sexta-feira, 1 de abril de 2016

SEMINÁRIO DE ARQUITETURA E ARTE SACRA




A relação da Teologia com a Arquitetura e as Artes Sacras é o tema de um seminário que será realizado pela Fafica em Abril


Os templos católicos sempre provocam emoções fortes não só pela energia que transmitem, mas pela beleza de suas arquiteturas. A preservação de suas características é motivo de preocupação, principalmente dos párocos. Visando preparar os futuros padres para o desafio de serem guardiões de suas igrejas, o curso de Teologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru, Fafica, realiza em abril o seminário “Arquitetura e Arte Sacra”.


“A Igreja sempre foi uma promotora da arte. Os templos e demais prédios religiosos têm uma característica própria que sinaliza a transcendência. Nossos alunos, em sua maioria, são seminaristas e irão estar, futuramente, à frente das Paróquias. Vão se deparar com situações de reformas e construção. Por isso, a ideia do seminário é capacitá-los para poder intervir de modo correto, respeitando os estilos e cuidando dos espaços sagrados”, explica o Padre Bartolomeu Félix, coordenador do curso.


O seminário acontecerá em três sábados: dias 2, 9 e 16 de abril. O Palestrante será o Padre Silvano Onofre, formado em Arquitetura e estudioso das artes sacras. Ele é responsável pelas obras de reforma e construção das igrejas que fazem parte da Diocese de Caruaru e está empenhado na reforma e construção de diversas igrejas em outros estados do Nordeste.


O curso é aberto ao público. A inscrição custa R$ 20 e deve ser feita no sitehttp://eventos.fafica-pe.edu.br/. As aulas serão das 8h às 12h no Bloco A da Instituição.


Para o Pe. Bartolomeu, a intenção é, ainda, a de mostrar que a Teologia está conectada com os diversos assuntos da sociedade: “para mim, é uma alegria poder abordar um tema atual que favorece a interdisciplinaridade entre a Teologia e a Arquitetura. Para nós, a Teologia não é uma reflexão isolada, mas que está em conexão com tudo o que nos rodeia, incluindo as Artes”.


Do:Blog São Domingos Informa Da:Assessoria

quinta-feira, 31 de março de 2016

‘Crucificado’ de 1777 do Mosteiro de São Bento é restaurado


Recuperação da histórica obra marca fim de mais uma fase das obras da centenária igreja do Largo de São Bento


Foto: Gabriela Biló/ Estadão

Na tarde da última segunda, a imagem barroca de Cristo crucificado voltou ao seu lugar, na imponente parede do transepto, à esquerda do altar-mor da Basílica Nossa Senhora da Assunção, mais conhecida como igreja do Mosteiro de São Bento. Auxiliado por quatro homens, o restaurador João Rossi colocou a preciosidade de volta. Simbolicamente, o maior restauro da centenária igreja, marco histórico-religioso do centro paulistano, completou mais uma etapa.

Agora, as três imagens sacras mais importantes do acervo do Mosteiro de São Bento, estão novinhos em folha. Primeiro, foram recuperadas as estátuas de São Bento e de Santa Escolástica (fotos abaixo), ambas de barro, feitas pelo monge beneditino Agostinho de Jesus no século 17, pioneiro da escultura no Brasil. Agora, foi a vez do Crucificado, obra em cedro de autoria de José Pereira Mutas, esculpida em 1777 sob encomenda para os beneditinos.



Foto: Gabriela Biló/ Estadão


Foto: Gabriela Biló/ Estadão

“E ninguém que está vivo a conheceu como era de fato”, conta o restaurador, que dedicou-se à imagem nos últimos cinco meses. Isto porque a cruz onde ele está preso era totalmente coberta por uma tinta preta. No trabalho de recuperação, Rossi descobriu que na verdade, originalmente havia um friso folheado a ouro 22 quilates. “Pelo que pude verificar, deve ter sido recoberto por tinta preta nos anos 1920”, afirma ele.

Antes do atual restauro, a peça estava danificada pela poluição e também pela gordura das mãos das pessoas. “É comum que os fiéis toquem nos pés dessa imagem, em sinal de veneração”, afirma o monge beneditino João Baptista. “Apesar de ser uma obra de arte, preferimos não interferir na devoção.”

Rossi confirma: os pés do Cristo estavam bastante deformados e ele precisou corrigir, com uma camada de gesso. Até hoje, os monges preservam um trato firmado pela instituição com o escultor em 1777. “Pelo termo, ele pedia que duas lamparinas ficassem acesas de modo perpétuo ao lado da imagem”, conta Baptista. “Claro que hoje usamos iluminação elétrica, por segurança: mas oCrucificado tem luz 24h por dia.”

A parede onde fica o santo também foi totalmente recuperada nesta fase. Descobriu-se a cor original, por baixo do marrom que havia ali. “Era vermelha, e vermelha tornou a ficar”, celebra Rossi. “Também encontramos detalhes em folha de ouro, e os recuperamos.” Essa parede continha uma rachadura grande, que também foi corrigida.

A basílica dos beneditinos integra o conjunto arquitetônico – projetado pelo alemão Richard Berndl (1875-1955) – erguido de 1910 a 1914 no Largo de São Bento, centro de São Paulo. Tombada desde 1992 pelo órgão municipal de proteção ao patrimônio (Conpresp), a igreja havia passado apenas por uma restauração, de menores proporções, em 1978 – para recuperar danos causados pela construção da Estação São Bento do Metrô.

O valor investido na obra não é informado pelos beneditinos, que mantêm em sigilo também o nome do patrocinador. “Mas o pagamento está garantido até a conclusão de toda a obra”, diz Baptista. Pelas contas de Rossi, até julho a outra parede do transepto será concluída. Depois, com mais um ano de obra, ele e sua equipe terminam toda a nave da igreja. O órgão de 6 mil tubos também está sendo restaurado: uma vez a cada seis meses, um especialista argentino vem a São Paulo e realiza uma etapa do trabalho.

Isso tudo respeitando a rotina dos monges. Em ocasiões especiais, como a Páscoa, não podem haver andaimes dentro do templo – é por isso que os cronogramas são organizados de modo a prever que cada etapa seja encerrada nas proximidades de tais datas. As obras são executadas de segunda a sexta, das 8h às 17h – mas Rossi precisa interromper a labuta por 15 minutos às 11h30 – para oração dos monges – e por uma hora às 13h – para a missa. “Os restauradores aproveitam para fazer o horário de almoço”, afirma Baptista. “Enfim, eles precisam se adaptar à nossa rotina.”

Rotina de tradição ímpar. O Mosteiro de São Bento ocupa, desde 1598, o mesmo terreno no centro de São Paulo. Ao longo dos séculos, vários edifícios foram reformados, demolidos e construídos. Este último conjunto, que completa cem anos, foi decorado entre 1912 e 1922.


Foto: Gabriela Biló/ Estadão

Texto de Edison Veiga
Fonte:Jornal Estadão

Património: Portalegre recebe exposição «Imagens de Fé» (Portugal)


Património: Portalegre recebe exposição «Imagens de Fé»
Agência Ecclesia 28 de Março de 2016, às 17:01

Exposição dá a conhecer ex-votos provenientes das diversas paróquias

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco, em parceria com a Câmara Municipal de Portalegre, inaugura, esta sexta-feira, pelas 11h30 a exposição «Imagens de Fé – Ex-votos da Diocese e Portalegre-Castelo Branco».

Esta exposição, no Museu Municipal de Portalegre, apresenta um “conjunto significativo de ex-votos” provenientes das diversas paróquias da diocese.

“O conjunto singular que se apresenta, constitui um invulgar e raro acervo do repositório patrimonial a nível regional e nacional e manifesta as inúmeras experiências humanas vividas nos séculos XIX –XX, onde a fé se cruza com a existência quotidiana”, refere um comunicado enviado à Agência ECCLESIA pela Comissão dos Bens Culturais da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

O organismo diocesano assinala que esta é “primeira grande ação de divulgação” do património, numa iniciativa a que a mesma “comissão deseja dar continuidade num modo contínuo e regular”.

O ex-voto é um quadro, imagem, objeto de cera ou outra expressão da arte ou artesanato popular, com que os fiéis agradecem a Deus, a Nossa Senhora ou ao santo da sua devoção, por um milagre que lhe atribuem, cumprindo uma promessa feita durante um período de aflição.

LFS/OC

quarta-feira, 30 de março de 2016

Restauro de Arte Sacra em Ilhéus-BA




Será concluída até junho a restauração de 18 obras de arte do Convento da Piedade, em Ilhéus. Entre as peças que passam pelo processo estão as imagens das santas Joana D’Arc, Ângela, Teresinha de Lisieux e de N. S. da Piedade.

O restauro das peças de arte sacra começou em novembro. O acervo faz parte da igreja, inspirada no estilo neogótico francês. A maior parte é composta por peças jesuíticas, vindas de São Paulo e Ribeirão Preto em meados do século 20.

A restauração das peças é coordenada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia e conta com apoio da comunidade de Ilhéus. A restauração integra as comemorações do centenário da igreja Nossa Senhora da Piedade.

terça-feira, 29 de março de 2016

Sala Angelita Stefani recebe mostra de objetos usados em cultos católicos


Mostra contará com peças do acervo do Museu Histórico e Cultural das Irmãs FranciscanasFoto: Claudio Vaz / Agencia RBS


Abre nesta terça-feira, na Sala de Exposições Angelita Stefani, do Centro Universitário Franciscano, a exposição Objetos Sacros – Arte e Memória Franciscana. A partir das 16h, o público poderá conferir peças que compõem os altares das celebrações religiosas católicas como ostensórios, relicários, sacrários e crucifixos.

Com curadoria de Círia Moro e Franciele Roveda Maffi, a mostra – que exibe itens do acervo do Museu Histórico e Cultural das Irmãs Franciscanas – pretende fazer o visitante compreender o uso e a importância de cada objeto nos atos litúrgicos.

A exposição vai até 27 de abril e pode ser conferida de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, e nas terças e quartas-feiras, das 9h ao meio-dia. A Sala de Exposições Angelita Stefani fica no Conjunto 3 do Centro Universitário Franciscano (Rua Silva Jardim, 1.175) - Santa Maria - RS. A entrada é franca.


DIÁRIO DE SANTA MARIA

MOSTRA DE ARTE SACRA NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO (VASSOURAS-RJ)

No ano de 2015, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição fez um trabalho de catalogação de suas peças de arte sacra e as organizou em uma sala para apresentar seu acervo, um trabalho desenvolvido por voluntários e que contou com a orientação técnica do INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural).

Esse trabalho minucioso, por parte da equipe voluntária, foi realizado com apoio total da Paróquia através do Pároco Pe. José Antonio da Silva e supervisão do INEPAC com limpeza, restauro, catalogação e registro fotográfico das peças sacras que pertencem à Paróquia e que são parte integrante do acervo da Diocese de Valença-RJ.

O resgate desse patrimônio não foi somente das obras em si, mas também da história cultural e artística da cidade de Vassouras.

O acervo contendo aproximadamente 200 peças mostra um pouco da riqueza e da arte de uma época gloriosa.

Fica aqui o convite a todos que passem pela cidade, de conhecerem um pouco mais de sua história, que é também a de cada um de nós, brasileiros. Aproveitamos a oportunidade para informar que estamos recebendo doação de imagens antigas e demais objetos para enriquecer nosso acervo, interessados, fale conosco: janthonius@uol.com.br

Situado no Consistório da Igreja da Igreja Matriz, a Mostra encontra-se aberta ao público aos sábados, domingos e feriados, das 09h30min às 13h; o ingresso custa R$ 5,00 (cinco reais), sendo que estudantes pagam meia entrada, conforme a Lei Federal 12.933-13, mediante apresentação de carteirinha. Existe também a possibilidade de agendamento especial para grupos, através de contatos com Andrea Jordão – 024 – 9-99-69-5749 ou Maria Aparecida – 024 – 9-9297-3858.

IGREJA DAS DORES VAI ABRIGAR O PRIMEIRO MUSEU DE ARTE SACRA DE PORTO ALEGRE





A Igreja Nossa Senhora das Dores, a mais antiga de Porto Alegre, se prepara para um novo marco em sua história: abrigar o primeiro museu de arte sacra da capital gaúcha. A inauguração do espaço deve acontecer somente a partir de 2019, mas os trabalhos para torná-lo real já estão sendo realizados.

Depois que for aberto ao público, o espaço será um memorial da cultura e do patrimônio histórico dentro da própria igreja. A ideia é criar um percurso museológico, apresentando aos visitantes materiais que contem tanto a história do local, quanto a da cidade.

O projeto prevê duas salas: uma localizada na Capela da Pompéia (que hoje permanece fechada) para exposição permanente e interativa, e outra, no subsolo, para mostras temporárias e projeções de vídeo. Além das programações elaboradas, serão expostos mais de dois mil itens que já fazem parte do acervo da igreja, mas que não ficam ao acesso da população.



Entre esses artigos que serão revelados com o memorial estão peças litúrgicas, flâmulas, estandartes, estatuária em gesso e madeira do século XIX. Também haverá telas, medalhas, livros, partituras, fotos e papéis.

Atualmente, o projeto – que foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura do estado e pela Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, no final do ano passado – está em fase de captação de recursos e deve começar a sair do papel em 2017, quando a execução da obra terá início. A partir de então, estão previstos mais dois anos de ações até que tudo esteja pronto.

Para já apresentar a proposta aos porto-alegrenses, ocorre na próxima semana, no dia 31 de março, um piquenique noturno nas escadarias da Igreja Nossa Senhora das Dores (Riachuelo, 630). A atividade, que integra a programação do aniversário de 244 anos da Capital, começa às 19h e terá a presença da banda Isla Quintana e do grupo Acapoeira-RS. O público está convidado a levar cangas, comidas, bebidas e participar dessa celebração à cultura local.

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