sexta-feira, 26 de maio de 2017

Ciclo "Aprender a ler a arte sacra": Alfaias e paramentos. Os objetos ao serviço de Liturgia

«O ciclo formativo “Aprender a ler a Arte Sacra” é um projeto promovido pela Comissão Diocesana de Arte Sacra de Setúbal que pretende proporcionar a um público geral uma melhor compreensão da diversidade e da essência da Arte Cristã.»

Nesta última sessão da iniciativa «serão elencadas e analisadas as principais tipologias de alfaias e paramentos litúrgicos utilizados no âmbito do culto católico, abordando a sua origem e funcionalidade litúrgica bem como a sua evolução histórica e estilística.

Se é um facto que uma parte significativa das obras-primas das artes da ourivesaria e da paramentaria são de matriz religiosa, torna-se sobretudo fundamental, para além da sua compreensão artística, melhor perceber a funcionalidade e simbologia que deu origem a tais objetos» (Comissão de Arte Sacra da diocese de Setúbal).


Intervenção: Artur Goulart de Melo Borges, coordenador do Inventário do Património Cultural Móvel da Arquidiocese de Évora


Data: 27.5.2017
Hora: 10h00
Local: Setúbal, igreja de S. Sebastião

Observações: A participação é gratuita mediante inscrição prévia para artesacra@diocese-setubal.pt ou 265 539 941 (de terça a sexta-feira, das 14h30 às 16h30). Elementos para inscrição: Nome, idade, profissão, paróquia, diocese, contacto (endereço eletrónico ou telemóvel)
Mais informações: Comissão Diocesana de Arte Sacral

Fonte: SNPC

Instituto Gregoriano de Lisboa assinala 40 anos com ciclo de concertos






O Instituto Gregoriano de Lisboa (IGL), que estuda e pratica «toda a música da área dita erudita, desde a Idade Média até à dos dias de hoje», iniciou a 5 de maio um ciclo de concertos para assinalar os 40 anos de vida.

A iniciativa «tem por finalidade mostrar um pouco do trabalho realizado» na escola pública de ensino artístico especializado da música», refere uma nota de imprensa enviada hoje ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

«Com este ciclo procurou-se ilustrar um pouco do passado e da atualidade do IGL, razão pela qual os músicos intervenientes são ex-alunos e atuais e antigos professores» da instituição.

O repertório «percorre toda a história da música - da Idade Média ao século XX -, e as formações incluem desde Coro Gregoriano com Órgão a Canto e Piano, passando por diversos agrupamentos de Música de Câmara, abrangendo todos os instrumentos leccionados no IGL», explica o mesmo texto.

Os organizadores salientam, entre os concertos (cujo programa se encontra no fim deste artigo), aquele que está agendado para 7 de maio, às 16h00, na igreja de Nossa Senhora de Fátima.

«O destaque vai para o Canto Gregoriano e para o Órgão, instrumento historicamente relacionado com o Canto Gregoriano, ambos elementos centrais na missão educativa da escola, desde a sua fundação», explica o Instituto.

Na ocasião o Coro Gregoriano de Lisboa, dirigido por Armando Possante, interpretará as seguintes obras, "In Honorem Beatae Mariae Virginis": "Introitus: Rorate caeli", "Kyrie IX" (em alternância).

O programa prossegue com "Gloria IX", "Graduale: Diffusa est gratia", "Alleluia: Specie tua", "Offertorium: Ave Maria", "Sanctus IX", "Agnus Dei IX" e "Communio: Diffusa est gratia", sendo acompanhado pelo organista António Esteireiro, que improvisará sobre os temas das peças cantadas.

A constituição "Sacrosanctum Concilium", que o Concílio Vaticano (1962-1965) II dedicou à liturgia, observa que «a Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano», pelo que este terá «na ação litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar».

O IGL, «tomando o Canto Gregoriano como base essencial de toda a cultura musical do Ocidente, destina-se à formação de elementos que, no sector do ensino, da investigação e da execução profissional, contribuam para a elevação do nível artístico e científico no domínio da música em Portugal», lê-se na página da instituição.



História

O IGL, que propõe cursos preparatórios, básicos e secundários de canto gregoriano, cravo, flauta de bisel, órgão, piano, viola de arco, violino e violoncelo, teve como antecedente o Centro de Estudos Gregorianos, criado em 1953 «como uma estrutura de investigação do Instituto de Alta Cultura, e que se destinava a formar investigadores, cantores, organistas e chefes de coro».

Em 1976 o Centro de Estudos Gregorianos foi convertido em estabelecimento de ensino público, passando a designar-se Instituto Gregoriano de Lisboa, com a faculdade de ministrar cursos de nível geral e superior, visando a investigação e o ensino na área da sua especialidade.

Em 1983, «com a extinção dos cursos superiores dos conservatórios, fundaram-se as Escolas Superiores de Música em Lisboa e no Porto, transformando-se então o IGL. numa escola vocacional de música, de ensino básico e secundário», enquanto que os seus cursos superiores transitaram para a Escola Superior de Música de Lisboa, onde se formaria um Departamento de Estudos Superiores Gregorianos.



Formação

A formação «inclui desde os primeiros passos uma intensa atividade artística que se concretiza nas inúmeras audições, concertos e recitais realizados nas instalações da escola e outros locais», com a finalidade de «pôr os jovens em contacto com as condições reais de exercício de uma profissão artística», ao mesmo tempo que se proporciona ao público «a oportunidade de ouvir obras da mais elevada qualidade musical».

O Instituto é «uma escola secundária vocacional especializada do ensino da música que possui planos de estudos próprios, integrando em todos os seus cursos secundários a disciplina de Canto Gregoriano e disciplinas a ela associadas: Educação Vocal, Latim e Modalidade».

«No curso de Canto Gregoriano o plano de estudos inclui em todos os níveis a disciplina de Teclado (que o aluno pode optar por frequentar em Órgão, Piano ou Cravo), a qual tem programas próprios e diferentes das classes de instrumento.»










fonte: SNPC
Publicado em 24.04.2017


Instituto Gregoriano de Lisboa


IX Encuentro Internacional sobre Barroco











IX ENCUENTRO INTERNACIONAL SOBRE BARROCO

“Paisaje y Naturaleza “

14 al 18 de noviembre, 2017

Buenos Aires – Argentina


La Universidad de Buenos Aires y la Fundación Visión Cultural, convocan para los días 14 al 17 de noviembre de 2017, en la ciudad de Buenos Aires – Argentina al IX Encuentro Internacional sobre el Barroco, con el tema “Paisaje y Naturaleza”.

Antecedentes


En diciembre de 2002 se realizó en la ciudad de Santa Cruz de la Sierra (Bolivia) el I E n c u e n t r o I n t e r n a c i o n a l s o b r e e l B a r r o c o A n d i n o , que contó con la presencia de especialistas de diferentes países. Se logró reunir investigaciones en torno a la diversidad del barroco, con el objetivo de generar, en la población y especialmente en las instituciones locales, un espacio de diálogos comunes, de integración y participación, en una acogida consciente del propio patrimonio cultural. En octubre de 2003 tuvo lugar el II Encuentro, con sede en la ciudad de Sucre (Bolivia), con el tema El Barroco y las fuentes de la Diversidad Cultural , logrando congregar también a destacados estudiosos del ámbito internacional.

En el año 2005 se realizó en la ciudad de La Paz (Bolivia) el III Encuentro Internacional, en el que se dio preferencia a temas en torno al tema Manierismo y transición al Barroco . La versión del año 2007 estuvo dedicada a La Fiesta . Participaron especialistas de Europa y América, además de contar con grupos de música barroca de diferentes países. Se realizó en la ciudad de La Paz. El año 2009 se realizó el Encuentro con el tema Entre cielos e infiernos , con la participación de especialistas de 16 países. También en esta ocasión se complementó la actividad con presencia y actuación de grupos de música. Se desarrolló en la ciudad de La Paz.

El año 2011 se llevó a cabo el Encuentro, con el tema La i magen del Poder , en la ciudad de Santa Cruz de la Sierra (Bolivia), con la participación de 40 conferencistas de Europa y América, grupos de música, exposiciones y talleres. El año 2013, el Encuentro sale de Bolivia para realizarse en la ciudad de Arica-Chile, entre Fundación Visión ´cultural y Fundación Altiplano.

El tema que guió este Encuentro fue “Migraciones y Rutas del Barroco”. Motivó a la participación de 60 especialistas de Argentina, Bolivia, Brasil, Canadá, Colombia, Chile, España, Italia, México, Perú, Polonia, Suiza y Venezuela. Se llevaron a cabo, además, 5 talleres temáticos, 5 conciertos de grupos de Bolivia, Chile y Peru y 3 exposiciones artísticas. El 2015, el Encuentro se realizó en la ciudad de Arequipa – Perú, entre Fundación Visión Cultural junto a la Universidad Santa María y Universidad San Pablo de Arequipa, contando con más de 50 especialistas, grupos de música barroca, teatro y exposiciones. IX Encuentro Internacional sobre el Barroco 2017 El año 2017, el Encuentro, que se realizará en la ciudad de Buenos Aires-Argentina, será ocasión para reflexionar y contribuir a la valorización de la riqueza del patrimonio cultural tangible e intangible de los siglos XVII y XVIII, con proyecciones al siglo XXI.

Reunirá a especialistas de diferentes países de América y Europa que presentarán sus últimas investigaciones en los campos.

Paisaje y Naturaleza


La época barroca está caracterizada por una cultura que define un estilo que se manifiesta en el sentir y en el expresarse de los creadores artísticos, de los intelectuales y de la misma población que recibe y dispone de sus productos culturales. El barroco es una posición ante el mundo. Es un modo de vida que incluye diversos aspectos de la vida social, desde lo material a lo inmaterial, desde el pensar hasta lo real, desde lo imaginario hasta la fantasía.

Esta cultura barroca ha producido una serie de códigos que han sido plasmados en obras realizadas a partir de las distintas disciplinas, a través de elementos que coadyuvan al desarrollo de este periodo tan activo en la producción artística, arquitectónica, literaria, musical y teatral, especialmente relacionada con la religión, marcando procesos de producción diversa, que hoy en día se constituyen en elementos del patrimonio cultural de las naciones. Elementos identitarios que coadyuvan al sentido de pertenencia a la revalorización y al resignificado de los bienes culturales.

El paisaje barroco articula territorio y naturaleza en una síntesis de representaciones que marcan y cobran sentido en las composiciones y en la construcción figurada de este periodo y estilo. Paisaje natural y paisaje urbano se funden en una síntesis que define el estilo artístico y la misma cultura, plasmando distintas formas, desde la realista hasta los inspirados oníricamente o los relacionados exclusivamente a la imaginación.

No se trata solamente de los escenarios que constituyen el contexto de muchas figuraciones pictóricas, importantes para dar sentido al espacio y al tiempo, sino del sentido mismo que la producción artística toda propone, donde el mundo se compone armónicamente para expresar su contenido, mediatizada por la cultura barroca, en general, y por los interés artístico y político de sus productores en particular. Los distintos elementos de la naturaleza en el barroco se tornan en códigos o símbolos complementarios, en gran parte provenientes de Europa, pero también muchos otros producidos por las culturas locales, indígenas o criollas, determinando finalmente procesos fundamentales en la búsqueda de la diferencia y la valoración de las nuevas identidades americanas.

En estas imágenes-signo basadas en elementos de la naturaleza americana, la cultura indígena se integra a las estructuras europeas conformando un trabado tejido de significaciones y de formas. Es así como formas y contenidos se amoldan para expresar un sentir particular, generando escenas de paisajes, imaginadas o recreadas, reales o soñadas, dándoles un especial sentido iconográfico, manifestando construcciones emblemáticas caracterizadas por el mestizaje que marca diálogos, contrastes, identidades, procesos permanentes de creatividad, mezclas, superposiciones e interrelaciones permanentes, que han generado producciones en las más variadas disciplinas y aspectos de la actividad humana.


En el I X E n c u e n t r o I n t e r n a c i o n a l s o b r e e l B a r r o c o , se espera reflexionar desde esta perspectiva, que permite reconocer el carácter dinámico del periodo correspondiente a los siglos XVII y XVIII, generador (y adaptador) de formas que llegaron a constituirse en vehículo de nuevos sistemas expresivos que aún en la actualidad manifiestan su vigencia. Áreas Temáticas Se abordarán temas respondiendo al planteamiento del Encuentro en torno a Paisaje y N a t u r a l e z a d e s d e diversas disciplinas: artes, literatura, arquitectura, antropología, historia, teatro, música, filología y otras.

Metodología

Expertos disertarán sobre temas específicos, de acuerdo al programa que se elaborará en función de las propuestas recibidas. Las exposiciones tendrán una duración máxima de 30 minutos, y se agruparán por áreas temáticas. Se prevé dar espacio para diálogos al final de cada panel. El público no se reducirá sólo a profesionales de las disciplinas arriba mencionadas, sino que se invitará también a artistas, profesionales de sectores de la cultura y del turismo, a estudiantes y a personas interesadas.


Participación


Si le resulta posible acudir, le agradeceremos nos haga conocer su decisión hasta el 31 de julio de 2017, enviándonos el título de su ponencia, incluyendo un abstract y un resumen de su hoja de vida. Las ponencias serán de 30 minutos y la versión escrita podrá disponer de 25000 caracteres. Mayores detalles se podrán coordinar con la organización del Encuentro. Enviar el material a: norcam11@gmail.com

Actividades complementarias


Se realizarán conciertos musicales, exposiciones artísticas y proyecciones audiovisuales.

Descargar convocatoria en PDF

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O renascimento do barroco paulista



Resgate de obras, artistas e documentos amplia o conhecimento sobre as expressões desse estilo no estado

Texto de CARLOS FIORAVANTI | ED. 253 | MARÇO 2017
Vídeo postado em Maio de 2017


Revista Pesquisa FAPESP
Podcast: Danielle Pereira

O trabalho integrado de pesquisadores acadêmicos, restauradores profissionais e especialistas de órgãos públicos e de empresas tem resultado na descoberta de obras, autores e documentos do barroco paulista que permaneceram encobertos, desconhecidos ou guardados por mais de um século. Os desenhos, as formas e as cores originais emergem à medida que igrejas são restauradas e pinturas mais recentes removidas, revelando obras de maior valor artístico e histórico. Os achados estão redimensionando o valor das expressões paulistas desse estilo de arte, mais visível e pujante nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Caracterizado por formas rebuscadas e uma intensa religiosidade, o barroco marcou os primeiros três séculos da colonização do Brasil pelos europeus.

Como consequência de um trabalho iniciado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reapareceram em 2011 as pinturas de 1796 e 1797 do padre santista Jesuíno do Monte Carmelo (1764-1819) nos forros da capela-mor e da nave da Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no centro da cidade de São Paulo. O escritor paulista Mário de Andrade (1893-1945), pouco antes de morrer, alertou sobre a provável existência da pintura na área central da nave, que estava encoberta. Agora exposta, a imagem original mostra Nossa Senhora cercada por anjos, nuvens e, nas bordas do teto, carmelitas de 2,20 metros (m) de altura. Mário de Andrade nunca soube por que a pintura original havia sido encoberta.

A historiadora de arte Danielle Pereira, pesquisadora do grupo Barroco Memória Viva do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em São Paulo, pensa ter descoberto o que o escritor paulista não sabia. Nos últimos sete anos, ela peregrinou por arquivos de igrejas e de órgãos públicos, examinou cerca de 22 mil páginas de 600 livros antigos e encontrou documentos inéditos sobre as pinturas e seus autores. Com base nos documentos, ela confirmou que a obra de Jesuíno não foi a original, mas a terceira – os forros com as duas anteriores teriam sido removidos –, e encontrou o motivo da troca das pinturas, que intrigava Mário de Andrade. “Os carmelitas mudavam a ornamentação de toda a igreja para seguir os gostos da época e não ficarem atrás das igrejas de outras ordens religiosas, não importando os custos”, apurou Danielle. “A ideia de que o barroco paulista era pobre e ingênuo é descabida.”


© LÉO RAMOS CHAVES


…e o Cristo crucificado, ambos do século XVIII

Autor de 20 livros sobre arte brasileira, o artista plástico e historiador de arte Percival Tirapeli, coordenador do grupo de pesquisa sobre o barroco da Unesp, observa o teto da igreja do Carmo e conta: “Foram quatro anos removendo com bisturi as camadas recentes de tinta”. Atrás do altar está a obra Senhor morto, de 1746, de madeira, também restaurada, de autoria desconhecida, que ele considera “uma das esculturas mais belas do barroco paulista”. A quase 30 quilômetros (km) do centro da capital, na capela de São Miguel Arcanjo, uma das mais antigas do estado, erguida em 1622, foi encontrada uma rara pintura em perspectiva do altar que permaneceu escondido durante décadas por outro altar de madeira, construído cerca de 150 anos depois.

Obras de arte inesperadas apareceram também na matriz de Nossa Senhora da Candelária de Itu, a 101 km da capital, a maior igreja barroca do estado de São Paulo, construída em 1780, em restauração desde 2001. Por indicação do músico Luís Roberto de Francisco, pesquisador do Museu de Música da cidade, as equipes de restauração resgataram seis pranchas de madeira retratando uma das cenas do calvário de Cristo. Encobertas por uma camada de cal, eram provavelmente originais do forro do coro da igreja e tinham sido usadas como proteção de um relógio da torre. Foram feitas por Jesuíno do Monte Carmelo – e não se tinha conhecimento delas.

Em 2015, as equipes de restauração encontraram pinturas em azul nas paredes da capela-mor da matriz de Itu, antes cobertas por tinta de dezenas de anos. Havia uma data, 1788, e uma assinatura que revelou, dessa vez, um autor desconhecido, Mathias Teixeira da Silva, sobre o qual pouco se sabe. As pesquisas sobre esse artista, conduzidas pelo historiador do Iphan Carlos Gutierrez Cerqueira, levaram à identificação do escultor Bartolomeu Teixeira Guimarães (1738-?) como autor do monumental altar-mor, com 12 m de altura por 6 m de largura. Emergiram também indicações da colaboração entre Guimarães e José Patrício da Silva Manso (1753-1801), autor da pintura do forro e mestre de Jesuíno, indicando as conexões entre artistas e suas obras. Jesuíno também fez pinturas em outras três igrejas de Itu, a do Carmo, a da Nossa Senhora do Patrocínio e a do Bom Jesus.

Ideias renovadas
“Estamos desfazendo o preconceito de que o barroco paulista era pobre e inexpressivo”, diz o restaurador Júlio Moraes, proprietário de uma empresa de restauração. Ele começou a trabalhar com o barroco paulista em 1990, quando restaurou a capela de 1681 de um sítio em São Roque, próximo à capital paulista, doado por Mário de Andrade ao Iphan. “Existem de fato muito mais obras e artistas do que se pensava”, acrescenta, confirmando os alertas de seus professores do curso de artes plásticas na Universidade de São Paulo (USP) em meados da década de 1970. Em 2001, com sua equipe, Moraes restaurou a pintura do teto da capela-mor da Candelária de Itu, para onde voltou em 2014 para cuidar de outras obras.

“Esta entrada estava toda pintada de cinza”, diz Tirapeli ao ingressar na igreja da Ordem Terceira de São Francisco, no Largo do São Francisco, capital, construída entre 1676 e 1787. “Tudo estava caindo.” Fechada por muitos anos, a igreja foi em boa parte restaurada com recursos de empresas (Lei Rouanet) e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Quem a visitar pode agora ver as portas de cores vivas e um altar reluzente, concluído em 1792, com um douramento “sem equivalente em nenhum outro lugar do Brasil”, diz. As paredes da capela-mor exibem 10 pinturas religiosas refinadas da primeira metade do século XVIII, com 2,2 m de altura, até alguns anos atrás cobertas por resíduos que as enegreciam. Segundo ele, essas pinturas foram produzidas em ateliês portugueses e “atestam a influência italiana no barroco brasileiro”, além de indicarem o poder de compra dos religiosos.

Danielle identificou 56 pintores que trabalharam em igrejas de São Paulo, Itu e Mogi das Cruzes entre 1750 e 1827. Como resultado, o grupo dos artistas paulistas mais conhecidos – Jesuíno do Monte Carmelo e José Patrício da Silva Manso – ganha o reforço de outros, como Lourenço da Costa de Macedo, Antonio dos Santos e Manuel do Sacramento, que pintaram os forros do vestíbulo, da capela-mor e da nave da igreja da Ordem Terceira do Carmo em Mogi das Cruzes, como detalhado em um artigo publicado em 2016 na revista Caiana, do Centro Argentino de Investigadores de Arte. Danielle identificou também uma rara pintora, Miquelina Constância das Chagas, que fez a douração dos seis altares da igreja da Ordem Terceira de São Francisco, em São Paulo, no século XIX. Se as obras e as trajetórias profissionais dos artistas barrocos estão mais claras, os detalhes pessoais, como as datas de nascimento e morte, ainda são incertos.


© LÉO RAMOS CHAVES


A restauradora Ana Cristina Jacinto recupera o São João Evangelista da igreja da Candelária em Itu

Em outro estudo do grupo da Unesp, o arquiteto Rafael Schunk resgatou dois artistas pouco conhecidos, o frade português Agostinho da Piedade (1580-1661) e seu aluno Agostinho de Jesus (1600-1661), que viveram e trabalharam no Vale do Paraíba. Schunk considera Agostinho de Jesus “o primeiro artista brasileiro”. Depois dele é que vieram os outros mais conhecidos do barroco brasileiro, Antônio Francisco Lisboa (1738-1814) – o Aleijadinho – e Manuel da Costa Ataíde (1762-1830), em Minas Gerais, e Valentim da Fonseca e Silva (1745-1813), no Rio de Janeiro.

A historiadora de arte Maria José Passos, professora da Universidade Cruzeiro do Sul, identificou mais obras barrocas do que esperava ao percorrer 79 igrejas de 47 cidades do estado de São Paulo como parte de seu doutorado, concluído em 2015 na Unesp (ver mapa). Uma dezena de esculturas religiosas com pelo menos 200 anos de idade estava guardada sem identificação em armários, sacristias ou depósitos. Outras se perderam. “A maior parte dos bens móveis não está devidamente catalogada”, ela observou.

Maria José ficava intrigada toda vez que via esculturas que destoavam do conjunto, com olhos de vidro, principalmente no Vale do Paraíba, embora ainda fossem barrocas. A pesquisadora da Unesp e restauradora Cristiana Cavaterra tinha a resposta: muitas dessas obras tinham sido feitas pelo artista italiano Marino Del Favero (1864-1943). Favero se mudou para o Brasil aos 28 anos e abriu um ateliê de esculturas sacras e altares no centro da cidade de São Paulo. Ele anunciava seu trabalho em jornais, vendia por catálogo e recebia encomendas de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, empurrando uma parte do barroco para o começo do século XX. Os historiadores de arte afirmam que o barroco termina formalmente com A última ceia, pintada por Costa Ataíde no Colégio do Caraça, em Minas, em 1828.


© LÉO RAMOS CHAVES


Na capela-mor da Candelária, altar, teto e paredes foram restaurados…

Durante 50 anos, estima-se que o artista italiano tenha produzido 300 altares, como os da matriz de Pindamonhangaba e de uma capela em São Luiz do Paraitinga, ambas em São Paulo, e em uma igreja de Maria da Fé, em Minas, além de cerca de mil esculturas de portes variados. “Mesmo com uma produção em escala industrial, ele se considerava artista e zelava pela qualidade do que produzia com sua equipe”, diz Cristiana. “Seu gosto pessoal e a influência dos mestres italianos prevaleceram em sua obra.”

Os trabalhos e descobertas mais recentes indicam que São Paulo produziu menos obras do que estados como Minas, Rio ou Bahia. As paredes das igrejas da capital e do interior paulista eram predominantemente de taipa de pilão, com uma decoração despojada, enquanto nos outros estados eram de pedras e ricamente adornadas. “As paredes brancas contrastam com um altar colorido”, diz Moraes. “Não era possível cobrir tudo de ouro, mas às vezes usavam prata, que vinha da Bolívia, como em Itu.”

Como as cidades paulistas – principalmente a capital – cresceram em ritmo mais acelerado a partir do século XIX, a arte barroca destoa da paisagem urbana, no olhar do artista plástico Emanoel Araújo, diretor do Museu Afro Brasil, em São Paulo: “São Paulo tem um lado espartano”. Como diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo entre 1992 e 2002, ele promoveu exposições que ampliaram a visibilidade do barroco brasileiro. Em 1998, a mostra O universo mágico do barroco brasileiro, com a curadoria de Araújo, expôs 364 peças de 1640 a 1820 no Centro Cultural Fiesp.


© LÉO RAMOS CHAVES


…mas o trabalho continua no arco da entrada

Segundo Tirapeli, as exposições e a publicação de livros sobre o barroco (ver Pesquisa FAPESP no 90) nos últimos anos renovaram o interesse dos especilialistas e dos órgãos públicos sobre a necessidade de restauração artísitca das obras de arte da época do Brasil Colônia. Em consequência dessa mobilização, 10 igrejas do estado resgataram as cores e o brilho originais, como a matriz de Itu, as igrejas da Ordem Terceira do Carmo e da de São Francisco, a da Boa Morte e a de Santo Antônio, na cidade de São Paulo; a da Candelária, em Itu; a basílica antiga de Nossa Senhora da Aparecida, em Aparecida; e a matriz de Jacareí.

“Já se perdeu muito, enquanto o barroco paulista era menos valorizado”, diz o historiador da arte Mozart Costa, professor de restauração artística da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e da Universidade Cidade de São Paulo. Cerqueira, do Iphan, leu relatos sobre 45 capelas rurais paulistas do século XVII, procurou-as, mas encontrou apenas duas. “Chegou o momento de investirmos intensamente na restauração de obras artísticas do mesmo modo que o Iphan tem investido na restauração da arquitetura das igrejas há 80 anos”, diz ele. “Há muito ainda por fazer.”

Embora o interesse pelo barroco paulista tenha sido revivido, falta investimento. Nas paredes de um corredor da igreja da Ordem Terceira do Carmo estão 19 quadros de Jesuíno do Monte Carmelo quase totalmente cobertos por resíduos pretos. A restauração de cada um custaria cerca de R$ 50 mil e, como não há dinheiro, não há data para começar.

Veja mais imagens sobre o barroco paulista em galeria de imagens

Projeto
Autoria das pinturas ilusionistas do estado de São Paulo: São Paulo, Itu e Mogi das Cruzes (nº 13/04082-1); Modalidade Bolsa de Doutorado; Pesquisador responsável Percival Tirapeli (Unesp); Bolsista Danielle Manoel dos Santos Pereira; Investimento R$ 168.710,49.

Artigo científico
PEREIRA, D. M. S. Pintura setecentista na igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo em Mogi das Cruzes (SP-Brasil). Caiana – Revista Virtual de Historia del Arte y Cultura Visual. v. 8, n. 1, p. 105-20, 2016.

Livro
TIRAPELI, P. Arquitetura e urbanismo no Vale do Paraíba. São Paulo: Editora Unesp/Sesc, 2014. 250 p.

Fonte: Revista Pesquisa Fapesp

terça-feira, 23 de maio de 2017

III Seminário Internacional de Conservação e restauro de Bens Culturais Móveis




“III SEMINARIO INTERNACIONAL DE CONSERVACIÓN Y RESTAURACIÓN DE BIENES CULTURALES MUEBLES” 

Del 29 de mayo - 02 de junio, Cusco - Perú


Las inscripciones para los talleres se apertura el día lunes 22 de mayo del presente, en la página web: www.culturacusco.gob.pe

Llenar ficha de inscripción y adjuntar resumen de su hoja de vida en una página en formato pdf, para la selección de participante de los talleres.

El día miércoles 24 se comunicará vía correo electrónico a las personas seleccionadas para ser parte de estos talleres.

Los talleres tendrán una capacidad de 20 personas como máximo.

PROGRAMA
TALLERES


DIA 29 – 30 – 31 de mayo
 Inicio: 9:00 – 14:00 hrs

Lugar: 
Centro de Restauración de la Dirección Desconcentrada de Cultura de Cusco
Ex Casa Hacienda del Marqués de Valleumbroso - Choquepata – Tipón – Oropesa - Cusco

TALLER 01
COLOMBIA
Lic. MYRIAN A. MENESES SIERRA

“DE LA PERCEPCIÓN VIRTUAL A LA PRÁCTICA DE LA REINTEGRACIÓN CROMÁTICA”

TALLER 02
ESPAÑA
Dra. MARIA TERESA PASTOR VALLS

“TRATAMIENTOS DE ADHESIÓN Y CONSOLIDACIÓN EN PINTURA DE CABALLETE TRADICIONAL Y CONTEMPORÁNEA: MATERIALES Y SISTEMAS DE APLICACIÓN”

TALLER 03
PERÚ
Mg. ETHEL VERÓNICA CASTRO NÚÑEZ

“GESTIÓN DE RECURSOS PARA LA CONSERVACIÓN PREVENTIVA DEL PATRIMONIO CULTURAL ARQUEOLÓGICO EN EL PERÚ”

TALLER 04
PORTUGAL
Mg. AIDA MARIA PEREIRA NUNES

“BIODEGRADACIÓN POR HONGOS EN OBRA GRÁFICA – TRATAMIENTO Y PRESERVACIÓN”

TALLER 05
MÉXICO
I.Q.I. VICTOR SANTOS VASQUEZ

“IDENTIFICACIÓN DE MATERIALES POR SECCIONES ESTRATIGRÁFICAS DE MUESTRAS PROVENIENTES DE OBRAS DEL PATRIMONIO CULTURAL”

PROGRAMA
SEMINARIO:


Las inscripciones para el Seminario se apertura el día MARTES 23 de mayo del presente, en la página web: www.culturacusco.gob.pe

DIA JUEVES 01 de junio
Inicio: 9:00 – 18:00 hrs

Tema: “CRITERIOS Y PROTOCOLOS APLICADOS A LA CONSERVACIÓN: PARTICIPACIÓN DEL ARTISTA ANTES DE LA INTERVENCIÓN”
Expositor: Lic. Maria Alexandra Gambetta Sponza - Perú
Hora: 09:30 – 10:15 hrs

Tema: “LA INTEGRACIÓN PICTÓRICA EN LA ESCULTURA DE MADERA POLICROMADA. MADERA, COLOR Y DORADO: UNA CUESTIÓN DE EQUILIBRIO”
Expositor: Lic. Francesca Tonini - Italia
Hora: 10:30 – 11:15 hrs

Break : 11:30 – 11:45 hrs

Tema: “AL OTRO LADO DE LOS CUADROS MARCOS/BASTIDORES”
Expositor: Téc. Hugo Gomez - Bolivia
Hora: 11:45 – 12:30 hrs

Tema: “LA RESTAURACIÓN DE PINTURA DE CABALLETE EN EL MUSEO DE AMÉRICA DE MADRID: CRITERIOS Y ACTUACIONES”
Expositor: Dra. María Rocio Bruquetas Galán
Hora: 12:45 – 13:30 hrs

Receso : 13:30 – 15:00

Tema: “DE LA PERCEPCIÓN VIRTUAL A LA PRÁCTICA DE LA REINTEGRACIÓN CROMÁTICA”
Expositor: Lic. Myriam A. Meneses Sierra - Colombia
Hora: 15:00 – 15:45 hrs

Tema: CONFERENCIA ON-LINE
Expositor: Dra. María Pilar Ortiz Calderón - España
Hora: 16:00 – 16:45 hrs

Break : 17:00– 17:15

Tema: “IDENTIFICACIÓN DE MATERIALES, POR SECCIONES ESTRATIGRÁFICAS DE MUESTRAS PROVENIENTES DE OBRAS DEL PATRIMONIO CULTURAL”
Expositor: I.Q.I. Víctor Santos Vásquez - México
Hora: 17:15 – 18:00 hrs

DIA VIERNES 02 de junio
Inicio: 9:00 – 17:00 hrs

Tema: “NUEVOS ADHESIVOS PARA UN REENTELADO: BODEGÓN CON MEMBRILLOS”
Expositor: Lic. Pilar Sedano Espin - España
Hora: 09:00 – 09:45 hrs

Tema: “REALIZACIÓN DE UNA ESCULTURA DE PAPELÓN BASÁNDONOS EN LOS ESTUDIOS CIENTÍFICOS REALIZADOS A IMAGEN PRIMITIVA DE LA VIRGEN DE LOS DESAMPARADOS DEL SIGLO XV DE VALENCIA, ESPAÑA”
Expositor: Dra. Rosa María Román Garrido - España
Hora: 10:00 – 10:45 hrs

Break : 11:00 – 11:15 hrs

Tema: “PINTURA CONTEMPORÁNEA; MATERIALES, ALTERACIONES Y TRATAMIENTOS DE RESTAURACIÓN”
Expositor: Dra. Maria Teresa Pastor Valls - España
Hora: 11:15 – 12:00 hrs

Break 12:15 – 12:30 hrs

Tema: “BIODEGRADACIÓN POR HONGOS EN OBRA GRÁFICA – TRATAMIENTO Y PRESERVACIÓN”
Expositor: Mg. Aida maría Nunez - Portugal
Hora: 12:30 – 13:15 hrs

Receso : 13:15 – 15:00 hrs

Tema: “GESTIÓN DE RECURSOS PARA LA CONSERVACIÓN PREVENTIVA DEL PATRIMONIO CULTURAL ARQUEOLÓGICO EN EL PERÚ”
Expositor: Mg. Ethel Verónica Castro Núñez - Perú
Hora: 15:00 – 15:45 hrs

Break 16:00 – 16:15 hrs

Tema: “LA RESTAURACIÓN DEL CONJUNTO ESCULTÓRICO DE HERBERT HOFFMAN YSENBOURG EN EL PRIMER TEMPLO DEL MOVIMIENTO MODERNO EN MÉXICO”
Expositor: Lic. Ricardo Mejía – Lic. Selene Velazquez - México
Hora: 16:15 – 17:00 hrs

Evento Gratuito
Vacantes limitadas¡¡¡


Fonte: 
Coordinación de Obras y Puesta en Valor de Bienes Muebles

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Restauro põe a descoberto mais dois centímetros de tela de Josefa de Óbidos (Portugal)



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A "Lamentação sobre o Cristo Morto", da autoria de Josefa de Óbidos, voltou à capela de A-da-Gorda, Óbidos, depois de um ano de restauro que pôs a descoberto mais dois centímetros da tela original.

"A tela tinha cerca de dois centímetros dobrados, que estavam omissos no quadro e foram agora restaurados", afirmou hoje Verónica Ribeiro, mestranda do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), responsável da recuperação da pintura de Josefa d'Óbidos.

A pintora Josefa de Óbidos (1630-1684) esteve este ano no centro do programa do município de Óbidos para assinalar o Dia Internacional dos Museus e foi tema da palestra em que a Técnica de Conservação e Restauro detalhou o processo de restauro levado a cabo na tela "Lamentação sobre o Cristo Morto" (c.1670).

A pintura, que chegou ao Politécnico de Tomar a 15 de novembro de 2016, regressou à igreja de A-da-Gorda um ano depois, com 1,68 por 85 centímetros, depois de recuperados os dois centímetros que se encontravam dobrados para o interior da moldura.

Apesar de recuperado, esse rebordo da tela "continua a não ser visível para o público", já que a pintura foi recolocada na moldura original, mas, segundo a técnica "foi criado um acrescento na parte traseira para permitir que a tela não seja dobrada e se mantenha a pintura completa".

O restauro do quadro foi feito no âmbito de uma parceria entre o IPT, a Paróquia e a Câmara de Óbidos que "tem já inventariadas mais obras para serem restauradas por alunos do Politécnico, com supervisão dos professores e acompanhamento técnico", disse à agência Lusa a vereadora da Cultura, Celeste Afonso.

As telas do Santuário do Senhor da Pedra (cuja obra de restauro foi iniciada este mês) "serão as próximas a intervencionar, até para poderem voltar a ser expostas o mais rapidamente possível após a conclusão da obra no edifício", mas, segundo a vereadora, a lista integra igualmente "um conjunto de telas de várias capelas do concelho".

À agência Lusa a vereadora adiantou a intenção de "solicitar apoio à Direção-Geral do Património Cultural para outros restauros, já que dada a grande quantidade de obras que queremos restaurar temos que alargar as parcerias para ter resultados num menor número de anos".

A "Lamentação sobre o Cristo Morto", é considerada "uma peça muito relevante pela sua qualidade, porém nunca apresentada em qualquer exposição realizada" sobre a pintora (Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa, em 1949; Óbidos, em 1983; Palácio da Ajuda em Lisboa, em 1991; diversas exposições em Itália, França e Estados Unidos; novamente Óbidos, na exposição dedicada ao pai, Baltazar Gomes Figueira, em 2006; e r no Museu Nacional de Arte Antiga, em 2015).

Esta última, denominada "Josefa de Óbidos e a Invenção do Barroco Português", foi visitada por 25 mil pessoas entre a inauguração, a 16 de maio de 2015 e o início de setembro, levando a organização a prolongar a mostra, que deveria ter encerrado no dia 6 e decorreu até 20 daquele mês.

A exposição integrava 130 peças de pintura, escultura e artes decorativas, provenientes de várias instituições nacionais e internacionais, como os museus do Prado, em Madrid, e de Bellas Artes de Sevilha, assim como o Mosteiro do Escorial, situado perto da capital espanhola.

A pintora Josefa de Ayala Figueira - mais conhecida por Josefa de Óbidos, onde viveu - nasceu em 1630, em Sevilha, Espanha, e faleceu em 1684, em Óbidos, Portugal, com 54 anos.

1º Simpósio de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural promovido pelo Regional Leste 1 da CNBB



Nesse final de semana foi realizada o 1º Simpósio de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural promovido pelo Regional Leste 1 da CNBB com presença de conferencistas da CNBB, IPHAN, BNDES e da UCP. Foi realizado na cidade de Petrópolis, e contou com as presenças do Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, D. Orani Tempesta; o Arcebispo de Nitéroi, D. José Francisco; o Bispo de Juiz de Fora, D. Gil Antônio Moreira; o Bispo de Petrópolis, D. Gregório Paixão e D. Tarcísio Nascente nosso querido Bispo.

O Simpósio teve como objetivo contribuir para a formação de agentes interessados na valorização e promoção e salvaguarda do patrimônio artístico e cultural, além promover a interação e troca de experiências, metodologias e estudos, envolvendo todos os campos da preservação e oriundos do setor público, do setor privado e das comunidades.

Entre os mais importantes temas abordados para a preservação patrimônio cultural foram, os avanços, retrocessos e perspectivas; normativas para a aprovação de projetos junto ao IPHAN; aquisição de recursos junto às entidades de fomento cultural e a elaboração e apresentação de projetos culturais às leis de incentivo à cultura.

A nossa diocese não poderia estar de fora e foi muito bem representada, além da presença de nosso Bispo D. Tarcísio, estiveram presente os seminaristas e membros da Comissão para os Bens Culturais e Artes Sacras.


Três dioceses unidas para a preservação de seus Patrimônios artísticos e culturais.
Membros das comissões de patrimônios das dioceses de Petrópolis, Duque de Caxias e Campos dos Goytacazes na interação e troca de experiências de seus estudos e trabalhos desenvolvidos nas suas dioceses.

Palestra: A figura de Maria no Oratório



Fonte: Museu Arquidiocesano de Arte Sacra

domingo, 21 de maio de 2017

Projeto Igreja Aberta - "A Beleza Narrada"























Foi apresentado no dia 15, a edição 2017 do projeto Igreja Aberta. Um projeto que a Arquidiocese de Reggio Calabria-Bova (Itália), através da Secretaria de Patrimônio Cultural, tem, desde 2013, e é dirigida a membros voluntários engajados em iniciativas de habitação, proteção e valorização dos edifícios religiosos de grande interesse histórico. Agora em sua quinta edição, a intervenção, financiada com o apoio 8x1000 à Igreja Católica e implementado pela Associação de Voluntários Did.Ar.T. Ensinar Território Art, em 2017 é dedicada ao tema A beleza narrada: itinerários de arte e fé em Reggio Calabria.

Os edifícios importantes e local histórico-artístico está situado na antiga cidade e sua vizinhança imediata: em particular, as igrejas dos Optimates, Carmine, Santo Cristo, ou o Arco dos brancos, a Virgem dos Pobres, são Pedro de Calopinace, da Graziella, de S. Antonio em cordas, que são adicionados e formar um local de excelência, as ruínas da igreja medieval de S. Giovanni extramuros (sec. XII) por via Giudecca.

O projeto Igreja Aberta 2017 prevê a realização de um curso de formação destinado a pessoas, voluntários e paróquias, independentemente da origem, estão interessados em adquirir as competências necessárias para contribuir de várias maneiras para a promoção e valorização das iniciativas eclesiásticas diocesanos patrimônio cultural. Entre os temas abordados durante o curso, confiada a professores qualificados: 

O patrimônio cultural eclesiástico no Magistério da Igreja; 
O papel do voluntariado na proteção do patrimônio cultural eclesiástico;
 Restauro de edifícios religiosos de importância histórica; 
Memória da arquitetura religiosa em Reggio antes de 1908; 
Altares igrejas do século XIX seis na Arquidiocese de Reggio Calabria-Bova; 
Restauração e necessidades de culto e devoção à Madonna Negra de Seminara e o Crucifixo de Terranova Sappo Minulio;
Arte sacra do século XIX, em igrejas diocesanas: artistas e obras; 
Gestão e condução de uma visita guiada. 
Técnicas Profissionais e Simulação de acesso; 
A comunicação do patrimônio cultural na era digital: como criar uma estratégia. 

O curso de formação acontecerá de 26 de maio a 1 de julho, articulado em duas reuniões semanais (sexta-feira e sábado), alguns dos quais nas vistas no final do projeto está previsto para emitir um certificado de participação. 

O projeto Igreja Aberta 2017 é patrocinado pela Câmara Municipal de Reggio Calabria e da Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e da paisagem da área metropolitana de Reggio Calabria; Ele também faz uso da parceria do Museu Diocesano, Conservatório "Cilea", FAI Delegação de Reggio Calabria e do Touring Club Italiano - Clube do território Reggio Calabria. 

Informações e inscrições (até 25 de Maio) no Museu Diocesano (terça, quarta, sexta e sábado 9-13 h), ou contactando o Did.Ar.T. Association Ensinando território arte (célula 3891968047;. Didartreggiocal@gmail.com ).

Fonte: Calabriapost

sábado, 20 de maio de 2017

Museus do Vaticano mostram "obras excepcionais" no Museu de Arte Antiga (em Portugal)

 texto de Maria João Costa

Obras de Rafael, Leonardo da Vinci e Van Dyck compõem a exposição, que terá também um extra, diz o director do MNAA.


Pela primeira vez em Portugal, é apresentada uma exposição com obras dos Museus do Vaticano. A partir de quinta-feira, o Museu Nacional de Arte Antiga mostra “Madonna – tesouros dos Museus do Vaticano”.

Vitale degli Equi, dito Vitale da Bologna (Bolonha, 1309-1359). Virgem dos Flagelantes, c.1350. Têmpera e ouro sobre gesso e cola sobre madeira formada por duas tábuas de choupo, com moldura em pastilha dourada

A exposição é centrada na imagem da Virgem Maria e chama-se “Madonna – Tesouros dos Museus do Vaticano”. A proposta é uma viagem de quase mil anos: da antiguidade ao século XX, a imagem de Virgem Maria surge representada em paramentos, desenhos, esculturas, tapeçarias, óleos entre outras formas de arte.

Guido di Pietro, dito Fra Angelico (Vicchio di Mugello, c. 1395 Roma, 1455). A Virgem com o Menino entre São Domingos e Santa Catarina de Alexandria, c. 1435. Têmpera e ouro sobre madeira

Em preparação há dois anos, esta exposição surge numa altura em que em Portugal se assinala o Centenário das Aparições de Fátima e implicou alterações dentro dos Museus do Vaticano.

O director do Museu Nacional de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, diz à Renascença que esta é uma oportunidade única ver este espólio do Vaticano, pois não são museus “que façam ‘road shows’ de apresentação, como o Hermitage ou outros museus”.

“É muito raro que os Museus do Vaticano entrem no diálogo com os museus internacionais”, destaca.

Em exposição vão estar peças de artistas como Rafael, Miguel Ângelo, Van Dyck e Marc Chagall.

“As peças saíram do circuito permanente da exposição dos Museus do Vaticano e isso é muito importante de reter. Houve que substitui-las e reorganizar o próprio museu para poder libertar esta meia centena de peças que se deslocam a Lisboa. São peças tão chave como os Primitivos com Fra Angelico, obras do Renascimento como desde logo o Rafael até ao barroco com o Pietro Da Cortona”, explica António Filipe Pimentel.


Bernardino di Betto, dito Il Pinturicchio (Perúgia, 1456/1460 Siena, 1513). Virgem com o Menino, dita 'Virgem do parapeito', c. 1490. Fresco destacado e transposto para cadorite, moldura dourada


Raffaello Sanzio (Urbino, 1483 Roma, 1520). A Apresentação no Templo, predela do retábulo dos Oddi, 1503. Óleo sobre madeira de choupo

Nas salas pintadas em azul-escuro apresenta-se um conjunto de obras distribuídas de forma cronológica e que revela o culto a Virgem Maria, adianta o curador José Alberto Seabra Carvalho.

“Na primeira sala temos as obras mais antigas. Estamos a começar com algumas peças do século terceiro. É uma apresentação que no fundo sublinha que o culto da Virgem antes de ser oficializado com um Concílio no século V já existia”, explica.

A representação mariana no século XX é representada nesta exposição por uma obra de Marc Chagall. Mas um quadro que interrompe o percurso cronológico da exposição.

“Damos o salto para o século XX. Dentro da colecção de arte contemporânea que os Museus do Vaticano têm não muitos casos de representações marianas. Este pequeno Chagall é quase uma excepção. Até porque é um Chagall um bocado inesperado, um pouco menos festivo do ponto de vista da cor, não de grande dimensão e menos oníricos do que muitas vezes é”, diz ainda o curador.


Marc Chagall (Vitebsk, 1887 Saint Paul de Vence, 1985). Le Crucifix (Entre Dieu et le Diable) [O Crucifixo (Entre Deus e o Diabo)]. Inscrições: assinatura e data em baixo, à direita. 1943. Guache sobre papel



Jacopo Tintoretto (Veneza, c. 1518 1594) e Domenico Tintoretto (Veneza, 1560 1635). Adoração dos Magos, c. 1580 1590. Óleo sobre tela

Além das obras de Rafael, Leonardo Davinci, Van Dyck mostradas há um extra para ver: numa sala à parte, juntam-se peças de colecções nacionais.

“Aproveitámos para juntar um conjunto excepcional de obras com o mesmo registo de grandes obras de arte italiana em colecções públicas ou privadas portuguesas ou nunca vistas, ou raramente vistas ou desconhecidas de todo com o mesmo tema”, afirma o director António Filipe Pimentel.

“Madonna – Tesouros dos Museus do Vaticano” pode ser visitada até dia 10 de Setembro, de terça a domingo, entre as 10h às 18h00

Fonte: Renascença

X SIMPÓSIO DE ARQUEOLOGIA E PATRIMÔNIO DO IPHARJ





X SIMPÓSIO DE ARQUEOLOGIA E PATRIMÔNIO DO IPHARJ
TEMA : O INDIZÍVEL NA SITUAÇAO DO PATRIMÔNIO FLUMINENSE
CONVITE:
Temos a grata satisfação em informar que será realizado na sede do Museu da Humanidade / Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro (IPHARJ) no dia 20 de Maio de 2017 (sábado), o X Simpósio de Arqueologia e Patrimônio do IPHARJ.
Promovido com a chancela do Instituto Brasileiro de Museus –IBRAM, este ano o tema é "Museus e Histórias Controversas – dizer o indizível em museus", tema definido pelo Conselho Internacional de Museus (Icom) para celebrar o Dia Internacional de Museus (que é celebrado no dia 18 de maio de 2017 ).
O X Simpósio terá como tema O INDIZÍVEL NA SITUAÇÃO DO PATRIMÔNIO FLUMINENSE e naturalmente abordará os seguintes aspectos:
1) História e Histórias de determinado bem ou conjunto de bens da região Fluminense;
2) Restauração e Conservação do Patrimônio Material (Edificado ou Móvel) ;
3) Ações de Preservação, Estratégias de Defesa ou Promoção do Patrimônio;
4) Transformações e Descaracterizações do Patrimônio Material Edificado;
5) Riscos, saques e danos ao patrimônio Material;
6) Abandono e Denúncia
No dia 20 de Maio, alem do Simpósio teremos a inauguração de uma exposição inédita sobre Arte Sacra e Colonial, com o acervo do Museu da Humanidade e com a participação de obras de colecionadores e de outras entidades.
A programação do X Simpósio será como abaixo:
Horário Programação
10:00 as 10:10 h Credenciamento
10:10 as 11:00 h Palestra 1 - Prof Claudio Prado de Mello IPHARJ
11:00 as 11:40 h Palestra 2 – Profs. Grazielle Heguedusch e Rúben Pereira. Observatório da Memória Macaense
11:40 as 12:00 h Espaço para perguntas
12:00 as 13:50 h Horário para almoço
14:00 as 14:40 h Palestra 3 –
14:40 as 15:20 h Palestra 4 - Prof Genesis Torres – IAB e IPAHB
15:20 as 15:50 h Coffee Break
15:50 as 16:40 h Palestra 5 - Profa Solange Rocha - CONARQ
16:40 as 17:20 h Palestra 6 – Prof Marcus Monteiro – Diretor INEPAC
17:20 as 18:00 h Espaço para perguntas e Mesa Redonda
18:00 as 18:15 h Lançamento da Cartilha de Educação Patrimonial
de Jandira Neto (Diretora do Instituto de Arqueologia Brasileira)
18:15 as 18:30 h Lançamento no IPHARJ do filme: “ São Sebastião do Rio de Janeiro: A Formação de uma Cidade” da Cineasta Juliana de Carvalho e produção da BANG FILMES
18:30 as 18:40 h Apresentação inédita de Patrimônio Imaterial com a GRES Império Ricardense
18:40 as 20:00 h Hors d’Oeuvre produzido pelo Chef de Cuisine Luciano santos e equipe Lux Dominiun
Com numero de participantes limitado a 60 pessoas, as inscrições estão abertas e o Simpósio será realizado das 10:00 as 18:00 h.
Durante todo o dia estará disponibilizada a visita à exposição comemorativa dos 27 anos de fundação do IPHARJ, “A TERRA, A ÁGUA EO FOGO: CERAMICAS HISTÓRICAS E ARQUEOLÓGICAS DO MUNDO”, mostrando o desenvolvimento da arte e das técnicas da produção da cerâmica desde a Pré-história ate o Século XIX.
Informações:
Local: Museu da Humanidade / IPHARJ - Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro
Endereço: Av Chrisostomo Pimentel de Oliveira 443, B1, Anchieta,
CEP 21 645 521, Rio de Janeiro , RJ
Contribuição para participantes, exceto Conferencistas: R$ 20,00. 

A Contribuição individual de 20 reais pode ser depositada na conta do IPHARJ ( Banco Itaú, Ag 4221, CC 06565-1, CNPJ 35.906.791/0001-06). Pedimos que feito o deposite, envie o comprovante para o email pradodemello@hotmail.com

Almoço livre. Sugerimos o Restaurante Excalibur, em Anchieta que fica a cerca de 4 min (de carro) do IPHARJ. Outras opções mais perto.

Realização:
Museu da Humanidade e Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro
Apoio Cultural:
Profa Carenina Sudó Franco
Terra Brasilis Arqueologia Ltda
Instituto Brasileiro de Arqueometria e Arqueologia Aplicada – IBAAP
Plataforma EVoCH – Espanha
Informações e contatos:
Email: pradodemello@hotmail.com
Celular: 99188 4880 ( Claro) , 98837 6289 ( Oi)

CERTIFICADOS entregues ao final do evento para os que cumprirem 75% de presença.
DECLARAÇÕES DE CARGA CULTURAL somente com envio de dados com antecedência de 24 h.

Fonte: Prof. 
Claudio Prado de Mello IPHARJ

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Colóquio da Música Sacra do CMAA.


Registe-se agora para o Colóquio 2017!


Capela de Santo Tomás de Aquino, Univ. De Santo Tomás
VINTE E SETE ANOS DE COLOQUIO DE MÚSICA SACRA

De 19 à 24 de Junho de 2017
Universidade de St. Thomas
Saint Paul, Minnesota - EUA

O Colóquio da Música Sacra do CMAA continua a ser a maior e mais profunda conferência de ensino e retiro sobre a música sacra no mundo. Nosso programa 2017 oferece novas e ampliadas oportunidades para aprender, cantar, ouvir e interagir com algumas das melhores mentes e músicos do mundo católico hoje!

As liturgias serão realizadas em três grandes locais - a Capela de Santo Tomás de Aquino no campus da Universidade de St. Thomas , a Igreja de São Marcos e a Igreja de Santa Inês . Além disso, teremos um recital de órgão na bela Catedral de St. Paul na quarta-feira à noite.

Cada participante normalmente participa de dois coros - um canto e um polifonia. Você tem a oportunidade de cantar com diretores fantásticos, juntamente com outros participantes que amam a música sacra nas liturgias durante a semana. Com tópicos abrangentes abrangendo uma série de assuntos, você pode expandir seus conhecimentos e ouvir o que outros músicos estão fazendo em todo o país (e no mundo).

Aproveite o lindo campus da Universidade de St. Thomas, onde as sessões serão realizadas durante a semana.

Para todos os detalhes sobre o Colóquio, visite o Página Colóquio , Colóquio Detalhes Page e Faculdade página .

Fonte: Musica Sacra

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Museu de Arte Sacra comemora 25 anos




O Museu de Arte Sacra de Angra dos Reis (MASAR) completa 25 anos de existência, que serão festejados com uma programação que começa na segunda-feira (15) e se estende até o próximo dia 19. Seu aniversário de fundação é dia 22 de maio, quando um convênio entre a Prefeitura e a Mitra Diocesana de Itaguaí, possibilitou a sua criação.

Considerado um dos mais importantes do estado em matéria de arte sacra, o (MASAR) tem um acervo, tombado compostos de 2 mil peças, incluindo imagens; indumentária; objetos feitos de metais, como prata e ouro; e manuscritos. São peças a partir do século XVI, como as imagens em terracotas de Nossa Senhora do Rosário (XVI), a de Santíssima Trindade e a Coroa de prata do Divino Espírito Santo, ambas do século XVIII, entre outros.



Em 2004, o MASAR recebeu o certificado com a adesão ao Sistema Brasileiro de Museus Película e recentemente Angra dos Reis foi contemplada pela IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), vinculado ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), com o sistema de modernização de museus, recebendo na Igreja da Nossa Senhora da Lapa e Boa Morte, sede do Museu, um armário deslizante para acondicionar 80% do seu acervo da reserva técnica. A seguir, a programação comemorativa:
Dia 15 e 16 de maio – das 10h às 17h
Exposição: O Museu Revela o Seu Acervo – Moedas do Fundo do Mar (com visita à Reserva Técnica do Museu)
Dia 17 de maio – das 10h às 17h
Exposição Fotográfica: A Restauração da Igreja da Lapa e seu acervo
Dia 18 de maio – 15h
Palestra com a professora e historiadora Ana Maris de Figueiredo
Tema: Museu Ponte de Cultura – Origem e História
Dia 19 de maio – 15h
Palestra com o professor e restaurador Gilson de Andrade
Tema: A Criação do Museu de Arte Sacra de Angra e a Restauração do Seu Acervo





ENCADERNAÇÃO BIZANTINA

COM ANTONIO LEAL (PARATY)










A encadernação bizantina é definida, principalmente, pelas características estruturais de sua execução em detrimento de onde e como foi feita. Esse estilo se difundiu muito além das fronteiras do império bizantino e continuou sendo usada muito tempo após a queda de Constantinopla em 1453. Dessa forma, é difícil identificar a originalidade e autenticidade da estrutura, a não ser que a proveniência do livro seja cientificamente confiável.

Nos tempos modernos, vemos híbridos que combinam elementos de estruturas bizantinas e ocidentais, muitas vezes chamadas de alla graeca.

Das suas características mais expressivas, podemos apontar a funcionalidade intrínseca à forma. Geralmente encontramos capas em madeira robusta expostas ou cobertas com estruturas metálicas ornamentais, muitas vezes decoradas com pedras preciosas. Fechos metálicos também são comumente encontrados para garantir a longevidade do livro, inibindo a entrada de poeira, predadores, microorganismos nocivos ao livro.

Para conferir a importância na pesquisa da Arqueologia do Livro, veja o vídeo (acima) produzido pela British Library


•❋• Breve apresentação do ministrante: Nascido em Portugal, António Leal mora e trabalha na França. Inicialmente formado em química, formou-se nos cursos de Encadernação Tradicional, Encadernação Contemporânea, Restauro e Douração de Livros no Ateliers des Arts Appliqués du Vésinet (França), foi estagiário encadernador em diversos ateliers parisienses como os de Alain Devauchelle, Annie Boige, Edgard Claes entre outros. Em 1999 participa do projeto de restauro de manuscritos bizantinos “Manumed-Unesco”, implementando protocolos científicos para as futuras intervenções. Organizou cursos e participou de conferências e projetos de formação técnica e científica para profissionais na França, Japão e Brasil. Em 2012 fundou na França a “oficina laboratório”, Liber Amicorum, lugar de pesquisa, conservação, preservação, intercâmbios e valorização do património cultural escrito e gráfico.

•❋• Local: Atelier Vecchio Libro (Marina Cais de Pedra - Paraty - Rio de Janeiro).

•❋• A confirmação do curso nessa data está sujeita a um número mínimo de inscrições.

•❋• As aulas serão ministradas em português (Portugal).

•❋• Investimento:

• Curso: R$1.550,00 / R$1.395,00 (Associados ABER)

• Estadia: R$1.500,00 (preço único) - Café da Manhã, almoço e jantar inclusos + passeio de barco.

• Transporte: R$350,00 (preço único) - Todos os valores podem ser pagos no cartão de crédito em até 6x sem juros, ou no boleto / cartão de débito via PagSeguro.

•❋• Este é o evento II, parte do X30XCODEX, uma programação especial em comemoração aos 30 anos que a ABER fará em 2018! Serão 30 eventos inéditos como esta Palestra!

Data:
10/07 à 14/07

Professor:
António Leal

Dia da semana:
2ª a 6ª feira (10 a 14 de julho de 2017)

Horário:
10h às 17h (com intervalo de 1 hora para almoço)

Carga Horária:
30 horas

Pré-requisito:
Não há. Envio de breve carta de intenção e currículo para o ministrante conhecer melhor o aluno interessado.

Material:
Incluso

Fonte: ABER

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Conferência de Música Sacra 2017 - Flórida - EUA



 9ª Conferência Anual Gregoriana

Sexta-feira, 19 de maio e sábado, 20 de maio de 2017
na Igreja de São Marcos Evangelista, Tampa, FL

O capítulo da Florida da Associação de Música da Igreja da América (CMAA) tem o prazer de anunciar a 9 ª anual Musica Sacra Florida Gregorian Chant Conference.

A Conferência incluirá:

Palestra Keynote

"Música Sagrada na Esfera Secular: Pode a Beleza levar ao Bem e ao Verdade?" , Mary Jane Ballou, DSM

Workshops
"Recursos e Planejamento para uma Schola Paroquial" (Edward Schaefer)
"De notas quadradas aos gestos redondos: como conduzir o canto gregoriano" (Susan Treacy)

Canto
Schola para iniciantes / intermediários (homens e mulheres), homens avançados, mulheres avançadas

Missas
Missa cantata no Formulário Extraordinário na sexta-feira à noite. Música fornecida pela Schola da Epifania de Nosso Senhor Igreja Católica Romana, Tampa, FL sob a direção de Anders Bergmann. 

Fechando a cantata Missa no Formulário Ordinário na noite de sábado (Missa de domingo antecipada) com cantos em inglês e latino fornecidos por participantes da conferência.

Para todos os detalhes sobre a conferência e como se registrar , visite:
MUSICA SACRA FLORIDA CHANT CONFERENCE PAGE

Fonte: Musica Sacra

Rio de Janeiro: Azulejos portugueses em nossa terra carioca.




Conferência de Dora Alcântara
24 de Maio de 2017 | 16h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | Sala de Actos - PORTUGAL
________________________________
[foto / photo: Marí Abossamra | design: Inês Leitão]


domingo, 14 de maio de 2017

Canto Gregoriano é difundido através de novo aplicativo na internet.





Os Oblatos de São José, comunidade fundada por São Giuseppe Marello, elaboraram ‘Square Note’, um novo aplicativo para dispositivos móveis centrado em apoiar a difusão do canto gregoriano. Com uma biblioteca de 600 canções e um reprodutor que ensina a ler as partituras próprias do gregoriano, o recurso se apresenta como uma das maneiras mais econômicos de apoiar o trabalho dos coros, paróquias e fiéis interessados na música sacra.

O aplicativo mostra as partituras de maneira rápida e com opções de aumento de tamanho e navegação para servir durante o canto e conta com um notável repertório organizado por tempos litúrgicos e coleções, sobre o qual se pode levar a cabo buscas de texto na letra completa. Entre os cantos disponíveis estão os Próprios da Missa e das temporadas, tanto para a Forma Ordinária como para a Forma Extraordinária, Próprios para as Solenidades e Festas Maiores, 18 Missas tradicionais e 6 credos, antífonas marianas (em formas simples e solenes) e antífonas e hinos variados.

As melodias registradas nas partituras podem ser reproduzidas de forma que se podem ouvir os tons do canto e aprender a ler as partituras (que segundo os desenvolvedores são muito mais simples de aprender que o que as pessoas normalmente pensam), com a possibilidade de ajustar tanto o tom como a velocidade da reprodução.

O aplicativo recebeu comentários positivos nos fóruns especializados em música sacra, especialmente pela possibilidade de contar com os repertórios acessíveis em todo momento e fáceis de localizar, sendo o acréscimo de peças particulares a principal sugestão de desenvolvimento para os promotores. O Padre Matthew Spencer, da comunidade dos Oblatos de São José afirmou que a coleção de música irá se ampliando paulatinamente, na medida em que se esclareceram algumas dúvidas sobre os direitos do autor de peças que estão por incluir-se. (EPC)

Fonte: gaudiumpress.org

sábado, 13 de maio de 2017

O Escultor de Fátima

Texto por Fr. Gabriel Gillen, OP/ por Fr. Hugh Vincent Dyer, OP


Fr. Thomas McGlynn, OP
Esculpindo Nossa Senhora de Fátima

O Sacerdote escultor de Fátima


Fátima esteve presente na minha imaginação por quase o tempo que me lembro. Eu cresci em Albany, NY, nos anos 80. Albany é o lugar onde Pe. Patrick Peyton CSC começou seu apostolado da Cruzada do Rosário Familiar. Ele tinha dois grandes ditos: "A família que reza juntos permanece unida" e "Um mundo em oração é um mundo em paz". Essa oração é o rosário. No meu bairro, havia uma mulher de fé, a Sra. Giminiani, que promovia a mensagem de Fátima e encorajava outros a rezarem o rosário para conversão.

No ano passado eu encontrei um livro sobre as aparições marianas, que referenciou à um livro raro autorizado sobre as visões de Fátima, escrito pelo Fr. Thomas McGlynn, OP, liguei para o bibliotecário da Casa Dominicana de Estudos, Pe. John Martin Ruiz, OP, para localizar uma cópia do livro de McGlynn sobre Fátima, eu também pedi a ele para lê-lo. Ambos lemos o livro com prazer: McGlynn relata seu encontro e acesso privilegiado à última vidente sobrevivente, Irmã Lúcia, e como ela deu direção enquanto esculpia Nossa Senhora de Fátima. Sua estátua fica, centrada, acima da entrada para a basílica em Fátima, onde é visto por centenas de milhares de peregrinos a cada ano.

O livro Visões de Fátima é mais do que um livro de viagens agradável, Fr. McGlynn nos lembra que Fátima, como Caná, é um lugar de milagres. Ele também nos aponta para o caráter penitencial da mensagem de Maria. A penitência busca justiça e comunhão com Jesus crucificado. A oração do rosário é uma oração pela qual crescemos nas virtudes do coração contemplativo de Maria. Fátima tem sido uma motivação para a oração e o trabalho do Fr. McGlynn ajuda essa motivação. Seu livro é novamente um presente a Nossa Senhora de Fátima neste ano centenário das aparições.

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Quem foi Fr. Thomas McGlynn, OP:



O artistaMcglynn

Thomas McGlynn fez sua primeira escultura com a idade de quatro anos. Ele cultivou seu talento artístico até a idade de dezenove anos quando ele entrou na vida religiosa dominicana e começou seus estudos para o sacerdócio. Ele intercalou esses anos de estudo com o trabalho criativo e, mais tarde, como padre, ele continuou a combinar o trabalho apostólico com esforços criativos. Ele era o primeiro sacerdote: quando as responsabilidades apostólicas se apresentavam, ele se entregou de todo o coração a eles. Pouca escultura foi feita durante tais épocas porque nunca considerou seu trabalho artístico para ser um mero passatempo ou uma forma de recreação. Ele deu a sua escultura a mesma atenção que ele deu a sua obra apostólica.

Como religioso cuja obra apostólica foi guiada por seus superiores religiosos, nunca solicitou um apostolado artístico. Quando ele foi colocado em tal apostolado, porém, o fez com todo o seu espírito criativo e exigiu intransigentemente as condições necessárias para realizar tal apostolado. Tais exigências nem sempre foram gentilmente recebidas, pois, como a maioria dos artistas, ele nem sempre foi compreendido nem plenamente apreciado. Seus 45 anos no sacerdócio, portanto, foram anos de constante integração do impulso artístico e da missão sacerdotal. Anos antes, ele havia concluído que era muito mais importante celebrar a Missa e trabalhar como um padre do que ser um artista, e assim ele não tinha conflito com a sua verdadeira vocação. No entanto, ele às vezes achava difícil integrar seu trabalho criativo ao seu trabalho sacerdotal, pois experimentou as inevitáveis ​​tensões entre seu senso de "dever" e seu impulso artístico. Sua importância para nós é o fato de que ele conseguiu integrar com sucesso essas reivindicações, muitas vezes concorrentes, sobre sua vida.

Thomas McGlynn era um homem de visão. Embora suas esculturas lidam com assuntos realistas, uma leitura de seu manuscrito inacabado de 1950 sobre arte moderna, "Cube and Cross", mostra claramente que ele entendeu bem o valor do movimento de arte moderna. Ele defendeu a experimentação artística moderna com sua ênfase na forma e sua de-ênfase de assunto reconhecível. Ele creditou este movimento contemporâneo com a restauração de importância primordial para a forma em uma obra de arte. Mas ele também sustentou que o avanço da arte durante este período não impede o tema representacional para a expressão artística, um pluralismo que os críticos de arte dos anos 80 ainda reconhecem como válido.

Em 1966, Tom McGlynn escreveu para Margueritte Kimball, uma amiga que trabalhou no Cranbrook Academy em Bloomfield Hills, Michigan por vinte e seis anos, e disse: "Eu não mudei muito em trinta e cinco anos. Ainda acho a realidade perceptiva interessante e bastante compatível com a forma estimulante". Ele acreditava que ele era um artista moderno, trabalhando em seu próprio idioma pessoal. Ele nunca se desculpou por esse idioma e não sentiu necessidade de mudar. Todo seu trabalho de arte foi feito neste estilo, pois era válido para suas necessidades criativas e insights. Sua lealdade aos seus ideais artísticos faz com que ele se destaque como um artista de integridade durante um tempo em que muitos artistas pareciam mais interessados ​​em atender aos caprichos do mercado de arte. Era preciso aceitar Tom McGlynn em seu nível artístico ou não. Certamente ele não pediu desculpas pelo seu trabalho; Ele permaneceu, e está, em seus próprios termos.

Seu ministério apostólico claramente manifesta que ele era um visionário trabalhando por causas que estavam verdadeiramente à frente de seu tempo. Em 1937 ele aplicou sua habilidade escultórica a uma obra de misericórdia, a fabricação de membros artificiais para várias vítimas de acidentes. Este trabalho suscitou grande interesse entre as empresas que fabricavam peças artificiais, bem como entre as empresas de borracha, cuja tecnologia emergente permitiu novos desenvolvimentos nesta área. Durante vários anos ele trabalhou com essas empresas na tentativa de formular um método barato para fazer membros artificiais, e sem dúvida seus próprios métodos foram uma faísca que levou a alguns desses desenvolvimentos.

O ano de 1938 encontrou-o em Chicago dirigindo um centro inter-racial para negros pobres e não alfabetizados. Ele assumiu uma postura impopular em defesa dessas vítimas da sociedade, e sua posição não foi bem recebida. Enviado de Chicago para uma paróquia em Louisiana, ele continuou a defender os direitos dos negros e a lutar contra a segregação. Essas experiências resultou em sua escrever a peça, Caukey , em que os brancos são minoria e os negros a maioria. Enquanto esta peça, que foi produzida na Broadway em 1944, recebeu críticas gentis dos críticos, que gerou controvérsia na América por causa de suas idéias inquietantes.

Westbrook Pegler, o conhecido colunista, mencionou a peça na sua coluna e elaborou as questões colocadas pela peça. Tom McGlynn estava atuando e falando sobre a questão racial em um momento em que não estava na moda para fazê-lo. Sua intenção não era nem ser polêmica nem de moda, mas sim dar testemunho da mensagem evangélica de amor, liberdade e justiça.

Embora a pena de morte tenha sido um tema debatido nos últimos anos, uma relação casual com um preso da cadeia da morte em uma prisão de Louisiana em 1949 levou Tom a se envolver pessoalmente com vários homens no corredor da morte durante um período de dois anos. Sua preocupação com esses homens incluiu visitas a suas famílias e correspondência com J. Edgar Hoover, diretor do FBI. Ele começou um livro sobre sua vida, Não é teu coração, que permanece como um manuscrito inacabado no Arquivo. Este manuscrito traça a vida destes homens. As próprias intenções de Tom nessa obra são expressas no resumo: "A necessidade da salvação e a avaliação de todas as coisas temporais em relação à eternidade, espera-se, se destacarão claramente em um contexto de incerteza quanto às intenções, motivações e Destino final dos envolvidos. O leitor deve adquirir a sensação de que, por mais que ele pode estar sujeito a alterações na luta perceptual do bem e do mal, como eram os personagens do livro, os princípios que regem a vida e a morte são imutáveis ". ( Não é o Teu Coração . Summary , Página 9)

Quando chegou a Pietrasanta, Itália, em 1956, Tom logo descobriu que ninguém estava atendendo às necessidades espirituais dos prisioneiros na pequena prisão da cidade. Durante doze anos atuou como seu capelão não oficial, celebrando missa duas vezes por semana, até que a prisão foi fechada. Os principais jornais italianos publicaram a história de seu ofício no casamento de um dos prisioneiros na capela da prisão. 1977 estava na sua máquina de escrever afim de pedir ao regulador Byrne de New-jersey que vetasse a legislação para restabelecer a pena de morte no estado. Embora esta carta possa parecer um pequeno assunto, ela reflete a preocupação de Tom McGlynn com a vida dos prisioneiros e seus direitos.

Seu sentimento de preocupação social foi provocado mais uma vez pela inundação desastrosa que atingiu Florença, Itália em 1966. Ele e Harry Jackson, outro escultor americano residente em Pietrasanta, formaram um programa de alívio para ajudar as vítimas da inundação. Não só eles coletaram e distribuiram dinheiro e suprimentos, mas eles também ajudaram pessoalmente na limpeza da cidade.

Apesar de ser um crente em uma guerra justa, Tom McGlynn era um defensor da paz. Como padre da Igreja de Santa Helena em Amite, Louisiana durante a Segunda Guerra Mundial, ele compôs três orações, uma para aqueles nas Forças Armadas, uma para a Vitória, presumindo que estávamos engajados em uma guerra justa, e um para os nossos Inimigos.

Ele estava profundamente consciente de que nossos inimigos também são dignos de nosso amor e amor de Deus. Pessoalmente perturbado por pessoas que falavam de forma depreciativa sobre os alemães e japoneses, ele tentou corrigir tais atitudes por meio de sua pregação. Na idade de sessenta e um, ele e um sobrinho empreenderam uma peregrinação para a penitência e a paz. Eles caminharam mil e seiscentas milhas de Roma para Fátima, Portugal, para o Santuário dedicado à paz mundial. Esta caminhada levou três meses e eles chegaram 12 de maio de 1967, a noite do Dia da Festa do Santuário. Poucas marchas pela paz têm sido tão longas, tão difíceis e tão pouco glamourosas.

Seus últimos anos o encontraram defendendo os direitos dos não nascidos por meio de sua escrita e pregação. Alarmado com a atitude casual da sociedade em relação à vida e à morte dessas inocentes vítimas, compôs um poema, impresso em vários jornais americanos, que expressava a injustiça da sociedade em relação a essas almas. Sem dúvida, tanto como pessoa como como sacerdote, Tom McGlynn estava bem à frente de seu tempo no apostolado social.

Thomas McGlynn era um homem de grande charme e inteligência, uma alma magnética que deixou uma impressão duradoura sobre aqueles que tinham o privilégio de conhecê-lo. Suas muitas qualidades pessoais combinadas com suas habilidades criativas conduziram-no ao círculo de muitas das personalidades criativas as mais famosas de seu período. Jacques Lipchitz era um amigo devotado e querido como Thomas Hart Benton. Ele falava sua língua e estava completamente em casa com eles. Mas ele era tão amigável, amável e amoroso com as almas mais simples. Em Pietrasanta, não era incomum encontrá-lo respondendo a sua porta para fornecer a necessidade material aos pobres. Havia uma família, em particular, que ele cuidava espiritual e materialmente de sua própria pobreza. Todas as pessoas eram iguais aos seus olhos e todos eram merecedores do seu tempo e talentos. Ele ouviu a mensagem de Cristo "amar os inimigos, alimentar os famintos, vestir os nus, visitar os enfermos e os que estão na prisão" e Tom agiu de acordo com as palavras de nosso Senhor.

Este texto é oferecido como livreto ao público, para que eles possam entender Thomas McGlynn como uma pessoa total, humana, artística e sacerdotal. Os dominicanos devem ser encorajados, pela vida de McGlynn, a pregar com zelo e criatividade a Palavra.





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