segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O que fazer com uma imagem sacra que foi abençoada, mas se quebrou?


Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


Antes de pontuar o que se pode fazer com uma imagem sacra que se quebrou, é válido destacar a importância e o valor das imagens na Igreja. Começo recordando que católico não adora imagem, mas tem por ela veneração.

São João Damasceno diz que “antigamente, Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas, agora que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (…) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1159).

Nessa perspectiva, o Catecismo da Igreja ensina que, “na trilha da doutrina divinamente inspirada de nossos santos padres e da tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos, com toda certeza e acerto, que as veneráveis e santas imagens […] devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima Mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1161). A Igreja sempre valorizou tais práticas que conduzem para o próprio Deus.

Como dispensar com zelo imagens sacras abençoadas quebradas?

Um primeiro ponto a ser observado em relação a uma imagem sacra que se quebrou é verificar a possibilidade de restaurá-la, se assim for oportuno. Após uma avaliação do estado da imagem e não havendo uma possibilidade ou interesse em sua restauração, o próximo passo seria utilizar a forma mais coerente de se desfazer do objeto levando em conta seu significado.

A sugestão é que não há “necessidade” de se levar as imagens quebradas para depositar nas Igrejas, cemitérios, jogar em rios ou em outros lugares, mas elas podem ser trituradas e enterradas no jardim ou em um vaso de sua casa. O sentido é evitar a possibilidade de as imagens que foram abençoadas serem escarnecidas, ao serem jogadas no lixo com indignidade ou deixadas em lugar indevido.

Com isso, deve-se desfazer das imagens danificadas de forma que o seu valor espiritual e significado religioso não sejam afetados, evitando qualquer sinal de desrespeito.

Dizia São João Damasceno que “a beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus”. Assim, a função, tanto das imagens abençoadas, quanto dos ícones santos em boas condições é entrar “na harmonia dos sinais da celebração, para que o mistério celebrado se grave na memória do coração e se exprima em seguida na vida nova dos fiéis” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1162). Portanto, uma imagem que está quebrada ou danificada não atinge todo o seu objetivo, por isso pode ser dispensada sem nenhum problema.

Fonte: Canção Nova/Catholicus

domingo, 20 de agosto de 2017

Curso de capacitação na técnica do afresco






























































Curso de capacitação na Técnica do Afresco.

De 11 a 17/Setembro/17.

Mestre Gianmario Finadri

Local:
Ateliê Corporação de Ofícios
Rua Caramuru, 186 - Bairro Saúde

Para inscrições e Informações: (11) 98609-8808 ou pelo email: cursos@ateliecorporacaodeoficios.com.br

sábado, 19 de agosto de 2017

Palestras do 1º Simpósio de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural podem ser baixadas



O 1º Simpósio: Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural, realizado nos dias 19 e 20 de maio de 2017 na Diocese de Petrópolis, teve tem como objetivo contribuir para a formação de agentes interessados na valorização e promoção e salvaguarda do patrimônio artístico e cultural e promover a interação e troca de experiências, metodologias e estudos, envolvendo todos os campos da preservação e oriundos do setor público, do setor privado e das comunidades. Para facilitar o estudo, neste link estão disponibilizados as palestras e os vídeos do Simpósio.

Curso de Conservação e restauro de pintura sobre cavalete



ATENÇÃO RIO DE JANEIRO!!!
Atendendo a pedidos, aulas quinzenais aos sábados!
Maiores informações e grade completa:
nar.contato@gmail.com

Fonte: NAR - Núcleo de Artes Conservação e Restauro

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Igrejas feias fazem mal para a alma – a importância da beleza estética na Liturgia para a evangelização


Tradução do original: Brian Holdsworth - Make Church Architecture Great Again https://www.youtube.com/watch?v=FkCe-...

Uma das maiores vítimas desse pensamento relativista foi a arquitetura das igrejas. Nesse vídeo, Brian Holdsworth explica porque nós devemos voltar às nossas tradições católicas e abandonar o modernismo na arquitetura. 
O jovem 'youtuber' Brian Holdsworth


ASSIM COMO ACONTECE com a Verdade, a Beleza também não é relativa. Está aí um assunto que quase inevitavelmente provocará polêmica nos ambientes modernos, já que os ouvidos dos nossos tempos, profundamente doutrinados na ideologia socialista, não admitem desigualdade de espécie alguma – ainda que as desigualdades inegavelmente existam e sejam mais do que evidentes.

É preciso um altíssimo grau de cegueira voluntária para negar que, neste mundo, existem coisas bonitas e coisas feias – incluindo pessoas. Ora, não estamos aqui falando do caráter e nem da dignidade de ninguém. Uma pessoa muito boa pode ser muito feia, e todos sabemos que isso acontece muito, talvez até porque as pessoas desprovidas de beleza estética estejam livres de certas tentações, como por exemplo a da vaidade.

S. João Maria Vianney que o diga, ou será que, olhando as fotos do santo Cura d'Ars, alguém ousaria dizer que ele foi um modelo de beleza física? Claro que a santidade de alguém e/ou o amor que nutrimos por essa pessoa pode torná-la bela de um modo muito especial, e de fato muito mais elevado que o da mera aparência física; a visão de alguém que amamos, independente da estética, é sempre agradável aos olhos e, via de regra, alguém que é bom para todos parece sempre formoso(a) diante de todos.





Mas estamos tratando aqui de um assunto muitíssimo mais profundo. Falamos da importância e da função real da beleza para a evangelização Há alguns anos, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, declarou que "A beleza é um caminho privilegiado para a evangelização” (fonte). Além disso, um fato pouco conhecido (porque pouco divulgado) é que existem estudos e testemunhos de conversões que compravam a eficácia da arte sacra na evangelização.


Um estudo recentemente divulgado pelo jornal inglês "The Telegraph"[1] avaliou a participação dos jovens nas práticas religiosas e identificou um elemento que surpreendeu a muitos: a grande eficácia da arquitetura sacra para inspirar conversões. O estudo sugere que os novos métodos, nos quais vem investindo com prioridade a Igreja, como por exemplo os grupos de jovens, são menos efetivos do que a prática das orações tradicionais e a simples visita a um belo templo, liturgicamente construído e ornamentado.


As conclusões da pesquisa classificaram o contato com um templo harmonioso e bem acabado numa posição mais alta de eficácia do que a participação em um grupo de oração, os eventos que promovem o diálogo ecumênico e diversas outras frentes as quais a hierarquia da Igreja vem priorizando nos últimos tempos. Nos chamados "shows de evangelização" e megaeventos com artistas católicos, por exemplo, ocorre uma grande afluência de jovens, mas não necessariamente a evangelização propriamente dita. A mocidade vai cantar, dançar, interagir, viver uma aventura diferente, mas... O que aprendem? Que tipo de catequese recebem ali? Poderíamos realmente afirmar que nesses locais ocorrem autênticas experiências religiosas? Em que nível?


Já os números da pesquisa inglesa concordam com a tradição católica da arquitetura sacra, e reafirmam o seu potente valor catequético. Comentando sobre a beleza do templo da Universidade de Sto. Tomás de Aquino, nos EUA, o arquiteto Kevin Clark citou à publicação "Adoremus": "É surpreendente ver católicos e não católicos participarem na beleza física do edifício. Essa beleza (do templo) é parte da sua conversão, e isso é algo intrigante".

As igrejas antigas (pré-conciliares) continham em sua própria estrutura tinham um mistério, uma atmosfera de reverência ao sagrado que desapareceu nas construções modernas. O edifício em forma de Cruz, a abóbada, a acústica, as paredes decoradas com imagens das vidas dos santos, o acabamento repleto de simbologia sagrada, os elementos litúrgicos, a luz das velas, o aroma do incenso, os vitrais... Era difícil entrar em um templo bem cuidado e não se sentir pré-disposto à oração; tudo levava a uma reverência pelo Divino. Parece inegável que essa curiosidade e essa atração estética inicial atrai os jovens e os prepara a um contato mais profundo com a mensagem cristã católica.

Lamentavelmente, pouco sobrou de toda essa atmosfera que remetia à adoração de Deus nos caixotões pós-conciliares, que se parecem bem mais com galpões, tendo ao centro um mero palco e não mais o Altar do Sacrifício, e o Sacrário –, que deveria ser o centro de tudo –, relegado a um canto.


"Os estudantes têm sede de beleza, e os estudos recentes apontam que a beleza é uma das razões mais significativas pelas quais pessoas chegam à fé católica e permanecem nela", afirmou o documento de apresentação do projeto de construção da capelada da Universidade de St. Paul, em Madison, EUA. "A edificação necessita ser grande, bela e suficientemente visível para que os estudantes a notem". A instituição deseja substituir a edificação em estilo moderno atual, em parte, porque os estudantes não a reconhecem como templo; assim se evidenciará a importância de enfatizar claramente a sua identidade cristã católica.


Que a "Via da Beleza" continua sendo um passo prévio, que requer ser seguido por um encontro autêntico com Deus, sua implementação contribui de forma notável à Evangelização, como reconhece o Pontifício Conselho para a Cultura no documento "A Via Pulchritudinis": "A capacidade comunicativa da arte sacra se mostra capaz de romper barreiras, filtrar os prejuízos e tocar o coração das pessoas de diferentes culturas e religiões, permitindo-lhes perceber a universalidade da mensagem de Cristo e seu Evangelho".

Fonte: O Fiel Católico

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pós-Graduação em Música Sacra (Portugal)






A música, tanto a instrumental como, sobretudo, a vocal, é um dos elementos mais válidos na celebração litúrgica, e sobressai entre outras expressões de arte (SC 112).

A Escola das Artes e a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa – Porto têm o prazer de apresentar, em iniciativa conjunta, uma nova edição do curso de Pós-Graduação em Música Sacra. No seio da sua missão, a UCP deseja continuar a gerar, desenvolver e acompanhar o diálogo entre Fé, Cultura, Arte e Ensino.

Objectivos gerais

- Desenvolver, qualificar e promover a música da Igreja
- Veicular a música sacra como um dos fundamentos da cultura cristã
- Entender as diversas formas de ligação entre o “tesouro musical da Igreja” e as necessidades actuais das comunidades
- Resgatar para o mundo universitário a importância da arte e cultura cristãs

Competências

- Desempenhar adequadamente as tarefas do ministério da música: canto, órgão, direcção de coro, etc.
- Contribuir para uma melhoria da qualidade do serviço musical
- Conhecer e entender os repertórios do passado e do presente
- Entender a liturgia, conhecendo os ritos e as suas expressões musicais
- Ser capaz de convocar os novos meios da sociedade da informação


Os alunos da Pós-graduação em Música Sacra poderão beneficiar das seguintes infraestruturas e equipamentos da Escola das Artes e da UCP:

- instrumentos para estudo, disponíveis 24h/dia, em salas especialmente preparadas
- 4 órgãos de tubos de 2 e 3 teclados, com pedaleira
- vários pianos móveis e de cauda
- 1 cravo de 2 teclados
- salas de estudo especializadas
- auditórios
- biblioteca com vasta secção de livros de apoio e partituras
- capela

Área de Estudos:

Artes

Grau de Ensino:
Pós Graduação

Regime:
Pós-Laboral

ECTS:
60

Campus:
Campus Foz

Destinatários:
- Organistas, pianistas e outros instrumentistas
- Cantores
- Directores de coro
- Teólogos e liturgistas
- Sacerdotes

Horários: Sextas, 18h30-21h30 / Sábados, 9h00-13h00
(este horário poderá sofrer alterações em função das disponibilidades da maioria dos candidatos).

Guia do Candidato:

ea_pos_graduacao_musica_sacra_2017.pdf
Coordenação:
Prof. Doutor Pedro Miguel Pereira Monteiro



Contactos:
Para mais informações, por favor contacte:


Universidade Católica Portuguesa - campus Foz
Gestão de Serviços Académicos | Estudos Avançados e Formação
Rua Diogo Botelho, nº 1327 | 4169-005 Porto
Tel.: 226 196 202

s.academicos@porto.ucp.pt

Fonte:
Universidade Católica Portuguesa - campus Foz

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Exposição fotográfica apresenta o rico acervo de obras de arte sacra da Basílica do Bonfim

Mostra pode ser visitada até o dia 27 de agosto


O rico acervo de obras de arte sacra da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim integra a exposição em cartaz até o dia 27 de agosto, na área de circulação junto a Sala dos Milagres da Mansão da Misericórdia.

A exposição fotográfica Visões da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, aberta no dia 8 de julho, revela os detalhes de cada peça que o santuário mais popular do Brasil apresenta, através da tecnologia aplicada.

A mostra está aberta todos os dias, das 7h às 18h, com exceção das segundas-feiras, cujo horário para visitação é das 9h às 18h.

Endereço:
Praça Sr. do Bonfim, s/n - Bonfim
Cep: 40425-360
Salvador - BA

Telefone
(71) 3316-2196 / Telefax: (71) 3312-4512 (Devoção)

A iniciativa tem coordenação da Devoção do Senhor do Bonfim e da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, curadoria do artista visual Justino Marinho, produção executiva de Danilo Barreto, fotografia de Alberto Lyra e produção da Arte Digital Brasil. A entrada é gratuita.

Foto e texto: Anna Carolina Lima/Amex

domingo, 13 de agosto de 2017

Obra de Aleijadinho é revelada pela primeira vez na Serra da Piedade

Pesquisa detectou traços exclusivos do artista em retábulo do altar-mor do santuário que abriga a imagem da padroeira dos mineiros

Texto de Gustavo Werneck



O arquiteto e historiador Ivo Porto de Menezes é o autor da pesquisa (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)Não é de hoje que o professor Ivo Porto de Menezes sobe a Serra da Piedade, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Pelas contas dele, mais de meio século, desde a época do frei dominicano Rosário Jofylly (1913-2000) à frente do santuário dedicado à padroeira dos mineiros, Nossa Senhora da Piedade. Arquiteto, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em arte sacra, além de apaixonado pelo lugar, o belo-horizontino de 89 anos – “com muito orgulho”, ressalta – concluiu uma pesquisa com descoberta surpreendente, que valoriza o patrimônio brasileiro, enaltece ainda mais a figura de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e celebra os 250 anos de peregrinação à ermida no topo do maciço. Segundo Ivo, o retábulo do altar-mor da construção é também de autoria de Aleijadinho, uma revelação totalmente inédita. O resultado da pesquisa estará num livro, do qual é agora publicado avulso o capítulo sobre o assunto: Ermida da Senhora da Piedade – Retábulo e imagem.

Destacando o caráter inovador na execução do retábulo em estilo rococó, o professor Ivo eleva o tom ao falar de Aleijadinho. “O mais sensível artista que tivemos na arquitetura e na arte sacra. Estamos sempre descobrindo algo bonito e novo na obra dele. Os artistas têm que ter esta sensibilidade”, define. A partir de novembro e durante 2018, serão lembrados os 280 anos de nascimento do homem natural de Ouro Preto que fez história com sua arte. Oficialmente, Aleijadinho nasceu em 1738, mas há polêmica a respeito, pois estudo recente aponta 1737 e há quem fale em 1730.

Na semana passada, Ivo subiu mais uma vez a serra e contou, com entusiasmo, lucidez e memória impressionantes para nomes, números e datas, que o recém-concluído livro A Senhora da Piedade e a serra sacramenta o compromisso firmado com o reitor substituto de frei Rosário, o missionário italiano Virgílio Resi (1951-2002). “Conversava muito com ele sobre a ermida. Estou há mais de 20 anos nesta pesquisa e sempre me perguntei: se Aleijadinho fez a imagem de Nossa Senhora da Piedade, por que não o retábulo?”. Para suas indagações, teve o respaldo técnico dos trabalhos da professora Lygia Martins Costa, ex-funcionária do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e considerada pioneira da museologia brasileira, apoiada pelo arquiteto Lúcio Costa. Não foram encontrados documentos sobre a obra e nem mesmo sobre os registros confirmando a autoria da imagem da padroeira. A atribuição foi feita por estudiosos, entre eles o professor Edmundo Fontenelle, autor da publicação O Aleijadinho na Serra da Piedade (1970).

As marcas do “mestre do Barroco” estão em vários pontos do retábulo – é bom lembrar que essa palavra, para a maioria da população, tem o mesmo significado do altar que abriga a imagem. Com todo o respeito nesse espaço sagrado, o professor e integrante da comissão de bens culturais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Leste 2 explica que Aleijadinho mudou a “organização” na peça originalmente esculpida por volta de 1770 em cedro, sem policromia. “Antes, os riscos dos retábulos não contemplavam a parte inferior. Era da mesa do altar para cima. O artista modificou isso e prolongou as colunas laterais até o último degrau da escada que leva ao altar, denominada supedâneo”, diz Ivo, um dos pioneiros do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG).

Aleijadinho usou a mesma composição no retábulo do altar-mor da Capela de São José, em Ouro Preto, embora não tenha sido o escultor; da Igreja de São Francisco, de Ouro Preto; e das igrejas das fazendas da Jaguara, cuja obra está hoje na matriz de Nova Lima, na Grande BH, e Serra Negra, no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. “Essa tendência especial ocorria nas Minas Gerais graças ao genial Antonio Francisco Lisboa”, observa o especialista, lembrando que em 1977 a professora Lygia apresentou um trabalho em que mostrou que, ao atuar como arquiteto, Aleijadinho “concebe uma estrutura partindo do solo e projetando-se pelos pés-direitos até eclodir no coroamento’”.

COMPOSIÇÃO 

Autor dos livros Antonio Francisco Lisboa, lançado em 2014, ano de homenagens a Aleijadinho pelo bicentenário de sua morte, e Bens culturais da Igreja (2006), Ivo Porto de Menezes chama a atenção para um detalhe importante na pesquisa. Na organização do retábulo, o artista o dividiu em três partes horizontais (embasamento, corpo e coroamento), sendo que, nas colunas laterais, marcou bem a parte do corpo com ornamentos que lembram coroas. “Com isso, houve maior valorização do sacrário”, afirma.

No capítulo Ermida da Senhora da Piedade – Retábulo e imagem, o professor registrou que “a análise do retábulo nos mostra claramente a estrutura articulada, dinâmica e fluente” e que “a inovação estrutural dos retábulos setecentistas de Aleijadinho nasceu e morreu com ele”. E bate o martelo: “Somos levados a atribuir composição e execução ao mestre Antonio Francisco Lisboa pela presença desta estruturação arquitetônica e amarração de toda a composição, seja pela localização do sacrário, agora reorganizado e valorizado, seja pela integração do próprio altar na composição geral do retábulo. A observação do conjunto faz jus à atribuição igualmente pelo desenvolvimento da decoração”.

RIQUEZA 

As conclusões do professor Ivo ganham aplausos. “O trabalho de pesquisa profunda e complexa, com indicações de que o mestre Aleijadinho é o autor do retábulo que acolhe a imagem de Nossa Senhora da Piedade, enriquece ainda mais a história tricentenária de fé e religiosidade de Minas. Um presente valioso para todo o povo mineiro, neste especial momento em que celebramos os 250 anos de peregrinação na fé ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade”, diz o arcebispo metropolitano de BH, dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Autora de vários livros sobre o Barroco e o rococó, entre eles Arte sacra no Brasil colonial, a professora aposentada da UFMG Adalgisa Arantes Campos considera Ivo Porto de Menezes um grande estudioso, que aprecia muito a pesquisa arquivística, “o que é um grande diferencial”, e já esteve mergulhado em acervos documentais em Portugal. Por não se ater somente à bibliografia, o professor traz uma conclusão pertinente, “pois coteja a visualidade do retábulo com a pesquisa arquivística”.

Destacando a passagem de Ivo como diretor do Arquivo Público Mineiro, Adalgisa pondera: “Não estou falando que o retábulo é de Aleijadinho, mas é crível que seja.” E arremata citando a especialista em Barroco Myriam Andrade Ribeiro Oliveira, de que “na ausência do documento, predomina a análise visual”.

Autor do livro Aleijadinho revelado – Estudo histórico sobre Antonio Francisco Lisboa e integrante do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, o promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda ressalta que a notícia da descoberta do professor Ivo chega em boa hora, nos 250 anos das peregrinações na Serra da Piedade e 280 anos do nascimento de Aleijadinho. “Ainda são muitas as lacunas e dúvidas sobre a produção artística do mestre, o que confere especial relevância a todos os estudos técnicos que possam contribuir para a descoberta da verdade histórica sobre o maior artista mineiro de todos os tempos”.

SAIBA MAIS
História nas alturas

A história do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas, em Caeté, começa no século 18, com o relato de um milagre: a Virgem Maria teria aparecido para duas jovens no alto da Serra da Piedade. A partir desse dia, o fato se espalha rapidamente por toda a região e muita gente chega ao topo do maciço para rezar. O episódio toca o coração do português Antônio da Silva Bracarena, então na colônia para ganhar dinheiro. Mas ele se converte e decide dedicar sua vida à construção de uma capela no lugar onde ocorrera o milagre. O singelo templo dedicado a Nossa Senhora da Piedade começa a ser erguido em 1767 e, mais tarde, ganha a imagem esculpida por um jovem de Ouro Preto, depois reconhecido como mestre do Barroco mineiro – Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Marcas do mestre
Veja alguns traços de Aleijadinho no retábulo do altar-mor da ermida de Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade


(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

1) As colunas laterais vão até o último degrau da escada que leva ao altar, o chamado supedâneo. Antes, iam até a mesa do altar
2) As colunas laterais são divididas e marcadas por um ornamento, como um coroamento
3) A organização do retábulo valoriza o sacrário (onde ficam as hóstias)
4) A organização proposta por Aleijadinho, que divide o retábulo em três partes horizontais, permite a colocação de dois nichos, nos quais estão hoje São José de Botas e Santa Bárbara

Fonte: EM

Minas Gerais lança maior rota de turismo religioso do Brasil

Por Defender

Circuito liga Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, passando por 32 municípios mineiros.


Santuário da Serra da Piedade é um dos principais pontos do novo caminho turístico. Foto: Manoel Marques/Imprensa MG

Minas Gerais traz em sua bagagem uma cultura religiosa muito forte. As peregrinações e as festas religiosas fazem parte do calendário de várias cidades mineiras e são as principais responsáveis por movimentar o turismo religioso no estado.

Agora, essa história tricentenária de fé e religiosidade será celebrada entre os dias 1º a 3 de setembro, durante a abertura do II Salão Nacional do Turismo Religioso, com o lançamento oficial do Caminho Religioso da Estrada Real (CRER), em Caeté.


Durante o evento, será realizada a Romaria 550, que liga o Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, localizado em Caeté, ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, passando por 32 municípios mineiros e seis paulistas, num percurso de mais de mil quilômetros. O nome Romaria 550 é uma referência aos 250 anos de peregrinação a Piedade e aos 300 anos de peregrinação a Aparecidacrer, .

Com o lançamento do CRER, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG) aposta na diversificação da oferta turística das regiões que abraçam a rota. Além disso, o caminho também contribui para a manutenção da tradição histórico-cultural das comunidades locais.

“Vale ressaltar que, desde o período colonial, Minas Gerais sempre deu grande valor ao turismo religioso e, em nossa gestão, estamos trabalhando para que o setor continue crescendo e atraindo cada vez mais turistas, na expectativa de que o estado se desenvolva economicamente e continue sendo referência para os fiéis”, diz o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria.

Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontam que 8,1 milhões das viagens domésticas no Brasil são motivadas pela fé. “Por meio do Caminho Religioso da Estrada Real, os peregrinos poderão conhecer nosso estado não apenas pelas experiências de fé, mas também em suas mais variadas formas, como gastronomia, história e cultura”, completa Faria.

CRER


Divulgação/Internet

Inspirado no consagrado Caminho de Santiago de Compostela, da França à Espanha, o CRER tem como objetivo desenvolver e estruturar o segmento de turismo religioso em Minas Gerais a partir da formatação de produtos turísticos que associem experiências turísticas à religiosidade, que é marcante no estado.

A ideia surgiu em 2001, quando dois caminhantes, com apoio do Instituto Estrada Real (IER) e da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), percorreram, em 36 dias, toda a Estrada Real, identificando as principais necessidades para sua consolidação. Entre 2002 e 2004, depois de rigoroso levantamento e demarcação, foram fixados os marcos sinalizadores.

Atualmente, o trajeto pode ser percorrido a pé, de bicicleta, a cavalo ou em veículos 4 x 4 Off Road, configurando-se, assim, como uma opção de turismo e peregrinação com prestação de serviços qualificados para atender os visitantes e peregrinos em uma única viagem ou por etapas, conforme a sua disponibilidade.

“O turista pode iniciar a rota de qualquer ponto e percorrer os trechos que desejar, não sendo obrigatório realizar todo o caminho de uma só vez”, explica Eberhard Hans Aichinger, representante da Sacrum Brasilidades, empresa gestora do CRER.

A rota cruza os municípios mineiros de Caeté, Sabará, Raposos, Barão de Cocais, Nova Lima, Santa Bárbara, Rio Acima, Catas Altas, Itabirito, Mariana, Ouro Preto, Ouro Branco, Congonhas, Conselheiro Lafaiete, São Brás do Suaçuí, Entre Rios de Minas, Casa Grande, Lagoa Dourada, Prados, Tiradentes, Santa Cruz de Minas, São João del Rei, Carrancas, Cruzília, Baependi, Caxambu, São Lourenço, Pouso Alto, São Sebastião do Rio Verde, Itamonte, Itanhandu e Passa Quatro – e os paulistas Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Canas, Lorena, Guaratinguetá e Aparecida.

Em Minas Gerais, o trajeto está todo sinalizado para que o peregrino possa se orientar com segurança. Totens instalados em locais estratégicos indicam as direções e placas indicativas apresentam o mapa geral do caminho, mostrando os municípios do percurso.

Nos últimos anos, a Setur ampliou a implantação das estruturas físicas, totalizando 22 quiosques, 38 paraciclos, uma escada de acesso, três passarelas, 64 placas informativas, 1.771 totens indicativos, 119 placas de advertência para os motoristas e reparação de uma cabeceira de ponte e uma pinguela.

Para marcar o caminho percorrido, o turista poderá adquirir um passaporte, onde registrará as cidades onde esteve. Estes carimbos estarão disponíveis nos pontos de apoio do CRER, geralmente localizados nas secretarias paroquiais de cada município ou nos pontos de informações turísticas da cidade.

Ao final do percurso, seja no Santuário Nossa Senhora Aparecida ou no Santuário Nossa Senhora da Piedade, o peregrino que apresentar o seu passaporte carimbado em sua totalidade, receberá um certificado de conclusão de todo o Caminho Religioso da Estrada Real.

Romaria 550

Em comemoração aos 250 anos de peregrinação ao Santuário Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais, e os 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida, protetora do Brasil, foi organizada a Romaria 550, que instalará oficialmente o CRER.

No dia 3 de setembro, os participantes, que vão percorrer o caminho a pé, sairão do Santuário da Piedade, chegando com os demais participantes, no dia 9 de outubro, ao Santuário Nacional de Aparecida, quando será celebrada a missa solene, recepção aos romeiros e ao reconhecimento do CRER como uma romaria oficial de peregrinação.

Para o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, “a singularidade do Caminho Religioso da Estrada Real reside na riqueza e na beleza do seu conjunto paisagístico e arquitetônico, particularmente sacro. Esse é um dos projetos com maior potencial turístico de Minas Gerais e, por isso, merece atenção de todos os mineiros. O CRER precisa estar no coração de cada mineiro, nos projetos empresariais e nos investimentos governamentais”.

Na ocasião, as quatro modalidades para percorrer todo o percurso estarão disponíveis e serão conduzidas por operadores com expertise em suas áreas. Para mais informações de como participar da Romaria 550 basta acessar o site www.sacrumbrasilidades.com

Fonte original da notícia: Agência Minas Gerais

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Confira as cidades que receberão a exposição dos 300 anos de Aparecida

Redação A12



Foto: Thiago Leon

Em comemoração aos 300 anos de Bênçãos, o Museu Nossa Senhora Aparecida está realizando a exposição '300 anos de Aparecida'. A mostra apresenta por meio de fotos, a trajetória dos três séculos, desde o encontro da imagem no rio Paraíba do Sul.

A exposição é fruto de uma parceira, iniciada em 2015, entre o Museu, o Centro de Documentação e Memória do Santuário Nacional e o portal A12.com. O projeto atual, que deu origem a exposição, publica semanalmente fotos que retratam a história do tricentenário.

A exposição itinerante foi inaugura em junho na cidade de Guaratinguetá (SP). No mês de julho as fotos percorreram as cidades de São José do Barreiro (SP), Areias (SP) e Taubaté (SP).

Saiba as próximas cidades a receberem a exposição “300 anos de Aparecida”:

Agosto: Pindamonhangaba (SP) no shopping Pátio Pinda
Setembro: Lorena (SP) no Eco Vale Shopping
Setembro, outubro e novembro: São Paulo no Metrô Tiradentes e no Museu de Arte Sacra
Outubro: Hall da TV Aparecida
Novembro: Caraguatatuba na FUNDACC (Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba)
Dezembro: Paraibuna (SP) e Aparecida (SP) na Estação Ferroviária

Fonte: A12

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Museu Arquidiocesano de Arte Sacra abre edital para contratação de museólogo (Campinas-SP)

por Barbara


O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas (MAAS-Campinas) abriu contratação para museólogo, com inscrições a partir de hoje, 10 de agosto, até o dia 21 deste mês.

Fundado em março de 1967, pelo Arcebispo Metropolitano de Campinas, Dom Paulo de Tarso Campos, seu acervo é composto por obras sacras (imagens, telas, têxteis, metais) do patrimônio artístico da Arquidiocese de Campinas. Sua sede atual fica à Rua José Ferreira de Camargo, 844, na Nova Campinas, em Campinas (SP).

As principais atividades do museólogo serão: organização do acervo museológico, elaboração e implementação do plano museológico, auxílio na produção, montagem e desmontagem de exposições, auxílio no desenvolvimento da elaboração de projetos para captação de recursos, auxílio a visitantes e pesquisadores, desenvolvimento de ações administrativas, comunicativas, educativas, sociais e culturais, entre outras atividades.



No link abaixo, acesse o edital completo:

Edital Museólogo – MAAS Campinas



O contato telefônico do MAAS-Campinas é o (19) 3790.3950.

Email: maascampinas@arquidiocesecampinas.com

Facebook: facebook.com/museudeartesacracampinas

A história do Seminário da Bahia é divulgada em livro

O livro "Seminário da Bahia: documentos de sua história", organizado pelo professor e historiador Cândido da Costa e Silva, será lançado hoje, dia 10 de agosto, às 16h, no Museu de Arte Sacra da Bahia.



A obra publicada pela editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba) reflete o processo histórico de formação inicial dos padres da Arquidiocese de Salvador, primeira Arquidiocese do Brasil.

O evento de lançamento terá a presença do Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

A pesquisa foi solicitada em vista do contexto comemorativo dos 200 anos do Seminário da Bahia (1815-2015), quinto mais antigo do país.

O livro é da autoria dos padres Danilo Pinto dos Santos, Rosalvo dos Humildes Júnior e Paulo Roberto Soares e do diácono Felipe Montecinos, e apresenta o Seminário da Bahia em quatro tempos: O Proto-Seminário (1815 - 1827), o Seminário Oitocentista da Bahia (1828 - 1890), o Seminário Pré-Concílio Vaticano II (1891 - 1962) e o Seminário no Pós-Concílio Vaticano II (1962 -2015). (LMI)

Da redação Gaudium Press, com informações Arquidiocese de Salvador

Fonte: Gaudium Press

Dom Duarte Leopoldo e Silva, 1º arcebispo de SP

Grande paulista e paulistano de adoção, muito fez pela grandeza desta metrópole
*Dom Odilo P. Scherer, O Estado de S.Paulo publicado em 08 Abril 2017 |

Neste ano se comemora o 150.° ano do nascimento de dom Duarte Leopoldo e Silva. Dom Duarte nasceu em Taubaté, no dia 4 de abril de 1867, e faleceu em São Paulo, em 13 de novembro de 1938, aos 71 anos de idade. Foi o segundo bispo de Curitiba e o 13.º bispo de São Paulo, onde também se tornou o seu primeiro arcebispo.

Na juventude quis ser advogado e chegou a iniciar os estudos na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, mas acabou seguindo para o Rio de Janeiro, onde fez estudos para ser farmacêutico. Sua verdadeira vocação, porém, ainda não seria essa, pois nutria o desejo de ser sacerdote. Por isso procurou o seminário da Diocese de São Paulo, onde cursou os estudos de Filosofia e Teologia. Foi ordenado sacerdote em 30 de outubro de 1892, passando a dedicar-se a intensa atividade religiosa.

Naquela época, logo após a proclamação da República e a separação entre Igreja e Estado no Brasil, a Diocese de São Paulo ainda abrangia todo o Estado paulista, onde hoje existem nada menos que 43 dioceses. O primeiro encargo de padre Duarte foi o cuidado da paróquia de Jaú, no interior do Estado. Em seguida foi nomeado para a nova Paróquia de Santa Cecília, então situada na periferia da cidade de São Paulo, junto à estrada que levava a Campinas. Padre Duarte também ficou responsável por toda a região rural a oeste do centro da cidade e revelou grandes qualidades de pastor e administrador. Entre outras iniciativas, fez edificar e adornar a atual Igreja de Santa Cecília.

Em 1904, com apenas 37 anos de idade e 12 de sacerdócio, foi nomeado bispo de Curitiba pelo papa São Pio X, recebendo a ordenação episcopal em Roma, na capela do Colégio Pio Latino-Americano, pela imposição das mãos do cardeal Rafael Merry Del Val. Um dos consagrantes foi dom Silvério Gomes Pimenta, bispo de Mariana. No dia 2 de outubro de 1904 tomou posse na Diocese de Curitiba, que ainda abrangia inteiramente os Estados do Paraná e de Santa Catarina. Em dois anos realizou visitas pastorais em toda a sua extensa diocese e desempenhou um trabalho pastoral dinâmico.

Com a morte trágica do bispo de São Paulo, dom José de Camargo Barros, perecido num naufrágio enquanto retornava da Europa para o Brasil, dom Duarte Leopoldo e Silva foi nomeado bispo de São Paulo, em 18 de dezembro de 1906. Tomou posse em 14 de abril de 1907 e pôs-se logo a trabalhar intensamente; a cidade de São Paulo já dava mostras de crescimento rápido, com a chegada de muitos imigrantes e o crescimento da economia cafeeira do interior do Estado.

Já em 7 de junho de 1908 promoveu o desmembramento da extensa diocese e a elevação de São Paulo à condição de sede metropolitana. Mediante a bula Diœcesium nimiam amplitudinem (A Excessiva Extensão das Dioceses), o papa São Pio X criou a Província Eclesiástica de São Paulo e nomeou dom Duarte como primeiro arcebispo de São Paulo. Ao mesmo tempo, criou as novas Dioceses de Taubaté, Campinas, Botucatu, São Carlos e Ribeirão Preto. No entanto, Aparecida, juntamente com seu santuário nacional, no Vale do Paraíba, continuou a pertencer à Arquidiocese de São Paulo até 1958. Dom Duarte dedicou especial atenção a Aparecida e já em 1909 conseguiu da Santa Sé o título de basílica para o santuário nacional.

Em 1912 iniciou a construção da nova catedral metropolitana, cuja inauguração estava projetada para o centenário da Independência, em 1922. A obra, porém, teve de ser interrompida por causa das duas grandes guerras e da grave recessão econômica consequente. A edificação foi retomada somente pelo 3.º arcebispo, o cardeal Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, no final da década de 1940 e a inauguração, em 1954, foi feita no contexto das comemorações do quarto centenário da fundação da cidade de São Paulo.

Pastor exímio e administrador sábio, dom Duarte dedicou-se ao bem dos fiéis, em todos os sentidos, e à presença pública da Igreja na sociedade. Deu à arquidiocese uma estrutura pastoral e administrativa adequada às necessidades daquela época, criou muitas paróquias, convidou comunidades religiosas masculinas e femininas para colaborarem no trabalho da Igreja, fez construir o Seminário Central do Ipiranga, criou o Arquivo Metropolitano e o Museu da Cúria, cujo acervo atualmente é abrigado pelo Museu de Arte Sacra. Também realizou o primeiro Congresso Eucarístico de São Paulo, em 1915, o Congresso Eucarístico Nacional de 1922, o Congresso da Mocidade Católica de 1928 e o Congresso Mariano de 1929.

Atento à liturgia, à arte sacra e à música litúrgica, em 1908 nomeou o maestro Furio Franceschini como mestre de capela da catedral metropolitana. Reformou o Cabido, dando-lhe novos estatutos. Em 1918 empenhou-se pessoalmente e envolveu o clero e as organizações da Igreja no socorro aos atingidos pela epidemia de gripe espanhola, que matou 5.372 pessoas na cidade; criou 14 hospitais provisórios em escolas e espaços da Igreja para acolher os doentes.

Figura religiosa austera e respeitada, dom Duarte exerceu expressiva liderança na Igreja Católica do Brasil do seu tempo e manteve com a sociedade uma relação de respeito, autonomia e colaboração. Na Revolução Constitucionalista de 1932 empenhou-se para a superação do conflito e a promoção do diálogo e da paz, com dignidade. Governou a arquidiocese de 1906 a 1938, deixando nela, e na cidade de São Paulo, sua marca indelével.

No dia 15 de março passado o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo dedicou uma sessão à memória de dom Duarte Leopoldo e Silva. É bem justo que, no 150.º aniversário de seu nascimento, a Arquidiocese e a cidade de São Paulo o recordem e lhe prestem homenagem. Grande paulista e paulistano de adoção, dom Duarte fez muito pela grandeza desta metrópole!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Arte e Mistagogia: Aspectos fundamentais de uma Teologia da Beleza


Professor
Marcos Antônio Dias
Mestre em Filosofia da Arte e Semiótica

Período
Dias 21, 22, 23, 24 e 25 de agosto de 2017

Horário
De segunda a sexta-feira, das 9h às 11h45

Carga horária

15 horas/aula

Objetivos
Promover uma reflexão sobre as possíveis interações entre Arte e Mistagogia, entre linguagens da beleza e Espiritualidade.

Apresentar as manifestações artísticas como possibilidade de transfiguração dos objetos comuns da nossa percepção e como possibilidade de construção de sentidos.

Propor algumas incursões nas linguagens artísticas, a fim de desenvolver uma apreciação da intersecção entre fé e a experiência do Belo, evocando a relação entre o mundo, o homem e Deus a partir de um ponto de vista estético

Programa
Caráter universal da experiência mistagógica.

Os fundamentos da mistagogia cristã.

Arte como forma de interpretação do real e suas possibilidades.

A plasticidade e o encantamento do mundo.

A beleza do espaço sagrado como expressão do Mistério.

Teologia do Ícone: A percepção estética como possibilidade de decifrar a figura de Deus.

A Estética Teológica de Hans Urs von Balthasar.

A Beleza trágica em Dostoievski.

Poesia como síntese da interioridade espiritual.

Pré-requisitos e público-alvo
Estudantes de Teologia e Filosofia; demais pessoas interessadas, ligadas às artes ou liturgia.

Método de ensino
Aulas expositivas com projeções de imagens e discussões para a apreciação de Obras de Arte.

Análise de espaços sagrados e incursão em outras linguagens artísticas, privilegiando seu caráter estético e mistagógico.

Área do Conhecimento
Ciências Humanas
Linguística, Letras e Artes

Certificado
Confere certificado mediante 75% de presença nas aulas.

Investimento
R$ 180,00

Documentação solicitada
- Identidade (cópia)
- CPF (cópia)
- comprovante de residência (cópia)

OBS: As cópias da documentação deverão ser entregues na secretaria no momento da inscrição.


INSCRIÇÕES

Inscrições abertas até 18 de agosto de 2017, sexta-feira.

Após preencher o formulário abaixo, clique no botão confirmar e escolha a forma de pagamento de R$ 180,00 referente ao valor do curso.

A Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro adota o sistema de pagamento online, o que garante eficiência e segurança. O pagamento poderá ser realizado com cartão de crédito, débito ou por boleto bancário.

A inscrição estará confirmada com o pagamento deste valor, que não será restituído em caso de desistência do curso por parte do aluno.


Fonte: e inscrições: Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro

terça-feira, 8 de agosto de 2017

XI Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra


A Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB através do setor de Espaço Litúrgico realiza a cada dois anos o "Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra", com a intenção de promover um debate acadêmico e interdisciplinar sobre a dignidade dos espaços de celebração, bem como a importância da preservação do patrimônio artístico e cultural da Igreja. Os encontros favorecem assim, o intercâmbio de experiências e a formação.

Os Encontros Nacionais começaram a ser desenhados em 1967 e a partir de 1996 uma equipe é formada e os encontros se estruturam. A partir dai atinge cada vez maior número de participantes, tornando-se um evento oficial para a Igreja e o mundo acadêmico.

A cada edição, de maneira itinerante, uma universidade é convidada a ser parceira na realização do encontro. O 11º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra contará com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR que sediará o evento em seu campus em Curitiba.

A parceria com a PUCPR possibilitará a realização de apresentação de comunicações e trabalhos acadêmicos, que promoverá o intercambio de pesquisas na área da arquitetura e arte sacra. Ainda a presença do grande teólogo e mosaicista Pe Marko Ivan Rupnik, como principal conferencista do evento.

Fonte: Enaas

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Painéis portugueses irão passar por restauro na Igreja da Ordem Terceira

Por Defender



Joá Souza | Ag. A Tarde

Com sinais de deterioração pela ação do tempo, o conjunto de painéis de azulejos portugueses ao redor do claustro da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, localizada no Terreiro de Jesus, terá investimento de R$ 10 mil para a realização de ações emergenciais.

O recurso foi anunciado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA) para a obra que possui 207 anos e passou por restauro há 15 anos.

Por meio da assessoria de comunicação, o Ipac informou que deverá aguardar o parecer técnico para estabelecer que tipo de intervenção será mais apropriada para fazer a manutenção do painel, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

Atribuída a autoria ao mestre português Valentim de Almeida, a obra encomendada durante o reinado de dom João V e distribuída por cerca de 85 metros quadrados no Centro Histórico de Salvador tem se desmanchado por causa da infiltração no templo religioso.

O conjunto arquitetônico erguido em 1587 narra o cortejo naval de partida da princesa Mariana Vitória de Bourbon e Farnésio para casar com o príncipe herdeiro dom José I; a chegada do casal real a Portugal pelo rio Tejo; a recepção popular pela capital do país; e uma Lisboa ainda com 12 arcos.

Vistoria

O tombamento do conjunto da igreja ocorreu em 1939 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que, em nota, informou que “fará uma vistoria conjunta com o Ipac no local na próxima semana para tratar das intervenções e para fazer um diagnóstico do que precisa ser realizado e priorizado”.

O instituto relatou ainda que “o bem não está contemplado no PAC Cidades Históricas”, além de esclarecer que “realiza a fiscalização do estado de conservação dos bens tombados, cabendo ao proprietário a manutenção e a conservação do imóvel”.

A última restauração foi capitaneada pela equipe da fundação portuguesa Ricardo do Espírito Santo, em um trabalho que durou três anos, de 1999 a 2002. Como a intervenção não incluiu a impermeabilização das paredes, a obra voltou a ficar ameaçada.

A Ordem se mantém com o aluguel de imóveis, doações, colaborações, venda de souvenirs e cobrança de uma taxa de visitação no valor de R$ 5. Segundo o diretor de patrimônio da irmandade, Cláudio Seixas, faltam recursos para a manutenção do templo religioso. “O trabalho de restauração não é um serviço barato. Essa igreja foi construída com a colaboração da irmandade”, informou Seixas.

Análise

Prestadora de serviço na Ordem, a arquiteta Karin Hartmann diz que, apesar de haver azulejos em toda a igreja, os que adornam o claustro são os mais afetados. “Além da infiltração, que não detectamos de onde vem, se de baixo ou de cima, eles ficam expostos no espaço aberto”, avalia.

A profissional indica algumas etapas a serem cumpridas para evitar a soltura das peças, a começar pela implantação de uma tela protetora. “Primeiro, para evitar que caiam e que se perca parte da história pouco conhecida de Lisboa, antes do terremoto que a devastou, em 1755”, explica.

Em seguida, continua, é preciso remover os azulejos, colocar placas de cimento na parede para evitar o contato das peças com a umidade, fazer o restauro e, por fim, reaplicá-los. “Há mão de obra qualificada em Salvador, mas é um processo caro. Estamos buscando obter recursos”, afirma.

Por Franco Adailton

Fonte original da notícia: A Tarde

SEMINÁRIO HOSPITALIDADE E PATRIMÔNIO: DO ACOLHER AO PRESERVAR





O Museu da Inconfidência (Ibram/MinC) completa 73 anos de inauguração no dia 11 de agosto. Para comemorar a data, haverá programação especial de aniversário, com lançamento de livros e o seminário "Hospitalidade e Patrimônio: do acolher ao preservar", ambos com entrada gratuita. As atividades ocorrerão nos dias 10 e 11, quinta e sexta-feira, a partir das 18h, no Auditório, Anexo I (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro Histórico). Os participantes receberão certificado.

PROGRAMAÇÃO

SEMINÁRIO HOSPITALIDADE E PATRIMÔNIO: DO ACOLHER AO PRESERVAR


MESA I
10 de agosto, quinta-feira, 18h30min

HISTÓRIA, ARTE E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL
Profa. Dra. Maria Regina E. Quites

Graduada em bacharelado e licenciatura em Artes Plásticas, Especialista em Conservação Restauração de Bens Culturais e Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais, Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas. Professora do Departamento de Artes Plásticas e do Programa de Pós-graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG. É vice-presidente do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira.

POTENCIALIDADES DA DOCUMENTAÇÃO OFICIAL DA HOSPITALIDADE E REFÚGIO
Profa. Dra. Sênia Regina Bastos

Bacharel, mestre e doutora em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Bolsista de Produtividade em Pesquisa (nível 2 - CNPq), atualmente é professora do Mestrado e Doutorado em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi. É membro do Grupo de Pesquisa Hospitalidade: Processos e Práticas.

MUSEUS HOSTIS, TURISTAS HOSTILIS: CONTROVÉRSIAS E CAMINHOS DA HOSPITALIDADE EM INSTITUIÇÕES MUSEOLÓGICAS SOB UMA ABORDAGEM DERRIDARIANA
Profa. Dra. Karla Estelita Godoy

Professora Adjunta IV do Departamento de Turismo da Universidade Federal Fluminense. Vice-coordenadora e docente do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Turismo e professora do curso de Bacharelado em Turismo da UFF. Possui Bacharelado em Museologia, Mestrado em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Doutorado em Políticas Públicas e Formação Humana pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense.

O TRABALHO DO PROFISSIONAL DE MUSEUS PARA O FOMENTO DO TURISMO CULTURAL E A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA SOCIAL
Margareth Monteiro
, historiadora e chefe da Divisão Técnica, e Janine Ojeda, museóloga, Museu da Inconfidência.
Mediação: Professora Ma. Lia Sipaúba P.Brusadin, Universidade Federal de Ouro Preto.

10/07, 21h – Lançamento dos livros:

Hospitalidade e Dádiva: a alma dos lugares e a cultura do acolhimento
Leandro Benedini Brusadin (Org.)

Graduado em Turismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi e Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista de Franca. Pós-doutorado pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo - USP. Professor Adjunto do Departamento de Turismo da Escola de Direito, Turismo e Museologia da Universidade Federal de Ouro Preto. Professor do Mestrado em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais.

História, Arte e Preservação do Patrimônio Cultural: a imaginária da Paixão de Cristo da Ordem Terceira do Carmo de Ouro Preto (MG)
Lia Sipaúba P. Brusadin

Graduada em bacharelado e licenciatura em História pela Universidade Estadual Paulista, Técnica em Conservação e Restauro de Bens Culturais pela Fundação de Arte de Ouro Preto, Especialista em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto, Mestre e Doutoranda em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora do Departamento de Museologia da Universidade Federal de Ouro Preto.

Maria Regina E. Quites
Graduada em bacharelado e licenciatura em Artes Plásticas, Especialista em Conservação Restauração de Bens Culturais e Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais, Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas. Professora do Departamento de Artes Plásticas e do Programa de Pós-graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG. É vice-presidente do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira.

MESA II
11 de agosto, sexta-feira, 18h30min

ACOLHENDO SAINT-HILAIRE: A “POLIDEZ SIMPLES E AFETUOSA” DO MINEIRO
Prof. Dr. José Newton Coelho Meneses

Professor Associado do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais e orientador pleno no Programa de Pós-Graduação em História/FAFICH/UFMG, linha de pesquisa História Social da Cultura. Graduado em Medicina Veterinária pela EV-UFMG e em História pela FAFICH/UFMG, possui mestrado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense. Realizou estágio pós-doutoral com Bolsa de Estágio Sênior da CAPES, na École des Hautes Étudesen Sciences Sociales - EHESS (Enseignant Chercheur Invité), em Paris, França, sob a supervisão do Prof. Roger Chartier.

DIMENSÕES TEÓRICAS DA NOÇÃO DE HOSPITALIDADE
Profa. Ma. Grace Kelly Marcelino

Doutoranda e Mestre em Hospitalidade e Pós-graduada em Gestão de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi – Laureate International Universities, cursando especialização em Planejamento, Implementação e Gestão de EAD pela Universidade Federal Fluminense e graduada em Turismo pela Universidade Nove de Julho. Atualmente é professora no EAD Laureate.

O OFÍCIO DO ACOLHER NA HOSPITALIDADE: TRABALHADORES DO TURISMO ENTRE O PRESCRITO E O REAL
Profa. Dra. Kerley dos Santos Alves

Doutora em Psicologia pela PUC-MG. Graduada em Administração pela Universidade Federal de Ouro Preto, graduada em Psicologia e em Turismo pelo Centro Universitário Newton Paiva. Especialização em Administração Pública, Especialização em Educação/ Interpretação Ambiental e especialização em Gerenciamento de Empresas. Mestre em Turismo e Meio Ambiente pelo Centro Universitário de Ciências gerenciais UMA. Professora adjunta do quadro efetivo do Departamento de Turismo da Universidade Federal de Ouro Preto

Mediação: Prof. Dr. Leandro B. Brusadin, Universidade Federal de Ouro Preto

Informações:
promocultural.inconfidencia@gmail.com
(31) 3551.4977

Parceria:
Escola de Direito, Turismo e Museologia da UFOP
Museu da Inconfidência

Apoio Institucional:
ICOMOS Brasil

Apoio Cultural:
Pousada Minas Gerais

domingo, 6 de agosto de 2017

Documentário: "Boa Morte: Uma Igreja, Várias Histórias"



No início das festividades dos 150 anos da Igreja da Boa Morte, convidamos a todos para o lançamento do documentário "Boa Morte: uma igreja, várias histórias", que acontecerá no dia 8 de agosto, às 19h30, na Igreja da Boa Morte (Largo da Boa Morte, 51, Centro, Limeira, SP). Uma oportunidade única para conhecer um pouco mais sobre esta igreja sesquicentenária, uma obra que envolve história, arte e devoção do povo limeirense!

Fonte: Página Igreja N. Sra da Boa Morte e Assunção


Simpósio Preservação do Patrimônio Artístico & Cultural Católico


Nos dias 25 e 26/8, será realizado no TUCA - Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo o Simpósio Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural Católico, que tem como objetivo refletir e discutir a problemática do patrimônio material e imaterial, cultural e artístico católico, a partir do documento que institui legalmente o Acordo Brasil Santa Sé.


Evento está com inscrições abertas.

A comissão organizadora do evento é composta pelo cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo e grão-chanceler da PUC-SP, pela advogada Ana Paula de Albuquerque Grillo, consultora jurídica chefe e procuradora da Fundação São Paulo, professora Elaine Caramella (Depto. de Arte), professor Victor Emmanuel J. S. Vicente (DTI) e Jessica Barros de Freitas.

Para mais informações e inscrições, clique aqui. A inscrição é gratuita.

O cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo e grão-chanceler da PUC-SP, faz o convite:

Fonte: PUC - SP

sábado, 5 de agosto de 2017

Exposição: "Maria, Mãe de todos"



EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA
Maria Mãe de Todos
pelo artista ceramista Carlo Cury
Abertura: 05 de agosto de 2017 – 15h00

Carlo Cury é artista plástico de Caraguá, nascido em Piraju/SP, formou-se em Arquitetura em 1987, pela Faculdade Belas Artes, de São Paulo. Construiu nas artes plásticas sua carreira com uma extensa produção de obras, participando de exposições coletivas e comercializando-as no exterior.

Diferente dos seus demais trabalhos, em “Maria Mãe de Todos”, o artista apresenta ao público o resultado da aprendizagem de técnicas que adquiriu com o mestre Wandecok Cavalcanti de Almeida, um dos maiores santeiros do Brasil, que expôs as suas obras sacras no MASS recentemente.

As 12 peças produzidas para esta mostra expressam, em argila, a religiosidade e a materialidade da fé em Maria e as suas diversas faces, conhecida popularmente como a Mãe de todos. As esculturas são isentas de pintura, o que faz revelar os efeitos da queima do barro, pois cada queima é única.

A abertura da mostra será no dia 05 de agosto, sábado, às 15h00, e ficará disponível para visitação até 16 de setembro de 2017.

Museu de Arte Sacra de Santos
RUA SANTA JOANA D'ARC, 795 - MORRO DO SÃO BENTO - SANTOS - CONTATO: (13) 3219-1111

Assim poderão ver mínimos detalhes de afrescos da Capela Sistina


Capela Sistina / Foto: Flickr Intermirifica.net (CC-BY-NC-2.0)


Graças a um projeto fotográfico de grande envergadura, os amantes da arte já podem desfrutar com maior nitidez dos detalhes dos afrescos que decoram o interior da Capela Sistina e que são quase impossíveis de perceber com um simples olhar.

A editora italiana Scripta Maneant, que difunde livros sobre arte, em colaboração com os Museus Vaticanos, publicou três volumes intitulados ‘A Capela Sistina – a obra editorial definitiva’, que contém 270 mil fotografias que mostram os detalhes de todos os afrescos deste templo.

Durante cinco anos, os fotógrafos italianos Carlo Vannini e Gabriele Ghigo Roli capturaram durante as noites os 2500metros quadrados que os afrescos ocupam e os 540 metros quadrados do solo.

Para tirar as fotografias, Vannini e Ghigo Roli tiveram que utilizar andaimes e cavaletes de grande tamanho e equipamentos fotográficos de alta qualidade.

Cada livro desta coleção mede 43 centímetros de largura e 61 centímetros de altura e contém textos em inglês e italiano. A impressão demorou doze meses.

A aquisição desses três volumes está destinada a colecionadores, bibliotecas e instituições. Foram impressos apenas 1.999 cópias, cujo preço é de 12 mil euros (13 mil dólares, aproximadamente).

A coleção ‘A Capela Sistina – a obra editorial definitiva’ foi apresentada no último mês de fevereiro nos Museus Vaticanos e em maio na Galleria Parmeggiani, localizada na cidade de Reggio Emilia, no norte da Itália.

O diretor dos Museus Vaticanos e curador desses três volumes, Antonio Paloucci, expressou à agência ANSA que “quem entra pela primeira vez na Capela Sistina sente como um golpe no coração”.

Afirmou que “este é um lugar especial onde se respira a história e o mistério da sacralidade” e disse que “a maior parte dos visitantes não pode captar a complexidade extraordinária em poucos minutos”.

“É por isso que esses três volumes publicados são realmente importantes para olhar e voltar a olhar as imagens, que revelam detalhes inéditos e particulares”, destacou Paloucci.

O responsável pelo escritório gráfico da editora Scripta Maneant, Gianni Grandi, indicou que “desde o início até o fim houve muitas dificuldades, mas o progresso da tecnologia digital conseguiu que fosse realizado um sonho”.

A rede de notícias BBC afirmou que a Capela Sistina recebe cerca de 20 mil pessoas por dia e indicou que a última vez que foram feitas fotografias de todo o interior do lugar foi entre 1980 e 1994.

Neste local se reúnem os cardeais eleitores quando devem eleger o novo Sucessor de Pedro.

A Capela Sistina foi construída a pedido do Papa Sisto IV, de quem tomou o nome. O artista italiano Michelangelo Buonarroti pintou o teto de 1508 a 1512, a pedido do Papa Júlio III. Entre os anos 1536 e 1541, Michelangelo pintou o Juízo Final na parede do altar para o Papa Paulo III.

Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Exposição de mosaico é a nova atração do Espaço Cultura da CAA-PR

Mostra do Ateliê Tessera apresenta obras com técnicas de mosaico em mármore e resina sobre madeira



O Espaço Cultura da Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná no Edifício Maringá está com nova exposição. A mostra do Acervo do Ateliê Tessera, com obras em mosaico dos artistas Marilia Domingues e Erik Nascimento, foi aberta na terça-feira (25), pela diretora Iolanda Gomes, coordenadora do Edifício Maringá.

A exposição apresenta obras com diferentes técnicas, como mosaico em mármore e mosaico em resina sobre madeira. São retratos da Virgem Maria e obras com imagens como decoração com uvas, pinheiro de Araucária e trabalho do homem no campo. A exposição do Acervo do Ateliê Tessera já esteve também em São Joaquim e Cocal do Sul, em Santa Catarina.

VISITAÇÃO:
A mostra fica aberta para visitação até o dia 25 de agosto, de segunda a quinta-feira, das 9h às 20h30, e sexta-feira das 9h às 18h30, no Espaço Cultura da CAA-PR, localizado no Café do Edifício (Rua Cândido Lopes, 146 – Centro – 4º andar do prédio).

ARTISTAS: O Ateliê Tessera, formado em 2012 pelos referidos artistas, é dedicado aos estudos e prática da Arte Sacra, paisagismo paranaense, execução e restauração de vitrais e à fabricação de material e execução de Mosaicos em técnica Bizantina. Marilia Domingues, filha dos advogados Sonia Marina Domingues e Claudio Domingues, tem formação em mosaico na Scuola Mosaicisti del Friuli, da Itália, e Erik Nascimento é consagrado artista de Araucária pelos seus painéis de pintura em cerâmica. Os dois artistas já realizaram juntos trabalhos em Curitiba, Campo Largo, Araucária, Cuiabá e São Paulo.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Bispo abençoou espaço museológico dedicado à arte sacra em Santa Marinha - Portugal

Foto: Diocese da Guarda


O bispo da Guarda, D. Manuel Felício, presidiu à cerimónia da bênção do espaço museológico da Paróquia de Santa Marinha, no Concelho de Seia, que pretende “salvaguardar e divulgar o património de arte sacra”.

“No museu é possível ver peças de arte sacra que existem na paróquia e se encontravam armazenadas e que, a partir de agora, passam a estar disponíveis para visita”, disse o pároco de Santa Marinha ao jornal diocesano ‘A Guarda’.

Em nota enviada à Agência ECCLESIA, a Diocese da Guarda informa que o núcleo museológico com cerca de três dezenas de peças está organizado em núcleos temáticos de escultura, pintura e ourivesaria.

O novo espaço está instalado num anexo à igreja paroquial e pode ser visitado com marcação prévia.

“Tem de ser com marcação pois não temos ninguém disponível para ter o museu sempre aberto”, observou o padre Rafael Neves.

Segundo o sacerdote “salvaguardar e divulgar” o património de arte sacra de Santa Marinha é o principal objetivo do novo espaço que foi concretizado no projeto ‘Uma comunidade construída juntos’ vencedor do Orçamento participativo e que também envolve as marcas judaicas existentes em Santa Marinha.

“A candidatura tinha em vista a divulgação das marcas judaicas que se encontram espalhadas por toda a povoação, como um museu aberto, e a abertura ao público do Museu de arte sacra onde se encontram peças inventariadas pela Diocese da Guarda”, desenvolveu.

O bispo da Guarda, D. Manuel Felício, presidiu à cerimónia da bênção do espaço museológico, a 23 de julho, onde foi também apresentado o projeto ‘Uma comunidade construída juntos’ seguido de uma a visita às marcas judaicas em Santa Marinha.

“Considerações acerca dos ‘ex-votos’ salvaguardados no Museu de Arte Sacra de São Paulo e em outros importantes acervos da América Latina”


PALESTRA GRATUITA NO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO


O Museu de Arte Sacra de São Paulo promove dia 5 de agosto, às 10h30, a palestra gratuita “Considerações acerca dos ‘ex-votos’ salvaguardados no Museu de Arte Sacra de São Paulo e em outros importantes acervos da América Latina”, com a Prof.ª Dr.ª Silveli Maria de Toledo Russo.

OBJETIVO

Na perspectiva da preservação do patrimônio cultural e histórico-documental das práticas religiosas, sobretudo da prática votiva, esta palestra pretende cotejar os variados conjuntos de “ex-votos” pintados, atualmente salvaguardados em acervos da América Latina, com especial atenção ao acervo de “ex-votos” do Museu de Arte Sacra de São Paulo.

Neste contexto de estudo, tem-se em vista enfatizar a dinâmica das manifestações e variedades pictóricas decorrentes do peculiar respeito conferido ao tratamento dado à pintura e identificação das imagens ali representadas, e não só, pois sob um olhar interdisciplinar, tem-se também o interesse em estabelecer uma leitura antropológica das cenas pintadas, que apresenta uma vivência religiosa mais afinada com o ideal de familiaridade entre os fiéis que rogam e o ente celeste.

Infere-se desta última assertiva que um diálogo familiar entre o devoto e o santo é estabelecido, a enaltecer a fé inabalável na busca pela salvação e glória eterna, do mesmo modo, pela proteção e alívio de eventuais dissabores da vida terrena.

DOCENTE


Silveli Maria de Toledo Russo é doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Atualmente, desenvolve atividades de pesquisa no Museu de Arte Sacra de São Paulo e leciona História da Arte e da Arquitetura em cursos de Arquitetura e Urbanismo de Instituições Particulares de Ensino Superior.

Quando: 5 de agosto de 2017 (sábado)
Horário: 10h30
Atividade gratuita
A inscrição será realizada no dia. Vaga disponibilizada por ordem de chegada. (50 vagas)
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes
Em virtude da realização da Feira de Artesanato do Museu, excepcionalmente neste o estacionamento não estará disponível. Teremos estacionamento conveniado ao lado no valor de R$10 a diária – Rua Dr. Jorge Miranda, 65 (Sujeito à lotação).

Fonte: Museu de Arte Sacra de São Paulo

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Palestrantes na Jornada do Patrimônio 2017



A Jornada do Patrimônio neste ano acontecerá nos dias 19 e 20 de agosto com o tema: "Construindo histórias". O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo. para saber mais clique aqui.

Apresentamos alguns palestrantes desse ano:



Palestra: Benedito Calixto e a Igreja de Santa Ifigênia.
Palestra sobre a pintura religiosa de Benedito Calixto na Igreja de Santa Ifigênia, abordará o conjunto de pinturas de Calixto e demais artistas presentes no programa iconográfico da referida igreja, estabelecendo conexões das obras com a História da Igreja de Santa Ifigênia e seu entorno. Também será discutida a questão histórica da Romanização de Dom Duarte Leopoldo e Silva. 

A palestra será no dia 19 de agosto às 10 horas da manhã.
Na Igreja Santa Ifigênia
R. Santa Ifigênia, 30 - Santa Ifigênia, São Paulo

Palestrante: Karin Philippov
Possui graduação em Bacharelado em Artes Plásticas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1997), atuando principalmente nos seguintes temas: pintura do século XIX, José Ferraz de Almeida Júnior, pintura de gênero, Vincent van Gogh, cor, Rockwell Kent, Candido Portinari, Benedito Calixto de Jesus e Oscar Pereira da Silva. Mestre do programa de Pós-Graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH-Unicamp sob a orientação do Prof. Dr.Jorge Coli com o tema Rockwell Kent e o Brasil. Doutora em História da Arte do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas -IFCH - UNICAMP, sob a orientação da Profª Drª Claudia Valladão de Mattos, com o tema A OBRA RELIGIOSA DE BENEDITO CALIXTO DE JESUS ATRAVÉS DO MECENATO DE DOM DUARTE LEOPOLDO E SILVA NA IGREJA DE SANTA CECÍLIA. Foi Professora de História da Arte do programa UniversIDADE da UNICAMP (2016). Pós-Doutoranda em História da Arte junto ao Programa de Pós-Graduação em História da Arte pela Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade federal de São Paulo (EFLCH-UNIFESP), sob a supervisão da Profª Drª Angela Brandão (2017)

***


Palestra: "A Arte Religiosa de Candido Portinari"

A apresentação buscará contribuir para que haja uma leitura mais ampla acerca da rica produção artística e religiosa de Portinari, dentre as quais as da Igreja Matriz de Batatais e da Capela da Nonna, em Brodowski. Serão mostradas também algumas de suas obras religiosas realizadas fora do estado de São Paulo, como na Igrejinha da Pampulha, em Belo Horizonte.

Quando? 19 de Agosto, às 10h
Onde? MAC - USP Ibiraquera

Duração: 45 minutos
Gratuita! Não precisará fazer inscrição.

Palestrante: Thaís Thomaz Bovo
É historiadora, licenciada em Artes Visuais, pedagoga, mestra e doutoranda em Estética e História da Arte pela USP. Especialista em Arte-educação, em Gestão de Patrimônio e Cultura e em Conservação e Restauro de Arte Sacra.

***


Palestra: "Igreja Matriz da Freguesia do Ó - Restauração em processos das pinturas murais"

Palestra sobre a restauração interna em andamento das pinturas murais.
Público Alvo: profissionais da área, estudantes e público em geral.

Local: Igreja Matriz da Freguesia do Ó - Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, s/n - Freguesia do Ó, São Paulo - SP
Data: 19 de agosto de 2017 (sábado)

Horário: das 14h às 15 horas
Vagas: 40
Faixa etária: a partir de 16 anos
EVENTO GRATUITO
Faça sua inscrição aqui

Palestrante: Silvana Borges 
Arquiteta, especialista nas áreas de conservação e restauro de bens culturais nas áreas de arte sacra (imaginária e pintura) e arquitetura (arte mural), profissional filiada ao ICOM, ABRACOR e CEIB, é docente do Museu de Arte Sacra de São Paulo, e integra a equipe de profissionais e mestres de ofício coordenada pelo Atelie Arte e Restauro Juarez Oliveira que desde 2014 realiza os procedimentos de conservação e restauração da Igreja de Nossa Senhora do Ó em São Paulo.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...