leão escreveu uma constituição em 5 de novembro de 1513 reformando a universidade romana, que tinha sido negligenciada por Júlio II. Ele restaurou todas as suas faculdades, concedeu salários maiores para os professores, e convocou professores de outras localidades como Pádua ou Bolonha para lecionar na universidade, em 1514 esta faculdade possuía oitenta e oito professores.
Leão chamou Janus Lascaris a Roma para dar aulas de grego, e comprou uma prensa tipográfica de grego em 1515, imprimindo os primeiros livros nessa língua na Itália. Leão também favoreceu a população judaica dos Estados da Igreja. Ele fez Rafael cuidar das antiguidades clássicas de Roma e seus arredores. Os latinistas Pietro Bembo e Jacopo Sadoleto foram secretários do papa, assim como o famoso poeta Bernardo Accolti.
Outros poetas, foram Marco Girolamo Vida, Gian Giorgio Trissino e escritores como Matteo Bandello.

 

Papel nas artes e na arquitetura

Leão possuía grande interesse em arte e literatura, patrocinando-a em larga escala, como patrono das artes, Leão X possui um lugar de destaque entre os papas. Ele tornou Roma o centro da cultura. Embora ainda um cardeal, ele restaurou a igreja de Santa Maria e, como papa teve San Giovanni dei Fiorentini, sbre a Via Giulia construída. Também patrocinou os projetos de Jasopo Sansovino e da Basílica de São Pedro do Vaticano sob Rafael Sanzio e Agostino Chigi.

 

Na cultura moderna

Uma vez que Leão X viveu durante a criação das primeiras linhas de pensamento protestante, e as condenou e refutou através da bula Exsurge Domine, esse documento; primeiro a condenar formalmente o protestantismo, se tornou, para alguns católicos tradicionalistas, um ícone e um símbolo da defesa da fé católica, o que pode ser observado por exemplo, pelo fato de um site brasileiro de apologética receber seu nome, bem como pelo decreto constar no Denzinger, um compêndio que reúne os principais expoentes doutrinais da Igreja.

Wikipédia

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Esculturas sacras - Artista Fernando Pedersini


Estudante da UFSJ se destaca com esculturas de santos e personagens históricos


 Filho de gaúchos, mas nascido em São João del-Rei, Fernando de Conto Pedersini sabia, desde muito novo, que a arte seria uma das suas paixões. Logo aos 10 anos, quando se matriculou na Escola Estadual João dos Santos começou a ter contato com a arte e não largou mais. “Conheci muitos professores naquela época, que me apoiaram no interesse em esculpir, que aumentou quando ganhei um pedaço de Cedro (madeira usada para esculpir) de um Frei da cidade . O estudante, com apenas 11 anos começou a mexer no pedaço de cedro, para criar a imagem de Nossa Senhora das Dores, mas terminou a obra apenas aos 15. "Fui me aperfeiçoando durante o processo com o cedro e demorei pois não achava nunca que tinha terminado”, explica o artista. Os anos se passaram e o artista participou de vários concursos de presépios, até que aos 18 anos, conheceu o renomado escultor espanhol Fernando Zafa. “Zafa viu meu trabalho e logo me convidou para estudar na Espanha. Naquele país consegui dar início à escultura da igreja das Mercês e ajudá-lo em vários outros trabalhos durante os seis meses que lá estive'', completa.
De volta ao Brasil, no intuito de sempre aperfeiçoar seu trabalho, prestou vestibular na UFSJ para o curso de Artes Aplicadas. A partir desse momento, Fernando começou seus trabalhos com restauração e, com a experiência adquirida, atualmente trabalha com escultura de santos, bustos, além de estátuas de personagens de histórias de ficção como Romeu e Julieta. Questionado sobre o processo de criação o artista explica que demora em média quatro meses para concluir uma peça, dependendo do seu tamanho e característica, e que não tem preconceitos em fazer emendas na peça de madeira que pode ser de Cedro e ou Cerejeira.
Seu último trabalho foi o Cristo, imagem de Jesus Cristo que o artista acabou de finalizar, e que está exposta em um dos altares da Igreja do Carmo em São João del-Rei. A obra permitiu o artista a se capacitar no feitio de estátuas com anatomia masculina e ajudou a quebrar o preconceito do uso de modelos para ajudar na confecção da imagem, explica Fernando. Na Espanha a presença de modelos vivos nos ateliês é constante.
Sobre o curso de Artes Aplicadas da UFSJ, o artista entende que estar num curso superior, permitiu a ele enriquecer sua visão sobre arte com a ajuda de vários professores muito bem qualificados e com visões diferentes da dele. “Ainda tenho um ano e meio até o término do curso e posso dizer que tem sido um aprendizado imenso. Aumentei muito a minha visão de arte e pretendo até voltar para a Espanha, onde se encontram grandes artistas e outras grandes Universidades, onde pretendo realizar meu mestrado” comenta.

Publicada em 31/07/2012
Fonte: ASCOM/ UFSJ

Detalhes do Bom Jesus da Pedra fria ( ou Cana verde): 




Para conhecer mais o trabalho de Fernando Pedersini:


Arte Barroca e Rococó no Brasil - Fotografias de Alex Salim

Segundo a página da Divisão Educativa no facebook a exposição deve seguir até 14 de outubro:



Exposição “História do Centenário da Elevação da Diocese da Paraíba à Arquidiocese e Sede Metropolitana (1914 - 2014)”

Exposição de Arte Sacra comemora os 100 anos da Arquidiocese da PB

Eisenhower Almeida de Albuquerque – Assessoria de Imprensa / Campina FM

A exposição “História do Centenário da Elevação da Diocese da Paraíba à Arquidiocese e Sede Metropolitana (1914 - 2014)” vai ser aberta nesta quarta-feira, dia 1º de agosto de 2012, às 17h, na ala superior do Centro Cultural São Francisco, Centro de João Pessoa. Em cartaz até 2014, a exposição reúne peças, imagens, móveis, documentos e fotos em 4 partes: História do Seminário, Dioceses, Bispos e Arte Sacra.

O Diretor do Centro Cultural São Francisco, Mons. Ednaldo Araújo dos Santos, explicou que “o evento reúne peças que fazem uma retrospectiva histórica da Igreja Católica na Paraíba. É o primeiro passo para se montar o primeiro museu de arte sacra da nossa Arquidiocese”. O professor de História da Arte e pesquisador José Augusto de Moraes é o responsável pela montagem da exposição. Ele destaca entre as peças um cálice de prata dourada usado nas celebrações pelo primeiro Bispo e depois primeiro Arcebispo da Paraíba, Dom Adaucto Aurélio de Miranda Henriques (Tomou posse como Bispo da Paraíba em 1894. Tornou-se Arcebispo no dia 14 de julho de 1914. E morreu no dia 15 de agosto de 1935).

A exposição faz parte da programação do centenário da Arquidiocese da Paraíba. É organizada pela Comissão Histórica e Patrimonial do 1º Sínodo Diocesano, composta pelo Mons. Ednaldo Araújo dos Santos, José Augusto de Moraes (curador da exposição), Marília Figueiredo de Paiva, Ricardo Grisi Veloso, Rita de Cássia Silva Ramalho e Thiago Fragoso.

No dia 19 de novembro de 2011 foi aberto o 1º Sínodo Diocesano dando início às comemorações dos 100 anos de elevação ao título de Arquidiocese da Paraíba e sede da Província Eclesiástica (1914-2014). Sínodo é um ato de governo episcopal e evento eclesial, constituído como uma assembleia consultiva, composta de sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos fiéis, leigos, leigas, enfim, de lideranças evangelizadoras e pastorais, com o objetivo de “avaliar e celebrar a caminhada dos 100 anos da Arquidiocese, planejando novas etapas do serviço evangelizador e pastoral por uma permanente conversão ao Evangelho e aos valores de seu Reino, contemplando o seu Mistério de Amor e Salvação, revelando-o nas atuais circunstâncias da sociedade”, explica o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, que vai estar presente na abertura da exposição.

Descrição das fotos em anexo:
1) Cálice Dom Adauto: cálice de prata dourada usado nas celebrações pelo primeiro Bispo e depois primeiro Arcebispo da Paraíba, Dom Adaucto Aurélio de Miranda Henriques.


2) Fragmentos Altares: são partes de altares de igrejas restauradas ou demolidas na área da Arquidiocese da Paraíba ao longo desses 100 anos.


3) NS da Conceição: imagem de Nossa Senhora da Conceição, do século XVIII, levada por Dom Adauto para o Seminário Arquidiocesano. A Santa é a padroeira do Seminário e esta é a primeira imagem dela a existir no espaço formador de novos padres que antes funcionava no Centro Cultural São Francisco e que hoje está instalado numa ampla área no Castelo Branco, na Capital.


4) Sacrario Antigo Catedral: este sacrário (local onde são guardadas as hóstias) ficava no altar principal da Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, mas foi trocado por outro após a grande última reforma que durou dois anos (começou em 1965 e terminou em 1967).


5) Sao Sebastiao: imagem do século XIX que ficava na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves e que atualmente estava na igreja de São Frei Pedro Gonçalves, no bairro do Varadouro, na Capital.


6) CCSF: fachada do Centro Cultural São Francisco.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...