quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Douramento e Policromia em Arte Sacra



O Museu de Arte Sacra promove um curso prático sobre Douramento e Policromia em Arte Sacra com Ana Rocha Tropia

OBJETIVO
O curso tem como objetivo o ensino da técnica corrente mineira de douramento e policromia em arte sacra. Em regime de atelier, o aluno aprende de forma prática todas as etapas desta técnica ao desenvolver a pintura completa de uma escultura sacra, de aproximadamente 40 cm, individualmente. Em paralelo as atividades práticas, o conteúdo teórico é repassado, discutindo-se as especificidades de materiais, iconografia, técnicas tradicionais e contemporâneas. 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 

DIA 01 - 14 de Janeiro de 2019
- Preparação do suporte;
- Selagem;
- Pastiglio (alto relevo);
- Preparação de douramento;
- Encolagem;

DIA 02 - 15 de Janeiro de 2019
- Douramento à mordente (ouro italiano tipo prima-prima);
- Polimento do Ouro;
- Impermeabilização;

DIA 03 - 16 de Janeiro de 2019
- Iconografia;
- Estudos de cores;
- Florais barrocos, acantos, volutas, rendilhados;
- Esgrafitos tradicionais;

DIA 04 - 17 de Janeiro de 2019
- Punção (baixo relevo);
- Veladuras, envelhecimento;
- Marmorizado;

DIA 05 - 18 de Janeiro de 2019
- Carnação;
- Flores barrocas;

DOCENTE
Ana Rocha Tropia é Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal de Ouro Preto e Universidade Técnica de Lisboa, iniciou as atividades de douramento e policromia ainda jovem, seguindo a tradição familiar em sua cidade natal, Mariana MG, onde trabalhou ao lado de grandes mestres escultores. Com 15 anos de experiência na área, atualmente dedica-se às atividades de douramento e policromia de peças contemporâneas em seu atelier, em paralelo ao Curso de Conservação e Restauro da Fundação de Arte de Ouro Preto. 

Conheça mais sobre sua trajetória e visite seu portifólio em: www.atelieranatropia.com 

PÚBLICO ALVO
Artistas plásticos, escultores, pintores, restauradores, artesãos, historiadores, museológicos, arquitetos, religiosos, estudiosos e admiradores da área. 

NÃO É NECESSÁRIA NENHUMA EXPERIÊNCIA PRÉVIA. 

VALORES
R$500,00 no ato da matrícula para a reserva de vaga. 
R$2500,00 para pagamento a vísta (total R$2700,00/aluno)

TODO MATERIAL INCLUSO. 

Cada aluno deve levar avental ou jaleco e material para anotação.
Ao fim do curso, cada aluno levará sua peça. 

Data: Segunda a à sexta-feira, 14 a 18 de janeiro de 2019,
Horário: das 9:00 as 18:00 horas, com pausas diárias de almoço das 12:00 as 13:00. 
Carga Horária: 40 horas. 
Vagas: 10 
Informações: contato@atelieranatropia.com – Ana Rocha - whatsapp: 24 99261-9279
facebook: www.facebook.com/anatropia.arte 
site: www.atelieranatropia.com 
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 - Metrô Tiradentes
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43
Ao final do curso o aluno receberá o certificado de participação.

Fonte: Museu de Arte Sacra de São Paulo

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Arte sacra paulista se destaca pela exclusividade e valor histórico-cultural

Pesquisa ganhadora do Prêmio Tese Destaque 2018 analisa padrões estéticos de igrejas do Brasil colônia e imperial
Por Ivanir Ferreira - Editorias: Ciências Humanas - URL Curta: jornal.usp.br/?p=207771



O arquiteto Mateus Rosada visitou 120 igrejas construídas durante os períodos colonial e imperial. A arquitetura e a ornamentação possuem traços únicos e autorais de artistas da região – Foto: arquivo pessoal do arquiteto Mateus Rosada

A arquitetura e a arte sacra de São Paulo guardam uma riqueza de valor histórico e cultural inestimável. Mesmo com influência externa, os templos apresentam traços únicos e características autorais. A avaliação é do arquiteto Mateus Rosada, que ganhou o Prêmio Tese Destaque USP 2018, na categoria Ciências Sociais Aplicadas, concedido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP. O estudo foi feito no Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, em São Carlos, e analisou a arquitetura e a ornamentação de 120 igrejas remanescentes do Estado de São Paulo, construídas durante os períodos colonial e imperial.Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária, Itu, SP. Construída em 1780, o acabamento interno é um belo conjunto de pintura e talha do período Rococó – Fotos: arquivo pessoal do arquiteto Mateus Rosada

Segundo o pesquisador, embora os autores das obras paulistas tivessem recebido influência de padrões estéticos de Portugal e de outros Estados brasileiros, eles mantiveram traços singulares que fizeram de seus trabalhos peças exclusivas. “Foram relidas, modificadas e recriadas em modelos e padrões únicos.” Os retábulos paulistas (estruturas de madeira que ficam atrás do altar), por exemplo, são mais limpos e menos carregados de elementos e cores, o que, na opinião do pesquisador, não se trata de um trabalho mais pobre do que de outras regiões porque apresenta esmero e acuidade nos traços, o que demonstra que o artista tinha total domínio da técnica, explica.

Naquela época, a taipa de pilão foi o método construtivo mais empregado nas edificações religiosas. A opção por esse sistema era a farta disponibilidade de barro vermelho que havia na região, a principal matéria-prima com a qual eram construídas as paredes. Já no litoral, com poucas áreas com solos ligantes como o barro, a alvenaria de pedra predominou. Segundo o arquiteto, os paulistas se tornaram ótimos taipeiros, que “dominaram o mercado”, inibiram as construções com pedra e acabaram difundido a técnica para áreas próximas como São João del-Rei e Tiradentes, em Minas Gerais.

Foram quatro séculos analisados pela pesquisa, cujos padrões estéticos se sucederam e transitaram pelo Maneirismo (séculos 16 e 17), Barroco (1700-1760), Rococó (1760-1830) e Neoclássico (após 1830). Durante esse período, muitas edificações passaram por transformações espaciais e arquitetônicas – houve demolição de parte de suas estruturas ou reformas, principalmente durante o século 20, quando houve maior crescimento das cidades.

Conjunto Jesuítico de Nossa Senhora do Rosário, Embu das Artes, SP. A construção é caracterizada externamente pela simplicidade e linhas retas. No interior, belos altares datados de 1700 e 1740 – Foto: arquivo pessoal do arquiteto Mateus Rosada

Dentre os templos observados, Rosada destaca dois que, segundo ele, possuem os conjuntos mais completos de ornamentação, englobando entalhe dos altares e pinturas de parede e de teto: o Conjunto Jesuítico de Nossa Senhora do Rosário, no município de Embu das Artes, e a Matriz de Nossa Senhora da Candelária, em Itu.



Com a construção iniciada em 1700, o Conjunto Jesuítico de Embu, composto pela igreja e pelo Museu de Arte Sacra, é um dos mais importantes remanescentes jesuítas em São Paulo. “A construção é caracterizada externamente pela simplicidade e por linhas retas. Seu interior exibe belos altares datados de cerca de 1700 e de 1740 e uma exuberante pintura nas paredes e no teto da capela-mor e da sacristia”, garante o pesquisador.

Já a igreja matriz de Itu chama a atenção pela grandiosidade de seu interior. Sua fachada atual, resultado de uma reforma em 1889, tem estilo bastante diferente do padrão da ornamentação de seu interior, que foi mantido com poucas modificações. Construída em 1780, o acabamento interno é um belo conjunto de pintura e talha do período Rococó.
Entalhadores e pintores paulistas

Além de catalogar as igrejas paulistas, a pesquisa também procurou entender qual foi a lógica da movimentação dos artífices – artesãos e artistas – pelo território brasileiro, além de procurar conhecer as influências que eles tiveram. Na comparação de altares de igrejas paulistas com os de outros estados brasileiros, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, a pesquisa encontrou semelhanças de padrões e de movimentos artísticos, demonstrando que várias obras executadas em São Paulo tiveram influências de artistas que vieram de diversas regiões, mas que criaram aqui exemplares com características e traços autorais locais.

Segundo o pesquisador, tomando como exemplo Minas Gerais, que se orgulha de seus artistas coloniais – Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), Mestre Ataíde e Francisco Vieira Servas -, São Paulo também precisava conhecer seus arquitetos, artistas, entalhadores, escultores e pintores, que deixaram marcas em solo paulista, para valorizá-los, e cita alguns nomes como os pintores Jesuíno do Monte Carmelo, José Patrício da Silva Manso e Manoel do Sacramento, bem como os entalhadores Luiz Rodrigues Lisboa, Bartholomeu Teixeira Guimarães, José Fernandes do Oliveira, João da Cruz e Gurdiano José das Chagas, dentre outros.

A tese Igrejas Paulistas da Colônia e do Império: Arquitetura e Ornamentação teve a orientação da professora Maria Ângela Bortolucci, do IAU, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). 

Mateus Rosada é atualmente professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Maria – Campus de Cachoeira do Sul – RS.

Mais informações: e-mail mateusrosada@yahoo.com.br com Mateus Rosada

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Pós-Graduação em História da Arte Sacra



Abertas as inscrições para o curso de pós-graduação em artes sacra na Faculdade Dom Luciano!

👉 Um curso completo que visa favorecer a compreensão do desenvolvimento histórico da Arte no Brasil, facultar às pessoas a capacidade de compreensão, crítica e conservação da Arte e também capacitar profissionais e estudantes a lidar com a conservação e educação pela Arte!

💻 Acesse nosso site e conheça mais sobre o curso! http://bit.ly/posartessacra2019
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Fonte: Faculdade Dom Luciano Mendes.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

È Nato Gesù


MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO INAUGURA MOSTRA DE PRESÉPIOS


"È Nato Gesù" apresenta o trabalho do artista italiano Ulderico Pinfildi e expõe uma projeção 3D, em tamanho real, do Presépio Cuciniello do Museu de San Martino


O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP inaugura sua tradicional mostra de presépios, este ano composta por duas exposições simultâneas. “È Nato Gesù” entra em cartaz no espaço do MAS-SP e apresenta o trabalho do presepista italiano Ulderico Pinfildi através de um vídeo, de peças que compõem as cenas mais importantes dos presépios napolitanos, e da exibição de projeção 3D, em tamanho real, do Presepe Cuciniello del Museo di San Martino.

Em “È Nato Gesù”, o público visitante passa a conhecer o minucioso trabalho de Ulderico Pinfildi. Criado ao redor do ateliê de seu pai, ceramista, mestre em cerâmica esmaltada, aprendeu desde cedo o ofício da faiança e da cerâmica, o que lhe foi extremamente útil quando se viu apaixonado pela arte dos presépios. “Ao visitar os museus e, principalmente, o Museu de San Martino, nasceu essa admiração por essas figuras fascinantes. Os meus estudos se tornaram cada vez mais sérios e profundos: tive que estudar anatomia, primeiramente a do rosto, depois a do corpo inteiro, que me permitiu realizar figuras inteiras, nuas, que na nossa área chamam-se ‘academia’, e esculturas também de grandes dimensões”, comenta o artista.

Para a exposição, Ulderico Pinfildi apresenta um vídeo que trata das várias fases de realização de suas peças, contextualizando personagens e origens. Em seguida, o espectador é levado a um percurso que exibe as principais cenas do presépio napolitano - Annuncio Alla Madonna, Annuncio Al Pastori, Pastori In Cammino, Gruppo Delle Procidane, Gruppo Delle Calabresi, Gruppo Di Famiglia Con La Giumenta, Pastori Con Doni e Mestieri, Tarantella, More Nobili, Suonatori Orientali, Re Magi Di Cui Uno a Cavallo, Gloria Degli Angeli e La Natività -, em meio às figuras criadas pelo artista conforme técnicas operacionais dos artesãos do século XVIII. Tais figuras, ou “pastores”, são produzidas com diversos materiais: “a cabeça é feita de terracota, os olhos são de vidro e se aplicam com estuques, e finalmente, mãos e pés são geralmente de madeira. Para pintá-los usam-se pigmentos e cores que se referem a esses diferentes materiais. Antigamente utilizavam-se os óleos, ou outros tipos de pigmentos com cola. Atualmente utilizo os acrílicos (...)”, explica o artista.

Ulderico Pinfildi ainda destaca a importância do vestuário desses “pastores”, uma vez que o presépio napolitano é único no seu gênero e desenvolveu-se nos tempos dos Bourbons, no Reino das Duas Sicílias. “Por esse motivo, os trajes dos pastores são os trajes que eram realmente usados pelo povo do Reino. Eu realizo um trabalho de profunda pesquisa iconográfica para reproduzir aquele gênero de trajes, porque nas várias áreas de Nápoles e redondezas da cidade, eram usados trajes diferentes. Por exemplo, a ‘procidana’, isto é, o habitante de Prócida vestia um riquíssimo traje de origem grega; em Ischia, por outro lado, usava-se outro tipo de traje; em Santa Lucia, uma zona de Nápoles perto do mar, havia a ‘Luciana’, que usava outro tipo de traje; nas zonas internas, a mulher usava um tipo de vestido mais diferente ainda. Portanto, o presépio é rico dessas figuras diferentes”. Em suas figuras, os trajes são confeccionados por meio das mesmas técnicas utilizadas antigamente, feitos à mão e com uso de sedas.

Por fim, em “È Nato Gesù”, o visitante pode conferir a projeção 3D do Presepe Cuciniello del Museo di San Martino, que tem como característica principal o movimento. Nos dizeres de Ileana Creazzo, curadora da Seção do Presépio do museu: “A sua criação está sempre in fieri (em andamento), pois é uma prerrogativa de quem organiza o presépio compor como preferir as cenas, mudar de lugar animais e objetos de acordo com a necessidade, vestir as estátuas (sejam elas humanas ou angelicais) e colocá-las nas posições mais variadas, iluminar ou colocar, mais sombra, tudo com o objetivo de condicionar as sensações de quem olha. Ao espectador cabe participar e se emocionar com esse jogo, mais mental do que manual, cujo objetivo é o de criar com as próprias mãos uma realidade inexistente”.



Sobre o “Presépio Cuciniello”
A história do “Presépio Cuciniello” - cujo nome provém de seu doador, o comediógrafo, arquiteto e colecionador napolitano Michele Cuciniello - remonta ao ano de 1877, quando foi agregado ao acervo do Museu Nacional de San Martino por seu fundador, Giuseppe Fiorelli. “Foram necessários, para montar a grandiosa estrutura, dois anos de trabalho do próprio colecionador e dos seus amigos e colaboradores, o arquiteto Niccolini, o cenógrafo Masi e o técnico Farina”, comenta Ileana Creazzo. Seu conjunto, em alto-relevo horizontal, é formado por três cenas fundamentais: à esquerda, o Anúncio aos pastores, no centro, a Natividade com a Procissão dos Orientais seguindo os Magos e, à direita, a cena da Taberna (curiosamente, a Procissão e a Taberna constituem a verdadeira prerrogativa do presépio napolitano, comparado às representações do Natal de outras localidades italianas). Sua estrutura base é feita de madeira e cortiça, sendo “habitada” por figuras humanas chamadas de “pastores”, com cabeça e membros de madeira e/ou terracota, núcleo elaborado com fio de ferro doce e estopa.


Fonte: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Exposição: "È Nato Gesù"
Artista: Ulderico Pinfildi
Abertura: 29 de novembro de 2018, quinta-feira, às 18h
Período: 30 de novembro de 2018 a 06 de janeiro de 2019
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)
Tel.: 11 3326-5393 – agendamento / educativo para visitas monitoradas.
Horários: De terça-feira a domingo, das 9 às 17h | Presépio Napolitano: das 10 às 11h, e das 14h às 15h
Ingresso: R$ 6,00 (Inteira) | R$ 3,00 (Meia entrada nacional para estudantes, professores da rede privada e I.D. Jovem - mediante comprovação) | Grátis aos sábados | Isenções: crianças de até 7 anos, adultos a partir de 60, professores da rede pública, pessoas com deficiência, membros do ICOM, policiais e militares - mediante comprovação.
Número de obras: aprox. 40
Técnicas: vídeo, esculturas e projeção 3D
Dimensões: Variadas

"Os Artesãos e seus Presépios II”




MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO INAUGURA MOSTRA DE PRESÉPIOS

"Os Artesãos e seus Presépios II”
entra em cartaz na Sala MAS-Metrô Tiradentes, em parceria com a SUTACO, e exibe 33 presépios criados por 14 artesãos paulistas

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP inaugura a segunda edição de “Os Artesãos e seus Presépios”, em parceria com a SUTACO - Subsecretaria do Trabalho Artesanal nas Comunidades, que ocupa a Sala MAS-Metrô Tiradentes, contando com 33 presépios criados por quatorze artesãos do Estado de São Paulo.

“Os Artesãos e seus Presépios II” apresenta, na Sala MAS-Metrô Tiradentes, o trabalho de 15 artistas paulistas selecionados por meio de edital da SUTACO - Subsecretaria do Trabalho Artesanal nas Comunidades. Nesta mostra, o visitante pode contemplar peças em técnicas de modelagem, pintura, esmaltação e queima, marcenaria, escultura em madeira, com reutilização de resíduos têxteis, trançado e tingimento em palha de milho, reciclagem de papel e torção em metal. Nos dizeres de Marlene Augusta dos Santos, subsecretária substituta da SUTACO: “Essa exposição tem como objetivo mostrar como os artesãos paulistas homenageiam a chegada do Menino Jesus com figuras tradicionais e também de forma inovadora, difundindo a cultura popular”.

Exposição: “Os Artesãos seus Presépios II”
Artistas: Alexandre Eufrásio dos Santos, Andrea Maria Gozzi, Deilon Gomes de Lima, Eduardo Rafael Figueiredo Ribeiro, Giovana Fortini, Luiz Carlos Bollini, Marcia Luiza Zani, Magali Lopes, Márcio Luiz Mazon, Marli Triñanes Lopes Dalle Molle, Olga Lukacsak, Vera Lucia Baldassarri Corvello Sola, Vagner Rodrigues e Wandecok Cavalcânti de Almeida
Abertura: 29 de novembro de 2018, quinta-feira, às 18h
Período: 30 de novembro de 2018 a 06 de janeiro de 2019
Local: Sala MAS - Metrô Tiradentes - www.museuartesacra.org.br
Estação Tiradentes do Metrô - São Paulo – SP
Tel.: (11) 3326-5393 – agendamento/educativo para visitas guiadas
Horários: Terça-feira a domingo, das 9 às 17h
Ingresso: Grátis aos usuários do Metrô
Número de obras: 33
Técnicas: Modelagem, pintura, esmaltação e queima, marcenaria, escultura em madeira, trançado e tingimento em palha de milho, reciclagem de papel e torção em metal
Dimensões: Variadas

Livro: Patrimônio Sacro na America Latina - Arquitetura, Arte, Cultura No Século XIX

Temos alguns exemplares á venda. Interessados mandar email para: rodolfokhristianos@gmail.com



A arte sacra do século XIX difere em muito daquela do período colonial, quando o estilo barroco e rococó norteou as construções e ornamentações consideradas exuberantes em toda a América Latina. Na América Hispânica o neoclassicismo iniciou-se ainda na metade do século XVII e as construções de suas catedrais são coincidentes com o período da Independência. No Brasil, a implantação de novas construções religiosas foi impulsionada no Segundo Império com o ecletismo na expressão neogótica. Muitos artistas, em especial na Bahia, trabalharam o neoclassicismo renovando a talha e a pintura. No Rio de Janeiro, novas construções a receber estuques, pinturas em abóbadas e cúpulas. Em São Paulo o ciclo do café atraiu importantes reformas nas igrejas do Vale do Paraíba e, com as novas ferrovias, os modismos europeus mudaram a paisagem do interior e da capital com construções historicistas de todos os períodos estilísticos da cristandade. Esta tendência foi difundida em outros estados como Pernambuco e Minas Gerais e em diversas capitais as antigas igrejas coloniais cederam lugar a novos templos neogóticos, a exemplo da Nova Sé de São Paulo. Neste contexto surge esta obra, com artigos de 21 autores, preenchendo uma lacuna pois a arte e a arquitetura sacras do século XIX carecem de estudos analíticos. Originada nas palestras e conferências do II Seminário Internacional Patrimônio Sacro, realizado em julho de 2015 no Mosteiro de São Bento pelo Grupo de Pesquisa Barroco Memória Viva do Instituto de Artes da UNESP, reflexo de suas apresentações e conferências. O patrimônio e a arte sacra no século XIX aqui apresentado certamente servirão como base para pesquisadores, estudiosos e leigos interessados no assunto, marcando o papel da Igreja Católica como centro irradiador de cultura desde tempos imemoriais.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Pós graduação: História da Arte Sacra



História da Arte Sacra


SÁBADOS, DAS 8H ÀS 13H10

INÍCIO DAS AULAS DO PRÓXIMO MÓDULO
24 de Novembro de 2018, sábado, às 8h
 
OBJETIVOS
Criar um espaço de ensino e de pesquisa relativo à arte e à arquitetura religiosas brasileiras e estrangeiras, promovendo o crescimento intelectual da população interessada em temas voltados tanto à Igreja, como também às artes visuais e à arquitetura.
Concorrer no imprescindível esforço de se adensar criticamente a bibliografia existente sobre a arte religiosa, tanto brasileira quanto estrangeira.

JUSTIFICATIVA
Não existe, em todo ambiente acadêmico brasileiro, uma pós-graduação em História da Arte Sacra destinada ao ensino e à produção do conhecimento sobre a arquitetura e a arte religiosas brasileiras, não apenas voltada ao período colonial, mas também à fase monárquica e ainda ao final do século XIX. Trata-se de uma área de enorme potencial, havendo já organizações voltadas ao estudo da arte colonial do país, com encontros anuais e discussões amadurecidas nesta área. Apenas o IPHAN, criado em 1936, mas funcionando efetivamente a partir do ano seguinte, com a criação do Decreto-lei n. 25, de 30 de novembro de 1937, é que tem reservado algum espaço de interesse sistemático para a arte e a arquitetura sacras brasileiras. Mas muito ainda há por ser feito, inclusive no campo da preservação. Os estudos sobre a arte sacra brasileira e estrangeira apenas engatinham. A necessidade de preservação do patrimônio cultural religioso brasileiro tem sido assinalada pela necessidade propedêutica e imperiosa de se conhecer esse patrimônio religioso. 

PRÉ-REQUISITO
Os cursos de pós-graduação lato sensu estão abertos a todos os portadores de diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação.

CRITÉRIOS PARA CONCESSÃO DO TÍTULO
O aluno deverá cumprir a frequência mínima de 75% da carga horária total de cada disciplina. O aproveitamento será aferido em processo de avaliação em que se obtenha um mínimo de 60% em cada disciplina. Para conclusão do curso, além de cumprir o que dispõe o regimento, o aluno deverá apresentar uma monografia de acordo com a área do curso pretendido.

VAGAS
O curso será ministrado somente com um número mínimo de 30 alunos.
 
HORÁRIO DAS AULAS
SÁBADOS, DAS 8H ÀS 13H10
1ª disciplina: das 8h às 10h30
2ª disciplina:  das 10h40 às 13h10


PERÍODO
O curso tem duração de 360 h/a, excluindo o período de elaboração da monografia.
 
MÓDULO - NOVEMBRO/2018 A AGOSTO/2019
de 24 de Novembro de 2018 a 24 de Agosto de 2019 (recesso de 16/12/18 a 01/02/19)
MÓDULO - SETEMBRO/2019 A JULHO/2020
de 14 de Setembro de 2019 25 de Julho de 2020 (recesso de 08/12/2019 a 07/02/2020)
 
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
O curso tem duração de 360 horas/aula, divididas em dois módulos. Após concluídas as aulas presencias, cujas disciplinas seguem abaixo, o aluno terá mais seis meses para a elaboração da monografia.
 
MÓDULO - NOVEMBRO / 2018 A AGOSTO / 2019
De 24 de Novembro de 2018 a 24 de Agosto de 2019 (recesso de 16/12/2018 a 01/02/2019)
  • História da Arte Sacra - do Renascimento ao Séc. XIX
  • História da Igreja
  • Iconografia Cristã
  • Seminários Especiais
  • Patrimônio e Conservação
  • Objetos do Culto: Prataria, Livros Sacros e Alfaias
  • Metodologia da pesquisa

MÓDULO - SETEMBRO / 2019 A JULHO / 2020
De 14 de Setembro de 2019 a 25 de Julho de 2020 
(recesso de 08/12/2019 a 07/02/2020)
  • História da Arte Sacra - do Cristianismo Clássico ao final da Idade Média
  • Arquitetura Religiosa no Brasil - Revestimentos Ornamentais: Talha, Pintura e Azulejaria
  • Museus de Arte Sacra
  • Arquitetura Religiosa no Brasil -  Estilos e Programas Arquitetônicos 
  • Imaginária Devocional
  • Teoria e Metodologia da Arte Sacra
  • Metodologia da pesquisa

MONOGRAFIA
Para obter o Certificado de Especialização, o aluno do curso de pós-graduação lato sensu, após concluir as aulas presenciais, terá um prazo de três meses para a conclusão do trabalho monográfico. Na aula de Metodologia da Pesquisa receberá um manual com orientações formais acerca do projeto e da monografia. A monografia que obtiver grau de excelência ficará disponível para consulta na biblioteca da Faculdade.

CORPO DOCENTE
Adriana Sanajotti Nakamuta - Doutora em Artes Visuais
Cesar Augusto Tovar Silva - Mestre em História Social da Cultura
Claudia Barbosa Teixeira - Doutora em História
Cyro Illidio Corrêa de Oliveira Lyra - Doutor em História da Arte
Lucia Cavalcante Reis Arruda - Doutora em Filosofia
Pe. Marcio André Rocha da Conceição - Mestre em Teologia
Marcus Tadeu Daniel Ribeiro - Historiador da Arte e Doutor em História Social
Marli Assis Martins - Especialista em Docência do Ensino Superior
D. Mauro Maia Fragoso, OSB - Doutor em Geografia Cultural
Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira - Historiadora. Doutora em Arqueologia e História da Arte

ADMISSÃO E ENTREVISTA
O processo de seleção da Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro consiste numa entrevista com a coordenação e na análise do Curriculum Vitae de cada candidato.

A entrevista somente será agendada com os candidatos que efetuarem o pagamento da taxa de inscrição. No dia e horário agendados, o candidato deverá dirigir-se à secretaria  para realizar a matrícula, munido do comprovante de pagamento da taxa de R$ 75,00 e da documentação discriminada abaixo.
 
DOCUMENTAÇÃO SOLICITADA
  • Comprovante do pagamento da taxa de inscrição (R$ 75,00)
  • Cópia do diploma do curso superior
  • Cópia do histórico do curso superior
  • Curriculum Vitae
  • Cópia do documento de identidade
  • Cópia do CPF
  • Duas fotos 3x4
  • Cópia da certidão de nascimento ou casamento
  • Cópia do título de eleitor
  • Cópia do comprovante de residência
  • Ficha de inscrição - preenchida na secretaria da Faculdade
OBS: A documentação original deverá ser apresentada na secretaria e as cópias entregues para arquivo.
 
INVESTIMENTO
Taxa única de inscrição: R$ 75,00
18 parcelas de R$ 295,00 (mensalidade com vencimento no dia 5 de cada mês)

INSCRIÇÕES
Inscrições abertas até 23 de novembro de 2018, sexta-feira.
Após preencher o formulário abaixo, clique no botão confirmar e escolha a forma de pagamento da taxa de inscrição, cujo valor é R$ 75,00.
A Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro adota o sistema de pagamento online para a taxa de inscrição, o que garante eficiência e segurança. O pagamento poderá ser realizado com cartão de  crédito, débito ou por boleto bancário.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

III CONCURSO DE PRESÉPIOS DO VALE DO PARAIBA



Picture

REGULAMENTO:

 III Concurso de Presépios do Vale do Paraíba

O presente regulamento refere-se ao III Concurso de Presépios do Vale do Paraíba. Visando expor presépios artísticos e artesanais que através de voto popular premiará um vencedor.
As peças ficarão expostas em espaço privilegiado do Taubaté Shopping do dia 03/12/2018 ao dia 05/01/2019. Uma realização da Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi com o Taubaté Shopping, apoio da Prefeitura Municipal de Taubaté e Produção Ametista Eventos.

1– INSCRIÇÕES

As inscrições para o III CONCURSO DE PRESÉPIOS DO VALE DO PARAÍBA deverão ser realizadas no período de 06/11/2018 a 20/11/2018. Sendo que o artista deverá preencher a ficha de inscrição através do link
Enviando também 2 fotos do presépio para o seguinte e-mail: contato@artesanatobrasil.org.br

CAPÍTULO I - DO OBJETIVO 

1.1 – O III Concurso de Presépios do Vale do Paraíba tem por objetivo promover, dinamizar e preservar a cultura popular da confecção de presépios natalinos, valorizando técnicas artesanais e artísticas da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, e incentivar, também, a utilização de materiais e matérias-primas diferenciadas.
  1. – Os presépios selecionados serão expostos em espaço pré-determinado pela equipe organizadora no Taubaté Shopping durante todo o período natalino, no horário de funcionamento do shopping.

CAPÍTULO II – DOS PARTICIPANTES E CATEGORIAS DO CONCURSO 

2.1 – Poderá se inscrever no III Concurso de Presépios do Vale do Paraíba, qualquer pessoa física, brasileira ou estrangeira (desde que regularmente residente e domiciliada no Brasil há mais de cinco anos), com idade igual ou superior a 18 (dezoito) anos.

2.2 – O concurso contemplará 02 (duas) categorias de presépios para seleção e premiação:
2.2.1 – Categoria Artística (Júri Técnico) – Para Seleção
2.2.2 – Categoria Popular (Voto Popular) – Para Premiação

CAPÍTULO III – DA INSCRIÇÃO/APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS 

3.2 – Cada participante poderá concorrer com apenas 01 (um) presépio.
3.3 – Serão aceitas obras realizadas a partir de qualquer técnica, material, estilos e matérias primas, desde que confeccionadas artesanalmente.
3.3.1 – Será permitido utilizar objetos pré-fabricados, embora a confecção final do presépio tenha que ser manual, ou seja os presépios poderão ser confeccionados de acordo
3.3.2 – Todos os presépios participantes deverão ter dimensão de base máxima de 60 cm x 60 cm. 3.4 – A inscrição implicará no reconhecimento e concordância, por parte do proponente, de todas as condições estipuladas no presente regulamento.


CAPÍTULO IV – DA SELEÇÃO 

4.1 – A Comissão Julgadora do Concurso, indicada pela Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi, será composta de até 03 (três) membros e considerará os critérios de julgamento estabelecidos neste regulamento para selecionar as propostas, dentre as inscrições aceitas, que concorrerão à premiação final do Concurso.
4.2 – O resultado da seleção será divulgado no site www.oswaldogoeldi.com.br e www.artesanatobrasil.org.br e amplamente divulgado pelo Taubaté Shopping.
4.3 – Serão selecionadas até 20 obras para o concurso, visto a limitação de espaço e infraestrutura da loja que sediará a exposição no Taubaté Shopping.
4.4 – As peças serão analisadas entre os dias 20/11/2018 a 25/11/2018 e a divulgação se dará até dia 26/11/2018.
4.4 – Os presépios selecionados deverão ser entregues impreterivelmente entre os dias 27/11/2018 a 02/12/2018, das 14h às 18h, na loja determinada pelo Taubaté Shopping, previamente anunciadas nos sites e redes sociais.
4.5 – Caso haja necessidade de montagem especial a Comissão Organizadora do Concurso fará contato com o candidato para que o mesmo realize a montagem em local determinado pela Comissão Organizadora do Concurso.
4.6 – Se o presépio for enviado pelos correios, o participante deverá atentar-se às datas de envio assegurando que chegará em tempo hábil para a exposição, sob pena de não figurarem na exposição.

CAPÍTULO V – DOS CRITÉRIOS DE PREMIAÇÃO

5.1 – A premiação será prerrogativa exclusiva da Comissão Julgadora do Concurso, cujas decisões ocorrerão em absoluto sigilo, levando-se em consideração os critérios de julgamento estabelecidos neste regulamento.

CAPITULO VI – DA PREMIAÇÃO E DIVULGAÇÃO DO RESULTADO 

6.1 – O presente concurso conferirá uma premiação no total de R$ 800,00 (oitocentos reais), para o vencedor selecionado pelo Voto Popular. Ainda receberão certificados de vencedores na Categoria Artística para o segundo e terceiro lugar e certificados de participação para todos os selecionados que desejarem.
6.2 – O resultado da premiação será divulgado no dia 05 de janeiro de 2019, assim como a entrega da premiação e dos certificados.

CAPITULO VII – DO VOTO POPULAR / JÚRI POPULAR 

7.1 – A votação do Júri Popular se dará da seguinte forma:
7.1.1 – Presencial - Cada visitante da exposição terá direito a 01 (hum) voto no Totem ou Urna (a ser definido) programado para contabilizar os votos exclusivos através do número do CPF de cada pessoa votante; sendo que o Totem ou Urna ficará localizado dentro da loja de exposição do Concurso. A Comissão Organizadora realizará um sorteio entre os votantes presenciais de um presépio que não figurará na exposição.
7.1.2 – Internet - Cada pessoa deverá votar em formulário próprio através do seu CPF, sendo que serão aceitos apenas um voto por CPF.
7.2 – A Loja permanecerá aberta para visitação e contará com um monitor para orientar os visitantes e monitorar os votos durante o horário de funcionamento do Taubaté Shopping.
7.3 – Será sorteado um presépio entre os votantes presenciais.

CAPÍTULO VIII – DO PAGAMENTO DA PREMIAÇÃO 

8.1 – O pagamento da premiação se dará por meio de depósito bancário em conta corrente ou conta poupança informada pelo participante premiado ou por ordem bancária de pagamento.

CAPÍTULO IX – DIREITOS DE IMAGEM E DIVULGAÇÃO 

9.1. – Os candidatos do III Concurso de Presépios do Vale do Paraíba, autorizam no ato da inscrição a divulgar imagens dos presépios participantes, seja em mídia impressa ou digital, pela Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi, Taubaté Shopping, Prefeitura Municipal de Taubaté, Ametista Eventos ou por empresas privadas de comunicação e jornalismo.

CAPÍTULO X – DISPOSIÇÕES FINAIS

10.1 – Todos os presépios participantes, premiados ou não, deverão ser retirados na data da entrega da premiação, em 05/01/2019 no espaço expositivo após evento de encerramento e entrega de certificados.
10.2 – Os presépios recebidos via correio deverão enviar juntamente com as peças declaração de responsabilidade pelas peças enviadas para que possam ser despachadas novamente ao final da exposição.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

ROMA 1968-2018: ARTE SACRA E LUGARES DE CULTO


Roma 1968-2018: arte sacra e lugares de culto
 
De 15 de novembro de 2018 a 16 de novembro de 2018
ROMA
LOCAL: Museus do Vaticano / MAXXI Museu Nacional das Artes do Século XXI
CURADORES: Teresa Calvano, Micol Forti
PROMOVENDO INSTITUIÇÕES:
  • Museus do Vaticano
  • Em colaboração com ANISA (Associação Nacional de Professores de História da Arte) e MAXXI - Museu Nacional das Artes do Século XXI

PRESS RELEASE: 
Em 15 de novembro, 2018, 09:30, na sala de conferências dos Museus do Vaticano, abriu a conferência Teresa Calvano e Micol Forti  Roma 1968-2018: A arte sacra e locais de culto , cujo trabalho vai continuar no dia seguinte, 16 Novembro, no MAXXI - Museu Nacional das Artes do Século XXI. 

Estudiosos da história da arquitetura, da história da arte e da história da Igreja discutirão as questões relativas à arquitetura e arte sacra a partir da relação entre a liturgia e as artes tratadas pelo Concílio Vaticano II (1962-1965). primeira abertura importante da Igreja à arte contemporânea - e seus desenvolvimentos e aplicações subsequentes. 

Para delimitar um tema tão vasto, as novas igrejas construídas em Roma nos últimos cinquenta anos, de 1968 até hoje, foram escolhidas como o fulcro temático da Convenção. Um período de tempo significativamente complexo para a evolução da noção de espaço sagrado, nem sempre trazido aos melhores resultados, mas que testemunha um compromisso e um envolvimento importante, como é documentado por mais de cem edifícios de culto realizados nas novas áreas urbanas da capital. Um outro objetivo é considerar, paralelamente, o que foi alcançado neles com relação à arte sacra e ao mobiliário litúrgico, uma área ainda pouco conhecida, também devido à falta de inventário completo, e pouco considerada pela pesquisa social histórico-crítica. e antropológico. 

Delinear as múltiplas implicações onde se formou, é formado e se desenvolve o "sagrado contemporânea" de uma cidade como Roma, repleta de tensões e conflitos, desenvolvimento social e urbano, temporais e visuais, envolvendo aspectos teóricos e históricos, e faz com que seja necessário reconsiderar a a centralidade de questões como os limites da liberdade de expressão, as restrições de funcionalidade, o papel do mecenato e instituições envolvidas, aspectos devocionais e oração, a formação de artistas e clero, conceitos de estilo, forma, decoração e da ética das imagens. 

A conferência é organizada e promovida pelos Museus do Vaticano, em colaboração com a ANISA (Associação Nacional de Professores de História da Arte) e MAXXI - Museu Nacional das Artes do Século XXI.
 

BAIXAR A PRESSÃO EM PDF
Fonte: Arte.it

terça-feira, 13 de novembro de 2018

No Museu da Misericórdia, exposição ‘Artesãos da Fé’ traz obras em barro de figuras sacras

Mostra acontece desta quinta-feira (8) ao dia 16 de dezembro

Parte da cultura popular do Nordeste, os santeiros são aqueles artesãos que esculpem em barro figuras sacras. E no distrito de Maragogipinho, no Recôncavo baiano, a 58km de Salvador, três destes artistas mantêm essa tradição viva. O talento é tanto que Rozalvo Santanna, João Santanna e Emanoel Ismarques possuem obras espalhadas pelo mundo, já ganharam prêmios e expuseram em outros Estados. E as peças dos artistas terão ainda mais destaque de 8 de novembro a 16 de dezembro, quando estarão expostas no Museu da Misericórdia, da Santa Casa da Bahia, na exposição intitulada 'Artesãos da Fé'.

Foto: Divulgação

"Minhas obras passaram a ser conhecidas, as pessoas procuravam, mas minha produção era pouca. Por causa disso, comecei a ensinar meu irmão [João]. A partir daí, o Instituto Mauá começou a divulgar nosso trabalho e o primeiro concurso que eu ganhei foi um de presépio, lá no Pelourinho", contou o santeiro Rozalvo.

A mostra vai contar com mais de 40 esculturas confeccionadas pelos três artistas. Entre as obras, estão imagens de Santa Bárbara, várias Nossas Senhoras, São Jorge, entre outros santos.


Para a curadora da exposição, Simone Trindade, essa é uma oportunidade de valorizar este tipo de cultura e servirá como uma vitrine para os artistas - as obras expostas poderão ser compradas, com o valor integralmente revertido aos artistas. Quem tiver interesse, também poderá fazer encomendas aos três santeiros.

"Nós não valorizamos o que não conhecemos. Então, essa é uma oportunidade de ter contato com as obras e com os artistas. O Museu da Misericórdia já é um local que é considerado um guardião de memórias e sempre busca fazer esse paralelo com a cultura atual. É isso que será trazido nessa exposição", ressaltou.

Sobre os mestres santeiros


- João Santanna Sobrinho, 50 anos
Nascido e criado em Maragogipinho, é mestre santeiro há mais de 30 anos. É autoditada. Sempre teve habilidade natural para arte, começou a desenhar com sete anos de idade e um dia, ao ver o irmão Rozalvo produzir peças, percebeu que poderia fazer igual. João demora de três a quatro dias para produzir uma peça e afirma ser capaz de entregar qualquer trabalho em até 15 dias. Há oito anos, participou de uma exposição em São Paulo e também já expôs as peças no relógio de São Pedro, em Salvador. Tem fotos de suas obras no livro Santeiros da Bahia.Foto: Divulgação

- Rozalvo Santana, 54 anos

Rozalvo é irmão mais velho de João, que aprendeu o ofício com ele. Rozalvo afirma ter peças vendidas para todo o Brasil e países do exterior. Cinco de suas peças estão expostas no Museu do Catete, no Rio de Janeiro. Rozalvo aprendeu a esculpir os santos em barro sozinho, é um autodidata. Ele mistura os estilos barroco e rococó, o que dá o movimento diferenciado às peças. Venceu um concurso de presépios do IPAC em 1998. Tem fotos de suas obras publicadas no livro Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana.

- Emanoel Ismarques Santos, 43 anos.
Desde criança tem contato com a cerâmica, já que os pais e outros parentes são ceramistas. Mas somente ele se enveredou para a arte sacra. Descobriu que tinha talento quando produziu uma imagem de Nossa Senhora da Conceição e vendeu. Emanoel recebe encomendas do Brasil inteiro. Ele usa mais o estilo barroco em suas obras, o que ajuda a valorizar o movimento.


Serviço:
O que: Exposição Artesãos da Fé
Onde: Museu da Misericórdia – Rua da Misericórdia, 6. Praça da Sé. - Salvador-BA
Quando: 8 de novembro a 16 de dezembro
Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)

Fonte: iBahia
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