quarta-feira, 29 de março de 2017

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas (MG), é restaurada

Obras foram custeadas pelo PAC das Cidades Históricas. Construída no século XVIII, a igreja tem obras de Aleijadinho.


A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas, passou por restauração e será devolvida à comunidade. (Foto: Iphan/Divulgação)

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, um dos símbolos do barroco mineiro, passou por obras de restauração e será devolvida à comunidade nesta quinta-feira (30).


Construída no século XVIII, ela tem trabalhos de Aleijadinho e do pai dele, o arquiteto português Manoel Francisco Lisboa. A igreja é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


O projeto de restauração custou cerca de R$ 1,4 milhão. O investimento faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. Os bens artísticos do interior da matriz, como o retábulo do altar-mor, a tribuna da capela-mor e o Arco do Cruzeiro, foram recuperados.


Congonhas está entre as oito cidades mineiras contempladas com investimentos do PAC Cidades Históricas.

Fonte original da notícia: G1 MG

Fonte: Defender

Curso de Extensão: CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE PATRIMÔNIO EDIFICADO





Professora Rita Cerqueira da Mota
Natural da cidade do Porto, Portugal
Licenciada em Conservação e Restauro
Especialista em Restauro de Patrimônio Móvel e Imóvel
Entre outros trabalhos, a professora Rita participou no restauro do Palacete Villa Moraes, Ponte de Lima/Portugal (estuque decorativo e policromado); Solar dos Condes De Prime, Viseu/Portugal (pintura sobre madeira e papel, em tetos e paredes); Igreja Matriz de Vouzela, Retábulos-mor e laterais e sacristia (douramento, marmorizados e pintura decorativa sobre madeira), Salão Árabe do Palácio da Bolsa, Porto/Portugal; Auditório Principal da Casa da Música no Porto/ Portugal (execução dos painéis com douramento); Fábrica de Pão-de-Ló de Margaride, Felgueiras/Portugal (pintura decorativa e estuques); diversos trabalhos de reabilitação de interiores e fachadas da zona Histórica da Cidade do Porto/Portugal e levantamentos de patologias de vários edifícios.
 
Período
De 9 de maio a 11 de julho de 2017
Maio: 9, 16, 23, 30
Junho: 6, 13, 20, 27
Julho: 4, 11

Horário
Terças-feiras, das 9h30 às 12h

Carga horária
30 horas/aula

Introdução 

Não se pode falar em conservação e restauro sem falar em conservação preventiva de bens culturais uma vez que esta é a primeira fase de abordagem de qualquer obra de arte. Assim sendo temos que pensar em todas as condições que agridem uma obra de arte, sejam elas físicas, climáticas, biológicas e por vezes químicas.
Plano curricular
1. Caracterização dos materiais constituintes das obras de arte
a. Materiais orgânicos
b. Materiais inorgânicos
c. Materiais pétreos
d. Argamassas
e. Estuques

2. Diagnóstico do estado de conservação da obra de arte
a. Lacunas
b. Estabilidade
c. Fissuras
d. Elementos em falta
3. Fatores de degradação do patrimônio arquitetônico
a. Fatores ambientais
b. Fatores biológicos
c. Fatores intrínsecos
d. Fatores humanos

4. Diagnóstico do estado de conservação
5. Planificação de uma intervenção

6. Princípios de intervenção em conservação e restauro
a. Princípio do respeito pelo original
b. Princípio da intervenção mínima
c. Princípio da compatibilidade de materiais
d. Princípio da reversibilidade

7. Identificação e caracterização de materiais comerciais e industriais usados em conservação e restauro de patrimônio edificado
8. Visitas de estudo a agendar


OUTROS TEMAS A SEREM ABORDADOS DURANTE O CURSO:

- História do Patrimônio Edificado
- Patologias dos Materiais
- Patologias na Construção
- História dos Estuques em Portugal e no Brasil
- Intervenção Mínima
- Compatibilidade e Reversibilidade dos Materiais
- Os Estuques Decorativos em Edifícios de Época
- Reabilitação Integrada

NOTA: De salientar que os alunos serão integrados e orientados de acordo com os seus conhecimentos, dado o fato de para uns ser uma iniciação e para outros, continuação, mas será considerada enriquecedora para todos a troca de conhecimentos e experiência promovendo a interdisciplinaridade.

Público-alvo
Arquitetos, engenheiros civis, técnicos de conservação e restauro, decoradores e interessados no tema.

Objetivos
- Sensibilizar para o tema, pois no Brasil, nomeadamente no Rio de Janeiro, estão a decorrer várias obras de reabilitação.
- Aumentar e consolidar o conhecimento geral

Investimento
Taxa de inscrição: R$ 60,00
3 parcelas de R$ 200,00

Documentação solicitada (cópia)
- Identidade
- CPF
- comprovante de residência
OBS: As cópias da documentação deverão ser entregues na secretaria no momento da inscrição.

Inscrição

Clique abaixo no botão Faça sua pré-inscrição. Selecione o curso de seu interesse na seta e após preencher todos os campos clique em Confirmar.
Ao recebermos sua pré-inscrição enviaremos o boleto referente a taxa de inscrição pelo correio e também uma segunda via do boleto por e-mail. A inscrição estará confirmada com o pagamento desta taxa, cujo valor não será restituído em caso de desistência do curso por parte do aluno.
Se o boleto não for recebido, entre em contato com a secretaria da Faculdade de São Bento pelo e-mail secretaria@faculdadesaobento.org.br ou pelos telefones (21) 2206-8310 e (21) 2206-8281.










terça-feira, 28 de março de 2017

Secretaria de Cultura de Ouro Preto (MG) investiga origem de imagem de Cristo do século 19

Peça foi encontrada em uma gaveta, passa por restauração e vai compor acervo de capela em Ouro Preto. Prefeitura também quer saber quem foi o doador do objeto.


O secretário Zaqueu Astoni mostra o Cristo e a cruz em madeira, encontrados em espaço próximo à capela. (Foto: Beto Novaes/EM/D.A PRESS)

Tempo de quaresma, descoberta e restauração. Uma imagem de Cristo crucificado, do século 19, foi encontrada no Casarão Rocha Lagoa, sede da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio, no Centro Histórico da cidade, e já seguiu para restaurado na Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. A peça em madeira, com 50 centímetros de altura, estava dentro de uma gaveta, em meio a outros objetos, num espaço próximo à capela. “Foi uma grande surpresa. A gaveta estava fechada, tudo indica há muito tempo, num local antes usado como almoxarifado. Assim que ficar pronto, vamos pôr a peça sacra no lugar de destaque que merece”, disse, ontem, o secretário municipal de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, Zaqueu Astoni Moreira.

Segurando o crucifixo com todo o cuidado, Zaqueu explica que há partes quebradas e outras coladas, embora sem a intervenção adequada do trabalho de restauração. O serviço está a cargo do restaurador e professor da Faop Sílvio Luiz Rocha Vianna de Oliveira, responsável, com sua equipe, pela recente recuperação das pinturas de São Luís Rei da França e São Eduardo Rei da Inglaterra, do século 18, da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. “Estamos investigando a origem do crucifixo e quem o doou à Secretaria de Cultura e Patrimônio”, explicou Zaqueu, adiantando que o restauro da peça será concluído até a Páscoa. Uma missa de reentronização será celebrada na capela por dom Francisco Barroso Filho, conhecido como dom Barroso e residente em Ouro Preto.

Localizada no térreo do imponente Casarão Rocha Lagoa, a capela vai ganhar iluminação especial e alguns reparos para ser visitada por moradores e turistas e frequentada pelos funcionários. O secretário mostra o teto em policromia, do século 18, doado ao município pelo ex-prefeito e atual secretário estadual de Cultura Angelo Oswaldo.

Cerimônias. O momento não poderia ser mais oportuno para recuperar a peça, já que, em 1º de abril, começam as cerimônias do Setenário das Dores (veja programação), na Igreja de Nossa Senhora das Dores, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Antônio Dias. A cada ano, as celebrações solenes da Semana Santa em Ouro Preto se alternam entre essa paróquia (ano ímpar) e a de Nossa Senhora do Pilar (ano par), ambas no Centro Histórico. Em outras cidades mineiras do Ciclo do Ouro, como Sabará e Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, as meditações e rezas das Sete Dores de Maria enchem as igrejas.

Histórico. O Casarão Rocha Lagoa fica na Rua Teixeira Amaral, ladeira de acesso às igrejas São José e São Francisco de Paula e rodoviária de Ouro Preto. De provável construção datada do fim do século 18, o sobrado recebeu esse nome por ter sido residência, já na segunda metade do século 19, da tradicional família Amaral e Rocha Lagoa, representada principalmente pelo senador Francisco Rocha Lagoa e sua esposa, Amélia Amaral Rocha Lagoa, filha do coronel Francisco Teixeira Amaral.

De acordo com o Inventário de Proteção do Acervo Cultural (Ipac), a mais antiga referência ao imóvel data de 1806. Naquele ano, consta do Livro de Tombos de Terrenos Foreiros a informação de que “Vicência Moreira de Oliveira possuía uma casa na rua da ladeira que segue para a capela de São José”. O documento destaca ainda que a primeira referência direta ao coronel Francisco Teixeira Amaral se deu em 1872.

Setenário das Dores
Confira a programação

» Ouro Preto
Local: Igreja de Nossa Senhora das Dores, no Centro Histórico
De 1º a 7 de abril, às 19h, com a participação do Coral Pio X

» Santa Luzia
Local: Paróquia Santuário de Santa Luzia, no Centro Histórico
Segunda-feira, às 17h – Mutirão de confissões na Matriz
Dia 1º de abril, às 19h – Missa solene de abertura do Setenário de Nossa Senhora das Dores
Dia 2, às 19h – Primeira Dor (Profecia de Simeão), seguida de missa
De 3 a 8, às 19h30 – Meditação e reza de Nossa Senhora das Dores

» Sabará
Local: Igreja de São Francisco, no Largo de São Francisco, no Centro Histórico
De 2 a 8, às 19h, com participação da Orquestra Santa Cecília na abertura e no encerramento. No dia 8, haverá a procissão do Depósito de Nossa Senhora das Dores, em direção às Mercês
Local: Matriz de Nossa Senhora da Conceição, na Praça Getúlio Vargas
De 2 a 8, às 19h

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas
Fonte: Defender

Frei Ricardo do Pilar: O Pintor Seiscentista do Rio de Janeiro


Frei Ricardo do Pilar natural de Colônia - Alemanha, irmão leigo do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, é um dos nossos primeiros pintores coloniais, já possui uma certa bibliografia. Desde Manuel de Araujo Porto Alegre (1841) até Francisco Marques dos Santos (em 1938), o piedoso artista alemão encontrou muitos admiradores e alguns críticos. Infelizmente, porém, não houve até hoje quem se lembrasse de investigar suas obras, sendo que apenas se ocuparam em preconizar a tela de Nosso Senhor dos Martírios, no altar da bela sacristia do mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro.
Da mesma forma, durante dois longos seculos, não se fez qualquer tentativa no sentido de elucidar um pouco mais os raros elementos da humilde biografia do nosso Fra Angelico brasileiro. Assim, temos de nos limitar ainda as parcas linhas que nos deixou o cronista do mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, transcritas, em 1773, para o novo Dietário, a p. 242, pelo monge carioca Frei Paulo da Conceição Ferreira de Andrade:

"O quinquagésimo segundo foi o Ir. Donado F. Ricardo do Pilar natural de Co-Ionia nos estados de Flandres. Este monge viveo nesta caza muitos annos sendo secular sempre recolhido, sempre mortificado, e penitente. Em premio dos sees muitos ser visos the derao o habito de converso, e professou em 24 de maio de 1695 sendo D. Abade o Pe. Me. Dor. Fr. Joao Monteiro. Nunca vestio camiza; e o seo sustento nestes ultimos annos não passava de huns mal guizados legumes; sustentando com a sua ração a hum prezo da cadeia com licença dos prelados; e com a mesma distribuia os seos provimentos pelos pobres, contentando-se com hum velho, e pobre habito para lhe cobrir as carnes; tinha muita docilidade de animo, clareza de entendimento, e possuia a lingua latina. Era insigne pintor, e o primor da sua arte ainda hoje se representa a nora vista nas veneraveis imagens do altar da sacristia, tecto da capela mor, e suas paredes e painel da portaria. Em 12 de fevereiro de 17o0 acabou este monge a penitente vida que fez nesta caza pelo espaso de trinta annos que nela viveo, sendo D. Abade o Pe. Me. Dos. Fr. Gabriel do Desterro".


Santo Anselmo
Capela-mor do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

Além destas linhas, que não registram a data do nascimento nem o nome da família do biografado, o arquivo do mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro ainda possui o precioso e inédito Catálogo dos Abades, que por diversas vezes se refere aos trabalhos de Frei Ricardo do Pilar. No mesmo arquivo ainda se conserva a sua carta de profissão monástica, documento de grande valor. De tôdas estas fontes, além da expressa afirmação do arquivista na apostila da carta de profissão, se depreende com absoluta certeza que Frei Ricardo do Pilar foi artista formado e pintor de profissão.
Sendo filho da antiga e histórica cidade de Colônia, a Roma alemã, parece certo que haja realizado a sua formação na própria cidade natal, que então possuia a sua já secular escola de pintura. Por muito tempo, inspirara-se essa escola na grandiosa herança artística de Bizáncio e dela vivera, até que, graças à influência dos grandes místicos alemães, começou a revelar característicos próprios. Em todos os painéis, o nosso pintor de Colônia deixou vestígios inconfundíveis de sua origem. Em Aparição de Nossa Senhora a São Bernardo, e no admirável Senhor dos Martírios, Frei Ricardo do Pilar reproduz com extraordinária fidelidade de ótimo discípulo, os traços comovedores do célebre Véu de Santa Verónica, uma das melhores obras da antiga Escola de Colônia, por muito tempo atribuída ao mestre Wilhelm de Colônia e ainda hoie existente na Pinacotéca de Munich.




Bom Jesus dos martírios
Museu do Mosteiro de São Bento da Bahia


A última e melhor obra de Frei Ricardo do Pilar, entre as que ainda existem, foi o grandioso e bem sentido painel de Nosso Senhor dos Martírios, na sacristia do mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Desta obra realizou ele, a seguir, nova reprodução de meio corpo, para o mosteiro de São Bento da Bahia.



A assinatura de Frei Ricardo do Pilar que abaixo reproduzimos, acha-se na sua carta de profissão, de 24 de maio de 1695.


Nenhum trabalho de Frei Ricardo do Pilar mostra o nome ou qualquer sinal de identificação do seu ilustre autor. Nada mais natural; pois na sua conhecida humildade seguiu esse pintor o costume e o espírito dos artistas da idade média. Cuidou de salientar apenas a sua obra, e não a sua pessoa; não buscava a glória do seu nome, e sim achava satisfação em representar a glória de Deus e dos Santos.



Carta de Profissão de Frei Ricardo do Pilar


Extraído do Livro Frei Ricardo do Pilar
Dom Clemente da Silva Nigra,OSB

domingo, 26 de março de 2017

Alentejo (Portugal) oferece roteiro religioso imperdível

Convento dos Congregados em Estremoz


O Alentejo possui diversas riquezas culturais, que vão desde suas paisagens singulares aos seus monumentos trabalhados em mármore, atraindo turistas do mundo inteiro. Com a maioria de sua população cristã, Portugal é considerado um dos principais destinos para os praticantes do turismo religioso, e o Alentejo é parte fundamental de um tradicional roteiro de fé.
Confira os principais lugares que não podem ficar de fora da sua viagem:

Igreja Nossa Senhora da Assunção, antiga Sé de Elvas
Foto: Rui Sousa

Desenhada por Francisco de Arruda em 1517 e situada na Praça da República, em Elvas, foi sede episcopal até o século XIX. Seu design chama a atenção principalmente por suas portas laterais manuelinas, a capela mor barroca e os altares barrocos de talha dourada e de mármore. A sacristia e o órgão de tubos dão um tom temporal a esta bela e antiga construção. Anexo a este templo, é possível visitar também o museu de arte sacra.

Convento dos Congregados em Estremoz (foto acima)
Não deixe de visitar o Convento dos Congregados em Estremoz, que fica a apenas 40 minutos de Évora. Sua rica história encanta os turistas que passam pela conhecida “Cidade Branca” do Alentejo. O lugar foi construído no século XVI e usado como um palácio. Só em 1968 tornou-se o Convento da Congregação do Oratório de São Felipe Nery. Sua fachada é trabalhada em belíssimo mármore rosa e seus azulejos são dedicados à vida e milagre de São Felipe. Atualmente, também abriga a Câmara Municipal, a Biblioteca e o Museu de Arte Sacra.

Museu de Arte Sacra de Moura
Foto: Rede de Museus baixo Alentejo

Aberto ao público desde 2004, o Museu de Arte Sacra da cidade de Moura está localizado na antiga Igreja de São Pedro, edifício que conta com um fascinante revestimento de azulejos do século XVII em seu interior. As exposições exibem, em sua maioria, o patrimônio eclesiástico, com centenas de peças que marcam o caráter devocional e litúrgico a fim de demonstrar as tradições religiosas da região.

Catedral de Évora
Foto: Vision Grafica

Destacando-se por sua silhueta na paisagem urbana, o local também é conhecido como a Sé de Évora, mas seu verdadeiro nome é Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção, sendo a maior catedral medieval do país. Sua construção teve início em 1186, mas só foi finalizada em 1250. A estrutura é toda em granito, marcada pela transição do estilo romântico para o gótico. O templo possui um belo crucifixo chamado de “Pai dos Cristos”, que se encontra acima da pintura de Nossa Senhora da Assunção, estátuas alegóricas dos bustos de São Pedro e São Paulo e um espetacular órgão do período renascentista.

Igreja Nossa Senhora da Anunciação em Mértola
Foto: Waymarking

A peculiar Matriz de Mértola fica bem próxima ao castelo da cidade, no declive da colina. Datada do século XII, foi construída para ser uma mesquita – lugar de culto dos religiosos islâmicos – e adaptada como igreja cristã durante a Reconquista. Por isso, ainda se notam os diferentes estilos utilizados na edificação: mulçumano, gótico, manuelino e renascentista. Entre as modificações, o altar principal foi deslocado para a parede na direção norte e o qibla, que indicava a direção para Meca, foi retirado.

Ermida Nossa Senhora de Guadalupe em Serpa
Foto: Roteiro de Alqueva

Em meio às belas paisagens da serra de São Gens, a Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe fica a apenas dois quilômetros de Serpa e exibe arquitetura simples, sem riquezas decorativas, e com estilo mudéjar típico da Península Ibérica. O pequeno refúgio abriga a imagem da santa padroeira que é homenageada em uma grande festa promovida para a chegada da primavera, que tem início na Páscoa e dura cinco dias. O evento contempla procissões, desfiles e missas.

Festival Terras Sem Sombras
Foto: Sul Informação

Até 01 de julho de 2017, o festival de música sacra Terras Sem Sombras leva variadas apresentações de artistas internacionais a oito cidades portuguesas. Sua 13ª edição traz o tema “Do Espiritual na Arte: Identidades e práticas musicais na Europa dos séculos XVI-XX” e os concertos ocorrem majoritariamente em igrejas, sendo uma excelente adição ao seu roteiro religioso pelo Alentejo. Confira a programação completa no site http://festivalterrassemsombra.org/.

sábado, 25 de março de 2017

8 das mais antigas imagens da Virgem Maria


via historyofinformation.com / Domínio Público, Wikimedia Commons / Domínio 

1- A Virgem Maria e o menino Jesus nas catacumbas – Século IIvia historyofinformation.com

Está localizada na Catacumba de Priscila em Roma, Maria parece estar amamentando o Menino Jesus no colo. Ela é datada de cerca do ano 150.

2- Nossa Senhora e o Menino Jesus com os Magos trazendo-lhe presentes – século IIIGiovanni DALL’ORTO / Wikimedia Commons

Este é um retrato de um sarcófago que está nos museus do Vaticano. Ele mostra a cena dos magos adorando o menino Jesus. Ele é datado do século III.

3- Protetora dos povos romanos – século V
Public Domain / Wikimedia Commons

A imagem mais antiga e importante de Nossa Senhora em Roma, reza a lenda que era um dos muitos ícones pintados por São Lucas, embora historiadores datam sua composição original para o século V.

4) Virgem Maria e o Menino Jesus entronizado entre os Anjos e Santos – século VI
Public Domain / Wikimedia Commons

Esta imagem pode ser encontrada no Mosteiro de Santa Catarina, perto do Monte Sinai e é datada do século VI. Em torno de Maria e Jesus estão São Teodoro de Amásia, São Jorge, e dois anjos. Observe também a mão na parte superior da imagem (Deus Pai?).

5) Um ícone da natividade – século VII
via pravmir.com

Este é um outro ícone que se encontra no mosteiro Monte Sinai, e é datada do século VII.

6) Agiosoritissa (Mãe de Deus) – século VIIvia communio.stblogs.org

Originalmente de Constantinopla, este ícone do século VII está mantido na Igreja de Santa Maria do Rosário no Monte Mario, em Roma.

7) Capa da cópia dos Evangelhos – Entre os séculos VIII e IX
Domínio Público

Esta é a tampa de marfim de uma cópia dos Evangelhos criado na Alemanha no final do oitavo e início do século nono.

8) ícone da Virgem Maria e do Menino Jesus – Século IX

Domínio Público

Este ícone está guardado no Museu de Arte da Geórgia (país), e é datada do século IX.

Fonte: Church Pop
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