sexta-feira, 29 de setembro de 2017

X CONGRESSO INTERNACIONAL DO CEIB

Faltam pouco menos de 30 dias para a realização da décima edição do Congresso Internacional do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira (Ceib). 

Até o dia 30/09 estamos recebendo as inscrições com os seguintes valores: 
SÓCIO TITULAR EM DIA COM A ANUIDADE: R$ 120,00; 
SÓCIO TITULAR (ESTUDANTE) EM DIA COM A ANUIDADE: R$ 90,00; 
NÃO SÓCIO: R$ 160,00 e 
NÃO SÓCIO ESTUDANTE: R$ 120,00. 

Após 01/10/2017 os valores sofrem reajustes. 
O programa já está fechado (veja abaixo).

E informações sobre hospedagem em Salvador-BA, com os hotéis conveniados poderão ser acessados através do link: http://www.ceib.org.br/informes.html


Para quem ainda não fez a inscrição, aguardamos o envio da ficha de inscrição.



Fonte: CEIB

Diocese de Roma anuncia jornadas de formação sobre música e canto sacro

Reconhecendo o incalculável valor que tem a tradição musical na Igreja, a Diocese de Roma, a partir do Departamento de Liturgia, promoverá vários programas formativos em música e canto litúrgico para o novo ano pastoral.

As propostas são uma resposta ao que assinala a constituição conciliar 'Sacrosanctum Concilium' em seu capítulo sexto: "A tradição musical da Igreja universal constitui um tesouro de valor inestimável, que sobressai entre as demais expressões artísticas, principalmente porque o canto sagrado, unido às palavras, constitui uma parte necessária ou integral da Liturgia Solene".




O propósito é o que indicou o Padre Giuseppe Midili, diretor do Departamento de Liturgia do Vicariato de Roma, que foi citado por RomaSette.it: "Nosso trabalho, este ano, quer potencializar a formação litúrgica dos organistas e dos diretores paroquiais".

Por isso, para os responsáveis da música litúrgica nas paróquias e comunidades está se preparando uma série de jornadas que terão uma ou mais vezes por ano. A primeira ocorrerá no dia 27 de janeiro de 2018 com o tema "Os cantos da Missa".

Cada jornada prevê uma parte teórica onde se explicará o rito, a teologia que expressa, sua exigência na ordem musical, as normas, entre outros; assim como a parte prática, quer dizer, que música, quais textos, como se implica a assembleia, o papel do coro e do solista, etc. Todas as lições serão ministradas por especialistas liturgistas e músicos do Vicariato de Roma e do Pontifício Instituto Litúrgico.

Esta primeira jornada, que se desenvolverá das 10h até às 19h15, será dividirá na manhã com a parte teórica aprofundada sobre o canto segundo a 'Sacrosanctum Concilium' e 'Lumen Gentium', e de acordo com o Ordenamento Geral do Missal Romano. A tarde será marcada pela prática abordando os cantos antigos e modernos, a relação do texto com a melodia, e os cantos para a liturgia.

Proclamar a Palavra de Deus na Liturgia


Além do canto e a música sacra, o Departamento de Liturgia do Vicariato da Diocese de Roma prepara um curso sobre Palavra que leva por título "Proclamar a Palavra de Deus na Liturgia", que se desenvolverá através de diversos encontros a partir de 23 de janeiro até 08 de maio.

O objetivo, como sublinha o Padre Midili, é o de "dar voz à Palavra de Deus que dirige ao seu povo, através do serviço do ministro: para uma tarefa tão alta é necessário à preparação específica de base e cuidada".

O programa também compreende uma parte teórica para aprofundar nos fundamentos teológicos da Liturgia da Palavra desde textos bíblicos fundamentais; no ministério do leitor e sua importância, sobre o lecionário e seus elementos fundamentais, assim como o lugar que ocupa a Liturgia da Palavra, quer dizer o ambão, o evangeliário, entre outros.

Também haverá uma parte prática sobre o adequado uso da voz, as técnicas de respiração, a pronunciação, e como se faz a leitura dos textos litúrgicos.

De acordo com o Padre Midili, estas propostas do Departamento de Liturgia buscam fortalecer o acompanhamento dos párocos em "seu precioso trabalho de formação dos operadores paroquiais". (EPC)

Fonte: Gaudium Press

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

I Congresso Nacional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural


Divulgação do I Congresso Nacional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT-Cuiabá) e o CICOP-Brasil convidam profissionais e alunos de graduação para o “I Congresso Nacional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural: Fronteiras do Patrimônio”. 

Pela primeira vez a UFMT vai sediar um congresso de nível nacional relativo ao assunto da preservação do patrimônio cultural. Trata-se de uma oportunidade de reunir especialistas sobre o assunto nesta universidade, de fomentar o debate regional - além do nacional - e de dar visibilidade ao patrimônio cultural desta vasta região que, embora já reconhecido pelo Iphan, ainda é pouco difundido em nível nacional.

Em resumo, o congresso irá discutir limites e fronteiras – subjetivas e físicas -, possibilidades, experiências e o futuro da salvaguarda do patrimônio cultural no Brasil, seja para fortalecer identidades, como também favorecer uma visibilidade mais democrática do patrimônio de regiões fronteiriças e distantes dos centros de maior visibilidade do país. Salientamos ainda que em 2017 se comemora o 80º. aniversário do Iphan, ocasião propícia para ampliar, no território e no tempo, os debates sobre a salvaguarda do patrimônio cultural.

Serão abordados os modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

Linha Temática 01 – Patrimônio Como Política: gestão, políticas e programas públicos e ações privadas.
Linha Temática 02 – Patrimônio Como Paisagem: paisagens culturais e lugares de memória; patrimônio imaterial e a ressignificação da paisagem.
Linha Temática 03 – Patrimônio Como Projeto: projetos ou considerações sobre restauro, conservação, reabilitação ou requalificação do espaço urbano e do edifício.

PALESTRANTES
Profª. Drª Beatriz Piccollotto Siqueira Bueno, Universidade de São Paulo, Brasil
Prof. Dalmo Vieira Filho, Universidade Federal de Santa Catarina
Profª. Drª Iris Kantor, Universidade de São Paulo, Departamento de História, SP
Profª. Drª. Lia Motta, Iphan, Copedoc/DAF/RJ
Prof. Dr. Nivaldo Vieira de Andrade Junior, Universidade Federal da Bahia
Profª. Drª. Rosio Fernandez Baca Salcedo (UNESP, CICOP Brasil)
Profª. Vera Baggetti e Zuleica de Arruda (profissionais estudiosas especialistas na cultura da região de Mato Grosso)

Título
I Congresso Nacional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural

Tipo
Evento

Website
https://cicop2017ufmt.wixsite.com/cicop

Organizadores
Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso (FAET-UFMT) e o Centro Internacional para a Conservação do Patrimônio (CICOP/Brasil)

De
03 de Outubro de 2017, 09:00

Até
07 de Outubro de 2017, 21:00

Onde
Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT)

Endereço
Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 2367 - Bairro Boa Esperança. Cuiabá - MT

Fonte:Arch Daily

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Lançamento: Em homenagem aos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, Pólen Livros lança “Nossas Senhoras do Brasil”


HVL/Creative Commons

Lançamento livro: Nossa Senhora do Brasil

O livro-guia ilustrado reúne as principais igrejas dedicadas a Maria nas capitais brasileiras e arredores, além das histórias e orações de 33 representações da Mãe de Jesus

Viagens motivadas pela fé sempre fizeram parte do universo cristão. No Brasil, a prática de peregrinações e romarias é realizada há séculos e está na essência da consolidação do catolicismo no país. Em 2017, o jubileu de 300 anos da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba (SP) vem despertando ainda mais essa devoção nos fiéis. Este livro-guia de fé e turismo às Nossas Senhoras do Brasil vem enfatizar a força emocional que a Mãe de Jesus desperta no imaginário popular brasileiro.


Nossas Senhoras do Brasil (Pólen Livros) destaca a história da Padroeira do Brasil e de seu principal templo, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a maior basílica do mundo dedicada a Maria, Mãe de Deus.

Em mais de 50 igrejas marianas presentes nas capitais brasileiras e em santuários de forte movimento de peregrinação, a publicação apresenta aspectos devocionais nas orações e histórias de 33 representações de Nossas Senhoras em todo o país. Mas também aguça o interesse ecumênico ao abordar detalhes arquitetônicos, informações históricas e curiosidades sobre as igrejas.

Lançamento

O lançamento oficial do livro-guia “Nossas Senhoras do Brasil” aconteceu no dia 21 de setembro de 2017, no Museu de Arte Sacra de São Paulo, dentro da abertura da exposição “300 anos de Devoção Popular”, com curadoria de Cesar Augusto Bustamante Maia e Fabio Magalhães.

A autora

Alexandra Gonsalez é jornalista e escritora, e já atuou nas principais revistas e guias de turismo do Brasil. Integra o grupo interdisciplinar de pesquisa Mídia, Religião e Cultura (MIRE) que busca compreender a presença da religião nos processos comunicacionais midiáticos na inter-relação com as práticas culturais contemporâneas no Brasil, ligado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo.

Nossas Senhoras do Brasil, de Alexandra Gonsalez

192 páginas coloridas
Formato: 13 x 20 cm


Está à venda na Livraria Vozes do Centro de Apoio ao Romeiro e também pelo site: www.polenlivros.com.br




Fonte: PÓLEN LIVROS

Confessionário barroco da Catedral de Bérgamo: Arte que evangeliza

A Catedral de Santo Alessandro em Bérgamo, Itália, contêm um tesouro de arte sacra que manifesta a riqueza do patrimônio de Fé e beleza da Igreja, um legado que se pode expressar até o último detalhe. Em um artigo para o 'New Liturgical Movement', seu editor-chefe, Gregory DiPippo, tratou sobre os diferentes aspectos da obra, elaborada pelo artista Andrea Fantoni em 1705 a pedido do Cônego Penitenciário Padre Giovan Pietro Mazza.



"O verdadeiro propósito da arte sacra, como o da boa teologia, não é dizer algo sobre Deus, mas ser um meio através do qual o fiel pode participar nas realidades significadas pela obra, finalmente insertar-nos na ação contínua do Mistério de Cristo", expôs DiPippo. "Ante o mundo misterioso e simbólico dos Sacramentos, o cristão está chamado a penetrar em seu sentido interior com a ajuda da graça e os mestres espirituais". Cristo se mantêm presente, oculto nos Sacramentos, e o trabalho dos fiéis é descobri-lo ali, a partir de onde o convoca a salvação.

As ricas talhas do confessionário são coroadas por uma imagem de Deus Pai que desce entre as nuvens com os braços abertos com a vista para baixo, sobre o recinto no qual se celebra o Sacramento da Penitência. Imediatamente debaixo da figura de Deus se revela um oval em baixo relevo que representa a cena da entrega das chaves do Céu à São Pedro a mesma altura de quatro figuras que representam as quatro virtudes do confessor: Misericórdia, Sabedoria, Mansidão e Discrição.

O recinto do sacerdote está cheio de simbolismo: A porta está belamente decorada com a cena da ressurreição do filho da viúva de Naím que representa o que sucede na alma do penitente, enquanto que o interior mostra a Moisés fazendo sair água da rocha - uma imagem da misericórdia de Deus que flui através da rocha que é Cristo. Dois painéis cobrem o rosto do sacerdote enquanto confessa, um com um anjo que representa a justiça, e outro com uma figura feminina que representa a Misericórdia. Sobre os reclinatórios dos fiéis se mostram em um dos lados a imagem da Santíssima Virgem Dolorosa e a de Santa Maria Madalena, enquanto que no outro se mostra a Flagelação do Senhor e a figura de Santa Margarita de Cortona.

A obra de arte foi destacada como "um material excelente sobre o qual os educadores poderia basear um curso sobre catequese sobre os mistérios do Sacramento da Penitência". A arte ajuda não apenas a aprender os conteúdos mas a compreender como fazê-los parte de sua vida. "Esta é a essência da vida cristã, e é precisamente o que a arte sacra tenta fazer: incitar-nos a configurar-nos à forma através das formas, e fazer-nos recipientes adequados do Espírito Santo". (EPC)



Fonte: Gaudium Press

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Imagem da Padroeira da Bolívia é entronizada nos Jardins Vaticanos

Os fiéis bolivianos têm um motivo de alegria: um mosaico em mármore de Nossa Senhora de Copacabana, sua Padroeira, foi entronizado nos Jardins Vaticanos.



O ato de bênção foi presidido às 11h30 pelo Cardeal Giuseppe Bertello, Governador do Estado da Cidade do Vaticano, com a presença dos Bispos Bolivianos, que por estes dias se encontram na Cidade Eterna por ocasião da visita 'Ad Limina Apostolorum'. Também esteve presente o embaixador boliviano diante da Santa Sé, Julio César Caballero.

Justamente a gestão para que a venerada imagem da padroeira dos bolivianos estivesse presente no Vaticano, veio da mesma Embaixada da Bolívia diante da Santa Sé.

O embaixador boliviano indicou que a imagem de Nossa Senhora de Copacabana "é uma bela obra de arte sacra (...) primorosamente elaborada na antiga técnica do mosaico italiano, marcada no mármore com detalhes que evocam ao seu Santuário no povoado de Copacabana, Bolívia, às margens do lago Titicaca, o mais alto do mundo".

A história da imagem original é antiga, já que se remonta aos tempos da colônia espanhola quando os dominicanos, que evangelizavam nesta região, encarregaram a elaboração de uma imagem de Nossa Senhora da Candelária; que foi belamente talhada em madeira por Francisco Tito Yupanqui, grande devoto à Nossa Senhora, com grande arte em suas mãos, além de ser descendente direto dos reis incas.

O indígena talhou em madeira a imagem que depois foi levada em procissão até Copacabana, onde permanece hoje e oferece inumeráveis graças ao povo boliviano.

"Esta imagem com a invocação mariana foi nomeada como Nossa Senhora de Copacabana cujo altar se encontra no município do mesmo nome no departamento de La Paz. É uma expressão de Fé do povo boliviano que a reconhece como padroeira da Bolívia", disse Julio César Caballero.

Para o embaixador da Bolívia, a presença de Nossa Senhora de Copacabana no Vaticano tem um grande significado espiritual para seu país, onde se venera com diversas expressões de Fé. Assinalou também que a imagem demonstra "a riqueza cultural do sincretismo religioso".

E é que Nossa Senhora foi talhada belamente em madeira de maguey, toda ela laminada em ouro e levando roupagens cujas cores representam uma princesa inca. Mede cerca de um metro e meio e em seu braço direito sustenta ao Menino Jesus, também talhado em madeira, que por sua vez sustenta uma cesta com pombas. (EPC)


Fonte: Gaudium Press

Santo Ofício Conservação e Restauro




HISTÓRIA

Ricardo Pereira Moreira e Tailana Suelen Janoski, como anunciado na mídia, foram os restauradores contratados para fazer o restauro artístico interno da Igreja do Senhor Bom Jesus do Portão em Curitiba - PR entregue em março de 2017. Fato que os tornou mais conhecidos e reconhecidos por seu encantador e aplaudido trabalho de restauro respeitando a arte, as pessoas e sobretudo, o sagrado.

São formados em História e Artes Visuais respectivamente, também em Conservação e Restauro na Fundação de Arte de Ouro Preto – FAOP em Minas Gerais. Trabalham juntos desde 2012, e seus currículos iniciaram com obras em Ouro Preto e Tiradentes-MG.

O trabalho destes artistas abrange a obra em sua totalidade, no que se refere a restauro de bens móveis e integrados. Preocupados com seu compromisso com a Arte e a História, escrevem:
"Nosso trabalho abrange a preservação do riquíssimo patrimônio material brasileiro, definindo sempre os princípios básicos de estabilidade, reversibilidade, compatibilidade, mínima intervenção e integridade. Nos colocamos à disposição, para unirmos nossas forças no árduo e prazeroso trabalho de preservar, conservar e restaurar a nossa maior herança: a nossa cultura pincelada nas telas, impressa nos papéis e entalhada no passado. Um legado para gerações que apreciam a arte do presente e respirarão o poder da arte para o futuro."








Contato:

(41) 99268-9472

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

VI Seminário da ACCR "Conservação e Restauração do Patrimônio Cultural Recente"









VI SEMINÁRIO DA ACCR - I ENCONTRO DE CONSERVADORES E RESTAURADORES DA REGIÃO SUL



PALESTRAS/ENCONTRO

Programação:
24 de outubro - Cinema/Auditório – Centro Integrado de Cultura - CIC

8:30 – 9:00 - Entrega de material e credenciamento
09:00 - 09:15 - Abertura do VI Seminário da ACCR
09:15 - 10:15 – Palestra I: Características construtivas da Arquitetura Moderna e critérios para intervenção de restauro - Arq. Esp. Jorge Eduardo Lucena Tinoco
10:15 - 11:15 - Palestra II: Arquitetura Moderna em Santa Catarina: Patrimônio Recente - Prof. Dr. Luiz Eduardo Fontoura Teixeira – UFSC
11:15 - 12:00 – Palestra III: Restauro e Requalificação do Pavilhão das Culturas Brasileiras – Parque do Ibirapuera, São Paulo. Eng. Maria Aparecida Soukef Nasser
12:00 - 14:00 - Intervalo almoço
14:00 - 14:20 - Breve histórico da ACOR-RS e sua atuação no Rio Grande do Sul - Arq. Mariana Wertheimer – Presidente ACOR-RS
14:20 - 14:40 - A atuação da Arco-IT no estado do Paraná – Esp. Oriete Cavagnari - Presidente Arco-IT
14:40 - 15:00 - A ACCR e a valorização do profissional da conservação e restauração em Santa Catarina - Arq. Suzane Albers Araujo – Presidente ACCR
15:00 - 15:20 - Perspectivas na regulamentação da profissão do conservador-restaurador de bens culturais – Prof. Dra. Maria Luisa Ramos de Oliveira Soares
15:20 - 15:45 – Mesa Redonda sobre a profissão do conservador-restaurador de bens culturais no Brasil
15:45 - 16:00 - Coffee Break
16:00 - 17:00 - Palestra IV: A natureza finita dos plásticos e desafios na conservação de polímeros sintéticos e semi-sintéticos em coleções - Dra. Patrícia Schossler
17:00 - 17:30 - Comunicação I
17:30 - 18:00 - Comunicação II
18:00 – Confraternização

INSCRIÇÕES - Preencher o Documento em Google Doc - link: goo.gl/BHkqOt

COMUNICAÇÕES
Prazo para envio: até 29 de setembro de 2017
Divulgação dos selecionados: 13 de outubro de 2017

Serão aceitos trabalhos enviados para serem apresentados no evento na forma de Comunicação. Download Templete: link: http://accr.org.br/downloads/comunicacao.docx

Após o preenchimento do Templete com o resumo da Comunicação, enviar para o E- mail: contato@accr.org.br

Obs.: É necessário copiar os links acima e colar em seu navegador para acessar os documentos.

OFICINAS / VIVÊNCIAS PROFISSIONAIS

1 – “Arquitetura Moderna: sistemas construtivos e patologias”
Ministrante: Arq. Esp. Jorge Eduardo Lucena Tinoco

Ementa:
- Aspectos materiais e técnicos da arquitetura moderna
- Comportamento dos materiais e sistemas construtivos na arquitetura moderna
- Processos de deterioração e procedimentos de intervenção

Vagas limitadas

2 – “Conservação de Plásticos em Instituições Culturais”
Ministrante: Dra. Patrícia Schossler

Ementa:
Apresentar o atual estado de conhecimento relacionado á identificação, degradação e conservação de plásticos em coleções museológicas. Como exemplos práticos serão apresentados estudos de caso envolvendo obras de instituições do MASC.

Vagas limitadas

Data: 25 a 26 de outubro
Horário: das 8:00 às 18:00 (com intervalo para almoço)
Local: Oficinas de Arte - CIC
Carga horária: 16 horas

Taxa de inscrição Oficinas: R$ 150, 00 - não associados e R$ 75, 00 - associados da ACCR

Inscrições para as oficinas até 30/09/2017.
As inscrições podem ser feitas pelo link: goo.gl/BHkqOt.

Divulgação para os selecionados das oficinas: 03/10/2017.

________________________________

MAIORES INFORMAÇÕES:
contato@accr.org.br
www.accr.org.br

Fone: (48)3664 2617

LOCAL:
Centro Integrado de Cultura - CIC
Av. Irineu Bornhausen, 5600
Agronômica, Florianópolis

Fonte: ACCR - Associação Catarinense de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais

domingo, 24 de setembro de 2017

Museu Sacro São José de Ribamar (CE) completa 50 anos com programação cultural, exposição, apresentações musicais e oficinas




Tombado pelo Estado em 1983, o Museu Sacro São José de Ribamar é pioneiro na Arte Sacra no Ceará e abriga acervo com obras datadas dos séculos XVII , XVIII e XIX, com uma diversidade de imagens de santos e de anjos, objetos das procissões religiosas, parâmetros litúrgicos, missais etc, totalizando cerca de 1.400 peças, muitas de notório valor artístico e cultural, que nos remetem ao barroco colonial cearense.

Inaugurado em 27 de setembro de 1967, pelo padre José Hélio Paiva, o Museu de Arte Sacra São José de Ribamar, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), completa neste mês 50 anos de uma história que se confunde com a nossa, uma vez que Aquiraz, cidade em que está localizado, foi a “primeira capital” cearense (à época “Vila São José de Ribamar”).

Reconhecendo a contribuição histórica do Museu para o Estado e comemorando os seus 50 anos, o equipamento receberá no próximo dia 29/9, sexta-feira, a partir das 9h, a 7ª edição do Circuito UFC-Arte. Esta é uma realização da Secretaria de Cultura Artística da UFC (Secult-Arte/UFC), desenvolvida em parceria com a Secult. A atividade comemorativa contará com uma extensa programação que contempla oficinas, apresentações musicais e espetáculo de dança. Todos os artistas e professores envolvidos fazem parte dos projetos do Bolsa Arte da Secult-Arte/UFC.

As oficinas de músicas ocorrerão em dois momentos. No turno da manhã, às 10 horas, quando será realizada a Oficina de Técnica Vocal e Canto Coral, ministrada por Gabriel Sintra e Andrey Barbosa. À tarde, a partir das 13 horas, será a vez da Oficina de Prática Compartilhada em Instrumentos de Sopro: realizada pela Banda Sinfônica, ministrada pelo professor Filipe Ximenes. As duas atividades ocorrerão na sala itinerante, no anexo do museu. As inscrições para as oficinas estarão abertas até o dia 27 de setembro, e podem ser feitas através dos formulários disponíveis no site da UFC. Os alunos participantes das oficinas receberão certificados.

O Circuito UFC-Arte conta ainda com uma programação cultural da qual participam as atrações artísticas Grupo Caninha Verde, 4 em foco, Coral do ICA, o Coletivo Danças Urbanas da UFC e a Oficina de Prática Compartilhada em Banda Sinfônica, que ocorrerá no entorno do museu, a partir das 16 horas.


O CIRCUITO UFC-ARTE

O Circuito UFC-Arte desenvolve ao longo do ano letivo uma série de eventos artísticos e culturais que tem como objetivo contribuir para a ampliação do acesso às diversas produções e expressões artísticas realizadas pelos alunos integrantes do Programa de Promoção da Cultura Artística (PPCA). Dessa forma, o Circuito UFC-Arte busca cooperar com a fruição da cultura no estado do Ceará e, consequentemente, com a formação de plateia.

Inaugurado em 27 de setembro de 1967 pelo padre José Hélio Paiva, o Museu de Arte Sacra São José de Ribamar é pioneiro na arte sacra no estado. Sua história se confunde com a nossa, já que Aquiraz foi a “primeira capital” cearense (à época “Vila São José de Ribamar”).

Com obras datadas dos séculos XVII , XVIII e XIX, alusivas à fé do povo cearense, o museu conta com um acervo de mais de 1.400 peças, entre imagens sacras, objetos de procissão, parâmetros litúrgicos, oratórios, alfaias e missais, sendo parte dessas obras deixadas pelos padres jesuítas no Ceará desde o fim do século XVIII.


:. INSCRIÇÕES PARA AS OFICINAS:

Oficina de Técnica Vocal e Canto Coral | 10h | Sala Itinerante do Museu Sacro São José do Ribamar (Aquiraz)


Nessa oficina iremos trabalhar com aspectos teóricos e práticos da técnica vocal voltada para o canto em grupo. Na parte teórica falando um pouco de aspectos fisiológicos da técnica vocal usada para estética coral, e na parte prática através de vocalizes que façam com que o aluno perceba em seu próprio corpo como funciona a técnica. Como repertório adotaremos uso de cânones para que eles compreendam melhor como é o funcionamento do coral e das várias vozes soando ao mesmo tempo e como cada uma delas se completa dentro de cada música.


-> Professores: Gabriel Moura Loiola Dias e Marcos Andrey Barbosa de Sousa.

-> Período de inscrições: 12 a 27 de setembro.

-> Exigências para participação: Ter no mínimo 16 anos.

-> Realização: Dia 29 de setembro (sexta-feira) | 10 horas | Museu Sacro São José do Ribamar (Sala Itinerante)

-> Duração: 2 horas.

-> Formulário de Inscrição: https://goo.gl/MjNcQs

Obs: Inscrição sujeita a limite de vagas. A confirmação será enviada por e-mail.

Oficina de Prática Compartilhada em Instrumentos de Sopro: Banda Sinfônica | 13h | Sala Itinerante do Museu Sacro São José do Ribamar (Aquiraz)

A ​oficina será ministrada pelo professor Filipe Ximenes, do Curso de Licenciatura em Música da UFC. Nesta oficina temos como objetivo possibilitar meios para o desenvolvimento de uma prática musical compartilhada, além disso apresentaremos uma estruturação musical de Banda Sinfônica buscando entender a relação entre os instrumentos. O repertório estudado durante a oficina apresenta uma possibilidade pedagógica que poderá contribuir com a formação de outros grupos a partir das reflexões fomentadas no contexto desta vivência.

-> Professor: Filipe Ximenes

-> Período de inscrições: 12 a 27 de setembro.

-> Exigências para participação: Levar instrumento musical, estante para a partitura e ter alguma experiência com o instrumento.

-> Realização: Dia 29 de setembro (sexta-feira) | 13 horas | Museu Sacro São José do Ribamar (Sala Itinerante)

-> Duração: 3 horas.

-> Formulário de Inscrição: https://goo.gl/rMq1rY

Obs: Inscrição sujeita a limite de vagas. A confirmação será enviada por e-mail.

Link do evento no Facebook: https://goo.gl/q6wpgo

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Exposição: "Devoção"



Mãe e filha, artistas do Vale do Paraíba vão expor suas peças, na primeira mostra do espaço de arte da Catioca em Jacareí - SP

Fonte: Ludmila Saharov

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A beleza acelera nosso amor.

Por Ir. Joseph Martin Hagan, OP 

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A beleza acelera nosso amor. Agita o coração para se fazer feliz. E adora o sacrifício uma vez que pensou insuportável. Apenas pergunte aos pais de uma criança pequena se um sorriso ilumina o cansaço do turno da meia-noite?

Mas quando a beleza falha, o que vai nos fazer amar? Se estamos sofrendo uma doença, enxergando nossas falhas, encontramo-nos na solidão, ou mesmo vendo um ente querido sofrer, a hora escura exige de nós um maior amor. No entanto, tal escuridão rouba a beleza que nos impulsiona. Em tempos feios, o amor é possível?

A feiura do mundo atingiu seu ápice no Calvário. Lá Jesus assumiu todos os nossos pecados e toda a nossa escuridão. O mal dos homens eclipsou a glória de Cristo. Para o olho mortal, a beleza de Cristo desapareceu. "Ele não tinha nenhuma forma ou beleza que devêssemos olhar para ele, e nenhuma beleza que desejássemos vê-la" (53: 2). E vinte séculos não ajudaram a nossa visão de Cristo Crucificado. Para a maioria, um crucifixo é comum ou bruto. Respondemos com desrespeito ou culpa.

Mas o amor não falhou no Calvário, nem a beleza. Como Ele redimiu o mundo, Jesus também nos ofereceu um presente inesperado. Naquela hora escura, Jesus nos deu algo bonito. Ele nos deu alguém bonito. Ele nos confiou a Maria: "Eis a tua mãe". Em meio a sua agonia interior, Nossa Senhora das Dores se tornou nossa mãe. À sombra da Cruz, ela estava radiante. E até hoje, sua beleza agita o coração do pecador.

Nossos ótimos artistas tentaram retratar essa beleza. Em sua obra-prima, o Pietá , Michelangelo esculpiu uma imagem cativante de Nossa Senhora das Dores. Seu rosto é quente, macio e jovem. Ela traz uma expressão de tristeza impulsionada pela esperança.



Na sua Lamentação sobre o Cristo morto, Fra Angelico pintou Nossa Senhora contemplando o rosto de seu Filho. Seu olhar amoroso irradia seu eterno amor e adoração.



A beleza de Maria manifesta seu amor, um amor que só cresceu no Calvário. Seu amor nos faz pecadores ao amor infinito e salvador de Jesus, assim como a lua declara que o sol escondido ainda resplandece. O mundo vê Cristo Crucificado como uma causa de desrespeito ou culpa, mas Maria nos ensina a ver mais fundo, a ver Sua beleza. Ela nos acena: "Venha aqui, meu filho. Veja Aquele que te amou até o fim. Meu Filho perdoa e cura você. Ele o chama de amigo. Veja a Sua beleza e ame-o. Ele estará com você, mesmo na hora mais escura. Não tenha medo de segui-lo.

Ao contrário da beleza terrena, a beleza de Jesus e Maria nunca nos falha. Quando nosso caminho leva ao Calvário, sua beleza acelera nosso amor. Levando a cruz, vamos cantar com o salmista:


Ao atravessarem o Vale amargo,
eles fazem dele um lugar de nascentes.
A chuva do outono cobre com bênçãos.
Eles caminham com força cada vez maior,
verão o deus dos deuses em Sião. (Salmo 84: 7-8)



Imagem: Pe. Lawrence Lew, OP, Nossa Senhora das Dores (Usado com permissão)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Chamada para o Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro



Chamada para o Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro, desenvolvido pelo CECI, com a aprovação do Pleno do Departamento de Arquitetura e Urbanismo e do Conselho do Departamental do Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Veja em www.ceci-br.org

Fonte: Prof. Jorge Tinoco

Colorimetria para Conservação e Restauração em Bens Móveis e Imóveis


O Museu de Arte Sacra de São Paulo promove curso básico em Colorimetria para Conservação e Restauração em Bens Móveis e Imóveis

DOCENTE

Profª Esp. Marcia Cristina de Almeida Corso (Titina Corso) - licenciada em pedagogia e artes plásticas com poética híbrida, tem na sua formação artística a escola clássica de pintura e escultura. É pedagoga especialista em pesquisa educacional pela arte em conceito patrimonial na linha transdisciplinar atuando também como professora de conservação e restauração de bens móveis e imóveis.

Traz em sua bagagem premiações no cenário nacional e internacional. Possui algumas de suas obras em acervos museológicos importantes, a exemplo do Museu Nacional de Brasília, Museu do Vaticano, Museu Maria Fontinha, Université de Poitiers, Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e Bienais Nacionais

A COR: sensação provocada pela luz que reflete nos objetos em seus aspectos colorimétricos e matéria através dos nossos olhos, é um dos elementos mais significativos e importantes nas artes plásticas na construção da volumetria dos objetos, se apresentando numa infinidade de variedades em seus aspectos e espectros.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Compreender a cor em sua amplitude física e artística.
• Relacionar a cor com o contexto artístico do período relacionado.
• Elaborar pranchas de estudo de cores.
• Desenvolver pranchas com intervenções em elemento neutro, trattegio e pontilhismo, bem como reintegração cromática, por meio da utilização das diferentes técnicas, procedimentos e elementos formais da linguagem colorimétrica.

1ª etapa
• Estudo dos espectros colorimétricos na construção de círculos cromáticos com o auxílio de pantones, círculos cromáticos impressos e folhas gráficas impressas.
• Identificação de palhetas básicas opacas e transparentes, composição de veladuras e sombras coloridas.
• Exercícios: construção de planilhas colorimétricas e lacunas de reintegração.
• Verificação na diversidade de materiais para reintegração cromática;
• Definição de técnica a ser utilizada na reintegração. (pontilhismo, trattegio ou elemento neutro);
• Representar, em folha de papel sulfite A4 e cartão, por meio de colagem e pintura, as intervenções a serem realizadas.

2ª etapa
Os alunos farão execução de um projeto de intervenção numa obra preparada para essa finalidade.
O aluno deverá trazer: 1 pincel roliço 3/0 sintético ou marta; 1 pincel roliço 0 sintético ou de marta; 1 pincel chato nro 6 ponei ou marta; 1 kit de guache (pode variar a marca e pode ser em kit pronto) com as cores: amarelo cádmio médio, azul ultramar, vermelho cádmio, branco, preto, azul da prússia, carmim e amarelo indiano.

Período: 4/11/18 de outubro e 1/8/22/29 de novembro e 6 dezembro de 2017
Horário – das 18h30 às 20h30
Carga horária: 16hs
Valor: R$ 500,00 a vista – R$ 550,00 (duas vezes)
Vagas limitadas
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43
No final do curso o aluno receberá o certificado.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Pontificio Istituto Ambrosiano di Musica Sacra



PIAMS






O que é?

O Instituto Pontifício Ambrosiano de Música Sacra (PIAMS) é um centro de estudos acadêmicos com finalidades científicas, didáticas e pastorais na órbita litúrgico-musical, que da particular atenção ao rito e ao canto ambrosianos.
O Instituto, criado em 1931 pelo beato cardeal A.I. Schuster, arcebispo de Milão, e erigido canonicamente pela Santa Sede em 1940, se configura atualmente - em modo análogo ao Instituto Pontifício de Música Sacra de Roma, com o qual está associado - como Instituto "ad instar facultatis" e está habilitado a outorgar licenciaturas com valor acadêmico.
Através da produção científica e da docência das assinaturas litúrgico-musicais, o PIAMS quer promover o conhecimento, o crescimento e a difusão da liturgia e da música sacra, e a formação de músicos eclesiásticos e de futuros professores e responsáveis na órbita litúrgico-musical.


«Temos entrado em um novo milênio, e a Igreja está totalmente comprometida na obra de uma nova evangelização. Que não falte vossa contribuição nesta vasta ação missionária. A cada um de vós se pede um estudo acadêmico rigoroso e uma atenção constante com a liturgia e a pastoral. A vós, professores  e alunos, se pede que valorizem ao máximo vossos dons artísticos, conservando e promovendo o estudo e a prática da música e do canto em todos os âmbitos e com os instrumentos que o concílio Vaticano II indicou como privilegiados ».

(João Paulo II, Discurso no Instituto Pontíficio de Música Sacra)
Roma, 19 de janeiro de 2001




«A aplicação das orientações do Concílio Vaticano II sobre a renovação da música sacra e do canto litúrgico - em particular os coros, nas capelas musicais e nas Scholas cantorum - exige hoje uma sólida formação dos pastores e dos fiéis no âmbito cultural, espiritual, litúrgico e musical. Requer também uma reflexão profunda para definir os critérios de constituição e difusão de um repertório de qualidade, que permita a expressão musical servir de maneira adequada a seu último fim, que é "à gloria de Deus e a santificação dos fiéis"».

(João Paulo II, Discurso aos participantes do Congresso de Música sacra)
Roma, 27 de janeiro de 2001




«Eu quisera que esta celebração fosse o começo de um novo caminho também para nós. Um caminho que veja em primeiro lugar a liturgia ambrosiana, não só fielmente celebrada, mas também compreendida e vivida em sua espiritualidade e nos seus símbolos, transmitida com fidelidade a novas gerações e ao mesmo tempo renovada com criatividade, para que expresse a vivacidade de nossa Igreja particular na sinfonia de todas as formas litúrgicas da Igreja universal.».

(C.M. Martini, homília durante a celebração eucarística no rito ambrosiano)
Roma, 4 de novembro de 2001

Endereço: 

Corso Garibaldi, 116
I - 20121 MILANO
Tel: +39 02.89406400
Fax: +39 02.89406400


***

Inscrições para o Ano acadêmico 2017/2018

No site se pode consultar os cursos disponíveis e efetuar a inscrição.
Inscrições até dia 30 de setembro.

Para informações contate a Secretaria:
(+39 0289406400 - email: segreteria@unipiams.org).

Fonte: PIAMS

domingo, 17 de setembro de 2017

300 Anos de Devoção Popular


Duração:
21 setembro 2017 - 19 novembro 2017

MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO PROMOVE EXPOSIÇÕES EM HOMENAGEM AOS 300 ANOS DE DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA

"300 Anos de Devoção Popular" conta, por meio de esculturas, ex-votos e uma linha do tempo, a história dos 3 séculos que se passaram desde a descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, exibe "300 Anos de Devoção Popular", em parceria com o Museu Nossa Senhora Aparecida – Santuário Nacional de Aparecida e curadoria de Cesar Augusto Bustamante Maia e Fabio Magalhães. Composta por 137 obras - esculturas, ex-votos e objetos em diversos suportes -, a mostra homenageia os três séculos de devoção à Nossa Senhora Aparecida.

A cada ano, milhões de peregrinos caminham rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. Recorrem à padroeira do Brasil para lhe falarem de suas angústias, aflições, ou para expressar suas alegrias, esperanças e agradecimentos por graças alcançadas. "A mãe de Jesus, a Senhora da Conceição Aparecida, continua a ser o 'grande sinal', colocado por Deus no céu e na terra para o consolo dos seus filhos e para a certeza de que o mal não terá a última palavra sobre a vida dos homens e sua história", comenta o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo.

A mostra "300 Anos de Devoção Popular" traz como destaques duas esculturas da santa – uma com manto e outra sem - feitas por Francisco Ferreira – Chico Santeiro, o primeiro escultor a produzir uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, além de 10 ex-votos que são mantidos na Sala das Promessas, no Santuário. Uma linha do tempo conta toda a história desde 1717, quando a imagem foi encontrada, passando pela primeira capela no Porto Itaguaçu (1740), a doação da coroa de ouro pela Princesa Isabel (1884), a proclamação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil (1931), o início da construção da Basílica Nova (1955), até o jubileu de 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora, que é comemorado neste ano de 2017, entre outros acontecimentos no decorrer do tempo.

Nas palavras de José Carlos Marçal de Barros, Diretor Executivo do MAS/SP: "Com a colaboração, imprescindível, do Museu de Nossa Senhora Aparecida, o Museu de Arte Sacra de São Paulo apresenta uma mostra, de pouco mais de uma centenas delas que simbolizam a força da fé de nossa população naquela que, ao longo de 300 anos, conforta a alma deste povo devoto".


Sobre a descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida

Em outubro de 1717, três humildes pescadores receberam a incumbência de buscar peixes para o Conde de Assumar, governador da capitania de São Paulo e das Minas Gerais. Depois de tanto navegar e sem êxito na pescaria, os três trabalhadores do povoado do Itaguaçu lançaram pela última vez as suas redes, quando notaram que uma delas pesava - para surpresa dos pescadores, surgia do fundo do rio um corpo de imagem, o qual foi recolhido com respeito e veneração. Em outro lançamento da rede, pescaram a cabeça. Corpo e cabeça da imagem da Imaculada Conceição, devotamente chamada Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Após o encontro da imagem, as redes se encheram de peixes e, com este milagre, se dá início aos 300 anos de devoção à Santa padroeira do Brasil. Nas palavras de Cesar Augusto Bustamante Maia: "Surgida das águas, símbolo do Batismo cristão, abraçou o Brasil de norte a sul, congregando milhões de devotos que peregrinam em busca de colo materno: consolo, graça, milagre e gratidão".

Exposição: “300 Anos de Devoção”
Curadoria: Cesar Augusto Bustamante Maia e Fabio Magalhães
Abertura: 21 de setembro de 2017, quinta-feira, às 11h
Período: 22 de setembro a 19 de novembro de 2017
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)
Tel.: 11 3326-5393 – agendamento / educativo para visitas monitoradas
Horário: de terça-feira a domingo, das 9 às 17h (bilheteria das 9 às 16h30)
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes e idosos pagam meia); grátis aos sábados
Técnicas: Diversas
Número de obras: 137

Fonte:
Museu de Arte Sacra de São Paulo

sábado, 16 de setembro de 2017

11ª Primavera dos Museus celebra os 40 anos do Museu de Arte Sacra de Pernambuco


Postado por Anna Beatriz

A Arquidiocese de Olinda e Recife e o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe) promovem em parceria com a Fundarpe, a 11ª Primavera dos Museus, programação que marca os 40 anos do Maspe e oferece mesa redonda, oficinas e exposição, de 19 a 24/09, na sede do museu, no Alto da Sé, em Olinda. As atividades incluem: mesa redonda 40 anos Maspe (20/09, 19h), exposição de pinturas Olinda Judaica (de 19 a 24/09), oficina de pinturas naïf para crianças a partir de 07 anos de idade (22/09, 14h), oficina de relaxamento (23/09, 09h) e oficina de Literatura de Cordel (23/09, 14h).

De acordo com o diretor do museu, padre Rinaldo Pereira, as atividades são abertas ao público em geral e também se dirigem aos especialistas em arte sacra, restauração e conservação do patrimônio histórico. A mesa redonda, intitulada 40 anos de Maspe, traz como palestrantes os professores Jorge Tinoco, José Luiz da Mota Menezes e Irineu Marinho, antigo gestor do museu.

No período de 19 a 24/09 (à tarde), o público poderá conferir nos jardins do Maspe a exposição de pinturas estilo naïf, do artista plástico Onildo Moreno, intitulada Olinda Judaica. O mesmo artista plástico será o facilitador da oficina de pinturas naïf para crianças a partir de 07 anos de idade (22/09, 14h). No dia 23/09 (a partir das 14h), acontecerá o lançamento do Cordel 40 anos de Maspe e a oficina de Literatura de Cordel, facilitada pelo Esperantivo e projeto Versalizando Imagens. No turno da manhã, às 9h, acontece a oficina de relaxamento, com o facilitador Gustavo Cauás.

As inscrições são gratuitas. O Maspe localiza-se na rua Bispo Coutinho, 276, Alto da Sé, Olinda. Informações: 3184-3154.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Miniaturas Góticas

Por DAVID CLAYTON




Mostramos algo que pode ser uma inspiração para os artistas de hoje: esculturas talhadas em miniatura do século XV, que teriam sido usadas como imagens sagradas devocionais pessoais.
As cenas dentro são a entrada em Jerusalém e o Cristo que leva a sua cruz.
Este mostra o Caminho do Calvário e a Crucifixão.
Eles são fascinantes para ver, e não se pode deixar de se maravilhar com a habilidade dos escultores de madeira que criaram esses objetos, eles também podem ser algo que poderíamos ter hoje. Estamos acostumados a crucifixos em miniatura, mas por que não um pequeno de ícone de bolso ou modelos para nos inspirar enquanto rezamos a Liturgia das Horas 'no casco'?
Estes estão em uma exposição de esculturas góticas de arte devocional que está percorrendo os Estados Unidos e está atualmente na Galeria de Arte de Ontário em Toronto. A exposição viajará para Nova York e Amsterdã após a parada de Toronto; Você pode ver mais dessas miniaturas no site que anuncia a exposição .

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Conferência de Arte Sacra em Chicago (EUA)

texto de CHARLES COLE


Em 29 de outubro, a Catholic Art Guild, uma comunidade de artistas com sede em Chicago, organizará uma conferência histórica que reunirá os principais filósofos e artistas para redescobrir o poder da beleza no mundo moderno.

A conferência, intitulada "Beleza e a Restauração do Sagrado" (Beauty the restoration of the sacred), contará com o filósofo inglês Sir Roger Scruton, conhecido pelo documentário da BBC "Why Beauty Matters", bem como pelo arquiteto Duncan Stroik, pelo artista clássico Anthony Visco e pelo historiador de arte e educador Denis McNamara.

A conferência inovadora abre com uma Missa Solemne com música coral renacentista no esplendor barroco da histórica igreja de São João Cantius de Chicago , uma paróquia conhecida por trazer a beleza ao culto cristão.

As apresentações e discussões da conferência terão lugar no The Drake Hotel, seguido de um elegante banquete, serviço de vinho, que culminou em uma discussão estimulante.

"A beleza foi tão denigrida na cultura de hoje como resultado do pensamento utilitário prevalente. Esta, infelizmente, relega aqueles com dons artísticos para a periferia ou pior, diz-lhes os seus dons são inúteis", diz a organizadora e Presidente do Catholic Art Guild,  Kathleen Carr, ‘Esperamos que esta conferência faça brilhar uma luz sobre a necessidade de beleza no mundo de hoje.’

Todos visuais Artistas, designers, arquitetos, educadores de arte e amantes da arte são bem-vindos. Ingressos e mais informações podem ser encontrados em www.CatholicArtGuild.org

domingo, 10 de setembro de 2017

VI COLÓQUIO INTERNACIONAL HISTÓRIA DA ARTE



Apresentação do Colóquio
O VI COLÓQUIO INTERNACIONAL HISTÓRIA DA ARTE: Imagem Ilusionista – Imagem Perspéctica: Pintura e arquitetura do Tempo Colonial - Manuel da Costa Ataíde e sua pintura ilusionista, busca refletir sobre as manifestações artísticas, culturais e metodológicas da obra de arte entre os séculos XVI e XX na Europa e na América, evidenciando a pintura ilusionista, análise sobre a representação perspéctica e arquitetônica, como ainda estudos específicos sobre a tratadística entre o Renascimento e o Rococó.

A edição 2017, deste evento que é bianual,  se realizará em Mariana (MG) entre os dias 27 e 29 de Outubro de 2017 e discutirá ainda, a produção artística de Manuel da Costa Ataíde, pintor marianense do século XVIII/XIX e importante expoente da pintura em perspectiva do período colonial em Minas Gerais.

Dessa forma, pretende-se reunir neste Colóquio, pesquisadores e especialistas, com o propósito de:
 - Aprofundar discussões atuais no campo da História da Arte e da história da ciência;
 - Desenvolver novas metodologias de pesquisa;
 - Desenvolver novas formulações teóricas;
 - Realizar trabalhos conjuntos e promover o intercâmbio entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros;
 - Organizar publicação futuras para o campo da História da Arte e da Ciência;

Chamada de Trabalhos para o VI Colóquio História da Arte: De 05/09/2017 a 16/10/2017

Fonte e inscrições: Coloquio Perspectiva

sábado, 9 de setembro de 2017

PALESTRA: A CATEDRAL DA SÉ E A NOÇÃO DE "ESCOLA DE ARTE" NO SÉCULO XX.



Com o crescimento da cidade de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva quer uma nova catedral que seja um "escola de arte", ou seja, que sirva de modelo para a cidade e que signifique progresso. Dessa maneira, Maximilian Emil Hehl é contratado para fazer a planta da grande catedral, seguindo a linguagem neogótica. A presente palestra visa discutir os significados da construção dentro da cidade de São Paulo, durante o período da Romanização.

Palestrante: KARIN PHILIPPOV
23 de setembro, sábado, das 15hs às 17h30
Investimento: R$ 45,00

Local: Auditório da Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509, 2º andar. Estacionamento conveniado: Rua Manoel da Nóbrega, 88 ou 95.

Formas de pagamento:
PagSeguro ou Depósito/transferência bancária: Santander ag. 4779 c/c 01027512-7 HADJULIEN CPF 076555268-00, (comprovante para cursos@lentecultural.com.br)

A inscrição será efetivada após a confirmação do pagamento.

Faça aqui sua inscrição!

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Conheça a Palestrante: Karin Philippov (aqui)



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Santa Luzia (MG) – Campanha quer arrecadar dinheiro para reforma do Mosteiro de Macaúbas

Monjas abrem campanha para arrecadar recursos e recuperar a parte interna do monumento, afetada por cupins e rede elétrica obsoleta, entre outros problemas.


Construído no início do século 18, o mosteiro impressiona pelas dimensões e conservação externa, apesar dos problemas na parte interna. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do patrimônio brasileiro pede ajuda para preservar mais de três séculos de história. Será lançada na próxima terça-feira a campanha Abrace Macaúbas, iniciativa com objetivo de garantir recursos para obras de manutenção do Mosteiro de Macaúbas, localizado em Santa Luzia, na Grande BH. Cupim nas madeiras, parte elétrica obsoleta, buraco no piso e degradação de outros pontos põem em risco a construção de 11,5 mil metros quadrados tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) e Prefeitura de Santa Luzia. A solenidade, na Sala Capitular do mosteiro, às 10h, terá a presença do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, da madre Maria Imaculada de Jesus Hóstia e das monjas da Ordem da Imaculada Conceição e de autoridades do patrimônio.

O presidente da Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia, Adalberto Mateus, destaca a importância da construção do início do século 18, às margens do Rio das Velhas. “Macaúbas é uma das mais importantes edificações coloniais do interior do país e a única de Minas com características de convento. Em tempos de discussão sobre o protagonismo das mulheres na sociedade, vale destacar que sempre foi um território feminino por excelência, por ter sido recolhimento, colégio e depois mosteiro”, diz Adalberto. A associação integra a comissão responsável pela captação de recursos, que tem ainda o Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte. Em 1962, o arquiteto do Iphan, Paulo Thedim Barreto, ressaltou: “Trata-se de um conjunto do maior interesse histórico e arquitetônico (…) Pelo seu vulto, grandeza e destino, é edifício digno de apreço”.

Na manhã de ontem, a abadessa Maria Imaculada de Jesus Hóstia, que chama o mosteiro de “casa de Nossa Senhora”, mostrou os lugares de maior preocupação, entre eles o “coro baixo”, na capela de Nossa Senhora da Conceição, aberta todos os dias a moradores e visitantes para missas das 7h e, aos domingos, na acolhida da tradicional celebração das 10h30 com um coral da região. Ajudando a arrastar um banco, ela mostrou o rombo no piso de madeira. E falou da sua confiança e esperança no sucesso da campanha: “Aqui não é um lugar de luxo, mas de muita história de Minas e do Brasil. A parte elétrica já foi condenada pelo Corpo de Bombeiros. Tenho certeza que muitos vão colaborar”.

Urgência. Há três anos, a abadessa comandou uma grande campanha para a compra das latas de tinta que deram vida nova ao azul colonial das portas e janelas e branco das paredes com um metro e meio de largura e prepararam o mosteiro para a festa do tricentenário. Acompanhando a visita, Adalberto disse que “quem vê cara não vê coração”. Traduzindo: “Macaúbas impressiona pelas dimensões e conservação externa, mas, por dentro, precisa de reforma imediata de todo o sistema elétrico, descupinização, enfim, de obra de restauro. Apesar da boa aparência, tem problemas gravíssimos”.


A abadessa Maria Imaculada e a irmã Maria de São Miguel mostram buraco no piso do convento. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Basta olhar para o madeirame e ver a necessidade urgente de conservação do prédio que abrigou uma das primeiras escolas femininas das Gerais. Em alguns cantos, os cupins deixaram seu rastro em montinhos de madeira devorada, enquanto, ao pisar as tábuas corridas, ouve-se o estalo de perigo. O forro da capela, pintado no início do século 19, por Joaquim Gonçalves da Rocha, de Sabará, também demanda ação urgente para não sair de cena. Os olhos atentos vão descobrir gambiarra de fios, colunas com perdas de reboco, buracos em madeiras, como se fosse um queijo suíço e outros sinais de deterioração. “Vamos conseguir o dinheiro. Deus está conosco”, repete a abadessa ao lado da irmã Maria de São Miguel. Logo depois, ao meio-dia, ouvem-se as vozes das religiosas entoando os cânticos na “hora sexta”.

Recolhimento. Conhecer o Convento de Macaúbas, como é carinhosamente chamado, representa experiência única: ali estão freiras, roseiras para fazer vinho, muitas orações e trabalho duro. Na entrada principal, onde se lê a palavra clausura, vê-se em destaque a pintura de um personagem fundamental nesta história tricentenária: o eremita Félix da Costa, que veio da cidade de Penedo (AL), em 1708, pelo Rio São Francisco, na companhia de irmãos e sobrinhos. Demorou três anos para chegar a Santa Luzia, onde construiu uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, de quem era devoto. Mas, antes disso, bem no encontro das águas do Velho Chico com o Rio das Velhas, na Barra do Guaicuí, em Várzea da Palma, Região Norte do estado, ele teve a visão de um monge com hábito branco, escapulário, manto azul e chapéu caído nas costas. Conforme o relato da madre superiora, “ele se viu ali” e “foi o ponto de partida para a fundação do Recolhimento de Macaúbas”.

No século 18, quando as ordens religiosas estavam proibidas de se instalar nas regiões de mineração por ordem da Coroa portuguesa, para que o ouro e os diamantes não fossem desviados para a Igreja, havia apenas dois recolhimentos femininos em Minas: além de Macaúbas, em Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha. Conforme os estudos, tais espaços recebiam mulheres de várias origens, as quais podiam solicitar reclusão definitiva ou passageira. Havia, portanto, uma complexidade e diversidade de tipos de reclusas, devido à falta de estabelecimentos específicos para suprir as necessidades delas. Assim, os locais abrigavam meninas e mulheres adultas, órfãs, pensionistas, devotas, algumas que se estabeleciam temporariamente, para “guardar a honra”, enquanto maridos e pais estavam ausentes da colônia, ou ainda como refúgio para aquelas consideradas desonradas pela sociedade da época.


Cupins corroem a madeira de colunas do mosteiro. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

No período do recolhimento, Macaúbas recebeu figuras ilustres, como as filhas da escrava alforriada Chica da Silva, que vivia com o contratador de diamantes João Fernandes. A casa na qual Chica se hospedava fica ao lado do convento. Como parte do pagamento do dote das filhas, Fernandes mandou construir, entre 1767 e 1768, a chamada Ala do Serro, com mirante e 10 celas (quartos para as religiosas). Em 1770, o mestre de campo Ignácio Correa Pamplona assinou contrato para construir a ala da direita da sacristia (Retiro), igualmente dividida em celas. A construção tem ainda as alas da Imaculada Conceição, Félix da Costa (a mais antiga) e a de Santa Beatriz, onde se encontra o noviciado do mosteiro.

Em 1847, foi instalado oficialmente em Macaúbas um colégio feminino, com orientação dos padres do Caraça. Novos tempos chegaram em 1933, quando a escola foi desativada e instalado o mosteiro, hoje com 14 freiras.


Degradação põe em risco pontos como um altar atrás do qual já se percebe deslocamento que pode levar à sua queda. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Serviço

Para participar e fazer doações
de qualquer quantia
Campanha Abrace Macaúbas
Caixa Econômica Federal – Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição Macaúbas – Agência: 1066 – Operação 013
Conta poupança: 75.403/4 – CNPJ: 19.538.388/0001-07
Informações no site: abracemacaubas.com.br

Livro conta história de freira

Durante a cerimônia de lançamento da campanha Abrace Macaúbas/300 anos de história/Um abraço para as novas gerações, na terça-feira, às 10h, no Mosteiro de Macaúbas, em Santa Luzia, na Grande BH, o promotor de Justiça da comarca, Marcos Paulo de Souza Miranda, vai apresentar seu livro Irmã Germana – A exilada de Macaúbas, que conta a história da religiosa Germana Maria da Purificação batizada em 1782 na Capela de Nossa Senhora de Nazaré, em Morro Vermelho, em Caeté, e que ingressou em 1843 em Macaúbas, onde ficou até 1856. A “fama de santa” de Germana, que teria o poder de levitar e apresentava sinais da crucificação na sexta-feira da paixão, atraiu as atenções até do cientista francês Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853), que registrou suas impressões, conforme Souza Miranda, num livro publicado na França em 1833. Os valores obtidos com a venda do livro serão destinados à Campanha Abrace Macaúbas.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas
Fonte: Defender

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Peça sacra de quase 300 anos é levada de templo em Carandaí (MG)

Imagem de Nossa Senhora das Dores foi esculpida em 1724. Tudo indica que o crime tenha ocorrido no último sábado. Este é o quarto furto do ano em Minas.


Imagem de Nossa Senhora das Dores foi esculpida em 1724. Foto: Divulgação/Acervo Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Carandaí

O patrimônio cultural de Minas sofre um nove golpe – o quarto furto este ano. No fim de semana, foi levada da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Carandaí, na Região Central, a imagem de Nossa Senhora das Dores, esculpida em 1724 e com 60 centímetros de altura. Segundo o coordenador do Conselho Comunitário e Pastoral da Comunidade Matriz, Márcio Moreira, tudo indica que o crime tenha ocorrido no sábado, já que a peça foi vista pela última vez, durante a limpeza, no dia anterior. O objeto sacro ficava num altar na Capela do Santíssimo.

A ocorrência policial foi feita na terça-feira de manhã, já que o furto foi notado na véspera, à noite. “Um grupo de orações, que se reúne todas as segundas, estava passando atrás da capela, quando viu no chão o manto azul-escuro da santa. Foi então que soubemos do roubo”, disse Márcio. Ele ressaltou que se trata de uma imagem de roca, tendo, portanto, apenas a parte superior de madeira.

O coordenador informou que não há sinais evidentes de arrombamento no templo, que não dispõe de sistema de segurança, como câmeras ou alarmes, a não ser grade na frente e tranca nas portas e janelas. “Encontramos apenas um vidro da janela quebrado, cerca de 10 centímetros quadrados. Acreditamos que a pessoa passou a mão por ali a fim de abrir a porta. De todo jeito, não encontramos nada desarrumado”, afirmou.

Outra surpresa para os moradores de Carandaí, explicou Márcio, é que o ladrão levou apenas a imagem de Nossa Senhora das Dores. “Havia outros bens nos altares, como imagens e ostensório (custódia para a hóstia consagrada). Certamente, a pessoa sabia se tratar de uma peça valiosa”, afirmou o coordenador.

O templo, vinculado à Paróquia de Santana e também à Arquidiocese de Mariana, não é tombado pelo patrimônio histórico. Porém, a imagem tem grande importância histórica e espiritual em Carandaí desde 1726, quando foi erigida a Ermida de Nossa Senhora das Dores, em propriedade do capitão Manoel Gonçalves Viana.

Falhas. O número de ocorrências de furtos e arrombamentos caiu em Minas, mas os ladrões não dão trégua, aproveitando falhas na vigilância para levar imagens, sinos, objetos de ornamentação, castiçais e até pedaços de altares. De acordo com a Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), foram registrados, este ano, furtos de objetos sacros de igrejas de Oliveira, na Região Centro-Oeste, Lavras, no Sul, e no distrito de Miguel Burnier, em Ouro Preto, na Região Central.

Este ano, a campanha em Minas para resgate de bens desaparecidos de igrejas, capelas e museus completa 14 anos e está em busca de 730 peças sacras dos acervos históricos, conforme último levantamento da CPPC. O MPMG mantém o blog (patrimoniocultural.blog.br) com um banco de dado atualizado constantemente.

Para denunciar

MP de Minas Gerais
E-mail: cppc@mpmg.mp.br
Telefone (31) 3250-4620
Correspondência: Rua Timbiras,
2.941, Bairro Barro Preto, BH-MG.
CEP 30.140-062

Iphan
Site: www.iphan.gov.br
Telefones: (61) 2024-6342/
6355/6370
E-mails: depam@iphan.gov.br,
cgbm@iphan.gov.br e
faleconosco@iphan.gov.br

Iepha/MG
Site: www.iepha.mg.gov.br
Telefones: (31) 3235-2812/2813

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas
Fonte: Defender

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Uma Restauração controversa que afasta o passado

Por BENJAMIN RAMM


A estátua anteriormente venerada como a Madonna negra tornou-se branca na restauração da Catedral de Chartres. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times


CHARTRES, França - O peregrino não encontrou o que estava procurando. Quando criança, Patrice Bertrand ouviu sua mãe contar detalhes de sua visita ao santuário da famosa Madonna Negra da Catedral de Chartres, a 60 milhas a sudoeste de Paris. Agora, o Sr. Bertrand, 41, de Nantes, estava seguindo seus passos. Mas ele ficou perplexo com o que descobriu: "A estátua que eu vim ver não está mais aqui", disse ele. A Madonna negra tornou-se branca.

A decisão de remover, o que uma placa na catedral chama de "revestimento antiestético", do ícone de madeira do século 16 passou a simbolizar a transformação contestada de Chartres, que passou por uma década de restauração. Por quase 500 anos, os peregrinos adoraram o rosto sombrio da Virgem, e acumulou o tipo de moeda mítica integral para o culto católico. Para alguns críticos, o repintado apagou uma memória cultural de um edifício que seus restauradores dizem que estão salvando.


A Madonna Negra com a Criança na Catedral de Chartres, quando apareceu em 2013. Crédito Elena Dijour / Shutterstock

Agora, o interior da catedral é desprovido de andaimes pela primeira vez em uma década, e o impacto total de um projeto pode ser visto. Esta é a sua renovação mais substancial desde que Chartres foi reconstruído entre 1194 e 1225. Nos 800 anos que se seguiram, o edifício mudou quase que o reconhecimento, já que a fumaça das velas acesas, lâmpadas de óleo e incêndios escureceu as paredes, as estátuas (incluindo a Madonna) e os requintados vitrais.

A restauração visa não apenas limpar e manter a estrutura, mas também oferecer uma visão sobre o que a catedral teria parecido no século 13. Seu interior foi projetado para ser uma visão radiante, tão perto do céu na terra como um peregrino pode vir, embora muitos visitantes modernos tenham respondido mais com choque do que com admiração. O crítico de arquitetura Martin Filler descreveu o projeto como uma "escandalosa profanação de um lugar sagrado cultural".


O contraste entre as secções restauradas e intocadas da catedral é rígido. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times

À medida que a extensão da restauração se tornou visível, críticos de arte, curadores e historiadores discutiram seus méritos em publicações na França, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Uma petição ao ministério francês da cultura procurou deter o projeto. A campanha afirmou que a restauração viola a Carta de Veneza de 1964, que proíbe a renovação de monumentos ou locais históricos para fins estéticos e não estruturais.

Em um estágio do debate, o arquiteto que supervisionou as principais etapas da restauração, Patrice Calvel, respondeu à crítica do projeto, afirmando: "Sou muito democrático, mas o público não é competente para julgar".


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Os visitantes da catedral olham para o teto restaurado acima. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times

As inscrições no livro do visitante da catedral sugerem descontentamento público em sua abordagem, chamando-o de "arrogante" e "kitsch".

Anne Marie Woods, uma guia na catedral, disse que há fortes argumentos acadêmicos a favor da restauração. As investigações arqueológicas que começaram na década de 1980 demonstraram que o que pareceu ser uma pedra aparente foi, de fato, um acréscimo de sujeira que escondeu caindo em declínio e duas camadas de tinta, disse ela.foto


A catedral é a peça central da cidade de Chartres, a 60 milhas a sudoeste de Paris. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times

A Sra. Woods enfatizou que o que parecia "falso" para alguns é, de fato, fiel ao original. As colonetas brancas ósseas e os blocos-chave do tecto multicolor podem parecer chatos, mas eram aspectos da catedral medieval (juntamente com opulentas cortinas de parede e estátuas de portal pintadas em cores vivas). No entanto, não temos olhos medievais, e não podemos ver o mundo como peregrinos da época.

Leila A. Amineddoleh, advogada de patrimônio cultural que patrocinou a petição "Save Chartres Cathedral", disse que, acrescentando "um casaco brilhante, parte da restauração cria a impressão de que a catedral é nova".foto


A restauração não diminuiu a devoção de alguns visitantes. Crédito Roberto Frankenberg para The New York Times

Mas o Prof. Jeffrey F. Hamburger, um historiador de arte medieval em Harvard, disse que "não há motivo para ser nostálgico ou romântico sobre a sujeira". A associação de edifícios góticos com "escuridão escura e obscura" é "fundamentalmente equivocada" ele disse; eles não são "monumentos de melancolia".

A restauração procura reconstituir um templo da luz, para desafiar a percepção popular do abatimento gótico. Mas ao fazê-lo, levanta uma questão intrigante: o que acontece quando nossos pressupostos herdados sobre o passado entraram em contato com camadas de mitos acumulados?

Depois, há algumas inconsistências na restauração medieval: a catedral tem iluminação elétrica (embora o interior mais brilhante realmente minimize a necessidade de luz artificial), o pavimento de pedra elegante mas irregular permanece sem tratamento e a abside possui mármore barroco restaurado. É um desafio identificar em que ponto uma inovação é consagrada na tradição e qual versão de Chartres deve ser conservada.

A Unesco descreve as 176 janelas da catedral como "um museu de vitrais" que garante sua própria tonalidade: bleu de Chartres (uma combinação de cobalto e manganês). As poucas janelas restantes não limpas agora servem como propaganda para a restauração dos outros, que foram limpas de sujeira e liberadas de tiras de liderança improvisada.

Os críticos do projeto argumentaram que o aumento da luz ambiente, refletindo sobre as superfícies pintadas, diminui o impacto do vitral. (Escrevendo no jornal Le Figaro, o crítico de arte Adrien Goetz comparou isso com "assistir a um filme em um cinema onde eles não apagaram as luzes".) A Prof. Madeline H. Caviness, dos American Friends of Chartres, diz que as cores intensas realmente se complementam - as paredes de luz tornam as janelas mais luminosas. Em um dia nublado, a interação entre os dois aumenta a legibilidade do vitral - cada janela conta sua própria narrativa bíblica -, mas em um dia brilhante, a intensidade da luz pode dificultar a visão.

O impacto da restauração é particularmente notável porque as paredes do transepto, no centro da catedral, ainda não foram limpas. Suas janelas de rosas brilham como gemas na escuridão, semelhante ao efeito no contemporâneo gótico da catedral, Notre-Dame de Paris.

Esta semana, o arcebispo de Paris apelou por US $ 119 milhões para a restauração urgente para manter o exterior de Notre-Dame. Sua estrutura de pedra está desmoronando e suas gárgulas estão danificadas, mas o custo dos reparos vai muito além do orçamento anual de US $ 2,4 milhões atribuído pelo governo francês. Embora o andaime interior de Chartres tenha caído, esta é apenas uma medida temporária. Em 2019, a renovação dos transeptos começará finalmente. A restauração de US $ 18,5 milhões está sendo executada aproximadamente três anos atrasados, em parte como resultado de insuficiências de financiamento.

Nós não conhecemos os nomes daqueles que planejaram e construíram a catedral em Chartres, "esta uma glória anônima de todas as coisas, essa rica floresta de pedra", como Orson Welles o chamou em seu filme "F for Fake". Agora, também, a Madonna Negra é uma lembrança: a loja de presentes vende apenas um cartão postal de seu rosto pálido, rosado, como se estivesse corando. Para ilustrar a complexidade da controvérsia, deve-se notar que a estátua foi encomendada como uma cópia de Madonna, muito admirada anteriormente. O nome dela? Notre-Dame la Blanche - Nossa Senhora a Branca.

Uma versão deste artigo aparece em impressão em 2 de setembro de 2017, na página C1 da edição de Nova York com o título: qual passado devemos preservar?

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