domingo, 10 de dezembro de 2017

ESTAÇÃO SÃO BENTO RECEBE PRESÉPIO EM DOBRADURAS






Em comemoração ao Natal, a vitrine da Estação São Bento, da Linha 1-Azul, recebe de 10 a 31 dezembro um grande presépio de origami. Com 50 peças representando as figuras, animais e pessoas encenando nascimento de Jesus, a arte japonesa reverencia esse momento bíblico por meio da técnica da dobradura.

O origami é uma arte milenar, uma das tradições mais antigas japonesas, transmitida de geração em geração. Essa manifestação artística chega ao Metrô pelas mãos do engenheiro civil Paulo Roberto Palma, que começou no origami ao ver um colega que tinha habilidades em fazer figuras com o papel, desde aí à técnica virou sua paixão.

O artista já levou sua arte a vários locais como o SESC Pompéia, TV Cultura, Aliança Cultural Brasil-Japão e o próprio Metrô, quando trouxe à Estação São Bento a exposição com o tema "Pássaros e Flores em Clima de Verão".

O presépio foi retratado pela primeira vez em argila na Idade Média, por São Francisco de Assis. Desde então é um dos símbolos cristãos mais usados em comemoração ao nascimento de Jesus.

Fonte: Metrô SP

sábado, 9 de dezembro de 2017

Luzes e movimento dão vida a presépio no Recife

Presépio tem mais de 50 peças em movimento e fica aberto para visitação aos sábados e domingos


Presépio de luz e movimento tem 14 metros quadrados e encanta crianças e adultos
Foto: Leo Mota/JC Imagem
Por
Paulo Veras


Quando o coordenador avisa a todos que queiram olhar mais de perto que eles já podem se aproximar do presépio, todas as crianças na sessão correm para a frente, com os olhos brilhando, estupefatas com cada peça. Nos 25 minutos anteriores, luzes e movimento deram vida a história do nascimento e da obra de Jesus Cristo em uma sala da sede da Associação de Direito Pontifício, enquanto grupos fazem fila do lado de fora para ver o Presépio de Som, Luz e Movimento, montado pelo grupo dos Arautos do Evangelho.

Há 11 anos no Recife, pela primeira vez o presépio está totalmente automatizado. Mais de 30 motores dão movimento a 50 peças com as imagens de santos e figuras bíblicas. Iluminadas por mais de cem pontos de luz, que vão de pequenas estrelas a vitrais detalhistas, as figuras ganham vida ao longo de 16 cenários reproduzidos em uma maquete de 14 metros quadrados. Até o ano passado, uma pessoa era responsável por conduzir todos os mecanismos que faziam a obra funcionar.

“O presépio é um encanto. Achei muito bonita a parte da manjedoura. Porque se parece com aqueles vitrais das igrejas, achei lindo. O presépio é um espetáculo, achei bonito tudo. A hora em que Cristo está na cruz também foi bem bonita”, conta a socióloga Luciane Borges, 56 anos, da Iputinga, que levou a filha Manuela, de 15. “Domingo eu estou aqui de novo. Venho para assistir a missa e aproveito para ver outra vez”, confessou.


Segundo Eduardo Passero, integrante do Arautos do Evangelho, o presépio costuma reunir pessoas de todas as idades. “Foi uma iniciativa para evangelizar a população e resgatar o verdadeiro sentido do Natal. Hoje em dia, no Natal, você lembra muito de Papai Noel e de presentes. Mas infelizmente o aniversariante da data, que deveria ser o principal comemorado, é esquecido. Basta nós olharmos, por exemplo, várias decorações de Natal, que nós sentimos falta da pessoa festejada, que é Jesus Cristo. Por isso o presépio resgata o nascimento de Cristo”, ele explica.
História que encanta

Moradora de Camaragibe, Kássia Regina, 39 anos, se encantou com o presépio há três anos. Desde então, ela traz mais gente para conhecer a obra. Da primeira vez foi a mãe, a irmã e o sobrinho. Agora, trouxe cinco vizinhas. “Todo ano tem algo diferente. Este ano a história aumentou. Acho lindo a história, o carinho e a dedicação deles de fazerem tudo direitinho. As luzes deixam tudo bonitinho”, explica a administradora de empresas. “Hoje, estou levando o cartaz para colocar lá na igreja. Já passo dizendo a outras pessoas para vir. Também é uma forma de evangelizar e catequizar as pessoas”, ela conta.

O presépio fica aberto a visitações até a Festa de Reis, no dia 07 de janeiro. Aos sábados e domingos, das 15h às 21h, basta chegar no número 191 da Estrada Real do Poço, no Poço da Panela, e esperar a próxima sessão. Grupos de catequese ou oração podem agendar sessões especiais em outros dias ou horários através do telefone 3267.5332 ou do email arautos.recife@gmail.com.

Fonte: JCOnLine

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

10ª Feira de Oratórios e Presépios de Paranapiacaba será nos dias 9 e 10 de dezembro.

Atividade terá feira de artesanatos natalinos no Antigo Mercado e atrações culturais
A Vila de Paranapiacaba recebe nos próximos dias 9 e 10 de dezembro a 10ª edição da Feira de Oratórios e Presépios. Nos dois dias, das 10h às 17h, o público poderá conferir a feira de produtos natalinos no Antigo Mercado, além de série de atrações do Encontro de Culturas Populares em diversos espaços da vila ferroviária de Santo André.
O evento, organizado pelo Coletivo FOPP, composto por artistas e moradores da Vila e do Grande ABCDMR, tem como principal objetivo o intercâmbio e a apresentação e comercialização de seus trabalhos.
Além feira no Antigo Mercado, a programação deste ano terá entre outras atrações, Luiz Carcará – Benditos e Folias, e Leandro Amadeus e Banda. A FOPP é uma ação do projeto Santo André Múltiplos Tons.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Três presépios em barro de Estremoz mostram-se em Lisboa

Nesta quinta-feira, saber-se-á se o barro de Estremoz passa a ser Património Cultural Imaterial da Humanidade.


FotoO barro de Estremoz é candidato à UNESCO LUSA/NUNO VEIGA
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Três presépios em barro de Estremoz, dos séculos XVIII, XIX e XX, estão patentes no Museu Antoniano, em Lisboa, ilustrando a relação "entre a representação da Natividade, com os tradicionais tronos de Santo António", segundo a organização.

As peças para esta exposição foram cedidas pelo Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, que preparou a candidatura do figurado de barro de Estremoz a Património Cultural Imaterial da Humanidade, cuja decisão vai ser conhecida nesta quinta-feira, no âmbito da 12.ª reunião do Comité Intergovernamental da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, mais conhecida pela sigla em inglês) para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, na Coreia do Sul.

No Museu Antoniano, junto à Basílica de Santo António, em Lisboa, a exposição está patente até 7 de Janeiro, apresentando um presépio de figurado de Estremoz, do século XVIII, de autor desconhecido, um outro do século XIX, também de autor desconhecido, e um último das décadas de 1970/1980, de autoria de José Moreira e Josefina Moreira.

A "representação da Natividade em altar" tornou-se característica da produção estremocense a partir de meados do século XX, segundo a organização.

Em comunicado enviado à Lusa, Hugo Guerreiro, director do Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, em Estremoz, afirma que a representação da Natividade naquele concelho "terá surgido primeiramente nos conventos", tendo a Ordem Franciscana desempenhado "um papel importante no seu desenvolvimento, dado que foram estes frades que propagaram a arte do presépio pela Europa, desde Itália, a partir do século XIII".

"Dos conventos passaram às casas nobres locais e daqui o gosto pela adoração do Deus Menino foi adoptado pela burguesia e povo", referiu.

Região de barro abundante, "de grande qualidade para modelação", onde existia "já larga tradição na olaria, era natural que o presépio fosse transposto para esta matéria-prima, aproveitando o gosto presepista provocado pela 'escola de Mafra'".

"As barristas de Estremoz que até então eram essencialmente santeiras, deram início à produção popular, seguindo o esquema que observavam nas cenas da Natividade eruditas, que conheciam dos conventos e casas mais abastadas onde estavam expostas para adoração, e assim nasceu uma tradição", afirma o investigador.

Esta tradição cultural declinou no século XIX com a importação da árvore de Natal e "pelo secularismo" da sociedade.

"Em Estremoz, no final do século XIX, apenas por encomenda a barrista Gertrudes Rosa Marques modelava presépios", arte que ganhou novo fôlego a partir de 1935, "sob influência do escultor José Maria Sá Lemos, diretor da Escola de Artes e Ofícios da cidade".

A partir da segunda metade do século XX, a cena da Natividade foi "adoptada por todos os barristas em atividade e é hoje incontornável para qualquer um dos artesãos".

Segundo Hugo Guerreiro, as encomendas avolumam-se a partir de Setembro e a inovação tem sido a palavra-chave na produção actual, muito devido às exigências dos coleccionadores, e da grande procura de 'novidades' motivada pelas diversas exposições natalícias em todo o país e também pela candidatura a Património Imaterial da UNESCO.

Caso a Produção de Figurado em Barro de Estremoz seja classificada pela UNESCO, esta é o "reconhecimento de uma arte popular que marca identitariamente Estremoz e o seu povo", remata Hugo Guerreiro.

Fonte: Publico

Évora: Inauguração da exposição «Presépios do Norte de Portugal»


Mostra decorre na Igreja de São Francisco

A Igreja de São Francisco, em Évora, vai acolher a partir de hoje uma exposição temporária de presépios da “riquíssima e vasta” coleção Canha da Silva.

Com o título «Presépios do Norte de Portugal», a iniciativa pretende “criar um espaço que convide a aprofundar o conhecimento do artesanato do norte de Portugal na sua expressão de intensa religiosidade, usufruindo ao mesmo tempo desta arte tão variada e bela”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

A coleção Canha da Silva é formada por cerca de 300 presépios desta região, dos quais 207 estão ali expostos e 37 integram a exposição permanente, sublinha o comunicado.

Estes presépios são um “excelente exemplo do artesanato tradicional” que tem vindo a adaptar-se e a conviver com outras manifestações, e do “novo artesanato”, “artesanato contemporâneo” ou “artesanato urbano”, que recria novos modelos utilizando outros materiais e tecnologias.

A abertura da exposição contará com a presença do Grupo de Cantares de Évora que entoarão modas do seu reportório no Terraço da Galilé, com vista privilegiada sobre a cidade de Évora.

"Esperança" - MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO ENCERRA 2017 COM TRADICIONAL MOSTRA ANUAL DE PRESÉPIOS

Esperança


Duração:
02 dezembro 2017 - 06 janeiro 2018



Sob curadoria de Sergio Zobaran, 25 convidados – entre jornalistas, arquitetos e designers de interiores – utilizam presépios do acervo do MAS/SP para criarem suas versões do nascimento de Jesus, inspirados pelo tema "Esperança"

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, exibe "Esperança", sob curadoria de Sergio Zobaran e com participação de 25 convidados, entre jornalistas, arquitetos e designers de interiores. Exposição que tradicionalmente encerra a programação anual do MAS/SP, são exibidos 24 presépios de diferentes origens, procedências, épocas, materiais e estilos, montados a partir de peças do acervo do museu. A proposta curatorial envolve o olhar para o futuro, representado pela esperança, exibindo objetos desta arte religiosa que perdura por séculos e que simboliza o nascimento de Jesus.

Ao unir convidados com diferentes crenças, histórias e tradições, um traço de extrema delicadeza permeia a mostra "Esperança", recriando essas informações emotivas em presépios que podem ser considerados verdadeiras obras de arte. Em exibição, peças de nacionalidades e épocas distintas, feitos a partir de diferentes materiais como argila, madeira, papel, tecido, barro cozido, aniagem e outros. A mostra é o resultado de um esforço coletivo, onde cada convidado abre seu coração e representa uma história universal do nascimento de Jesus. "Foi um trabalho de equipe que envolveu por um mês cerca de cinquenta pessoas, entre a diretoria do museu, seus museólogos e técnicos, sua assessoria de comunicação e as empresas apoiadoras, além dos padrinhos convidados", comenta o curador Sergio Zobaran.

Nesta nova mostra de presépios do MAS/SP, cada convidado foi solicitado a descrever, através de palavras, sensações que carregassem o significado desta palavra tão condizente com a data natalícia, e com nossos anseios humanos - 'esperança'. "O que recebemos de volta deste grupo de pessoas amigas que aderiram à nossa causa (...), independentemente de seus credos ou religiões, foi coerente: através deles, e de seus pensamentos e textos, constatamos que a esperança está mesmo intimamente ligada à família, ao amor e à fé. É neste sentido que queremos a sua atenção para cada um dos presépios em exposição, pois neles estão contidas todas as nossas esperanças", conclui o curador.

Para o Museu de Arte Sacra de São Paulo, esta exposição é uma forma de propagar os ensinamentos de Jesus, que durante sua vida procurou divulgar a mais bela e eficaz Doutrina contra o domínio dos mais ricos e fortes sobre milhões de desvalidos e desamparados. Nas palavras de José Carlos Marçal de Barros, diretor executivo do museu: "O MAS/SP, neste ano de 2017, solicitou ao Curador Sérgio Zobaran que se encarregasse da exibição de vários presépios do acervo do museu, 'apadrinhados' por representantes de vários segmentos ligados às Artes e à Cultura, para uma mostra denominada “ESPERANÇA”, porque, novamente, atravessamos um período sem paz, e sem justiça social. Que o Natal nos alimente de mais fé, esperança e amor".

Paralelamente a esta exposição, "Os Artesãos e seus Presépios" entra em cartaz na Sala MAS - Metrô Tiradentes, em parceria com a Subsecretaria do Trabalho Artesanal nas Comunidades - SUTACO, com curadoria de Marlene Augusta dos Santos. Feitos por 15 artesões da capital paulista e do interior do Estado, são expostos 21 presépios únicos e manufaturados em diversos materiais e suportes - desde palha de milho até os mais tradicionais de barro e madeira.

PRESÉPIOS
O termo deriva do latim praesaepe, que significa o local para onde o gado é recolhido, estrebaria, curral, estábulo. Na cultura cristã, é uma referência ao nascimento de Jesus - o local e os personagens bíblicos presentes naquele momento. De acordo com a Bíblia, São José e a Virgem Maria estavam em uma viagem, por motivo de recenseamento da Galileia, quando pararam para pernoitar nos arredores de Belém.

Conta a história que Jesus nasceu em uma manjedoura e imediatamente foi visitado por pastores da região, que haviam sido avisados por um anjo. Os animais representam a simplicidade do local. O boi remete a bondade, a força pacífica. O burro, a humildade. Logo em seguida, chegam os Três Reis Magos, vindos do Oriente, guiados por uma estrela, trazendo ouro, incenso e mirra para presentear a criança. Gaspar, Baltazar e Belchior; eram considerados sábios e simbolizam as diferentes raças, representando a universalidade.

Historicamente, temos que o primeiro presépio foi montado por São Francisco de Assis, no Natal de 1223. O frade organizou e encenou o presépio na floresta de Greccio (comuna italiana da região do Lácio). Sua intenção foi a de explicar às pessoas mais simples o significado de como foi o nascimento de Jesus Cristo. A partir do século XVIII, a tradição de montar o presépio dentro das casas das famílias, se popularizou pela Europa e, logo em seguida, por outras regiões do mundo.

Exposição: “Esperança”
Convidados: Adriana Bianchi, Ana Maria Vieira Santos, Arnaldo Danemberg, Artur de Andrade, Beth Santos, Cecilia Neves, Cecilia Tomanik, Deny Barbosa, Eliana Sanches, Eva Bichucher, Helena Pacheco Fernandes, Helô Botelho Caparica, Juliana Vasconcellos, Lavinia Aires, Luciana Gianella, Luciano Dalla Marta, Maria di Pace, Maximiliano Crovato, Olivia Vianna, Paula de Lima Azevedo, Rita Valladares, Sofia Souza Aranha, Suzana Schermann, Ugo di Pace, Tuza Cury
Curadoria: Sergio Zobaran
Abertura: 2 de dezembro de 2017, sábado, às 11h
Período: 3 de dezembro de 2017 a 6 de janeiro de 2018
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo - www.museuartesacra.org.br
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)
Tel.: 11 3326-5393 – agendamento / educativo para visitas monitoradas
Horário: de terça-feira a domingo, das 9 às 17h (bilheteria das 9 às 16h30)
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes e idosos pagam meia); grátis aos sábados
Técnicas: Diversas
Número de obras: 24

sábado, 2 de dezembro de 2017

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