domingo, 30 de abril de 2017

Presente de aniversário de Bento XVI



Estamos muito gratos, na verdade, à Sra. Clare Short de DiClara Vestments por compartilhar com a NLM este relato de seu recente encontro com o Papa Emérito Bento XVI; Nesta ocasião, apresentou-lhe um novo conjunto de vestimentas como presente para o seu 90º aniversário, que celebrou no Domingo de Páscoa, 16 de Abril.

Ter o Papa Emérito Bento XVI segurando sua mão e agradecer, e descrever suas vestes como "... maravilhoso, bonito ..." é algo que eu nunca sonhei que poderia acontecer 18 meses atrás, quando eu comecei meu negócio de vestimentas - Di Clara.

Com o meu marido se recuperando de doença de longo prazo e incapaz de trabalhar, eu sabia que tinha que fazer algo para fornecer a nossa família com alguma renda. E com 3 crianças, eu sabia que a única opção viável era trabalhar em casa.

Executando um pequeno negócio de casa não era uma coisa nova para mim. Eu tive a experiência de trabalhar de casa antes com um negócio do bolo do casamento que eu fui forçado a fechar devido à mudança nas leis do casamento. E depois de um amigo padre sugerir que eu "teria que fazer algumas vestes ..." Eu percebi que havia uma necessidade no mercado de boa qualidade,

Fazendo a parte dianteira da casula.
Compartilho a crença do Papa Bento XVI de que a beleza é uma coisa muito importante e espiritual na liturgia; Como ele disse uma vez: "A beleza, então, não é mera decoração, mas sim um elemento essencial da ação litúrgica, uma vez que é um atributo do próprio Deus e sua revelação. Estas considerações devem fazer-nos perceber o cuidado que é necessário, se a ação litúrgica é para refletir seu esplendor inato". A beleza é algo que nos tira de nós mesmos em um encontro com o transcendente. CS Lewis chega ao cerne da questão quando diz que "a beleza criada provoca em nós um desejo de unir-se, de receber em nós mesmos e entrar naquela Beleza infinita de que toda a beleza criada é apenas um reflexo".

Era meu alvo com este jogo de vestimentas, (de aniversário) para superar qualquer coisa que eu fiz sempre previamente. Para o desenho do bordado, fui inspirado por um dos santuários marianos favoritos do Papa Bento XVI - Nossa Senhora de Altötting. Em seu vestido você pode ver um girassol, edelweiss e videiras.

Nossa Senhora de Altötting
Eu consegui incorporar estes em meu próprio projeto, que foi então embelezado com pérolas de água doce e granada. Na base da parte de trás da casula, eu bordava seu brasão papal.




O conjunto completo inclui uma casula estilo romano, estola e manipulo, véu do cálice, bolsa e pala.




Posso imaginar-te perguntando - como conseguiste apresentar as vestes ao próprio Bento, e com tão pouco aviso? É aí que entra a minha amiga Alessandra Dee Crespo.

Ela é maltesa e uma grande admiradora de Bento, e tem uma página muito bem-sucedida no Facebook dedicada a ele. Pedi-lhe sugestões sobre o que o design de usar, e ela imediatamente voltou com Nossa Senhora de Altötting. Na verdade, quando ela viu o meu post sobre o projeto das vestes, ela entrou em contato e ofereceu para anunciar o projeto entre seus milhares de seguidores em sua página. Ela então fez a inevitável pergunta. Como você vai lhe dar isso? Quando eu disse a ela "By post" (correio) ela ficou horrorizada, e ofereceu-me para obter-me uma nomeação, que ela conseguiu em tempo recorde.

Aproximar-me do Papa Emérito foi um dos momentos mais surreais da minha vida. Ao saudá-lo cada um de nós ajoelhou-se e beijou-lhe a mão e o anel. Não havia nada além de alegria e amor em seus olhos. Ele continuou insistindo em segurar nossas mãos como ele falou para nós, que apenas confirmou sua natureza gentil e gentil.

O Arcebispo Georg Gänswein foi muito simpático e acolhedor, e fez tudo o que pôde para nos colocar à vontade e ajudar a reunião a correr sem problemas. Notei como ele antecipava cada necessidade do Papa Bento XVI e estava sempre um passo à frente do que era necessário. Ele parecia ser um humilde servo de Deus, que obviamente adora o Papa Bento XVI.

Quando tirei a casula da mala e desejei-lhe um feliz 90º aniversário, o rosto de Bento brilhava. Quando o arcebispo Gänswein viu, ele exclamou "Altötting!" Eu expliquei o projeto, E Bento amava particularmente o motivo de Edelweiss. Então contei-lhe o mais importante da casula, mostrando-lhe a lista dos doadores bordados no forro e lendo a inscrição no interior. Todos sabemos que Bento é um homem de poucas palavras, então quando viu os nomes das pessoas que doaram no forro da casula, ele (obviamente movido) corou e disse em voz suave: "Obrigado, obrigado".

Parte da inscrição bordada do forro da casula
A lista dos doadores que ofereciam a vestimenta ao Papa Bento costurada no forro.
Foi uma tremenda honra poder fazer esta veste e depois apresentá-lo ao Papa Bento XVI no aniversário da sua inauguração papal. Ele é um dos meus heróis pessoais, como ele é para muitos de nós. Fiquei também honrado em trazer meu filho de 10 anos - algo que ele vai se lembrar para o resto de sua vida. Fiel ao seu talento para fazer as pessoas se sentir à vontade, Bento falou com Alex com simplicidade desarmante, e em nenhum momento, ambos começando a falar sobre gatos.

É tradicional quando você tem uma audiência privada com um Papa para trazer um solideo branco chamado zuchetto, que ele vai então tomar e usar por um tempo. Será entregue de volta a você com uma inscrição que indica que este zuchetto foi usado por um papa particular; Meu filho estava encarregado deste dever e o papa Bento foi mais do que feliz em obrigar!

Papa Emérito Bento XVI com Alessandra Dee Crespo, Clare Short e Alex Short
Uma coisa que estava em minha mente era contar a ele sobre minha recente entrada formal nos Carmelitas Seculares Descalços (Terceira Ordem). Eu usei meu escapulário marrom cerimonial e disse-lhe meu nome de Carmelita, Magdalene da ressurreição. Ele estava encantado que eu tinha dado esse passo, e realmente estava interessado em tudo o que tínhamos a dizer.

Alessandra e eu escolhemos usar mantilhas por respeito, e também porque elas também são extremamente bonitas - algo diferente da vida comum, algo reverente. Tantas mulheres querem véu e é preciso apenas uma pessoa em uma paróquia para ter a coragem de ser o primeiro. Eu queria oferecer mantilhas aos meus clientes, pois eles também, a seu modo, traziam beleza e reverência à liturgia. O que está acontecendo no exterior é simplesmente um reflexo do que está acontecendo no interior. Certamente, todas as nossas comunidades poderiam refletir mais profundamente sobre o que estamos fazendo para tornar a liturgia e nossa vida de fé, algo que nos tira de nós mesmos para um encontro com o transcendente.

O fato de que um convite para se reunir com o papa Bento foi emitido quase que imediatamente foi, na minha opinião, tudo para Nossa Senhora. A ordem carmelita é a ordem de Nossa Senhora e tudo o que tenho e faço, incluindo todos os meus talentos e meus negócios, foram consagrados a ela. O conjunto de vestimentas, embora não seja azul, ainda é um conjunto mariano e, quando nos ajoelhamos para sermos abençoados pelo Papa Emérito no final do encontro, só pude agradecer à Nossa Senhora por sua intercessão em tudo isso.

Você pode ver mais de meu vestuário em www.diclara.co.uk , ou contate-me diretamente em info@diclara.co. uk . Transporte mundial disponível.

Fonte: New Liturgical Movement  (nossa tradução)

sábado, 29 de abril de 2017

Exposição ‘Aparecida 300 anos’


Exposição vai reunir obras de arte de todo o Brasil para homenagear os 300 anos de Aparecida



O Santuário Nacional, por meio da Academia Marial de Aparecida, organiza a exposição ‘Aparecida 300 anos’ em comemoração aos 300 anos da pesca milagrosa da Imagem de Nossa Senhora nas águas do Rio Paraíba.

A partir de maio, a mostra vai reunir obras de artes de diversos artistas de todo o Brasil que foram selecionados em um concurso cultural realizado em 2016, juntamente com o acervo já existente no Santuário.

A exposição vai apresentar telas e esculturas que contam a história de Nossa Senhora Aparecida nesses 300 anos, destacando os seus principais milagres.

As peças serão expostas em dois momentos: o público geral terá acesso às obras entre os dias 15 de maio a 30 de julho no subsolo do Santuário e no período de 9 a 12 de agosto a exposição será montada no XI Congresso Mariológico, que será realizado no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.

Fonte: A12

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Pós Graduação em História da Arte Sacra






Apresentação e Justificativa:

O desenvolvimento da Arte no Brasil depende, em grande parte, da Arte Sacra e das formas de manifestação do universo religioso na cultura brasileira. Por isso, o curso intenciona apresentar os elementos fundamentais para a compreensão da Arte Sacra como parte integrante da cultura artística nacional. Além de proporcionar conhecimentos históricos, religiosos e artísticos da cultura e do cristianismo no Brasil.

Objetivos

Geral: Apresentar os conteúdos fundamentais da cultura e da Arte Sacra no Brasil.

Específicos:

Favorecer a compreensão do desenvolvimento histórico da Arte no Brasil;
Facultar às pessoas a capacidade de compreensão, crítica e conservação da Arte;
Capacitar profissionais e estudantes a lidar com a conservação e educação pela Arte.

Público Alvo:

Estudantes, professores e profissionais interessados na Arte Sacra. Além de pessoas que queiram aprimorar seus conhecimentos gerais.



Fonte e Inscrições: FAM

IV Encontro Luso-brasileiro de Conservação e Restauro



O IV Encontro Luso-brasileiro de Conservação e Restauro tem como tema central “Conservação-Restauração: a unidade na transdisciplinaridade” e o objetivo de aprofundar o debate acerca da relevância e função da Conservação-Restauração na gestão do patrimônio cultural, considerando a inserção de novas tecnologias e de parâmetros científicos em ações integradas de preservação, a atuação do conservador-restaurador, bem como a avaliação dos processos de formação nos níveis de graduação e pós-graduação. Nesta perspectiva, visamos promover um fórum de discussões e intercâmbio através da troca de experiências entre profissionais e instituições da área e o estreitamento das relações entre instituições de língua portuguesa.

Público-alvo: estudantes de graduação e pós-graduação em Conservação e Restauração de Bens Culturais; estudantes de graduação e pós-graduação interessados na área de Patrimônio Cultural; profissionais Conservadores-Restauradores; profissionais de museus, arquivos e bibliotecas; docentes e pesquisadores da área de conservação e restauração; agentes culturais e procedentes de cargos da administração pública voltados para a área da cultura.

Veja mais aqui

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Identificados sinos missioneiros mais antigos que o Rio Grande do Sul

Pesquisa é do coordenador do projeto de Arte-Sacra Jesuítico-Guarani, Édison Hüttner




Sinos Missioneiros de Caçapava do Sul.
Fotos: Édison Hüttner

Na Paróquia Nossa Senhora da Assunção, no centro da cidade de Caçapava do Sul, dois sinos de missões jesuíticas do século 18 são badalados diariamente. Suas origens eram desconhecidas, mas uma pesquisa do professor da Escola de Humanidades Édison Hüttner, coordenador do projeto de Arte Sacra-Jesuítico-Guarani da PUCRS, identificou, em fevereiro deste ano, que eles foram fundidos nos anos de 1715 e 1732. A data, inclusive, é anterior à criação oficial do Rio Grande do Sul, em reduções jesuíticas que atualmente correspondem a cidades da Argentina e Paraguai. Também participaram da pesquisa o padre Rudinei Lasch, pároco da Igreja, e o pesquisador Éder Abreu Hüttner.


Os Sinos Missioneiros


CIDDCCXIV OPPIDO S. CAROLI

O professor conta que os sinos estiveram em disputa na Batalha de San Carlos, à época província jesuítica do Paraguai, e eram objeto de cobiça do Império brasileiro, sob a expectativa de que tivessem ouro e prata em suas composições. Pesquisa realizada no Laboratório Central de Microscopia e Microanálise da PUCRS revelou, entretanto, que eles são feitos de bronze. Um dos sinos mede 70cm x 70cm e tem impresso, em números romanos, duas datas: 1714 e 1715. Na parte superior, em latim, diz pertencer ao povo de São Carlos, atualmente província de Corrientes, na Argentina.


Anño 1732 – Ssma. TRINIDAD

O segundo, do ano de 1732, tem impresso, além do ano, seu local de fundição: a redução jesuítica de La Santísima Trinidad do Paraná, tombada pela Unesco em 1993 como patrimônio da Humanidade e, atualmente, pertencente ao Paraguai. Ele mede 60cm x 60cm, possui escritas em espanhol e também imprime o nome de seu fundidor, o índio Iganatius Guarepi.

A análise de Hüttner também identificou que os dois objetos possuem semelhanças com outros sinos missioneiros, como a tipografia impressa e símbolos de cruzes formadas por pequenos losangos. A Paróquia abriga, ainda, um terceiro sino, brasileiro, fabricado no ano de 1950.


A União de Três Países


Sinos missioneiros foram abençoados.
Foto: Roger Fotografia

Diariamente, os sinos argentino, paraguaio e brasileiro, entoados juntos, representam a união da história dos três países. A pesquisa de Hüttner e a identificação dos objetos missioneiros impacta em novidades sobre a história das missões no sul da América. Segundo o professor, os sinos poderiam estar perdidos ou fundidos, mas a própria história local de Caçapava do Sul os preservou. “Essa descoberta também é importante para a população e sua identificação com a história da cidade”. Ele finaliza refletindo que os sinos são anteriores à criação da própria Paróquia Nossa Senhora da Assunção.

Na última sexta-feira, 31 de março, os sinos missioneiros foram abençoados em uma cerimônia aberta à população da cidade e também foram escolhidos seus padrinhos, resgatando uma tradição da igreja. Na oportunidade, também foi inaugurada uma exposição sobre as descobertas da pesquisa. Hüttner pretende levar o estudo ao conhecimento de representantes da Argentina e Paraguai, aproximando a relação com os países através de suas histórias.


Fonte: PUC RS

IX Mestres e Conselheiros


Apresentação


Hoje a municipalização das políticas do patrimônio ganha força no Brasil. É crescente o número de municípios que têm seus próprios conselhos do patrimônio e que vêm desenvolvendo ações para defender e preservar suas edificações, espaços públicos, coleções, acervos, festas e tradições orais, entre outros. Para se discutir essas experiências de municipalização em curso, surgiu em 2008 este Fórum, inicialmente voltado para Minas Gerais e que desde 2009 se estendeu para todo o país. A ideia é congregar num mesmo evento os agentes que formulam e efetivam as políticas a nível municipal e os pesquisadores acadêmicos dos diversos programas de pós-graduação em nosso país, para realizar uma avaliação do processo de municipalização no Brasil, suas premissas, instrumentos utilizados, arranjos institucionais, resultados e possibilidades de financiamento.

A nona edição deste evento, a acontecer em junho de 2017, vai ter como temática central a relação entre o patrimônio e a participação, tema essencial para uma reflexão em profundidade sobre as políticas do patrimônio em nossos dias. Como se sabe, nas últimas décadas, o patrimônio deixou de ser considerado um campo restrito aos especialistas e técnicos, e se percebeu o caráter político das escolhas patrimoniais. Essa politização do campo trouxe, em muitos casos, uma efetiva democratização, na medida em que esse novo público não vai ser apenas consumidor passivo de produtos culturais, mas atua também como cidadão em relação ao seu patrimônio. Junto à “explosão” do campo de patrimônio, que passa da noção de monumento único à ampla ideia de “bem cultural”, assistimos à emergência de novos atores como os movimentos sociais, os conselhos do patrimônio, as organizações não governamentais, entre outros.

Nos últimos tempos, no entanto, esse avanço parece estar ameaçado, com o surgimento de ameaças à participação democrática no campo do patrimônio, com o avanço da especulação imobiliária sobre as cidades, retrocessos institucionais e fortes pressões sobre os conselhos do patrimônio. Diante desse quadro, parece-nos urgente se refletir sobre a trajetória das políticas de patrimônio em nosso país e sua relação com a democracia.

Para discutir essa ampla e importante temática, este Seminário vai reunir, durante três dias em Belo Horizonte, os pesquisadores e estudantes das áreas multidisciplinares ligadas à preservação do patrimônio cultural, bem como os diversos agentes do patrimônio – membros dos conselhos municipais do patrimônio, educadores e demais profissionais envolvidos com as políticas públicas de promoção dos bens culturais. Desta forma, visa-se propiciar um espaço de discussão envolvendo questões teóricas e práticas no campo da preservação, posto a dialogar de forma multidisciplinar com as diversas áreas do conhecimento. Para isso, está sendo feita uma chamada de trabalhos, propiciando oportunidade de apresentação e troca de experiências entre os diversos municípios e grupos participantes, o que possibilita um espaço de reflexão e troca de experiências.

Para saber mais clique aqui

terça-feira, 25 de abril de 2017

O Barroco no Brasil, por Rosângela Vig

Do Obras de Arte

O Barroco no Brasil

por Rosângela Vig

"O alegre do dia entristecido;
O silêncio da noite perturbado;
O esplendor do sol todo eclipsado;
E o luzente da luz desmentido."
(MATOS in MASSAUD, 2000, p.50)
Em meio ao dizer e ao desdizer, as palavras de Gregório de Matos (1623-1696) perpetuaram as impressões de seu tempo. Sua irreverência e seu espírito, muitas vezes contundente, acabaram por levá-lo ao exílio, em Angola. Mas talvez, ao maior poeta do Barroco brasileiro, nascido na Bahia do século XVII, coube a tarefa de refletir acerca das incertezas de sua época. Sua poesia religiosa descortinou desejos de sublimação espiritual e pedidos de perdão; revolveu emoções; e, acima de tudo, traduziu os ajuizamentos de um período dividido entre o misticismo medieval e o ceticismo renascentista.
Harmoniosamente, em meio a antíteses e a paradoxos, suas reflexões indagam; desconfortam; suscitam as inquietações da alma, do pensamento e as dúvidas entre a razão e a fé. No Brasil, em meio a uma consciência literária ainda em formação, a Literatura barroca teve início oficialmente, em 1601, com a publicação do poema épico Prosopopeia de Bento Teixeira. Mas o Barroco chegou primeiro pelas mãos dos jesuítas, comprometidos inicialmente com o ensino da moral e da religião, à população. Aqui, num Brasil colonial, o estilo tomou forças entre os séculos XVIII e XIX, quando já havia sido abandonado na Europa. Segundo estudiosos, foram identificadas quatro fases no Barroco brasileiro, definidas pela apresentação, pela riqueza de detalhes e pelo uso das cores e dos ornamentos. Na última delas, os ornamentos já denotavam indícios do Rococó, com flores, laços e conchas.
Fig. 1 – Pelourinho, Salvador, Bahia. Foto: KamilloK.
A presença da Arte barroca foi mais notada nos grandes centros urbanos, onde se edificaram igrejas, onde imagens foram entalhadas e pintadas, com o sentido principal de reafirmação do Cristianismo. A complexa ornamentação estética e a grandiosidade de detalhes vinham com o propósito de ilustrar o ensinamento de valores à população, por meio da compreensão da religiosidade. Como consequência, empenhados no sentido de serem guias da fé cristã, os jesuítas acabaram por difundir a estética europeia. Diretamente influenciado pelo Barroco português, o estilo, por aqui, tomou diferentes feições, nas várias regiões por onde se disseminou.
Fig. 2 – Centro Histórico, vista do Lar Franciscano, Salvador, Bahia. Foto: Site Guia Geográfico – Jonildo.
No Brasil de diferentes Barrocos, em regiões como Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enriquecidas pelo ouro e pela cana de açúcar, como exemplares do estilo, ficaram as igrejas com sofisticadas esculturas e talhas douradas, feitas pelas mãos de grandes artistas. Por outro lado, em locais como São Paulo, com menor riqueza, foram deixadas obras mais simples, feitas por artistas menos conhecidos.  
                     
Fig. 3 – Igreja da Ordem Terceira de São Francisco,                        Fig. 4 – Igreja de São Francisco, Salvador,  Salvador, Bahia. Foto: Sandra Santana.                                             Bahia. Foto: Sandra Santana.  
Muitos paulistas, organizados em expedições chamadas de bandeiras, dirigiram-se para as cidades de Minas Gerais, em busca de pedras preciosas e de ouro, estagnando, com isso, o desenvolvimento da região, o que justifica a simplicidade das peças, dos materiais utilizados e até mesmo a quantidade de construções barrocas. Desse período, em São Paulo, destacam-se o convento de Nossa Senhora da Luz, local onde fica atualmente o Museu de Arte Sacra.
Entre as regiões que mais prosperaram com o açúcar, está Pernambuco. Das riquezas da Arte barroca, sua capital, Recife, guarda a igreja de São Pedro dos Clérigos. A obra foi iniciada em 1728 e terminou somente em 1782.

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Fig. 5 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia.                           Fig. 6 – Igreja de São Francisco, Salvador,           Foto: Sandra Santana.                                                                      Bahia, interior. Foto: Sandra Santana.  
No período do Brasil-colônia, o açúcar também enriqueceu a Bahia, que, no século XVII, foi considerada a região mais rica do Brasil. Sua capital, Salvador, chegou a ser também a capital do país. Ali, na ladeira do Pelourinho, em meio aos sobrados do século XIX, fica o mais conhecido e um dos mais importantes conjuntos arquitetônico de Salvador: a igreja da Ordem Terceira de São Francisco (Fig. 3), a igreja de São Francisco (Fig. 4) e o Convento de São Francisco. Na praça central, à frente do edifício, o cruzeiro (Fig. 4), típico das construções franciscanas, abre espaço para o conjunto. Na fachada da igreja da Ordem Terceira (Fig. 3), foram esculpidos em pedra, as flores, os anjos, os santos e os elementos mitológicos, em meio a uma exuberância de linhas e de arabescos. Na igreja de São Francisco, a exuberância não é diferente. A beleza da fachada também apresenta as particularidades características do Barroco, mas a rica decoração de seu interior (Figuras 6, 7, 8, 9 e 10), justifica o título de uma das dez igrejas mais belas do Brasil. Na fartura de detalhes e no preciosismo de todas suas superfícies, incluindo-se o teto, as colunas e as paredes, há entalhes dourados em que se incluem anjos, pássaros, em meio a flores, a frisos e a arcos. No altar-mor, a imagem que ilustra a aparição do Cristo estigmatizado para São Francisco, foi esculpida em 1930, pelo artista baiano Pedro Ferreira (1896-1970) 1, que seguiu rigorosamente os padrões e as técnicas do Barroco. O azulejo também é elemento decorativo e harmoniza perfeitamente com o conjunto, apresentando episódios da vida de São Francisco, passagens da Bíblia, paisagens e cenas bucólicas. Os azulejos também decoram o corredor que liga à sacristia e o acesso para o convento (Figuras 12 e 13) e muitas das cenas retratadas são de conteúdo moralizador.
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Fig. 7 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,                             Fig. 8 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,   detalhes da entrada, abaixo do coro. Foto: Sandra Santana.             detalhes do interior. Foto: Sandra Santana.    

O crescimento do Rio de Janeiro, veio no século XVIII, com a exportação do ouro de Minas Gerais. A cidade portuária servia como local de intercâmbio para Portugal e, em 1763, passou a ser a capital do país. Ali, entre as igrejas de estilo Barroco, estão a da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência; a de São Francisco de Paula (Ordem Terceira do Carmo); e a de Santa Cruz dos Militares, em cuja fachada há influências neoclássicas. Nessas e em outras igrejas da região, talhas, esculturas e altares passaram pelas mãos do mineiro Valentim da Fonseca e Silva (1745-1813). Conhecido como Mestre Valentim, o entalhador e escultor, também acumulou a função de urbanista e foi responsável pelo projeto do Passeio Público, na cidade do Rio de Janeiro, local onde também estão várias de suas esculturas.
 
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Fig. 9 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,                              Fig. 10 – Igreja de São Francisco, Salvador, 
detalhes da sacristia. Foto: Sandra Santana.                                      Bahia, detalhes do altar de Santa Ifigênia.                                                                                                                                 Foto: Sandra Santana.
 
Em Minas Gerais, o ouro levou o desenvolvimento a muitas cidades, como Diamantina, Sabará, Mariana, Tiradentes, São João Del Rei, Caeté, Catas Altas, Congonhas do Campo, Ouro Preto, antiga Vila Rica, e várias outras vilas mineiras. Essa região, viveu o apogeu da Arte, no século XVIII, com influências de outras regiões da colônia e de Portugal. Para alguns estudiosos, a estética ali desenvolvida, foi considerara um estilo à parte. A localização interiorana, de Minas dificultava o transporte de materiais, inclusive de azulejos. Com isso os artistas improvisavam com o que havia na região, aperfeiçoavam e combinavam materiais e técnicas, tanto na construção, como na pintura, ou na decoração de interiores. Na escultura, um bom exemplo disso é o uso da pedra-sabão, abundante em Minas. Entre as tantas construções, cabe citar as igrejas de Nossa Senhora do Pilar e a de São Francisco de Assis (Fig. 16), ambas em Ouro Preto.
 
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Fig. 11 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,                             Fig. 12 – Igreja de São Francisco, Salvador,             detalhes da Sala do Capítulo. Foto: Sandra Santana.                          Bahia, claustro conventual. Foto: Sandra Santana.
 
Entre os nomes que a pintura barroca mineira trouxe, vale lembrar o de Manuel da Costa Ataíde (1762-1830), conhecido como Mestre Ataíde. E, na Escultura, distinguiu-se Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), nosso querido Aleijadinho, que também foi decorador de igrejas e arquiteto. Concluída em 1810, a igreja de São Francisco, teve a presença dos dois artistas, que transformaram a construção, em uma verdadeira obra-prima. Lembrando muito a ousadia de Andrea Pozzo 2, 3, em seu afresco na Igreja de Santo Inácio, na Itália, Mestre Ataíde demonstrou não só um grande talento, mas um profundo conhecimento de perspectiva e de ponto de fuga. A imagem que se abre, no teto da igreja, projeta a mais divina cena, em que a Virgem Maria, cercada por anjos, parece olhar para a Terra, com serena expressão. Os tons de claro e de escuro e o uso de cores puras, reforçam os contrastes, típicos do Barroco. A verticalidade e a perfeita perspectiva conduzem o olhar ao firmamento. Tudo, na cena, parece se mover ao mesmo tempo, como se fosse ao vivo.
 
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Fig. 13 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,                        Fig. 14 – Igreja Nossa Senhora da 
detalhes. Foto: Sandra Santana.                                                      Conceição da Praia, Salvador, Bahia. Foto: Rhea                                                                                                                   Sylvia Noblat.
 
É de Antônio Francisco Lisboa 4, o projeto e a execução da igreja de São Francisco. Em pedra sabão, suas esculturas decoram a parte frontal da igreja e, tanto nos altares, como na decoração do teto da capela, estão presentes as linhas curvas, os motivos florais, os anjos, as fitas e os santos. Como não há a talha dourada no revestimento, o efeito final é o de leveza, no interior do ambiente. De Aleijadinho, também são as importantes esculturas da cidade de Congonhas do Campo, mas há obras do artista em igrejas e em museus de Ouro Preto (Figuras 17, 18 e 19). Em suas imagens, o contorcer e o suplicar exagerados, tornam evidente os maiores traços do Barroco, que eram a ideia de movimento e de exaltação de sentimentos. Em seu Pastor de Presépio, a adoração ao Cristo se acentua em ternura, pela posição do personagem, ajoelhado, com as mãos juntas, em doce expressão. Seu movimento se acentua no caimento das vestes, que parecem lhe colar junto ao corpo, formando dobras. A imagem, que é estática, aparenta estar em sua plena ação. Suas notáveis obras merecem todo o reconhecimento, não somente pela beleza, mas talvez, mais ainda por seu histórico de vida. A doença misteriosa que, aos trinta e nove anos, acometeu Antônio Francisco Lisboa, tirou-lhe os movimentos das mãos. Apesar das severas deficiências físicas, que o acometeram, as ferramentas eram amarradas, nas mãos atrofiadas, e assim produzia as mais lindas esculturas, que a Arte brasileira conheceu.
 
 
Fig. 15 – Igreja da Boa Viagem, Salvador, Bahia. Foto: Rhea Sylvia Noblat.
 
Na Arte brasileira, são dignos de serem lembradas a Pré-história, com seus sítios arqueológicos e a Arte indígena, com evidências de elevados graus de sofisticação, cada qual, merecedora de um capítulo à parte. Mas foi no Barroco que se testemunhou o florescer da Cultura brasileira, reunindo as influências europeias a uma sociedade em formação. Aqui, a criatividade encontrou campo e criou nova roupagem. Pode-se traduzir isso, para o que diz Kandinsky (1991, p.89),
 
"Com o passar dos anos compreendi que um trabalho feito com o coração palpitante, com o peito opresso (provocando dores nas costas) com uma tensão de todo o corpo, não pode bastar. Esta pode simplesmente esgotar o artista, mas não sua tarefa. O cavalo leva seu cavaleiro, com vigor e rapidez. Mas é o cavaleiro que conduz o cavalo. O talento conduz o artista a altos picos, com vigor e rapidez. Mas é o artista que domina seu talento. Eis o que constitui o elemento consciente do trabalho – chamem-no como quiserem. O artista deve conhecer seus dons a fundo e, como homem de negócios prudente, não deve deixar uma mínima parcela deles inutilizada ou esquecida; ao contrário, seu dever é explorar, aperfeiçoar cada uma dessas parcelas até o limite do possível."
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Fig. 17 – São Jorge               Fig. 18 – Rei Mago de Presépio,              Fig. 19 – Pastor de Presépio                                                                                             Obras de Aleijadinho, Museu do Aleijadinho, Ouro Preto. Fotos: Aldo Araújo                                                            
A Arte semeia encantos e faz colher maravilhas, porque o artista, pelos tempos, soube explorar a fundo suas habilidades, soube expor sua faculdade criativa, dominando os objetos que seu tempo lhe oferecia. E foi esse o espírito criativo brasileiro que já se revelava, no Brasil colonial. O talento do artista permitiu o domínio da forma e possibilitou que revelasse a originalidade de seu traço. Isso é o que torna a Arte ainda mais bela.
"Estranhas maravilhas
De algum gênio mortal jamais tentadas!
Ideias animadas
Na mais nova, mais rara fantasia!"
(COSTA, 2014, p.143)
4 Antônio Francisco Lisboa:
www.museualeijadinho.com.br
Aos amantes da Arte e da Cultura, o Museu Aleijadinho é o símbolo do espírito de um artista que dedicou sua vida à Arte, enaltecendo a religião e a fé.
Localizado em Ouro Preto, no estado de Minas Gerais, na Praça de Antônio Dias, o museu conta, não somente com obras do grande Mestre do Barroco nacional, mas também de outros artistas, muitas vezes anônimos, que ajudaram a construir um pedaço da História da Cultura brasileira.
Criado em 1968, pelo pároco Padre Francisco Barroso Filho, Bispo Emérito de Oliveira, o objetivo inicial era reunir e divulgar o acervo da paróquia. O nome do museu, foi em homenagem a Antônio Francisco Lisboa, construtor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Fazem parte do circuito, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de São Francisco de Assis e a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões.
Fonte: Jornal GGN

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Nova Era (MG) – Retratando cena da Paixão de Cristo, obra do século 18 será restaurada


Prefeitura de Nova Era autoriza recuperação do quadro Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade. Obra, do século 18, é uma das joias do museu municipal.


Foto: Ramon Nunes/Prefeitura de Nova Era/Divulgação

Moradores e visitantes que chegam ao Museu Municipal de Arte e História de Nova Era, na Região Central, não se cansam de admirar o quadro (óleo sobre tela) Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade, tesouro do século 18 que pertenceu à antiga ermida da sede da sesmaria do Ribeirão das Cobras, atual Fazenda da Barra do Prata. O tempo, no entanto, causou danos à pintura e, para evitar maiores estragos, a prefeitura local vai mandar restaurar a obra, de autoria desconhecida, inventariada pelo município. “Já houve um restauro há muitos anos, mas é necessário fazer a conservação, pois se trata de uma das obras mais importantes do nosso acervo”, informa Albany Júnior Dias, funcionário do Departamento de Cultura da prefeitura.

A escolha da empresa que fará o serviço foi feita por meio de licitação, na semana passada, e o trabalho deverá começar ainda este mês. “Tão logo seja concluído o restauro, por especialistas de São João del-Rei (Campo das Vertentes), vamos mudar a localização do quadro no museu. Na sala de entrada, onde ele ficava, bate muito sol e isso prejudica a pintura”, diz Albany. “Como o museu fica ao lado da Igreja de São José, muitos turistas aproveitam para vir aqui conhecer um pouco mais da história de Nova Era, que surgiu no tempo dos bandeirantes e se chamava primitivamente São José da Lagoa”, acrescenta.

Com dois metros de comprimento, 1,24m de largura e 5cm de profundidade, o quadro Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade retrata uma cena da Paixão de Cristo muito representada na iconografia cristã. De acordo com o inventário de proteção ao acervo cultural de Nova Era, a tela se encontra presa numa moldura, com fundo em painel de madeira, numa espécie de caixilho. O documento explica que “em primeiro plano, é representado o corpo de Jesus Cristo, deitado sobre uma espécie de plataforma retangular, com a cabeça voltada para a extremidade esquerda da tela e os pés voltados para a extremidade direita”. E mais: “Cristo é representado na figura de um homem de meia- idade, deitado, com o tronco e a cabeça levemente voltados para a frente. Cristo tem os ossos do rosto e do tronco proeminentes”.

Conservação. Ainda conforme o inventário, a peça foi restaurada na década de 1970 pelo especialista Jair Afonso Ávila (1932-1982), na Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). “Na ocasião, de acordo com o depoimento de Elvécio Eustáquio da Silva, artista e artesão local que acompanhou o processo, a obra foi reentelada com a técnica de cera de Plenderlith (composto de cera de abelha, parafina, resina de damar e terebentina de Veneza criado por um conservador britânico que emprestou seu nome ao produto).

Na análise do estado de conservação, os técnicos encarregados do inventário informaram que o quadro demanda restauração urgente “para que o processo de degradação não culmine com a perda da obra”. A explicação é de que “a tela que serve de suporte se encontra acidificada, quebradiça e apodrecida”.

Arte e história

O Museu de Arte e História de Nova Era, localizado a 130 quilômetros de Belo Horizonte, foi criado no fim da década de 1960 a partir do movimento de pessoas da comunidade interessadas em destacar a importância do bens culturais que contam a história do município. O quadro Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade, que será agora restaurado, foi doado na época por Maria Perpétua Guerra Lage. Nos anos 1970, o óleo sobre tela ficou armazenado num local abandonado da Fazenda da Barra do Prata, no município, e constatado que a obra estava acidificada, ressecada, com buracos e sujidades diversas acumuladas durante muitos anos. Foi então que a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) fez o primeiro restauro, sendo o quadro encaminhado ao museu, onde está até hoje.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas
Fonte: Defender

Curso: A Igreja na Idade Média


A IGREJA NA IDADE MÉDIA: DO SÉCULO XII AO XV

Data: 10, 17, 24 e 31 de maio de 2017, sempre às quartas-feiras, das 19h às 21h.


Ementa: Promover a compreensão do itinerário eclesial no período medieval, especificamente do século XII ao XV. Estimular o interesse pelo processo de consolidação da Igreja no Ocidente através de suas relações com as várias instâncias de poder político, econômico e social, em conflito e interação, e as soluções propostas a partir da reflexão teólogica, filosófica e pastoral.

Programa:
– A Reforma Gregoriana: A Questão das “Investiduras Leigas”.
– Reformas na Vida Religiosa: Cistercienses, Premonstratenses, Cartuchos; da Contestação à Heresia: Cátaros e Valdenses; As Cruzadas; A Inquisição; Mendicantes: Dominicanos e Franciscanos.
– Teologia Escolástica; Universidades; Inocêncio III (1198-1216); Bonifácio VIII e Felipe IV, o Belo; O exílio de Avinhão (1309-1377): “Cativeiro Babilônico da Igreja”.
– O Cisma na Igreja: desdobramentos e desfechos; a “devoção moderna”; Galicanismo; Renascimento – Humanismo; De Tempos Medievais para Tempos Modernos.

Professor: Frei Sandro Roberto da Costa, ofm, é doutor em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Atualmente leciona no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Carga Horária: 8 horas/aula, com certificado para o aluno que frequentar 75% das aulas dadas.

Local: Rua Bambina, 115, em Botafogo. Próximo à estação do Metrô de Botafogo (saída pela rua São Clemente). Há estacionamento no local.

Investimento: R$ 170.

INSCREVA-SE AQUI.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

São Miguel

À Venda







Imagem de São Miguel com lança 

60 cm de altura em resina
R$ 600,00
PRONTA ENTREGA

Informações: rodolfokhristianos@gmail.com
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