segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

II SIMPOSIO INTERNACIONAL “ARTE, TRADICIÓN Y ORNATO EN EL BARROCO”

3-4 y 5 de noviembre de 2016
Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Córdoba
Cartel Simposio
El próximo año, 2016, será una fecha referente para la Historia del Arte en Córdoba, ya que se celebrará el IV Centenario del gran pintor Antonio del Castillo y Saavedra, máximo exponente de la pintura barroca cordobesa. La Asociación “Hurtado Izquierdo” quiere sumarse con este aniversario con la celebración de nuestro II Simposio Internacional “Arte, Tradición y Ornato en el Barroco. Tratándose de un Congreso de carácter internacional, permitirá una expansión sin fronteras, tanto de esta conmemoración –de gran importancia para la ciudad- sino también del trabajo de jóvenes investigadores, que se reunirán en esta cita.
La Asociación “Hurtado Izquierdo” abre esta nueva convocatoria a todos aquellos investigadores, de diferentes nacionalidades, cuyos estudios versen sobre cualquier aspecto del mundo Barroco: historia del arte, patrimonio, mecenazgo, antropología, historia, música…, y que deseen compartir sus experiencias. Aquellas presentaciones que superen la evaluación del comité científico, serán, además, publicadas en un libro cuyo formato será exclusivamente digital.

SECCIONES DE TRABAJO
Estudiando el Barroco: antropología, historia, mecenazgo…
Las ciudades: urbanismo, arquitectura…
Vestir los edificios: escultura, pintura, yeserías, retablos…
La búsqueda del detalle: orfebrería, muebles, rejería, textiles…
La transmisión de los sentidos y de las letras (música, fiestas, arquitecturas efímeras, teatro, literatura)
INSCRIPCIÓN Y PLAZOS
Ficha de inscripción:
Antes del 31 de mayo de 2016, los interesados en participar como comunicantes deberán enviar los siguientes datos:
  • Nombre y apellidos, dirección postal completa, nº de D.N.I., email y teléfono.
  • La relación institucional que posean u ocupación.
  • El resumen de su comunicación, que constará de entre 2.500 y 3.000 caracteres.
  • Breve curriculum académico de no más de 500 caracteres.
Todos los datos requeridos serán obligatorios. Aquellas inscripciones que les falte alguno de ellos, serán devueltas al participante y no será aceptada hasta que estén completos. No habrá excepciones fuera de plazo.
La dirección de correo electrónico a la que deben ser remitidas las propuestas es:congresoshurtadoizquierdo@gmail.com
La resolución por parte del comité científico será publicada antes del día 30 de junio.
Podréis encontrar más información en las páginas creadas para este Simposio en este blog, en las pestañas correspondientes a Organización y Ficha de inscripción. Posteriormente iremos añadiendo más información.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

No Jubileu, sepulcro de São Paulo pode ser visitado

De modo excepcional, por causa do Jubileu da Misericórdia, em Roma alguns monumentos pouco conhecidos serão abertos ao público.




É o caso do cemitério onde foi enterrado São Paulo, depois de seu martírio. Ele fica a 7 quilómetros ao sul do Vaticano.

A necrópole foi descoberta durante as escavações que ali foram realizadas entre os anos de 1917 e 1918. A descoberta trouxe à luz um dos melhores testemunhos sobre a sociedade romana dos primeiros séculos do cristianismo.

Cristina Carta, arqueóloga que conhece bem o cemitério, interpreta a descoberta:

"Pelo modo como foram construídas as tumbas, pode-se ver que pertenciam a pessoas de classe média e baixa.
Cada nicho tinha um custo diferente e os que se apareciam mais da rua era, os mais caros por que eram vistos.
Este era um modo de fazer notar a classe social do defunto, seu status social".

Em algumas dessas tumbas ainda são conservados afrescos em bom estado. Graças às inscrições neles contidas, é possível conhecer também a identidade dos defuntos.

Ali estão enterrados jovens e anciãos e também os "libertos", os famosos escravos que eram postos em liberdade por seus donos. E, pela riqueza de suas tumbas pode-se deduzir que alguns deles conseguiram fazer boa fortuna.

São Paulo também foi enterrado nessa necrópole que está localizada em uma zona situada entre Roma e Óstia, o porto que servia àquela que foi considerada como a capital do mundo.

"A sepultura de São Paulo foi aqui, um local onde já existia esta grande necrópole.

Elas eram sempre feitas fora das muralhas de Roma. E era assim que indicava a lei das 12 tábuas do Direito Romano. O enterro e a incineração eram coisas proibidas de serem feitas dentro das cidades", disse Cristina Carta.

Assim como aconteceu com São Pedro, o sepulcro de São Paulo converteu-se em um centro de peregrinações. Sobre sua tumba construiu-se uma Basílica: a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, que os Papas visitam a cada 25 de janeiro.

Foi nessa Basílica que João XXIII anunciou o Concílio Vaticano II.

Este lugar pode ser visitado nos próximos meses do Ano Jubilar. Para isso deve-se fazer uma prévia reserva. (JSG)

Da Redação Gaudium Press, com informações RomeReports
Fonte: Gaudium Press

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Histórias da arte: renascimento e anti-renascimento



Professor: Luciano Migliaccio (coordenação)
Andrea Buchidid Loewen, Renata Maria de Almeida Martins, Ricardo Marques de Azevedo e Simone Florídia (especialistas convidados)
Horário: Segundas, 19h30 às 21h30
Duração do módulo de 7 de março a 20 de junho de 2016
16 aulas (32 horas/aula) 
Investimento5x R$ 240,00 
Local: MASP

AMIGOMASP : 5x R$ 216,00
Sobre o curso

Os europeus chegaram à América no apogeu do chamado renascimento. Naquele momento, o redescobrimento da cultura greco-romana e a valorização do saber empírico deram um novo e destacado papel ao conhecimento visual e aos artistas, ampliado pela difusão crescente das imagens impressas. O contato com terras, povos e temas desconhecidos no passado provocou também interpretações excêntricas dos modelos em busca de uma linguagem adequada a conteúdos inéditos: o anti-renascimento. O fantástico, o grotesco, o mágico frequentemente se misturou ao nascente método científico. O curso, coordenado por Luciano Migliaccio e ministrado juntamente com convidados, apresenta os diversos aspectos da cultura do século 15 e 16 na arte, focando a formação e a crise do modelo clássico e o surgimento de modernas concepções da forma a partir dos desafios postos pela nova realidade global.

Planos de aulas
07/03. Aula 1.
Arte e humanismo

O significado da antiguidade romana na arte e na literatura da Itália do século XV. A retomada do naturalismo antigo. A relação entre a pintura e a palavra. Erasmo de Roterdã e a recepção crítica dos modelos italianos na Europa do Norte.

14/03. Aula 2.
A perspectiva: arte e ciência

A relação entre conhecimento científico e experiência visual através da perspectiva e do desenho: de Brunelleschi a Piero della Francesca a Leonardo da Vinci. O studiolo de Federico da Montefeltro em Urbino e os usos da perspectiva na arte italiana do renascimento.

21/03. Aula 3.
Conferência com Simone Florídia - A linguagem da escultura do renascimento

Donatello: a estátua, o relevo, o busto; o sepulcro no renascimento; Luca Della Robbia e a terracota esmaltada; Antonio Pollaiolo, Andrea del Verrocchio.Visita na coleção do MASP: Agostino di Duccio (ateliê): Madona com o menino e quatro anjos.


28/03. Aula 4.
A nova condição social do artista

Os autorretratos como documento das mudanças da posição do artista na sociedade e na hierarquia do saber. As mulheres artistas no renascimento. Visita dialogada: Rembrandt Harmenszoon van Rijn (e ateliê): Retrato de jovem com corrente de ouro.

04/04. Aula 5.
Conferência com Ricardo Marques de Azevedo - Arquitetura e Cidade.

A representação da arquitetura e o surgimento dos tratados de arquitetura de Alberti a Rafael. O artista, o arquiteto e o príncipe. O palácio e a vila no renascimento italiano.

11/04. Aula 6.
As artes irmãs: diálogos entre pintura e escultura

Leonardo, Michelangelo e a comparação entre as artes no renascimento.

18/04. Aula 7.
O retrato

Jan Van Eyck e o surgimento do retrato moderno na pintura flamenga e italiana. Rafael, Ticiano, Francisco de Holanda e as funções políticas do retrato. O retrato feminino.Visita na coleção do MASP: Ticiano: Retrato do Cardeal Cristoforo Madruzzo


25/04. Aula 8.
Conferência com Simone Florídia – O Maneirismo

Michelangelo. O conceito de “maneira” e as biografias de Giorgio Vasari. O maneirismo italiano: Florença (Andrea Del Sarto, Pontormo, Rosso, Salviati); Parma (Correggio e Parmigianino), Veneza (Ticiano, Tintoretto, Veronese).Visita na coleção do MASP: Paolo Caliari dito Il Veronese, (cópia por François Boucher): O Poeta Abandona o Vício pela Virtude. Hércules na Encruzilhada


02/05. Aula 9.
As grotescas, os emblemas, as divisas.

A descoberta da grotesca. Rafael e a reinvenção da grotesca nos aposentos do papa Leão X. Hieróglifos, emblemas e divisas: a arte da memória e o saber oculto.

09/05. Aula 10.
Conferência com Andrea Buchidid Loewen - A difusão do maneirismo na Europa

Flamengos, espanhóis, portugueses na Itália. A representação das ruínas. Italianos e franceses no Castelo de Fontainebleau; a corte de Rodolfo II em Praga.Visita na coleção do MASP: François Clouet: O banho de Diana


16/05. Aula 11.
A representação do fantástico e do exótico

O imaginário do novo mundo e as imagens fabulosas da tradição antiga e medieval; as primeiras imagens dos indígenas americanos; a representação do Brasil na arte e nas festas na Europa do século XVI. A imagem dos outros: os livros de viagens.

23/05. Aula 12.
Conferência com Simone Florídia - O cômico, o fantástico e o popular de Bosch a Bruegel

A representação da loucura e do demoníaco na obra de Bosch. A loucura no mundo nórdico: Sebastian Brant, Erasmo de Roterdã. Épico, cômico e grotesco: Folengo, Pulci, Rabelais. A loucura no mundo ibérico e a novela picaresca. A representação do carnaval e do popular em Bruegel.Visita na coleção do MASP: Hieronymus Bosch: As tentações de Santo Antão.


30/05. Aula 13.
Astrologia e magia

A sobrevivência da astrologia grego-romana e dos deuses pagãos. renascimento científico, renascimento mágico. As pinturas do palacete de Schifanoia em Ferrara e a tradição astrológica.

06/06. Aula 14.
O renascimento fora da Europa

Aculturação e mestiçagem. O renascimento e o contexto japonês. A arte cristã produzida no Japão. A recepção da arte ocidental na China do século XVI e XVII. Artistas europeus na corte dos Moghul da Índia. O contexto latino-americano.

13/06. Aula 15.
Conferência com Renata Maria de Almeida Martins - As coleções de objetos naturalísticos e etnográficos

Os objetos etnográficos nos gabinetes de maravilhas dos príncipes e dos eruditos do renascimento: esculturas africanas e hindus, arte plumária e códigos pictográficos americanos, porcelanas e pinturas chinesas e japonesas. A utilização do exótico na decoração.

20.6 Aula 16.
A imagem científica e os monstros

A criação dos primeiros jardins botânicos; a ilustração zoológica e o maravilhoso; O “Studiolo” de Francisco I em Florença; o Gabinete de Maravilhas do Imperador Rodolfo II em Praga; Giuseppe Arcimboldo entre a ciência e a fantasia.

Coordenação
Luciano Migliaccio é curador adjunto de arte europeia do Museu de Arte São Paulo e professor doutor de História da Arte junto ao Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). É formado em História da Crítica de Arte pela Scuola Normale Superiore di Pisa, Itália. Foi bolsista da Fondazione di Studi di Storia dell'Arte "Roberto Longhi" em Florença, Itália. Recebeu seu doutorado em História da Arte Medieval e Moderna pela Università degli Studi di Pisa em 1990.

Conferencistas
Andrea Buchidid Loewen é professora de História da Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Arquiteta e urbanista pela FAU/PUC-Campinas, mestre em Urbanismo pela FAU/PUC-Campinas e doutora em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo pela FAU-USP (2007). Membro do corpo editorial das revistas Albertiana (Société Internationale Leon Battista Alberti) e Humanistica e do Comitê de Direção da Association Internationale Artes Renascentes. É autora de ensaios sobre a arquitetura do renascimento na Itália e nos países ibéricos e do livro Lux Pulchritudinis: sobre beleza e ornamento em Leon Battista Alberti, (São Paulo: Annablume, 2012).

Renata Maria de Almeida Martins é doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) com a tese: Tintas da terra, tintas do reino: arquitetura e arte das missões jesuíticas do Grão-Pará, 1653-1759. No primeiro pós-doutorado pela FAU-USP, desenvolveu projeto sobre as bibliotecas coloniais, a circulação de livros de emblemas e a decoração dos espaços religiosos na América portuguesa. Em seu segundo pós-doutorado no IFCH-Unicamp realizou projeto sobre as formas de recepção das tradições artísticas ameríndias na arte brasileira durante o período colonial, com pesquisa realizada no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. Atualmente é pesquisadora residente na Biblioteca Brasiliana Mindlin (BBM) da USP, com o projeto Amazônia na BBM; e segue desenvolvendo pesquisas no MAE-USP, trabalhando especialmente com a coleção tapajônica.

Ricardo Marques De Azevedo é professor titular de História da Arte da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, doutorado em Filosofia (Estética) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), e título de livre-docente em História da Arte pela FAU-USP. É autor de numerosos artigos e ensaios sobre artes, estética, arquitetura e urbanismo e dos livros Metrópole: abstração (Ed. Perspectiva, 2006), Nefelomancias: ensaios sobre as artes dos romantismos (Ed. Perspectiva, 2009) e Antigos modernos: estudos das doutrinas arquitetônicas nos séculos XVII e XVIII (FAU USP, 2010).

Simone Floridia é formado em História da Arte pela Facoltà di Beni Culturali dell’Università del Friuli (Udine, Itália). Doutor em História da Arte pela Università Cattolica di Milano. Possui experiência na área de gestão e restauro dos bens culturais. Ministra cursos de História da Arte Italiana junto ao Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro de São Paulo.

Fonte: MASP

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Após restauro, Catedral de Colon ressurge com toda beleza

Local de culto e, ao mesmo tempo, importante monumento, depois de mais de cinco anos de restauração, a Catedral de Colón, no Panamá reabre suas portas aos milhares de fiéis deste país da América Central.


Catedral da Imaculada Conceição, este é o seu nome. Sua construção foi iniciada em 1929 e terminada em 1934.

Ela se constitui numa das joias da arquitetura gótica da América Central e é considerada patrimônio da história do Panamá. Em 2011 ela teve que ser fechada para passar por um grande processo de restauração que agoira chega ao seu término.

Graças ao trabalho de hábeis artesãos da província de Colón, o restauro da Catedral da Imaculada Conceição, de estilo neogótico americano, foi integral e completo, abrangendo toda a estrutura, inclusive tetos, muros e escadas, paredes internas e externas. Foram empregados materiais originais, como mármore italiano nos pavimentos.

Já em 8 de dezembro de 2015, Dia da Imaculada Conceição, o lugar de culto foi reaberto, mesmo ainda faltando terminar mais de 30% das obras de reestruturação, informa a Agencia Fides.

Naquela ocasião, o Bispo da diocese de Colón e Guna Yala, Dom Manuel Ochogavia, disse:

"Hoje se inicia a vida dentro desta casa que é nossa, e isto deve marcar o compromisso de viver como se este templo não fosse uma casa bonita ou um museu a se admirar, mas uma realidade viva, animada pela fé dos fiéis".

Na última segunda-feira, 22 de fevereiro, concluíram-se definitivamente todas as obras que ainda faltavam ser terminadas:

Com pompa e majestade, a Catedral ressurge em toda a sua beleza.(JSG)

Fonte: Gaudium Press

Museu de Arte Sacra de São Paulo abre inscrições para a 2ª edição do "Curso Completo de Escultura"




O Museu de Arte Sacra de São Paulo abre inscrições para a 2ª edição do "Curso Completo de Escultura" com Mestre Wandecok Cavalcanti, autodidata, escultor-artesão, atualmente trabalha com modelagem. Andou por muitos lugares trabalhando e aprendendo sobre o barro. 

Wandecok Cavalcanti desfruta de reconhecimento nacional, dentro da área escultórica artística, na cerâmica, no bronze e pinturas em telas, em óleo e acrílico, com temas que exploram o cotidiano popular do homem do campo e da cidade. Produziu obras para galerias, coleções particulares para o diversas partes do mundo.

O objetivo do curso é proporcionar todo desenvolvimento de construção de esculturas barrocas em argilas, cerâmica.

O conteúdo programático e o processo com manuseio do material no período, habilitará o mesmo a ser um artista na área barroca, escultórica em cerâmica Além de desenvolver teórico e prático o conhecimento do barroco brasileiro o aluno executará várias obras das quais seguirá com o mesmo.

Programa Sou Mais MAS

Os já associados e os que se associarem ao Programa Sou Mais MAS do Museu de Arte Sacra terão 5% de desconto no valor do curso.


Para conhecer o programa, as vantagens de cada categoria e se associar, acesse: www.museuartesacra.org.br

Período: 12/03 a 04/12 (sábado e domingo)

Aulas: 40 - um final de semana por mês
Horário: 9h às 17hs
Carga horária: 280 horas
Vagas: 30
Valor: R$ 200/aula - R$ 400/mês (o aluno deverá deixar os cheques pré-datados semestralmente).
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 - Metrô Tiradentes
Estacionamento gratuito: Rua Jorge Miranda, 43

Fonte: Museu de Arte Sacra de São Paulo

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Catacumbas de S. Marcelino e S. Pedro restauradas.

A próxima meta é a de São Sebastião extramuros.

Eles recuperaram a sua rica decoração pictórica de Susana e o nicho de Daniel, os arcosolios de Sabina e de Orfeo, o cubículo da Virgem com dos Reis Magos e o cubículo da madona orando



Catacumbas de Marcelino e Pedro

O cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura e da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra esta manhã com Mehriban Aliyeva, Presidente da fundação azerbajana Heydar Aliyev (HAF) divulgou os resultados da restauração das catacumbas romanas de S. Marcelino e S. Pedro ''dois mártires", totalmente financiado pela HAF.

Ao longo de três anos, com base em um acordo assinado em 2012, a fundação chefiada por Aliyeva, recuperaram a sua rica decoração cubículo pictórica de Susana e o seu martírio, o nicho de Daniel, os arcosolios Sabina e de Orfeu, o cubículo Virgem com Reis Magos e o cubículo Madona orante.

Para isso tem sido usado técnicas de conservação de ponta, começando com a limpeza a laser que tornou possível a remoção da pátina escura, até então, resistentes a todas as técnicas de limpeza tradicionais. A última intervenção, que acaba de concluir, foi o compartimento chamado ''a madona orante'' que estava em avançado estado de degradação.

O ambiente recuperou seus afrescos ricamente decorados que destaca o teto com um medalhão central do Bom Pastor, rodeado pelos episódios bíblicos de Jonas, Daniel na cova dos leões e Noé na arca. Nos cantos existem figuras masculinas orando e pássaros. Nas paredes decorações florais, plantas e elementos fantásticos. Na entrada está uma figura elegante, quase irreconhecível antes da restauração e agora visualmente deslumbrante de uma madona orante, emoldurado por duas árvores esguias, que poderia representar a destinatária desse cubículo.



Durante a apresentação, realizada no Conselho Pontifício para a Cultura, o cardeal Ravasi e o presidente da HAF, anunciaram que a colaboração vai continuar e próximo alvo será a restauração do complexo monumental de São Sebastião fora dos muros, na Via Appia Antica, que é agora está parcialmente aberto ao público. O acordo diz respeito a uma extraordinária coleção de sarcófagos, alguns situados no perímetro da Basílica de São Sebastião (Museu das Esculturas e Museu Epigráfico), outras ''in situ'' em seus mausoléus.



A Pontifícia Comissão para a Arte Sacra propôs ao HAF um programa de conservação que visa a restauração e melhoria de cerca de 15 sarcófagos. Aliyeva em nome da associação que preside, apreciou esta proposta que terá como resultado a assinatura de um novo acordo para financiar e colocar à disposição do público todo o complexo monumental.

Fonte: Religión Digital

Uma blasfêmia nunca é santa

O que acontece é a usurpação das imagens católicas sacras, dando a elas um novo sentido ou leitura (totalmente deturpado), que não é sua principal funcionalidade.

Uma blasfêmia nunca é santa, pois é um insulto a fé católica, e a piedade popular. 
Além disso a artista brasileira apenas imita algo que, infelizmente já está sendo feito por Igor Scalisi Palminteri (matéria publicada aqui em 2012)

Veja abaixo a matéria do G1


Grupo critica imagens de santos nas versões Batman, Bowie e Frida no DF
Católicos pedem posição do MP e dizem ver crime contra fé na iniciativa.
Criadora nega; peças têm entre 30 e 55 cm e custam até R$ 390.

Por Raquel Morais Do G1 DF


Estatuetas de santos com rostos e vestes de personagens famosos vendidas em loja de Brasília (Foto: Ana Smile/Divulgação)

A intenção sempre foi um trabalho artístico, de humor mesmo, nunca de forma de denegrir ou desrespeitar qualquer crença. Não acho nem acredito que eu esteja agredindo ninguém"
Ana Smile,
criadora do 'Santa Blasfêmia'


Uma petição online dirigida ao Ministério Público do Distrito Federal pede providências contra uma loja de decoração que comercializa estatuetas de santos caracterizados como personagens de histórias em quadrinhos ou artistas – Nossa Senhora, por exemplo, ganhou versões do Batman, Mulher Maravilha, Malévola, Frida Kahlo, David Bowie, Galinha Pintadinha e Minnie. Para um grupo de católicos, a iniciativa fere o artigo 208 do Código Penal, que fala sobre crimes contra o sentimento religioso. A responsável pela “Santa Blasfêmia”, Ana Smile, disse ao G1 ter crescido dentro da igreja e afirmou não se considerar cometendo nenhuma infração.

No documento, o grupo diz ver o trabalho como sátira à fé católica. “As características fundamentais destas estatuetas foram dadas pela Igreja Católica há pelo menos alguns milhares de anos. O seu uso indevido, além de ser contra a ética, constitui-se como um ato de violência à dita Instituição, bem como ao meu sentimento religioso”, diz o texto.

Imagens de Nossa Senhora que ganharam versão estilizada de Galinha Pintadinha e diabinha em loja de Brasília (Foto: Ana Smile/Divulgação)

Para Ana, as chances de a petição evoluir em punição são pequenas. Ela começou com o trabalho há quase três anos, por acaso. A mulher viu um meme com o Batman e o Robin e a expressão “Nossa Senhora de Bátima”. “Achei incrível, fui pesquisar na internet se achava algo do tipo para vender e quis uma imagem dessa para mim, para decorar minha casa.”

Amigos viram o “santo estilizado” e passaram a encomendar peças. O trabalho foi crescendo com o boca a boca. Há um ano, Ana decidiu criar uma página em redes sociais para divulgar as estatuetas. Os objetos têm entre 30 centímetros e 55 centímetros. Os preços variam de R$ 200 a R$ 400. As vendas são feitas pela web ou em uma loja na 306 Sul.

Estatuetas de santo em versão de Coringa e David Bowie; produtos são vendidos em loja do DF (Foto: Ana Smile/Divulgação)

“Fiz só uma exposição até hoje. Foi no fim do ano, no ‘Picnik’. As críticas que ouvi no dia foram educadas”, lembra. “Tem três ou quatro dias que alguém passou na loja e não gostou. Tinha uma peça minha na vitrine. Entrou, reclamou, chamou gerente, mandou e-mail para o dono da loja, criticaram de todas as formas. Pegaram cartão meu, entraram na página [do ‘Santa Blasfêmia’, vazaram meu telefone. Tenho WhatsApp de pessoa me xingando, desmerecendo meu trabalho. Tanto falando da forma mais educada e da mais grosseira também.”

Ana disse que estava ignorando as mensagens, mas que decidiu nesta segunda se posicionar pela primeira vez. Ela conta que cresceu dentro da igreja, fez primeira comunhão e crisma e acredita em Deus. Atualmente, a mulher se define espírita.
Imagens de Nossa Senhora que ganharam versão estilizada em loja de Brasília (Foto: Ana Smile/Divulgação)

“A intenção sempre foi um trabalho artístico, de humor mesmo, nunca de forma a denegrir ou desrespeitar qualquer crença”, explica. “Não acho nem acredito que eu esteja agredindo ninguém.”

“Estou recebendo muito apoio. A maioria das pessoas que está do lado vê com bom humor isso tudo, não vê como possível problema ou nada que me ofenda ou vá me prejudicar de alguma forma. Eu sinceramente estou meio apática a isso tudo, de em pleno 2016 ter pessoas que não consigam separar religião e arte ou não consigam respeitar pessoas com interesses diferentes”, completa.
saiba mais

O trabalho
As peças de Ana são feitas com base em cinco santos: São Benedito, Santo Antônio, São Judas, Nossa Senhora de Guadalupe e Nossa Senhora das Graças. A confecção das estatuetas leva cerca de duas semanas.

A mulher, que também trabalha em um bar, compra os santos em gesso, os lixa e os molda em casa. Depois, seca, laqueia, pinta e inverniza. Ela diz que consegue fazer no máximo cinco estatuetas ao mesmo tempo.

As imagens já foram encomendadas por todos os estados brasileiros e até exportadas para Nova York. A maior dificuldade na venda é justamente a conservação. “Todas têm um filetinho de metal por dentro justamente para tentar diminuir esse risco [de quebra], para ficar um pouquinho mais rígida.”

Estatuetas de santos com rostos e vestes de personagens famosos vendidas em loja de Brasília (Foto: Ana Smile/Divulgação)

***

Assine a Petição:

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Obras de restauro do altar mor da Igreja Matriz de Itu serão entregues

Por Jéssica Ferrari

Cerimônia acontece no domingo, dia 28 de fevereiro.
Renata Guarnieri/Prefeitura de Itu

Restauro no altar mor da Matriz


A cidade de Itu recebe, no dia 28 fevereiro (domingo), um grande e valioso presente de aniversário, a primeira etapa das obras de restauro da Igreja Matriz Nossa Senhora Candelária. A cerimônia acontece a partir das 10h, e entregará para população o que há pelo menos um século estava escondido embaixo de camadas de tinta.

O início desta fase das obras de restauro aconteceu em fevereiro de 2015 e, após um ano, todo o altar mor com douramentos e prata vistos em poucas igrejas será oficialmente entregue. As obras realizadas no local surpreenderam inclusive os técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que teceram elogios ao trabalho realizado pelos artistas que o fizeram e também aos restauradores que trouxeram à tona todo o esplendor das pinturas e entalhes da igreja ituana.

Em visita realizada no mês de julho, Mauro Bondi, técnico do Iphan ficou impressionado com o resultado obtido. “Temos aqui um dos altares mais bonitos do estado de São Paulo”, comentou.

As telas de Padre Jesuíno do Monte Carmelo, localizadas nas laterais do altar mor, foram retiradas e também passaram por restauro e o resultado será apresentado no dia 28. Para que haja uma noção da dimensão do trabalho realizado, somente as molduras das telas somam mais de cem metros de douramento.

A viabilização do restauro da Igreja Matriz Nossa Senhora Candelária de Itu aconteceu pela parceria entre a Prefeitura de Itu, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Arquidiocese de Jundiaí, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A OSCIP Museu a Céu Aberto incumbiu-se do gerenciamento geral do projeto e dos serviços; o restauro de escultura, pintura e douração ficou a cargo de Julio Moraes Conservação e Restauro; a firma Inspirati Arte, Cultura e Comunicação responsabilizou-se pelo tratamento de madeiras e suporte operacional para as obras de restauro, e VEC Engenharia e Gestão garante o suporte técnico de engenharia e logística. O licenciamento, fiscalização e acompanhamento geral são feitos pelo IPHAN e pela Secretaria Municipal de Cultura de Itu.


Fonte: Itu.com.br

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Homem invade Catedral de Rio Preto e quebra imagem de Jesus Cristo

Imagem fica logo na entrada da capela da Catedral.
Polícia irá analisar imagens de segurança para localizar suspeito.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba


Imagem foi encontrada com os braços quebrados (Foto: Reprodução / TV TEM)

Uma imagem de Jesus Cristo crucificado foi encontrada destruída nesta segunda-feira (22) na Catedral de São José, em São José do Rio Preto (SP). A imagem foi encontrada por funcionários da igreja com os braços quebrados. O Cristo fica logo na entrada da capela.

Segundo informações da polícia, imagens do circuito interno de segurança da igreja flagraram o momento que um rapaz chegou ao local e tentou abrir a porta de vidro que dá acesso à capela e também a secretaria da Catedral.

Segundo a polícia, depois de estourar a porta da entrada, o criminoso foi para secretaria e arrombou uma porta de madeira, quebrou outra de vidro e entrou na sala onde revirou as gavetas, as mesas, mas não encontra nada de valor.

A secretária da Catedral Sirlene Sanches, que é voluntária no local, chegou de manhã para trabalhar e encontrou tudo destruído.

“O padre nos ligou de manhã e pediu para vir porque tinham arrombado a igreja. Não sei se classifico esse rapaz como ladrão ou vândalo, porque não levou nada de valor, qual a finalidade de ter feito isso com a imagem? É doloroso chegar e ver a igreja assim”, afirma a secretária.

A Polícia Civil agora vai analisar as imagens das câmeras de segurança para tentar localizar o suspeito.

Homem arrombou portas para entrar no local e quebrar imagem (Foto: Reprodução / TV TEM)Homem arrombou portas para entrar no local e quebrar imagem (Foto: Reprodução / TV TEM)

Onde está a obra de arte mais roubada da História?

Texto de Sara Otto Coelho

A propósito do desaparecimento da réplica do quadro "Inferno", que foi levada das ruas de Lisboa, recorda-se uma obra com 600 anos e que acumula 13 crimes, entre furtos de Napoleão e Hitler.

©
Em 1934, alguém entrou na Catedral belga de St. Bavo e roubou dois painéis de uma obra-prima da pintura flamenga do século XV. O “Retábulo de Gent”, também conhecido por “Adoração do Cordeiro Místico”, nunca mais ficou completo, mas bateu um recorde. É a obra de arte mais roubada da História.

Se os irmãos Hubert e Jan van Eyck fossem vivos, rir-se-iam do roubo feito à réplica de “Inferno”, que na quinta-feira desapareceu da lisboeta Rua da Rosa, míseras 48 horas depois de ali ter sido instalado pelo Museu Nacional de Arte Antiga.
Jan van Eyck terminou os 12 painéis da obra em 1432. Em cada um podem ver-se cenas bíblicas, com destaque para “A Anunciação”, em cima, e “O Sacrifício do Trabalho”, em baixo. As três figuras centrais representam Deus, a Virgem Maria do lado esquerdo e São João Batista à direita. A encomenda foi feita por Jodocus Vijd, à época o equivalente ao presidente da câmara da cidade. A ideia era depois doá-la à capela da igreja de São João Batista, na qual ele e a mulher eram benfeitores, atualmente a Catedral de St. Bavo.
Ao longo de quase 600 anos, o trabalho dos irmãos van Eyck sobreviveu a incêndios, a ataques de iconoclastas furiosos com o culto de imagens religiosas e a 13 crimes no total, entre os quais um roubo durante as Guerras Napoleónicas e outro na Segunda Guerra Mundial.Os nazis esconderam os painéis desmontados, juntamente com outras sete mil obras, numa mina de sal, história que pudemos ver recentemente no cinema com o filme “The Monuments Men — Os Caçadores de Tesouros”. Lá está o “Retábulo de Gent”, aos 20 segundos do trailer:

A história do único furto que ainda não foi resolvido é recordada pela publicação americana Observer. Numa noite de abril de 1934, alguém entrou na Catedral de St. Bavo, desmembrou a obra e saiu com dois dos 12 painéis, “Os Juízes Justos” e “São João Batista”.
O bispo de Gent terá recebido um pedido de resgate, mas recusou-se a pagar. Houve mais contatos por parte dos ladrões, o que permitiu recuperar o painel de “São João Batista”, dividido em dois. Isto porque cada janela está pintada também no verso, e o misterioso ladrão quis expôr ambas as imagens.
retábulo de gent
À esquerda, as pinturas que se veem com as janelas fechadas. À direita, o painel “Os Juízes Justos”, desaparecido até hoje ©D.R.
Quem o roubou? Não se sabe. De acordo com o Guardian, um corretor da Bolsa chamado Arsène Goedertier teve um ataque cardíaco num comício e mandou chamar o seu advogado. Sussurrou-lhe que apenas ele sabia onde estava o painel em falta e mandou-o procurar um envelope guardado na gaveta da mesa onde costumava escrever. Lá, encontrou cópias a papel químico de algumas notas de resgate e uma mensagem com uma pista sobre “Os Juízes Justos”:
Repousa num local onde nem eu, nem ninguém, pode tirá-lo sem despertar atenção pública.”
Enquanto não se encontra a peça que falta à obra de arte mais roubada do mundo, é possível ver esta obra-prima da pintura flamenga do século XV na Catedral, em Gent. No lugar do painel original está uma réplica, à espera de ser substituída pelo original. E, tendo em conta a mensagem do possível ladrão, o melhor é andar com os olhos abertos.

Fonte: Observador

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Museu de Arte Sacra abre exposição de Imagens do século XVII; destaque é a possível 'irmã' da imagem de Aparecida




Ladir Biezus, dono da Coleção e padre Daniel, administrador-ecônomo do Santuário ao lado da possível 'irmã' da Imagem de Nossa Senhora Aparecida

Foto: Flávia Gabriela

Santuário Nacional acolherá exposição a partir de maio

O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP) abriu no último sábado (20) para visitação, a exposição Mestres Santeiros Paulistas do Século XVII na Coleção Santa Gertrudes.

Mestres santeiros importantes como Frei Agostinho de Jesus, a quem é atribuída suposta autoria da escultura da Imagem de Nossa Senhora Aparecida encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, estão contemplados na mostra. Além dele, Mestre Sorocaba, Mestre do "Cabelinho Xadrez" e Mestre do "Bolo de Noiva", entre outros, também possuem peças nesta coleção.

Um dos destaques da exposição é uma escultura também de Frei Agostinho de Jesus com muita semelhança à imagem de Nossa Senhora da Conceição, encontrada pelos pescadores em 1717. Essa exposição da escultura é inédita.

Biezus, que é muito devoto de Nossa Senhora, iniciou a coleção no início da década de 70, com uma imagem de Santa Gertrudes, por isso o nome da coleção. Posteriormente todas as demais imagens foram sendo adquiridas. Segundo Biezus, foi feita uma pesquisa para que se chegasse às imagens oriundas de São Paulo e que tivessem traços em comum.

O dono da exposição explicou a sua ligação com Nossa Senhora e justificou porque as imagens marianas predominam a coleção. "O Século XVII era uma época em que os portugueses vinham à procura do ouro e em busca de expansão de território. Confrontados pelos perigos, imagino que a noite em suas angústias sobrevinha o medo. Então, penso que a presença da imagem de Nossa Senhora era um refúgio, um colo, um pouco de paz para a alma. Eles as traziam consigo", disse.

O colecionador ressaltou que sua pesquisa identificou que a maioria das imagens desta época eram de figuras femininas. "Muitas são as imagens marianas produzidas nesta época. Na minha pesquisa identifiquei que a maioria das imagens produzidas nesta época eram imagens feminina. Eu mesmo identifiquei cerca de 96%. Isso representa a busca de um feminino sagrado e arquetípico que naufragou no inconsciente e que precisa ser resgatado. O oposto dessa busca do feminino sagrado que Nossa Senhora representa é o fundamentalismo de toda a natureza. São exacerbações das qualidades guerreiras e masculinas. Onde Nossa Senhora está presente a comunidade, a nação, estão ao abrigo do fundamentalismo", enfatizou.

A mostra tem curadoria de Maria Inês Lopes Coutinho e permanece no Museu de Arte Sacra até 29 de maio, quando seguirá para Aparecida.

Santuário Nacional acolherá exposição a partir de maio - A partir do mês de maio a exposição Mestres Santeiros Paulistas estará no Museu do Santuário Nacional de Aparecida.

Para abrigar esta coleção, o Santuário já está providenciando uma adequação na estrutura de seu Museu, localizado na Torre Brasília.

A exposição foi incluída como parte do calendário de eventos preparativos para o Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida.

"Para o Santuário, nesta época de preparação para um momento tão importante, significa muito. De algum modo isso nos ajuda a entender que a Imagem de Nossa Aparecida não é uma peça a parte, mas faz parte de uma época, uma história de transição dos mestres santeiros religiosos para os mestres santeiros leigos. A exposição em questão também nos aproxima de Frei Agostinho. Temos a oportunidade de ver imagens que talvez foram feitas pelas mesmas mãos que fizeram a Imagem de Nossa Senhora Aparecida", disse o administrador-ecônomo do Santuário Nacional, padre Daniel Antonio.

A curadoria da exposição é de Antonio Carlos Suster Abdalla.

Fonte: Flávia Gabriela / A12


A Cátedra de São Pedro: Trono do Papa e símbolo da infalibilidade




Por Victor Hugo Toniolo

Sentado em uma simples cadeira de carvalho, São Pedro presidia as reuniões da primitiva Igreja. Ao longo dos séculos, essa preciosa relíquia foi crescendo em valor e significado.

Nenhum transeunte parecia dar qualquer atenção àquele judeu de aspecto grave que subia com passo firme uma rua do Monte Aventino, em Roma, no ano 54 da Era Cristã.

Entretanto, poucos séculos depois, de todas as partes do mundo acorreriam a essa cidade imperadores, reis, príncipes, potentados e, sobretudo, multidões incontáveis de fiéis para oscular os pés de uma imagem de bronze desse varão até então desconhecido e quase desprezado pela Roma pagã. Pois fora a ele que o próprio Deus dissera: “Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19).

Sim, era o Apóstolo Pedro que retornava à Capital do Império para ali estabelecer o governo supremo da Santa Igreja.

“Saudai Prisca e Áquila”

Provavelmente o acompanhavam alguns cristãos, entre os quais Áquila e sua esposa Prisca, batizados por ele poucos anos antes. Na Epístola aos Romanos, São Paulo faz a este casal a seguinte referência altamente elogiosa: “Saudai Prisca e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus; pela minha vida eles expuseram as suas cabeças. E isso lhes agradeço, não só eu, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a comunidade que se reúne em sua casa” (Rom 16,3-5).

Irrigada pelo sangue dos primeiros mártires, a evangelização deitava fundas raízes nas almas e se difundia rapidamente por todo o orbe. Mas não existiam ainda edifícios sagrados para a celebração do culto divino, de modo que esta se fazia em residências particulares.

Assim, Áquila e Prisca tiveram o privilégio incomparável de acolher em seu lar a comunidade cristã. Ali São Pedro pregava, instruía, celebrava a Eucaristia. Dessa modesta casa governava ele a Igreja, por toda parte florescente, apesar dos obstáculos levantados pelos inimigos da Luz.

Era uma cadeira simples, de carvalho

Tomada de enlevo e veneração pelo Príncipe dos Apóstolos, Prisca reservou para uso exclusivo dele a melhor cadeira da casa. Nela sentava-se o Santo para presidir as reuniões da comunidade.

Após a morte do Apóstolo, essa cadeira tornou-se objeto de especial veneração dos cristãos, como preciosa evocação do seu ensinamento. Passaram logo a denominá-la de “cátedra”, termo grego que designa a cadeira alta dos professores, símbolo do magistério.

Era primitivamente uma peça bem simples, de carvalho. No correr do tempo, algumas partes deterioradas foram restauradas ou reforçadas com madeira de acácia. Por fim, foi ornada com alto-relevos de marfim, representando diferentes temas profanos.

Um altar-relicário


Há testemunhos e documentos suficientes para acompanhar sua história desde fins do século II até nossos dias.

Tertuliano e São Cipriano atestam que em seu tempo (fim do séc. II e início do séc. III) essa cátedra era conservada em Roma como símbolo da Primazia dos Bispos da urbe imperial.

Por volta do século IV, colocada no batistério da Basílica de São Pedro, era exposta à veneração dos fiéis nos dias 18 de janeiro e 22 de fevereiro. Durante toda a Idade Média ela foi conservada na Basílica do Vaticano, sendo usada para a entronização do Soberano Pontífice.

Em 1657 o Papa Alexandre VII encomendou ao escultor e arquiteto Bernini um monumento para exaltar tão preciosa relíquia. Empenhando todo o seu gênio, construiu ele o magnífico Altar da Cátedra de São Pedro, considerado por muitos sua obra-prima.

Nesse altar cheio de simbolismo, o mármore da Aquitânia e o jaspe da Sicília, sobre os quais se apóia o monumento, representam a solidez e a nobreza dos fundamentos da Igreja. As quatro gigantescas estátuas que sustentam a cátedra – representando Santo Ambrósio, Santo Agostinho, Santo Atanásio e São João Crisóstomo, Padres da Igreja Latina e da Grega – recordam a universalidade da Igreja e a coerência entre o ensinamento dos teólogos e a doutrina dos Apóstolos.No centro do altar foi colocada em 1666 a cátedra de bronze dourado dentro da qual se encerra, como num relicário, a bimilenar cadeira de São Pedro.

Símbolo da Infalibilidade papal


Nos documentos eclesiásticos, a expressão Cátedra de Pedro tem o mesmo significado de Trono de São Pedro, Sólio Pontifício, Sede Apostólica. Num sentido figurativo, equiparase ela a Papado e até mesmo a Igreja Católica.

Afirmaram os Padres do IV Concílio de Constantinopla (ano 859): “A Religião católica sempre se conservou inviolável na Sé Apostólica (…) Nós esperamos conseguir manter-nos unidos a esta Sé Apostólica sobre a qual repousa a verdadeira e perfeita solidez da Religião cristã”.

Nessa mesma época o Papa São Nicolau I pôde com inteira razão sustentar que “nos concílios não se reconheceu como válido e com força de lei senão aquilo que foi ratificado pela Sede de São Pedro, não tendo sido tomado em consideração aquilo que ela recusou”.

Em uma de suas cartas, São Bernardo usa a expressão “Santa Sé Apostólica” para se referir à pessoa do Papa e afirma que a infalibilidade é privilégio “da Sé Apostólica”.

Após a solene definição do dogma da Infalibilidade papal no Concílio Vaticano I, todos os católicos, eclesiásticos ou leigos, são unânimes em proclamar que o Papa é e sempre será isento de erro em matéria de fé e de moral, de acordo com as palavras de Jesus ao Príncipe dos Apóstolos: “Eu roguei por ti a fim de que não desfaleças; e tu, por tua vez, confirma teus irmãos” (Lc 22,32).

A Cátedra de Pedro é, o mais eloqüente símbolo dessa Infalibilidade, do Papado, da pessoa do Papa e da própria Santa Igreja de Cristo. Mais ainda, pois na Exortação Apostólica Pastores Gregis, Sua Santidade João Paulo II afirma que nela se encontra “o princípio perpétuo e visível, bem como o fundamento da unidade da fé e da comunhão”.

Por este motivo, para ela se volta nossa entusiástica admiração de modo especial no dia de sua Festa litúrgica, 22 de fevereiro.

Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Fevereiro/2005, No. 38, págs. 32 e 33.
Fonte de postagem: Veritatis Splendor

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Festa do Divino Espírito Santo


O Museu de Arte Sacra traz, mais uma vez, uma apresentação da famosa "Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes", que virá sobre o tema "Divino Espírito Santo, Derramai Sobre as Famílias a Graça da Misericórdia".


Quando: 27/02 (sábado)
Horário: 10h às 15h
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Av. Tiradentes, 676 - Luz | Metrô Tirandentes
Estacionamento gratuito: Rua Jorge Miranda, 43
Evento gratuito

ROTEIRO DA APRESENTAÇÃO

Período da manhã
Abertura às 10h

Apresentação do grupo folclórico

Folia – Orquestra da Viola

Apresentação de vídeos da festa


Período da tarde:
14h: exposição de peças do Museu do Divino Espirito Santo de Mogi das Cruzes, das Bandeiras dos Festeiros

Encerramento: levantamento do Mastro - Distribuição do RosaSol

Apresentação do grupo folclórico

Visita monitorada ao Museu

Durante o evento será oferecido, gratuitamente, o “café caipira”.
 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Santo Stefano Rotondo, o mais famoso Martirológio

Santo Stefano Rotondo, o mais famoso Martirológio
Santo Estevão (Redondo)

Erguido para o papa Simplicio (468-483) no século V sobre as fundações do Macellum Magnum (o maior salão de mercado público de Roma, construído por Nero), Santo Stefano Rotondo, dedicado ao primeiro mártir do Cristianismo (Santo Estevão), é a mais antiga igreja circular de Roma e deve, naturalmente, seu próprio nome à sua forma. Ela está localizado no Celio, perto de Villa Celimontana e o antigo arco de Dolabella o que corresponde a uma das portas; a partir da estrada que leva para o hospital San Giovanni, apenas à direita, abre um grande pátio no fundo da qual, por um pórtico com quatro colunas, você entra nesta Igreja particular e única. O edifício pertence ao Colégio Pontíficio Germânico-Húngaro e é a igreja nacional dos húngaros. Originalmente era muito maior: três anéis concêntricos foram cruzaram por quatro corredores que formam uma cruz grega. Hoje continuam a ser os dois anéis internos e apenas um braço da cruz.

Ao longo dos séculos foram feitas numerosas reformas e transformações: no século XII, o Papa Inocêncio II (1130-1143) fez adicionar o pórtico de cinco arcos de colunas antigas e o arco interno triplo. Mil anos após a sua construção, no reinado do Papa Nicolau V (1447-1455), foi necessário uma maior consolidação estrutural que infelizmente passou por cima disso, modificando e redistribuindo o edifício, eliminou o ambulatório externo decadente, e removeu três dos quatro ramos da planta. O único que restou dos braços em cruz grega originais, ou pelo menos parte dela, consiste no vestíbulo, que é acessado a partir da entrada da igreja. Também foram fechados, as intercolunas, a primeira rodada das colunas e nestas paredes foi construída o famoso Martirológio, representação fiel do espírito da Contra-reforma: 34 painéis pintados no final do século XVI por Pomarancio, por Antonio Tempesta e ajudantes, descrevendo a tortura e atrocidades a que alguns mártires cristãos foram submetidos, com legendas em latim e italiano.

"Ninguém sonharia em uma cena de terror": desta forma, Charles Dickens no décimo capítulo de seu "Pinturas para Itália" descrevia essas pinturas. Até o Papa Pio V, examinando cuidadosamente os afrescos em 1589, como uma garantia para as crónicas, "com a emoção derramado lágrimas quentes, enxugando os olhos constantemente."

Para esta representação bruta é compensada pela mosaico da abside da capela de Ss. Primo e Feliciano fez no século VII no estilo bizantino, que retrata Cristo crucificado em um medalhão acima de uma cruz. O mosaico foi encomendado pelo Papa Teodoro I (642-649) em 647 para comemorar a transferência das relíquias dos dois santos na igreja.

Na igreja, à direita perto da entrada, há também a chamado Sede de Gregorio Magno, uma catedra de mármore em que o grande papa fez algumas de suas homilias.

Assim que melhor maneira de terminar a nossa visita se não com as palavras de São Gregório Magno (590-604)

(De seu primeiro discurso no Natal)

"A Palavra de Deus, o próprio Deus, o Filho de Deus, que "estava no princípio com Deus, por quem todas as coisas foram feitas e sem a qual mesmo uma das coisas criadas que foi feita" a fim de libertar o homem da morte eterna fez-se homem. Ele humilhou-se a assumir a nossa humilde, sem diminuir a sua majestade. E permaneceu o que era e levou o que não era, juntando-se a verdadeira natureza de um servo para que a natureza para a qual é igual ao Pai. Ele uniu as duas naturezas de modo a que a glorificação não absorver a natureza inferior, nem aceitação ofuscado a natureza superior. Portanto, as propriedades de um e do outro a natureza permanece intacta, embora convergem para uma única pessoa. Desta forma, a humildade é recebido por majestade, a fraqueza pelo poder, a mortalidade pela eternidade."

 Texto de Mauro Monti












Fonte: Tv2000

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A primeira Via-Sacra da História

Antes mesmo de a Paixão se completar, Maria Santíssima percorreu os locais onde Jesus teve algum sofrimento especial, recolhendo, como se fossem pedras preciosas, os inesgotáveis méritos d'Ele.

Nossa Senhora das Dores
- Igreja de Santa Brígida
de Kildare, Montreal
(Canadá)


Na quaresma será muito oportuna a leitura desse artigo que hoje transcrevemos que trata de Maria na Paixão de Jesus, segundo as visões da Beata Ana Catarina Emmerich:

-Durante todo o tempo em que os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, junto com a turbamulta atiçada por eles, bramiam perante o Pretório de Pilatos, exigindo a libertação de Barrabás e a crucifixão de Jesus, onde Se encontrava sua Mãe Santíssima?

A esta pergunta, os Evangelistas não dão resposta, e as almas devotas de Maria, ao meditar sobre a Paixão do Divino Redentor, sentem a necessidade de preencher esse vácuo. A Bem-aventurada Ana Catarina Emmerich - religiosa agostiniana alemã, falecida em 1824 e beatificada por São João Paulo II em outubro de 2004 - satisfaz esse legítimo anseio com suas famosas visões sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Delas extraímos, com as necessárias adaptações, o relato a seguir.

Antes mesmo de a Paixão se completar

Narra a Bem-aventurada que, enquanto se desenrolavam os sucessivos episódios do julgamento, a Mãe de Jesus, com Maria Madalena e o Apóstolo João, permaneciam num canto da praça, observando e escutando, submersos em profunda dor. E quando Jesus foi conduzido ao Pretório de Pilatos, a Santíssima Virgem, junto com João e Madalena, saíram para percorrer todos os lugares onde Ele havia estado desde sua prisão.

Voltaram, assim, à casa de Caifás, à de Anás, ao Jardim do Getsêmani e ao Horto das Oliveiras. Em todos os lugares onde Nosso Senhor havia caído ou havia sido submetido a algum sofrimento especial, detinham- -se em silêncio, choravam e sofriam por Ele. Mais de uma vez, a Virgem das virgens prosternou-Se e osculou a terra no local onde caíra seu Filho. Madalena contorcia as mãos, João chorava e procurava proporcionar- -lhes algum consolo. Depois as conduzia para outro lugar.

Iniciou-se por esta forma a devoção da Via-Sacra e das honras prestadas aos mistérios da Paixão de Jesus, antes mesmo de esta se completar. Foi na mais santa flor da humanidade, na Mãe virginal do Filho do Homem, que começou a meditação da Igreja sobre as dores do Redentor Divino.

Oh, que compaixão! Com que violência o gládio cortante e perfurante transpassou seu Coração! Ela, cujo bem-aventurado corpo O carregara, cujos bem-aventurados seios O amamentaram, que O concebera e guardara durante nove meses sob o seu Coração cheio de graça, que O portara e O sentira viver em Si antes de os homens receberem d'Ele a bênção, a doutrina e a salvação, Ela compartilhava todos os sofrimentos de Jesus, inclusive seu ardente desejo de resgatar os homens pelos seus padecimentos e sua Morte na Cruz.

Foi assim que a Virgem pura e sem mancha inaugurou para a Igreja a devoção do Caminho da Cruz, para recolher em todos os lugares desse bendito trajeto, como se fossem pedras preciosas, os inesgotáveis méritos de Jesus Cristo e oferecê- los a Deus Pai em benefício de todos os fiéis.

Tudo quanto houve e haverá de santo na humanidade, todos os homens que suspiraram após a Redenção, todos os que celebraram com respeitosa compaixão e com amor os sofrimentos de nosso Salvador, faziam com Maria o Caminho da Cruz, afligiam-se, oravam, ofereciam- se em holocausto no Coração da Mãe de Jesus, a qual é uma terna Mãe também para todos os seus irmãos unidos pela mesma Fé no seio da Santa Igreja.

Arrependimento da Madalena e sofrimentos de João

Madalena estava como que fora de si, pela violência da dor. Tinha um imenso e santo amor a Jesus. Quando, porém, desejava verter sua alma a seus divinos pés, como derramara o óleo aromático de nardo sobre sua cabeça, via abrir-se um horroroso abismo entre ela e seu Bem-amado. Sentia um arrependimento e uma gratidão sem limites, e quando queria elevar para Ele seu coração, como o perfume do incenso, via Jesus maltratado, conduzido à morte, por causa dos pecados por ela cometidos.

Nossa Senhora das Dores Basílica da Mercê, Cidade da Guatemala


Causavam-lhe então profundo horror essas faltas pelas quais Jesus tanto tinha a sofrer. Ela se precipitava no abismo do arrependimento, sem poder esgotá-lo nem preenchê-lo. Sentia-se de novo arrastada por seu amor a seu Senhor e Mestre, e O via entregue aos mais horríveis tormentos. Assim, sua alma estava cruelmente dilacerada entre o amor, o arrependimento, a gratidão, a contemplação da ingratidão de seu povo, e todos esses sentimentos exprimiam-se em seu modo de andar, suas palavras, seus gestos.

O Apóstolo João amava e sofria. Pela primeira vez, ele conduzia a Mãe de seu Mestre e de seu Deus, que também o amava e por ele sofria, sobre esses traços do Caminho da Cruz ao longo do qual a Igreja deveria segui-La.

"Se for possível, afaste-se este cálice"

Muito embora soubesse bem que a Morte de Jesus era o único meio de redimir o gênero humano - explica a Beata -, Maria estava cheia de angústia e desejo de livrá-Lo do suplício.

Da mesma forma como Jesus - feito Homem e destinado à crucifixão por livre vontade - sofria como qualquer homem todas as penas e torturas de um inocente conduzido à morte e em extremo maltratado, assim também Maria padecia todas as dores que podem acabrunhar uma mãe à vista de um filho santo e virtuoso tratado tão injustamente por um povo ingrato e cruel. Ela rezava para que esse imenso crime não se efetivasse. Como Jesus no Horto das Oliveiras, Ela dizia ao Pai Celeste: "Se for possível, afaste-se este cálice".

Se for possível... Nos desígnios de amor da Trindade Santíssima estava decidido: o Verbo de Deus Encarnado deveria beber, até a última gota, esta taça de dores. Não era possível. O Inocente por excelência foi condenado ao infamante suplício da crucifixão. Osculou com amor a Cruz e a carregou rumo ao Calvário.

Lancinante encontro da Mãe com o Filho

Jesus encontra sua Mãe - Capela de Nossa
Senhora do Bom Socorro, Montreal (Canadá)


Mais adiante, a Beata Ana Catarina Emmerich descreve a lancinante cena do encontro da Mãe com o Filho; narra como, vendo-O coberto de chagas, com a Cruz aos ombros, Ela caiu ao solo, sem sentidos; e como três das Santas Mulheres, auxiliadas pelo Apóstolo Virgem, A levaram para a casa da qual pouco antes haviam saído.

Ao ver-Se separada mais uma vez de seu Filho bem-amado, que prosseguiu com seu pesado fardo aos ombros e cruelmente maltratado, logo o amor e o ardente desejo de estar junto d'Ele deram-Lhe uma força sobrenatural. Ela foi com suas companheiras até a casa de Lázaro, perto da Porta Angular, onde se encontravam as outras Santas Mulheres, gemendo e chorando com Marta e Madalena. De lá partiram, em número de dezessete, para seguir o caminho da Paixão.

Vi-as - diz a beata -, cheias de gravidade e resolução, indiferentes às injúrias do populacho e impondo respeito pela sua dor, atravessar o Fórum, cobertas com seus véus, beijar a terra no lugar onde Jesus tomara a Cruz, depois seguir o caminho que Ele havia percorrido. Maria e outras que recebiam mais luzes do Céu procuravam as pegadas de Jesus. Sentindo e vendo tudo com a ajuda de uma luz interior, a Virgem Santa as guiava nessa via dolorosa e todos esses locais se imprimiam vivamente em sua alma. Ela contava todos os passos e indicava às suas companheiras os lugares consagrados por alguma dolorosa circunstância.

* * *

A devoção da Via Crucis nasceu, portanto, do fundo da natureza humana e das intenções de Deus para com o seu povo, não em virtude de um plano premeditado. Por assim dizer, ela foi inaugurada sob os pés de Jesus, o primeiro a percorrê-la, pelo amor da mais terna das mães.



(in "Revista Arautos do Evangelho", n. 159, p. 19 à 21)

.....................................................

1 Artigo baseado na obra La douloureuse Passion de Notre Seigneur Jésus-Christ d'après les meditations d'Anne Catherine Emmerich, disponível no site http:// www.clerus.org. Obra publicada em português: EMMERICH, Anna Catharina. Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus. São Paulo: MIR, 1999.



Conteúdo publicado em gaudiumpress.org,

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Mestres Santeiros Paulistas do Século XVII na Coleção Santa Gertrudes

Exposição de 21/02 à 29/05

© Divulgação

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, abre a exposição Mestres Santeiros Paulistas do Século XVII na Coleção Santa Gertrudes, com curadoria de Maria Inês Lopes Coutinho. Composta por 54 imagens, a coleção de Ladi Biezus é exposta no MAS-SP, lançando um olhar panorâmico para entender, utilizando as características escultóricas, quantos e quais poderiam ser os artistas que produziram tais esculturas chamadas de “paulistas”, ao longo do século XVII.

Iniciada em 1970 com a aquisição de uma Santa Gertrudes – daí o nome da coleção -, as obras foram sendo incluídas neste acervo sob o critério fundamental de serem imagens “paulistas”. Mais de 45 anos depois, Ladi Biezus inicia uma pesquisa no intuito de separar as peças de acordo com traços em comum, os quais poderiam identificar e agrupar as esculturas conforme suas origens: Frei Agostinho de Jesus e seu círculo espiritual; Mestre de Sorocaba ou Mestre de Porto Feliz, ou ainda nomeado como Mestre de Itu; Mestre de Angra; Mestre do Cabelinho Xadrez; Mestre de Iguape ou Mestre de Pirapora do Bom Jesus, e no fim do século XVII, Mestre Bolo de Noiva. Ainda há um grupo com características diversas, não comuns, que até o presente não puderam ser identificadas em sua autoria. “O importante na exposição desta coleção é a classificação proposta pelo colecionador”, segundo Maria Inês Lopes Coutinho.

De acordo com Ladi Biezus: “Pelo menos a metade das imagens desse Agrupamento, tanto teriam sido executadas pelo próprio Frei Agostinho em diferentes épocas de sua vida, como poderiam ter sido executadas por discípulos trabalhando sob sua direção. Este fato reforça a ideia de não serem tão numerosos os artistas relevantes da época”.

Para o Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP, é com satisfação que esta interessante coleção é apresentada ao público. Nas palavras de José Carlos Marçal de Barros, Diretor Executivo do MAS-SP, e de José Oswaldo de Paula Santos, Presidente do Conselho de Administração: “No silêncio de sua casa, Dr. Ladi Biezus reuniu, observou, percebeu detalhes e interagiu com sua coleção, como só um colecionador sabe e pode fazer, abrindo-a agora para uma discussão profícua acerca de seus significados”.


Museu de Arte Sacra de São Paulo. Avenida Tiradentes, 676 – Luz
São Paulo

Fonte: Das Artes

Aparecida acolhe exposição de peças da Matriz Basílica do final do século XIX

O Santuário Nacional de Aparecida acolherá em seu museu a exposição intitulada "Fragmentos da Matriz Basílica".



A mostra fará parte do Museu de Nossa Senhora, sendo exposta no Hall da Torre Brasília. No espaço, os interessados terão a oportunidade de conferir peças que compunham a Matriz Basílica no final do século XIX.

Ao todo, são objetos de madeira entalhada em estilo barroco como candelabros, ânforas, tocheiros, castiçais, arandelas e azulejos variados.

De acordo com o curador do Museu, César Maia, as peças faziam parte da igreja em uma época em que não se havia nem mesmo a luz elétrica, onde tudo era iluminado com velas. "As peças são entalhadas em madeira em estilo barroco. Os entalhes são cheio de volumes e detalhes", explicou.

Parte da Reserva Técnica do Museu do Santuário, os objetos permanecem em exposição gratuita até o final deste mês.

História

Com mais de 59 anos de história, o Museu Nossa Senhora Aparecida foi inaugurado em 8 de setembro de 1956, com a benção do então primeiro arcebispo de Aparecida, Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta.

Um detalhe curioso é que a maioria dos objetos que figuram no espaço foram reunidos pela professora Conceição Borges Ribeiro, que na época fez a coleta dessas peças que estavam espalhadas pela região.

Contudo, o primeiro local de funcionamento foi o prédio das Oficinas Gráficas de Arte Sacra de Aparecida, que mais tarde veio a ser transferido para a Galeria do Hotel Recreio, permanecendo até a mudança definitiva para a Torre do Santuário, onde foi inaugurado em 12 de outubro de 1967.

Logo em sua primeira versão, o museu chegou a reunir um acervo diversificado, contando com seções de arte popular, numismática, selos religiosos, mineralogia, além de utensílios que pertenceram a Titulares do Império.

Além disso, o Museu Nossa Senhora Aparecida realiza diversos eventos comemorativos e destaques expositivos temporários referentes a Igreja Católica. (LMI)

Fonte: Gaudium Press

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Primeira catedral de Minas, em Mariana, será restaurada

Obras na Basílica de Nossa Senhora da Assunção começam na segunda-feira e vão durar um ano. Recursos do PAC Cidades Históricas.

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