sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Igreja das Dores passa por restauro e busca abrir museu de arte sacra

Restauração e implantação do PPCI devem ficar prontos em novembro.
Obra dará base para construir primeiro museu de arte sacra de Porto Alegre.

texto de :Rafaella Fraga Do G1 RS

Cartão-postal de Porto Alegre e referência arquitetônica na paisagem da cidade, a Igreja Nossa Senhora das Dores passa por uma nova fase de restauração. O trabalho, quando pronto, abrirá caminho para concretizar um antigo sonho de historiadores, museólogos, artistas e da comunidade local: a construção do primeiro museu de arte sacra da capital gaúcha.

A ideia é expor ali os cerca de 2 mil itens que hoje estão quase escondidos em pequenas salas, estimulando o turismo e atraindo interessados no assunto. Mesmo com as obras em andamento, o local segue aberto aos visitantes. O acesso é gratuíto.

É fácil se impressionar com a imponência da edificação. Situada na Rua dos Andradas, quase às margens do Guaíba, é a igreja mais antiga da cidade ainda de pé e levou quase 100 anos para ser erguida. Teve sua construção iniciada no ano de 1807, com uma pequena capela. Em 1846 ganhou formato, mas só foi concluída em 1904.

Cercado por três portões de ferro, a entrada do templo é antecedida por 63 degraus. A famosa escadaria é frequentemente disputada para ser cenário de vídeos publicitários, filmes e ensaios fotográficos. Inclusive, há fila para casamentos.
Famosa escadaria da Igreja das Dores, de Porto Alegre, tem 63 degraus (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Na parte interna da igreja, também chama atenção a grandiosidade da arquitetura, de estilo barroco português, com elementos neoclássicos. O templo é o único tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) de Porto Alegre, e é um dos primeiros tombamentos no estado, em 1938.

O acervo documental hoje é o que torna a Igreja das Dores esse museu vivo. A igreja tem mais de 200 anos e faz parte da história de Porto Alegre. Vai ser o primeiro museu de arte sacra da cidade,
mas também vai contar parte da história da cidade"
Caroline Zuchetti, museóloga

A estrutura já foi restaurada em anos anteriores. Entre 2001 e 2006, com verba captada junto à Lei de Incentivo à Cultura (LIC-RS) do Estado, houve a troca de fiação e a reparação do espaço central da igreja, entre as fileiras.

As obras da nova fase servirão de base para futuros empreendimentos, como o museu. Além disso, com a conclusão da reforma, iniciada em dezembro de 2016 e prevista para ficar pronta até novembro deste ano, os visitantes poderão acessar as duas torres do templo. Do alto de mais de 60 metros, será possível vislumbrar uma vista panorâmica do Centro Histórico.

“A Igreja das Dores é o primeiro bem tombado de Porto Alegre, e é de extrema importância a preservação dela por este fato, mas também pelo elemento arquitetônico que representa pra paisagem da cidade. Essa restauração prevê que se mantenha por muitos mais anos esse monumento”, observa o arquiteto Lucas Volpatto, responsável pela obra.
Igreja das Dores, em Porto Alegre, é um dos
cartões-postais da cidade (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Aprovado em 2015 também pela LIC, o atual projeto, com custo de R$ 1,6 milhão, prevê o restauro da estrutura ornamentada que fica atrás do altar na capela suplementar, de bens integrados da capela principal, como altar, pinturas, portas, tribunas, além de reparos no telhado.

“A primeira intervenção feita foi no telhado, de madeira. Parece de pouca importância, porque ninguém vê, mas o telhado é fundamental para qualquer edificação histórica”, explica Volpatto.

Aberta diariamente, a igreja recebe visitas de escolas e turistas, além de pesquisadores e acadêmicos, mas os passeios são limitados. Um dos pontos mais importantes do projeto é a implantação do Plano de Prevenção de Incêndios (PPCI), que é o que vai permitir o acesso às duas torres.

“A gente entende que para a visitação, para o conforto das pessoas que frequentam, seja turista ou fiel, é interessante que se tenha essa prevenção contra incêndio, com equipamentos adequados, e que não interfiram no patrimônio histórico do local”, sustenta o arquiteto.

Museu de arte sacra precisa de recursos
Orçado em R$ 2,5 milhões, o projeto do museu foi aprovado pela Lei Rouanet do Ministério da Cultura, também em 2015. No entanto, para sair do papel, ainda precisa encontrar apoiadores e alcançar o valor até o fim deste ano.

“É um acervo que começou a ser organizado desde a década de 1970. Mas só a partir de 1990 é que se preocupou em ter um profissional preservando esse material”, explica a museóloga Caroline Zuchetti, responsável pelo acervo.

“Esse projeto do museu vai vir de encontro com essa preservação adequada que a gente tanto precisa. Infelizmente, por falta de recursos, nem sempre a gente consegue cuidar de tudo da forma exigida. A gente faz dentro do possível, dentro das nossas condições de armazenamento atuais”, completa ela.

"A gente precisa cuidar das questões de clima, por exemplo. Tem muita umidade aqui e a gente não pode instalar um desumidificador na parede porque não pode modificar a estrutura física, é um patrimônio tombado", exemplifica.
Museóloga mostra acervo de cerca de 2 mil itens da Igreja das Dores (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Dentro da igreja, já há um espaço escolhido para sediar o museu. Por enquanto, ele ainda é um ateliê improvisado da restauradora Susana Cardoso. É ali que ela trata e recupera os bens.

O projeto prevê que o local seja uma sala de exposição permanente, mas com recursos interativos, a exemplos de outros museus mais modernos. O subsolo será o espaço das exposições temporárias e de eventos, como vernissages.

O acervo, de cerca de 2 mil itens, é composto de têxteis, como paramentos e vestimentas religiosas, além de livros, estátuas, castiçais e capelas talhadas em madeira, entre outros objetos. Para a museóloga, esse material é o que torna a Igreja das Dores por si um “museu vivo”.

Ela reconhece, porém, que um espaço organizado é fundamental para conservar as peças e dar a visibilidade adequada e necessária ao material. “O acervo documental hoje é o que torna a Igreja das Dores esse museu vivo. A igreja tem mais de 200 anos e faz parte da história de Porto Alegre. Vai ser o primeiro museu de arte sacra da cidade, mas também vai contar parte da história da cidade”, frisa.

Qualquer pessoa pode ajudar a financiar o projeto. O valor que for investido será abatido no imposto de renda do próximo ano.
Após implantação do PPCI, torres da Igreja das Dores poderão ser visitadas (Foto: Rafaella Fraga/G1)
Reforma vai reparar pintura e outros detalhes do altar da Igreja das Dores (Foto: Rafaella Fraga/G1)
Igreja está em fase de restauro, que tem previsão de ser concluída em novembro (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Fonte: Do G1 RS

As Ordens Religiosas e sua identidade arquitetônica e artística no Brasil Colonial



CURSOS DE EXTENSÃO 2017 - INSCRIÇÕES ABERTAS

As Ordens Religiosas e sua identidade arquitetônica e artística no Brasil Colonial

Profa. Dra. Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira

Doutora em História da Arte

De 09 de março a 06 de abril de 2017
Quintas-feiras, das 15h às 17h30
15 horas/aula

Objetivos: Destacar as identidades arquitetônica e artística das Ordens Religiosas no Brasil Colonial e seu papel na formação da nacionalidade

Programa

1. A implantação das ordens jesuíta, franciscana, beneditina e carmelita no Brasil nos séculos XVII e XVIII. Tradução arquitetônica e artística de espiritualidades e objetivos específicos.
2. Missões e Colégios jesuítas na faixa litorânea. O projeto utópico no Brasil Central, do Amazonas ao Prata.
3. Franciscanos e carmelitas na religião urbana das vilas litorâneas.
4. Tradições do cristianismo medieval na concepção e utilização dos espaços arquitetônicos dos mosteiros beneditinos.
5. Visitas ao Convento de Santo Antônio e Mosteiro de São Bento.

Confere certificado mediante 75% de presença nas aulas.
Investimento: R$ 60,00 (inscrição) e 2 parcelas de R$ 190,00

Confira a página do curso: http://www.faculdadesaobento.org.br/extensao-detalhes.aspx?id=qTDIldGdkFw%3D
e inscreva-se: http://www.faculdadesaobento.org.br/pre-inscricao-extensao.aspx

Imagem: Convento de São Francisco – Salvador / Bahia


Fonte: Página da Faculdade São Bento do Rio de Janeiro

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Ainda sobre o X Congresso Internacional CEIB

Essa Semana tivemos mais informações do Congresso Internacional CEIB desse ano, veja outra postagem aqui

Foram definidos os nomes dos quatro conferencistas participantes do X Congresso Internacional do Ceib que será realizado no período de 24 a 28/10/2017 na cidade de Salvador/BA. 

Os participantes serão:
DOM CARLOS ALBERTO DE PINHO MOREIRA AZEVEDO: Português, bispo auxiliar de Lisboa e delegado do Pontifício Conselho para a Cultura. Doutor em História Eclesiástica pela Universidade Gregoriana de Roma, autor, do livro “Estudos da Iconografia Cristã”, recentemente publicado (2016), em que apresenta um conjunto de dezesseis ensaios em torno da temática iconográfica cristã. Apresentará no X Congresso Internacional do Ceib uma conferência com tema relacionado ao conteúdo das suas recentes pesquisas e que deu origem a sua ultima publicação.
GABRIELA SILVANA SIRACUSANO: Argentina, doutora em História da Arte pela Universidade de Buenos Aires. Professora de Teoria e História das Artes Plásticas na Universidade de Buenos Aires. Estudiosa das artes (pintura e escultura) e da imaginária dos países hispânicos na América Latina. No X Congresso Internacional do Ceib apresentará um panorama da escultura religiosa na Argentina.
NADIA BERTONI CREN: Franco italiana, conservadora e restauradora (pintura e escultura em madeira policromada), doutora em História da Arte pela Universidade de Borgonha, vive atualmente na França onde possui um ateliê de restauração. Estudiosa da imaginárias, fará uma conferência sobre a escultura em madeira policromada dos séculos XI e XII na Borgonha-França, objeto de estudo de seu doutorado.
TADEU MOURÃO DOS SANTOS LOPES: Doutor em Arte e Cultura Contemporânea pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Professor no Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Atua em pesquisas no campo da cultura e das artes, com foco na teoria das artes africanas e afro-brasileiras e pelas relações entre mitos, ritos e produção artística. A escultura doméstica popular dos santos Cosme e Damião no Brasil será o tema da sua conferência na abertura do X Congresso Internacional do Ceib.

Fonte: Prof. Beatriz Ramos de Vasconcelos Coelho

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Projeto Descobrindo Embu no Museu: 10 anos redescobrindo o Embu!


Projeto Descobrindo Embu no Museu: 10 anos redescobrindo o Embu!

Em 2017, nosso projeto de educação patrimonial, vencedor da 5ª Edição do Prêmio Darcy Ribeiro (IBRAM/MinC), completa 10 anos!

Venha fazer parte dessa história! O Encontro Pedagógico de Formação, que visa a auxiliar o professor na condução do Projeto, acontecerá nos dias 04/03 e 25/03, das 10h às 16h.

As inscrições estão abertas. Faça a sua através do link: https://goo.gl/forms/jbBJvFZLcnbdVxSp2

Para saber mais sobre o Projeto, acesse nosso site: https://www.pateodocollegio.com.br/cultura/atividades/descobrindo-embu-no-museu/

Mais informações: masj@pateodocollegio.com.br ou por telefone: (11) 4704-2654



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Segundo Simpósio sobre Música Sacra em Los Angeles (EUA)

26 à 30 de junho

Por DAVID CLAYTON

Agradeço ao Dr. Alfred Calabrese por me chamar a atenção. O simpósio, que é patrocinado conjuntamente pela Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, será na igreja de Santa Teresa em Alhambra, Califórnia. Para obter mais informações, vá para a página no site do Corpus Christi Watershed, aqui .




sábado, 18 de fevereiro de 2017

Túmulo de Michelangelo Buonarroti

Depois de sua morte, em 18 de fevereiro de 1564, num princípio Michelangelo Buonarroti foi enterrado na Basílica Romana dos Santos Apóstolos (Santi Apostoli). No entanto, três semanas depois, já no mês de março, seu sobrinho Leonardo, embora com a permissão do papa, e por ordem do Duque Cosme de Médici, transladaram em segredo seus restos mortais até a Basílica de Santa Cruz de Florença, tal como era desejo do artista. Todavia, solenes funerais foram celebrados na igreja em sua memória, sendo homenageado por inúmeros florentinos. 

O gênio deixava um importante legado artístico, principalmente nas cidades de Roma e Florença. Passando a se converter no "Artista mais completo" de todos os tempos.


O sepulcro de Michelangelo Buonarroti foi planejado pelo seu amigo, arquiteto e biógrafo Giorgio Vasari, quem se encarrego de todo o projeto, além Pietá (pintada no afresco) que está sobre o busto do artista. A execução da obra foi confiada a Giovanni Battista Lorenzi, grande escultor Florentino, quem, além de esculpir o busto de Michelangelo (desenvolvido a partir da sua máscara funerária), se encarregou também da escultura da esquerda, que simboliza a pintura. A estátua central, que simboliza "a pintura" foi realizada por Valerio Cioli, e a da direita, que simboliza "a arquitetura", foi esculpida por Giovanni dell'Opera.


O conjunto do monumento em si de composto por dois triângulos equiláteros dispostos sobre uma fachada clássica de ordem romano decorada com belíssimos afrescos cheios de anjos que zelam pela alma do artista e que recordam enormemente os afrescos da Capela Sistina, pintada por Michelangelo .
Texto de Reis González







Fonte: Página Por Amor Al Arte
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