quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Café Teológico



O Museu de Arte Sacra de São Paulo, recebe o professor Renato Brolezzi para um Café Teológico sobre o tema "A Virgem amamentando o Menino e São João Batista criança em adoração, de Giampietrino (São Paulo, MASP, 1500 – 1520): as metamorfoses da representação do sagrado no final do renascimento"

A palestra pretende oferecer aos participantes uma análise do quadro de Giampietrino (documentado de 1497 a 1540), seguidor de Leonardo da Vinci na Lombardia, procurando destacar seus códigos iconográficos no tocante ao tema da Madonna com o Menino Jesus e a própria composição da imagem, filiada às sensibilidades luminísticas inauguradas por Leonardo, em sua formação florentina e sobretudo durante sua estadia a serviço dos duques de Milão.
Renato Brolezzi é professor e pesquisador de História da Arte e da Cultura (FACAMP – Faculdades de Campinas) e antropólogo social formado pela UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas).
Quando: 09/09 (quarta-feira)
Horário: 17h às 19h
Valor: R$20
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 - Luz | Estação Tiradentes do metrô
Estacionamento pago no local: Rua Jorge Miranda, 43
O museu emitirá certificado aos participantes

O retábulo: sua função religiosa e social (pedagógica e ilustrativa)

Os retábulos nasceram de uma evolução na arte da decoração e enobrecer os altares 


Por: Maria Jesus Gomez Bárcena | Fonte: www.artehistoria.com




Os retábulos na esfera religiosa desempenham um papel muito especial que os diferencia do resto dos móveis litúrgicos, em parte devido à sua localização tão privilegiada por ser localizado atrás ou no altar onde a Eucaristia é realizada. Rumo a este lugar todos os fiéis voltar seus olhos e orações, assim ele também é um instrumento de estimulação religiosa com a natureza ilustrativa e educacional. Às vezes, no entanto, há dificuldades para cumprir esta função instrutiva por causa do tamanho pequeno, causando afastamento de muitos de seus desempenhos, o que não permiti uma boa vista ou facilita a leitura de todo o conteúdo iconográfico. Além disso muitos destes retábulos, muitas vezes em capelas particulares, foram diretamente acessível apenas aos membros da família a que pertencem e, portanto, a possibilidade de contemplação era limitado. Às vezes, as emoções que sentiu estes fiéis derivada somente a partir da imagem ou cena inteira no centro que se presidia ou por seu maior tamanho.
Os retábulos nasceram de uma evolução na arte de decorar e enobrecer os altares, preocupação que começa desde os tempos dos primeiros cristãos. Também existiu durante a Idade Média certa tradição artística de servir devoções particulares, que se manifesta por pequenos objetos feitos de madeira, marfim, metal ou esmalte; a estrutura e organização das imagens de alguns retábulos góticos monumentais já é anunciado nestas pequenas obras preciosas. Mas o costume de colocar uma estrutura estratificada por trás do altar, retrotabulum, quando ele realmente foi um grande desenvolvimento alcançado durante o estilo gótico, especialmente no século XIV.
O mundo das relíquias e relicários proliferação também e desempenhou um papel decisivo no desenvolvimento artístico e configuração das partes. Assim, você pode facilmente verificar a relação entre os retábulos, com suas portas e recipientes de proteção relíquias que costumavam ser fechados, impedindo a vista do seu conteúdo valioso, acessível apenas aos fiéis em determinados dias do ano de acordo com o calendário litúrgico ou festividades locais. Também na estrutura retábulos-tríplices podem ser visto abertos ou fechados. Fechados oferecem uma realidade, e estimular a imaginação dos espectadores; abertos facilita a comunicação com os fiéis, e desperta sentimentos diversos. Mas como já afirmado que ficava aberto apenas em determinadas épocas do ano litúrgico, nas grandes festas religiosas, festa do padroeiro da igreja ou em uma situação muito específica. O brilho do ouro e policromada, em seguida, ajudou a acentuar o esplendor da festividade que comemora. A este respeito, é interessante notar que há um contraste entre os exemplos típicos flamengos e espanhóis que permaneciam sempre abertos, oferecendo permanentemente a sua riqueza estilística e iconográfica.
Estas obras de arte fazem parte do cenário religioso e artístico em diferentes países da Europa do final da Idade Média. E a importância dessas peças do que é habitual na vida espiritual do XV e XVI pode nos dar uma ideia de que muitos exemplos pictóricos da época  foram incorporados a representação de um retábulo esculpido-tríptico quando refletem dentro de um edifício religioso, exemplo: retábulo dos sete sacramentos por Roger van der Weyden. Da mesma forma, parte do nosso patrimônio artístico do início do século XV, quando começa a ser evidente a importância do número crescente destas peças ao longo da mesma, concordando inteiramente com o período gótico tardio ou o tempo dos Reis Católicos. Foi um momento de grande esplendor na arte espanhola, além de obras importadas de diferentes modalidades -miniaturas, tapeçarias, pinturas e esculturas, que tem a contribuição de numerosos artistas estrangeiros dos países do norte da Europa. Ao longo do tempo muitos desses artistas e suas obras se foram hispanizando, mas em todo caso, contribuiu decisivamente para a propagação das fórmulas que eles próprios tinham criado, ou que tinham adquirido nos seus países de origem e simplesmente aplicado.
Ressaltamos a importância dessas peças esculpidas preservadas em Espanha, porque eles são manifestações de uma religiosidade mais pessoal e representam o que foi a alta demanda de uma clientela particular, eclesiástica ou secular, mostrando assim as suas preferências estéticas e religiosas. É uma clientela ampla e variada, desde os conhecidos reis - é conhecido o interesse da rainha Elizabeth por manifestações artísticas flamencas - e nobres, como os ricos burgueses; muitos deles dedicado a atividades comerciais e mercantis, porque viajavam ou viviam nos países de origem das peças foram criadas e se haviam formado em um gosto de flamenco. Eles constituem mecenas e compram algumas obras, - entre elas retábulos - que faram parte da decoração da sua família e locais privados, capelas, geralmente funerárias. A ideia de fama e sucesso social se manifesta claramente nestas áreas onde eles não costumam perder os símbolos heráldicos - linhagem de famílias - incorporados os próprios monumentos fúnebres, ou na mesma obra arquitetônica retábulos, como acontece na capela do Conde Lopez de Saldaña, na igreja de Santa Clara em Tordesilhas, Valladolid, ou Don Gonzalo de Illescas - capillla de São João Batista -, na igreja de El Salvador de Valladolid. Assim eles imitam e são equiparados com o que tinha sido anteriormente próprios reis e nobreza.
Entre os mais antigos, e mais bem preservados exemplos significativos, destacam-se os retábulos que o duque de Borgonha, Felipe, o corajoso, confeccionado por Jacques de la Baerze para Champmol onde estavam seus monumentos funerários - atualmente foram transferidos para o museu de Dijon -. O retábulo de Baerze, com cenas diferentes, é composto de inúmeros personagens pequenos, e oferece caráter pitoresco que vai caracterizar grande parte da produção subsequente.
De um certo ponto no desenvolvimento da atividade artística no sul da Holanda, as características e a qualidade da produção fez com que seu prestígio ultrapassa-se as fronteiras; sua arte é aceita e se expandiu para a demanda de uma variada clientela. O tamanho não excessivamente grande tamanho dessas obras facilitou sua transferência para locais mais distantes.
Tem se mantido uma correspondência entre a expansão econômica de um país e a cultura e, especialmente, em relação às artes plásticas. Havia, portanto, uma correlação entre a arte irradiação dos Países Baixos e a indústria de panos que foi um produto comercial exportado por excelência a região distantes. Aonde se chegou essa indústria se observa, de modo evidente, a presença das obras de arte. As artes dos Países Baixos seguem sua expansão nas rotas comerciais e, entre essas se destacam as existentes na Espanha. Nos portos de Santander, Castro Urdiales o Laredo, entre outros, entram os panos flamencos e de Brabante com destino a Castilla e, desde essas terras, deixando a lã como principal produto de comercio, que em grande parte eram canalizados pelos Burgos. Desta maneira a expansão da arte atingiu tais proporções que se converterão em um verdadeiro comércio, muito bem organizado e com um grande movimento. 
Os retábulos poderiam ser comprados a pedido expresso de um principal e, cabia a possibilidade de que eles fossem obras concebidos individualmente, podendo ter maior qualidade, perfeição estilística e originalidade iconográfica, a fim de satisfazer os desejos dos responsáveis. Eles também podem se diferenciar porque aparecem ali os elementos correspondentes heráldicos incorporados e doadores, que são, por vezes acompanhados por seus santos padroeiros, como o interessante retábulo da Paixão de Claudio Villa y Gentina Solaro (Museu Real de Bruxelas). Encomendado pelo banqueiro de Piedmont para o atelie em Bruxelas, onde as marcas, incorporadas a doadores, que estão incluídos na disposição compacta dos personagens aos pés do Calvário. Outra possibilidade é oferecida pelo retábulo da García de Salamanca (Igreja de San Lesmes de Burgos), onde os doadores ficam em compartimentos isolados que ladeiam a cena central da base do altar. Do mesmo modo, doadores tem igualmente muitos exemplos interessantes na pintura flamenga. Personagens sem nenhuma timidez, mas com respeito e devoção, são incorporados em um plano quase igual aos personagens sagrados: a Virgem del Canciller Nicolás Rolin (Louvre, Paris), ou a Virgem de Canónigo van der Paele (Stedelijke Museum, Brujas), obras de Jan van Eyck. Às vezes, os doadores são representadas em tamanho pequeno para manter a ideia da hierarquia sagrada.
Tem sido frequentemente argumentado que os empregadores tiveram uma influência considerável na criação e execução das obras de arte do gótico tardio, mas, na realidade, especialmente para retábulos esculpidos, o seu papel na intervenção no processo foi muito limitado, pois a maioria não pode responder à ideia de trabalho encomendado.
Em relação com o modo de obras encomendadas, resulta de um grande interesse para a história da arte o fato de conhecer um contrato escrito, realizado entre a oficina (atelie)  e o mestre e o encomendante. Esta era uma prática bastante comum no final da Idade Média, embora não abundante exemplos de documentos preservados. Eles são uma série de requisitos especificados em relação ao trabalho e também poderiam ajudar a estabelecer uma cronologia bastante precisa. Ao mesmo tempo, a existência de documentação permite comprovar à peça feita como os artistas não sempre estariam em conformidade de maneira minuciosamente o que estava especificado no contrato.
Eram em feiras onde se exibiam, vendiam e e eram compradas as obras e se efetuavam as operações comerciais. Na Espanha, as feiras de Medina del Campo eram talvez o mais importante do ponto de vista de intercâmbio de produtos da Holanda. A cidade de Antuérpia, cidade que se tornou, após o declínio de Bruges, o centro mundial de mercadorias, colocava à disposição dos comerciantes locais específicos, geralmente eram lugares destinados especialmente para a venda de objetos de luxo e obras de arte. Em Pand de Notre-Dame foram estabelecidos os comerciantes de pinturas, esculturas, gravuras e livros. O Pand foi organizado, em 1460, por membros do Grêmio de São Lucas,  aos que foram associados desde 1481 como membros da corporação de pintores em Bruxelas. Assim, todos os locais de Pand foram reservados, supervisionando toda a produção artística e também para proibir a venda de obras feitas fora deste lugar. Toda essa organização exigia dos ateliers uma produção em grande quantidade com a preocupação de racionalizar o trabalho.
Fonte: Catholic.Net (original em espanhol)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Curso livre: Expressões na Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra de São Paulo promove um "Curso livre" sobre o tema "Oratórios: decorando um oratório de parede", com a Profª. Silvana Borges - Arquiteta, Artista plástica e Arteterapeuta, especialista em conservação e restauro de Bens Culturais, profissional filiada ao ICOM, CEIB e ABRACOR.

Conteúdos teóricos:
  • A devoção no ambiente privado
  • O Museu do Oratório
  • Os vários tipos de oratórios: domiciliar, de algibeira e o esmoler
  • As diferentes modelagens de oratórios e exemplos de decoração
  • As origens e tipos de têmperas. 
Atividade prática: pintura com têmpera em um oratório de madeira (fornecido pelo curso).
Cada participante deverá trazer dois pincéis redondos macios nº “2” e “0”.
O restante do material para utilização na oficina está incluso no valor do curso.

Quando: 19/09 (sábado)
Horário: 9h às 12h30
Carga horária: 3h30
Vagas: 25
Valor: R$110
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 - Metrô Tiradentes.
Estacionamento pago no local: Rua Jorge Miranda, 43.

O museu fornecerá certificado de participação.

Fonte: Museu de Arte Sacra de São Paulo

Universidades: genial criação da Igreja medieval


Universidade de Oxford, Inglaterra
Universidade de Oxford, a mais antiga do mundo anglófono.
Fundada oficialmente em 998, os indícios de atividade remontam a 1096




















As cidades medievais foram o marco do aparecimento de uma das máximas criações medievais: a Universidade. 

Hoje elas estão tão difundidas no mundo que as pessoas custam acreditar que não existiram sempre. 

Entretanto, elas só conheceram a luz sob o bafejo da Igreja, em cidades que depois ficaram ilustres pelo seu caráter universitário: Coimbra, Oxford, Paris, Bologna, Salamanca...

A lista é intérmina. 

Os papas e outros homens da Igreja situaram as universidades entre as grandes jóias da civilização cristã.


Universidade de Coimbra, Portugal, Biblioteca Joanina
Universidade de Coimbra, criada em 1290. Na foto: a Biblioteca Joanina



















Era comum ouvir descrever a Universidade de Paris como a “nova Atenas”, uma designação que evoca as ambições de Alcuíno quando, vários séculos antes, no período carolíngio, se propunha estabelecer uma nova Atenas no reino dos Francos.

O papa Inocêncio IV (1243‒ 1254) descreveu as universidades como “rios de ciência cuja água fertiliza o solo da Igreja universal”, e o papa Alexandre IV (1254-1261) chamou-as “lâmpadas que iluminam a casa de Deus”.

E é ao apoio dado pelos papas que se devem o crescimento e o êxito do sistema universitário.
“Graças a essas intervenções pontifícias ‒ escreve o historiador Henri Daniel-Rops ‒, o ensino superior foi capaz de expandir-se. A Igreja foi sem dúvida a matriz de onde saiu a Universidade, o ninho de onde ela levantou vôo”.
É um fato comprovado que uma das mais importantes contribuições medievais para a ciência moderna foi a liberdade de pesquisa no mundo universitário, onde os acadêmicos podiam debater e discutir as proposições apoiados na certeza da utilidade da razão humana.

Universidade de Cambridge, Inglaterra
Universidade de Cambridge, na Inglaterra, fundada em 1209. Foto: King's College
Contrariamente ao retrato grosseiramente inexato que se tem feito da Idade Média, a vida intelectual medieval prestou contribuições indispensáveis à civilização ocidental.
“Os mestres da Idade Média ‒ concluiu David Lindberg em The Beginnings of Western Science(1992) ‒ criaram uma ampla tradição intelectual, sem a qual o subseqüente progresso na filosofia natural teria sido inconcebível”.
Christopher Dawson, um dos grandes historiadores do século XX, observou que, desde os tempos das primeiras universidades,
“os mais altos estudos eram dominados pela técnica da discussão lógica: a quaestio e o debate público, que tão amplamente determinaram a forma da filosofia medieval, sobretudo nos seus principais expoentes”.

“Nada pode ser perfeitamente conhecido ‒ disse Roberto de Sorbonne ‒ se não tiver sido mastigado pelos dentes do debate, e a tendência a submeter todas as questões, da mais óbvia à mais abstrusa, a esse processo de mastigação não só estimulava a perspicácia e a exatidão do pensamento como, acima de tudo, desenvolvia o espírito crítico e a dúvida metódica a que a cultura e a ciência ocidentais tanto devem”.
O historiador da ciência Edward Grant concorda com esse juízo:
“O que foi que tornou possível à civilização ocidental desenvolver a ciência e as ciências sociais de um modo que nenhuma outra civilização havia conseguido até então? 
Estou convencido de que a resposta está no penetrante e profundamente arraigado espírito de pesquisa que teve início na Idade Média como conseqüência natural da ênfase posta na razão.
Com exceção das verdades reveladas, a razão era entronizada nas universidades medievais como árbitro decisivo para a maior parte dos debates e controvérsias intelectuais. 
Universidade de Salamanca, Espanha
Universidade de Salamanca, Espanha, fundada em 1218,
primeira da Europa que obteve o título oficial de "Universidade". 




















Os estudantes, imersos em um ambiente universitário, consideravam muito natural empregar a razão para pesquisar as áreas do conhecimento que não haviam sido exploradas anteriormente, assim como discutir possibilidades que antes não haviam sido consideradas seriamente”.
A criação da Universidade, o compromisso com a razão e com a argumentação racional e o abrangente espírito de pesquisa que caracterizou a vida intelectual medieval representaram
“um dom da Idade Média latina ao mundo moderno [...], ainda que nunca se venha a reconhecê-lo. Talvez esse dom conserve para sempre a condição de segredo mais bem guardado que a civilização ocidental teve durante os quatro séculos passados”.
Foi um dom da civilização cujo centro era a Igreja Católica.

(Fonte: Thomas E. Woods Jr., “Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental”, editora Quadrante, São Paulo, 2008, 222 pp., p. 60-62).

Fonte: Blog A Cidade Medieval

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Exposição em Ponte de Lima (Portugal)




Museu dos Terceiros
O Museu dos Terceiros tem sido uma aposta forte no programa do Município de Ponte de Lima, não só pela riqueza do seu conjunto arquitetónico e do seu acervo mas pelo que representa o projeto no seu todo.

O resultado de uma parceria entre a Câmara Municipal de Ponte de Lima e o Instituto Limiano, desde 2001, proporcionou a recuperação de um edifício que alberga muita da história limiana e o restauro de um dos melhores acervos de arte sacra do Norte de Portugal.
Com um investimento que ultrapassou um milhão de euros, o Museu dos Terceiros oferece hoje um conjunto de serviços exemplares, no plano museológico, dos quais destacamos as atividades dos Serviços Educativos cujo público-alvo não são apenas as crianças, são igualmente os séniores que têm à sua disposição um conjunto de atividades, incluindo viagens, em que podem participar.

Do inventário informatizado ao programa de exposições temporárias, passando pelo programa de permuta de edições com outras instituições similares no país e pelo programa de captação de novos públicos, podemos afirmar que o Museu dos Terceiros é hoje uma "instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que promove pesquisas relativas aos testemunhos materiais do homem e do seu ambiente, adquire-os, conserva-os e expõe-nos para estudo, educação e lazer", por outras palavras é um Museu disponível a toda a comunidade!

Fonte: Museus Ponte de Lima

Conheça mais sobre o Museu:

Vídeo do Município de Ponte de Lima

II Seminário de Conservação de Igrejas e Arte Sacra de Santa Catarina



Estão abertas as inscrições para o II Seminário de Conservação de Igrejas e Arte Sacra de Santa Catarina, promovido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC); Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Arquidiocese de Florianópolis. O evento ocorrerá no dia 22 de outubro de 2015, das 8h às 18h, na Paróquia Senhor Bom Jesus dos Aflitos, no município de Porto Belo.

O evento tem o objetivo de difundir a importância da preservação das obras de arte sacras a bispos, párocos, vigários, padres, administradores, fiéis e comunidades, que buscam capacitação para salvaguardar, de forma adequada, esses bens tão valiosos. A partir do esforço mútuo, a iniciativa visa garantir a segurança dos espaços, dos bens móveis e integrados, resguardando-os dos diversos fatores que concorrem para a deterioração, desvalorização, perda parcial ou total do riquíssimo patrimônio religioso. Com isso, será possível preservar seu valor patrimonial, monetário e, sobretudo, cultural, herança preciosa para as gerações futuras.

Interessados em participar devem enviar e-mail com nome, endereço, paróquia que representa, função na paróquia/profissão, telefone e e-mail para seminariosacro@fcc.sc.gov.br. A primeira edição do Seminário foi realizada em outubro de 2014, na Igreja Matriz de São José, com a participação de cerca de 90 pessoas.

Confira a programação completa do evento:


PROGRAMAÇÃO DO II SEMINÁRIO DE CONSERVAÇÃO DE IGREJAS E ARTE SACRA


08:00 – 08:30h: Credenciamento

08:30 – 09:00h: Abertura

09:00 – 09:40h: A preservação do patrimônio religioso - M.Sc. Fátima Regina Altoff – Arquiteta e conservadora-restauradora do ATECOR - FCC

09:40 – 10:00h: Coffee Break

10:00 – 10:40h: É importante: “conservar para não restaurar” – Esp. Marcelino Donizeth de Melo Correia – Conservador-restaurador do ATECOR - FCC

10:40 – 11:20h: Atuação do Ministério Público na defesa do patrimônio cultural sacro - Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda – Promotor do Ministério Público de Minas Gerais

11:20 – 12:00h: Fontes estaduais apoiadoras do Patrimônio Cultural Catarinense – M.Sc. Rosivaldo Flausino – Fundação Catarinense de Cultura

12:00 – 14:00h: Almoço

14:00 – 14:40h: A perspectiva do Ministério Público na defesa do patrimônio cultural e sua atuação na região do planalto serrano catarinense– Dr. Renee Cardoso Braga – Promotor do Ministério Público de Santa Catarina

14:40 – 15:20h: Conservação de Arte Sacra: Bens Móveis – M.Sc. Karen Kremer – Conservadora e Restauradora de Bens Culturais Móveis do ATECOR - FCC

15:20h – 15:40h: Coffee Break

15:40h - 16:20h: Conservação de Arte Sacra: Bens Imóveis – Arq. Sílvia Maia – Arquiteta da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural da FCC

16:20 – 17:00h: Restauração e conservação da Igreja Bom Jesus dos Aflitos de Porto Belo – Arq. Roseana S. Lunghard

Serviço:

O quê: II Seminário de Conservação de Igrejas e Arte Sacra de Santa Catarina
Quando: 22 de outubro de 2015, das 8h às 18h
Onde: Paróquia Senhor Bom Jesus dos Aflitos - Av. Governador Celso Ramos, 1445 - Centro - Porto Belo/SC
Inscrições: pelo e-mail seminariosacro@fcc.sc.gov.br, com informações de nome, endereço, paróquia que representa, função na paróquia/profissão, telefone e e-mail do interessado.
Participação gratuita
Informações: (48) 3664-2616

Fonte: Assessoria de Comunicação FCC

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Jerusalém terá o primeiro museu do mundo sobre as origens do cristianismo

O Terra Sancta Museum será aberto em 2015 no coração da Cidade Velha, como exposição permanente inédita


Texto de Corrado Paolucci

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Só existe um no mundo e será aberto ao público no ano que vem: trata-se do Museu da Terra Santa, em Jerusalém. A exposição permanente, como escreve o Custódio da Terra Santa, tem o objetivo de ajudar a revelar a história dessa terra extraordinária, em que, há milhares de anos, se entrelaçam de forma surpreendente os destinos de muitos povos que convivem nos lugares sagrados das três grandes religiões monoteístas.

O coração do cristianismo

Criado por desejo do pe. Pierbattista Pizzaballa, Custódio da Terra Santa, o museu será aberto em 2015. Localizado no coração da Cidade Velha de Jerusalém, o Terra Sancta Museum terá o privilégio de ser o único no mundo dedicado às raízes do cristianismo e à preservação dos Lugares Santos. Neste momento histórico particular e delicado, é de fundamental importância divulgar ao mundo inteiro a história da presença cristã na Terra Santa a fim de promover uma consciência mais clara das suas raízes, contribuir para a unidade da família humana e espalhar uma mensagem de paz pelo mundo inteiro.

As palavras do Custódio da Terra Santa

Reproduzimos abaixo um trecho da entrevista concedida pelo Custódio da Terra Santa, pe. Pierbattista Pizzaballa, ao Franciscan Media Center, enfatizando a importância da iniciativa:

“O Terra Sancta Museum quer destacar as raízes do cristianismo e desta terra, porque este país tem uma história em que a presença cristã é evidente, assim como a judaica e a islâmica, mas precisa ser mostrada e divulgada melhor, de forma orgânica. Os cristãos, mesmo sendo uma minoria, sempre foram e continuam sendo uma presença culturalmente muito vibrante e rica, que contribuiu de modo enorme para construir relações não só com a população local, mas com muitas sociedades do mundo todo. É justo que esta realidade seja hoje conhecida e divulgada”.

Fonte: Aleteia
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