quinta-feira, 28 de março de 2024

Quinta-feira Santa

 



Santa Ceia

Acrílica sobre tela

70 x 100 cm

Khristianos

2024

SEMANA SANTA EM GOIÁS 279 ANOS












A SEMANA SANTA



A Semana Santa na cidade de Goiás é uma festividade religiosa que acontece há 279 anos e é realizada pela comunidade vilaboense junto à Diocese de Goiás – Catedral de Sant’Ana. Toda a programação é gratuita.

São 40 dias de atividade em que a memória coletiva e raízes religiosas da cidade são exaltadas em momentos de fé e devoção.

O evento religioso ocorre desde a colonização do Estado, com registros orais da Imagem do Senhor Bom Jesus dos Passos, vindo da Bahia para Goiás nos braços das pessoas escravizadas.

Veja a Programação aqui

quarta-feira, 27 de março de 2024

‘Símbolos da Paixão’: exposição no Museu de Arte Sacra revela significados da Semana Santa

20/03/2024



Em São Luís, o Museu de Arte Sacra, equipamento cultural vinculado ao Governo do Maranhão, promove a exposição “Símbolos da Paixão”, que remete ao significado dos principais símbolos utilizados nas celebrações da Semana Santa, tradição religiosa cristã que celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Aberta nesta terça-feira (19) e com entrada gratuita, a mostra “Símbolos da Paixão” fica disponível ao público até o dia 12 de abril.

A gestora do Museu de Arte Sacra, Ydsa Teixeira, ressalta que o público em geral tem sido muito bem recebido no espaço, dedicado a explicar o significado de cada símbolo relacionado à Semana Santa.

“Este é um momento de reflexão. Aqui a gente fala sobre a morte e ressurreição de Jesus, onde a gente trata todos os símbolos e seus significados. Na exposição, a gente contextualizou, para que nós pudéssemos explicar cada momento e cada símbolo da Semana Santa, esse é o objetivo”, afirmou Ydsa.

O curador e organizador da exposição, Sebastião Cardoso Júnior, conta que a mostra ocorre a partir do contrato de comodato entre o Governo do Maranhão e a Secretaria de Estado da Cultura (Secma), junto à Arquidiocese de São Luís, que possui 80% do acervo.

O organizador explica, ainda, que a exposição foi pensada para detalhar a história e o valor artístico por meio de peças que antigamente eram usadas nas igrejas, mas que agora estão no museu.

“Essa exposição específica trata dos “Símbolos da Paixão”, símbolos que são utilizados nos rituais da Semana Santa. Temos desde o Domingo de Ramos, passando pela Quinta-Feira Santa, com a Santa Ceia, o Lava-Pés; chegando à Sexta-feira, com a Paixão e Morte de Jesus e, ao sábado, com a celebração do Aleluia, da Páscoa, do canto do Aleluia e a celebração do fogo da água benta. Tudo aqui é simbolizado por meio do acervo exposto”, pontuou o curador.

Para o servidor público e visitante da mostra, Maurício Isac Gomes, a visita se tornou uma oportunidade de ampliar o conhecimento religioso e entender as influências religiosas na capital maranhense. “Eu achei que essa visita foi algo de suma importância. Foi um passeio tanto edificante, quanto gratificante. Inclusive, muitas áreas da cidade de São Luís foram influenciadas por essa questão religiosa”, destacou.

Localizado no Palácio Arquiepiscopal, na Praça Dom Pedro II, no Centro Histórico de São Luís, o Museu de Arte Sacra fica aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 17h30; e aos sábados, de 9h às 17h.

Museu Mineiro apresenta a exposição “Preciosidades do Acervo: Oratórios”, que reúne peças dos séculos 17 ao 19

Mostra exibe um conjunto de oratórios acondicionados na reserva técnica do museu, cujo valor estético impressiona pela riqueza de detalhes
Renata Garbocci / Secult




Renata Garbocci / Secult

A partir desta quarta-feira (27/3), o Museu Mineiro, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte, joga luz em sua reserva técnica e apresenta ao público a exposição “Preciosidades do Acervo: Oratórios”.

A mostra exibe, até 27/4, um conjunto de oratórios datados dos séculos 17 ao 19, cujo valor estético impressiona pela riqueza de detalhes, independentemente da fé professada pelos visitantes.

“Preciosidades do Acervo: Oratórios” é mais do que uma exposição tradicional, é um programa expositivo que propõe trazer para deleite do público peças do acervo do Museu Mineiro que estão acondicionados na reserva técnica por diversas razões, sejam elas por escolhas curatoriais ou pelo estado de conservação.

“É sempre uma experiência gratificante para a equipe do museu poder expor objetos que estiveram guardados por algum tempo. Uma exposição é sempre uma oportunidade de trazer ao público parte do conhecimento e da experiência que estiveram restritas aos profissionais do museu ou a estudiosos do acervo”, diz Vinícius Duarte, historiador e coordenador do Museu Mineiro.

“Preciosidades do Acervo: Oratórios” faz parte da programação do Minas Santa 2014, realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).

Nesta exposição, os oratórios se projetam com o protagonismo que lhes é devido, apesar de serem considerados por alguns como mero complemento de imagens e conjuntos de arte sacra.

A mostra se configura, de certa forma, como uma extensão da exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, estabelecendo um diálogo com a coleção de imaginária religiosa exposta na sala das colunas.

Formatos e finalidades

Os oratórios podem assumir diversos formatos em função da finalidade para os quais foram produzidos. Os oratórios de tipo maquineta se apresentam sob a forma de caixas retangulares lisas ou chanfradas, produzidos em madeira e vidro, e decorados externamente com elementos curvilíneos e rocalhas.

O interior desses oratórios é geralmente policromado e pode apresentar subdivisões em níveis: na base, apresentam uma cena da natividade ou presépio e, na parte superior, a representação do calvário. Em alguns casos, trazem ainda imagens dos santos de devoção pessoal de seus antigos proprietários.
Renata Garbocci / Secult

Há, ainda, o oratório de salão, espécie de móvel desenvolvido para ser colocado sobre uma mesa, prestando-se a atender às demandas de devoção familiar.

São oratórios de grandes proporções que se assemelham a retábulos, podendo apresentar um sacrário e nichos para a inserção de santos.

Nesta exposição, a equipe curatorial formada por Vinícius Duarte, Saulo Marques e Deise Silveira, funcionários e pesquisadores do acervo do museu, optou por não inserir santos nos nichos dos oratórios de salão.

A proposta é possibilitar a apreciação do oratório individualmente, incitando os visitantes a observarem detalhes da confecção destes objetos, tanto da fatura da madeira quanto da policromia que apresentam em seu interior ou externamente.

Reserva técnica

A reserva técnica do Museu Mineiro reúne centenas de objetos de diferentes tipologias: pinturas, gravuras, desenhos, medalhas, moedas, esculturas, móveis, objetos de uso pessoal, achados arqueológicos e uma infinidade de outras peças.

Muitos destes objetos já estiveram expostos em outras circunstâncias, tanto no Museu Mineiro quanto em outras instituições congêneres do Brasil e do exterior que, vez por outra, solicitam peças para compor exposições temáticas em suas galerias.

O fato de um objeto do acervo não estar exposto não quer dizer, em definitivo, que ele não tenha valor histórico, artístico ou cultural. Pelo contrário, muitas vezes, objetos excessivamente preciosos ou delicados podem não figurar numa mostra justamente por exigir, por exemplo, equipamentos que reproduzem condições climáticas e de luminosidade muito diferentes daquelas do ambiente natural.

“Várias razões levam esses objetos a não estarem em exposições de longa duração: seu estado de conservação, a falta de espaços expositivos suficientes para expor todo o acervo, o fato de não terem sido selecionados pela curadoria para compor a mostra ou o fato de não dialogarem diretamente com esta ou aquela proposta expositiva, por exemplo”, explica Vinícius Duarte.

Conheça o Museu Mineiro


Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro reúne em seu acervo um conjunto bastante diversificado de objetos referentes à história e à produção cultural e artística mineiras.

Nas salas de exposição são exibidas obras de artistas consagrados, como Manoel da Costa Ataíde, Yara Tupynambá, Amílcarde Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Guignard, Maria Helena Andrés, Di Cavalcanti, entre outros.

Atualmente, o museu exibe a exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, onde o visitante tem a oportunidade de conhecer uma vasta coleção de arte sacra, datada dos séculos 18 e 19, além de preciosidades do acervo, como a bandeira da Inconfidência Mineira, os manuscritos originais da obra “Tutaméia” de Guimarães Rosa, o retrato de Aleijadinho e a coleção de santos de devoção popular.

Sagrada Face

 


Sagrada Face
Acrílica sobre madeira
10 x 7 cm
khristianos





A Sagrada Face de Jesus, também referida como Santa Face de Jesus, é o conjunto de imagens que a Igreja Católica promove como sendo representações milagrosas do rosto de Jesus Cristo. A mais conhecida, a imagem do Santo Sudário, é também associada com uma medalha, com o véu de Santa Verónica e é uma das devoções a Cristo católicas.

Diversos dos acheiropoieta (literalmente "não feito manualmente") relacionados a Cristo foram relatados no decorrer da história do cristianismo, assim como várias formas de devoção à face de Jesus, que foram finalmente aprovadas pelo Papa Leão XIII em 1895 e novamente por Pio XII em 1958.

Na tradição católica romana, a Sagrada Face de Jesus é utilizada juntamente com os Atos de Reparação a Jesus Cristo, com algumas instituições dedicadas exclusivamente a elas, como a congregação das Irmãs Beneditinas da Reparação da Santa Face. Em seu pronunciamento a esta congregação, o Papa João Paulo II se referiu a estes "atos de reparação" como sendo "o esforço incessante para estar aos pés das infinitas cruzes nas quais o Filho de Deus continua a ser crucificado".
A imagem da Sagrada Face mais utilizada hoje em dia como devoção a Cristo é baseada no Santo Sudário, que os fiéis assumem ser a verdadeira mortalha de Jesus. Ela é diferente da representação de Jesus no Véu de Verônica (atualmente no Vaticano), mesmo tendo ele sido utilizado no passado para esta mesma devoção. Uma vez que acredita-se que a representação da Sagrada Face tenha sido obtida a partir da mortalha de Jesus, assume-se que ela seja uma imagem pós-crucificação enquanto que a imagem do Véu de Verônica seria uma imagem pré-crucificação, obtida quando Santa Verônica encontrou Jesus em Jerusalém na Via Dolorosa a caminho do Calvário.

Embora o Sudário tenha sido apresentado publicamente regularmente pelo clero católico romano aos fieis pelo menos desde o século XVI (e, possivelmente, antes), a imagem da Santa Face nele é muito fraca e não pode ser vista de forma clara a olho nu, só sendo identificada após o advento da fotografia. Em 1898, o fotógrafo amador italiano Secondo Pia se espantou com a imagem em negativo quando estava revelando sua primeira fotografia do sudário em sua sala escura. Ele posteriormente afirmou que na noite de 28 de maio de 1898 ele quase derrubou e quebrou a placa fotográfica tamanho foi o choque ao ver a face de Jesus no Sudário pela primeira vez.

Até esta época a devoção à Sagrada Face se baseava unicamente na imagem do Véu de Verônica.
Visões

A popularidade da devoção à Sagrada Face de Jesus se deve principalmente a duas freiras europeias, ambas batizadas em homenagem à Virgem Maria, mas que viveram com quase cem anos de diferença. Ambas relataram visões de Jesus e Maria.

A primeira se chamava Irmã Maria de São Pedro, de Tours, na França, e viveu na década de 1840.[8][9] A segunda era a irmã Maria Pierina de Micheli, que viveu na década de 1930 em Milão.[1][2]
Maria de São Pedro

Em 1843, a Irmã Maria de São Pedro, que era uma freira carmelita, relatou uma visão na qual Jesus teria lhe falado.[9] Ela posteriormente relatou novas visões e conversas com Jesus e com a Virgem Maria nas quais ela teria sido incentivada a disseminar a devoção à Santa Face de Jesus como uma reparação aos muitos insultos que Jesus sofrera em sua Paixão.

De acordo com a irmã Maria, em 1844 ela teve uma visão na qual Jesus lhe disse: "Ah! Se você soubesse quão grande é o mérito que você obtém ao dizer, mesmo que uma única vez, 'Admirável é o Nome de Deus' num sentido de reparação pela blasfêmia". Suas visões continham também o texto de uma oração específica como um ato de reparação a Jesus Cristo que acabou se tornando conhecida como "Flecha Dourada". Esta oração e a devoção à Santa Face de Jesus começou então a se espalhar entre os católicos da França a partir desta época.

Primeiras devoções

Irmã Maria de São Pedro

O venerável Leo Dupont foi um religioso de uma família nobre que havia se mudado para Tours. Em 1849, ele fundou o movimento da adoração eucarística de Tours e que se espalhou dali para toda a França, ficando por isso conhecido como "Homem Santo de Tours". Ao saber das visões de Maria de São Pedro, ele começou a manter acesa continuamente uma vigília perante uma imagem da Santa Face, mas, na época, a imagem utilizada se baseava no Véu de Verônica.

Dupont era devoto e promoveu a devoção à Santa Face por cerca de trinta anos, mas os documentos sobre a vida da irmã Maria de São Pedro e sobre suas visões eram mantidos em segredo pela Igreja Católica e não foram liberados. Mesmo assim, Dupont perseverou. Eventualmente, em 1874, Charles-Théodore Colet foi designado arcebispo de Tours, examinou os documentos e, dois anos depois, deu permissão para que eles fossem publicados e para que a devoção fosse encorajada, o que se deu pouco antes da morte de Dupont, que se tornou conhecido como "Apóstolo da Santa Face".

Quando Leão Dupont morreu, sua casa na Rue St. Etienne em Tours foi comprada pela arquidiocese e transformada no Oratório da Santa Face, que passou a ser administrado por uma ordem chamada Padres da Santa Face criada no mesmo ano. A "Devoção à Santa Face de Jesus" foi aprovada pelo papa Leão XIII em 1885, que demonstrou seu desejo de fundar um oratório similar em Roma.
Santa Teresinha

Teresa de Lisieux também foi uma freira carmelita e que se tornaria conhecida por seu nome religioso de "Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face". Ela foi apresentada à devoção à Santa Face pela sua irmã (verdadeira) Pauline (que adotou o nome de Agnes de Jesus ao se tornar freira). Santa Teresinha compôs muitas orações para expressar sua devoção à Santa Face e escreveu "Faça-me parecida contigo, Jesus" num pequeno cartão no qual ela colou uma imagem da Santa Face. Ela então pregou o conjunto num pequeno bolso sobre seu coração (dado que na época ainda não existia a Medalha da Santa Face). Em agosto de 1895, em seu "Cântico à Santa Face", ela escreveu:
“ Jesus, sua imagem inefável é a estrela que guia meus passos. Ah! Você sabe, Sua doce Face é para mim o céu na terra. Meu amor descobre os encantos de Sua Face adornada com lágrimas. Eu sorrio através de minha próprias lágrimas quando contemplo Seus sofrimentos. ”


Santa Teresinha também compôs a "Oração da Santa Face pelos pecadores":
“ Pai Eterno, uma vez tu me destes como minha herança a adorável Face de teu Filho Divino, eu ofereço esta Face a Ti e Te imploro, em troca desta moeda de valor infinito, que perdoes a ingratidão das almas dedicadas a Ti e que perdoes todos os pobres pecadores ”

Maria Pierina e a Medalha da Santa Face

Mais de noventa anos depois das primeiras visões de Jesus pela irmão Maria de São Pedro em Tours, outras visões foram reportadas na Itália. No primeiro dia da quaresma de 1936, a irmã Maria Pierina De Micheli, que nasceu perto de Milão, reportou ter ouvido de Jesus: "Eu desejo que Minha Face, que reflete as dores íntimas do Meu Espírito, o sofrimento e o amor do Meu Coração, seja mais reverenciada. Aquele que medita sobre Mim, Me consola".

Novas visões instigaram a irmã Maria a criar uma medalha com a Santa Face de Jesus, que se tornaria conhecida como Medalha da Santa Face. Num dos lados, ela traz uma réplica da imagem da Santa Face no Santo Sudário e uma inscrição baseada em Salmos 66:2: "Illumina, Domine, vultum tuum super nos" ("Ilumina, Senhor, a Tua Face sobre nós"). No outro, há uma imagem da Santa Hóstia radiante, o monograma do Santo Nome de Jesus ("IHS") e a inscrição "Mane nobiscum, Domine" ("Esteja conosco, Senhor").

Depois de algumas dificuldades, a irmã Maria Pierina conseguiu autorização para cunhar a medalha e a sua devoção começou a crescer na Itália. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, muitos soldados e marinheiros receberam a medalha. Maria morreu em 1945, no final da guerra.

Em 2000, o papa João Paulo II afirmou que a inscrição "Illumina, Domine, Vultum tuum super nos" da Medalha da Santa Face sublinha a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a Face de Jesus e a disseminação de sua devoção.

Análise teológica

Em seu livro de 2005, "A Caminho de Jesus Cristo", o papa Bento XVI fez uma análise das devoções à Santa Face e as caracterizou como tendo três componentes distintos. O primeiro seria o apostolado e a orientação da vida do fiel em direção a um encontro com Jesus. O segundo é ver Jesus de fato na Eucaristia e o terceiro, um elemento escatológico intimamente ligado aos outros dois.

Fazendo referência a Mateus 25:31–36 (Ovelhas e Bodes), Bento XVI afirmou que o primeiro elemento envolve ver Jesus no rosto dos pobres e dos oprimidos, no cuidado com eles, mas para poder fazê-lo de forma adequada, os fiéis precisam primeiro se aproximar de Jesus através da Eucaristia. O segundo elemento envolve relacionar a Paixão de Cristo - e o sofrimento expressando pelas imagens que representam sua face machucada - com a experiência eucarística. Assim, a devoção que se inicia com as imagens da Face de Jesus levam à Sua contemplação na Eucaristia. O elemento escatólogico então nasce desta contemplação.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Harpa Dei no Brasil

 

O Harpa Dei é um coro formado por quatro irmãos, tanto de sangue, quanto em espírito: Nikolai, Lucia, Marie-Elisée e Mirjana Gerstner. Nascidos na Alemanha, cresceram no Equador.

Todos os quatro têm como base espiritual a extensa formação que receberam em uma comunidade religiosa católica.

Desde 2011, como parte de uma iniciativa de paz, os irmãos foram chamados à evangelização através da música sacra. O Harpa Dei busca coletar as mais belas canções de várias tradições cristãs para glorificar a Deus e transmitir às pessoas a beleza do Senhor, que brilha tão eminentemente na música sacra.

A partir de então, sua missão os levou a muitos países ao redor do mundo, entre eles: México, Israel, Alemanha, Rússia, Equador, EUA, Espanha, França, Polônia, Croácia e outros.

O Harpa Dei espera contribuir no resgate e no desenvolvimento da sensibilidade em relação à tradição musical da Igreja universal, que – nos termos do Concílio Vaticano II – “é um tesouro de valor inestimável, que se sobressai entre todas as outras expressões de arte”. (Constituição Sacrosanctum Concilium).


Veja mais em: Harpa Dei







sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Assis, a "Majestade" de Cimabue volta a resplandecer após restauração


Assis, a "Majestade" de Cimabue volta a resplandecer

Apresentados os trabalhos cinquenta anos após a última restauração. O guardião do Sacro Convento Moroni: "Novo esplendor a uma imagem que não é apenas uma obra de arte, mas uma evocação altamente simbólica da figura e dos valores do próprio São Francisco"

A Majestade de Assis retorna ao seu esplendor. Na sexta-feira, 16 de fevereiro, foi realizada uma coletiva de imprensa para a apresentação e o desvelamento do afresco de Nossa Senhora entronizada com o Menino, os Anjos e São Francisco de Cimabue, também conhecido como a Majestade de Assis, no final dos trabalhos de restauração realizados por uma equipe da Tecnireco dirigida pelo restaurador chefe da Basílica de São Francisco, professor Sergio Fusetti, graças à contribuição da casa automobilística Ferrari. O projeto de conservação começou em janeiro de 2023, cinquenta anos após a última intervenção, e levou um ano para ser concluído.

Datada entre 1285 e 1290 - a primeira realizada por Cimabue dentro da Basílica -, a obra está localizada no lado direito do transepto norte da igreja inferior da Basílica de São Francisco. O afresco é famoso não apenas por sua representação da Virgem entronizada, mas também pelo que se acredita ser um dos retratos mais antigos e confiáveis do próprio São Francisco, realizado, segundo a tradição, com base em indicações daqueles que o conheceram pessoalmente.

Assis, a "Majestade" de Cimabue volta a resplandecer
O Guardião do Sacro Convento: novo esplendor à imagem


"Sou extremamente grato ao professor Fusetti e à equipe da Tecnireco e, naturalmente, à Ferrari", disse frei Marco Moroni, guardião do Sacro Convento, "pela sinergia que nos permitiu dar novo esplendor a uma imagem que não é apenas uma obra de arte, mas é – em primeiro lugar para nós franciscanos e para todos os devotos do Santo - uma evocação altamente simbólica da figura e dos valores do próprio São Francisco. Isso é particularmente significativo quando nos preparamos para o grande centenário franciscano de 2026, no qual celebraremos o 800º aniversário da Páscoa do Santo de Assis. O retrato de São Francisco, representado nessa obra-prima de Cimabue, nos remete necessariamente à sua figura histórica, que ainda hoje manifesta uma extraordinária atualidade e continua a ser uma fonte de profundas provocações para cada um de nós, para a Igreja e para o mundo inteiro".
Trabalho de conservação

Criado usando uma técnica seca, que é, portanto, menos resistente ao longo do tempo, desde o século XVI o afresco passou por inúmeras restaurações, após as quais sofreu modificações significativas, como no caso do rosto de São Francisco. Em 1973, a última intervenção foi realizada pelo Instituto Central de Restauração. No projeto que acaba de ser concluído, foram realizadas várias investigações com diversas técnicas e instrumentos não invasivos para analisar o estado de conservação da obra e os materiais utilizados nas restaurações anteriores. Portanto, foi decidido realizar um trabalho de conservação no afresco, removendo todas as restaurações anteriores. A intervenção seguiu o modelo do Instituto Central de Restauração de 1973 com uma abordagem menos invasiva, que buscou aprimorar a contribuição do artista e também se concentrou na consolidação do gesso da estrutura da parede.
Amplo projeto de manutenção

A restauração da Majestade de Cimabue faz parte de um projeto mais amplo de manutenção e conservação do patrimônio dentro da Basílica de São Francisco, que se tornou ainda mais necessário após os eventos sísmicos das últimas décadas e o risco de possíveis novos terremotos. Após este último trabalho apresentado, a restauração da Capela de Santo Estêvão, com afrescos de Dono Doni e Giacomo Giorgetti, está começando nestes dias.

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