sábado, 14 de outubro de 2017

Círio de Nazaré ganhou Museu virtual em 360


Círio de Nazaré. A maior e mais emocionante festa católica do mundo. Um evento que reúne mais de 2 milhões de pessoas em Belém do Pará, durante o mês de outubro. As ruas da cidade ficam cheias, cheias de gente, de amor, de fé. Todos com um único objetivo, de chegar perto, ver, tocar, homenagear a padroeira dos paraenses: Nossa Senhora de Nazaré.

Os devotos de Nossa Senhora que não conseguem fazer parte dessa festa, sofrem. Mas o Museu do Círio em Realidade Virtual vem aí para deixar os fieis sempre em sintonia com Nossa Senhora.

Já imaginou acompanhar a procissão num lugar privilegiado, sentir a vibração dos fieis e se emocionar como se estivesse lá… bem pertinho?! Essa é a sensação de quem visita o Museu do Círio em Realidade Virtual.

Durante a visitação no Museu, os devotos podem conferir a história do Círio, trechos das principais procissões da festividade, exposições fotográficas, curiosidades sobre os mantos da Santa e ainda ver bem de perto a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, a Rainha da Amazônia.

Pioneirismo

Este será o primeiro Museu em Realidade Virtual do Brasil que promete um passeio interativo e cheio de emoções. Conhecer bem de perto os símbolos da Festividade: o manto, a corda, a berlinda, os peregrinos, os votos, os carros de milagres e outros ícones das procissões. É uma carga histórica de mais de 225 anos que o visitante consegue ver tudo em 360º. A sensação é de estar lá.

Outra novidade é a Exposição ‘Retratos da Fé’, o primeiro documentário filmado em 360º. A peça traz relatos de sete fotógrafos que vivenciaram momentos inesquecíveis durante várias coberturas fotográficas das procissões do Círio.

Fábio Pina, Fernando Sette, Geraldo Ramos, Guy Veloso, João Ramid, Paulo Santos e Tarso Sarraf, falam sobre fé e profissionalismo. E compartilham histórias emocionantes que contribuíram para o crescimento pessoal e profissional de cada um.

Os idealizadores

Criado em parceria entre as Produtoras Loot Interactive (Los Angeles – CA) e Delta Studios (Belém – PA), o Museu do Círio em Realidade Virtual utiliza diversas tecnologias inovadoras para colocar as pessoas o mais perto possível da maior manifestação religiosa do mundo.

Segundo Carlos Waldney, empresário e diretor da Delta Studios, este é um projeto inovador no Brasil. “Eu sempre quis fazer um produto onde eu pudesse contar a história do Círio e fazer com que a pessoa consiga acompanhar de uma forma real, fazendo essa pessoa imergir na história. A imersão proporciona uma sensação única e incomparável: de se sentir em um local como se realmente estivesse lá. E isso é proporcionado pela tecnologia que filma em 360 e com uma técnica que nós temos aqui na Delta Studios”, ressalta

Desde 2016, as produtoras e a Diretoria da Festa do Círio de Nazaré trabalham no projeto. Roberto Souza, Diretor da Festa, diz que todos estão felizes e ansiosos com resultado final. “Nem sempre as pessoas conseguem vir a Belém para acompanhar o Círio. E o Museu do Círio em realidade virtual vai oferecer esta oportunidade para que, em qualquer lugar do nosso planeta, as pessoas possam sentir as emoções do Círio. Este é mais um produto para divulgar a beleza e grandiosidade que é o Círio de Nossa Senhora de Nazaré”, destaca.

Danilo Moura, é paraense e trabalha como diretor de projetos de realidade virtual na Loot Interactive. “Eu encontrei o Waldney em um Congresso em Las Vegas, onde eu estava trabalhando num projeto que recria o lugar onde o homem pisou na Lua pela primeira vez. Ao sentir aquela sensação o Waldney falou ‘imagina essa câmera no meio do Círio!’ – e imediatamente começamos a planejar tudo.”, lembra Danilo. Ele destaca que o Museu do Círio em Realidade Virtual foi criado a partir de uma técnica chamada ‘fotogrametria’, uma espécie de holograma em que os objetos são trazidos para a realidade virtual de forma foto realista.



Círio 360

Ano passado foi a primeira experiência de gravação em 360 graus. Com a câmera posicionada dentro do Núcleo da Berlinda, as imagens captadas registraram toda a emoção das homenagens ao longo das procissões.

O material foi disponibilizado na fanpage do Círio 360º e teve um alcance de mais de 130 mil pessoas acessaram, somente na primeira semana após a Festividade.

Texto: Ascom Círio 360- Site Oficial

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Pesquisa descobre relíquias das Missões na Catedral de Santa Maria

Com 300 anos, esculturas de Santo Antônio e Nosso Senhor dos Passos estavam no porão da igreja

dica do amigo: Édison Hüttner
texto de Marcos Fonseca


Duas esculturas católicas de elevado valor histórico passaram mais de dois anos guardadas no porão da Catedral Metropolitana de Santa Maria. Uma imagem de Santo Antônio e outra de Nosso Senhor dos Passos, ambas pertencentes a reduções jesuíticas, faziam parte da reserva técnica, uma pequena sala onde ficam guardados objetos que não fazem parte do acervo do Museu Sacro da igreja.

Depois de quatro meses de pesquisas, um professor e doutor em Teologia comprovou a autenticidade das obras de mais de três séculos, que estão entre as mais importantes descobertas da época das Missões no Rio Grande do Sul.

Imagem de mais de três séculos de Santo Antônio missioneiro é uma das mais importantes já encontradas no EstadoFoto: Lucas Amorelli / New Co DSM

A escultura de Santo Antônio é que mais surpreendeu o professor Édison Hüttner, coordenador do Grupo de Pesquisa sobre Arte Sacra Jesuítico-Guarani da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Com um 1m14cm de altura e 34 quilos, a imagem foi esculpida em resistente madeira de cedro pelo italiano José Brasanelli, um dos artistas mais renomadas dos séculos 17 e 18.

A data de criação da escultura se situa entre 1696 e 1706, ou seja, no período do Brasil Colonial e cerca de três décadas antes da formação oficial do Rio Grande do Sul, em 1737. Possivelmente, teve origem em uma oficina de arte sacra missioneira na região onde hoje fica o município de São Borja, na fronteira da Argentina.

Rosto de Santo Antônio com traços infantis intriga. Detalhe pode ser característica da tradição europeia do século 17Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

Pela importância do entalhe, o trabalho de Brasanelli, de origem jesuítica, representa para o Estado peso semelhante ao de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, para a história de Minas Gerais durante o Império.

– O Santo Antônio é uma das grandes artes missioneiras do Estado – afirma Hüttner, que em maio confirmou que o museu de Santa Maria conserva, também, o sino missioneiro mais antigo do Estado, com 333 anos.

Apesar da idade, o santo está muito bem conservado. As cores, contudo, sofreram alguma repintura ao longo dos anos, especialmente o rosto, em formato quase infantil. Esse detalhe da face da escultura ainda é desconhecida, e talvez tenha seguido uma tendência da arte europeia daquele período.

IMAGEM FOI ENCONTRADA NA ESTRADA DO PERAU

Já a imagem de Nosso Senhor dos Passos tem 80 cm de altura e pesa quase 10 quilos. A obra, de artista desconhecido, foi esculpida em cedro no século 18. Muito provavelmente, tenha sido trabalho de algum artesão amador. Segundo Hüttner, pode ter sido feita até mesmo um índio guarani.

Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

A imagem que resistiu aos anos mostra Cristo curvado. Nas costas, ele carregava a cruz de madeira, que não existe mais. A pequena escultura está bem desgastada, com braços presos ao corpo por cravos (espécie de prego de ferro).

A escultura chegou às mãos da direção do Museu Sacro há cerca de quatro anos. A responsável técnica do museu, Neila da Silva Guterres, conta que a obra foi achada abandonada às margens da Estrada do Perau, sob sol e chuva – o que acelerou o processo de deterioração da madeira. Teria sido usada em algum ritual religioso.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Concedida terceira Rosa de Ouro ao Santuário Nacional de Aparecida

O Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, acolherá nesta segunda-feira, 9 de outubro, uma Rosa de Ouro, presente do Papa Francisco ao Santuário Nacional.



O presente deve-se às comemorações pelo tricentenário do encontro da Imagem da Padroeira do Brasil nas águas do rio Paraíba do Sul.

A honraria será prestada pelo representante do Pontífice durante as festividades do Jubileu dos 300 anos, o Cardeal italiano Giovanni Battista Re, Prefeito Emérito da Congregação para os Bispos e Presidente Emérito da Pontifícia Comissão para a América Latina.

O anúncio dessa homenagem ocorreu na celebração do 7º dia da Novena da Solene em preparação as festividades do Jubileu, por Dom Orlando Brandes.

Na carta de anúncio, emitida pelo Arcebispo, o próprio prelado menciona o agradecimento que fez ao Santo Padre pelo reconhecimento deste momento especial para os devotos brasileiros:

"Agradecemos ao Papa Francisco o envio da Rosa de Ouro, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem da Mãe Aparecida no rio Paraíba do Sul. Obrigado, Santo Padre, por mais esta demonstração de amor, devoção e carinho para com Nossa Senhora Aparecida (...)".

Oferecida pelo Papa, a Rosa de Ouro representa a estima do Pontífice, bem como o reconhecimento de fatos históricos e personalidades que prestaram relevantes serviços à Igreja.

O costume de se presentear com uma Rosa de Ouro teve início com o Papa Leão IX, no século XI.

A primeira Rosa de Ouro concedida ao Brasil foi em 1888, pelo Papa Leão XIII à Princesa Isabel, após a mesma ter assinado a Lei Áurea, colocando fim a escravatura no Brasil.

No Santuário Nacional, essa é a terceira vez que o presente é enviado por um Papa. A primeira Rosa foi concedida pelo Papa Paulo VI em 1967, em virtude do Jubileu de 250 anos do encontro da Imagem. Em 2007, a homenagem foi trazida pelo Papa Bento XVI durante sua visita a cidade de Aparecida. (LMI)

Da redação Gaudium Press, com informações A12

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Ministro da Cultura visita obras na igreja da Conceição dos Militares no Recife



O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, visitou nesta sexta-feira (06/10) as obras na Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares, no bairro de Santo Antônio. O ministro foi acompanhado de perto pelo padre Rinaldo Pereira dos Santos, presidente da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Cultura e membro da Comissão Arquidiocesana de Intervenção das Irmandades e Confrarias. A igreja da Conceição dos Militares é uma das que recebem patrocínio do PAC das Cidades Históricas, executado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (IPHAN). Na Arquidiocese de Olinda e Recife, também recebem este patrocínio a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Olinda, e a matriz do Santíssimo Sacramento, em Recife.

Segundo o padre Rinaldo Pereira, o ministro ficou encantado com a beleza da igreja e com o trabalho que tem sido feito pela equipe especializada. Construída ao longo do século XVIII pela Irmandade dos Sargentos e Soldados da Guarnição de Recife, a igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares exibe fachada simples e tem em seu interior riquezas como a imagem de Nossa Senhora da Conceição no altar-mor, talhas em rococó branca e dourada no arco central e pinturas de forro que retratam a Virgem Maria grávida e a primeira batalha dos Guararapes.

Na ocasião, padre Rinaldo tratou com o ministro sobre o projeto do Seminário de Olinda e o projeto de restauro e requalificação do Museu de Arte Sacra de Pernambuco, que estão aguardando aprovação do Ministério da Cultura para receber, no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), incentivo da Lei Rouanet. “Nosso objetivo é, cada vez mais, estabelecer parcerias para que, levando em consideração aquilo que o acordo Brasil-Santa Sé preconiza desde 2010, de corresponsabilidade pela manutenção e promoção do patrimônio histórico da igreja, quer seja pelo estado brasileiro, quer seja pela igreja católica, possa se consolidar cada dia mais entre nós”, pontuou o sacerdote.

Participaram da visita uma equipe do IPHAN, representante do MINC do Nordeste, e o representante responsável pelo PAC das Cidades do IPHAN. Para o padre Rinaldo Pereira, foi um encontro frutuoso. “Receber o ministro foi uma alegria. Iniciativas como esta só favorecem a cultura pernambucana”, concluiu padre Rinaldo.

Fonte: Pascom AOR / Arquidiocese de Olinda e Recife

Arquidiocese comemora tricentenário de Aparecida e aniversário do Cristo Redentor



Cristo Redentor / Wikimedia (domínio público)

Rio de Janeiro, 07 Out. 17 / 11:00 am (ACI).- 

No próximo dia 12 de outubro, quando se celebra Nossa Senhora Aparecida, outras duas comemorações se somam a esta, o dia das crianças e o aniversário do Cristo Redentor; por isso, a Arquidiocese do Rio de Janeiro prepara uma festa envolvendo estes três eventos, unindo fé e cultura.

Neste dia, serão comemorados os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no rio Paraíba do Sul e também os 86 anos do Cristo Redentor, o principal ícone do Brasil para o turismo mundial.

“Este aniversário de 86 anos do Cristo Redentor é extremamente especial porque o Redentor tem a oportunidade de homenagear a sua mãe, que, tendo surgido das águas do Rio Paraíba do Sul, há 300 anos, é tão importante para o nosso Brasil, para a nossa fé, sendo sua padroeira”, destaca o reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo.

A comemoração promovida pela Arquidiocese acontecerá nos dias 11 e 12 de outubro e contará com o lançamento de um samba-enredo mirim dedicado à Padroeira do Brasil, em parceria com a Associação das Escolas de Samba Mirins e a SOS Villa Lobos.

No dia 11 de outubro, às 18h, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, fará a abertura do evento na Capela Nossa Senhora Aparecida, no alto do Corcovado, quando irá seguir em procissão por todo o Santuário Cristo Redentor, ao som de músicas ministradas pela Orquestra Maré do Amanhã, a qual se apresentou recentemente para o Papa Francisco, no Vaticano.

Em seguida, crianças representantes das escolas mirins farão o lançamento do samba-enredo “Aparecida de Nossa Senhora”, dedicado à Padroeira. A partir das 19h, o monumento ao Cristo Redentor receberá as cores da bandeira nacional, verde e amarela, para lembrar que no seu 86º aniversário, a grande homenageada é Nossa Senhora Aparecida, pelo seu tricentenário.

No dia 12 de outubro, às 8h, o Cardeal Orani Tempesta iniciará as atividades abençoando o Monumento, seus turistas, peregrinos, e todo o Rio de Janeiro, no alto do Corcovado.

A Banda SARCA (Sociedade Amigos da Rua da Carioca) fará a animação do aniversário do Cristo Redentor, tocando as tradicionais marchinhas do carnaval carioca e o “Parabéns” para o aniversariante, na hora do corte do bolo de 3 metros. Haverá bênçãos plurilíngues a cada hora e Missas ao longo do dia.

A partir das 9h30, a comemoração acontece também na orla do Leme. O Cardeal Tempesta vai abençoar 17 imagens de Nossa Senhora Aparecida — com as quais irá presentear cada uma das escolas de samba-mirins, que vão desfilar.

Haverá a exibição da peça Heitor Villa Lobos “Trenzinho Caipira” e a apresentação para o grande público do “Samba da Padroeira”, lançado na véspera, no alto do Corcovado.

Às 10h, na Avenida Atlântica, esquina com a Avenida Princesa Isabel, terá início o desfile das agremiações infantis, que será encerrado com a Coroação de Nossa Senhora. O desfile contará com cerca de 800 componentes das 16 agremiações afiliadas à Associação das Escolas Mirins do Rio de Janeiro (AESM-RIO), mais a Coração Unidos do Ciep.

Para o reitor do Santuário Cristo Redentor, unir em um mesmo evento as crianças, o tricentenário de Nossa Senhora Aparecida e os 86 anos do Cristo Redentor ao samba, que é uma importante expressão cultural povo brasileiro, é uma forma de apresentar às novas gerações que é possível e preciso conjugar fé e cultura.:

“Esse evento ajuda a fazer brotar no coração das nossas crianças, que são a esperança para um Brasil melhor, que é necessário reforçar o sentimento de ética e brasilidade entre nós. Para elas, vamos deixar um bonito exemplo de como trabalhar fé e cultura, porque a fé que não promove a cultura é intolerante”, afirma Pe. Omar Raposo.

Fonte: ACI Digital

História de uma vida, a arte sacra de Valderez Cuiabano

Dedicada à restauração, um trabalho delicado e cheio de detalhes, a cacerense conta que começou a pintar as imagens pelo dom natural, desde o tempo em que era aluna do Colégio Imaculada Conceição.
Por: ESDRAS CREPALDI



Dedicada à restauração, um trabalho delicado e cheio de detalhes, a cacerense conta que começou a pintar as imagens pelo dom natural, desde o tempo em que era aluna do Colégio Imaculada Conceição.


Aos 90 anos de idade, a cacerense nascida em 17 de dezembro de 1926, Benedita “Valderez” Cuiabano de Souza, filha do ex-prefeito de Cáceres Manuel Felipe Fernandes Cuiabano e de Maria Agostinha Motta Cuiabano, é uma das mulheres talentosas de Cáceres, que ajudam a escrever a história dessa cidade.

Dona Valderez se destaca na arte de restaurar imagens sacras de diversas igrejas da Diocese São Luiz e de famílias cristãs.

Dedicada à restauração, um trabalho delicado e cheio de detalhes, a cacerense conta que começou a pintar as imagens pelo dom natural, desde o tempo em que era aluna do Colégio Imaculada Conceição. “Naquele tempo já fazia desenhos em cadernos e começava a prática da pintura. O que era um simples dom, foi se aperfeiçoando e hoje, próximo dos meus 91 anos, a serem completados em dezembro, continuo reparando imagens com a mesma aptidão e amor do início de minha iniciação artística” confidencia.

Valderez revela que efetivamente, o trabalho com artesanato e pinturas teve início a partir de 1.980, em porcelanas e tecidos, e depois com a restauração de imagens santas em gesso, argila e resinas. Ela descreve ainda, que fez muitos outros trabalhos artísticos, como arranjos de flores, grinaldas e buquês de noivas, e decorações temáticas em bolos de casamento. Mas sua grande paixão é realmente a restauração e pintura de imagens sacras. “Já perdi a conta de quantas imagens recuperei”.

Muito empenhada nessa dádiva, à artesã se sobressai pela sua sensibilidade e devoção a Jesus Cristo e Santos da Igreja católica. Devota fervorosa e membro do Apostolado da Oração, Dona Valderez foi a grande responsável pela restauração da imagem antiga de Santo Antonio, reverenciada pelos fiéis na catedral de São Luiz. “Sou devota de Santo Antonio, por isso tive uma emoção muito grande ao poder, depois de décadas da imagem danificada, entregar uma obra totalmente reparada para ser introduzida novamente na principal igreja da diocese”, diz Valderez.


Divulgação

Dona Valderez se destaca na arte de restaurar imagens sacras de diversas igrejas da Diocese São Luiz e de famílias cristãs.

Ela destaca, porém, o especial apreço pela imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que fica na entrada da capela dedicada a ela. “A novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, foi trazida por mim no final da década de 60 junto com os relicários, com apoio do saudoso Padre Paulo e autorização do então Bispo Dom Máximo Biennes e avivada por Frei Grignion, é até hoje seguida por centenas de fiéis devotos. Foi inexplicável o que senti ao restaurar essa imagem” anuncia.

No momento, Valderez Cuiabano está restaurando uma imagem de Santo Antonio de uma moradora de Cáceres, Ilca Maia. “Dona Valderez é um exemplo a ser seguido, aos 90 anos continua recuperando imagens com tamanha perfeição”, reconhece Ilca.

Para o Pároco Padre Rogério Gonçalves, o talento e a disposição da artista o fazem recorrer a ela sempre que precisa restaurar ou recuperar uma imagem. “Dona Valderez sempre me socorre, já restaurou e recuperou muitas imagens para a Paróquia São Luiz, seu trabalho é perfeito e traduz sua sensibilidade para as coisas de Deus”, enaltece Padre Rogério.

Para a filha da artista, Sheila de Souza Gattass, além do capricho da mãe, a atividade exige técnica e dedicação. “As imagens, geralmente chegam danificadas ou quebradas, a partir daí e com ela. Ela sabe o que fazer e faz muito bem feito”, reconhece Sheila.

Valderez emenda a filha, “o primeiro passo nesse caso é colar, feito isso, tenho que diagnosticar se a tinta é óleo, acrílica, fosca, que tipo é. A partir daí começa todo um trabalho minucioso”, explica Val.

A restauradora ressalta que uma das particularidades mais acentuadas das peças sacras é o tipo de pintura, que faz com que elas fiquem parecendo envelhecidas. Segundo ela, esse é o segredo, para devolver uma característica da imagem de décadas e até séculos.

Ela observa ainda, que uma restauração, pode levar apenas alguns dias, porém tem peças que demoram até dois meses. “Tudo depende do estado da imagem e do serviço a ser realizado”, adverte.

Dona Valderez, disse que não pretende parar com sua arte, que mesmo às vésperas de completar seus 91 anos, sente-se muito bem e que vai continuar colocando seus dons a serviço da igreja, como serva do Apostolado de Oração e restauradora de imagens. “Vivo a vida com intensidade e muita fé. Enquanto tiver saúde vou servir meu Deus e minha igreja, já estou preparando minhas netas Luciana e Silvia Helena e minha bisneta Marina para continuarem esta missão, a obra da restauração de imagens e elas são muito talentosas”, reconheceu.

O ateliê de Valderez Cuiabano de Souza, fica na Rua Coronel José Dulce, 462, centro de Cáceres- MT.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Museu Diocesano Tridentino (Itália)


História do Museu

O Museu Diocesano Tridentino foi fundado em 1903 para salvaguardar o patrimônio artístico da diocese e com a intenção de torná-lo uma ferramenta educacional para a Escola de Arte Cristã e a arqueologia cristã do Seminário Teológico.

Seu primeiro local foi localizado no Seminário Menor, um requisito de construção para a Primeira Guerra Mundial ser usado como um hospital militar. Como resultado, as coleções foram demolidas e abrigadas na sacristia da Catedral e outros depósitos periféricos.
Somente em 1963, por ocasião do IV centenário do Concílio de Trento, o Museu poderia ter uma casa permanente próxima à Catedral de San Vigilio, no Palazzo Pretorio, antiga residência dos bispos. Era uma espécie de refundação do museu, que agora ganha uma localização definitiva e central. Nem todos os quartos do palácio foram restaurados, nem todas as coleções encontraram uma ilustração adequada no primeiro layout da exposição.

Em 1991, promoveu-se uma nova e radical reestruturação do edifício, a qual a catalogação das coleções foi realizada por especialistas das áreas individuais de produção artística, a restauração de obras anteriormente preservadas nas lojas, a redefinição do percurso da exposição e o novo projeto de layout . A operação complexa, coordenada pelo arquiteto Domingo Primerano, com a colaboração do arquiteto Glauco Marchegiani, chefe da restauração do edifício e arquitetos Victor Wolf e Massimo Iarussi para a instalação.

O museu também abriga a custódia da Basílica cristã primitiva de San Vigilio e os achados arqueológicos encontrados durante as escavações realizadas no subsolo da Catedral entre 1964 e 1977. Em 2000, uma sucursal foi aberta em Villa Lagarina, no Palazzo do século XVIII Gratuito, disponibilizado pela administração municipal. Nos corredores há um núcleo de obras de arte e mobiliário eclesiástico de grande interesse, referindo-se à nobre comissão da nobre família Lodron, que era o direito de patrocínio na igreja vizinha de Villa Lagarina.



Missão do Museu

O museu é "uma instituição permanente sem fins lucrativos que atende a sociedade e seu desenvolvimento. É aberta ao público e realiza pesquisas sobre testemunhos materiais e imateriais da humanidade e do meio ambiente, adquire, conserva , os comunica e, acima de tudo, os expõe para estudo, educação e delícia "(ICOM, 2004).

A Missão do Museu Diocesano Tridentino:

- documentar a evolução da vida cultural e religiosa da comunidade eclesial local através da preservação, estudo e valorização, também em pastoral, do património artístico sagrado da Arquidiocese de Trento e dos bens culturais dos quais o museu é responsável;
- promover um conhecimento ativo e participativo do patrimônio cultural eclesiástico;
- propor como um lugar de socialização, experiências compartilhadas e participativas, a fim de promover a inclusão social e o desenvolvimento comunitário;
- difundir a cultura cristã através da gestão de bens culturais recebidos ou adquiridos em qualquer ponto e ativação de iniciativas para a promoção e valorização do patrimônio do museu Estatuto do Museu Diocesano Tridentino



Horários e contatos:

Horário de verão

válido de 1 de junho a 30 de setembro

Segunda-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo: 10.00-13.00 / 14.00-18.00 Horário de

inverno

válido de 1 de outubro a 31 de maio

Segunda-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado: 9.30-12.30 / 14.00-17.30

Domingo: 10.00-13.00 / 14.00-18.00


Dias de encerramento

todas as terças

1 de janeiro, 6 de janeiro, Páscoa, 26 de junho, 15 de agosto, 1 de novembro, 25 de dezembro

Porta Veronensis
O sítio arqueológico, de propriedade da cidade de Trento, está atualmente inacessível. Para informações: www.comune.trento.it


Museu Diocesano Tridentino
Piazza Duomo, 18
38122 Trento - Itália
tel. +39 0461-234419
Fax +39 0461-260133

direção: direzione@museodiocesanotridentino.it
Educational Services: didattica@museodiocesanotridentino.it
Coleções e arquivo fotográfico: catalogazione@museodiocesanotridentino.it Relações com a imprensa e website: press@museodiocesanotridentino.it
Informação : info@museodiocesanotridentino.it
Administração : amministrazione@museodiocesanotridentino.it
Pec Museu Diocesano : mdt@pec.museodiocesanotridentino.it


Fonte: Museu Diocesano Tridentino
Piazza Duomo 18 - 38122 Trento - Tel. 0461/234419 - Fax: 0461/260133
e-mail: info@museodiocesanotridentino.it

Meios de colaborar com o Blog

Caso o leitor possa colaborar com dicas, textos, imagens, links por favor envie para:

rodolfokhristianos@gmail.com  

E por ventura, também queira contribuir financeiramente:


Veja os desenhos que estão à venda pelo link:



Há também imagens sacras à venda:



Também estão com Vakinha aberta:



Desde já agradecemos a colaboração!


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Museu Aleijadinho

Igreja São Francisco de Assis: Largo de Coimbra, s/n° – Centro
+55 (31) 3551-661 | Ter-Dom: 8:30-12h/13:30-17h.
R$10,00/5,00 meia entrada. Atualmente as peças estão na Igreja São Francisco de Assis. As Igrejas de N. Sra. da Conceição e de N. Sra. das Mercês (de baixo), que compõe o Circuito Museu Aleijadinho, encontram-se, temporariamente, fechadas para visitação.
www.museualeijadinho.com.br





O Museu Aleijadinho possui um acervo de peças de arte sacra e documentos. A denominação do museu é uma homenagem ao mestre Aleijadinho. Entretanto, o espaço abriga também peças de outros artistas. O museu funciona em um circuito que abrange três igrejas históricas de Ouro Preto: São Francisco de Assis; N. Sra. das Mercês e Perdões e N. Sra. da Conceição, local de sepultamento do Aleijadinho, onde estão anexas as salas de exposições de longa duração do museu. No trono do altar-mor encontra-se a imagem de N. Sra., esculpida em tamanho natural, as colunas salomônicas desse altar foram executadas por mestre Felipe Vieira, entre 1760 e 1765. 

Na Igreja de São Francisco, obra prima de Aleijadinho, merecem destaque dois púlpitos esculpidos por ele em pedra sabão, datados de 1771, onde o artista incrustou as figuras de quatro evangelistas e, ao centro, a figura de Jesus Cristo pregando no Mar de Tiberíades, sobre uma barca. Manuel da Costa Ataíde foi o pintor responsável pela decoração desta igreja; no teto, ele representou a Assunção de Nossa Senhora, o rei Davi aos pés da santa, cantando ao som de harpa e uma revoada de anjos.

Biblioteca Mário de Andrade recebe a exposição ‘Arte Sacra XVII – XXI’ (São Paulo)


 Foto: Divulgação

Com esculturas e imagens, exposição Arte Sacra XVII-XXI será inaugurada em 10 de outubro, na Biblioteca Mário de Andrade

Sobre a exposição

A mostra, que ficará em cartaz na Mário até 10 de dezembro, conta com 39 obras. São 23 esculturas sacras produzidas entre os séculos XVII e XIX, além de dois retábulos; e mais 16 obras contemporâneas do final do século XX e início do XXI.

Palavra do Diretor

Sobre a exposição, o diretor da Biblioteca escreve:


“ESTA EXPOSIÇÃO, EM SEU RECORTE ATÉ O SÉCULO XIX, É FRUTO DA GENEROSIDADE DE UM QUERIDO AMIGO QUE PARTILHA COM O PÚBLICO SUA FABULOSA COLEÇÃO. A MOSTRA É UMA PROVA DE QUE O PÚBLICO E O PRIVADO PODEM SE UNIR E, COM ESFORÇO E BOA VONTADE, PRODUZIR RESULTADOS POSITIVOS E PROVEITOSOS”

Programe-se

‘Arte Sacra XVII – XXI’
Quando: 10/10 a 10/12
Horário: Diariamente das 08h às 19h
Onde: Biblioteca Mário de Andrade
Endereço: Rua da Consolação, 94 – Centro
Ingressos: Gratuitos |

Mergulhadores encontram estátua intacta de santa no fundo do mar na Ilha do Arvoredo, em SC


Foto da semana de Fratres In Unum




Mergulhadores encontram estátua intacta de santa no fundo do mar na Ilha do Arvoredo, em SC

Por Talita Rosa, Diário Catarinense, 14 de agosto de 2017 – 

A estátua intacta de uma santa no fundo do mar, perto de Florianópolis, está intrigando mergulhadores. E a curiosidade já veio à tona: como a imagem foi parar ali? Será que alguém levou tão a sério essa coisa de ter fé até debaixo d’água e criou um altar em um lugar assim inusitado?

A imagem mede 40 centímetros e está a cerca de seis metros de profundidade, na reserva biológicaIlha do Arvoredo, a 17 quilômetros da costa. Está no meio de duas pedras grandes, que parecem uma gruta natural para a santinha.

Para os católicos, a imagem de Nossa Senhora com vestes brancas, manto azul, auréola dourada e as duas mãos apontando para o coração representa o Sagrado Coração de Maria.

Nas escolas de mergulho de Florianópolis, acostumadas a promover centenas de mergulhos na região, ninguém tem sequer uma pista que leve às respostas. Tudo que a fotógrafa subaquática Cibele Sanches sabe dizer é que em março deste ano alguns mergulhadores começaram a voltar do passeio contando a surpresa. E só.

— Eu não sei dizer como ela apareceu ali, porque ninguém sabe ou quem sabe não conta. Deve ter alguma questão religiosa, porque não deve ter sido uma coisa fácil, não caiu de uma embarcação, ela está bem colocada num ponto estratégico ali — comenta Cibele.

Tem quem fale em promessa. Mas qual? Pode ter a ver com o refúgio que a ilha — alta, grande e com águas calmas — oferece aos navegadores que tentam escapar do vento forte ao passar por aquele ponto do Atlântico. Ou, dívida contraída durante algum momento de apuro na ilha: em 2015, um barco de turismo naufragou deixando 22 passageiros à deriva por mais de meia hora; um ano antes, tripulantes de um barco pesqueiro precisaram ser resgatados por três embarcações de maior porte. Mas são apenas algumas hipóteses, entre tanta especulação.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Exposição "George Russu - Ícones de uma história"

A mostra homenageia George Russu, talentoso artista romeno, mantenedor e difusor da tradição da arte sacra ortodoxa em tempos históricos conturbados. Compõe-se das imagens dos quatro ícones resgatados por Cornélia e Domnitiza, respectivamente esposa e filha do artista, em pleno bombardeio à cidade de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Representam a Virgem Maria com o Menino Jesus, o Cristo Pantogrator e os arcanjos São Miguel e São Rafael.




Ingresso: gratuito

Data(s): 15/04/2017 a 31/12/2017 - 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feira, sábado e domingo

Horário(s): 10h às 18h (3ª feira a domingo)

Público Dirigido: não

Classificação: livre

Espaço Cultural:


Memorial Ucraniano


Endereço:
Rua Dr. Mba de Ferrante, s/nº, Parque Tingui - São João - Curitiba - PR

Contato:
(41) 3321-3247
crimendes@fcc.curitiba.pr.gov.br

Horário de funcionamento:
10h às 18h (3ª feira a domingo)

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Exposição de arte sacra marca o Jubileu de Ouro da Diocese de Jundiaí

A Diocese de Jundiaí celebra este ano seu Jubileu de Ouro de 50 anos de criação e instalação canônica e como forma de continuar com os festejos, será realizada uma exposição de arte sacra em um dos principais shoppings da cidade.



A partir de 6 de outubro, às 18h30, o Paineiras Shopping acolherá a exposição de objetos sacros de autoria do artista plástico Renato Gobbi. A mostra trará esculturas de imagens devocionais e peças que são do próprio acervo do bispado de Jundiaí.

Em meio às peças que ficarão expostas no espaço estão as imagens da Sagrada Família, Santa Clara, Santo Antônio de Padova, Nossa Senhora da Imaculada Conceição e Santo Antônio, sendo todas feitas em terracota com inspiração barroca.

As peças representam parte da cultura religiosa da diocese paulista e da própria história do escultor.

Atualmente com 53 anos, Renato possuía o desejo de seguir o sacerdócio, entretanto, preferiu usar sua devoção como inspiração para as suas obras.

Há cerca de 25 anos, Gobbi vem esculpindo peças relacionadas ao universo sacro, sendo a maior parte delas em homenagem às paróquias do município.

A exposição das obras ficará exposta no Paineiras Shopping até 27 de outubro. Os visitantes poderão conferir gratuitamente as esculturas no segundo piso do local, das 10h às 22h. (LMI)

Da redação Gaudium Press, com informações Diocese de Jundiaí

Fonte: Gaudium Press

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Você sabia que a feitura da imagem de Nossa Senhora Aparecida é atribuída a um monge Beneditino?



Frei Agostinho de Jesus é considerado o primeiro escultor brasileiro. Foi um monge Beneditino que viveu em São Paulo no século XVII, onde deixou maravilhosas peças em barro. A imagem de Aparecida é a ele atribuída. Para rememorar este fato, encontra-se no Centro de Santana de Parnaíba (SP) um monumento de autoria de Murilo Sá Toledo, que representa o monge na produção da imagem de nossa padroeira (foto).

Para explicar a relacão do escultor com a imagem de Aparecida, o monge Dom João Baptista Barbosa Neto, do Mosteiro de São Bento de São Paulo, dará um curso especial com o tema: "O escultor de Nossa Senhora Aparecida" no próximo sábado, 7 de outubro de 2017, na Livraria Paulus da Praça da Sé, em São Paulo.

Para saber mais: (11) 3105-0030 / WhatsApp (11) 98751-0643


Fonte: Mosteiro de São Bento de São Paulo

Exposição: Relíquia - Transcendência do Corpo



Abertura da Exposição Relíquia Transcendência do Corpo, dia 7 de Outubro no Museu de Arte Sacra de São Paulo.

NOVA MOSTRA DO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO EXIBE RELÍQUIAS INÉDITAS


Relicários, tecas, medalhas, estampas e outros objetos contam a História do mundo ocidental

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, exibe "Relíquia: Transcendência do Corpo", com curadoria de Ario Borges Nunes Junior e Beatriz Vicente de Azevedo. A exposição é composta por cerca de 300 peças e retrata os 21 séculos da era cristã, a partir de um fragmento da cruz em que Jesus foi crucificado, passando por todas as fases da História, até a relíquia de S. João Paulo II, falecido em 2005.

Para a Igreja, o termo “relíquia” designa os restos mortais de santos reconhecidos oficialmente por ela, além dos objetos que pertenceram a eles ou estiveram em contato com seus corpos. Desde a antiguidade cristã, as relíquias dos mártires eram consideradas pelos fiéis como mais valiosas que as pedras preciosas e mais estimadas que o ouro. Para Ario Borges Nunes Junior, o interesse pelas relíquias foi decorrente de um ímpeto adolescente e do intenso estudo sobre a vida dos santos, personagens que desde sempre chamaram sua atenção. A origem de seu acervo remonta o ano de 1976, quando começou a fazer contato com as congregações religiosas, guardiãs da memória material dos seus membros mais ilustres não só no Brasil, mas também em outros países. Em suas palavras: "A formação de psicanalista me fez constatar que aquele interesse adolescente genuíno sobre os santos poderia se transformar em uma transbordante fonte de reflexão sobre a natureza humana".

Esta nova exposição do Museu de Arte Sacra de São Paulo apresenta a História do mundo ocidental por meio desses objetos, elementos materiais que testemunham, ainda que minimamente, uma conjunção de histórias. A curadora Beatriz Vicente de Azevedo comenta: "A exposição 'Relíquia, Transcendência do Corpo' é motivo de orgulho para a cidade de São Paulo. É inacreditável e admirável que seja possível encontrar na nossa cidade um acervo tão rico e tão completo de relíquias que vão desde os primórdios do Cristianismo até os dias atuais. Visitar a exposição é a oportunidade de fazer um verdadeiro mergulho na História do mundo ocidental, tendo como base a Igreja".

Exposição: “Relíquia: Transcendência do Corpo”
Curadoria: Ario Borges Nunes Junior e Beatriz Vicente de Azevedo
Abertura: 7 de outubro de 2017, sábado, às 11h
Período: 8 de outubro de 2017 a 8 de janeiro de 2018
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo -www.museuartesacra.org.br
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)
Tel.: 11 3326-5393 – agendamento / educativo para visitas monitoradas
Horário: Terça-feira a domingo, das 9 às 17h (bilheteria das 9 às 16h30)
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes e idosos pagam meia); grátis aos sábados 


Técnicas: Relicários, tecas, medalhas, estampas e outros objetos
Número de obras: Cerca de 300

Fonte: Museu de Arte Sacra de São Paulo

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Brasileiros estão representados na coroa Jubilar de Aparecida

Felipe Guimarães


No mês de setembro, a coroa jubilar de Nossa Senhora Aparecida recebeu as últimas porções de terra de três estados brasileiros, Goiânia, Brasília e Palmas, durante a Cerimônia de Coroação, realizada no dia 12 de setembro.


Desde agosto de 2014 a imagem jubilar de Nossa Senhora Aparecida peregrinou por todos os 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, e na ocasião, foi recolhida uma porção de terra de cada capital. A coleta, era realizada durante a celebração de encerramento da visita da Imagem no estado.

A coroa jubilar com as terras dos estados brasileiros, representa o Brasil que coroa a sua padroeira. A Coroação Solene da Mãe Aparecida será realizada no dia 11 de outubro, às 19h.

Abaixo, nas imagens é possível ver a diferente coloração das terras brasileiras.

















Rio de Janeiro- Foto: Felipe Guimarães


Sergipe- Foto: Felipe Guimarães


Maranhão- Foto: Felipe Guimarães


Piauí- Foto: Felipe Guimarães


Amapá- Foto: Felipe Guimarães


Distrito Federal- Foto: Felipe Guimarães


Minas Gerais- Foto: Felipe Guimarães


Acre- Foto: Felipe Guimarães


Roraima- Foto: Felipe Guimarães


Tocantins- Foto: Felipe Guimarães


Mato Grosso- Foto: Felipe Guimarães


Rio Grande do Norte- Foto: Felipe Guimarães


Ceará- Foto: Felipe Guimarães


Mato Grosso do Sul- Foto: Felipe Guimarães13/27

Coroa Jubilar
Thiago Leon


A coroa que está na Imagem da Padroeira foi doada pela Princesa Isabel e utilizada para a solene coroação de 1904.Desde então, a Imagem ostenta essa coroa. A partir de outubro, uma nova coroa feita com o ouro doado pelos devotos será colocada na Padroeira do Brasil.

O projeto da nova coroa é da H.Stern, empresa brasileira que atua na produção de joias. O embaixador da H.Stern, Christian Hallot destaca que a coroa vai representar todo o povo brasileiro especialmente por meio das cores da bandeira da nação.


“Escolhemos cores que são da bandeira do Brasil. Por exemplo, o ouro representa o amarelo, as pedras esmeraldas, o verde, as safiras, o azul e os diamantes, o branco. São detalhes que foram colocados na Imagem para que ela tenha um significado real do que é a santa hoje para o Brasil”, disse Hallot.


A nova coroa terá 300 gramas, o mesmo peso da que está atualmente na Imagem e ainda o número representativo ao tricentenário. Ao todo, 80 peças formam a nova coroa.

“Todos esses detalhes foram pensados nesses últimos anos de um modo que fosse feito algo absolutamente perfeito, com todo o cuidado e o carinho”, afirmou o embaixador.

Fonte: A12
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