sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Angra dos Reis: Exposição: “A Devoção à Imaculada Conceição”



O Museu de Arte Sacra abre as portas para contar a história da santa, desde 1632 na cidade

A prefeitura, através da Fundação Cultural de Angra dos Reis (Cultuar), pela Gerência de Assuntos Religiosos, abriu dia 30, a Exposição "A Devoção à Imaculada Conceição”, no Museu de Arte Sacra. A mostra conta com imagens, objetos e peças sacras que contam a história da padroeira de Angra dos Reis desde a sua chegada em 1632.

A chegada da imagem a cidade tem uma história curiosa. Conta a lenda que em 1632, uma nau chegou a Angra dos Reis transportando uma bela imagem de Nossa Senhora da Conceição encomendada para a Matriz de Itanhaém - SP e, ao tentar seguir para o sul, o veleiro foi impedido pelo mau tempo junto a barra e retornou a vila. Após três tentativas frustradas de partir, espalhou-se na região o boato de que Nossa Senhora não queria deixar a Vila de Angra, e o povo então exigiu da Câmara a compra da imagem, vendida então por um capitão da nau, temente a Deus e desejoso de continuar sua viagem, que após a venda da imagem, seguiu tranquila rumo a Itanhaém.

A exposição abre sexta-feira, 31 de agosto, às 10h, e permanece até o dia 31 de dezembro.
Mais informações na Gerência de Assuntos Religiosos pelo telefone:24 33 69-7589.

Fonte: Folha do interior

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Objetos tombados do século 18 são roubados de igreja em Cachoeira (BA)

Entre objetos levados do cofre está uma coroa de ouro com brilhantes. Igreja ficou em reforma por dois anos; polícia investiga crime.
Coroa de ouro e brilhantes foi levada do cofre da igreja (Foto: Divulgação)

Objetos usados durante cerimônias religiosas, entre eles uma coroa de ouro com brilhantes, foram roubados da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, em Cachoeira, cidade localizada no Recôncavo Baiano. De acordo com o delegado André Oliveira Alves, titular da Delegacia de Cachoeira, os itens levados são do século 18. Foram roubados ainda um resplendor de metal, duas nevetas de prata, um caldeirão de água benta, um cálice, uma bacia e um gominho, todos de prata.
O município, a igreja e o material levado são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo informações do delegado, a ocorrência de arrombamento do cofre foi registrada na unidade policial por um padre da igreja no dia 21 de agosto. “Inicialmente, o padre registrou a ocorrência e disse que nada havia sido roubado. A igreja ficou fechada para reforma por dois anos. No dia 23 de agosto, o padre foi realizar uma cerimônia e sentiu falta dos objetos”, disse.
Alves afirma que após a constatação do roubo por parte da administração da igreja, foi feito o aditamento da ocorrência para incluir as informações novas. Ainda segundo o delegado de Cachoeira, todos os objetos levados pelos suspeitos foram retirados do cofre da igreja, que foi arrombado.
De acordo com delegado de Cachoeira, as investigações já foram iniciadas, mas até o momento ninguém foi preso.

Reforma

A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário recebeu no dia 27 de julho deste ano um painel de azulejos portugueses restaurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Formado por 13 mil peças, esse é o maior painel de azulejos portugueses fora de Portugal, de acordo com informações do Ministério da Cultura na Bahia. No site do Ministério é possível fazer um “passeio virtual” por dentro da igreja.

Fonte: Defender

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Concerto no próximo dia 01 de Setembro

Programa "O Barroco Inglês".

- Data: 01/09

- Horário: 20h00

- Local: FAU Maranhão
- Endereço: Rua Maranhão, 88 – Higienópolis, SP
- Telefone: (11) 3091-4801 / 3257-7837

- Valor dos ingressos: Entrada Franca

- Contato em caso de dúvidas: Silvio




"Formada em 2007 por Paulo Henes, a Orquestra Arte Barroca tem como proposta interpretar o repertório camerístico e orquestral dos séculos XVII e XVIII. Com entusiasmo, estudo e idealismo, procura aperfeiçoar sua interpretação orientando-se pelo estudo de tratados de época do período Barroco, por meio de elementos estilísticos, históricos e biográficos. Busca também uma sonoridade diferenciada utilizando-se de cópias de instrumentos barrocos usados nas orquestras daquele período. Além de violinos e violas, usa outros instrumentos que compunham o baixo contínuo, tais como violoncelo, contrabaixo, guitarra barroca, teorba e cravo. Sua pesquisa de repertório em bibliotecas da Europa e em sites especializados procura trazer ao público obras de compositores menos conhecidos e de execução ainda inédita".

Paulo Henes - Spalla e Diretor Artístico
Renan Vitoriano, Beatriz Ribeiro, Marcelo Eduardo Borges e Felipe Faria – violinos
Pedro Ribeiro – flauta doce
William Coelho – viola
Pedro Beviláqua – violoncelo
Gilberto Chacur – contrabaixo
Fernando Cardoso – cravo
O Barroco Inglês
Ao final do séc. XVII na Inglaterra a produção musical era intensa e em ambientes variados. Havia Música de Corte, para a qual Georg Friedrich Handel e Henry Purcell recebiam encomendas de toda a nobreza. A Música Sacra também se fazia presente, exemplo disso são as várias obras para coral de William Boyce. Nos teatros havia uma maior diversidade de estilos de composição. Eram compostas obras para as peças de teatro de Shakespeare, por Purcell e Locke; semióperas, também escritas por Purcell; suítes para Ballet, por Handel; além de concertos escritos por Francesco Geminiani, em Londres, e por seu aluno, Charles Avison, em New Castle.
A Orquestra Arte Barroca interpreta neste programa dois concertos de Charles Avison, uma sinfonia de William Boyce e a suíte orquestral da semiópera Rei Arthur de Henry Purcell.


Programa “O Barroco Inglês”
Charles Avison (1709 - 1770)
CONCERTO nº5
1.       Largo
2.      Allegro
3.       Andante moderato
4.      Allegro
William Boyce (1711 - 1779)
SYMPHONY nº 8
1.       Pomposo - Allegro
2.      Largo andante
3.       Tempo di Gavotta
Charles Avison (1709 - 1770)
CONCERTO nº6
1.       Largo
2.      Com fúria
3.       Adagio
4.      Vivacement
Henry Purcell (1658 ou 59 – 1695)
King Arthur Suite
1.       Ouverture
Acte deux
2.      Introduction
3.       Duo – Shepherd, shepherd, leave decoying
4.      Prélude
5.       Hornpipe
6.      Symphonie
7.       La grande danse

Duração : 50 min
Classificação indicativa livre

Obra de restauro da Catedral será concluída na próxima semana

 Como já publicamos aqui a reforma da Catedral e pouco da sua história, vemos uma boa notícia:

 Com mais de 90% das obras de restauro concluídas, a Catedral Basílica Menor de Curitiba recuperou toda sua imponência e está praticamente pronta para ser entregue à população na próxima semana, como parte das comemorações ao Dia da Padroeira, 8 de setembro.

As obras de restauro, orçadas em R$ 5 milhões, foram financiadas com recursos originários da venda pela Prefeitura de cotas de potencial construtivo. “É um presente para a cidade. Uma de suas edificações mais valiosas, tanto do ponto de vista histórico quanto arquitetônico, está totalmente renovada”, disse a secretária municipal de Urbanismo, Suely Hass, ao fazer uma visita de inspeção à obra nesta terça-feira (27).

A visita foi acompanhada pelo cônego Genivaldo Ximendes da Silva, pároco da Catedral, e pela arquiteta Giceli Portela, responsável pelo projeto de restauro. De acordo com a programação, a inauguração da obra acontecerá na quinta-feira, 6 de setembro, antevéspera da data dedicada à Nossa Senhora da Luz, padroeira de Curitiba.

 
Marco – A construção que abriga a Catedral Basílica de Curitiba foi inaugurada em 1893 e é um marco na história da cidade, que se desenvolveu ao seu redor. A Praça Tiradentes, onde está inserida, é o núcleo que deu origem a Curitiba e o ponto mais central da cidade.

Construída em estilo eclético, com forte influência da arquitetura gótica, a Catedral tem nas pinturas das paredes uma de suas mais fortes características. Elas foram feitas originariamente pelos artistas italianos Carlos e Anacleto Garbaccio e, agora, foram totalmente recuperadas.

De acordo com a arquiteta Giceli, o restauro atual é o mais amplo e minucioso já executado na edificação. Para chegar ao resultado final, ela passou mais de um ano trabalhando no projeto e foram necessários mais 18 meses de obras.

O restauro da Catedral foi iniciado em janeiro do ano passado e durante algumas etapas chegou a reunir mais de 100 trabalhadores. A grande surpresa que ocorreu durante os trabalhos foi a descoberta de um poço de água, que estava encoberto pelo piso, próximo ao altar.

Para preservar a história da construção, o poço foi mantido e coberto com uma tampa de vidro, para que fique visível durante a visitação de fiéis e turistas. A hipótese mais provável para a existência do poço, de acordo com os técnicos envolvidos no restauro, é que ele estivesse localizado no fundo do terreno da primeira igrejinha da cidade e seja anterior à construção da Catedral.

 

Preservação – O mecanismo do potencial construtivo que garantiu o restauro da Catedral Basílica de Curitiba é aplicado pelo município desde a década de 80 para estimular a preservação do patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da cidade.

A edificação da Catedral está cadastrada na Prefeitura como Unidade de Interesse Especial de Preservação (UIEP), classificação que é reservada às construções com valor mais significativo na história da cidade. A venda de cotas de potencial construtivo para financiar o restaurou levou em conta esta designação.
O resultado da operação foi totalmente revertido para o financiamento da obra. Os trabalhos foram executados sob responsabilidade da Mitra da Arquidiocese de Curitiba, com acompanhamento da Prefeitura, por meio da Secretaria de Urbanismo.

“Estou emocionado com o resultado desta parceria entre a Mitra e a Prefeitura. Vamos devolver à comunidade uma obra prima. Um dos cartões postais de Curitiba está de volta, com toda sua beleza e esplendor”, resume o cônego Genivaldo.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Rio de Janeiro vai catalogar toda a arte sacra do estado


Com um dos maiores acervos de arte sacra do Brasil, o estado do Rio de Janeiro deve terminar, até o início de 2013, o inventário de mais três regiões: serrana, Médio Paraíba e centro-sul.
O trabalho do Departamento de Bens Móveis e Integrados do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) já foi concluído no norte e noroeste do estado e na baixada litorânea, resultando na publicação de dois livros. Até o início de 2014 deve ser feito o levantamento da Costa Verde e Baixada Fluminense, para, até o final de 2014, fazer o inventário da arte sacra da cidade do Rio de Janeiro.

O diretor do departamento, Rafael Azevedo, lembra que o trabalho começou em 2008, no interior do estado. “Estamos lidando com um acervo que é alvo de grande especulação e interesse dentro do mercado de arte do Brasil e fora do Brasil. Com isso, nós procuramos remediar essa perda silenciosa que a gente tem tido de acervos que são roubados ou furtados, que saem de maneira ilícita de alguns desses monumentos históricos do Rio”.

Azevedo explica que o trabalho é minucioso e começa com pesquisa em arquivos e documento, para saber onde ir e o que procurar. “Com a referência do que procurar, a equipe vai ao local e identifica o que realmente tem importância histórica, litúrgica, artística, estética, enfim, a equipe vai fazer esse diagnóstico e lança no sistema que nós temos online, para ser analisado pela equipe de escritório. Essa equipe do escritório faz uma revisão e aprofunda as análises estilísticas, iconográficas e ornamentais de cada peça”, diz o coordenador do projeto.

Rafael Azevedo lembra que um dos objetivos do trabalho é dar auxílio técnico e mapear os que locais precisam de ações emergenciais, para direcionar melhor as políticas de proteção em cada região.
O diretor do Inepac, Paulo Vidal, explica que, além da arte sacra, o órgão também está fazendo outros inventários, como o da arquitetura rural fluminense, principalmente nas fazendas do ciclo do café do vale fluminense, e também do patrimônio imaterial. Ele diz que o levantamento é o primeiro passo para proteger os bens culturais.

“O inventário é uma ação sistemática que o Inepac faz, em diversas áreas, e é a primeira etapa para possibilitar a posterior proteção dos bens culturais. São trabalhos que já vêm sendo feitos a longos anos, e que são a etapa de reconhecimento dos bens culturais existentes no nosso estado, e a primeira etapa então para a preparação de uma política de promoção e salvaguarda desses bens”.
O inventário está disponível para consulta no site www.artesacrafluminense.rj.gov.br.



Agência Brasil

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Restauração da Catedral de Florianópolis está parada há seis meses e não há previsão de retorno das obras


O começo das obras e o painel restaurado você pode conferir aqui
Igreja católica esperava investimento do Estado, mas governo ainda não se posicionou.

Igreja aguarda o governador para inaugurar a quinta etapa da obra e assinar o financiamento da última. Foto: Charles Guerra/Agencia RBS

A restauração da Catedral Metropolitana de Florianópolis, parada há seis meses _ como informou Rafael Martini, na edição de domingo de sua coluna Visor —, não tem prazo para recomeçar. Embora a coordenação do projeto na igreja afirme ter recebido a sinalização do governador Raimundo Colombo de que o Estado financiaria a última etapa da obra, na prática, ainda não há previsão de investimento.
Essa fase prevê a restauração de todas as imagens da Catedral — inclusive a que representa a Fuga de Nossa Senhora do Desterro ao Egito —, recuperação do órgão eletrônico, de todas as portas e dos oito sinos, além do museu. O custo seria de R$ 3,8 milhões. A expectativa era deixar a Catedral, que é tombada como patrimônio histórico do município e do Estado, em perfeito estado antes de março de 2013 para os festejos de 300 anos de sua fundação.

Ontem, o presidente da Comissão de Restauração da Arquidiocese de Florianópolis, Roberto Bentes de Sá, afirmou que a igreja aguarda o governador para inaugurar a quinta etapa da obra e assinar o financiamento da última.

— Estamos esperando o governo nos chamar para definir a assinatura do convênio. O arcebispo já solicitou uma audiência com o governador para agendar uma data — conta Bentes de Sá, lembrando do compromisso assumido no começo do mandato.

Mas, pelo jeito, os católicos estão muito otimistas com a participação do governo na última fase do projeto. Questionada, a assessoria do governo do Estado informou, ontem, que ainda não há posicionamento sobre a liberação de verba para a Catedral, nem reuniões marcadas com Raimundo Colombo.
A obra, executada pela Concrejato, foi iniciada em 2005. Até então, a maior parte do financiamento foi feito pelo governo estadual. Já foram investidos R$ 10 milhões. Além de tornar a Catedral mais segura, pois a estrutura trazia riscos aos fiéis, o objetivo foi deixá-la mais parecida com o prédio original. Uma das surpresas foi a descoberta de ossadas humanas de cerca de 200 pessoas na Capela Nossa Senhora das Dores, onde antigamente era a Congregação Ordem Terceira, que costumava enterrar seus membros mortos na própria igreja.

Outras igrejas tombadas com obras paradas
— Paróquia Nossa Senhora da Lapa, no Ribeirão da Ilha: as duas primeiras etapas foram financiadas pelo governo estadual ao custo de R$ 3,5 milhões. Contemplaram desde a recuperação do telhado a drenagem da igreja, de 1763. A última fase está orçada em R$ 2,3 milhão e não foi iniciada.
— Igreja Matriz de São José, na Grande Florianópolis: as duas fases iniciais custaram R$ 3,8 milhões, pagas pelo governo do Estado. A última etapa da obra no prédio erguido em 1750, à espera de investimento, está orçada em R$ 3,2 milhão.
— Igreja de São Francisco, no Centro da Capital: a restauração da edificação datada de 1915 começou há quatro meses e ainda está em andamento. Nesta também o governo do Estado investiu R$ 2,4 milhões para reforma do telhado, parte elétrica, conferir a existência de pinturas antigas.

Por Roberta Kremer

Fonte: Defender

Painéis de Igreja Matriz de Aquiraz - CE vão passar por restauro

Iphan promete realizar, ainda em 2012, restauração de painéis de pintura sacra. Comunidade se articulou e levantou fundos para providenciar pintura da fachada da igreja, que tem 299 anos de fundação. Veja como estava a situação da Igreja aqui

Foto: Dayvison Teixeira
 A Igreja Matriz de Aquiraz passa por pintura na parte externa. No interior, no entanto, os problemas se somam. Do teto ao piso, passando por portas, janelas e paredes, nada escapa da deterioração do tempo.


Afinal, a paróquia de São José de Ribamar remonta ao século XVIII, tendo completado 299 anos no último dia 15. Além da pintura externa, feita pela própria paróquia, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) confirmou a restauração de painéis sacros pintados no forro sobre o altar-mor.

Preocupação antiga da comunidade local, a reforma da igreja está sendo feita por etapas, conforme padre Antônio Robério Queiroz. Ele conta que, por meio de campanha para angariar fundos, foi possível realizar a pintura do prédio, que antes apresentava aspecto desgastado e escurecido. “A comunidade está assumindo a responsabilidade de cuidar do bem.” Em fevereiro último, uma viga do forro de madeira caiu sobre alguns fiéis durante a realização de uma missa.

 Sem maiores prejuízos para os envolvidos, o problema foi resolvido de forma pontual, não havendo reforma completa. “Estamos priorizando agora a pintura externa. Com o tempo, vamos priorizar outras obras”, explica o padre. Outro fiel que quase se acidentou foi Francisco de Assis Abreu, zelador na igreja há oito anos. Francisco conta que parte dos adereços de madeira que rodeiam os painéis despencou do teto, quase o atingindo.

Bem humorado, o zelador diz que, certa vez, um rapaz apareceu na igreja oferecendo-se para pintar os painéis centenários. A oferta, claro, foi recusada. “Não pode. Tem que ser especialista”, justificou. Segundo padre Robério, a ação do Iphan no local será de grande alívio para os fiéis. “Um dos grandes sonhos da comunidade é a restauração dos painéis, que são nosso orgulho. Uma obra-prima que só tem aqui”, afirma.

De acordo Ramiro Teles, chefe da divisão técnica do Iphan-CE, sem data certa, a restauração dos painéis de Aquiraz está confirmada para começar ainda em 2012. “Estamos instruindo o projeto básico para dar início ao processo licitatório. O laudo do restaurador vem para subsidiar os trabalhos”, explica. Somente a partir da análise técnica, informa Teles, é que serão traçados orçamento, mão de obra especializada e duração dos trabalhos.

Apesar de tombada pelo Governo do Estado, a igreja foi contemplada com recursos do Iphan, órgão federal, por estar no entorno do Mercado de Carne de Aquiraz, imóvel tombado pelo instituto. “Foram destinados R$ 160 mil só para o forro da igreja”, adiante Teles. O Iphan encaminhou termo de cooperação técnica à Secretaria de Cultura do Estado (Secult). “A Secult vai entrar com a logística e o Iphan com o recurso”, acrescenta.




 Outras fotos em: Galeria de Fotos

ENTENDA A NOTÍCIA

A Igreja Matriz de Aquiraz foi construída no século XVIII. O imóvel foi tombado como patrimônio histórico do Estado do Ceará em 1983, por meio do decreto estadual nº 16 237. A igreja apresenta sério desgaste em sua estrutura física.


Pesquisa sobre a Igreja Matriz
A jornalista Lúcia Galvão lançou em 2010 o livro-reportagem Painéis de Aquiraz: joias da arte popular do Ceará Colonial, fruto de pesquisa realizada durante três anos.O livro aborda as pinturas do forro da capela-mor da Igreja Matriz de Aquiraz, elaboradas por autores desconhecidos, possivelmente, no século XVIII.

Livro Painéis de Aquiraz: joias da arte popular do Ceará Colonial
Autora: Lúcia Galvão
Se encontrana Secretaria da Paróquia de São José de Ribamar (avenida Santos Dumont, nº 160, Aquiraz - CE)

Fonte: O POVO on line

sábado, 25 de agosto de 2012

A arte que “desfigura” Nosso Senhor


As “boas intenções” da Sra. Cecília desfiguraram a imagem de Cristo. E os artistas de hoje o que tem feito como os símbolos Sagrados?

Nesta semana vimos o caso da Sra. Cecília Gímenez de 80 anos, que tentou restaurar, por conta própria, a pintura “Ecce Homo”, obra do século 19, do pintor espanhol Elías García Martínez. Essa pintura está na parede da Igreja Santuário de Misericórdia em Borja, Espanha.

Segundo ela, ao ver que a obra estava danificada, resolveu restaurá-la “sem pedir permissão”, mas “com boas intenções”. Ela confessou o fato às autoridades.
Tal fato poderia ter passado despercebido, como tantos outros que acontecem atualmente, se não fosse a repercussão gerada desse erro inconseqüente. Na sua concepção de restauro, Sra. Cecília foi odiada por muitos e amada por tantos outros.


Esta imagem exprime a realidade da cena? Te faz ter desejo de rezar? Expressa o sacrifício de Cristo? Que impressão te causa?
E em qual desses nos encaixamos? – nos vários profissionais das artes, pintores ou restauradores enfurecidos que começaram debates sobre medidas a tomar? – nos artistas contemporâneos que viram nela um talento sobrenatural? – nos leigos que sentiram tristeza ao ver se “perder” o rosto de Cristo? – nos inimigos da Igreja que ao verem nesse pequeno erro a melhor maneira para se criar um ódio, ou qualquer outro sentimento de repúdio à figura de Nosso Senhor?

Agora as piadas em torno deste assunto tratam de esconder-nos o que está sendo feito com o Belo nas pinturas, esculturas e edifícios sacros. A face de Cristo em muitas paredes de igrejas está mais visivelmente “feia” do que a pintura da Sra. Cecília.

A face de Cristo em muitas esculturas atuais não nos remete as verdades da fé, a sã doutrina, a misericórdia de Deus. A face de Cristo nos edifícios sacros, não tem elevado as nossas almas a Deus. Ao invés de nos levarem a oração, veneração, e a instrução, através do Belo, vemos em nossas igrejas, capelas, altares, etc… o rosto sem beleza, o rosto distorcido de Cristo.

E esta imagem? Que sentimentos e que desejos coloca em seu coração?


Rodolfo Cristiano

São Genésio: Mártir e Padroeiro dos Artistas

Artista de teatro tem padroeiro? Tem sim, embora a quase totalidade da classe teatral não saiba, desconhecendo que São Genésio, celebrado todo 25 de agosto é o padroeiro dos que trabalham em teatro.
 
Dom Marcos Barbosa, monge beneditino, poeta e tradutor de várias peças, além de membro da Academia Brasileira de Letras, conta que São Genésio morreu por volta do ano 250, durante uma perseguição desencadeada pelo Imperador Deocleciano. Sua morte inspirou Henri Ghéon, teatrólogo belga - de quem Dom Marcos traduziu uma “Via-Sacra”, encenada pelo Tablado - a escrever a peça chamada “O Comediante e a Graça”, baseada na conversão de São Genésio e o martírio que a sucedeu.

Genésio era um romano com vocação teatral e deveria participar de um espetáculo onde seria feita uma paródia irreverente do batismo cristão, o que levou-o a insinuar-se no meio dos cristãos para estudar o seu comportamento e viver o papel com mais autenticidade. No fundo, queria fazer o seu “laboratório”, para brilhar em cena, mas acabou vítima do zelo artístico.

O convívio com os cristãos impressionou-o de tal maneira que, em meio ao espetáculo, sentindo-se tocado pela graça divina, improvisou e proclamou-se um cristão de verdade, negando-se a interpretar comicamente o ritual do batismo para divertir a platéia imperial. Deocleciano, em cuja homenagem se realizava a encenação, enfureceu-se, ordenando que Genésio fosse batizado ali mesmo, mas com o próprio sangue, após ser morto em pleno espetáculo.
Daí o sub-título dado por Ghéon à sua peça: “O Comediante Possuído pelo seu Papel”. E daí a escolha do mártir-ator Genésio para padroeiro da classe teatral, a qual já pertenceu, com muito orgulho, o Papa João Paulo II, ator e autor teatral na Polônia, em sua mocidade.

Jorge Leão Teixeira / Faces das Artes


São Gens de Roma (Genesio em italiano) viveu durante o século III d.C. É o santo padroeiro dos atores e dos músicos e, é invocado também, contra a epilepsia. É comemorado no dia 25 de agosto. Viveu em Roma com a profissão de ator comediante, era líder de um grupo de teatro. Foi venerado no século IV e uma igreja foi construída e, posteriormente, consertada e melhorada pelo papa Gregório III em 741, mesmo assim sua existência é duvidosa.

Catolicismo Romano

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Destruição da imagem da Virgem de Lourdes na Colômbia causa indignação


Foto: El Colombiano
 
MEDELLIN, (ACI/EWTN Noticias).

A população de Valparaíso (Estado de Antioquia, Colômbia) expressou sua indignação pelo descaso contra o sentimento religioso que significou a destruição de uma imagem da Virgem de Lourdes, que esteve por mais de 80 anos em uma gruta, aos cuidados do proprietário do terreno.
Como o proprietário do prédio onde se encontrava a imagem religiosa, na beira da estrada, já não queria tê-la em seu terreno, resolveu destruí-la.

Em declarações feitas ao jornal El Colombiano, a líder comunal Ligia Henríquez manifestou que: "sente uma tristeza imensa, não há palavras que possam expressar o que se sente ao ver um patrimônio desses desaparecer".

A imagem foi colocada nesse terreno pelos operários que participaram da construção da estrada, há quase um século. Todos os trabalhadores contribuíram para a compra da imagem, conforme recordou a filha do Juan Pablo Martínez, capataz da obra.
Ligie Henríquez assinalou que "quando a estrada foi terminada, os motoristas paravam, rezavam e encomendavam a viagem".

O pároco de Valparaíso, Pe. Nelson Mesa Posada, para acalmar a população que ficou irritada, qualificou o ato como intolerância religiosa e superstição.
"Ele, sem consultar a ninguém nem aos vizinhos nem ao sacerdote, derrubou-a. Isso causou rechaço, indignação e raiva nas pessoas. Graças a Deus ninguém viu a destruição, pois teriam reagido de outra maneira", indicou o sacerdote.

O presbítero também exortou aos habitantes indignados a "não responder com a mesma moeda".
O Bispo de Jericó, Dom Roberto López, sabendo do que ocorreu, ordenou hoje um ato de reparação.
A cerimônia consistirá em uma procissão do templo até a gruta onde se encontrava a imagem da Virgem. Aí se rezará o Terço e se celebrará uma Missa "para reparar o ato da profanação".
Apesar da gruta ter ficado vazia, os peregrinos continuam indo visita-la para pedir a intercessão da Virgem de Lourdes.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

III Encontro Summorum Pontificum em Belém

Oportunizar reflexões teológicas sobre a Liturgia e a fé. Este será o objetivo do III Encontro Summorum Pontificum em Belém, que acontece de 23 a 25 de agosto, no Museu de Arte Sacra do Pará/Igreja Santo Alexandre, promovido pela Arquidiocese de Belém, e organização do Grupo de Estudos Nossa Senhora de Nazaré, da Paróquia Santíssima Trindade.
A programação do evento conta com palestras do Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, e dos renomados estudiosos, o Bispo auxiliar de Karaganda, Cazaquistão, Dom Athanasius Schneider, e do Pároco de Santa Maria Goreth, em Belém-PA, Padre Carlos Augusto Silva.
O Encontro atende um chamado do Papa Bento XVI em sua Carta Apostólica sob forma de Motu Próprio “Porta Fidei”, com a qual se proclama o Ano da Fé. “Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais conscientes e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver”, afirma o Papa Bento XVI na carta. Para os fiéis, o Santo Padre escreve que o Ano da Fé “será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é ‘a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde emana toda a sua força’”.
Para participar do III Encontro Summorum Pontificum em Belém, basta acessar o site e obter mais informações: tridentina.blog.com. As inscrições são gratuitas.
Ano da Fé
No dia 11 de outubro último, o Papa Bento XVI, proclamou um Ano da Fé, que terá início a 11 de Outubro de 2012 – no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II -, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, serão comemorados os vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo seu predecessor, o Beato Papa João Paulo II, com o objetivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé.
Programação
III Encontro Summorum Pontificum em Belém
Data: 23, 24 e 25 de agosto de 2012.
Local: Museu de Arte Sacra do Pará/Santo Alexandre
Tema: A Liturgia e o Ano da Fé
Dia 23/08/2012 – Quinta-feira
18:30 - Missa de Abertura
19:30 –Abertura - Padre Ronaldo Menezes (Pároco da Santíssima Trindade)
20:00 - Palestra com o Padre Carlos Augusto – Tema: “A Liturgia e o Ano da Fé”
21:00 – Debate
Dia 24/08/2012 – Sexta-feira
19:00 - Palestra com dom Athanasius Schneider – Tema: “Missão no Cazaquistão e Eucaristia”
21:00 - Debate
Dia 25/08/2012 – Sábado
09:00 – Palestra com dom Alberto Taveira Corrêa
10h00 - Missa de Encerramento

Fonte: http://servaltar-belem.blogspot.com.br/2012/08/iii-encontro-summorum-pontificum-em.html

Luz, cedro e pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola

O Instituto Moreira Salles de São Paulo abriu em 17 de julho (terça-feira), às 19h30, a exposição Luz, cedro e pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola, com 81 imagens feitas pelo fotógrafo argentino em 1945, nas cidades mineiras de Congonhas do Campo, Sabará e Ouro Preto. A mostra tem curadoria de Luciano Migliaccio, professor do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da FAU/USP.

Horacio Coppola (1906-2012) é figura central da fotografia latino-americana do século xx. Sua vocação artística manifestou-se já no final da década de 1920, quando presidiu o primeiro cineclube argentino. Em 1930, pu­blicou duas fotografias na primeira edição do Evaristo Carriego de Jorge Luis Borges, e, em 1931, estampou um ensaio fotográfico na revista Sur. Nesses mesmos anos, fez a primeira de suas viagens de formação, rumo à Europa, de onde retornou com sua primeira câmera Leica. Coppola complementa­ria seus estudos de fotografia com duas outras viagens: em 1932-1933, à Alemanha, quando frequentou os cursos de Walter Peterhans na Bauhaus e colaborou com as fotó­grafas Ellen Auerbach e Grete Stern; e, em 1934-1935, a Paris e a Londres, onde se casou com Stern.

Foi nos anos de formação que surgiu o gosto pela escultura pré-moderna e mesmo arcaica. Esse espírito de redescoberta certamente motivou mais uma de suas viagens, desta feita a Minas Gerais, em 1945, em busca da obra de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814), compreendido por Coppola como artista integral, isto é, arquiteto, escultor e “ornamentista sacro”. As referências que podem ter levado Coppola ao artista mineiro naquela época vão de artigos dos poetas Jules Supervielle e Ramón Gómez de la Serna, respectivamente em 1931 e 1944, ao livro do brasileiro Newton Freitas, El Aleijadinho, publicado tam­bém em 1944 na Argentina.

Para o curador Luciano Migliaccio, fotografar esculturas é uma questão de pontos de vista, sobretudo quando se trata das esculturas de Aleijadinho, que sempre foram parte de um grandioso teatro religioso. “Coppola compreendeu muito bem o caráter decorativo intrínseco à poética do escultor brasileiro”, explica.

Horacio Coppola voltou para Buenos Aires com um rico acervo de ima­gens que, dez anos mais tarde, expôs nos salões da asso­ciação Amigos del Libro e publicou no livro Esculturas de Antonio Francisco Lisboa O Aleijadinho (Buenos Aires: Ediciones de La Llanura, 1955). Em 2007, mesmo ano em que inaugurou a exposição Horacio Coppola — Visões de Buenos Aires, o Instituto Moreira Salles incorporou a suas coleções 150 dessas imagens.

Luz, cedro e pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola 
Abertura: 17 de julho de 2012, às 19h30 
Exposição: de 18 de julho a 11 de novembro 2012 
De terça a sexta, das 13h às 19h Sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h 
Entrada franca 
Classificação livre

Instituto Moreira Salles – São Paulo 
Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis 
Tel.: (11) 3825-2560

Museu de Arte Sacra promove interação entre arte contemporânea e barroca

Publicamos aqui como o Museu de Arte Sacra de São Paulo, deixa de lado o "sacro" outra vez na nova mostra "contrapontos". (veja outras matérias relativas aqui e aqui)

Contraponto:    contra= que não é a favor / ponto= visão; ponto de vista

Um exemplo mais simples: O mal contrapõe o bem.

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 Espaço abre suas portas para propiciar novas experiências ao público habitual e atrair um novo público para conhecer o acervo do museu

O Museu de Arte Sacra de São Paulo inaugura no próximo dia 3 de setembro a mostra "Contrapontos". A intervenção coletiva apresenta nove artistas que vão interagir com obras da exposição de longa duração do museu, exibindo lado a lado arte barroca e a arte contemporânea.


A mostra dá continuidade a uma proposta do MAS-SP de abrir as portas para obras mais atuais no circuito das artes. A ideia é permitir que os visitantes habituais do Museu de Arte Sacra se depararem com novas experiências culturais, além de atrair um novo público para conhecer o acervo do museu.

Coube a curadora Nair Kremer convidar os artistas (oito indivíduos e um coletivo), entre eles: Alex Flemming, Geórgia Kyriakakis, Guto Lacaz, Luiz Hermano, Monique Allain, Núcleo de Arte-Educação do Museu de Arte Sacra de São Paulo, Renata Barros, Roberta Segura e Silvia Mharques. Cada um escolheu uma sala das coleções para inserir suas intervenções.


Museu de Arte Sacra de São Paulo


O espaço é fruto de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969. O Museu de Arte Sacra de São Paulo tem como principais atribuições recolher, classificar, catalogar e expor convenientemente objetos religiosos cujo valor estético ou histórico recomende a sua preservação.


SERVIÇO
Exposição Contrapontos
Data: (abertura 3 de setembro) de 4 de setembro a 4 de novembro de 2012
Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 - Luz
Tel.: (11) 3326.5393
www.museuartesacra.org.br



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Contrapontos: Arte Contemporânea no Museu de Arte Sacra de São Paulo

O Museu de Arte Sacra de São Paulo, equipamento da Secretaria de Estado da Cultura, inaugura Contrapontos, coletiva de site specifics com nove artistas que promovem interferências com as obras da exposição de longa duração da instituição e com o ambiente, exibindo lado a lado arte barroca e arte contemporânea, confrontando-as e criando novos significados. A realização dessa mostra dá continuidade à proposta do MAS/SP de abrir suas portas a propostas mais atuais no circuito das artes, o que leva o visitante habitual do museu a se deparar com novas experiências culturais e convida públicos diferentes a conhecerem a especificidades de seu acervo.


Para tanto, a curadora Nair Kremer convidou um grupo de artistas, sendo oito indivíduos e um coletivo, a criarem trabalhos com total liberdade, respeitando os limites do tombamento da edificação. O grupo visitou os espaços do museu e cada um escolheu uma sala das coleções para inserir suas intervenções. São eles: Alex Flemming, Geórgia Kyriakakis, Guto Lacaz, Luiz Hermano, Monique Allain, Núcleo de Arte-Educação do Museu de Arte Sacra de São Paulo, Renata Barros, Roberta Segura e Silvia Mharques.


Com extensa trajetória como artista plástica, a curadora Nair encara um novo desafio ao propor aos artistas o diálogo entre seus trabalhos e as obras e espaços do MAS/SP, deslocando o conceito tradicional de museu para um novo lugar. “Longe da lógica administrativa e da rotina, sua posição enquanto curadora é a de artista, e isso faz toda diferença”, como define a pesquisadora e escritora Berta Waldman.


Contrapontos
é, em si, uma única obra de arte, formada por outras obras. Esse trabalho é composto não apenas pelo espaço do museu, as obras de sua exposição de longa duração e os site specifics desenvolvidos para a coletiva, mas a maneira como cada um desses elementos interagem. “No século XV, o pintor Piero Della Francesca já dizia que ‘mais importante que a pintura de um arcipreste é a relação dessa pintura com outra ou com outros elementos’”, diz Nair. É exatamente isso o que a curadora propõe nessa exposição.

Na sala Ourivesaria Sacra, Monique Allain, com sua obra “Réquiem”, questiona os valores tão bem guardados neste local e o fato de que um dia irão desaparecer. No mesmo ambiente, AlexFlemming insere vozes de outras religiosidades na figura de Iemanjá. Já na Benedito Calixto, Guto Lacaz comenta a pintura e sua reprodução – enquanto imagem normal, tridimensional e espectral – em um jogo óptico. Ali também, Geórgia Kyriakakis, com sua obra “EMPENO À TONA”, explora e entrecruza diferentes sentidos dos termos exposição, revelação e deformação.


Com destaques simbólicos e interativos do Jardim do Claustro, RobertaSegura nos leva a refletir sobre o estado de clausura voluntária e involuntária, respectivamente, das monjas e de uma moradora de rua. LuizHermano, por sua vez, inspira-se em um museu da Turquia e aciona no visitante o reconhecimento da arte bizantina, mas em um tempo novo, com novos materiais. Em uma das salas mais contemplativas, onde está a imagem de Nossa Senhora da Luz, Silvia Mharques constrói uma máquina de referências filosóficas e coloca em pauta nossa relação com “a luz do conhecimento”. Na Técnica Construtiva, a instalação “A flor da pele”, de Renata Barros, mostra a relação entre corpo e materialidade, em uma referência ao Santo Sudário.


A área externa, junto aos profetas, conta com a participação do Núcleo de Arte-Educação do Museu de Arte Sacra de São Paulo, que exibe a instalação interativa “Salvaguarda”. Este trabalho, já no próprio título, problematiza uma das funções do museu e faz um convite para o reconhecimento público de seu papel social.

Adicionam-se a Contrapontos performances, como “Sagrado Território”, de Miriam Dascal e Fabio Villardi, e a apresentação musical “Fabuloso adeus/ Mortal loucura”, do grupo Pato Preto.


Contrapontos
inova em sua presença no MAS/SP por apresentar site specifics, verdadeira “arte ambiente”, que apresenta elementos que dialogam esculturalmente com o meio circundante. A obra produzida sinaliza sua própria tendência de se voltar para o espaço incorporando-o ou transformando-o. Nair Kremer exibe trabalhos conceituais, mas de fácil assimilação, vencendo o desafio de contrapor, com suas poéticas, o tradicional. (?)

O museu


O Museu de Arte Sacra de São Paulo é fruto de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969, e sua instalação data de 28 de junho de 1970. Desde então, o Museu de Arte Sacra de São Paulo passou a ocupar a ala esquerda térrea do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz e a antiga Casa do Capelão, atual sede do Museu dos Presépios.


A parte mais antiga do complexo foi construída sob orientação de Frei Antônio de Santana Galvão para abrigar o recolhimento das irmãs concepcionistas, função esta que se mantém até hoje. O acervo do museu começou a ser formado por Dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo, que a partir de 1907 começou a recolher imagens sacras de igrejas e pequenas capelas de fazendas que sistematicamente eram demolidas após a proclamação da República. Na década de 1970, foi possível ampliar significativamente esse acervo.


O Museu de Arte Sacra de São Paulo tem como principais atribuições recolher, classificar, catalogar e expor convenientemente objetos religiosos cujo valor estético ou histórico recomende a sua preservação; expor permanente, pública e didaticamente seu acervo; promover o treinamento, a capacitação profissional e a especialização técnica e científica de recursos humanos necessários ao desenvolvimento de suas atividades; incentivar e apoiar a realização de estudos e pesquisas sobre arte sacra e história da arte; promover cursos regulares, periódicos ou esporádicos de difusão, extensão e de treinamento sobre temas ligados a seu campo de atuação.
 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Idosa tenta restaurar pintura do século 19 por conta própria e danifica imagem


Uma mulher de 80 anos tentou restaurar por conta própria uma obra do pintor espanhol do século 19 Elías García Martínez e acabou danificando a pintura.
Há algumas semanas, o Centro de Estudios Borjanos, na Espanha, recebeu uma doação de uma descendente do pintor, do qual o centro conhecia apenas uma obra --"Ecce Homo", pintura na parede da igreja Santuario de Misericordia.
Quando foram atrás da pintura depois de receber a doação, viram que ela havia sido modificada. Uma mulher vizinha da igreja, localizada na cidade de Borja, ao ver que a obra estava danificada, resolveu restaurá-la "sem pedir permissão", mas "com boas intenções". Ela confessou o fato às autoridades.
À esquerda, a imagem original, em foto tirada há dois anos. Ao centro, a imagem em foto de julho; e, à direita, a imagem "restaurada".

MUSEU ARQUIDIOCESANO DE ARTE SACRA RJ

O acervo do M.A.A.S. conta com mais de 5.000 (cinco mil) peças registradas

Histórico:
Por volta de 1950, deu-se início à coleta de peças religiosas para se formar o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Nessa época, algumas igrejas já haviam sido destruídas no centro da cidade e as peças que faziam parte delas foram distribuídas; como a cabeça alada de um anjo da Igreja de São Pedro dos Clérigos, de madeira, foi doada para o futuro museu.

Distintas famílias doaram peças valiosas, o mesmo acontecendo com instituições religiosas, como: Irmandade do Ssmo. Sacramento da Antiga Sé, Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, Igreja de Nossa Senhora da Saúde, Convento de Santa Teresa, entre outras.
As peças iam chegando à Antiga Catedral, à Rua 1º de março e uma pequena exposição começou a ser organizada em sua própria Sacristia.

Na década de sessenta, teve início a construção da Nova Catedral de São Sebastião, situada na Av. Chile, 245, cuja cerimônia de colocação da pedra fundamental ocorreu em 20 de janeiro de 1964, pelo então Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara.

Em 16 de novembro de 1976, por ocasião das comemorações do Tricentenário de criação do Bispado de São Sebastião do Rio de Janeiro, o Sr. Cardeal D. Eugenio de Araujo Sales, abençoou a Catedral de S. Sebastião e sagrou o seu altar-mor. Fazendo parte ainda das comemorações, nesta mesma data criou o Museu de Arte Sacra da Arquidiocese e nomeou Mons. Ivo Antonio Calliari seu diretor, em cerimônia realizada na sacristia da Catedral, quando foram expostas algumas peças do acervo. Na parte térrea foi preparado um espaço com aproximadamente 70 metros de comprimento por 10 de largura, para dar início às instalações do museu.

Em 1979, com a construção bastante adiantada, começaram os preparativos para a Sagração da Nova Catedral e a transferência de tudo que lhe pertencia que estava na antiga sede, a Igreja Nossa Senhora do Carmo na Rua 1º de Março para a Av. Chile.

Hoje o Museu conta com um acervo precioso, de grande valor histórico/religioso que não pára de crescer com o aumento constante de peças doadas.

Aos vinte e quatro dias do mês de abril do ano do Senhor de 2001, no vigésimo segundo ano do Pontificado de Sua Santidade, o Papa João Paulo II e trigésimo aniversário de posse como Arcebispo desta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, o eminentíssimo Senhor Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales deu a benção às novas instalações do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra. Também participaram da cerimônia autoridades religiosas, civis e militares e centenas de agentes de pastorais e demais fiéis.

Acervo
O acervo do M.A.A.S. conta com mais de 5.000 (cinco mil) peças registradas, sobre vários assuntos, como: escultura, pintura, mobiliário, prataria, porcelana, indumentária religiosa, medalhística, condecorações, livros litúrgicos, joalheria, objetos devocionais, coleção João Paulo II...

Acervo: Escultura
O M.A.A.S. possui peças esculpidas de grande valor artístico em madeira, barro e marfim. O maior número de exemplares foi trabalhado em madeira, por artistas brasileiros ou portugueses que vieram para o Brasil. As peças de barro são na maioria brasileiras, sendo algumas portuguesas. As esculturas de marfim são indo-portuguesas.

Acervo: Pintura
Entre as pinturas mais valiosas do Museu, encontram-se: um quadro, óleo sobre madeira do século XIV atribuído a Matteo Giovanini, representando a Virgem e o Menino; um retrato de Frei Bartolomeu dos Mártires, óleo sobre tela, do século XVI, de autor desconhecido; dois quadros, óleo sobre tela, de Leandro Joaquim, século XVIII, representando o incêndio do Recolhimento do Parto e reconstituição do mesmo; o Calvário, óleo sobre tela, do professor Edgard Cognat. Há ainda um número bastante grande de retratos de Sacerdotes, quadros com motivos religiosos de excelente qualidade, pintura cusquenha e alguns quadros de pintura, simplesmente devocionais.

Acervo: Mobiliário
Os móveis do MAAS compreendem: oratórios, cadeiras de braços, bancos de sacristia, confessionários, credências, trono que pertenceu a D. Pedro II usado na Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro por Sua Santidade, o Papa João Paulo II, em 1980.

Acervo: Prataria
Com a nova organização do fichário para a formação do Catálogo Geral do M.A.A.S., os objetos de prata foram distribuídos entre os assuntos: Adorno de cruz, Atributos de imagens e Luminárias (castiçais).

Acervo: Medalhística e Condecorações
Há exemplares do século XIX, porém, a maior parte desses objetos pertence ao século XX. Abrangem o período dos Cardeais Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, Dom Jaime de Barros Câmara e Dom Eugenio de Araujo Sales.

Acervo: Peça de indumentária
Há diversas peças de indumentária litúrgica e sacerdotal.

Acervo: Coleção João Paulo II
A coleção João Paulo II, atualmente, possui um total de setenta e três peças referentes às duas visitas do Papa João Paulo II ao Rio de Janeiro – em 1980 e 1997.

Considerações gerais
O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra possui um acervo respeitável, o qual reflete a maneira de ser do povo brasileiro e da Igreja no Brasil e de tudo aquilo que a fé em Deus possa acarretar e transmitir.

Uma grande parte de seu acervo participou silenciosamente de momentos históricos de nossa terra, quando a capital era a cidade do Rio de Janeiro, nos períodos colonial, imperial ou republicano.

O visitante tem acesso ao Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro pelo interior da Catedral ou por sua entrada na parte sul, que dá acesso direto ao subsolo.

Horário de visita ao Museu Arquidiocesano de Arte Sacra.
Toda Quarta-feira das 9h às 12h e das 13h às 16h, Sábado e Domingo das 9h às 12h. Em outros dias, visitas somente pré-agendada pelos telefones: 2240-2269 ou 2240-2869 ou 2262-1797.
Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro
Av. Chile, 245 - Centro - Rio de Janeiro - Cep:20031-170
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