quinta-feira, 30 de abril de 2015

Permanência de peça de Aleijadinho em MG representa importante vitória para o patrimônio cultural

TJMG determina que guarda de peça sacra esculpida pelo mestre do barroco permaneça em Minas. Colecionador de São Paulo reivindicava a posse da obra de arte



Vitória importante para o patrimônio cultural mineiro e em defesa do legado de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814). O busto-relicário de São Boaventura, peça esculpida pelo mestre do barroco para a Igreja de São Francisco de Assis, de Ouro Preto, na Região Central, vai continuar sob guarda da Arquidiocese de Mariana, no Museu Aleijadinho, em Ouro Preto. A decisão é da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio dos desembargadores Caetano Levi Lopes e Afrânio Vilela, em resposta ao recurso do Ministério Público (MP). “Essa determinação só nos deixa feliz, pois o tribunal se posicionou de maneira precisa e sábia sobre um bem de valor histórico, um tesouro que jamais poderia ficar fora do estado”, comemorou, nessa quarta-feira, o arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha.

De acordo com o TJMG, a decisão cassou a ordem de devolução da peça a um colecionador paulista, proferida em 12 de junho pela 1ª Vara Cível de Ouro Preto. O argumento era de que “a apreensão só se justificava para fins de produção de prova pericial, que já estava encerrada, e que não havia motivo para a peça permanecer na cidade, devendo ser levada de volta a Amparo (SP), onde havia sido apreendida pela Polícia Federal em maio de 2010”.

No recurso, os promotores de Justiça Domingos Ventura de Miranda Júnior, da 4ª Promotoria de Justiça de Ouro Preto, e Marcos Paulo de Souza Miranda, coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC), afirmaram que “toda a prova pericial colhida indica que o busto, objeto dos autos, foi produzido para ornar a Igreja de São Francisco, de Ouro Preto, de onde não poderia ter sido retirado, por se tratar de bem fora do comércio e expressamente protegido em razão de seu valor cultural imensurável”.

Os promotores informaram ainda que a peça integra um conjunto de quatro relicários tombados desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e que o detentor da peça não tem título que comprove a propriedade, “pois não há recibo e os bens integrantes do patrimônio da Igreja produzidos até o fim do período monárquico são considerados bens inalienáveis”. No TJMG, o recurso foi acompanhado pelo procurador de Justiça Antônio Sérgio Rocha de Paula, da Procuradoria Especializada em Direitos Coletivos e Difusos, que fez sustentação oral da tese defendida pelo MP e apresentou memoriais aos julgadores. 

FORTALECIMENTO
 Segundo os promotores de Justiça que aturam no caso, a decisão é de extrema relevância para a preservação do patrimônio cultural sacro de Minas e reforça os precedentes que têm assegurado o retorno ao estado de peças ilicitamente retiradas de seus locais de origem. “Com dessa decisão, o TJMG reconhece que as peças sacras pertencentes ao patrimônio cultural da Igreja durante o padroado – até o fim do período monárquico – são inalienáveis, afirmou Marcos Paulo de Souza Miranda. Ele ressaltou que a sentença reforça a decisão sobre o retorno de três anjos barrocos, que estavam em poder de um colecionador e iam a leilão no Rio de Janeiro em junho de 2003, do acerco do Santuário de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

As estatísticas do MP indicam que 60% dos bens culturais sacros foram deslocados de suas origens de forma indevida, indo parar nas mãos de colecionadores e antiquários. Atualmente, 698 peças sacras são buscadas pela Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais. 

Entenda o caso
 

De acordo com a ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais em 2008, na Comarca de Ouro Preto, Aleijadinho teria esculpido um conjunto formado por quatro bustos-relicários representando os doutores franciscanos – Venerável Duns Scott, Santo Antônio de Pádua, São Tomás de Aquino e São Boaventura – para integrar a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, tombada desde a década de 1930.

O busto-relicário de São Boaventura, com 69cm de altura, foi desviado do acervo de origem em data indeterminada, indo parar nas mãos de um colecionador do interior de São Paulo. A obra, em cedro, teria sido concluída na terceira fase de produção de Aleijadinho, entre 1791 e 1812. Os outros três bustos, que formam o conjunto, estão no Museu Aleijadinho, em Ouro Preto.

A ação pede a devolução definitiva do busto-relicário de São Boaventura à Arquidiocese de Mariana, além do pagamento de indenização por danos materiais e danos morais coletivos. Em 28 de abril de 2015, o TJMG, por meio da a 1ª Câmara Cível, determina que o busto-relicário permaneça em Minas, até o fim da tramitação da ação
Fonte: EM

261 anos do Regimento do coro da catedral de Salvador!




Em 30 de abril de 1754 foi aprovado o Regimento do coro da catedral de Salvador da Bahia. Construída no século XVI e muito modificada nos períodos seguintes (especialmente o século XIX), além de ter sido totalmente demolida em 1933, a catedral de Salvador teve sua aparência nos séculos XVII e XVIII hipoteticamente reconstituída por Luís dos Santos Vilhena em 1802, e que vemos nesta imagem: o suficiente para perceber que sua demolição foi uma perda irreparável.

O Regimento do coro da catedral de Salvador, no entanto, foi preservado, e seu estudo esclarece muitas questões referentes à atividade musical dessa igreja. Sob o título "Chantre", por exemplo, o Regimento informa:

"É chamado o chantre, como afirmam os doutores, primicério, preceptor, cantor, e todos significa e denota a mesma dignidade, e ainda que antigamente era provida esta ocupação em pessoas destras no canto, depois de elevada a dignidade e criado para suplemento da música um subchantre, se não requer que seja músico, o que se manifesta pelo que se vê praticado em todas as catedrais."

Aos Organistas, o mesmo Regimento solicita:

"Nos dias semidúplices devem tocar à Missa da Terça, e nos domingos, excetuando os da Quaresma e Advento, por neles não permitir a Igreja o toque do órgão, salvo na terceira dominga do Advento e quarta da Quaresma, nas quais são mais obrigados a tocá-lo. Também o não tocarão nas Matinas e Missa do dia dos Inocentes, salvo caindo em domingo."

Particularmente interessante é o capítulo sobre as Matinas. A esse Respeito o Regimento informa:

"Sendo as Matinas cantadas como ordenamos, o sejam em dia de Natal, da Páscoa da Ressurreição do Espírito Santo, dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, da Assunção de Nossa Senhora, da sua Imaculada Conceição e em Quinta-feira, Sexta e Sábado da Semana Santa, a todas estas assistirá o organista e mestre da capela com a sua música, e as lições se cantarão pelas dignidades e cônegos mais antigos e pelos mesmos, inverso ordine, serão levantadas as Antífonas."

A leitura do Regimento do coro da catedral de Salvador demonstra, portanto, que a atividade musical nas catedrais era precisamente regulada e que os mestres da capela, instrumentistas e cantores não criavam música livremente, porém o faziam respeitando esse Regimento e todo o conjunto de normas que orientava a produção da música sacra e o comportamento dos responsáveis pela música.


Fonte: Página do Museu de Música de Mariana

Brasil tem novo Santuário Nacional


Fachada do prédio histórico do Santuário Nacional de Anchieta - RV
O Santuário de São José de Anchieta, no Espírito Santo, passa a ser, ao lado de Aparecida, o segundo Santuário Nacional do país regido por um patrono da Igreja brasileira. O reconhecimento da CNBB veio um ano após o Papa ter canonizado o santo jesuíta. O pedido foi feito pelo vice-postulador da causa de canonização do “Apóstolo do Brasil”, Padre Cesar Augusto dos Santos, atualmente reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta.
O reitor afirmou ainda que a CNBB também conferiu ao santo o título de Padroeiro do Brasil ao lado de Nossa Senhora Aparecida. “O Brasil vai olhar para nosso Santuário com outros olhos porque ele é uma referência nacional. E ele se tornando padroeiro valoriza ainda mais o título que Anchieta tem de Apóstolo do Brasil”, declarou Padre Cesar à rádio CBN de Vitória (ES).
O reitor declarou que, com os reconhecimentos, a devoção ao santo poderá alcançar proporções internacionais. “O Santuário de Aparecida é conhecido internacionalmente e, agora, Anchieta se destaca como referência e ícone da evangelização, principalmente para a América Latina”, disse.
O Santuário Nacional vai celebrar o primeiro ano da canonização de São José de Anchieta com uma missa especial no domingo (03/05). 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Curso: Sentimento e Percepção do Sacro na História da Arte



Museu de Arte Sacra de São Paulo promove o Curso Livre "Sentimento e percepção do sacro na história da arte", cujo objetivo é fornecer uma introdução aos conceitos fundamentais para compreender a evolução da arte sacra, e também a história da cultura e da mentalidade religiosa. Também serão analisados os maiores períodos artísticos desde antiguidade, indicando como compreender, decodificar e se aproximar a arte sacra.
Docente - Prof. Dr. Maurizio Russo: é Pós-Doutor em História Social pela UFRJ, Doutor e Mestre em História Religiosa e Cultural (Université Nancy 2, França), formado pela Università Federico II (Italia), especialista em História das Higrejas Orientais, História da Arte, Historia do Cinema, pesquisador no programa de pesquisa em História da Igreja da Johannes Gutenberg-Universität Mainz, Alemanha, professor do Istituto Italiano de Cultura.
Clique aqui  para baixar a grade completa do curso.
PROGRAMA:
1. O sacro
    Definiçoes e teorias para comprender a divinidade
2. O começo da arte sacra
    O homem e a procura de Deus
3. O Mediterrâneo antigo
    Os povos do mar, sardos, micênicos, fenícios
4. As grandes civilizações mediterrâneas
    Civilização Egípcia, Mesopotâmica, Hebraica
5. As grandes civilizações mediterrâneas
    Etruscos e Gregos.
6. A arte em Roma
    Entre sacro e público
7. A religião dos romanos 
    O Pantheon das inúmeras divinidades 
8. Uma nova religião oriental
    Cristianismo ou cristianismos: a procura da ortodoxia
    O Cistianismo, de religião perseguida a religião de estado 
9. Arte paleocristã
    As primeras visões de Cristo.
10. A arte Cristã antes e depois do Édito de Milão (313)
      Entre afirmação do Cristianismo e Cesaropapismo
Período: 07 de maio a 06 de agosto (quintas-feiras)
Aulas: 15h30 às 18h15
Carga horária: 36 horas
Valor: R$600 (03 x R$200,00) ou R$550,00 a vista (Vagas limitadas)
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento pago no local: Rua Jorge Miranda, 43 
No final do curso o aluno receberá o certificado.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Belo Horizonte (MG) – Capela do Colégio Sagrado Coração de Jesus ganha reforma e será reaberta em breve

Tiradentes (MG) – Paróquia de Santo Antônio será restaurada

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Academia Marial promove exposição no Hotel Rainha do Brasil


Por Hyanne Patricia




Foto - Hyanne Patricia

Como parte dos trabalhos da Academia Marial de Aparecida em 2015, o Hotel Rainha do Brasil foi escolhido como cenário de uma exposição sobre Nossa Senhora. Intitulada "A Virgem Maria na Arte", a exposição traz obras de artistas como Beto Leite e Angelo Scheres, que colocam sobre telas seu olhar e homenagem a Nossa Senhora.

Montada no início deste mês, a exposição é composta por sete telas. Cada peça possui sua particularidade e beleza, transmitidas em Ícones com o uso de técnicas variadas, como o Mosaico, Óleo sobre Tela e a Arte Cusquenha, de Cuzco, no Peru, região onde a arte eclesiástica é predominante.

Diretor da Academia Marial de Aparecida, Padre Valdivino Guimarães diz que essa exposição é a primeira de tantas que a Academia Marial está preparando.

"Como é sabido, a Academia Marial tem esse dever de divulgar Nossa Senhora, não só por meio do estudo, por meio de livros, por meio de pesquisas, mas também por meio da Arte. A Arte se dedica muito a essa temática da Mãe de Deus, os artistas tem um amor muito grande para com Nossa Senhora, então a Academia Marial quis promover essa pequena exposição, aqui, às portas de maio, mês das mães, mês da Mãe de todas as mães, que é Nossa Senhora."

A exposição estará no hall de entrada do Hotel Rainha do Brasil até o final de maio, mês em que uma nova exposição será montada.

O acesso para a visitação é gratuito.

Sobre a Academia Marial: A Academia Marial de Aparecida tem como objetivo o estudo e o desenvolvimento teórico e teológico da devoção Mariana. Reúne estudiosos, pesquisadores e artistas que se dedicam a estes estudos, a fim de apoiar, expor e divulgar obras de arte com o tema.


Fonte: Santuário Nacional / A12

CURSO DE CONSERVAÇÃO/RESTAURAÇÃO DE ARTE SACRA IMAGENS DE PINTURA DE RETÁBULOS

Suportes: Madeira, Barro cozido, Gesso e Papel Machè.
Profª Regina Gierlemger : Odontóloga, artista plástica, conservadora-restauradora, consultora de técnicas. Fundadora e ex-presidente da Associação Paulista de Conservadores Restauradores de Bens Culturais (APCR)
.
Objetivo: possibilitar que os alunos inscritos e participantes de todas as aulas sejam capazes de atuar com maior segurança técnica, sustentados pelos conceitos das Teorias do Restauro e entendendo o valor do Patrimônio, único, fonte de estudos, referência social, política e história, insubstituível.

CURSO TEÓRICO PRÁTICO: 10 AULAS
Maio
09
sábado
Junho
06
sábado
Julho
04 e 05
sábado e domingo
Agosto
08 e 09
sábado e domingo
Setembro
05
sábado
Outubro
03
sábado
Novembro
14
sábado
Dezembro
05
sábado

PROGRAMA:
·       História – A representação do sagrado; materiais e técnicas para essa representação; os materiais como símbolo; cânones x expressão individual; influências e estilo.
·       Na prática: características dos suportes e respectivos preparos para policromia; tipos de colas e cargas; receitas e aplicação; decoração de base (pastiglio).
·       Princípios da policromia; materiais e técnicas de douração; decoração da superfície dourada (punção, sulcos); brunimento seletivo; selamento e envernizamento; efeitos das pátinas.
·       Na prática: aplicação do bol; douração a água, óleo e resinas.
·       Policromia – aglutinantes e pigmentos; o universo das têmperas; óleos e resinas; tintas prontas.
·       Na prática: policromia, esgrafito, esfumato, pátinas.
·       Etiologia da deterioração/Teoria do restauro; preservação: a ética das intervenções; metodologia e ética na restauração.
·       Na prática: consolidação imediata (materiais e técnicas); exame organoléptico/fotografias/projetos de restauro.
·       Reintegração material do suporte; enxertos; pinos; elementos estruturantes; colagem; materiais e técnicas de aplicação. O sintético e o natural.
·       Na prática: exercícios com madeiras e plastes; perfurações e instalações de pinos e fios metálicos; obturações de orifícios e galerias; nivelamento do suporte.
·       Limpeza (mecânica e química); materiais e técnicas e princípios seletivos; solventes, abrasivos; a restauração de revelação.
·       Na prática: essas aplicações nas próprias imagens.
·       Princípios de conservação/exposição/reserva.
O pagamento do curso deve ser feito com os 10 cheques pré-datados.
Aulas: 10 às 17h00 – 1h de almoço
Carga horária: 70 horas
Vagas: 25
Investimento: R$ 300 por aula – O pagamento do curso deve ser feito com os 10 cheques pré-datados de R$ 300,00.
Informações: (11) 5627.5393
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metrô Tiradentes.
Estacionamento: Rua Jorge Miranda, 43.
O Museu fornecerá certificado de participação

domingo, 26 de abril de 2015

IX Congresso Internacional do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira (CEIB)


O IX Congresso Internacional do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira (CEIB) será realizado entre os dias 20 e 24 de outubro, no Anfiteatro do Campus Consolação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP. O Campus Marquês de Paranaguá ou Campus Consolação –, originalmente construído para abrigar o Instituto “Sede Sapientiae”, inaugurado em 1942, é uma das mais belas obras de Rino Levi – arquiteto paulista conhecido por priorizar o funcionalismo em suas obras sem descuidar da parte estética. No início de novembro de 2010 o CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico – tombou o Campus Marquês de Paranaguá, junto com outras seis obras arquitetônicas de Rino Levi.

O Coordenador local do IX Congresso é o Professor Dr. Mozart Alberto Bonazzi da Costa, Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Professor e Coordenador do Curso Superior de Conservação e Restauro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e autor de publicações como A Talha Ornamental Barroca.

O Centro de Estudos da Imaginária Brasileira (CEIB) é uma associação cultural e científica sem fins lucrativos, que congrega atualmente 150 associados. Em setembro de 1998 e em junho de 2001, o CEIB realizou os seus I e II Congressos Internacionais, ambos na cidade de Mariana/MG. O III e o IV Congressos aconteceram em São João del-Rei, nos anos 2003 e 2005; em outubro de 2007 o V Congresso foi realizado no Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o VI Congresso, em 2009, na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e o VII, em 2011, na Casa da Ópera de Ouro Preto e em outubro de 2013 em 2013 no Museu do Homem Missioneiro em Pium/Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Nessas ocasiões, profissionais brasileiros e estrangeiros apresentaram, sob a forma de conferências, comunicações e pôsteres os resultados de suas pesquisas, contribuindo assim, para o avanço dos estudos sobre a imaginária sacra, ampliando e consolidando um intercâmbio de conhecimentos sob a ótica da interdisciplinaridade.

Conferencistas convidados:

Prof. Dr. Martín M. Morales
Professor Titular na cadeira de História e Bens Culturais da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde dirige o Arquivo Histórico e o Departamento de Bens Culturais. Desenvolve pesquisas a respeito da História Religiosa no período Moderno, dedicando-se nos últimos anos à problemática da documentação jesuítica e, particularmente, da produção historiográfica da Companhia de Jesus e da História das Missões.

Prof. Dr. Joaquim Garriga Riera
Catedrático em História da Arte Moderna e Diretor do Grupo de Pesquisa “História da Arte Renascentista e Barroca” da Universidade de Girona, realiza pesquisas a respeito de temas da arte renascentista na Europa, especialmente na Itália e na Catalunha. Entre estes, estão a gênese dos procedimentos modernos de representação em perspectiva e a sua difusão nos ateliês de pintores entre os séculos XV e XVI, especialmente em ambientes oficinais de tradição artesanal.

Profa. Dra. Gabriela Siracusano
Doutora em Filosofia e Letras pela Universidade de Buenos Aires, Pesquisadora do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Tecnológicas – CONICET e do Instituto de Teoria e História da Arte “Julio E. Payró”, da Faculdade de Filosofia e Letras da UBA, é docente da Universidade Nacional San Martín, Buenos Aires, Argentina. Entre as suas diversas publicações encontra-se o livro El poder de los colores: de lo material a lo simbólico em laspracticasculturales andinas (siglos XVI-XVIII).

Prof. Dr. Percival Tirapeli
Professor Titular no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista – UNESP, onde coordena o Grupo de Pesquisa Barroco Memória Viva. Desenvolve pesquisas a respeito de Arte Brasileira, Patrimônios Artísticos e Culturais, e Arte e Arquitetura religiosas. É mestre e doutor pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA-USP e autor de publicações como Arte Sacra Colonial: Barroco Memória Viva; As mais Belas Igrejas do Brasil e Igrejas Barrocas do Brasil.




IX Congresso do Ceib
Anfiteatro Campus Consolação Rua Marquês de Paranaguá 111,
CEP: 0103-050 - Consolação, São Paulo, SP

Maiores informações: http://www.ceib.org.br/ ou pelo e-mail ceib@ceib.org.br. Tel:(31) 3409-5290. Solicite sua ficha de inscrição.


sábado, 25 de abril de 2015

Santuário Nacional expõe relíquias de Papa São Pio X e outros santos





Relíquia com sangue de Papa Pio X.

Até 30 de abril, o Museu Nossa Senhora Aparecida expõe relíquias de santos como Papa Pio X e Santa Catarina Labouré, além de sacras da Matriz Basílica de Aparecida. As peças fazem parte da reserva técnica do Santuário e compõem a mostra temporária que ocorre no Hall da Torre Brasília.

Os relicários foram criados no século IV e guardam parte dos restos mortais de um santo, podendo ser pele, osso ou sangue.

Sacras são tabelas em latim que auxiliavam nas Celebrações Eucarísticas desde a Idade Média. Com a reforma litúrgica de 1969, as sacras caíram em desuso, pois as celebrações passaram a ser realizadas em língua portuguesa.

Confira os horários de funcionamento do Museu:

Segunda a sexta: 9h às 16h30

Sábado: 7h às 18h

Domingo: 7 às 15h30

Feriados: 8 às 16h30




Fotos de Victor Hugo Barros
Fonte: A12

Curso: "A História do Brasil na arquitetura das Igrejas"



Sobre o curso

Neste curso, estudaremos a história do Brasil através dos diferentes tipos arquitetônicos que percorreram materialmente a história do Brasil, desde o seu nascimento até os dias atuais. O método proposto será o de narrar à história do Brasil através da sua arquitetura católica, usando ela como uma fonte histórica. Essa escolha se caracteriza pela amplitude cronológica que a Igreja ocupa na formação da outrora Terra de Santa Cruz no nosso atual Brasil. Sempre cabe o adendo de que surgimos dentro do cenário internacional através de uma imensa simbiose cultural, demarcada na sua fundação pela Missa celebrada por Dom Frei Henrique de Coimbra no dia 26 de abril de 1500.
Assim, recortando o nosso objeto histórico entre os anos de 1500 até 2014, conseguiremos analisar os processos de ruptura artística, congruências, mudanças nas definições de identidade nacional, incorporações de costumes e hábitos sociais, entre outros fatos históricos que moldaram o nosso país desenvolvendo toda a nossa história.
Adotarei como metodologia o processo de explicação conceitual em um primeiro momento, já que estamos vivendo tempos difíceis no âmbito da história nacional, acho válido retroceder um pouco e apresentar- para muitos dos meus alunos – o significado que conceitos atrelados a Arte e a História carregam.
Cada módulo detêm uma importância singular, tendo uma metodologia pensada para dar seguimento ao módulo anterior, sendo necessário para o bom entendimento do curso que o mesmo seja visto na sua totalidade. Ao final de cada módulo, apresentarei indicações de aprofundamento bibliográfico, além de filmes, aulas e arquivos, que ajudarão no desenvolvimento do processo de aprofundamento que um curso tão amplo acaba por não alcançar.
Ao final do curso, os alunos terão entendimento claro, não só de aspectos de arte e história, mas dos motivos que justificam as nossas crises de sentido nacional, nossas limitações políticas, e obterão, até mesmo, um escopo que auxiliará em estudos em outras áreas mais específicas, tais como Filosofia e Sociologia. Dessa forma me despeço, aguardando o ingresso dos interessados neste curso, que de modo sério, atento as fontes, irei desenvolver meios que auxiliem na compreensão histórica dos alunos em torno do objeto estudado, assumindo assim um compromisso de elevar o entendimento sobre a história do Brasil.
Módulo I – 5 aulas:
1- Introdução. Apresentação das temáticas que serão abordadas, bibliografias e metodologia;
2- Introdução ao conceito de belo;
3- História da definição de beleza no Ocidente;
4- O que faz um objeto ser considerado feio esteticamente? Qual a origem dessa definição?;
5- Introdução à história do Brasil;
Módulo II – 4 Aulas:
1- Brasil colônia – cotidiano privado e as demarcações históricas;
2- Arte no Brasil colônia;
3- Arte sacra do período;
4- Arquitetura do período. Linhas, estilo, importância social e cultural;
5 – Igrejas destruídas;
Módulo III – 5 Aulas:
1 – Brasil Monárquico – cotidiano privado e as demarcações históricas;
2- Linhas artísticas no Brasil Monárquico;
3 – Ruptura ou continuidade artística?
4 – Arte sacra do período, suas representações;
5 – Diferenciação artística no Brasil monárquico;
Módulo IV – 4 Aulas;
1 – Contexto Católico no final da Monarquia brasileira;
2 – Motivações políticas que culminaram na queda da monarquia. Primeira formação da república. Impacto desse contexto político na arte Católica;
3 – Cotidiano privado no Brasil na sua primeira fase republicana;
4 – Arte Católica no período: Existente ou inexistente?
Módulo V – 5 aulas;
1 – Construções Católicas do período;
2 – Mudanças de perspectivas;
3 – República Velha – seu cotidiano, contexto e representações;
4 – Tradição VS Modernismo;
5 – Impacto artístico desse combate;
Módulo VI – 5 aulas;
1 – Arte Católica na Era Vargas;
2 – As duas grandes guerras e os seus reflexos na arte e mentalidade Católica;
3 – Concílio Vaticano II e os seus reflexos na arte Católica brasileira;
3 – Avanço no tempo. Republicanismo, cotidiano privado, mudanças políticas e o seu impacto na arte;
4 – Contemporaneidade. Arte Moderna. Oscar Niemeyer, sua produção, biografia e seu impacto na mentalidade artística do Clero;
5– Atualidades. Problemas e as minhas perspectivas e conclusões.


Formas de inscrição

  • Módulos avulsos: R$ 75,00.
  • Pacote de 3 módulos: 195,00.
  • Curso completo: R$ 360,00.
  • Formas de pagamento: Paypal, Pagseguro ou Depósito Bancário
  • Parcelamento: Por módulo 2X. Trimestral 4X. Semestral 6X.
  • Inscrições pelo site


Observações

Todas as aulas ficarão disponibilizadas após o término do curso. Os alunos que se inscreverem após o término do curso terão acesso aos vídeos gravados e ao material didático, possibilitando assim que novos interessados ingressem dentro do curso.


Informações importantes

  • Duração: 28 aulas
  • Aulas disponibilizadas todas quintas-feiras
  • Horário: 22:00


 
 Thomas Giulliano, Formado em História pela PUCRS. Aluno do Seminário de Filosofia – Olavo de Carvalho. Mestrando em Letras pela PUCRS, tendo pesquisado na área da Teoria da Literatura. Trabalha como pesquisador e professor particular. Coordenador do projeto “A Civilização Ocidental”, página na internet que busca promover acesso a alta cultura em geral.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Lituânia: a Colina das Cruzes que desafiou e derrotou a tirania do ateísmo obrigatório


arquivodeviagens.com

A Lituânia é um dos muitos países que permaneceram durante cinco décadas debaixo dos punhos de ferro da União Soviética. E um local concreto da norte da Lituânia sofreu com especial intensidade a força dos punhos de ferro da ideologia soviética, marcada pelo absolutismo antirreligioso.

Trata-se de uma simples colina, situada nos arredores da cidade de Siauliai. No século XIX, ainda sob o Império Russo, a população lituana se revoltou contra o czar porque ele impedia que as famílias da região prestassem tributo aos seus entes queridos já falecidos. O povo então plantou cruzes na colina em memória dos seus mortos.




Na década de 1960, a KGB decretou o fim dessa prática. Em abril de 1961, o número de cruzes na colina já era muito grande: além da memória dos familiares falecidos, os lituanos honravam, através delas, seus concidadãos deportados para a Sibéria por ordem deStálin. Os soviéticos queimaram as cruzes de madeira e destruíram as de metal e as de pedra. Não sobrou nenhuma cruz intacta.

No dia seguinte, porém, a colina estava novamente cheia de cruzes: à noite, os cristãos as repunham. A União Soviética destruiu o lugar várias vezes, mas os católicos da Lituânia não renunciavam a demonstrar a sua fé nem sequer com a presença do exército vermelho.




O governo bloqueou os acessos à colina e chegou até a lançar falsos alertas de epidemias na região. Os lituanos não se entregaram: toda vez que as cruzes eram destruídas ou retiradas, eles voltavam a erguê-las.

Em 1979, um sacerdote corajoso convocou uma procissão da sua paróquia até a colina. A KGB não pôde fazer nada para impedir, porque percebeu que seria pior. Quando a União Soviética finalmente ruiu, a Colina das Cruzes já tinha mais de 100 mil crucifixos e ícones sacros.




Nos anos 1990, foi erguido ali um santuário que passou a atrair peregrinos do mundo inteiro. Um deles foi ninguém menos que o papa João Paulo II, que, em 1993, declarou:

"Depois dessa visita, parecia mais clara para todos nós a verdade expressada pelo Concílio Vaticano II: o homem não pode compreender profundamente a si mesmo sem Cristo e sem a sua cruz. A Colina das Cruzes é um testemunho eloquente disto e também uma advertência. A eloquência daquele santuário é universal: é uma palavra escrita na história da Europa do século XX".

A Colina das Cruzes, que resistiu aos poderes tirânicos deste mundo, ainda está de pé.




* Com informações do site Christo Nihil Praeponere, do pe. Paulo Ricardo.
Fonte: Aleteia
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