segunda-feira, 24 de abril de 2017

Nova Era (MG) – Retratando cena da Paixão de Cristo, obra do século 18 será restaurada


Prefeitura de Nova Era autoriza recuperação do quadro Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade. Obra, do século 18, é uma das joias do museu municipal.


Foto: Ramon Nunes/Prefeitura de Nova Era/Divulgação

Moradores e visitantes que chegam ao Museu Municipal de Arte e História de Nova Era, na Região Central, não se cansam de admirar o quadro (óleo sobre tela) Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade, tesouro do século 18 que pertenceu à antiga ermida da sede da sesmaria do Ribeirão das Cobras, atual Fazenda da Barra do Prata. O tempo, no entanto, causou danos à pintura e, para evitar maiores estragos, a prefeitura local vai mandar restaurar a obra, de autoria desconhecida, inventariada pelo município. “Já houve um restauro há muitos anos, mas é necessário fazer a conservação, pois se trata de uma das obras mais importantes do nosso acervo”, informa Albany Júnior Dias, funcionário do Departamento de Cultura da prefeitura.

A escolha da empresa que fará o serviço foi feita por meio de licitação, na semana passada, e o trabalho deverá começar ainda este mês. “Tão logo seja concluído o restauro, por especialistas de São João del-Rei (Campo das Vertentes), vamos mudar a localização do quadro no museu. Na sala de entrada, onde ele ficava, bate muito sol e isso prejudica a pintura”, diz Albany. “Como o museu fica ao lado da Igreja de São José, muitos turistas aproveitam para vir aqui conhecer um pouco mais da história de Nova Era, que surgiu no tempo dos bandeirantes e se chamava primitivamente São José da Lagoa”, acrescenta.

Com dois metros de comprimento, 1,24m de largura e 5cm de profundidade, o quadro Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade retrata uma cena da Paixão de Cristo muito representada na iconografia cristã. De acordo com o inventário de proteção ao acervo cultural de Nova Era, a tela se encontra presa numa moldura, com fundo em painel de madeira, numa espécie de caixilho. O documento explica que “em primeiro plano, é representado o corpo de Jesus Cristo, deitado sobre uma espécie de plataforma retangular, com a cabeça voltada para a extremidade esquerda da tela e os pés voltados para a extremidade direita”. E mais: “Cristo é representado na figura de um homem de meia- idade, deitado, com o tronco e a cabeça levemente voltados para a frente. Cristo tem os ossos do rosto e do tronco proeminentes”.

Conservação. Ainda conforme o inventário, a peça foi restaurada na década de 1970 pelo especialista Jair Afonso Ávila (1932-1982), na Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). “Na ocasião, de acordo com o depoimento de Elvécio Eustáquio da Silva, artista e artesão local que acompanhou o processo, a obra foi reentelada com a técnica de cera de Plenderlith (composto de cera de abelha, parafina, resina de damar e terebentina de Veneza criado por um conservador britânico que emprestou seu nome ao produto).

Na análise do estado de conservação, os técnicos encarregados do inventário informaram que o quadro demanda restauração urgente “para que o processo de degradação não culmine com a perda da obra”. A explicação é de que “a tela que serve de suporte se encontra acidificada, quebradiça e apodrecida”.

Arte e história

O Museu de Arte e História de Nova Era, localizado a 130 quilômetros de Belo Horizonte, foi criado no fim da década de 1960 a partir do movimento de pessoas da comunidade interessadas em destacar a importância do bens culturais que contam a história do município. O quadro Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade, que será agora restaurado, foi doado na época por Maria Perpétua Guerra Lage. Nos anos 1970, o óleo sobre tela ficou armazenado num local abandonado da Fazenda da Barra do Prata, no município, e constatado que a obra estava acidificada, ressecada, com buracos e sujidades diversas acumuladas durante muitos anos. Foi então que a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) fez o primeiro restauro, sendo o quadro encaminhado ao museu, onde está até hoje.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas
Fonte: Defender

Curso: A Igreja na Idade Média


A IGREJA NA IDADE MÉDIA: DO SÉCULO XII AO XV

Data: 10, 17, 24 e 31 de maio de 2017, sempre às quartas-feiras, das 19h às 21h.


Ementa: Promover a compreensão do itinerário eclesial no período medieval, especificamente do século XII ao XV. Estimular o interesse pelo processo de consolidação da Igreja no Ocidente através de suas relações com as várias instâncias de poder político, econômico e social, em conflito e interação, e as soluções propostas a partir da reflexão teólogica, filosófica e pastoral.

Programa:
– A Reforma Gregoriana: A Questão das “Investiduras Leigas”.
– Reformas na Vida Religiosa: Cistercienses, Premonstratenses, Cartuchos; da Contestação à Heresia: Cátaros e Valdenses; As Cruzadas; A Inquisição; Mendicantes: Dominicanos e Franciscanos.
– Teologia Escolástica; Universidades; Inocêncio III (1198-1216); Bonifácio VIII e Felipe IV, o Belo; O exílio de Avinhão (1309-1377): “Cativeiro Babilônico da Igreja”.
– O Cisma na Igreja: desdobramentos e desfechos; a “devoção moderna”; Galicanismo; Renascimento – Humanismo; De Tempos Medievais para Tempos Modernos.

Professor: Frei Sandro Roberto da Costa, ofm, é doutor em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Atualmente leciona no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Carga Horária: 8 horas/aula, com certificado para o aluno que frequentar 75% das aulas dadas.

Local: Rua Bambina, 115, em Botafogo. Próximo à estação do Metrô de Botafogo (saída pela rua São Clemente). Há estacionamento no local.

Investimento: R$ 170.

INSCREVA-SE AQUI.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

São Miguel

À Venda







Imagem de São Miguel com lança 

60 cm de altura em resina
R$ 600,00
PRONTA ENTREGA

Informações: rodolfokhristianos@gmail.com

segunda-feira, 17 de abril de 2017

As 6 imagens mais antigas de Nosso Senhor Jesus Cristo


Wikipédia Domínio Público


O Santo Sudário de Turim é o manto que segundo a tradição e dezenas de provas científicas envolveu o corpo morto do Senhor Jesus. O mesmo leva a imagem detalhada de frente e costas de um homem que foi crucificado da mesma forma que Jesus de Nazaré tal como descrevem as Escrituras. Esta é a imagem mais antiga de Jesus que se tem notícia, porém somente em 1898 se pôde contemplar pela primeira vez sua imagem em negativo no revés de uma placa fotográfica. Embora a Bíblia não dê uma descrição detalhada do aspecto físico de Jesus, desde os primeiros séculos foram feitas imagens de Cristo. Estas são seis das mais antigas que se conservam de Jesus.

1. Grafite de Alexamenos (Séculos I ao III)
Domínio Público

Esta é a representação de Jesus (embora, em tom de burla) mais antiga que existe? É uma pergunta que ainda paira sobre o grafite de Alexámenos. A imagem está esculpida em gesso em uma parede em Roma que data entre os séculos I e III. Representa um homem diante de uma pessoa com cabeça de burro que está sendo crucificado, com a inscrição: “Alexámenos adora a Deus”. Acredita-se que com este grafite caçoavam da fé de um cristão de nome Alexámenos.

O grafite foi encontrado em um muro no monte Palatino, em Roma. É considerado como a primeira representação pictórica conhecida da crucificação de Jesus. Atualmente se conserva no Museu Antiquarium Forense e Antiquarium Palatino de Roma e para alguns se trata da blasfêmia mais antiga da história.

2. O Bom Pastor (Século III)
Wikipédia

A imagem “O Bom Pastor” encontra-se nas catacumbas de São Calixto em Roma e acredita-se que foi pintada ao redor do século III.

3. A adoração dos Magos (Século III)
Giovanni Dall’Orto / Wikimedia Commons

Esta é uma imagem de uma peça de um sarcófago encontrado nos museus Vaticanos. Mostra a cena dos magos adorando o menino Jesus e data do século III.

4. A cura do paralítico (Século III)
Domínio Público / Wikimedia Commons

Esta pintura está na parede do batistério de uma igreja antiga (abandonada por muito tempo) na Síria. Representa a história da cura do paralítico que se narra no capítulo 2 do Evangelho de São Marcos, e data de meados do século III.

5. Cristo entre Pedro e Paulo (Século IV)
Domínio Público / Wikimedia CommonsDomínio Público / Wikimedia Commons

Esta imagem aparece no cemitério de uma vila imperial que pertencia a Constantino e data do século IV.

6. Pantokrator (Século VI)
Domínio Público / Wikimedia Commons

Este é o ícone mais antigo de Jesus e se encontra no Monastério de Santa Catarina no Monte Sinai.

Fonte: Church Pop

terça-feira, 11 de abril de 2017

Nossa Senhora das Dores (Modelo 2)


À Venda



detalhe da peça, coração encaixado

Nossa Senhora das Dores (Modelo 2)
65 cm de altura - gesso
R$ 300,00
Pronta entrega

Informações: rodolfokhristianos@gmail.com

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Nossa Senhora das Dores (Modelo 1)

Em parceria com o Comércio de Imagens São Lucas estamos oferecendo lindas imagens sacras num preço acessível. Confira:







Nossa Senhora das Dores (modelo 1)
gesso 60 cm de altura 
R$ 460,00
PRONTA ENTREGA

informações: rodolfokhristianos@gmail.com

Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco


De altares a jazigos, veja detalhes de igreja histórica no Centro de São Paulo

Por Fabiano Alcântara



Gabriel Quintão

Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco. O nome é pomposo, mas o interior deste tesouro escondido no Centro de São Paulo é mais. São altares que reluzem a ouro, esculturas, pinturas, entalhes, obras de arte fantásticas.


O Virgula esteve na igreja mantida pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco e revela em primeira mão algumas imagens, inclusive de obras que ficam guardadas atrás de portas gigantescas, trancadas por chaves pesadas.

Inaugurada em 1787, a partir da ampliação e reforma de uma capela construída em 1676, a igreja é o único exemplar construído em taipa de pilão remanescente da arquitetura do século 18 no núcleo urbano de São Paulo. Desde sua construção e até hoje, ela é mantida pela fraternidade de leigos que no passado representava a elite.

Localizada no Largo do São Francisco, ao lado da Igreja de São Francisco, ela passou por um restauro que fez com ficasse fechada entre 2007 e 2014. “Algo muito curioso que acontece aqui é que muitas pessoas são devotas de São Francisco, elas vêm à missa diariamente e ocasionalmente entram na igreja e se surpreendem com o espaço porque desconhecem que há uma igreja do lado. Às vezes, até acham que é contíguo, que seja o mesmo edifício”, afirma a pesquisadora Rosângela Aparecida da Conceição, professora de história da arte.



Gabriel Quintão   Rosângela Aparecida da Conceição, professora de história da arte

Rosângela realiza, de forma voluntária, a catalogação dos acervos têxteis e em papel, especialmente materiais gráficos e fotográficos e mantém o blog Vestes e Ornatos, com estudos sobre têxteis litúrgicos, ornamentação e arte decorativa.

A professora nos contou um pouco da história da igreja e de sua relação com o primeiro santo brasileiro, Santo Antonio Sant’ana Galvão, que foi arquiteto e projetou a reforma que transformou a capela em igreja, inclusive tendo desenhado a cúpula da igreja, em formato octogonal.

“Havia uma capela primitiva que foi construída em 1676. Quando ocorreu uma ampliação desta capela quem fez o projeto construtivo foi frei Galvão, que hoje é Santo Antonio Sant’ana Galvão. Ele fez o processo para adaptação do espaço para construir, além da capela, uma igreja mesmo, onde a gente vê uma coisa muito característica, que é essa cúpula octogonal. Você vai ver algo similar aqui no mosteiro da Luz, que também é um projeto dele”, afirma.



Gabriel Quintão     Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco

Em relação à Venerável Ordem Terceira de São Francisco, ela nos situa: “Ela é uma ordem religiosa, ligada à igreja, há uma orientação espiritual ligada à Ordem Primeira, que são os frades, mas o que acontece é que a Ordem Terceira é uma ordem de leigos. Muitos são casados, às vezes divorciados, solteiros, mas querem ter uma vida franciscana e por conta dos compromissos já assumidos não conseguem ser um sacerdote”, diz. “A primeira são os freis, a ordem segunda são as clarissas e a terceira são os leigos”, enumera.

Uma olhada na cúpula revela alguns símbolos que parecem saídos de um livro de magia. “As pessoas acham que tem a ver com ocultismo, mas isso é um símbolo muito antigo do Cristianismo, que é apropriado depois. Você vê, Napoleão se apropria deste símbolo, vai aparecer no seu cetro. E o triângulo é uma figura que já ocorre em várias imagens. O triângulo é uma figura perfeita dentro das figuras geométricas”, afirma.

Em relação aos diferentes níveis de compreensão dos símbolos religiosos, a professora prossegue: “Depende muito da formação do espectador que vem aqui. Eles podem achar, por exemplo, que o símbolo de São Francisco seja outra coisa, mas o que temos ali é a mão de São Francisco, onde você tem um manga marrom, e a mão de Cristo na frente com uma cruz atrás. Esse é o brasão da ordem, é o símbolo franciscano”, diz.




Gabriel Quintão      Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco

Ela diz que o fato de muitas pessoas não terem uma formação religiosa, com catecismo, afetou o entendimento da simbologia nos tempos atuais. “Até os anos 80, as pessoas conheciam mais a história dos santos e imagens. Hoje, quando nós fazemos uma visita aqui, em parte a gente tem que apresentar para o público visitante quais são as imagens que estão aqui e por que elas se apresentam daquela forma. É o caso do Cristo Seráfico, que é uma das formas de se representar o momento em que São Francisco recebe as chagas de Cristo. E aqui nós temos esse conjunto escultórico onde nós vemos o Cristo com as seis asas e atrás dele os raios e atrás dele tem uma coroa”, descreve.

“Eu acredito que essa ordem mereça um trabalho de divulgação, não apenas pelo seu conjunto visível, daqueles que acessam a igreja, mas de parte do seu acervo que tem uma importância até internacional, mas que é pouco conhecido”, afirma.

Rosângela diz também que o santo arquiteto tem sido um chamariz para o local. “A igreja tem uma frequentação maior a partir do momento de canonização do Frei Galvão porque como ele foi orientador espiritual aqui nesta ordem e construtor também”, diz.



Gabriel Quintão    Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco

Na sala onde ficam os jazigos, Jorge Neves, tesoureiro da ordem, fala sobre o que o leva a ser um franciscano hoje. “O santo em si, não é ele que faz o milagre. Existe um santo para gente se espelhar na vida que ele teve. Você procura seguir o caminho dele. Como Jesus diz no evangelho, Deus quer que todo mundo seja santo. Você que vai escolher, você que sabe, Deus não quer que ninguém vá para o subsolo.”

Jorge chama Maria Nascimento, ministra da ordem. Ela comenta sobre os aspectos que costumam atrair visitantes à igreja. “A nossa história coincide com a construção de São Paulo. Muitas coisas que aconteciam na cidade estão registradas nos nossos livros de atas”, diz.

Em relação sobre o que faz com que as pessoas busquem o santo hoje em dia, ela defende: “Francisco de Assis é uma pessoa bem atual. O estilo de vida dele, a mensagem que ele trouxe para o povo de Assis na sua época e traz ainda hoje é uma mensagem de paz, de fraternidade, de respeito, de amor à natureza. Aspectos que infelizmente a nossa sociedade foi perdendo ao longo do tempo. Ela vai ficando egoísta”, constata.

“Essa igreja quando ela foi construída e a ordem franciscana da época, ela era muito da elite. Todas essas pessoas importantes faziam parte da ordem porque era um status também. Hoje já não é mais assim”, diz. “A nossa missão hoje é preservar esse patrimônio que foi construído com o esforço e o interesse de muitos no passado”, completa Maria. “Esta igreja conta muitas histórias.”

SERVIÇO


Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco
Largo São Francisco, 173 , Sé, São Paulo
Visitas agendadas aos sábados
Missas aos primeiros e terceiros domingos de cada mês, às 9h
Páscoa: 13/4, quinta, Adoração do Santíssimo Sacramento, com vigília das 20h30 às 22h
14/4 Sexta-feira da Paixão, aberta das 9h às 12h

Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco



Fonte: Vírgula - UOL
veja mais fotos aqui

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Paixão de Cristo será relembrada com encenações em paróquias de Salvador



Ao longo da Semana Santa, a Igreja recorda a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste período, os fiéis são convidados a mergulhar neste mistério que tem início no Domingo de Ramos (9) e é encerrado na Domingo de Páscoa (16). Para relembrar os passos e Jesus no caminho até o calvário, algumas paróquias preparam encenações sobre a Paixão de Cristo. Confira programações:

Nos dias 7 e 8 de abril, às 20h, os fiéis poderão assistir a apresentação da Paixão de Cristo, realizada pela juventude da paróquia Divino Espírito Santo (Estrada das Muriçocas, 714, Vale dos Lagos). A novidade da encenação deste ano é que o elenco contará com roupas doadas pelo Teatro Castro Alves (TCA). A entrada é 1Kg de alimento não perecível ou produtos de higiene pessoal, que serão destinados para compor as cestas básicas distribuídas pela Pastoral Social.

A paróquia São Paulo Missionário realizará o Auto da Paixão de Cristo no dia 8 de abril. A apresentação terá início às 19h30, na matriz (Estrada do Coqueiro Grande, 1210, Fazenda Grande 2, Cajazeiras).

No dia 11 de abril os paroquianos da paróquia Nossa Senhora da Conceição (rua da Matriz, 28, Valéria) farão uma encenação sobre a Paixão de Cristo, intitulada “O Último Julgamento”. A apresentação terá início às 19h30, no Centro de Evangelização Sagrada Família (rua direita da Ortobom, Valéria). A entrada é 1Kg de alimento não perecível.

Com o tema “Com Ele, Maria foi até a cruz”, o grupo de jovens AnunciaAÇÃO da paróquia Nossa Senhora da Conceição (Lapinha) também encena a Paixão de Cristo. A apresentação será no dia 11 de abril, a partir das 19h, na praça da Lapinha – em frente à igreja matriz.

Na Sexta-feira da Paixão (14) os jovens da paróquia Santo Amaro de Ipitanga (Centro, Lauro de Freitas) também relembram os passos de Jesus durante a Via Sacra, que será encenada na comunidade matriz, às 18h30.

A Paixão de Cristo também será relembrada com uma encenação na comunidade São José Operário, da paróquia Cristo Libertador Rei do Universo, localizada no bairro Dom Avelar. A apresentação será no dia 14 de abril, às 18h.

Também no dia 14 de abril, Sexta-feira Santa, às 19h terá início a apresentação sobre a Paixão de Cristo na paróquia São José Operário (Pernambués). Neste horário as mulheres sairão da comunidade Nossa Senhora da Salete junto com uma pessoa representando Nossa Senhora; e os homens sairão da matriz ao lado de um jovem que representará Jesus. Ao chegarem na praça da Madeireira Brotas, todos se encontrarão.

Em vez de cal, o padre mandou pintar a igreja com tinta plástica. E a Cultura embargou


O pároco justifica a ilegalidade com a “boa-fé” de quem não sabia de que era preciso autorização para mandar fazer obras num monumento classificado de interesse público.
Texto de IDÁLIO REVEZ


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O padre da paróquia de Olhão mandou pintar a igreja matriz da cidade sem pedir licença. A Direcção Regional da Cultura (DRA), por se tratar um monumento classificado de “interesse público”, mandou embargar as obras e proceder em conformidade com o que manda lei. O padre, Armando Filhó, quando foi confrontado por duas técnicas da DRA — Cristina Faria, arquitecta, e Cristina Garcia, arqueóloga — desculpou-se: “Não sabia que se tratava de um monumento de interesse público”, classificado desde o dia 13 de Maio de 2013.

As obras foram mandadas embargar de imediato por estarem a ser executadas de forma ilegal e utilizando práticas inadequadas — tinta plástica, aplicada em cima de um reboco primitivo de argamassa de cal e areia. A responsável pela DRA, Alexandra Gonçalves, questionada pelo PÚBLICO, disse que “as ordens foram acatadas de imediato”. Armando Filhó encontra-se à frente daquela igreja desde Novembro de 2015.

A denúncia do “atentado ao património” partiu do artista plástico Fernando Grade, que já tinha tomado uma posição idêntica nos trabalhos de restauro da Sé de Faro e noutros monumentos. De acordo com a legislação em vigor, a paróquia deveria ter submetido um “relatório prévio” à DRA sobre o tipo de intervenção que pretendia efectuar para que esta entidade — depois de consultar a Direcção-Geral do Património — autorizasse os trabalhos. “Um crime”, disse Grade, referindo-se ao facto de se estar a “betonizar” as fissuras do monumento.

Armando Filhó, contactado ontem pelo PÚBLICO, disse remeter-se ao “silêncio” no diz respeito à explicação sobre as obras. Porém, adiantou ter pedido apoio à câmara municipal para que os técnicos da autarquia pudessem elaborar o relatório onde se fizesse o diagnóstico da situação do monumento e indicassem qual o procedimento mais adequado para levar a cabo os trabalhos: “A asneira foi tão grande, não sei será possível corrigir”, disse Fernando Grade, referindo-se ao facto de terem sido utilizados jactos de água na limpeza das paredes, acentuando as manchas de humidade no interior do edifício. O que foi feito na igreja matriz de Olhão, sublinhou, “é o mesmo que tem vindo a ser feito em mais de 90% das igrejas no sul do país: a cal é substituída por tinta plástica no revestimento das paredes feitas de taipa e pedra, potenciando a degradação dos edifícios”.

A conduta do padre Armando, reconhece o artista plástico, “não é muito diferente daquela seguida por outros seus colegas — mandam aplicar tinta em cima de cal, revelando desconhecimento total pelo valor e importância na preservação do património”.

Para alterar este estado das coisas, no final do mês de Março terminou um curso de formação, promovido pela DRA, para sensibilizar as autoridades para os crimes contra os bens e valores patrimoniais, chamando a atenção para eventuais obras clandestinas, não apenas nos monumentos, mas também nas zonas históricas, dentro e fora das zonas urbanas. Nesta acção de formação, coma duração de cinco meses, participaram 40 militares do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (Sepna) da GNR.

Fonte: Publico

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Um antigo pálio exibido nos Museus do Vaticano

 Por GREGORY DIPIPPO


De 24 de Março a 25 de Junho, os Museus do Vaticano acolhem um pequeno mas muito interessante espectáculo sobre São Césario de Arles (470-542), uma figura importante na antiga igreja merovíngia. Depois de passar os seus primeiros anos no famoso mosteiro na ilha de Lérins, Cesário foi enviado para Arles por razões de saúde; O bispo local, parente dele, ficou tão impressionado com ele que pediu ao abade de Lérins, St Porcarius, que o libertasse para o serviço clerical. No devido tempo, Cesário foi eleito bispo por aclamação popular em 502 dC, e serviu nesse papel até sua morte 40 anos depois, com a idade de cerca de 72. Como bispo, ele era um pregador assíduo e mais de 250 de seus sermões Sobreviveram. Ele também presidiu a vários sínodos importantes, e promoveu fortemente a vida monástica, escrevendo duas regras monásticas, Incluindo a primeira regra ocidental especificamente para as mulheres. (Com o tempo, ambos seriam completamente substituídos pela regra mais gentil de seu contemporâneo São Bento.) Ele é dito ter sido o primeiro bispo a receber um pálio do Papa, e este objeto foi emprestado ao Vaticano Museus para esta exibição pela diocese de Arles, juntamente com várias relíquias do Santo.

Aqui estão algumas fotografias do objeto principal; Dada a sua extrema antiguidade, vários deles são, naturalmente, muito frágeis e, portanto, exibidos em casos de plástico selado que não oferecem condições ideais para a fotografia.

O pálio de São Cesário, dado a ele pelo papa S. Símaco (498-518). As duas faixas de tecido à direita fazem parte de uma capa adicionada a ela mais tarde para protegê-la; A parte original é a faixa decorada à esquerda. (Detalhe abaixo.)


 Um segundo pálio que também lhe pertence.

Um sarcófago de criança do século IV, com uma imagem de Cristo como mestre; Mais tarde reutilizado para suas relíquias.
Este manuscrito do início do século IX é uma coleção dos cânones eclesiásticos de vários conselhos diferentes realizada na Gália, e inclui esta carta escrita pelo Papa São Símaco a S. César, a quem ele se refere como seu "irmão mais amado".
À esquerda, a capa pintada de um relicário, início do século 6, da coleção da capela papal; À direita, um cinto de couro pertencente a S. Cesário, com uma fivela em marfim representando os soldados em frente ao túmulo de Cristo.
Três sandálias de couro, também uma vez sua propriedade.
Um relicário do ano 1429, contendo fragmentos de ossos e cabelos de São Cesário, juntamente com relíquias de vários outros santos. As principais relíquias de seu corpo foram destruídas durante a revolução francesa.
Entre os painéis didáticos desta mostra está a interessante reconstrução do que a catedral de Arles poderia ter parecido nos dias de São Césario, que aqui se mostra pregando a partir de um ambo colocado no meio da nave em frente ao santuário. (A obra em mosaico da abside é reproduzida da igreja contemporânea de St Apollinaris em Classe, nos arredores de Ravenna.)
Uma lanterna feita ca. 400 dC, com o Alpha e Omega dentro de um chrismon , a monografia chi-rho cercado por um círculo, que neste caso é formado por folhas de louro.
Uma almofada de seda anteriormente usada como parte do relicário da Verdadeira Cruz na capela papal, finais do século 8 ao início do século IX.
Uma túnica disse ter pertencido a S. Cesário; Somente fragmentos de algum pano muito antigo são preservados, unidos a uma parte muito mais nova para o apoio.
Um fragmento de um sarcófago, cerca de 400 dC, com o monograma Chi-Rho, Alpha e Omega, e os soldados que guardavam o túmulo de Cristo.
Fragmentos de tecido tecidos no primeiro terço do século XII, com um motivo de lebre correndo. (O pálio de São Cesário tinha meio milênio de antigüidade quando este foi originalmente tecido em algum lugar do mundo islâmico).
A base de uma tigela de vidro dourado, com figuras nomeia Genesius e Lucas, segunda metade do século IV.
Um sarcófago feito no final do século II, reutilizado para um grupo de mártires na antiga cidade romana de Portus.
"Aqui estão os corpos dos santos mártires Hippolytus, Taurinus, Herculianus, e João o Calibite; O bispo Formoso colocou-os aqui.
Estes pedaços de marfim decorados antigamente eram anexados à relíquia do pálio de São Cesário.

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