quinta-feira, 31 de julho de 2014

Igreja do mosteiro de São Bento tem maior restauro em 1 século

Os religiosos beneditinos não informam quanto foi investido na obra - muito menos divulgam o nome do patrocinador

Jesus Cristo crucificado no altar principal da basílica do Mosteiro de São Bento
Jesus Cristo crucificado no altar principal da basílica do Mosteiro de São Bento (JAIR MAGRI /VEJA)
Marco histórico-religioso do centro paulistano, a Basílica de Nossa Senhora da Assunção, mais conhecida como igreja do Mosteiro de São Bento, está na reta final de um minucioso trabalho de restauração, o maior de sua história de 100 anos. Na semana passada, os andaimes começaram a ser retirados - a previsão é de que a etapa esteja concluída no início do mês de setembro.
"Com isso, terminaremos o restauro de todo o altar-mor", comemora o monge beneditino João Baptista, um dos 30 que vivem na clausura da instituição. A basílica integra o conjunto arquitetônico - projetado pelo alemão Richard Berndl (1875-1955) - erguido de 1910 a 1914 no Largo de São Bento, centro de São Paulo. Tombada desde 1992 pelo órgão municipal de proteção ao patrimônio (Conpresp), a igreja havia passado apenas por uma restauração, de menores proporções, em 1978 - para recuperar danos causados pela construção da Estação São Bento do Metrô.
Anonimato - Os religiosos beneditinos não informam quanto foi investido na obra - muito menos divulgam o nome do patrocinador, que doou o dinheiro com a condição de não ter sua identidade revelada. Esta última fase, iniciada em dezembro, foi capitaneada pelo restaurador João Rossi, com uma equipe de dez técnicos. "Identificamos problemas de desprendimento da argamassa e de partes das pinturas. Além da sujeira, acumulada pelo tempo", diz. "Procuramos fazer as interferências do modo menos invasivo possível."
O Mosteiro de São Bento ocupa, desde 1598, o mesmo terreno no centro de São Paulo. Ao longo dos séculos, vários edifícios foram reformados, demolidos e construídos. Este último conjunto, que completa cem anos, foi decorado entre 1912 e 1922. "Em estilo nascido no mosteiro alemão de Beuron, esta arte peculiar traz a mistura e inspiração de estilos muito antigos, como a arte egípcia e também a bizantina", explica o monge João Baptista. "Assim, a basílica no coração do centro da cidade São Paulo é exemplar raro neste estilo decorativo, um caso único."
Murais - De dezembro para cá, os restauradores recuperaram cada uma das pinturas murais, inclusive os seis painéis da capela-mor - todos retratando cenas da vida de Maria: a anunciação, a visitação, o nascimento de Cristo, a apresentação, os esponsais e a dormição. Também foram restauradas as esculturas sacras. "Destacamos a imagem do Sagrado Coração de Jesus, de madeira, esculpido por Henrique Waderé, em Munique, Alemanha, em 1926", comenta o monge. "Esta imagem chegou à basílica por ocasião do cessar-fogo da Revolução de 1924, da qual o mosteiro e sua igreja saíram ilesos."
Foram recuperadas ainda as duas imagens seiscentistas do acervo: São Bento e Santa Escolástica, obras esculpidas em barro ressequido pelo artista beneditino Agostinho de Jesus, em 1650. "Elas são muito sensíveis, então optamos por recuperá-las na clausura durante as obras. Só depois voltarão à igreja", explica o restaurador Rossi.
Antes de colocar a mão na massa, a equipe de restauro fez um trabalho museológico de pesquisa. "Analisamos fotos antigas da basílica, para procurar entender como eram as peças e o ambientes originais", conta. Por sorte, os beneditinos são cuidadosos no arquivo de documentos históricos.
Obras - Entre 2011 e 2013, nas duas primeiras etapas do restauro, haviam sido recuperadas as 12 imagens dos apóstolos - que medem cerca de 3 metros cada -, a capela do Santíssimo, as capelas laterais e o órgão com 6 mil tubos, que foi instalado em 1954, durante as comemorações do quarto centenário de São Paulo. Se depender dos planos dos religiosos, a recuperação da igreja não termina por aqui. "Estamos resgatando os detalhes para iniciar o restauro do baldaquino, ainda neste ano", adianta Rossi.
De mármore branco italiano de Carrara, a peça sustenta-se por quatro colunas de pórfiro vermelho da Sibéria, com capitéis de bronze. "Em cima, há um trabalho com folhas de ouro", completa o restaurador. "Em seguida, devemos iniciar o restauro da nave da igreja", diz João Baptista. Só então, mais de 100 anos após ser inaugurada, a Basílica de Nossa Senhora da Assunção estará novamente tinindo, pronta para ser vista, frequentada e apreciada por fiéis católicos, turistas e todos os outros interessados.
(Com Estadão Conteúdo)
Fonte: VEJA

Exposição "Catedrais"

 

Utilizando técnica mista sobre tela (acrílica, pastel, bastão oleoso...) Akiko Miléo mergulha em um universo vasto do tempo, memórias e criações nesta exposição no Museu de Arte Sacra (MASAC). Os materiais utilizados pela artista colaboram para o ato da criação, é o criador e a obra, concentração que une um conjunto de imagens que respiram em intervalos sobrepostos.
Os diferenciais estilísticos dialogam entre ornamentos, é a poética da composição, beleza esta que revela mistérios, um mundo do ser artista em relação ao público.

A Harmonia é o alvo chave para a integração da obra. Pesquisando e se apropriando de construções e fachadas antigas, ricas em ornamentos e detalhes incalculáveis, a artista fascina-se e se deslumbra aos arabescos, trajetória revisitada ao túnel do tempo. Os resgates do passado são acoplados a uma contemporaneidade que ora são momentos dramáticos mas se invertem a um programa iconográfico global.

Os personagens utilizados são geralmente vazados ou delineados, contrastando ao fundo delicado, após uma névoa integra o trabalho, surgindo um confronto entre a representação das figuras que gera uma relação temporal entre as obras, reforçando e disfarçando ao mesmo tempo o caráter narrativo. A Artista induz a uma viagem em diferentes momentos aos movimentos interior da experiência no fazer arte.

Ingresso: gratuito
Data(s): 18/07/2014 a 12/10/2014 - 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feira, sábado e domingo
Horário(s): De terça a sexta: das 9h às 12h e das 13h às 18h. Sábados, domingos e feriados: das 9h às 14h.

Espaço Cultural:
Endereço: Largo Coronel Enéas (da Ordem), s/nº, São Francisco, Curitiba

terça-feira, 29 de julho de 2014

Homem responde a processo por vandalismo em igreja de Sacramento (MG)

Cidadão destruiu imagens, entre elas peça pertencente a patrimônio histórico.

I087282Divulgação/Prefeitura de Sacramento
O juiz Stefano Renato Raymundo, da 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude de Sacramento, em 18 de julho, condicionou o pedido de liberdade provisória de M.R.F. ao pagamento de fiança arbitrada no valor de 100 salários mínimos. M. foi denunciado pelo Ministério Público por ter destruído imagens sacras na matriz de Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento, incluindo uma peça de alto valor histórico.
O réu, residente em Uberlândia, solicitou a liberdade alegando ser primário, ter emprego e endereço conhecidos e não possuir antecedentes criminais. Já a Promotoria de Justiça, sustentando que, além do atentado contra um bem cultural público, houve a destruição de uma propriedade protegida por lei, pediu a decretação da prisão preventiva, uma vez que M. danificou um patrimônio de toda a comunidade local, demonstrando desrespeito e audácia. O Ministério Público reivindicou a condenação de M. a seis anos, o que impede a soltura mediante pagamento de fiança.
Avaliando o caso, o juiz Stefano Raymundo considerou que a prática de vandalismo se restringia a uma única conduta, a saber, o propósito de destruir objetos sacrílegos no entender do réu. Sendo assim, a pena máxima prevista é de quatro anos e a decretação da prisão preventiva é vedada, pois as penas privativas de liberdade para crimes dolosos (quando há intenção de cometer o delito) só são aplicadas com penas superiores a quatro anos.
Concedida a liberdade provisória, porém, o magistrado pode fixar um valor a ser pago como fiança, para garantir que o acusado comparecerá a todos os atos do processo. Levando em conta a natureza da infração, as condições pessoais do acusado, a repercussão social do incidente e o grande prejuízo causado à coletividade, o juiz arbitrou a quantia em 100 salários mínimos.
Segundo Stefano Raymundo, a quantia é mais alta do que a proposta anteriormente pelo delegado de polícia, porque, depois, o magistrado veio a saber que, só na restauração da imagem de Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento, padroeira da igreja, foram gastos quase R$ 15 mil. Além disso, o réu em nenhum momento declarou-se incapaz de arcar com os gastos da ação e ainda constituiu advogado particular rapidamente.
Consulte a íntegra da sentença e acompanhe a movimentação processual pelo Portal TJMG.
Fonte: TJMG

Imagem de Nossa Senhora dos Prazeres é retirada da Catedral para restauração

Esta é a primeira vez que a imagem da santa foi extraída de seu nicho, onde foi entronizada
A imagem de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da Cidade e da Arquidiocese de Maceió, foi retira do altar-mor da Catedral Metropolitana no sábado, 19 de julho, para ser submetida a obras de restauração da pintura. Esta é a primeira vez que a imagem da santa foi extraída de seu nicho, onde foi entronizada no ano de 1859, quando da inauguração da Igreja a ela dedicada.

Em cerimônia simples, sob a responsabilidade do reitor da Catedral, padre Lídio José, fiéis se fizeram presentes para acompanhar, com orações e cânticos. Os fieis ainda realizaram uma simbólica carreata pelas ruas do centro da cidade, até chegar ao Centro Arquidiocesano de Cultura e Arte Dom Santino Coutinho, local em que se dará o processo de restauração.

De acordo com Antônio Muniz Fernandes, arcebispo metropolitano de Maceió, “a imagem não será repintada, mas sim submetida a reparos técnicos na pintura, sob a responsabilidade de uma equipe de especialistas do Rio de Janeiro, que preservarão os traços da pintura original”, destacou.

Visita

Durante o processo de restauração, que teve início segunda-feira (21), no Centro Arquidiocesano de Cultura e Arte Dom Santino Coutinho – localizado defronte à Estação Ferroviária, no Centro - as pessoas podem fazer uma visita para observar o desenvolvimento do trabalho, das 11h às 17h.

Festa da Padroeira

Em agosto, de 17 a 27, acontecerá a Festa de Nossa Senhora dos Prazeres, na Catedral, onde os fiéis poderão contemplar, de perto, a imagem já restaurada. E no dia 28 de agosto, em programação a ser divulgada logo mais, haverá uma cerimônia solene para a reintrodução da imagem ao seu nicho na Igreja Catedral.
Fonte: Gazeta Web

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Letras católicas na música litúrgica

Por Francisco Dockhorn


"Lex orandi, lex credendi": “A lei da oração é a lei da fé.”. Esta é uma antiga regra que rege a Sagrada Liturgia da Santa Igreja.

Nesse sentido, é evidentemente que as letras dos cantos executados na Liturgia precisam ser totalmente compatíveis com a doutrina católica. A Liturgia tem, por si só (não somente nas letras dos cantos, mas em todos os seus gestos e sinais), um caráter catequético, que visa reforçar a nossa fé católica.

Infelizmente, nem sempre é isso que temos visto no Brasil. A crise doutrinal e litúrgica que teve o seu auge na década de 1970 deixou marcas que persistem até hoje. A disseminação da “Teologia da Libertação” (TL) de caráter marxista, condenada pela Santa Igreja teve uma grande influência da vivência litúrgica, e mesmo em letras de músicas que são cantadas até hoje (sobre a TL, ver a "Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação", da Sagrada Congregação para Doutrina da Fé, de 06 de Agosto de 1984).

Ensina-nos o Sagrado Magistério da Santa Igreja que a Hóstia Consagrada é a Presença Real e substancial de Nosso Senhor em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, e que a Santa Missa é Renovação do Santo Sacrifício de Nosso Senhor (ver Catecismo da Igreja Católica, n. 1356-1381). Mas infelizmente é comum hoje no Brasil, por exemplo, cantos litúrgicos de gênero popular que parecem reduzir a Santa Missa a um simples evento social (um “encontro de irmãos”, “celebração da fraternidade”, “celebração da vida” ou sei-lá-o-que), e o momento da Sagrada Comunhão, onde se recebe o Corpo de Deus, a um mero sinal de comprometimento social (na melhor das interpretações).

Isso quando não vemos cantos repletos de jargões que, embora possam ter uma interpretações católica, são reconhecidamente bandeiras marxistas (como “igualdade”, “fraternidade”), o que facilmente se explica pela ideologia da TL; ou então letras que incitam a luta de classes e o vandalismo (“vou botar fogo...", etc). E infelizmente, tais letras infestam livrinhos de cantos publicados por algumas dioceses.

Há ainda o costume que tem se disseminado que cantar músicas de origem protestante. Mesmo que algumas não contenham heresia, e sejam evidentemente mais espirituais do que as abordadas acima, elas não expressam a fé católica de forma tão precisa, profunda e completa, como aquelas feitas por católicos que visam reforçar os fiéis na fé católica e auxiliá-los a terem as disposições adequadas para usufruir do tesouro supremo que é a vivência eucarística; estas falam muito do amor a Deus, e quando falam do amor ao próximo, falam de maneira pura, isto é, verdadeiramente cristã e SEM ideologia marxista.

Vale a pena comparar essas letras, profundamente católicas e também de gênero litúrgico popular, com os cantos que normalmente são ouvidos nas igrejas hoje...

Segue, abaixo, as letras de alguns desses cantos tradicionais e profundamente católicos:

Prometi no meu Santo Batismo

1. Prometi no meu Santo batismos, ser fiel a Jesus sem cessar; o que os pais e padrinhos falaram,/ hoje eu mesmo vim confirmar.

Refrão: Fiel, sincero, eu mesmo quero a Jesus prometer meu amor.
2. Creio, pois, na divina Trindade, Pai Filho e inefável Amor. No mistério do Verbo Encarnado, na Paixão de Jesus Redentor.

3. Eu prometo da Igreja de Cristo os preceitos sublimes guardar; sua voz, como um eco divino, saberei obediente escutar.

Hóstia Branca

1. Hóstia branca no altar consagrada, adorável cordeiro pascal, os mais ímpios mortais regeneras, teus devotos defendes do mal.

Refrão: Sacrosanto maná dos altares, corpo e sangue do meu Redentor. Reverente minh'alma te adora, eu te adoro, mistério de amor.

2. Hóstia santa, consolo dos justos, divinal esperança dos réus, és no mundo o refúgio das almas, és a glória dos santos nos céus.

3. Hóstia pura, sagrado alimento, pão do céu, encerrado no altar. Oh, eu quero guardar-te em meu peito, vem minha alma fiel confortar.

4. Hóstia viva, sacrário de graças, Jesus Cristo, meu Deus e meu Rei, eu por ti viverei santamente, e contente por ti morrerei!

Glória a Jesus

1. Glória a Jesus na hóstia santa, que se consagra sobre o altar, e aos nossos olhos se levanta para o Brasil abençoar.

Refrão: Que o santo Sacramento, que é o próprio Cristo Jesus seja adorado e seja amado nesta terra de Santa Cruz!

2. Glória a Jesus, Deus escondido, que, vindo a nós na comunhão, purificado, enriquecido, deixa-nos sempre o coração.

3. Glória a Jesus, prisioneiro do nosso amor, a esperar, lá no sacrário o dia inteiro, que o vamos todos procurar.

4. Glória a Jesus, que ao rico e ao pobre se dá na hóstia em alimento, e faz do humilde e faz do nobre um outro Cristo em tal momento!

5. Glória a Jesus na Eucaristia, cantemos todos sem cessar, certos também que, de Maria, bênçãos a Pátria há de ganhar.

Eu te adoro, Jesus-Hóstia

1. Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor! És dos Anjos o suspiro, E dos homens glória e honor.

Refrão: Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor!
2. Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor! És dos fortes a doçura,E dos fracos o vigor.

3. Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor! És na vida alento e força, E na morte o defensor.

4. Eu te adoro, Jesus-Hóstia,Eu te adoro, Deus de Amor!És na terra fiel amigo,E do Céu, feliz penhor.

5. Eu te adoro, Jesus-Hóstia, Eu te adoro, Deus de Amor! És meu Deus, excelso e grande, E dos séculos, o Senhor.

Bendito, louvado seja

1. Bendito, louvado seja, bendito, louvado seja, o Santíssimo Sacramento, o Santíssimo Sacramento

2. Os anjos, todos os anjos, Os anjos, todos os anjos, louvam a Deus para sempre, amém, louvem a Deus para sempre, amém.

3. Fazei-nos, Virgem Maria, fazei-nos, Virgem Maria, sacrários vivos da Eucaristia, sacrários vivos da Eucaristia.

Coração Santo

Refrão: Coração Santo, Tu reinarás; Tu nosso encanto, sempre serás!Coração Santo, Tu reinarás; Tu nosso encanto, sempre serás!

1. Jesus amável, Jesus piedoso, Pai amoroso, frágua de amor. Aos Teus pés venho, se Tu me deixas, Sentidas queixas, humilde expor!

2. Divino Peito, que amor inflama, Em viva chama, de Eterna Luz, Porque até em sempre, reconcentrada, Não adorada, Doce Jesus!

3. Correi, cristãos, vinde adorar, Vinde louvar, O Bom Jesus. Com grande ardor, Rendei-lhes preitos, Com os eleitos, na Eterna Luz!

4. Divino Sol, espanca a treva, Que já longeva, o mundo envolve;Aos pecadores, aos ignorantes, Que andam errantes, Teus olhos volve!

5. Estende às almas, Teu suave fogo, E tudo logo, se inflamará, Mais tempo a terra, no mal sumida, Empedernida, não ficará!

6. Por estas chamas, de Amor benditas, Nunca permitas, ao mal reinar, Ao Brasil chegue, Tua caridade, Que ele em verdade, Te saiba amar!

7. Divino Peito, onde se inflama, A doce chama, da caridade; Não a conserves, reconcentrada, Mas dilatada, na Cristandade!

Vitória, tu reinarás

Refrão: Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás! Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!

1. Brilhando sobre o mundo, Que vive sem tua luz, Tu és um sol fecundo, De amor e de paz, ó cruz!

2. Aumenta a confiança, do pobre e do pecador, Confirma nossa esperança, Na marcha para o senhor.

3. À sombra dos teus braços, a Igreja viverá, Por ti no eterno abraço O Pai nos acolherá.

Prova de amor maior não há


Refrão: Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão!
1. Eis que eu vos dou um novo Mandamento:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"

2. Vós sereis os meus amigos se seguirdes meu preceito:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
3. Permanecei em meu amor e segui meu mandamento:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
4. E chegando a minha Páscoa, vos amei até o fim:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
5. Nisto todos saberão que vós sois os meus discípulos:"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"

domingo, 27 de julho de 2014

Museu de Arte Sacra e Sacred Art School


O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS) tem o prazer de noticiar a parceria realizada com a Sacred Art School, renomada instituição cultural de Florença, na Itália. 
Essa parceria possibilita a realização de cursos e eventos, com reconhecimento mútuo, e autoriza o MAS a selecionar candidatos à bolsas de estudos para o “Curso de Especialização em Arte Sacra Figurativa e Artesanato litúrgico”, promovido pela Sacred Art School.
O curso, que será oferecido em italiano e inglês, tem duração de 800 horas (um ano), com início em outubro de 2014.
O candidato selecionado terá direito a uma bolsa de estudos no valor de 3.500 euros, que corresponde à gratuidade do curso.
Os demais custos (hospedagem, alimentação, transporte e passagens aéreas) são de responsabilidade do candidato, porém o MAS irá orientá-lo para a redução dos mesmos.
Os interessados devem entrar em contato pelo email: mas@museuartesacra.org.br. Clique aqui  e acesse o site da Sacred Art School para consultar os detalhes do curso.

sábado, 26 de julho de 2014

Conservação e Restauro de Patrimônio Edificado



Salão Árabe do Palácio da Bolsa, Porto/ Portugal
Intervenção de Conservação e Restauro em Estuque policromado e folha de Ouro.


Professora 

Rita Cerqueira da Mota
Portuguesa, natural da cidade do Porto, Portugal
Licenciada em Conservação e Restauro do Patrimônio, na Universidade Portucalense-Porto
Bacharel e Especialista em Conservação e Restauro de Pintura de Cavalete e Papel pela Fondazione UIA (Università Internazionale dell'Arte)
Entre outros trabalhos, a Professora Rita participou no restauro do Palacete Villa Moraes, Ponte de Lima/ Portugal (estuque decorativo e policromado); Solar dos Condes De Prime, Viseu/ Portugal (pintura sobre madeira e papel, em tectos e paredes); Igreja Matriz de Vouzela, Retábulos -mor e laterais e sacristia (Douramente, marmorizados e intura decorativa sobre madeira), Salão Árabe do Palácio da Bolsa, Porto / Portugal; Auditório Principal da Casa da Música no Porto/ Portugal (execução dos panéis com Douramento); Fábrica de Pão-de-Ló de Margaride, Felgueiras/ Portugal (Pintura decorativa e estuques); diversos trabalhos de reabilitação de interiores e fachadas da zona Histórica da Cidade do Porto / Portugal e levantamentos de patologias de vários edifícios.


Período do curso [NOVA DATA]

De 11 de agosto a 10 de setembro de 2014

Agosto: 11, 13, 18, 20, 25, 27
Setembro: 1, 3, 8, 10

Horário

Às segundas e quartas-feiras, das 9h30 às 12h


Carga horária

30 horas/aula


Introdução 

Não se pode falar em conservação e restauro sem falar em conservação preventiva de bens culturais uma vez que esta é a primeira fase de abordagem de qualquer obra de arte. Assim sendo temos que pensar em todas as condições que agridem uma obra de arte, sejam elas físicas, climáticas, biológicas e por vezes químicas


Plano curricular

1. Caracterização dos materiais constituintes das obras de arte
a. Materiais orgânicos
b. Materiais inorgânicos
c. Materiais pétreos
d. Argamassas
e. Estuques

2. Diagnóstico do estado de conservação da obra de arte
a. Lacunas
b. Estabilidade
c. Fissuras
d. Elementos em falta

3. Fatores de degradação do património arquitetônico
a. Fatores ambientais
b. Fatores biológicos
c. Fatores intrínsecos
d. Fatores humanos

4. Diagnóstico do estado de conservação

5. Planificação de uma intervenção

6. Princípios de intervenção em conservação e restauro
a. Princípio do respeito pelo original
b. Princípio da intervenção mínima
c. Princípio da compatibilidade de materiais
d. Princípio da reversibilidade

7. Identificação e caracterização de materiais comerciais e industriais usados em conservação e restauro de património edificado

8. Visitas de estudo a agendar


OUTROS TEMAS A SEREM ABORDADOS DURANTE O CURSO:

*História do Património Edificado

*Patologias dos Materiais

*Patologias na Construção

*História dos Estuques em Portugal e no Brasil

*Intervenção Mínima

*Compatibilidade e Reversibilidade dos Materiais

*Os Estuques Decorativos em Edifícios de Época

*Reabilitação Integrada


NOTA:

De salientar que os alunos serão integrados e orientados de acordo com os seus conhecimentos, dado o fato de para uns ser uma iniciação e para outros ser continuação, mas será considerado enriquecedor para todos a troca de conhecimentos e experiência.

Promovendo a interdisciplinaridade.


Público-alvo

Arquitetos, engenheiros civis, técnicos de conservação e restauro, decoradores e interessados no tema.



Objetivos

- Sensibilizar para o tema, pois no Brasil, nomeadamente no Rio de Janeiro, estão a decorrer várias obras de reabilitação

- Aumentar e consolidar o conhecimento geral


Investimento

2 parcelas de R$ 196,50


Inscrição 

As vagas são limitadas. Clique no link abaixo e faça a pré-inscrição para garantir sua presença

Faça sua pré-inscrição


Após o envio do formulário online, será encaminhado um e-mail de confirmação do recebimento da pré-inscrição. Os boletos referentes às mensalidades serão encaminhados por e-mail. A inscrição estará confirmada com o pagamento da primeira parcela e a entrega da documentação solicitada na secretaria da faculdade.


Documentação solicitada (original e cópia)
Identidade
CPF
Comprovante de residência

OBS: A documentação deverá ser entregue na secretaria no momento da inscrição


 Fonte:
Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro
Rua Dom Gerardo, 68 - Centro - Rio de Janeiro
Telefones: (21) 2206-8310 e 2206-8281
www.faculdadesaobento.org.br

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Exposição de Arte Sacra mostrará Ícones como 'Janela para o Céu'

 

Ícones expressam a beleza da Arte Sacra evangelizando (Foto: Divulgação)
 
 
90 ANOS DA (ARQUI)DIOCESE 

"Ícone, Uma Janela para o Céu" é o título de interessante Exposição de Arte Sacra que será realizada, entre os dias 28 de julho e 3 de agosto, no Espaço Cultural "São Bento", situado ao lado do Mosteiro, no casarão do largo de São Bento, 146, na sequência dos eventos comemorativo do ano de abertura do decênio de criação da (Arqui)Diocesse de Sorocaba pelo papa Pio XI, a 4 de julho de 1924.

Promovida pelo próprio Espaço Cultural "São Bento", a exposição de ícones sacros escritos na tradicional técnica russa, feitos com têmpera à gema de ovo e com pigmentos naturais, em painéis de madeira maciça, seguindo os cânones medievais de Arte Sacra, trará aos sorocabanos e demais visitantes da mostra trabalhos dos iconógrafos padre Almir Flávio Scomparim, sacerdote católico nascido em Sorocaba exercendo atualmente as funções de titular da Paróquia de São Roque, na vizinha cidade de Boituva; e Julieta Luvizoto Nicolau, leiga, casada com Wiliam Nicolau e residente em Cerquilho. Ambos iconógrafos já tiveram aulas com Rossanna Nicoletti, dom José Velasco, padre Marcelo Bertani e Élene Iankoff.

A abertura oficial da Exposição será nesta sexta-feira (25), às 19h30. A visitação pública na semana que vem, de 28 de julho a 3 de agosto, acontecerá de segunda à sexta-feira, das 9 às 18 horas; no sábado, das 8 às 12 e das 17 às 20, e no domingo, das 8 às 12 horas. Entrada franca.

Conservação e Restauro de Arte Sacra e Escultura em suporte de madeira




















Professora 

Rita Cerqueira da Mota
Portuguesa, natural da cidade do Porto, Portugal
Licenciada em Conservação e Restauro do Patrimônio, na Universidade Portucalense-Porto
Bacharel e Especialista em Conservação e Restauro de Pintura de Cavalete e Papel pela Fondazione UIA (Università Internazionale dell'Arte) 

Entre outros trabalhos, a professora Rita participou no restauro do Palacete Villa Moraes, Ponte de Lima/ Portugal (estuque decorativo e policromado); Solar dos Condes De Prime, Viseu/ Portugal (pintura sobre madeira e papel, em tetos e paredes); Igreja Matriz de Vouzela, Retábulos-mor e laterais e sacristia (Douramento, marmorizados e pintura decorativa sobre madeira), Salão Árabe do Palácio da Bolsa, Porto / Portugal; Auditório Principal da Casa da Música no Porto/ Portugal (execução dos painéis com Douramento); Fábrica de Pão-de-Ló de Margaride, Felgueiras/ Portugal (Pintura decorativa e estuques); diversos trabalhos de reabilitação de interiores e fachadas da zona Histórica da Cidade do Porto / Portugal e levantamentos de patologias de vários edifícios. 


Período do curso


De 12 de agosto a 11 de setembro de 2014 [NOVA DATA]

Agosto: 12, 14, 19, 21, 26, 28
Setembro: 2, 4, 9, 11


Horário

Às terças e quintas-feiras, das 9h30 às 12h


Objetivo

Este curso visa colocar em evidência algumas questões que permitem conhecer um pouco mais profundamente a madeira como suporte da escultura e da talha, como é trabalhada e os métodos utilizados pelo conservador-restaurador quando de uma intervenção nestas peças.


Carga horária

30 horas/aula


Programa

1. Introdução 
2. Higiene e Segurança (EPI E EPC) 
3. A madeira como suporte (cortes, escolha)
4. Riscos mecânicos e químicos, luz, ruído
5. As técnicas artísticas da escultura e talha 
6. Douramento, estofado, punção, patines 
7. Principais causas e fatores de degradação 
8. Inventariação e diagnóstico de patologias 
9. Técnicas de perícia laboratorial 
10. Métodos de perícia extra- laboratorial 
11. Equipamentos e materiais 
12 . Métodos de conservação e restauro (limpeza, pre-fixação, consolidação, desinfestação, reintegração,...)
13. Código de ética do conservador - restaurador 


Público-alvo

Arquitetos, engenheiros civis, técnicos de conservação e restauro, decoradores e interessados no tema.


Investimento

2 parcelas de R$ 196,50


Inscrição 


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Após o envio do formulário online, será encaminhado um e-mail de confirmação do recebimento da pré-inscrição. Os boletos referentes às mensalidades serão encaminhados por e-mail. A inscrição estará confirmada com o pagamento da primeira parcela e a entrega da documentação solicitada na secretaria da faculdade.


Documentação solicitada 
(original e cópia)

Identidade
CPF
Comprovante de residência

OBS: A documentação deverá ser entregue na secretaria no momento da inscrição 

Fonte:

Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro
Rua Dom Gerardo, 68 - Centro - Rio de Janeiro
Telefones: (21) 2206-8310 e 2206-8281
www.faculdadesaobento.org.br

Manifestação de Repúdio a “performance” na Catedral Metropolitana de São Paulo





artista baiano Yuri Tripodi e sua "performance": “ul-traje para ocasiões fúnebres”, na última sexta-feira, 18 de julho, dentro da Catedral da Sé, em São Paulo.

Segue Nota da Arquidiocese:

Manifestação de Repúdio a “performance” 
na Catedral Metropolitana de São Paulo

A Arquidiocese de São Paulo lamenta profundamente 
e repudia a “performance” desautorizada, inconveniente e 
ofensiva às convicções religiosas dos católicos apostólicos 
romanos realizada no interior da Catedral Metropolitana de São 
Paulo, no dia 18 de julho passado. Além de ter sido feita com 
trajes inadequados e desrespeitosos ao espaço sagrado, também 
não estava autorizada pelos Responsáveis pelo Templo. O 
Templo, assim como as propriedades particulares, está protegido 
pela Constituição Federal do Brasil contra o vilipêndio, ofensa a 
locais de culto, sinais e símbolos religiosos e contra atos tidos 
como atentatórios a moral e aos bons costumes, não havendo 
“liberdade de expressão” que dê guarida a qualquer praticante de 
atos ofensivos, ainda mais em proveito próprio. A Catedral é um 
espaço aberto ao público, mas não deixou de ser uma propriedade 
privada, ou seja, toda e qualquer “produção artística” ou outros 
serviços, religiosos ou não, precisam ser autorizados. A Catedral 
Metropolitana está aberta para acolher a todos aqueles que 
desejam manifestar ali a sua fé em Deus e fazer suas preces de 
maneira digna.

São Paulo, 24 de julho de 2014
Assessoria de Imprensa
da Arquidiocese de São Paulo

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O chão no Rito Romano


Por Kairo Rosa Neves de Oliveira

A antífona da festa de Santo Agostinho traz o seguinte texto, retirado de sua obra Confissões:


"De vós mesmo nos provém essa atração, que louvar-vos, ó Senhor, nos dê prazer, pois Senhor vós nos fizestes para vós e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em vós, Senhor"


Essa antífona reflete a intelectualidade do mundo em que Santo Agostinho vivia. Segundo o pensamento da época os elementos (terra, água, ar, fogo) se organizavam em camadas segundo suas densidades. O mais denso ocupava a camada inferior e o menos denso a superior. A pedra atirada para cima desce pois seu lugar próprio é junto ao elemento terra e não junto ao elemento ar. No texto acima vemos uma necessidade da subida, pois o santo interpreta a alma humana como um elemento que pertencente a Deus, que dele saiu e a ele deva voltar e enquanto não o faz permanece inquieta. Mas, vejamos a história pelo outro lado. Ao expulsar Adão do Éden, Deus lança sobre ele uma terrível maldição:





"[Tu] és pó, e pó te hás de tornar" Gn 3,19


Essa pequena sentença, inicia-se lembrando da natureza terrena no homem e conclui retirando da natureza humana o dom preternatural da imortalidade. Ora, usando da mesma analogia de Santo Agostinho, o homem enquanto pó tende a voltar à camada mais baixa da criação por que dela foi tirado e a ela pertence. Neste ponto, faz-se presente a natureza simbólica da liturgia. O chão não é outro lugar se não a camada à qual nosso corpo mortal pertence. Assim, o piso da igreja é também símbolo litúrgico e está associado pela tradição católica à morte.


Vemos que antes da reforma litúrgica, os corpos dos defuntos eram todos mantidos sobre os catafalcos, permanecendo inclusive este objeto na liturgia mesmo na ausência do falecido. Após a reforma houve uma recuperação de um símbolo até então esquecido: o chão. Mantendo-se o falecido suspenso para o velório por uma questão de praticidade, mas depositando o caixão no chão para as exéquias.





Fazendo as vezes do Cristo Cabeça, o sacerdote quando celebra a liturgia da Sexta-feira Santa inicia os ritos com a prostração em memória da morte do nosso Divino Mestre.





Mas essa relação com a morte não é simplesmente em relação à morte física, mas também no que diz respeito à morte espiritual. Todos aqueles que são chamados a professar os votos perpétuos, as virgens em sua consagração, todos os clérigos em sua ordenação, bem como abade e abadessa quando da respectiva bênção se prostram durante a ladainha em sinal de sua morte espiritual, do abandono das próprias vontades para melhor servir ao ministério ou ao estado de vida que abraçam.





Tendo em vista tais ritos e o respectivo significado que se confere ao "estar no chão" vemos com estranheza alguns costumes que se tem inserido na liturgia nos últimos tempos. O primeiro deles é de se dizer que os castiçais e a cruz não devem estar sobre o altar, mas sobre o chão próximo ao altar. O Missal Romano propõem ambas as possibilidades, sendo as duas lícitas portanto. Todavia, os castiçais e as velas se não foram muito grandes em relação ao altar de tal forma que fique pouco proporcional, devem ser colocado sobre o altar que é um local muito mais digno que o chão.


O segundo são os "arranjos" que se criam para serem postos no chão. E aí se coloca de tudo, sem nenhum pudor: o círio pascal, que deveria estar em esplendoroso castiçal; as sagradas escrituras, que deveriam estar no ambão ou outro local tão digno quanto; água benta, que deveria estar nas pias de água benta; imagens de Nossa Senhora e dos santos, que deveriam estar nos respectivos nichos e retábulos; e flores que podem ocupar muitos lugares na igreja, mas não devem ficar jogadas ao solo.




Saibamos valorizar também o chão como parte do espaço sagrado, evitando que nele se disponham objetos sagrados cujo lugar não é ali e também objetos profanos que não devem ter lugar dentro do espaço sagrado que é a igreja.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

5 minutos de coragem…

E a tibieza de sempre voltou.

Arquidiocese volta atrás e libera curta de Padilha com Cristo Redentor
UOL – A Arquidiocese do Rio de Janeiro voltou atrás e não vai se opor ao uso da imagem do Cristo Redentor no curta dirigido por José Padilha e com Wagner Moura para o longa “Rio, Eu te Amo”. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (21), a assessoria da produtora Conspiração Filmes avisou que a cúpula religiosa reavaliou o episódio e entendeu que não houve desrespeito.
Há duas semanas, a própria Conspiração havia publicado um texto dizendo que o filme de Padilha, “Inútil Paisagem”, não entraria na versão final do longa porque aArquidiocese do Rio não cedeu os direitos de uso da imagem da estátua do Cristo Redentor, “peça fundamental da história de José Padilha”. Como justificativa ao veto, a Cúria Metropolitana teria dito que considerou o filme “ofensivo” à imagem de Cristo.
Em “Inútil Paisagem”, o personagem de Wagner Moura voa de asa delta em torno da estátua e faz um “desabafo”, usando o Cristo Redentor como interlocutor. Ele reclama, ainda segundo a produtora, de problemas pessoais e também de problemas da cidade, como a pobreza.
No novo comunicado, enviado aos produtores pelo vicariato, os integrantes da Arquidiocese “entenderam que o episódio não visou interesse religioso no trato à imagem do Cristo Redentor, portanto não houve desrespeito ao Cristo ou à religião católica”. Ainda de acordo com o texto, apesar do prazo apertado para a entrega do longa, “os produtores vão trabalhar intensamente e esperam poder incluir o episódio [de Padilha] na versão para os cinemas brasileiros”.
No início do mês, a Conspiração informou ao UOL que a história havia sido vetada em abril pela Arquidiocese do Rio e, desde então, a produtora lutava para que o órgão religioso voltasse atrás. Como o filme tem contrato com distribuidoras internacionais e precisava ser concluído até o final deste mês, os produtores decidiram “jogar a toalha” e resolveram lançar o longa sem “Inútil Paisagem” –o cartaz oficial já excluía a produção.
Parte da série de filmes “Cities of Love” –que já inclui “Paris, Eu te Amo” e “Nova York, Eu te Amo”–, “Rio, Eu te Amo” tem estreia marcada para 11 de setembro. O longa traz no elenco 24 estrelas nacionais e internacionais, entre elas Harvey Keitel, Emily Mortimer, John Turturro, Fernanda Montenegro, Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Vincent Cassel, Vanessa Paradis, Ryan Kwanten e Jason Isaacs, entre outros, em histórias curtas dirigidas por renomados diretores de cinema.

Cristãos impedem que o Governo chinês retire uma cruz de uma igreja

Imagem referencial. Foto: Karlbert (CC-BY-NC-SA-2.0)

 Um grupo de cristãos chineses impediu nesta segunda-feira que a polícia retire a cruz de uma igreja no condado de Pingyang, na província de Zhejiang (China), entretanto, durante os fatos vários fiéis ficaram feridos.

Segundo as testemunhas, as brigas começaram às duas da manhã e duraram duas horas. Os fiéis rodearam o templo para evitar que a cruz fosse retirada, embora as autoridades chinesas tenham conseguido fechar a igreja depois de agredir os cristãos.

Esta atitude, que foi qualificada como “inaceitável” pelas testemunhas, deixou várias pessoas feridas, por isso algumas tiveram que ser levadas para o hospital.

Os manifestantes conseguiram subir as fotos à rede Weibo e enviá-las pelo WeChat, mostrando os resultados da intervenção governamental.

Por sua parte, o grupo cristão ChinaAid recordou que nas últimas semanas as Igrejas nesta província receberam a ordem do Governo comunista de demolir os templos ou retirar as cruzes, com o argumento de que se trata de uma campanha para combater as construções ilegais.

As organizações de direitos humanos denunciaram que nos últimos anos aumentou a perseguição religiosa no país, onde habitam 65 milhões de cristãos, entre os que assistem às Igrejas controladas pelo Governo e os que praticam a sua fé de forma clandestina.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Museu com Música



O Museu da Liturgia convida todos para o evento "Museu com Música - Quinteto Mozart Peças Barrocas e Clássicas" que acontecerá no dia 26 de julho, sábado, às 19hs. 

Não percam! Entrada: R$10,00.

Fonte: Página Museu da Litúrgia

Projeto de Restauração da Igreja do Rosário de Taubaté



O Projeto de Restauração da Igreja do Rosário é um projeto cultural de resgate desse importante símbolo da cidade.
A Igreja Nossa Senhora do Rosário, de Taubaté, é uma construção do século XVIII, concluída no século XIX, edificada em taipa de pilão com paredes que superam um metro de espessura. Possui sua cobertura em estrutura, forro e pisos de madeira e telha de cerâmica.
A Campanha está baseada nas pequenas contribuições de forma espontânea.
É muito fácil contribuir com essa importante Campanha, basta passar na sede da Fundação Dom Couto e da Rádio Cultura de Taubaté e retirar o talão de contribuição espontânea para nos ajudar a reabrir a Igreja do Rosário.
A Fundação Dom  Couto e a Rádio Cultura ficam na Praça Barão do Rio Branco, 30, no Centro de  Taubaté/SP.
Mais informações pelo telefone: (12) 3622-1866.
Colabore com qualquer valor.

Dados Bancários:

Fundação Dom Antônio do Couto
CNPJ: 03.557.940/0001-74
CONTA:
Banco do Brasil
Agência: 6518-8
Conta: 29.179-X
Caixa Econômica Federal
Agência: 2898
Conta: 1169-3

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Russos no mosteiro




Foto: Divulgação
Cerca de 100 imigrantes russos, todos da mesma família, foram acolhidos pelo Mosteiro de São Bento (São Paulo) após a Revolução Russa, em 1917. É por isso que há, ali na histórica igreja do centro paulistano, um quadro de Nossa Senhora de Kasperovo – de 27 cm por 22 cm, adornado com 6 mil pérolas do Oceano Pacífico, de tamanhos diferentes e formas irregulares.
“Originalmente, este era um ícone de viagem, acomodado em um pequeno estojo, podendo abrir-se, formando um pequeno oratório”, explica o monge beneditino d. João Baptista. “Nos resplendores de metal esmaltado que circundam as cabeças de Nossa Senhora e do Menino Jesus, estão incrustados rubis e turquesas.” De acordo com o monge, o quadro foi um presente dos imigrantes, após terem se hospedado na casa religiosa por cerca de dois meses. “O ícone foi doado ao abade d. Miguel Kruse por um oficial russo”, conta ele, citando o superior beneditino que viveu entre 1864 e 1929.
Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 11 de julho de 2014
Por EDISON VEIGA

domingo, 20 de julho de 2014

Aprendendo no Museu: As Imagens de Roca e de Vestir


Traga as crianças para aprender sobre os diferentes tipos de imagens que existem no acervo do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas!

Após a visita, acontecerá uma oficina onde cada um poderá confeccionar uma imagem!

Para crianças (acompanhadas de seus responsáveis)
Gratuito
Vagas limitadas
Esperamos por vocês!

Museu de Arte Sacra dos Jesuítas
Largo Dos Jesuítas 67, Embu das Artes


Fonte: Página Museu de Arte Sacra dos Jesuitas
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