quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Restauração da Igreja São José revela a beleza arquitetônica em tons originais

Depois de passar por minuciosa restauração, Igreja São José descortina a sua fachada conforme foi projetada, encantando fiéis que foram assistir às primeiras missas celebradas

Por Márcia Maria Cruz /Estado de Minas


 (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
A profusão de cores da Igreja São José captura o olhar de quem passa pela Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte. O bege saiu de cena e deu lugar ao vermelho-terracota, ao laranja-mostarda, ao verde-oliva e ao azul caribe. O colorido ficou ainda mais evidente depois que os tapumes e telas de proteção foram retirados, na última semana. Na manhã desse sábado foram celebradas as primeiras missas, quando a beleza passou a ser contemplada de forma integral. Quem vai à igreja se surpreende com a fachada e fica ainda mais encantado com o espaço interno. Os afrescos do teto e as cores realçaram a beleza das naves central e laterais e os sete altares.
Minuciosa, a restauração revela os detalhes do projeto arquitetônico original feito por Edgard Nascentes Coelho, em maio de 1901. Os fiéis, e mesmo quem não frequenta, não se cansam de elogiar a restauração. A reforma teve impacto positivo em toda a comunidade, superando a expectativa dos dirigentes da comunidade. “O Centro de Belo Horizonte é muito cinzento. A igreja está colorindo e, portanto, dando novo encanto à cidade”, diz o padre Paulo Sérgio Carrara. Se para quem passa pela avenida, a igreja inspira um dia mais alegre, para quem assiste às missas e quem celebra, a profusão de cores também muda o humor. “Com a restauração, o clima fica mais propício para a celebração. Quem entra fica imerso no mistério de Deus. A sensação é do céu na Terra”, afirma.

Muita gente para para fotografar e entra para conferir a reforma. É o caso do operador de máquina Ildebrando Antônio da Silva, de 40 anos, que não resistiu à pintura. Parou e ficou para a missa das 8h ontem. “A igreja está muito bonita. A restauração ficou muito boa. Chama muito a atenção de quem passa e ainda é patrimônio histórico”, disse.

A restauração da área interna e da fachada foram concluídas, mas ainda é necessário restaurar as laterais do templo. De acordo com o padre Edgard, a reforma será suspensa temporariamente, até que se arrecadem recursos suficientes para que seja concluída. Já foram gastos cerca de R$ 2 milhões para a reforma das naves internas, centrais e dos sete altares, e R$ 1 milhão para a fachada. “Agora, vamos dar uma parada para planejar a próxima etapa, que é a restauração das laterais”, pontuou. O recurso para a reforma é angariado por meio de carnês, com contribuições mensais no valor de R$ 10. “Toda a restauração está sendo realizada com a colaboração do povo que frequenta a paróquia. Não tem nenhum recurso público”, destacou o padre. A primeira etapa, que envolveu a parte interna, foi de 2010 a 2013. A segunda, da fachada, teve início em maio de 2014.

Afrescos 
Mesmo compenetrada com a oração do terço, a supervisora aposentada Stela Matutina, de 80, não deixa de apreciar os detalhes da igreja. “Um padre amigo dizia que a São José dá de 10 a zero na Capela Sistina”, brinca. Localizada no Vaticano, a capela é famosa pelos afrescos de Michelangelo, pintados entre 1508 e 1512. A decoração pictórica da São José foi feita pelo alemão Guilherme Schumacher, entre 1911 e 1912. Stela lembra que os detalhes das pinturas foram revelados para o público na atividade que integrou a última Virada Cultural. “É tão cheio de detalhes que poderia ficar o dia inteiro para conseguir prestar atenção em tudo”, diz. Durante a virada, ela inclusive passou a reparar os afrescos que sua visão não alcançava pela posição em que sentava na igreja. “A gente fica sempre de um lado e acaba perdendo”, comentou.

Mesmo morando no Bairro Havaí, na Região Oeste, a dona de casa Ana Barbosa, de 75, vai pelo menos duas vezes por semana à Igreja São José. Agora, além da novena ao santo de devoção, ela tem um motivo a mais. Ana frequenta a São José há 30 anos, quando descobriu que o templo que recebe o nome em homenagem ao pai de Jesus também realizava novenas para São Geraldo. Ela credita ao santo o milagre de ter restabelecido a vida do filho, que enfrentou problemas assim que veio ao mundo. Na missa de ontem, ela comemorou a arrecadação dos recursos entre os fiéis, que possibilitou a reforma. “Isso é um fenômeno. Depois de mais de 100 anos, estamos fazendo uma restauração. Cada pessoa doa R$ 10 por mês, o que para quem doa não vale nada, mas, quando se junta a outras doações, vira um grande montante, faz maravilhas”, disse.

Pinturas
 bíblicas

A Paróquia de São José foi criada em 27 de janeiro de 1900. A igreja conta com uma nave central, que recebe ornamentos variados nos espaços entre as colunas. Cenas bíblicas estão pintadas nas paredes laterais da nave e na capela-mor. As naves laterais têm um conjunto de pinturas que representam as 12 constelações, os signos do zodíaco. A igreja tem sete altares: altar-mor de São José, na capela-mor; altar da Sagrada Família e altar de São Geraldo, ambos na nave central; altar de Nossa Senhora Imaculada da Conceição, na nave lateral direita; altar do Sagrado Coração de Jesus, na nave lateral esquerda; altar de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e altar de Santo Afonso, na Capela de Santo Afonso.

Um azulejo salvo da picareta

A peça valiosa que descreve a Virgem do Santo Nome com San Juan e foi pintado em 1924 por Enrique Orce estava em um chalé 

Por JUAN PAREJO





Uma história com um final feliz. A Irmandade de Bofetá se encontra imersa na recuperação de boa parte de seu património, começando com as imagens titulares. Nos próximos anos, a passagem de mistério ou valiosos bordados juan manuelinos do pálio recuperarão todo o seu esplendor, graças ao ambicioso plano de restauração lançado pela junta encabeçada por Manuel Casal, para o centenário da reorganização da irmandade, em 2019. De forma inesperada, uma nova peça foi adicionada à lista. A irmandade tem sido capaz de salvar e restaurar um azulejo da Virgen del Dulce Nombre e San Juan Evangelista feito em 1924 pelo ceramista Enrique Orce Mármol na fábrica em Triana Rejano Ramos, grande nome do mundo da cerâmica. Este retábulo, além de seu extraordinário valor artístico, tem outras atrações, como a que, com base na primeira fotografia tirada da Virgem e São João na oficina de Castillo Lastrucci, uma imagem do retrato antes das alterações, acrescentou lágrimas em 1927.

Na irmandade era conhecida a existência deste retábulo de cerâmica na Rua Rico Cejudo, entre outras coisas, porque ele estava na casa de campo que foi construído e sorteados pela irmandade em 1923. O que não está muito claro é quem encomendou esse trabalho, como explicou Juan Pedro Recio, arquivista da fraternidade. "Sabemos apenas que o proprietário da casa era um cavalheiro que vive em Sevilha Córdoba; que é responsável pelo azulejo, mas não está nas listas de irmãos".
A fotografia em que Orce se baseou para realizar as pinturas foi do fotografo Cecilio Sanchez del Pando na oficina de Antonio Castillo Lastrucci, em San Vicente na segunda-feira, 14 de janeiro de 1924, durante uma visita da comissão patrocinadora das imagens, depois, sua bênção, que ocorreu em 24 de fevereiro do mesmo ano. A foto também serviu para a chamada da missa de ação de graças, realizada em setembro do mesmo ano para marcar a transferência da irmandade de San Román a San Antonio de Pádua. Esta fotografia reproduzida Senhora do Santo Nome antes da remodelação feita por Castelo em 1927, o que se reflectiu nos recursos do retábulo e curiosidades agora perdidos e desconhecidos para muitos. 

"É a primeira foto da Virgem e a vemos como se foi concebido. Olhos de "madeira" sem lágrimas. Em 1927 Castillo acrescentou olhos de vidro, colocou lágrimas e tamanho um franzido ligeiramente", disse Recio. 

A voz que alarmou a fraternidade com o anúncio da demolição da casa para construção de pisos, foi de Martín Carlos Palomo, estudioso de cerâmica e membro da web www.retabloceramico.net. "Me interessou desde o início deste ano, de estudos sobre Manuel Pablo Rodriguez. Eu rapidamente percebi e avisei a irmandade para tentar salvá-lo". Graças aos esforços já realizados a generosidade do dono da casa, Soledad Gordejuela Neira, e o arquiteto, Enrique Lacave, o retábulo pode ser removido pela empresa especializada Metis, Conservação e Restauro, dirigido por Pilar Soler, que está a limpar e restaurar, devolvendo toda a sua glória. 

Martin Carlos Palomo afirma que a qualidade e a importância do azulejo é "altíssima", sendo tanto o autor, como a fábrica de mais alto nível. Orce, que não se progrediu nos encargos da irmandade, fez este azulejo ao mesmo tempo que famoso Studebaker de la calle Tetuán. Sob sua direção a maioria dos bancos nas províncias da Praça de Espanha foram realizadas.
O irmão mais velho, Manuel Casal, está muito contente por ter sido capaz de resgatar o azulejo. "As negociações não foram fáceis, mas tudo correu bem. Estamos muito satisfeitos para que se passe a fazer parte do património artístico da irmandade". A peça de 100 x 105 centímetros serão colocados em um auto-sustentável e ficará dentro da casa da irmandade, dadas as dificuldades de colocá-lo na fachada e para melhor conservação.

O PORTÃO NORTE DO BATISTÉRIO APÓS A RESTAURAÇÃO ESTÁ NO MUSEO DELL'OPERA DEL DUOMO

POR ROBERTA MANETTI


A remoção do Portão Norte do Batistério: agora a viagem rumo ao Museu da Catedral

FLORENÇA - Tudo está pronto para a última jornada do Portão Norte do Batistério de Florença. Nada trágico só serão transportados para o seu local final no novo Museu da Catedral, cuja inauguração está prevista para 29 de Outubro.

O importante trabalho vai começou a viagem para o seu destino final na "Noite": às 21h do dia 10 de setembro e foi feito fora da sede do Opificio delle Pietre Dure, Via degli Alfani, que foi restaurado, para continuar para o Museu na Piazza del Duomo.

Ele irá tomar duas viagens, um para cada uma das folhas da porta, do peso de 4 toneladas, que deve ser adicionado ao peso de "gaiolas" de metal destinadas a suportar e proteger o trabalho, para um total de cerca de 7 toneladas de materiais são transportados para cada as duas viagens.



A restauração do Portão Norte do Batistério (foto Gianluca Moggi - Opera di Santa Maria del Fiore)

Estava colocada a dois anos e seis meses em laboratórios do Opificio delle Pietre Dure na restauração, realizadas em um tempo muito curto, dada a complexidade e da quantidade de trabalho que precisava, mas a fábrica tinha acumulado uma longa e valiosa experiência por várias décadas estudando as formas mais adequadas para restaurar a Porta do Paraíso.

A restauração do original - e a construção de uma réplica executado pela Galeria Frilli de Florença, que será colocada no Batistério em novembro - foram inteiramente financiada com fundos privados disponibilizados pelo mesmo Opera di Santa Maria del Fiore e da Guild of the Dome Association, que inclui empresários de todo o mundo. Esta é a primeira restauração real a seiscentos anos, mesmo que a porta tinha sido submetido a limpeza após a Segunda Guerra Mundial, antes de sua transferência (durante o conflito tinham sido postas em prática menos incerto).

O Portão Norte do Batistério em Florença foi o segundo a ser realizado, após o de Andrea Pisano e antes disso do Paraíso. Foi dirigido por Lorenzo Ghiberti em 1401, após o famoso concurso que viu o jogo de encontro a Filippo Brunelleschi. Ghiberti trabalhou lá 1402-1424, ajudado por seu pai e ourives Bartoluccio, e um número de assistentes, incluindo o jovem Donatello. A porta reproduz fielmente o padrão de que de Andrea Pisano, com 28 painéis coradas quadriláteros, dispostos em sete fileiras de quatro, 14 para cada folha. Vai ilustram episódios do Novo Testamento, enquanto que nas telhas na parte inferior mostra os quatro evangelistas e quatro Doutores da Igreja. O chassi contém os cantos dos painéis, 47 chefes de Profetas e Sibille, seis em uma linha, exceto a última na parte inferior que tem apenas cinco. Estes incluem o auto-retrato de Lorenzo Ghiberti, representado com um turbante.

Fonte: Firenze Post

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Évora (Portugal) reabre em Outubro "renovada" Igreja de S. Francisco e Capela dos Ossos





A Igreja de São Francisco, uma das mais emblemáticas de Évora e onde se localiza a Capela dos Ossos, reabre ao culto no dia 04 de outubro, após obras de reabilitação de quase 4,2 milhões de euros.

"A igreja vai ser reaberta a 04 de outubro", enquanto "a parte museológica será no final desse mês", revelou o pároco Manuel Ferreira, durante uma visita às obras do secretário de Estado do Desenvolvimento Regional.

A nova área museológica da igreja de São Francisco, localizada na antiga ala das celas dos monges, vai albergar a o espólio de arte sacra da igreja e a coleção de presépios do major-general Fernando Canha da Silva.

No dia de reabertura, celebra-se "a festa litúrgica de São Francisco de Assis", o que constitui "uma feliz coincidência, por ser um domingo", assinalou o pároco de São Pedro, Manuel Ferreira.

Para esse dia, segundo o responsável, está prevista a celebração de uma eucaristia, presidida pelo arcebispo de Évora, José Alves, além de música de órgão ao vivo.

Iniciados há pouco mais de um ano, os trabalhos envolveram, entre outras intervenções, a substituição de coberturas, reforço estrutural, requalificação da antiga ala das celas dos monges e o restauro de todo o património móvel e integrado.

O investimento atingiu quase os 4,2 milhões de euros, com uma comparticipação de 70% de fundos comunitários, através do anterior programa operacional regional InAlentejo, tendo a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de São Pedro assegurado os restantes 30%.

No final da visita, o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Manuel Castro Almeida, realçou que a Igreja de São Francisco e Capela dos Ossos estavam "num estado de degradação enorme" e que, com a sua reabilitação, vai ser possível "mudar a imagem de Évora e do país".

"O turismo crescente que Évora está a ter vai permitir que as pessoas olhem para esta igreja e passem a ver uma cidade e um país que se preocupa com o seu património", destacou.

O governante anunciou ainda a possibilidade de ser aumentada a comparticipação de fundos comunitários da obra, no caso de haver, no final deste ano, "alguma folga financeira" no programa InAlentejo.

Classificada como monumento nacional, a Igreja de São Francisco data de 1224, com a instalação do Convento de São Francisco, mas desse convento inicial quase nada se conhece devido às modificações praticamente totais que lhe foram introduzidas no final da Idade Média.

Mais tarde, as crónicas históricas revelam a reconstrução do edifício no início do século XV, ficando com o nome de Igreja de São Francisco, como é conhecida hoje em dia.

No interior da igreja está localizada a célebre Capela dos Ossos, macabra conceção fradesca completamente forrada por milhares de ossadas humanas recolhidas dos antigos cemitérios da cidade e também muito visitada por turistas.

Antes da visita à igreja de Évora, Castro Almeida verificou no terreno o andamento das obras de recuperação do Forte da Graça, em Elvas, cujo investimento total ultrapassa os 5,5 milhões de euros.

Fonte: DNotícias

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Mais sobre a Capela dos Ossos:

Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos de Évora, em Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da altura (contra-reforma religiosa, de acordo com as normativas do Concílio de Trento), pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos". A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por 3 naves de 18,70 m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo.
As suas paredes e os oito pilares estão "decorados" com ossos e crânios ligados por cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. É um monumento de uma arquitectura penitencial de arcarias ornamentadas com filas de caveiras, cornijas e naves brancas. Foi calculado à volta de 5000, provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade. A capela era dedicada ao Senhor dos Passos, imagem conhecida na cidade como Senhor Jesus da Casa dos Ossos, que impressiona pela expressividade com que representa o sofrimento de Cristo, na sua caminhada com a cruz até ao calvário.
(Wikipédia)









domingo, 27 de setembro de 2015

Um Olhar Para o Passado Religioso de Cuiabá- MT



Os visitantes do Museu de Arte Sacra de Mato Grosso podem visualizar, por meio dos acervos exposto, recortes da história religiosa de Cuiabá. A mais de 130 anos o prédio do Seminário da Conceição (1882), vem desempenhando diferentes papéis, primeiro como instituição de ensino eclesiástico, sendo o primeiro estabelecimento de ensino secundário da província, como enfermaria durante a epidemia de varíola em 1867, doença que se alastrou entre a população com a volta para casa dos soldados ao término da Guerra do Paraguai.

Serviu como Quartel General das forças defensoras da situação em 1906, durante o conflito político entre Totó Paes e o Capitão General Lemes de Souza Ponce, quando dos trabalhos de calçamento do pátio frontal a igreja, foram achados cápsulas de diferentes calibres enterrados, marcas do conflito.

Por 34 anos Dom Aquino Corrêa morou e trabalhou no Seminário, sendo ainda sede do Jornal “A Cruz” primeiro jornal católico mato-grossense. E desde 1970 funciona a Rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá, a qual na sua inauguração tinha uma programação variada, transmitia a missa ao vivo, tinha uma programação infantil e para as donas de casa, com aulas de culinária.




Em 1977 é criado por meio de um convênio celebrado entre a Mitra Arquidiocesana e a então Fundação Cultural de Mato Grosso, o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, guardião de um conjunto de peças em estilo BARROCO, ROCOCÓ, E NEOCLÁSSICO.
Com peças de diferentes períodos algumas vindo da antiga Catedral do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, igreja demolida em 1968, peças da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Igreja Senhor dos Passos e acervo pessoal de Dom Aquino Corrêa, ilustre morador desta casa, além das peças recebidas em doação por particulares.





Com a missão de preservar, conservar e disseminar a história contida em seu acervo, o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso oferece aos visitantes um raro passeio pelo tempo e a memória dos eventos que ocorreram no Seminário. Permiti transferir conhecimentos, educar e levar a reflexão sobre nossa história e identidade religiosa, por meio da ambiência, cenário, e obras expostas.













Serviço

Horário de funcionamento: 
De terça a domingo das 9h às 17h.

Entrada: R$ 4,00 (inteira) – R$ 2,00 (meia)

Tel.: 55 (65) 3056-6285


sábado, 26 de setembro de 2015

Porque os sinos dobram?



Memória, Arte e Educação em MARIANA:
Encontros Temáticos na Cidade!

O Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFOP pretende, em parceria com o Museu da Música de Mariana, abrir-se para uma, ainda maior, interlocução com a cidade de Mariana, não só acolhendo alunos e alunas em seus cursos regulares, mas também propondo uma atividade em que o trabalho se faça de mão dupla: a universidade quer escutar o que a cidade produz como conhecimento, mas também dialogar com aqueles e aquelas que têm no trabalho de ensinar e pesquisar, o seu desafio e sua arte cotidianos. É certo que, nessa troca, ganharão todos os que tiverem a oportunidade de participar e intervir nesse diálogo. Como se sabe, diálogo é, exatamente, o que propomos: o atravessamento de conhecimentos. Apostemos nisso!

Para além dos sinos, os sineiros têm importância central na produção e reprodução dos toques que caracterizam e diferenciam territórios e comunidades, contribuindo para a permanência da prática de tocar os sinos nas cidades mineiras como uma forma de comunicação e identidade. Trata-se de uma forma de expressão que associa, há centenas de anos os sinos, o espaço onde estão instalados, os sineiros e a comunidade que os ouve em um sofisticado processo de codificação e decodificação. No intuito de preservação desta prática é necessário que se pense como explorar o potencial educativo deste contexto como uma atividade lúdica, devocional, dotada de afetividade por parte dos sineiros voluntários, profissionais e daqueles que estudam e mantêm essa arte viva.


dia 03 de outubro, sábado, às 09h no auditório do Museu da Música de Mariana
Rua Côn. Amando, 151, Bairro São José - Mariana - MG

Fonte: Página do Museu da Música de Mariana

STJ condena colecionador a pagar indenização de R$ 788 mil por furto de obra sacra

PasCult promove ação cultural no Museu de Arte Sacra da Bahia

Fundado no século XVII pelos Carmelitas Descalços, o antigo convento de Santa Teresa d’Ávila abriga atualmente o Museu de Arte Sacra da Bahia (MAS), que figural no rol dos principais museus de arte sacra do mundo.

Neste ano em que se completaram 500 anos do nascimento de Santa Teresa d’Ávila, celebrado no dia 28 de março de 2015, e também por ocasião da festa litúrgica da santa carmelita, no dia 15 de outubro, a Pastoral da Cultura da Arquidiocese de Salvador (PasCult) promoverá no MAS uma ação cultural sobre a história de Santa Teresa, por meio de obras que se encontram no Museu.
A ação cultural – uma visita guiada à igreja de Santa Teresa d’Ávila, no Museu de Arte Sacra – será realizada no dia 20 de outubro, às 14 horas, e introduzirá os participantes em alguns episódios da vida da santa, retratados em 16 pinturas que se encontram na sacristia da igreja. A visita guiada contará com a orientação Dom Gilson Andrade da Silva, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Ordinatio Quoad Sacram Musicen

O aniversário da "Ordinatio Quoad Sacram Musicen" ou "Regulamento da Música Sacra", da Sagrada Congregação dos Ritos (1884)!

Em 25 de setembro de 1884, a Sagrada Congregação dos Ritos, instalada no Vaticano (do qual vemos a fachada da Igreja de São Pedro em foto de 1887), publicou a "Ordinatio Quoad Sacram Musicen" ou "Regulamento da Música Sacra", em versão bilingue (latim/italiano), que estabelecia, em 23 artigos, normas gerais sobre a composição e a prática da música sacra nas igrejas de todo o mundo.

Esse documento foi o maior texto católico prescritivo dedicado à música depois da Carta Encíclica "Annus qui hunc", do papa Bento XIV (19 de fevereiro de 1749) e precedeu outro grande documento sobre o assunto, em 7 de julho de 1894: o decreto "Quod sanctus Augustinus", do Papa de Leão XIII, ratificado pela Sagrada Congregação dos Ritos.

Em linhas gerais, a "Ordinatio Quoad Sacram Musicen" tentou coibir o excesso de teatralidade que se acumulou na música sacra a partir da segunda metade do século XVIII, com a adoção, nas igrejas, dos estilos e procedimentos originários da ópera italiana. Este Regulamento de 1884, juntamente com o decreto de 1894, antecipou a maior parte das determinações do Papa Pio X, no Motu Proprio "Tra le sollecitudini" (22 de novembro de 1903) e participou ativamente da grande transformação que, a partir do início do século XX, começou a retirar progressivamente das igrejas o repertório de inspiração operística dos séculos XVIII e XIX, substituindo-o pelo repertório "restaurista", ou seja, composto na primeira metade do século XX, a partir do cumprimento dessas normas e da observância da música dos compositores renascentistas, com destaque para Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594).

O Artigo 4 talvez seja o que mais resume a "Ordinatio Quoad Sacram Musicen" de 1884: "A música vocal e instrumental proibida na Igreja é aquela que, por seu tipo ou pela forma que a reveste, tende a distrair os fieis na casa de oração."

Consulte o texto integral da "Ordinatio Quoad Sacram Musicen" nas Atas da Santa Sé do ano de 1884, disponíveis online no site do Vaticano, em: http://www.vatican.va/archive/ass/documents/ASS-17-1884-ocr.pdf (a "Ordinatio Quoad Sacram Musicen" está entre as p.140-141).

Fonte: Página do Museu da Música de Mariana

Restauração em imagem histórica de São Sebastião - Rio de Janeiro - RJ

Imagem teria sido trazida pelo fundador da cidade, Estácio de Sá.
Exames comprovaram que a estátua é do século XVI.

Por Cristina Boeckel Do G1 Rio


 

A imagem de São Sebastião passou por um processo de restauro que durou oito meses e meio (Foto: Cristina Boeckel/G1)

O Natal deste ano deve ter um significado ainda mais especial para os devotos de São Sebastião, o santo padroeiro do Rio de Janeiro. Os frades capuchinhos apresentarão publicamente, pela primeira vez, o resultado do processo de restauro na imagem que teria sido trazida na esquadra de Estácio de Sá, o fundador da cidade. O resultado do trabalho, que levou oito meses e meio, será exibido aos fiéis na missa de Natal, nesta quarta, às 20h. O G1 teve acesso, com exclusividade, à imagem restaurada, que está com uma aparência mais próxima da original.

A restauradora Graça Costa e o frei Cassiano Gonçalves trabalharam na recuperação da imagem. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)A restauradora Graça Costa e o frei Cassiano
Gonçalves trabalharam na recuperação da imagem
(Foto: Divulgação/Frades Capuchinhos
O processo de limpeza da imagem revelou detalhes que estavam ocultos, como o desenho das costelas e o umbigo.
“Foram retiradas mais de dez camadas de intervenções anteriores, com massa e tinta”, afirma a restauradora Graça Costa, que foi responsável pelo trabalho ao lado do frei Cassiano Gonçalves.
Com a retirada das camadas, a imagem, de 89,5 centímetros de altura e 11 quilos, ficou com um aspecto muito diferente do que se conhecia até então.
Os frades mais idosos ajudaram no trabalho de recuperação da história da imagem através da identificação, em fotografias, de uma parte das mudanças pelas quais a imagem passou. Ainda assim, a falta de registros oficiais dificultou o processo de retorno à aparência mais próxima do original.
“Não havia fonte de documentação das intervenções anteriores, o que dificultou o trabalho. Os capuchinhos mais idosos ajudaram a dar informações que auxiliaram no restauro. Mas, pela idade da imagem, é impossível registrar tudo”, reconhece Graça.
O resplendor e as flechas, que eram de madeira, foram substituídos por outros, de prata, como provavelmente eram há mais de 450 anos. As várias intervenções teriam alterado até os olhos do santo, que, ao longo do tempo, teriam sido transformados em azuis quando eram, originalmente, castanhos.
Após a restauração, os olhos voltaram a ser castanhos. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Após a restauração, os olhos, que eram azuis, voltaram a ser castanhos. (Foto: Cristina Boeckel/G1)
Exames comprovam idade
Além do restauro, a imagem de São Sebastião que é guardada pelos frades capuchinhos passou por uma série de exames para comprovar a autenticidade. No Rio de Janeiro, a imagem passou por uma tomografia e um raio X no Laboratório de Instrumentação Nuclear da Coppe/UFRJ. Uma amostra da imagem também foi enviada a São Paulo para passar por outros exames de constituição do material. Todos comprovaram que a imagem é originária do século XVI, com estilo do renascimento germânico e provavelmente de origem portuguesa.
A devoção à imagem de São Sebastião é antiga e se confunde com a história da cidade, que foi fundada em 1565, por Estácio de Sá, que instalou uma capela em homenagem ao santo no local onde é atualmente a Praia Vermelha. O próprio Estácio de Sá, morto em 1567, teria sido sepultado no local. Mais tarde, a imagem e os restos mortais do fundador teriam sido levados para uma igreja no Morro do Castelo, que foi derrubado em 1922. A imagem então teria sido levada para a paróquia onde está atualmente.
Os frades capuchinhos receberam do imperador D. Pedro II a atribuição de serem os guardiões das três relíquias da cidade do Rio de Janeiro: a imagem de São Sebastião que foi restaurada, a pedra fundamental da fundação da cidade e os restos mortais de Estácio de Sá. Todas seguem na igreja dos capuchinhos, na Rua Haddock Lobo, na Tijuca, na Zona Norte do Rio.
Fotografias ajudaram a identificar algumas das alterações pelas quais a imagem passou ao longo do tempo. (Foto: Divulgação/ Frades Capuchinhos)Fotografias ajudaram a identificar algumas das alterações pelas quais a imagem passou ao longo do tempo. (Foto: Divulgação/Frades Capuchinhos)
Fiéis ajudaram a pagar a restauração
O restauro da imagem de São Sebastião foi pago por meio de doações de fiéis que frequentam a igreja e recursos da Ordem dos Capuchinhos. Frei Frederico Araújo agradece a ajuda dos católicos ao projeto de recuperação da imagem. “Por mais que nós sejamos os guardiões dessa imagem e seja nosso papel zelar por ela, não tínhamos uma situação financeira que nos permitisse financiar o restauro. Por isso, se a imagem está assim, bonita, é graças aos paroquianos”.
Quando perguntado sobre qual a importância da devoção em um dos santos mais populares para a cidade, Frei Frederico é direto. “São Sebastião é capaz de colocar a elite e os marginalizados juntos. E não são só os católicos, mas todos os cariocas, até por causa do sincretismo religioso”.
Comparação da imagem de São Sebastião após o restauro com uma das aparências anteriores da estátua. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Comparação da imagem de São Sebastião após o restauro com uma das aparências anteriores da estátua. (Foto: Cristina Boeckel/G1)

Os Passos da Paixão de Cristo e suas insígnias pintadas por José Joaquim da Rocha e as gravuras europeias do século XVI e XVII



Endereço do Museu: Avenida Sete de Setembro, 2490, Vitória - Salvador - Bahia - BrasilCep: 40080-001 / Tel: (71) 3336.6081 | Fax (71) 3336.2702

Fonte: Página do Prof. Dr. Luiz Freire


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

III Seminário do Circuito Vieira Servas





por Moriá Benevides

Estão abertas as inscrições para o III Seminário do Circuito Cultural Vieira Servas que será realizado no dia 25 de setembro (sexta), de 9h às 17h, no Automóvel Clube de Nova Era - MG.



Os interessados poderão baixar a ficha de inscrição no link abaixo, se inscrever pelo (31)3861-4203 ou enviar um e-mail com os dados pessoais para o endereço cultura@novaera.mg.gov.br.

O evento, organizado pela prefeitura de Nova Era, faz parte da Jornada Mineira do Patrimônio Cultural - Cidades, Regiões e Patrimônio (Edição 2015) e integra o Ano Municipal Vieira Servas, instituído pelo município, além de ser uma ação do Programa Circuito Cultural Vieira Servas, iniciativa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Rodrigo Melo Franco de Andrade (FRMFA), em parceria com a Secretaria de Educação Superior do Ministério de Educação (MEC/SESu) e com a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Piracicaba (Amepi). O Programa tem o objetivo de promover a convergência de esforços para o desenvolvimento de estudos sobre o legado artístico-cultural de Francisco Vieira Servas e de ações de extensão de educação patrimonial e de preservação da memória e patrimônio cultural da Região do Médio Rio Piracicaba.

O seminário contará com a presença do doutor em História da Arte pela Universidade do Porto e investigador integrado do ARTIS - Instituto de História da Arte (Faculdade de Letras | Universidade de Lisboa), senhor Eduardo Pires, de pesquisadores e coordenadores de projetos de extensão da UFMG, de Secretários de Cultura, de pesquisadores de instituições da região e de parceiros do Circuito Cultural Vieira Servas.

Durante o evento, haverá apresentação da Corporação Musical Euterpe Lagoana e serão lançados o livro “As Geraes de Servas: A ação do Circuito Cultural Vieira Servas no Médio Piracicaba” e a “II Cartilha do Patrimônio Cultural: Matriz São José da Lagoa | Patrimônio em Contínuo Processo de Conservação e Revitalização”.


Segue a programação:

III SEMINÁRIO CIRCUITO CULTURAL VIEIRA SERVAS
Cidade:Nova Era (MG)Local:Automóvel ClubeMais informações:Programação

9h - Recepção e credenciamento
9h30 - Apresentação Cultural
10h - Mesa de abertura
10h30 - Mesa 'Francisco Vieira Servas'

Coordenação da Mesa
Profa. Dra. Maria Regina Quites (UFMG)

Palestrantes
- Prof. Dr. Eduardo Pires (Portugal)
O Minho de Francisco Viera Servas
- Profa. Beatriz Coelho (UFMG)
Entre arbaletas, corações flamejantes e símbolos eucarísticos: Francisco Vieira Servas, entalhador português em MG

12h30 - Almoço

14h15 - Painel ' As Geraes de Servas: A ação do Circuito Cultural Viera Servas no Médio Piracicaba'

Coordenadores de Projetos do CCVS
Prof. Dr. André Dangelo (UFMG)
Prof. Dr. Francisco Marinho (UFMG)
Profa. Dra. Márcia Soares (UFMG)
Profa. Dra. Maria Amélia Giocanetti (UFMG)
Profa. Dra. Miriam Pontello Lima (UFMG)
Profa. Dra. Patrícia Junqueira (UFOP)
Sra. Zara de Castro (arte-educadora)

Coordenação do Painel
Sr. João Vítor Dias (São Gonçalo do Rio Abaixo)

Palestrantes
Sra. Claira Poliane Moreira (João Monlevade)
Sra. Edneia Almeida (Bela Vista de Minas)
Sr. Eduardo Quaresma (Amepi)
Sr. Elvécio Eustáquio da Silva (Nova Era)
Sra. Ivone Ferreira (São Gonçalo do Rio Abaixo)
Sra. Mariluce Martins (São Domingos do Prata)
Sra. Nícia Leles Martins (joão Monlevade)
Sra. Sandra Maura Coelho (Nova Era)
Sra. Solange Alvarenga (Itabira)

16h30 - Lançamentos

II Cartilha do Patrimônio Cultural: Matriz São José da Lagoa | Patrimônio em contínuo Processo de Conservação e Revitalização

Livro - As Geraes de Servas: A ação do Circuito Cultural Vieira Servas no Médio Piracicaba

17h - Encerramento


Inscrições e informações: cultura@novaera.mg.gov.br - (31) 3861-4203

Para saber mais quem foi Francisco Vieira Servas clique aqui

Ministério Público Federal investiga obra abandonada em convento franciscano

Ação foi movida pelos religiosos contra o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Da Editoria Cidades


Igreja do Convento Franciscano de Sirinhaém está fechada há quase desde 2010
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem


A obra de restauração do Convento Franciscano de Sirinhaém, no Litoral Sul de Pernambuco, abandonada desde 2014, está sendo investigada pelo Ministério Público Federal a pedido dos religiosos. Eles protocolaram uma ação judicial, em junho de 2015, contra o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a empresa que executava o serviço.

De acordo com o Ministério Público Federal, o assunto está sendo apurado, mas até agora não foi possível localizar a empresa de engenharia pelo endereço fornecido na ação. Os promotores solicitaram ao Iphan uma cópia do contrato com a firma, para tentar descobrir o endereço correto. O convento, de propriedade dos franciscanos, é tombado como patrimônio nacional desde 1938.

Em 2010, o Iphan contratou a empresa para recuperar avarias do chão ao teto. O serviço teve início em novembro e o prazo de execução era de 12 meses, para obras de restauração dos bens móveis integrados (azulejos, pinturas, arcos e demais peças decorativas) e intervenções civis (coberta, estrutura, rede elétrica). Nenhuma das ações foi concluída.

Quem chega ao convento se depara com blocos enormes de pedra espalhadas no jardim, na entrada da igreja, que está fechada ao público há quase cinco anos. “Removeram as pedras da calçada e deixaram assim, não dá nem para a gente limpar o mato direito”, afirma frei Sinésio Araújo, franciscano que mora no local. Ao cruzar a porta do templo, os sinais do abandono ficam mais evidentes.


GALERIA DE IMAGENS
Obra de restauração do Convento Franciscano de Sirinhaém (PE), Litoral Sul, abandonada desde 2014


Na nave central, o telhado recuperado já tem goteiras; os bancos estão destruídos; o painel de azulejo do século 18, com paisagens retratando da vida de São Francisco, teve a restauração interrompida; o forro pintado da capela-mor não foi recolocado no lugar e está largado na igreja; o quadro de luz do templo está com a fiação pendurada; e uma das vigas de sustentação do telhado do convento está toda comprometida por cupins.

“Procuramos o Iphan e relatamos a situação, em 2012, quando percebemos que a obra começou a desandar. O instituto não tomou nenhuma providência e a empresa deixou o serviço aos poucos. Em abril do ano passado (2014), a firma avisou que iria interromper os trabalhos de vez. Por isso resolvi acionar o Ministério Público Federal”, declara frei Sinésio.

O prédio, diz ele, foi tombado por decisão do Iphan. “Essa ação ocasiona mais ônus do que bônus para o proprietário. Os franciscanos chegaram ao Brasil em 1585. Deixamos para a história do País um acervo arquitetônico e artístico inestimável. Temos 11 conventos tombados em Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Bahia. O nosso legado é um bônus para a sociedade, mas é impossível arcar com esse ônus sozinho”, avalia.

Frei Sinésio cobra mais clareza na definição de prioridades do Iphan. “Falta uma política de preservação no Brasil como um todo. Como pode uma igreja ficar sem atividades religiosas por quase cinco anos e a obra de restauro ser abandonada desse jeito? Melhor seria destombar e a igreja continuar servindo à população.”

NOVO CONTRATO

O Convento de Sirinhaém remonta a 1630, porém o prédio passou por reformas ao longo dos séculos. A firma contratada para realizar a intervenção, segundo o superintendente do Iphan em Pernambuco, Frederico Almeida, tinha prestado serviço semelhante ao instituto. “Infelizmente, estamos sujeitos a isso. A empresa, por desorganização administrativa, não teve fôlego para manter a obra e será punida e multada por ter abandonado o trabalho”, diz ele.

Um novo grupo está sendo contratado, por licitação, para concluir o serviço, interrompido com mais da metade das ações feitas. O Iphan pretende retomar a restauração em outubro de 2015, com prazo de um ano para concluir tudo. “Conseguimos recursos próprios, no valor de R$ 1,7 milhão, para dar continuidade e revisar todas as obras executadas”, informa Frederico Almeida.

Ele disse que só repassou à primeira empresa uma parte da verba inicial programada para o convento, de R$ 2,76 milhões. “Eles recebiam após a medição do serviço realizado. Devolvemos à União o dinheiro que não chegou a ser utilizado”, garante.

O Ouro Azul

No século XVIII, existia a expressão portuguesa "é como ouro para o azul". Sua origem vem da combinação de talhas de madeira dourada com painéis de azulejos azuis nas igrejas joaninas. Sinônimo de algo realmente muito bom, a expressão define bem a qualidade do conjunto de azulejos da Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no município do Rio



TEXTO ALESSANDRO ALVIM
FOTO DELFIM FREITAS


Os painéis da Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro são uma joia da arte da cerâmica portuguesa em terras cariocas, segundo Maria Eduarda Marques, professora de História da Arte da PUC-RJ:
– As 8.800 peças que cobrem as paredes da sacristia, da nave, do altar-mor e do coro alto são consideradas muito refinadas. Os azulejos vieram de Portugal e foram montados na igreja entre 1730 e 1740, período da Grande Produção portuguesa de azulejos – explica.

Para Dora Alcântara, ex-professora de arquitetura da FAU-UFRJ e especialista em azulejaria, os painéis da Glória são representantes ímpares da cerâmica colonial:
– Sem dúvida, os azulejos de autoria do artista português Valentim de Almeida compõem o melhor conjunto do período na cidade do Rio. Os desenhos são azuis sobre fundo branco e emolduramentos, em que predomina a composição barroca. Eles impressionam pela qualidade e quantidade – explica a pesquisadora.


Cânticos dos Cânticos

Os azulejos da nave e do altar-mor retratam o "Cântico dos cânticos”, um livro do Antigo Testamento com temática centrada no amor. Os dois personagens da obra, o amado Salomão e a amada Sulamita, são retratados nos painéis da igreja em encontros fortuitos, como explica a professora e pesquisadora Maria Eduarda:

– São tertúlias, reuniões com um objetivo: o amor. A história é muito lírica, mas sem uma narrativa linear. É uma releitura poética – esclarece.




As cenas são sempre campestres e têm Sulamita como a figura principal. Ela aparece com plumas na cabeça e está sempre cercada por amigas. A única figura masculina é Salomão, que sempre está cercado de anjos. Nos painéis, ambos são desenhados em metáforas que representam o amor matrimonial, como detalha Dora Alcântara:
– Em um dos desenhos, Sulamita toca harpa enquanto o amado a admira. A música é a poesia cantada, significando o amor recitado – diz a pesquisadora.

Personagens ressignificados

Acreditava-se que os profetas estavam representados nos painéis do coro alto. Mas a pesquisadora Dora Alcântara relata que se trata de alguns personagens da "Genealogia de Jesus”, como consta no Evangelho segundo São Mateus. Os seis personagens pintados são: Aram, Naazam, Judá, Isaac, Aminadab e Fares. Eles integram a linhagem de José, pai de Jesus.

Os dois painéis curvos localizados no coro alto

Nos anos 40, a colocação do órgão no coro alto encobriu dois dos seis personagens bíblicos, Aram e Naazam. Os outros quatro estão representados em dois painéis curvos na lateral do coro. Esses dois conjuntos de azulejos não podem ser visitados pelo público. A equipe de fotografia do GLOBO utilizou uma técnica especial de reprodução para planificá-los.

JUDAS E ISAAC No Evangelho segundo Mateus, existem 42 gerações até Jesus. Judá é neto de Isaac



AMINADAB E FARESAminadab é filho de Arão, é bisneto de Fares, que está no mesmo painel. Fares é filho de Judá



Caça e lazer na sacristia

Na sacristia, os azulejos têm temática fidalga, sem referência bíblica. São retratados nobres em momentos de lazer: caça, passeio ao ar livre e a cavalo. Para a pesquisadora Dora Alcântara, faz muito sentido essa representação:
– Quando foram instalados, no século XVIII, a sacristia tinha função civil e social. Lá não eram realizados cultos. Por isso, os desenhos se justificam – conclui.


Cenas de caça ao javali em um dos painéis da sacristia


A pesquisadora ainda destaca que, mesmo não tendo temática religiosa, os painéis têm o mesmo rigor estético dos da nave e do coro alto:
– Os personagens retratados usam vestimentas indicadas para um nobre da época. Todos usam chapéu de três pontas, por exemplo. Até mesmo a caça ao javali, que foi representada pelo artista, era considerada a mais perigosa e exótica pela nobreza. Valentim de Almeida teve muito cuidado na execução dos desenhos – avalia Dora Alcântara.


Nobres retratados conversando em um terraço

Processo artesanal

Segundo o especialista Alexandre Pais, do Museu Nacional do Azulejo de Portugal, não há muita informação sobre o processo de encomenda do conjunto de azulejos da Igreja da Glória:
– O que sabemos é que Valentim de Almeida não veio ao Brasil. Muito provavelmente, ele recebeu as medidas das paredes e calculou as unidades necessárias. Não sabemos se a temática foi encomendada ou escolhida pelo artista, mas os desenhos foram baseados em gravuras da época. Processo comum entre pintores de azulejos da grande produção Joanina – explica o especialista.

O PROCESSO
1 de 7

1.
No campo, o barro é passado em crivo, espécie de peneira

2.
Na olaria, é amassado para retirar as bolhas de ar. Vira uma pasta cerâmica

3.
A pasta é aplicada em formas do tamanho dos azulejos. Depois, são secas ao sol

4.
São molhadas em óxido de estanho e de chumbo. Ficam cinza e rugosas

5.
O pintor marca a parte de trás com letras e números, isso permite montar o painel

6.
As peças são ordenadas no cavalete. A face que foi banhada em óxido é pintada

7.
As peças vão ao forno a lenha por 26 horas, a 1.000 graus. Depois, estão prontas

Já a arquiteta Renata Ferrari Curval afirma que o pintor Valentim de Almeida teve uma carreira bastante longa e foi, com certeza, um dos artistas que mais produziu azulejos para o Brasil
– Valentim viveu de 1692 a 1779, produzindo muito e formando outros pintores. Dentre suas obras, destacam-se os painéis do Convento de Cairu, da Misericórdia, ambos em Salvador, e os da Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio. – explica a especialista.

VISITE A NAVE

Os painéis da nave fazem uma barra horizontal azul, compondo o ambiente. Confira no 360 graus360ºExplore


Para quem deseja conhecer o trabalho de Valentim de Almeida, a visitação pode ser feita durante o funcionamento da igreja, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, e à tarde, das 13h as 17h. Aos sábados, das 9h às 12h. O endereço é Praça Nossa Senhora da Glória 26, Glória.RJ

A entrada é gratuita. Podem ser vistos os painéis da sacristia, da nave e do altar. Os do coro alto são fechados ao público. Para Maria Eduarda, as obras de Valentim de Almeida merecem ser apreciadas:
– A barra azulejar leva o olhar do espectador para baixo, combina com a arquitetura e as talhas de madeira da igreja. Sem dúvida, é uma combinação que só existe nas igrejas joaninas portuguesas – ensina a professora.

OURO AZUL

INFOGRAFIA Alessandro Alvim, Delfim Freitas e Ayrton Teshima


FONTES Maria Eduarda Marques, professora de História da Arte da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e ex-diretora da Espirito Santo no Brasil; Dora Alcântara, professora aposentada de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ e especialista em azulejaria; Fabiano Maia, Mestre em Avaliação e historiador - FGV; Renata Ferrari Curval, Faculdade de Arquitetura Imed-RS; Alexandre Pais, do Museu Nacional do Azulejo, Lisboa, Portugal; Monsenhor Sérgio Costa, Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro

Fonte: O Globo

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Papa Francisco é presentado com mais um crucifixo bizarro


Papa Francisco observa crucifixo que recebeu de presente de Raúl Castro
Papa Francisco observa crucifixo que recebeu de presente de Raúl Castro(Reprodução/VEJA)
Depois de uma audiência com Raúl Castro, o Papa Francisco recebeu um presente bizarro. Aliás, tem sido costume o Sumo Pontífice ser agraciado com leituras grotescas da representação de Jesus Cristo crucificado. O presidente de Cuba descerrou uma cortina que revelou uma peça de aproximadamente 3 metros, na qual Jesus está amarrado em remos.
A obra do artista plástico Alexis Leiva Machado Kcho se chama "Jesus imigrante", uma referência aos refugiados mortos em naufrágios nos mares Egeu e Mediterrâneo. A cruz de remos, sem a figura de Jesus, fez parte de uma exposição recebida pelo Vaticano em 2014. Kcho foi o primeiro cubano a expor na cidade Estado. Para presentear o Papa, ele resolveu dar uma atualizada na obra.
Conhecido por sua inspiração nos balseros cubanos, Kcho tem como estilo usar remos boias e embarcações apinhadas de pessoas. Um problema tipicamente cubano, que o presidente Raúl Castro parece ter se esquecido no seu afã de fazer uma crítica à Europa, diante da crise migratória enfrentada pelo continente.
Os balseros cubanos são figuras que ficaram conhecidas pelo esforço de fugir do país pelo Caribe, em direção aos Estados Unidos ou México. Usando câmara de pneus de tratores, embarcações precárias e até tonéis eles tentam se livrar do regime cubano. Por causa dessas fugas, a ditadura proíbe os pescadores de terem barcos. Estima-se que um em cada quatro cubanos que tentam a travessia sobrevive. As estimativas apontam para mais de 16.000 mortes nesta rota.
Fonte: Veja

‘La obra sevillana de Montañés en la fotografía de Fran Silva’


La Fundación Cajasol inaugura la exposición ‘La obra sevillana de Montañés en la fotografía de Fran Silva’


La sede de la Fundación Cajasol (plaza de San Francisco, 1. Sevilla) ha acogido este miércoles 23 de septiembre la inauguración de la exposición fotográfica ‘La obra sevillana de Montañés en la fotografía de Fran Silva’, acompañada de textos de Manuel Jesús Roldán. El acto ha contado con la presencia del presidente de la Fundación Cajasol, Antonio Pulido, y el hermano mayor de la Hermandad de Pasión, José Luis Cabello; ambos han estado acompañados por Francisco Silva, comisario de la Exposición; y Antonio Casado, realizador de la película ‘Martinez Montañés y su obra sevillana’, que se proyectará en la sala de prensa paralelamente a la exposición. La hermandad de Pasión celebra el IV centenario de la hechura del Nazareno de Martínez Montañés con un amplio programa de actos y cultos a celebrar durante las próximas fechas.

La Fundación Cajasol acoge en el seno de su sede en Sevilla esta exposición compuesta por un total de 17 paneles con fotografías de Fran Silva y textos de Manuel Jesús Roldán, así como la proyección permanente de la película ‘Montañés, tiempo de Pasión’ deAntonio Casado. La muestra estará expuesta en el patio de la Sede de la Fundación Cajasol (plaza de San Francisco, 1. Sevilla) hasta el próximo 3 de octubre de 11.00 a 21.00 horas ininterrumpidamente.

El presidente de la Fundación Cajasol, Antonio Pulido, hizo hincapié en que “para nosotros es un honor poder participar como entidad colaboradora en los actos conmemorativos del 400 aniversario de la imagen de Nuestro Padre Jesús de la Pasión, una imagen que desde este pasado lunes tenemos la oportunidad de admirar desde una perspectiva única e imponente en la Iglesia del Salvador”. “Para la Fundación Cajasol, la preservación, la promoción y la difusión de esta riqueza patrimonial y cultural forma parte de nuestras señas de identidad y por eso este 400 aniversario era una cita a la que no podíamos ni desde luego queríamos faltar”, ha recordado Pulido.



El comisario y fotógrafo de la muestra, Francisco Silva, ha mostrado su agradecimiento tanto a la Hermandad de Pasión como a la Fundación Cajasol por “permitirme acercar numerosos detalles desconocidos por el público”. Ha declarado que durante su “difícil pero placentera tarea” ha llegado a sentir “incluso la respiración de Jesús de Pasión. Hemos intentado acercarnos a santos penitentes, a vírgenes eternas… Y a Pasión, sobre todo Pasión”, puntualizaba Silva.

Por su parte el realizador de la película ‘Martinez Montañés y su obra sevillana’, Antonio Casado, ha explicado que “no es ninguna película ni un video cofrade. Se trata de un documental de arte e historia, dividido en dos partes: una primera, sobre la vida y obra de Martinez Montañés desde su llegada a Sevilla; y una segunda, sobre la evolución del Señor de Pasión en estos cuatro siglos”.

Por último el Hermano Mayor, José Luis Cabello, ha expresado su gratitud de poder mostrar una parte importante de los actos conmemorativos de la talla de Jesus de Pasión en la Fundación Cajasol. Y ha agradecido la entrega a todos los que han hecho posible la muestra.



Además, en el marco de los actos conmemorativos la Fundación Cajasol acogerá un ciclo de conferencias los días: 28, 29 y 30 de septiembre y 1, 5, 6, y 7 de octubre; y el día 8 tendrá lugar la presentación del libro “Martinez Montañés y su obra sevillana” de la Editorial Maratania, todas en la sala de prensa a las 20.00 horas.


Conferencias:

– 28 de septiembre: Francisco Núñez Roldán, con ‘La sociedad de la Sevilla de los siglos de oro’.

– 29 de septiembre: Andrés Luque Teruel, con ‘La importancia de Montañés’.

– 30 de septiembre: Álvaro Pastor Torres, con ‘Los conventos en la Sevilla de Montañés’.

– 1 de octubre: Ricardo Suárez y Manuel Jesús Roldán Salgueiro, con ‘La policromía de las imágenes de Montañés’.

– 5 de octubre: Luis Méndez Rodríguez, con ‘La pintura sevillana del siglo XVII.

– 6 de octubre: Rogelio Reyes, con ‘La literatura de los siglos de oro’.

– 7 de octubre: Enrique Becerra, con ‘La gastronomía en tiempos de Montañés’.

Fonte: Fundación Cajasol




Martínez Montanés:

Juan Martínez Montañés

Origem: Wikipédia
Juan Martínez Montañés por Velazquez
Juan Martínez Montañés (Alcalá la Real, 1568 — Sevilha, 1649, foi um escultor espanhol. Foi educado na casa do escultor Pablo de Rojas em Granada. Ele completou sua educação em Sevilha onde desenvolveu a maior parte da sua carreira. É considerado um dos escultores mais influentes de seu período em Sevilha, celebrado pela perfeição de suas obras.
Cristo de clemência é considerada sua obra-prima.

Obras

Detalhe de Cristo de la Clemencía(1603)
  • Retábulo de San Isidoro del Campo (1609-1613)
  • Batalla de los Ángeles (1640)
  • Niño Jesús (1606-1607)
  • Inmaculada (1629-1631)
  • Cristo de la Clemencia (1603-1604)
  • San Jerónimo Penitente
  • Cristo de la pasión
  • San Bruno
  • Santo Domingo Penitente
  • San Cristóbal (1597)
  • Cristo de los cálices
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