quinta-feira, 20 de julho de 2017

Encontro temático - Arte Sacra



Encontro Temático

22 de julho / 10:00 - 16:00

Em julho o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas traz mais um Encontro Temático. Neste mês o tema será sobre Arte Sacra!

A partir do acervo da antiga igreja de Nossa Senhora do Rosário, iremos explorar diversos elementos, dentre eles o barroco, o mobiliário religioso e o espaço litúrgico.

Haverá certificado para os participantes. O curso é voltado para todos aqueles que se interessam pelo tema e acontecerá no dia 22/07/2017 das 10h00 às 16h00 (haverá uma hora de intervalo para o almoço).

Taxa de inscrição: R$ 25,00.
Maiores informações: masj@pateodocollegio.com.br. Faça sua inscrição aqui!

domingo, 16 de julho de 2017

Curso de capacitação na técnica do afresco



Curso entre os dias 11 e 17 de setembro

Professores e estudantes tem desconto! 
Inscrições aqui: https://goo.gl/forms/3G7hmPPLH321lQGw1 😊

Estão todos convidados!

Dica da Amiga Ana Lúcia Martinelli

sábado, 15 de julho de 2017

Provedor alerta sobre deterioração e Irmandade vai em busca de recursos para restauração da Igreja de Santo Antônio


Conselheiro Lafaite (MG)
Por Defender |





Uma das preciosidades do patrimônio histórico e da memória de Lafaiete passa por um processo de deterioração que vem avançando nos últimos anos. Quem visita o local percebe trincas, rachaduras e infiltrações que prometem a integridade do exemplar do século XVIII, tombado pelo município. “A igreja requer reformas urgentes e cuidados necessários para a sua preservação. A situação do bem é preocupante”, antecipou o provedor e presidente da Irmandade de Santo Antônio de Queluz, Marcos José Gonçalves. Segundo ele, o telhado e janelas já exigem uma reforma. Conta com isso também a descaracterização da igreja, como inúmeras pinturas sobre a original.

Mais recentemente a Irmandade conseguiu uma parceria com o Ministério Público, curadoria do patrimônio histórico, e contratou profissionais

técnicos para a elaboração dos projetos arquitetônico e de conservação dos elementos artísticos, inclusive, eles já foram aprovados pelo Instituto Estadual do Histórico e Artístico (IEPHA). “A gente de agradecer por demais a participação e parceria do promotor Glauco Peregrino que muito no ajudou nestes 2 projetos”, frisou Marcos.

Os projetos elaborados e aprovados facilitam a busca de financiamento seja público ou privado. Este é agora o caminho que a Irmandade trilha para executar os projetos cujos valores chegam a R$ 6 milhões. “Queremos ver esta igreja com seu brilho original”, revelou Marcos, confiante em arrumar uma fonte de recursos.

Pelos projetos imagens sacras de valor inestimável, datadas da fundação da capela, serão restauradas como a de Santo Antônio, Nossa Senhora da Piedade, São João Evangelista, São Joaquim, Nossa Senhora do Rosário e crucifixo primitivo. As peças compõem a riqueza da capela. Marcos, que lançou o livro “Relicário, juntamente com a historiadora Avelina, que retrata a capela, conta que o piso de madeira será trocado por pedra e a pintura original será reconstituída. Ele revela que ainda não se sabe a cor que o bem levará. Mesmo a fachada da Igreja, no seu aspecto original, não possuía o sino. Para ele a volta a originalidade neste quesito será polêmica.

Marcos e integrantes da Irmandade já se reuniram recentemente com o Secretário de Estado da Cultura, Ângelo Oswaldo, bem busca de recursos, mas receberam apenas a sugestão para apresentarem os projetos no Fundo Estadual de Cultura.

Para estar em pleno funcionamento a capela conta com o Auto Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) em dia. O bem tem câmeras, alarme e equipamentos de combate a incêndio. Marcos reclama da falta fiscalização no excesso de carros principalmente caminhões que passam em frente a capela. Segundo ele, um acordo proíbe o trânsito intenso no local que compromete a estrutura do bem que completou 266 anos.

Fonte original da notícia: Correio de Minas

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Estudo ratifica importância de templos belos em conversões individuais

Um estudo recentemente divulgado pelo jornal inglês 'The Telegraph' avaliou a participação de jovens nas práticas religiosas e identificou um elemento que poderia surpreender se se confia demasiado nos esteriótipos da povoação infantil: a eficácia da arquitetura sacra para inspirar conversões.



"O estudo sugere que os novos métodos nos quais investe a Igreja, como os grupos de jovens... são menos efetivos que orar ou visitar um templo na hora de atrair aos jovens à Igreja", destacou o meio de comunicação. As conclusões localizaram o contato com um templo em uma posição mais alta de eficácia que a assistência a um grupo juvenil, a assistência a um evento familiar religioso como as bodas ou o diálogo sobre a Fé com outros crentes. Com uma influência em 13 por cento das conversões juvenis, a visita a templos e catedrais se localiza por baixo da assistência a uma escola religiosa (17%) e uma experiência espiritual pessoal (14%).

As cifras inglesas concordam com a tradição católica da arquitetura sacra e seu potente valor catequético. Comentando sobre a beleza do templo da Universidade de São Tomás de Aquino nos Estados Unidos, o arquiteto Kevin Clark comentou à publicação 'Adoremus': "É surpreendente ver católicos e não católicos participarem na beleza física do edifício. É parte de sua conversão, é uma intriga". Esta curiosidade estética atrai aos jovens e os prepara a um contato mais profundo com a mensagem católica.

"Os estudantes têm sede de beleza, um estudo recente diz que a beleza é uma das razões mais significativas pelas quais a gente vem e fica na Fé Católica", afirmou a Universidade de São Paulo em Madison, Estados Unidos, na apresentação do projeto de construção de sua capela. "A edificação necessita ser grande, bela e o suficientemente visível para que os estudantes a notem". A instituição deseja substituir a edificação atual de concreto em parte porque os estudantes não a reconhecem como templo e deseja enfatizar mais claro em sua identidade católica.

Enquanto que a "Via da Beleza" continua sendo um passo prévio que requer ser seguido por um encontro autêntico com Deus, sua implementação contribui de forma notável à Evangelização, como reconhece o Pontifício Conselho para a Cultura no documento "A Via Pulchritudinis": "A capacidade comunicativa da arte sacra o mostra capaz de romper barreiras, filtrar os prejuízos e tocar o coração das pessoas de diferentes culturas e religiões, permitindo-lhes perceber a universalidade da mensagem de Cristo e seu Evangelho". (EPC)


Fonte: Gaudium Press

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Busto-relicário esculpido por Aleijadinho volta ao acervo de Minas Gerais

A escultura de cedro estava com um colecionador do interior de São Paulo e passa a integrar o patrimônio de Ouro Preto


O busto-relicário de São Boaventura estava com um colecionador de São Paulo e ficará sob a guarda definitiva do Museu de Aleijadinho (foto: MPMG/Divulgação)Vitória para o patrimônio cultural mineiro e em defesa do legado de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814). A Justiça determinou que o busto-relicário de São Boaventura, peça esculpida pelo “mestre do barroco” para a Igreja de São Francisco de Assis, de Ouro Preto, na Região Central, seja reintegrado definitivamente ao acervo original sob guarda do Museu Aleijadinho e da Arquidiocese de Mariana, e reconheceu a obra como integrante do patrimônio de Ouro Preto. A ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi proposta em 2011, em atuação conjunta da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ouro Preto e Coordenadoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), sendo a sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Ouro Preto.

De acordo com informações do MPMG, a escultura de cedro, com 69 centímetros de altura, estava com um colecionador do interior de São Paulo e ficará sob a guarda definitiva do Museu Aleijadinho e da Arquidiocese de Mariana – por determinação judicial, ela fica num cofre, em local não divulgado e sem exposição. Como a obra foi desviada do acervo de origem, em data indeterminada e ficou em poder de um colecionador do interior de São Paulo, a ação pediu também o pagamento de indenização por danos materiais e danos morais coletivos, explicou, ontem, o promotor de Justiça da comarca de Ouro Preto, Domingos Ventura de Miranda Júnior, já que esse pedido foi negado pela Justiça, mas o MPMG vai recorrer da decisão.

“Trata-se de uma decisão muito importante, pois a Justiça reconheceu que a peça pertence realmente a Ouro Preto e deverá ficar no município. É um precedente fundamental para valorizar o acervo daqui”, afirmou ontem Miranda Júnior, por telefone. Na sentença, o juiz destacou que a obra apresenta “valor cultural, histórico e artístico muito acentuado, justificado pelo período em que foi produzida, no qual o Brasil estava sob o regime do padroado (Igreja e Estado), e é protegida pelo Conjunto Histórico de Ouro Preto, assim como pela Lei 4.845/65. Além disso, trata-se de bem tombado, pois faz parte do acervo da Igreja de São Francisco de Ouro Preto”.

HISTÓRICO 
Conforme a ação civil pública, Aleijadinho teria produzido um conjunto formado por quatro bustos-relicários representando os doutores franciscanos Venerável Duns Scott, Santo Antônio de Pádua, São Tomás de Aquino e São Boaventura para integrar a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto, bem tombado desde a década de 1930 e localizada no Centro Histórico protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco). Estudos mostram que a obra teria sido concluída na terceira fase de produção de Aleijadinho, entre 1791 e 1812. Os outros bustos ficam no acervo do Museu Aleijadinho, em Ouro Preto.

Em 2014, o MPMG entrou com recurso requerendo à Justiça tutela antecipada determinando a manutenção da obra em Ouro Preto até o julgamento final da ação. Os promotores de Justiça alegaram que “toda a prova pericial produzida indica que o busto objeto dos autos foi produzido para ornar a Igreja de São Francisco de Ouro Preto, de onde não poderia ter sido retirado, pois trata-se de bem fora do comércio e expressamente protegido em razão de seu valor cultural imensurável”.

No acórdão, o relator do agravo de instrumento, desembargador Caetano Levi, decidiu, então, que “a peça sacra constitui patrimônio cultural inquestionável da comunidade onde foi produzida” e que “a prova pericial realizada torna certo que a peça é mesmo de autoria do consagrado escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, razão pela qual deve permanecer em Ouro Preto até o julgamento do mérito do recurso pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais”.

Entenda o caso

De acordo com a ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais, na Comarca de Ouro Preto, Aleijadinho teria esculpido um conjunto formado por quatro bustos-relicários representando os doutores franciscanos – Venerável Duns Scott, Santo Antônio de Pádua, São Tomás de Aquino e São Boaventura – para integrar a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, tombada desde a década de 1930

O busto-relicário de São Boaventura, com 69cm de altura, foi desviado do acervo de origem em data indeterminada, indo parar nas mãos de um colecionador do interior de São Paulo. A obra, em cedro, teria sido concluída na terceira fase de produção de Aleijadinho, entre 1791 e 1812. Os outros três bustos que formam o conjunto estão no Museu Aleijadinho, em Ouro Preto.

A primeira ação do MPMG, em 2008, pediu a devolução definitiva do busto-relicário de São Boaventura à Arquidiocese de Mariana, além do pagamento de indenização por danos materiais e danos morais coletivos. A ação principal ocorreu em 2011, tendo à frente o então promotor de Justiça de Ouro Preto, Ronaldo Crawford, e pelo ex-titular da Coordenadoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC) Marcos Paulo de Souza Miranda.

Em 28 de abril de 2015, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da 1ª Câmara Cível, determinou que o busto-relicário ficasse em Minas até o fim da tramitação da ação.

Fonte: EM

Curso livre de douramento e policromia em Arte Sacra

Centro Educacional Terra Santa, Petrópolis, RJ, entre 7 e 11 de agosto, das 09:00 às 18:00. 

Douramento e Policromia Barroca, estudo de iconografia sacra. Curso livre com certificado, voltado para maiores de 18 anos. 

Prática em regime de Atelier com todas as fases tradicionais de trabalho: impermeabilização, pastiglio, douramento, floreios, esgrafiatos, punção, flores barrocas, veladura, marmorização, carnação.

Informações, condições de pagamento e matrículas exclusivamente inbox ou por e-mail.
Vagas limitadas.



Fonte: Ana Rocha

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Livro: História, Arte e Preservação do Patrimônio Cultural - A Imaginária da Paixão de Cristo da Ordem Terceira do Carmo de Ouro Preto (MG)



Lançamento da Editora Prismas: História, Arte e Preservação do Patrimônio Cultural: A imaginária da Paixão de Cristo da Ordem Terceira do Carmo de Ouro Preto (MG), de Lia Sipaúba Proença Brusadin e Maria Regina Emery Quites 
"Na América Portuguesa, durante o século XVIII e início do XIX, na Capitania de Minas, a religião cristã foi perpetuada por suas imagens devocionais. A imaginária sacra colonial compõe um campo de estudo amplo e interdisciplinar. O presente livro tem como finalidade analisar as representações iconográficas, as técnicas e materiais das esculturas da Paixão de Cristo"

Adquira já seu exemplar em: https://goo.gl/bNmaea

Museu da Ordem Terceira de São Francisco tem queda no número de visitantes e desvalorização


Salvador (BA)
Por Defender |

A cobrança de ingressos, no valor de R$ 5, é uma das fontes de receita da Ordem.


Foto: Marina Silva/Correio

A recepcionista do Museu da Ordem Terceira de São Francisco, Marilice da Silva Natividade, conta que, nos últimos anos, o número de visitantes vem caindo gradativamente – até junho, 22 mil pessoas visitaram o espaço, segundo o diretor executivo da Ordem, Jaymme Baleeiro Neto. “O fluxo baixou muito. Estamos vivendo um verdadeiro luto do turismo”, afirmou Marilice.

Segundo a recepcionista, alguns fatores podem ter contribuído para essa queda de visitantes, entre eles as facilidades da internet e o estado de conservação do acervo artístico. “As pessoas vêm para cá para ver os azulejos. Como eles estão danificados, elas terminam vendo em sites, o que é uma pena”, lamenta ela.

Outro ponto abordado por Marilice é a interdição do Centro de Convenções. Segundo ela, quando o espaço estava em funcionamento, o passeio pelo Centro Histórico estava sempre na rota das pessoas que participavam dos inúmeros congressos que aconteciam na cidade. “Hoje, ficamos muito dependentes da alta estação, quando a cidade está cheia por conta das festas.”

A cobrança de ingressos, no valor de R$ 5, é uma das fontes de receita da Ordem, que conta ainda com a cobrança de aluguéis de alguns imóveis, mas a inadimplência e a desvalorização estão prejudicando a cobrança dos aluguéis, segundo o diretor. Hoje, a Ordem conta com nove funcionários e câmeras de segurança.

O espaço fica aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h45 e das 13h às 16h30; aos sábados, domingos e feriados funciona sem interrupção.

Por Saulo Miguez e Hilza Cordeiro

Fonte original da notícia: Correio – Bahia

terça-feira, 11 de julho de 2017

Igreja com quase 300 anos na BA é reaberta após 11 anos de obras de restauração

Por Defender |

Templo religioso guarda restos mortais da heroína da Independência da Bahia, Maria Quitéria. Igreja terá 1° missa no sábado (8).


Igreja de Sant’Ana, que foi restaurada em Salvador. Foto: Alberto Lyra/Divulgação

A igreja de Sant’Ana, em Salvador, com quase 300 anos de história, foi reaberta nesta quarta-feira (5) para que a concretização do projeto de restauração fosse apresentado à imprensa, após 11 anos de obras. Apesar da reabertura, e do local estar disponível para visitas, a primeira missa na igreja será realizada no sábado (8), às 18h.

Em 2016, mesmo sem a finalização das obras, a parte central da igreja já havia sido reaberta, apenas para os festejos que celebram a padroeira Sant’Ana no mês de julho.

As obras de restauração no templo religioso, localizado no bairro de Nazaré, e construído em 1747, foram iniciadas em 2006, depois de serem encontrados problemas de infraestrutura no local, como vazamentos no telhado, água escorrendo, fiação exposta, escadas de acesso interditadas, partes do forro despencados e com risco de ruir.

Tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), a igreja guarda tesouros no seu entorno, como os restos mortais da heroína da Independência da Bahia, Maria Quitéria. Sant’Ana faz parte também da vida de personagens que ajudaram a construir a história da Bahia. O pároco da igreja, Abel Pinheiro, conta que Irmã Dulce, a religiosa baiana, morava nos arredores da igreja e era assídua frequentadora do templo católico. Além disso, no templo há uma placa que informa que Irmã Dulce decidiu ingressar na vida religiosa na igreja de Sant’Ana.

 padre Abel destacou ainda a importância das obras da igreja para a comunidade. “As telas da igreja estavam escuras por causa da fuligem, e há mais de 100 anos que não fazia-se uma limpeza como agora, então tudo isso volta ao esplendor e oferece à comunidade um espaço digno, aconchegante para celebrações e para o encontro do povo de Deus”, disse.

Restauração


O processo de reforma e restauração da igreja, uma das principais referências do acervo sacro arquitetônico e histórico do estado da Bahia, trouxe novamente para o público sofisticados entalhes e de relíquias de pinturas assinadas por grandes nomes da época, como os pintores Franco Velasco, José Rodrigues Nunes e José da Costa Andrade. Velasco também pintou obras nas igrejas Ordem 3º de São Francisco e Bonfim, ambas na capital baiana.

Algumas partes da igreja foram totalmente recuperadas, como o altar de São Benedito, que em 2007 foi depredado por um adepto de uma igreja protestante. Só esta obra levou quase dois anos para ser recuperada, envolvendo três restauradores responsáveis e 27 auxiliares do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (Ipac), um dos responsáveis pelas obras.


Imagem de Sant’Ana da igreja que também foi restaurada na Bahia. Foto: Divulgação

Conforme o restaurador responsável pelo projeto artístico da paróquia, José Dirson Argolo, a pintura original de onze painéis e do medalhão que ornamentava o forro principal da igreja estava coberta sob camadas de outras pinturas, o que impedia a identificação das obras em função da alteração de cores. As modificações foram sofridas na segunda metade do séc. XIX, como por exemplo do forro da nave, restaurado em 1855 por José Rodrigues Nunes, que usou tinta à base de óleo, produto utilizado naquela época, que provocava forte oxidação, e que depois foi substituído por materiais quase isentos de alteração.

A Igreja de Sant’Ana também sofreu transformações após reformas que ocorreram entre 1814 e 1828, quando o templo perdeu a decoração barroca (altares, pinturas e talhas), substituída por outras no estilo neoclássico, que passou a imperar no Brasil, após a chegada de D. João VI, com a família real portuguesa, em 1808, que trouxe um novo conceito de arte mais “despojado”. Este conceito foi reforçado em 1816 com a vinda para o Brasil da Missão Artística Francesa, cujo um dos expoentes foi o pintor Debret.


Placa comemorativa que aponta que Irmã Dulce se tornou religiosa na igreja de Sant’Ana. Foto: Divulgação

A primeira etapa da reforma custou R$ 2,7 milhões e teve apoio do BNDES. No ano de 2014, um novo contrato foi assinado com o BNDES, no valor de 5,4 milhões, em três parcelas, para a conclusão da obra.


Pintura do teto da igreja de Sant’Ana que foi restaurada na Bahia. Foto: Divulgação

Fonte original da notícia: G1 BA

Barroco Internacional



BARROCO INTERNACIONAL
Não percam!


Faça sua inscrição e não fique fora dessa.Convide seus alunos e amigos também!
Ementa de curso: 


1- Renascimento e Maneirismo para se pensar o Barroco. 
2- Reforma Protestante e Contrarreforma Católica. 
3- O Barroco Internacional na arquitetura. 
4- O Barroco Internacional na pintura e o caravaggismo. 
5- O Barroco Internacional e a escultura.
6- A Imaginária Devocional e o Barroco. 
7- As influências do Barroco Português para se pensar o Barroco Brasileiro.


Investimento: R$35,00;
Data: 23/07/12;
Horário: 09h às 12h;
Local: Museu de Arte Sacra do RJ e Igreja de Santo Antônio (Convento de Santo Antônio).

Inscrições pelo whatsapp 96833-0484

Organização: Ciclo de História da Arte no Museu

segunda-feira, 10 de julho de 2017

I Congresso Internacional de Música Sacra da UFRJ








Congresso Internacional de Música Sacra abre inscrições


Escrito por Francisco Conte

Realização da Escola de Música (EM), estão abertas as inscrições para o I Congresso Internacional de Música Sacra. O evento, que conta com a coordenação geral da professora Valéria Matos (UFRJ), acontece de 20 a 22 de julho. Palestras, mesas redondas e workshops, na EM e no auditório da Firjan, discutirão o tema “A Música Sacra Católica nos Séculos XX e XXI”. Período em que a prática do gênero foi impactada pelas mudanças nas normas da Igreja e pelas transformações sócio-culturais que redefiniram a relação com a espiritualidade, o religioso e o transcendente.


Fotos: Reprodução



PALESTRANTES internacionais: Winfried Bönig (acima) e Robert Tyrala (abaixo).
Folder e formulário de incrição do evento.


Da programação, que pode ser consultada em detalhe no final da matéria, constam ainda três concertos. A entrada é franca para todas as atividades do Congresso.

O foco do congresso são docentes, estudantes, compositores, pesquisadores, maestros, músicos, clérigos, religiosos e membros da sociedade em geral, afins ao tema.

Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e entregá-la no Setor Artístico da Escola, na Rua do Passeio, 98, ou enviá-la para o correio eletrônico artistico@musica.ufrj.br.


Palestras, mesa redonda e workshops

Pesquisadores internacionais marcam as palestras do evento. O professor Robert Tyrała (Polônia), desde 2009 presidente da Federação Internacional dos Pueri Cantores, discute, dia 20, A Ressonância da Instrução do Vaticano no [documento] Musicam Sacram no 50° Aniversário de sua Promulgação (1967-2017). No dia 21, Winfried Bönig, professor e organista da Catedral de Colônia, na Alemanha, fala sobre A Música Sacra na Alemanha no Início do Século XXI.

Uma mesa redonda reúne, dia 22, Clayton Júnior Dias, diretor e professor do Centro de Estudos de Música Sacra e Liturgia da Arquidiocese de Campinas, Fernando Lacerda (UFPA) e Frei Joaquim Souza (Minas Gerais).

Seis workshops permitem a troca de experiências com destacados pesquisadores, compositores, músicos e especialistas. Entre eles, o organista Winfried Bönig, os regentes Antônio Pedro de Almeida, Antônio Gastão, Marcelo Vizani e Roberto Duarte, as arquitetas Erika Pereira Machado e Layla Christine Alves Talin, e o compositor João Guilherme Ripper.


Concertos

O concerto de abertura, dia 20, às 20h, na Sala Cecília Meireles, será também o Concerto de Gala do 41° Congresso Internacional PUERI CANTORES, que acontece no mesmo período na cidade. Reúne o coral Canarinhos de Petrópolis, Mainzer Domchor (Mainz/Alemanha), Schola Cantorum (Bogotá/Colômbia), Jeju Catholic Boys and Girls (Jeju City/Coreia do Sul), o Pueri Cantantes Cathedralis Ungdomskör (Estocolmo/Suécia), além do Sacra Vox da UFRJ. O do dia, 21, às 18h, no Salão Leopoldo Miguez, apresenta o Coral Meninas dos Canarinhos de Petrópolis, sob a regência de Marcelo Vizani, e e o de encerramento, dia 22, às 18h30, no Salão Leopoldo Miguez, destaca o organista Winfried Bönig e a estreia mundial da Gloria-Concertato, obra encomendada ao compositor João Guilherme Ripper, docente da EM.

Coordenação

A Coordenação Científica do Congresso é de Carlos Alberto Figueiredo (UNIRIO) e a Coordenação Artística de Inacio De Nonno (UFRJ). A Comissão Científica é composta e do professor Richard Mailänder, da Universidade de Colônia (Alemanha). Integram a Comissão Artística, Marco Aurélio Lischt, regente titular dos Canarinhos de Petrópolis (IMCP), e o maestro Marcelo Vizani (UCP). A produção executiva é da Giz em Cena Produções Culturais.

Apoiam o Congresso a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, a Arquidiocese de Niterói, a Associação Fluminense de Ex-bolsistas da Alemanha (AFEBA), a Federação das Indústrias do Estado do Rio do Janeiro (Firjam), a Fundação do Arcebispado de Colônia (Alemanha), o Instituto Goethe e o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).



PROGRAMÇÃO DO I CONGRESSO INTERNACIONAL DE MÚSICA SACRA

20.07

AUDITÓRIO DA FIRJAN

Inscrição de participantes ouvintes, 9h

ABERTURA, 10h

PALESTRA 1, 10:30h
Robert Tyrala (Polônia)
A Ressonância da Instrução do Vaticano no [documento] Musicam Sacram no 50° Aniversário de sua Promulgação (1967-2017)

ESCOLA DE MÚSICA

WORKSHOP 1, 14h
Winfried Bönig (Alemanha)
O Órgão no Rito: A composição e a improvisação

WORKSHOP 2, 16h
Antônio Gastão (Petrópolis) e João Guilherme Ripper (Rio de Janeiro)
A Composição Coral Sacra Contemporânea: o compositor e sua composição em diálogo com o intérprete
Coral e Orquestra da Universidade Católica de Petrópolis
Regente: Antônio Gastão

SALA CECÍLIA MEIRELES

CONCERTO DE ABERTURA, 20h
Concerto de Gala do 41° Congresso Internacional PUERI CANTORES
Conjunto Sacra Vox
Canarinhos de Petrópolis
Mainzer Domchor - Mainz/Alemanha
Schola Cantorum - Bogotá/Colômbia
Jeju Catholic Boys and Girls - Jeju City/Coreia do Sul
Pueri Cantantes Cathedralis Ungdomskör - Estocolmo/Suécia

21.07

AUDITÓRIO DA FIRJAN

PALESTRA 2, 10h
Winfried Bönig (Alemanha)
A Música Sacra na Alemanha no Início do Século XXI, ao exemplo da Arquidiocese de Colônia

ESCOLA DE MÚSICA

WORKSHOP 3, 14h
Maestro Antônio Pedro de Almeida
O Canto Gregoriano: regência e entoação
Conjunto de Cantores do Seminário Arquidiocesano São José

WORKSHOP 4, 16h
Marcelo Vizani, maestro (Petrópolis)
Tradição e Renovação: A Música Sacra no Coral Meninas dos Canarinhos de Petrópolis

CONCERTO, 18h
Coral Meninas dos Canarinhos de Petrópolis
Regente: Marcelo Vizani
Pianista: Ramon Theobald

John Rutter:
The Lord bless you and keep you
John Brackenborough:
O Nata Lux
Franz Liszt:
Pater noster
Ramiro Real:
Regina Caeli
Felix Mendelssohnn:
Veni Domine
Felix Mendelssohonn:
Laudate Pueri
Tim Blickhan:
Ave Maria
Andrew Lloyd Webber:
Pie Jesu
John Leavit:
Festival Sanctus
Henrique Oswald:
Memorare
Antônio Gastão:
Haec Dies

22.07

AUDITÓRIO DA FIRJAN

MESA REDONDA, 10h
Clayton Júnior Dias (São Paulo)
Centro de Estudos de Música Sacra e Liturgia da Arquidiocese de Campinas: formação, atividades litúrgicas, artísticas e pesquisas
Fernando Lacerda (Pará)
Música religiosa católica no Brasil: metas institucionais, práticas musicais e reflexões acerca da pesquisa
Frei Joaquim Souza (Minas Gerais)
A contribuição das "incelenças" de defunto no processo de inculturação da música ritual de exéquias da Igreja no Brasil

ESCOLA DE MÚSICA

WORKSHOP 5, 14h
Erika Pereira Machado e Layla Christine Alves Talin, arquitetas (Petrópolis)
Acústica e Execução: a música na Igreja

WORKSHOP 6, 16h
Roberto Duarte, maestro (Rio de Janeiro), e João Guilherme Ripper, compositor (Rio de Janeiro)
Música Sacra e Execução - Ensaio aberto da obra encomendada para o Congresso: Gloria-Concertato
Orquestra Sinfônica Nacional da UFF e Coral do Congresso

CONCERTO DE ENCERRAMENTO, 18:30h

Primeira Parte
Organista Winfried Bönig
Johann Caspar Kerll (1627-1693):
Batalla
Johann Sebastian Bach (1685-1750):
Präludium und Fuge D-Dur
Samuel Barber (1910-1981):
Adagio
Johann Sebastian Bach (1685-1750):
Sinfonia aus der Kantate 29
Charles Marie Widor (1844-1937):
Zwei Sätze aus der V. Symphonie: 1.Adagio, 2.Toccata

Segunda Parte
Gloria-Concertato (Primeira audição mundial)
Compositor: João Guilherme Ripper
Maestro: Roberto Duarte
Regente do Coro: Valéria Matos
Solistas: Inacio de Nonno e Maira Lautert
Orquestra Sinfônica Nacional da UFF
Coral do Congresso

ENDEREÇOS:

Escola da Música da UFRJ, Rua do Passeio, 98 - Lapa
Federação das Indústrias do Estado do Rio do Janeiro (FIRJAN), Av. Graça Aranha, 1 - Centro
Sala Cecília Meireles, Rua da Lapa, 47 - Lapa

domingo, 9 de julho de 2017

Artista plástico capixaba Hipólito expõe obras sacras em Viana

Serão 13 obras expostas na Galeria de Arte Casarão. O coquetel de abertura acontece no dia 13 de julho e a exposição ficará na cidade por um mês




A exposição será aberta no dia 13 de julho
Foto: Divulgação

A partir do dia 13 de julho, a exposição de arte sacra “Fragmentos Sagrados”, do escultor capixaba Hippolito Alves, estará na Galeria de Arte Casarão, em Viana. A exposição estará aberta para visitação pública, de 09h às 18 horas durante um mês. O coquetel de abertura da exposição será no dia 13, às 19h30.

São treze obras de Hippolito, onde destacam-se entre elas, imagens do Padre Anchieta, Nossa Senhora e de Cristo Crucificado, algumas de suas mais notáveis criações. O artista explica um dos objetivos principais da exposição. “É uma exposição educativa que visa trazer ao visitante o conhecimento sobre o potencial artístico e cultural de nosso Estado”, destaca.

Hippolito criou as peças utilizando materiais recicláveis, como resíduos do petróleo, minério e do mármore e granito, que seriam jogados fora. A exposição traz a escultura gigante de Luiza Grimaldi, a primeira governadora do Espírito Santo, que tinha o padre José de Anchieta como seu confidente.

Ele destaca que seu trabalho teve um recorde de visitantes no município de Vila Velha, onde ficou exposto na Casa de Memória com 4.500 visitantes. A exposição também passou pelo município de Anchieta, onde ficou exposta no Museu Nacional.

sábado, 8 de julho de 2017

Carmo, arte barroca ameaçada







É a mais “rococó” das quatro igrejas paulistas do século XVII preservadas da ruína, queda e de malsucedidos restauros de pinturas originais do movimento estético nascido na França entre 1710 e 1790 e sobrevivente de maneira mais expressiva em poucos conjuntos históricos barrocos. É mais antiga do que as igrejas mineiras, conhecidas por atraírem turistas de todo o mundo, pela beleza dos altares, imagens, tetos e paredes.

Onde está esse primor ameaçado que faz brilhar os olhos, e muito, muito preocupa estudiosos da história da arte brasileira? Em Mogi das Cruzes, na Igreja Terceira da Ordem do Carmo, num “monumento único”, composto por um grande número de obras clássicas da arte barroca, encontradas em áreas como a pequena saleta, por onde as mulheres que participam do bingo semanal das tardes de terça-feira passam entre o banheiro e o salão (bem mais novo), onde as mesinhas dispostas as agrupam, e há um vozerio alegre.

Cobre o vestíbulo, entre a sacristia e as dependências mais novas do conjunto das igrejas construídas pela Província de Santo Elias, em 1633, uma das pinturas mais antigas do Estado de São Paulo: São Simão Stock recebe um escapulário de Nossa Senhora do Carmo, em meio a imagens da fauna e flora brasileira, tucanos, cobras e papagaios pintadas com a técnica do Spolvero, onde o artista primeiro desenha as imagens numa folha, pontilha os traços das bordas e transfere esse molde para (no caso) o forro.

Além dessa peça, de 1750, todo o conjunto de obras, santos e afrescos coloca a Ordem Terceira do Carmo ao lado de três outras construções católicas de importância na arte e arquitetura paulista: as igrejas do Carmo de São Paulo e de Itu, e a Candelária de Itu. A raridade das pinturas mogianas ganha relevância com o término da tese de doutorado de Danielle Manoel dos Santos Pereira, do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Nesse estudo, a pesquisadora conseguiu avançar em descobertas sobre as origens dos autores das cenas religiosas ali decoradas e pouco conhecidas dos mogianos.

Terça-feira última, O Diário acompanhou as gravações de um programa da TV Unesp sobre a pesquisa sobre as pinturas nos forros do Carmo, que começa a ser divulgada em revistas especializadas pela mineira de 34 anos nascida em Diamantina, residente em São Paulo desde a infância. Ela trabalhou no Museu das Igrejas do Carmo (MIC), entre 2010 e 2012, durante a vigência do Ponto de Cultura Municipal, bancado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, que até hoje não foi pago integralmente. Danielle Pereira estava acompanhada de seu orientador no doutorado, o artista plástico Percival Tirapeli, professor e doutor de História da Arte Brasileira da Unesp, integrante do Condephaat e autor de livros sobre o assunto.

Vem do professor a frase mais urgente ouvida durante a visita guiada ao Carmo sobre as atuais condições desse acervo: “Está lastimável. Desde 1977 visito o Carmo com frequência e desde então, nada foi feito para preservar essas pinturas. A madeira está na casca, o cupim acelera a degradação. Sorte a nossa que o cupim devora a madeira, não a pintura (sorri, com alívio). O telhado está um pouco melhor, mas o forro, está em condições muito ruins”.
Está mesmo. Quando se vence a escadinha estreita de madeira que leva ao coro e se observa de perto as coloridas reproduções dos santos e bispos da história carmelita, os vãos corroídos pelos insetos e encharcados pelas goteiras realçam ainda mais a degradação.

Entre as tábuas do forro, as manchas se alargam, dissolvendo a pintura antiga, madeiras brutas cobrem peças que se perderam, encorpando o diagnóstico: “Veja que os rostos, estão mais preservados, um milagre do Carmo. Mas, no geral, a deterioração avança”, observa Tirapeli, que não larga uma pequena máquina fotográfica.

No forro da nave da Ordem Terceira, o artista Manuel do Sacramento primeiro desenhou ricamente o cenário com detalhes das expressões, roupas e as partes descobertas dos corpos dos personagens, como as mãos. “Ele fez um desenho primoroso no forro, salientando partes dos rostos, como os olhos e bocas, para dar uma imagem ‘fotográfica’ a quem olhava do chão”, diz Tirapeti. O chão fica a 12 metros de distância do teto. “Ele fez a obra para ser apreciada de baixo”, encerra ele.

“Um monumento único”, diz professor

O historiador Percival Tirapeli conheceu as Igrejas do Carmo no início da carreira mapeada pelos livros de arte publicados, exposições, curadorias, supervisão e produção de pesquisas sobre a arte brasileira. Nametade da década de 1970, ele fez a dissertação sobre as igrejas do Vale do Paraíbae e visitou Mogi das Cruzes e Região. Depois disso, a carreira de pesquisador flui, e ele retornou a Mogi, inúmeras vezes, lecionou, inclusive, na Universidade Braz Cubas (UBC). Para ele, “Mogi das Cruzes é um monumento único porque é mais antigo do que o de Itu e construído 100 anos, pelo menos, antes das igrejas de Minas”.

40 anos separam a primeira visita dele ao Carmo à última, terça-feira passada. “É uma constatação, as pinturas estão se perdendo. Tivemos a reforma do telhado, mas só. Se a comunidade não se organizar, buscar o apoio de empresas, por meio da Lei Rouanet, não resolve isso”.

O professor vai direto ao ponto quando questionado sobre a dura lida de quem vê esse patrimônio decaído pela valorização do moderno, sem o equilíbrio entre o novo e o antigo, como ocorre no Centro de Mogi: “Somos (um povo) incultos. Não aprendemos história na escola. E o brasileiro sempre gostou do moderno”.

Juntos, esses fatores provocam o que há de pior para uma sociedade, o “apagamento a memória”. Ao entrar no vestíbulo, onde está a pintura salva do desaparecimento, quando a Igreja do Carmo caiu e foi reconstruída, preservando afortunadamente a obra, Percival assusta-se com um parafuso à vista. “Veja essa parafuso numa pintura chinesa. É o fim”.

Ele acompanhou duas restaurações recentes, que duraram anos, no Carmo de São Paulo e na Candelária de Itu, e lança: “Esses restauros saíram porque teve quem os defendesse. É própria comunidade que precisa se articular, pressionar pela política”, diz. A pressão política é divisor de águas. “Em Itu, tivemos recursos de indústrias e da Prefeitura. Não adianta esperar pelo governo federal”.

Foi assim, aliás, que o Carmo sobreviveu a uma “loucura”, quando Mogi das Cruzes teve muito próxima de perder seu mais antigo e caro conjunto histórico. “Felizmente, o Carmo foi defendido até por Lúcio Costa, que escreveu: ‘querem destruir o Carmo’ e essa loucura foi abandonada”.

Percival Tirapeli percorre o interior das duas igrejas do Carmo, para diante de raridades como o Cristo Crucificado na Ordem Primeira que ganha luz incrível, no meio da tarde, quando o sol bate na janela lateral e reproduz a hora da morte de Jesus. Olha a grandiosa imagem de Elias, no forro do altar-mor, que ainda não se sabe quem pintou, mas tem beleza única pelas noções históricas nele contidas, perspectivas, cores… “Muitas, muitas pessoas vão a Minas, sem conhecer as igrejas de São Paulo, mais antigas e expressivas na arte. E dizem, mas em Minas tem isso, tem aquilo. São Paulo tem mais e perdeu muito com o tempo”, afirma.

A visita animou o grupo Fotos Antigas de Mogi das Cruzes, mantido por Luiz Miguel Franco Baida, João Camargo e Robson Shimizu. O trio planeja lançar uma campanha pela preservação desse patrimônio, em parceria com Danielle Pereira. “Sem uma mobilização, perderemos mais ainda, a deterioração das pinturas não para. Não podemos perder mais tempo”, defende Baida. (E.J.)

Paróquias de Tavira (Portugal) contratam técnica de conservação e restauro

texto de
Samuel Mendonça

As paróquias de Tavira vão ter uma especialista na área de conservação e restauro a trabalhar na recuperação do seu património, na sequência da criação da empresa Artgilão, pensada com o “objetivo de explorar financeiramente todas as possibilidades que possam surgir” nas paróquias “de modo a poder aplicar as receitas geradas na recuperação do património religioso”.

“Tenho o sonho de poder vir a criar um gabinete/ateliê de restauro em Tavira, mas enquanto esse sonho não for possível de realizar, queremos começar o trabalho de proteção das nossas peças de arte, com a ajuda da Marta Pereira, que tem conhecimentos específicos e nos dará um grande auxílio nesta tarefa de melhor defender o nosso património”, explicou o padre Miguel Neto.

Em nota enviada à comunicação social, o pároco de Tavira informa que tem como “preocupação central” do trabalho a rentabilização do património que está à sua responsabilidade para que o mesmo possa ser preservado e “oferecido aos fiéis e visitantes”.

Neste contexto, o sacerdote assinala que as paróquias de Tavira têm múltiplas igrejas que podem “gerar receitas” para a conservação e restauro de peças e acrescenta que a rentabilização que atualmente passa pela venda de merchandising na igreja de Santa Maria e pelas visitas turísticas permite “a criação de postos de trabalho”, como o da técnica contratada, formada pelo Instituto Politécnico de Tomar.

O pároco de Tavira informa ainda que o merchandising – marcadores de livros, saco de pano, brincos, artigos religiosos – foi criado tendo como base do design o património das igrejas, “nomeadamente a sua azulejaria, que é uma marca forte”. “Queremos que estas peças possam ser embaixadoras da nossa causa e do nosso projeto, para que possamos efetivamente levar por diante ideias que permitam recuperar e preservar os bens que as paróquias de Tavira têm e que queremos que todos possam fruir”, desenvolveu.

O padre Miguel Neto dá conta ainda de uma parceria com a Câmara Municipal de Tavira que vai permitir que as igrejas estejam “abertas e visitáveis”, nos meses de junho e agosto. “Queremos aprofundar esse relacionamento, de modo a que as Igrejas beneficiem da proximidade e colaboração existentes, bem como o povo cristão, que verá, por certo, as suas tradições reforçadas e promovidas, pois Tavira é rica de momentos e expressões religiosas que são muito particulares na nossa região”, desenvolveu o sacerdote.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O Anjo apontando para o lugar onde Jesus nasceu reaparece em Belém



Anjo redescoberto na basílica Natividade, Belém,
olha fixo para o local onde Jesus nasceu

Texto de Luis Dufaur

Veio à luz graças a uma equipe de restauradores italianos precioso mosaico de um anjo encoberto por uma massa de pintura na Basílica da Natividade, em Belém, informou a BBC Brasil.

O feliz achado, depois da primorosa restauração, exibe em toda sua beleza um anjo que olha fixo para o local onde Jesus nasceu.

Coberta por reboco há quase mil anos, a obra encontrava-se fora do alcance do olhar humano. A Basílica da Natividade, em Belém, precisava de uma importante restauração que envolvia a própria estrutura do milenar templo.

Contudo, um imprudente “ecumenismo” fazia depender as obras de restauro da aprovação de um conjunto de denominações cristãs. As denominações ditas “ortodoxas” vivem apegadas a um passado mofado e amarfanhado, antipatizando-se com as restaurações.

Ademais, não possuem a escola teológica nem o amor pelo passado que é sinal distintivo dos católicos, que possuem outra visão da tradição, da importância das obras de arte do passado e de sua contribuição para o presente e o futuro.

Malgrado os defeitos que possam ocorrer, o dinamismo católico é impulsionado por um amor sincero ao belo, à tradição, à história e de tudo o que se refere a Nosso Senhor Jesus Cristo, em tudo procurando o brilho que merece a sua única Igreja e que resplandece ao longo das vicissitudes tempestuosas dos milênios.

O resultado da incompatibilidade entre essas duas mentalidades é que havia toda espécie de desentendimentos, concorrendo para que as reformas na Basílica não se dessem apesar de cada vez mais urgentes, por se tratar de uma das mais antigas em uso no mundo.



A Basílica da Natividade é uma das igrejas mais antigas do mundo

Em 2009, o presidente palestino temendo que a igreja desmoronasse e motivado por razões políticas ordenou reformar o prédio, passando por cima das brigas “ecumênicas” desprovidas de sentido.

Participou da equipe de restauradores o engenheiro cristão-palestino Issa Hazboun.

Com efeito, ter trabalhado no local foi uma fonte de “orgulho” não só para ele mas para todos os cristãos do Oriente Médio, hoje tão perseguidos pelo furor islâmico anticristão na Síria, Iraque e outros países. Milhões deles tiveram de abandonar suas casas sob a injustificada invasão islâmica.

Tampouco o governo de Israel os trata com benevolência, mas a população cristã vem crescendo neste país desde 1940, enquanto decai em todos os outros países do Oriente Médio.

Os reparos ainda não foram concluídos e há muito a fazer, de modo especial com 50 colunas do século VI nas quais estão representados cruzados renomados que partiram da Europa a fim de resgatar a Terra Senta, tendo contribuído para a manutenção da Basílica ao ‘adotar uma coluna’.

Ziad Bandak, chefe do comitê da autoridade palestina que supervisiona o andamento dos trabalhos, mencionou problemas com “córregos subterrâneos, terremotos e outros incidentes históricos acontecidos em Belém e que causaram impactos negativos na estrutura da igreja, sobretudo no seu teto”, citou o jornal londrinense “The Guardian”.

Ele não quis mencionar o tema polêmico, mas os “incidentes históricos” a que se referiu foram as invasões e depredações dos islâmicos acontecidas em séculos passados.



A porta principal da Basílica que inclui a Gruta de Belém é minúscula.
É chamada 'Porta da Humildade'
E sempre há o perigo de um atentado dos fanáticos seguidores da falsamente denominada “religião de paz”, o Islã.

A equipe principal da restauração é italiana. O jornal israelense “Times of Israel”escreveu que desde 2013, os restauradores italianos, de acordo com a autoridade palestina, vinham fazendo um esforço titânico para restaurar a Basílica visitada por milhões de romeiros que vão beijar e venerar o local onde segundo os Evangelhos nasceu Jesus.

O teto e as janelas foram recuperados, mas o caso mais complicado são os mosaicos, dificilmente perceptíveis após séculos de usura e reformas mal feitas, sendo necessário restaurar pedrinha por pedrinha de cada um deles.

Já na fase final desse paciente trabalho apareceram sinais da existência de um mosaico coberto de reboco que havia passado despercebido.

Câmaras semelhantes às usadas pelos soldados para “ver” na noite, serviram para escanear as paredes e descobrir o que havia por trás, segundo descreveu Giammarco Piacenti, diretor geral da empresa de restauração responsável principal pelos trabalhos.

“Esta parte se via completamente diferente, aqui onde agora vemos o anjo. Nós dizemos: ‘o que é isto? Não pode ser um anjo!’, explicou à agência France Press.

Na basílica já haviam sido recuperados seis mosaicos de anjos e não se suspeitava que houvesse mais um. Mas, agora podem se ver os sete.



Apresentação dos mosaicos recuperados na basílica
Com sua mão estendida o anjo aponta em direção à local exato onde estava a gruta onde Jesus nasceu há dois mil anos.

Um sorriso especial para a restauradora que descobriu o anjo, que é a sobrinha de Gianmarco Piacenti, pois logo depois de descobrir o anjo, ela soube que esperava uma criança e toda a família começou a dizer que o anjo a tinha abençoado.

A igreja foi construída pela primeira vez no ano 339, mas após um incêndio foi feita uma nova no século VI. Outra grande reforma aconteceu em 1478, explicou Piacenti.

“De um ponto de vista histórico, artístico e espiritual, [a Basílica de Belém] é o centro do mundo – Ela é tudo”, comentou Piacenti.

Marcello Piacenti é o patriarca da empresa familiar de restauradores que durante seis gerações vem recuperando antigos santuários da Europa.

Ele se sentiu muito honrado vencendo a licitação internacional e recebendo a incumbência de reparar as vigas de madeira da basílica doadas pelo rei Eduardo IV da Inglaterra em 1479. Após 800 anos, a reforma se impunha.

Piacenti conta com ufania que “seus” especialistas recuperaram o anjo de mosaico de ouro na nave do século VI construída pelo imperador Justiniano.

Também analisaram o estado dos muros e concluíram que “esta antiga estrutura se manteve em pé durante séculos, e esperamos que com nossa contribuição continue sempre presente aqui”.

As infiltrações de umidade tinham danificado os afrescos de colunas e muros que datam dos tempos dos Cruzados e outros mais antigos ainda.



O local onde Jesus nasceu é marcado por uma estrela de prata,
sobre o mármore do chão
O empreendimento recebeu escassas verbas e sente necessidade delas para prosseguir.

Mas, disse Piacenti: “Há muitos anjos acima de nós. E eu tenho a esperança de que podemos salvá-los”.

Por certo, eles, os próprios, lá no Céu, vão dar a sua contribuição para honrar a Rainha dos Anjos que ali deu a luz virginalmente ao Redentor e Senhor Rei de todo o criado.

O antigo mosaico de beleza admirável relembra o revoar dos anjos protetores e adoradores em volta da Gruta de Belém na luminosa noite do Natal.

O sétimo anjo está olhando fixamente para o local que sempre foi venerado como o ponto exato em que Jesus veio maravilhosamente à vida, conservando imaculada a integridade virginal de Sua Santíssima Mãe.

Quer dizer, a gruta de Belém, hoje acobertada na grandiosa Basílica da Natividade.

O mosaico do anjo, por assim dizer, dissipa toda dúvida e exorciza qualquer confusão ou sofisma que se queira fazer a respeito do magno evento de Natal que o mundo inteiro comemorará até o fim dos séculos.



Fonte: Ciência confirma Igreja

quinta-feira, 6 de julho de 2017

‘Viva o Carmo, aqui a cultura é sagrada!’ ocupa Convento do Carmo com Domingo Cultural

Em sua segunda edição, evento apresenta uma programação multicultural para crianças e adultos
Salvador - BA


A efervescência multicultural do movimento Viva o Carmo, aqui a cultura é sagrada!, está de volta ao Convento do Carmo, com a segunda edição do Domingo Cultural. No domingo, 9 de julho, o projeto, mais uma vez, oferece doses de arte, cultura, moda, história, gastronomia e música para crianças e adultos, com uma extensa programação que vai das 7h às 19h. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia entrada), mas crianças têm acesso livre.

O movimento, que reúne diversos voluntários, tem por objetivo maior arrecadar recursos a serem destinados para o restauro da Igreja do Carmo e sua sacristia toda em ouro – que abriga cerca de 2.400 peças de arte sacra – ambas fechadas há duas décadas. Nesse dia, haverá visitas guiadas (R$ 10, por pessoa) à sacristia para pequenos grupos, das 9h às 10 e das 10h às 11h, e das 14h às 15h e 15h às 16h.

Madrinha do evento, a chef Tereza Paim – que comanda o Restaurante do Convento e Casa de Tereza, no Rio Vermelho – desenvolve um trabalho que vai além das panelas e mergulha no patrimônio Histórico da Bahia, uma das grandes paixões da chef baiana. O Restaurante do Convento estará aberto das 7h às 10h para café-da-manhã tipicamente brasileiro (R$ 45, por pessoa), com trilha sonora do artista Marcelo Sestrem, sendo uma boa opção para o pós-missa das 7h, na Igreja do Carmo. Das 11h às 15h, o restaurante estará aberto para o brunch (R$ 60, por pessoa), com fundo musical de sax.

Programação fixa
Ao longo do dia, das 9h às 19h, quem for ao Convento do Carmo poderá conferir a exposição A Bahia dos meus olhos, do fotógrafo André Sant’Ana, que estará no primeiro claustro, assim como a coleção Luminitextil Crochês e Bordados, da artista visual Maria Luedy e a feira de artesanato, com arte popular, brinquedos educativos, roupas e petiscos, que vai até as 17h. Já a loja colaborativa – que tem curadoria da produtora e stylist Tininha Viana –, será montada na Capela do Restaurante. Ainda faz parte da programação fixa a quick massage, boa pedida para relaxar entre uma atividade e outra.

Patrimônio e literatura
Uma das propostas do Domingo Cultural é trazer sempre à pauta assuntos ligados ao patrimônio histórico da nossa cidade. Nesta edição, o italiano Gianmario Finadri ministrará oficina de afrescos (R$ 30), das 9h às 11h, e a professora e museóloga Heloísa Helena será a mediadora do bate-papo que terá a produtora cultural Sandra Galeffi compartilhando sua experiência em restauração na cidade de Florença, na Itália, das 11h às 13h. Já na área da literatura, a roda de conversa (R$ 20) será com a jornalista Symona Gropper, que falará sobre o seu livro mais recente, A Menina que foi vento, às 15h. O livro também estará à venda, ao preço de R$40. Todas estas atividades serão realizadas na Sala dos Freis. As inscrições para oficinas e workshops podem ser feitas através do e-mail inscricoesvivaocarmo@gmail.com ou no próprio local.

Música, teatro e poesia
No Domingo Cultural também cabem música, teatro e poesia. O artista performático Anderson Moreira, do grupo Museu Vivo na Cidade, fará um sketch sobre a história de Salvador através da arte, às 10h, no claustro. O ator Marcos Machado leva o espetáculo Românticos (R$ 15), para apresentação na Igreja, às 11h. Já o recital de poesias, que será realizado no claustro às 14h, ficará a cargo de Márcio Uilis. No quesito música, haverá apresentação itinerante, também no claustro, com Rodrigo Sestrem e Max, das 10h às 15h, set com os DJs Cabello e Donaliu, no Restaurante, a partir das 15h, e jam session com Ivan Huol e quarteto de jazz (R$ 15) na Igreja, a partir das 16h.

Moda e gastronomia
Na Sala do Conselho, o chef José Morchón, chef dos restaurantes La Taperia e Shanti, promoverá uma oficina culinária de Tapas (R$ 30), das 12h às 14h. No mesmo local, o designer, artista plástico e produtor de moda do Afro Fashion Day, Fagner Bispo, ministrará oficina de customização de tênis e bolsas, a partir das 14h. A tarde ainda terá mais moda e estilo com o desfile produzido por Tininha Viana, com peças da loja colaborativa, às 15h, no claustro.

Para a garotada
Um dos pontos altos desta edição é a presença da escritora infantil Emília Nunez, criadora do projeto Mãe que Lê e autora do livro A Menina da Cabeça Quadrada, que será o objeto da contação de histórias para os pequenos, na Sala do Conselho, às 11h. Mas antes haverá oficina de yoga voltada para o público infantil, das 9h às 10h, e o encerramento da Colônia de Férias da academia Villa Forma em parceria com a Escola Cresça e Apareça.








Fonte: Portal Abrantes



Túmulos de dois santos são visitas imperdíveis em São Paulo


Por Amadeu Castanho



Mosteiro da Luz e Museu de Arte Sacra de São Paulo

A visita a igrejas onde estão corpos de santos costumam ser um dos pontos alto do roteiro de dezenas de milhares de brasileiros que viajam todos os anos para destinos religiosos no Exterior.

Esse tipo de viagem tem importante significado espiritual e cultural. Rezar junto ao túmulo de um santo e poder conhecer mais sobre ele, inclusive vendo de perto objetos que fizeram parte do seu dia-a-dia, é certamente uma experiência inesquecível.

Muitos desses corpos, incorruptos mesmo depois de séculos, são exibidos em esquifes de vidro ou cristal. Outros, estão em túmulos.

Na França, por exemplo, estão o de Santa Terezinha do Menino Jesus, em Lisieux; o de Santa Bernadete, em Nevers; o de São João Maria Vianney, em Ars; ou os de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré e Santa Luisa de Marillac, em Paris.

Na Itália, entre os mais visitados estão os de corpos de São Francisco e Santa Clara, em Assis; o de Santo Antonio, em Pádua; o de Santa Rita, em Cascia; o de São Pio de Pietralcina, em San Giovanni Rotondo, além do de São João Paulo II, no Vaticano.

Túmulos de santos no Brasil


Capela da Sagrada Família e Santa Paulina



Nas América, uma única cidade tem o privilégio de abrigar os túmulos onde estão os corpos de dois santos: é São Paulo, onde estão os túmulos de Santo Antonio de Sant´Ana Galvão (o Frei Galvão) e de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Apesar de grande parte dos romeiros que visitam Aparecida e a Canção Nova passarem por São Paulo, infelizmente ainda não poucos os que aproveitam a viagem para fazer suas orações junto aos túmulos desses santos.

Seja por desconhecimento, falta de planejamento ou divulgação inadequada, quem passa por São Paulo a caminho de dois dos mais importantes destinos de turismo religioso do Brasil não estende a visita para pedir a intercessão de Santo Antonio de Sant´Ana Galvão e Santa Paulina.

Isso é uma pena, pois são visitas marcantes que podem ser feitas tanto por quem viaja sozinho, em pequenos grupos ou excursões, sem exigir muito tempo ou gastos significativos.

Frei Galvão

Santo Antonio de Sant´Ana Galvão, o Frei Galvão, está enterrado no Mosteiro da Luz, que ele ajudou a construir e onde viveu a maior parte da sua vida.

Consagrado pelas famosas “pílulas de Frei Galvão”, muito procuradas por mulheres com dificuldades para engravidar ou com problemas na gravidez, o santo está enterrado em um túmulo simples na capela do Mosteiro, que também abriga o interessante Museu de Arte Sacra de São Paulo.

Localizado no bairro da Luz, a pouca distância da movimentada Marginal do Tietê, o Mosteiro fica na movimentada Avenida Tiradentes, a antiga Estrada Real.

Com fácil acesso para ônibus de excursão e estacionamento para os visitantes, o Mosteiro fica bem ao lado da Estação Tiradentes do Metrô, o que facilita bastante o acesso de visitantes.

Esse meio de transporte, aliás, é um dos melhores meios de locomoção para conhecer outros atrativos religiosos de São Paulo, como o Mosteiro de São Bento, a Catedral da Sé, o Santuário e Convento de São Francisco, etc.

Santa Paulina

Primeira santa brasileira, Santa Paulina também está enterrada em São Paulo. Embora o belo Santuário de Santa Paulina, um dos mais visitados do Brasil, fique em Nova Trento, em Santa Catarina, o corpo da religiosa proclamada santa fica na capital paulista, na capela da ordem religiosa fundada por ela.

Seu túmulo está na Capela Sagrada Família e Santa Paulina, que fica na avenida Nazaré, no bairro do Ipiranga, junto à Casa Mãe da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. O local, que fica perto do conhecido Museu do Ipiranga, tem fácil acesso e área de estacionamento.

Além disso, um outro atrativo é o Memorial Santa Paulina, localizado bem ao lado da Capela. Esse interessante memorial reúne muitos dos objetos de uso pessoal e documenta a vida de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Restauração revela duas pinturas inéditas de Rafael Sanzio nos Museus Vaticanos


Uma pintura feita a óleo sobre a parede: uma técnica realmente particular




Duas figuras femininas, alegorias das virtudes da Amizade e da Justiça, são obra de Rafael, revelam as restaurações em andamento na Sala de Constantino, dos Museus Vaticanos.

O informou a Secretaria para a Comunicação/CTV, que apresentou no Vatican Magazine as imagens da figura da Amizade recém restaurada, e das primeiras sondagens de limpeza da figura da Justiça.

Graças ao trabalho dos restauradores dos Museus Vaticanos, coordenados pela numero um do laboratório de restauração de pinturas dos Museus Vaticanos, Maria Ludmilla Pustka e o histórico de arte Arnold Nesselrath, delegado para a área técnico-científica dos Museus Vaticanos e Diretor do Departamento para a Arte dos séculos XV e XVI, se obteve a confirmação daquilo que fontes da época relatavam.

Pouco antes de morrer de forma inesperada aos 37 anos, no dia de seu aniversário, devido a uma febre (entre 1519 e 1520) – o mestre Rafael Sanzio – que projetou e desenhou a decoração da sala destinada a banquetes, nomeações de cardeais e recepção de embaixadores e autoridades políticas, pintou com as próprias mãos duas figuras na sala, posteriormente completadas pelos alunos, entre os quais despontam Giulio Romano e Giovan Francesco Penni.

O restaurador Fabio Piacentini, trabalhando desde março de 2015 na Sala de Constantino, explicou ao Vatican Magazine: “Analisando precisamente a pintura “de visu”, nos damos conta que era certa a participação do mestre, do grande Rafael. Nos deparamos com uma pintura feita a óleo sobre a parede, que é uma técnica realmente particular. Efetuadas as primeiras provas de limpeza e retirando todas as substâncias acumuladas no decorrer dos séculos durante restaurações mais antigas, eis que surge a preciosidade da pintura e o traço pictórico típico do mestre. A técnica usada é aquela que Rafael havia usado para a decoração de toda a sala. Sobre a parede aplica um estrato suficientemente espesso de uma resina natural conhecida também como “pez grega” e sobre ele, depois, pintou como se fosse uma pintura sobre tela, ou melhor ainda, sobre mesa”.

Confirma isto o Professor Arnold Nesselrath, delegado para a área técnico-científica dos Museus Vaticanos:

“Sabia-se, de fontes do século XVI, que Rafael havia pintado ainda duas figuras nesta sala. Sabíamos que antes de morrer tinha feito ainda duas tentativas na técnica a óleo nesta sala. Estas duas figuras são, com efeito, pintadas a óleo, como dizem as fontes, e são de uma qualidade muito superior àquelas que estão junto delas. Rafael era um grande aventureiro na pintura, sempre experimentava algo diferente. Quando entendia como funcionava uma coisa, tentava o próximo desafio. E assim, quando chega na sala maior do apartamento pontifício, decide pintar esta sala a óleo. Conseguiu pintar somente duas figuras e os alunos, mais tarde, continuaram no método tradicional e deixaram estas duas figuras autógrafas do mestre”.

Fonte: Zenit


terça-feira, 4 de julho de 2017

Simpósio Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural Católico




O Simpósio Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural Católico tem como objetivo refletir e discutir a problemática do patrimônio material e imaterial, cultural e artístico católico, a partir do documento que institui legalmente o Acordo Brasil Santa Sé. Esse acordo foi inicialmente assinado em 07 de janeiro de 1890, reconhecendo a personalidade jurídica da Igreja Católica, logo após a Proclamação da República. Revisto e ratificado, o Acordo Brasil Santa Sé foi ampliado e promulgado em 11 de fevereiro de 2010.

No âmbito do patrimônio, na sua essência, ele define as ações da Igreja Católica a respeito da importância da preservação dos bens culturais católicos brasileiros, construídos pela Igreja no país, desde o seu descobrimento. O Acordo também atribui à Igreja Católica o papel de dividir com os órgãos legislativos ações de preservação e salvaguarda da memória nacional.

Com tais propósitos, o Simpósio de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural Católicopropõe promover as maneiras de materializar esse Acordo, a partir dos temas eleitos para as conferências e discussões, de modo a tornar possível a difusão desse conhecimento, com a produção de material didático, para todo território nacional.

A intenção é explicitar a importância da construção da identidade histórica brasileira, assim como as maneiras de viabilizar os caminhos processuais, acerca dos modos de preservação de seus bens culturais. Em outras palavras, como já colocado pelo historiador Jacques Le Goff, a sociedade que não sabe preservar sua memória, é uma sociedade com graves problemas de identidade.

Daí, os temas eleitos para o Simpósio:


1. A beleza salvará o mundo: a arte como expressão das coisas criadas por Deus;
2. Patrimônio material e imaterial paulista: avanços, retrocessos e perspectivas;
3. A preservação do patrimônio artístico católico: análise de uma realidade;
4. Normativas para aprovação de projetos junto ao IPHAN;
5. Aquisição de recursos junto às entidades de fomento cultural;
6. Elaboração e apresentação de projetos culturais às leis de incentivo à cultura;
7. O patrimônio material e imaterial brasileiro no Acordo Brasil-Santa Sé.


A Coordenação




Fonte: PUC SP

Vaquinha

Aos amigos e leitores do Blog e facebook, sem ter outros recursos, decidi criar essa Vaquinha on line, para cobrir os custos de cursos e formações que irei participar ao longo dos próximos anos. A meta proposta vai até setembro, porém a contribuição necessária para julho é de R$ 2.000,00.

Para saber mais como funciona é só clicar no link abaixo:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/vaquinha-para-formacao-e-estudos

Dentre outras formas de ajudar é adquirindo algumas imagens e esculturas que estão à venda pelo link:

https://khristianos.blogspot.com.br/p/imagens-venda.html

há também vários quadros e desenhos:

https://khristianos.blogspot.com.br/p/a-venda.html

Ao final será sorteado uma quadro com a estampa da Mãe da Divina Misericórdia:


Quase 80 mil bens culturais correm riscos na Itália


Igrejas e museus podem ser afetados por enchentes e alagamentos

A Piazza Navona e o Pantheon em Roma e a Basílica di Santa Croce e o Battistero em Florença: essas são apenas algumas das joias do patrimônio histórico e cultural da Itália que poderão ser seriamente prejudicadas ou até mesmo destruídas nos próximos anos por enchentes e deslizamentos de terra.

O mapa das belezas italianas que estão expostas a riscos naturais foi realizado pelo Instituto Superior para a Proteção e a Pesquisa Ambiental (Ispra) e apresentado nesta semana em uma conferência organizada pela entidade Italiasecura. A estrutura do governo, que luta contra a instabilidade hidrológica, criou um plano de intervenção para manter o território italiano em segurança que conta com 10 bilhões de euros à disposição e ao menos 1,5 mil canteiros de obras em todas as regiões do país.

No mapa, pode-se ver que os bens culturais, ou seja, museus, sítios arqueológicos, igrejas, praças e edifícios históricos, que correm risco de enchentes e alagamentos em todo território italiano são 40.393, enquanto os que correm risco de deslizamentos são 38.829, dos quais 10.909 estão nos níveis de alerta alto e muito alto.

Assim, quase 80 mil espaços de lazer e de cultura em pequenas e grandes cidades italianas precisam de ajuda urgente para não serem destruídos pelas forças da natureza. Desse total, mais de 3 mil estão localizados em Roma e quase 1,3 mil em Florença. Na capital, as simulações indicam que os bens culturais que serão expostos a um risco hidráulico em até 500 anos são 2.140, como a Piazza Navona, a Piazza del Popolo e o Pantheon. Já entre os próximos 200 anos são 190 os espaços culturais que correrão perigo na cidade.

Já em Florença, os bens em risco entre os próximos dois séculos são 1.276, como a Basílica de Santa Croce, a Biblioteca Nacional, o Battistero e a Catedral de Santa Maria del Fiore. No entanto, os florentinos amantes de arte e cultura podem respirar mais tranquilamente já que obras na área metropolitana do município e nos seus montes diminuíram em parte os riscos.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Curso Livre: Música Sacra e Música Religiosa





O Museu de Arte Sacra de São Paulo promove um Curso Livre sobre o tema "Música sacra e música religiosa: a música erudita própria da tradição religiosa cristã", com o Prof. Mestre André Guimarães Rodrigo.

OBJETIVO
O presente curso pretende apresentar e discutir elementos fundamentais para a compreensão da música sacra. Executada inicialmente como música vocal homofônica, representada pelo canto gregoriano, a música sacra e a música religiosa sofreram inúmeras mudanças devido ao desenvolvimento das técnicas composicionais, e ao mesmo tempo tiveram que adequar-se ao contexto litúrgico/religioso para o qual se destinavam. Desse processo histórico, resultou uma rica variedade de textos musicados nas mais diversas formações e estilos. Logo, buscaremos através de uma abordagem interdisciplinar, particularizar as formas de música sacra, reconhecendo a sua vastidão e riqueza. Serão estudados aspectos históricos, estéticos e educacionais dessa forma musical, bem como suas relações com outras formas de artes e culturas.

DOCENTE

André Guimarães Rodrigo é Mestre em Performance em Regência pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), possui graduação em Educação Artística com Habilitação em Música pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Tem experiência na área de Música, com ênfase em regência coral e educação musical. Atualmente é regente e fundador do Coral do MAS-SP (Museu de Arte Sacra de São Paulo), regente e fundador do Coral do Mosteiro (Mosteiro de São Bento - SP), regente do Cultura Inglesa Pop Choir em Guarulhos e Campinas e professor de curso de extensão universitária na Faculdade Cultura Inglesa. Foi regente assistente do Coral Cultura Inglesa de São Paulo e regente do Cultura Inglesa Pop Choir na Vila Mariana, na Mooca e em Sorocaba. Desenvolveu trabalho de docência em regência coral no Projeto Canta São Paulo da Prefeitura de São Paulo e ainda trabalho docente e de pesquisa em educação especial, no Instituto Louis Braille de Campinas, lecionando musicografia braille. Trabalhou com coral escolar no Colégio Poly Master.

PÚBLICO

O conteúdo do curso é voltado para estudiosos de arte, interessados em música, pesquisadores, estudantes e demais profissionais que utilizem a música em suas atividades, bem como interessados em geral.

CONTEÚDO

21 de agosto – AULA 1: O canto gregoriano, a polifonia, o moteto e a missa até 1500.

28 de agosto – AULA 2: O auge da polifonia vocal no período renascentista e o novo estilo dramático italiano.

04 de setembro – AULA 3: A música sacra no barroco e no classicismo.

11 de setembro – AULA 4: A música sacra do romantismo ao modernismo.

Quando: 21 e 28 de agosto, 04 e 11 de setembro (segundas-feiras)
4 dias de aula

Horário: 14h às 17h (intervalo para o café)
Carga horária: 10 horas
Valor: R$ 200 à vista – R$ 230 (02 vezes) – VAGAS LIMITADAS
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43

No final do curso o aluno receberá o certificado.

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